PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM (PPGENF)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: ANA LUÍSA FERNANDES VIEIRA MELO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA LUÍSA FERNANDES VIEIRA MELO
DATA: 12/02/2026
HORA: 13:30
LOCAL: Auditório Humberto Nóbrega (Auditório do CCS)
TÍTULO: Sofrimento emocional e autocuidado de pessoas com Diabetes Mellitus tipo 2
PALAVRAS-CHAVES: Enfermagem; Diabetes Mellitus Tipo 2; Sofrimento emocional; Autocuidado
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO: Introdução: O Diabetes Mellitus tipo 2 gera impactos fisiológicos e desafios emocionais que afetam a autonomia e o autocuidado. Investigar o sofrimento emocional e as práticas de autocuidado são vitais para prevenir complicações e promover o bem-estar desse seguimento populacional. Objetivo: Avaliar o sofrimento emocional e o autocuidado de pessoas com Diabetes Mellitus tipo 2. Método: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo e transversal, com abordagem quantitativa, realizado nas Unidades de Saúde da Família do município de João Pessoa-PB, Brasil, entre os meses de junho a outubro de 2025, com 377 pessoas de idade igual ou superior a 18 anos, com diagnóstico médico confirmado de Diabetes Mellitus tipo 2 e em tratamento medicamentoso para doença há pelo menos 6 meses. Os dados foram coletados com um instrumento semiestruturado para obtenção dos dados sociodemográficos e clínicos, a versão brasileira da escala Problems Areas in Diabetes, para averiguar sofrimento emocional, e o Questionário de Atividades de Autocuidado com o Diabetes para a avaliação do autocuidado. Posteriormente, os dados foram armazenados no Microsoft Office Excel e analisados com o software Statistical Package for the Social Science versão 22.0, por meio de técnicas de análise descritiva e inferencial. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal da Paraíba do Centro de Ciências da Saúde, obtendo parecer nº 7.400.528 e CAAE: 86264825.3.0000.5188. Resultados: Observou-se que 57,3% dos participantes referiram elevado sofrimento emocional, bem como uma associação estatisticamente significativa com sofrimento emocional alto e o sexo feminino (OR = 1,83; IC95%: 1,12–3,00). A renda suficiente (OR = 0,50; IC95%: 0,30–0,84) e a prática de atividade de lazer (OR = 0,41; IC95%: 0,25–0,67) mostraram-se como fatores de proteção para o baixo sofrimento emocional. No que se refere ao autocuidado evidenciou-se uma média de 4,11 (DP=1,18), caracterizando um autocuidado satisfatório, com maior adesão às atividades do domínio uso de medicação (6,41; ±1,39) e menor adesão para as atividades de monitorização da glicemia (2,12; ±2,72). Na análise de regressão linear, o sofrimento emocional apresentou associação negativa com a dimensão alimentação específica (β = −0,106; p = 0,040), indicando que maiores níveis de sofrimento emocional estavam associados a menor adesão a práticas alimentares específicas. Conclusão: O elevado sofrimento emocional mostrou-se associado à pior adesão às práticas de autocuidado, interferindo no manejo da doença e nos resultados em saúde.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1631937 - KATIA NEYLA DE FREITAS MACEDO COSTA
Interno(a) - 6338130 - PATRICIA SERPA DE SOUZA BATISTA
Externo(a) à Instituição - THAÍSE ALVES BEZERRA