PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO (PPGC)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Notícias
Banca de DEFESA: ANDREZA APOLONIO COSTA
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANDREZA APOLONIO COSTA
DATA: 22/10/2026
HORA: 09:30
LOCAL: https://meet.google.com/urh-uwsv-djm?authuser=3&hs=122
TÍTULO: Acessibilidade comunicacional em plataformas de mídia social: uma análise das diretrizes do instagram e do linkedin à luz da lei brasileira de inclusão.
PALAVRAS-CHAVES: Acessibilidade comunicacional; Políticas; Mídias sociais; Deficiência auditiva; Lei Brasileira de Inclusão.
PÁGINAS: 105
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Comunicação
RESUMO: Esta pesquisa tem como objetivo analisar a acessibilidade comunicacional em plataformas de
mídia social, com foco nas condições de participação de pessoas surdas e com deficiência
auditiva no ambiente digital. Parte da compreensão de que a comunicação é um direito
fundamental e um dos pilares da cidadania contemporânea. Entretanto, as dinâmicas
tecnológicas e corporativas das redes digitais ainda reproduzem barreiras que restringem o
acesso à informação e à expressão plena. Com base na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa
com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), especialmente nos artigos 63 a 66, a pesquisa
investiga como as plataformas Instagram e LinkedIn abordam a acessibilidade
comunicacional em seus termos de uso, políticas institucionais e guias de acessibilidade
digital, observando se há convergência entre o discurso das empresas e as exigências legais
brasileiras. O estudo adota uma abordagem qualitativa e documental, com base na análise de
conteúdo proposta por Bardin (2011), permitindo interpretar os documentos oficiais das
plataformas e identificar convergências, lacunas e contradições entre o que é proposto e o que
é garantido por lei. As categorias analíticas foram organizadas em três eixos, que estruturam
o exame do corpus documental: Políticas de acessibilidade comunicacional, Recursos de
acessibilidade disponíveis e Conformidade com a LBI. Os resultados evidenciam que ambas
as plataformas apresentam avanços pontuais na oferta de recursos voltados à acessibilidade
comunicacional para pessoas surdas e com deficiência auditiva, como sistemas de
legendagem e algumas funcionalidades relacionadas à transcrição de conteúdos. Entretanto,
tais recursos ainda se mostram limitados, seja pela imprecisão das legendas automáticas, pela
dependência da ação do produtor de conteúdo ou pela ausência de suporte nativo à Língua
Brasileira de Sinais (Libras), comprometendo a efetiva participação desse público nos
ambientes digitais. Constatou-se, ainda, um distanciamento entre os princípios de inclusão
divulgados pelas empresas e sua efetiva materialização em funcionalidades capazes de
atender às necessidades da comunidade surda. Embora o LinkedIn apresente políticas
institucionais mais detalhadas que o Instagram, ambas as plataformas demonstram
conformidade apenas parcial com os dispositivos da Lei Brasileira de Inclusão, evidenciando
que a acessibilidade permanece subordinada a decisões corporativas e à lógica da
plataformização. Conclui-se que a acessibilidade comunicacional nas mídias sociais ainda
ocorre de forma fragmentada e insuficiente, transferindo frequentemente aos próprios
usuários a responsabilidade por superar barreiras que deveriam ser enfrentadas pelas
plataformas. A pesquisa contribui para o fortalecimento do debate sobre equidade digital ao
evidenciar a necessidade de políticas institucionais mais robustas, recursos de acessibilidade
concebidos desde o design das plataformas e maior alinhamento entre inovação tecnológica,
direitos comunicacionais e inclusão social.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) ao Programa - 3410149 - ANNA RAQUEL DE LEMOS VIANA
Presidente(a) - 1140700 - FELLIPE SÁ BRASILEIRO
Externo(a) à Instituição - REGIANE LUCAS DE OLIVEIRA GARCÊZ