PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM (PPGENF)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Banca de DEFESA: JOSÉ ARTHUR GUIMARÃES DOS SANTOS
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ ARTHUR GUIMARÃES DOS SANTOS
DATA: 26/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: PPGENF - sala 03
TÍTULO: CAPACIDADE FUNCIONAL, AUTOCUIDADO E QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: UM ESTUDO TRANSVERSAL
PALAVRAS-CHAVES: Insuficiência Cardíaca; Capacidade Funcional; Autocuidado; Qualidade de Vida Relacionada à Saúde; Estudos transversais.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO: Introdução: A insuficiência cardíaca (IC) é a via final para a progressão e manifestação clínica de diversas cardiopatias, sendo uma das principais causas globais de mortalidade, morbidade e baixa qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS). A IC impacta negativamente a capacidade funcional (CF) dos pacientes por meio da diminuição do débito cardíaco. Neste sentido, a adesão a
comportamentos de autocuidado (AC) configura-se como elemento central na manutenção da CF, na prevenção de hospitalizações e para melhoria dos desfechos em saúde. Objetivo: Analisar a relação entre CF, AC e QVRS de pacientes com IC. Método: Estudo transversal e correlacional, conduzido em
ambulatório de um hospital de referência na região metropolitana de João Pessoa, Paraíba. Foram utilizados os instrumentos Duke Activity Status Index (DASI), European Heart Failure Self-Care Behavior Scale (EHFScBS), e Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire (MLHFQ). Os dados foram analisados por meio de testes de comparação, correlação de Spearman e análise de regressão linear simples. O estudo foi aprovado sob CAAE n° 85052024.0.0000.5188. Resultados: A maioria dos participantes era do sexo masculino (75,30%), idosos (63,53%), categorizados na classe I da New York Heart Association (NYHA) (49,00%) e com fração de ejeção do ventrículo esquerdo reduzida (FEVE) (68,80%). A CF mostrou-se diferença estatística significativa para as variáveis etiologia da IC, NYHA, FEVE, número de medicamentos e comorbidades. O AC apresentou diferença nos escores da NYHA e FEVE. A QVRS mostrou diferença com a etiologia da IC, NYHA, número
de medicamentos e comorbidades. Observou-se correlação significativa forte e negativa entre a CF e a QVRS (rho = -0,720; p < 0,001). A CF explicou 40,00% da variância dos escores de QVRS. Conclusão: Pacientes com IC com maiores escores de CF apresentam melhor percepção de QVRS. Intervenções educativas em saúde, lideradas por enfermeiros, são oportunas para fortalecer
a CF, o AC e a QVRS dessa população. Estudos longitudinais são necessários para elucidar as relações temporais entre essas variáveis e o impacto nos desfechos clínicos.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 2934188 - MAILSON MARQUES DE SOUSA
Interno(a) - 1574914 - SUZANA DE OLIVEIRA MANGUEIRA
Externo(a) à Instituição - VINÍCIUS BATISTA SANTOS