PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM (PPGENF)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Notícias
Banca de DEFESA: PATRICIA DA SILVA ARAUJO
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PATRICIA DA SILVA ARAUJO
DATA: 27/07/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do CCS, Humberto Nóbrega
TÍTULO: Associação entre número de doses da vacina contra Covid-19 e carga sintomática das condições pós-covid na população brasileira.
PALAVRAS-CHAVES: Condições pós-covid; Vacinas contra COVID-19; Carga de Sintomas.
PÁGINAS: 155
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO: Introdução: Condições pós-covid, fenômeno complexo e multifatorial, evidenciado
pela presença de efeitos residuais da infecção. Os sintomas persistem por semanas a
meses após a infecção aguda por SARS-Cov-2, atingindo aproximadamente 10 a 20%
dos indivíduos recuperados da Covid-19. A vacina parece ser ainda, a melhor forma de
controle e prevenção. Objetivo: Analisar a associação entre o número de doses da
vacina contra a Covid-19 e carga/perfil de sintomas persistentes em indivíduos com
condições pós-covid. Metodologia: Estudo transversal, descritivo-analítico, como
recorte do projeto multicêntrico Impactos Físicos e Psicológicos da Covid-19 na
População Brasileira: Evidências para Intervenções Tecnológicas em Saúde. realizado
nas cinco regiões do Brasil com 1.647 adultos que apresentaram persistência de
sintomas por mais de quatro semanas após a Covid-19. A coleta ocorreu entre março de
2023 e março de 2024, por web survey na plataforma REDCap, utilizando amostragem
não probabilística em bola de neve adaptado. Foram analisadas variáveis
sociodemográficas, clínicas, vacinais e relacionadas à sintomatologia pós-Covid, por
meio de estatística descritiva, testes Qui-quadrado ou Exato de Fisher e odds ratio com
5% de significância. Sob parecer nº 5.841.147 do Comitê de Ética. Resultados:
Participaram do estudo 1.647 indivíduos, sendo a maioria do sexo feminino (73,4%),
jovens (média de 33,0 anos), solterios (65,7%), com ensino médio (51,1%), empregados
(48,8%) e renda de um salário mínimo (29,1%). Houve associações significativas entre
o número de doses com estado civil (p=0,015), escolaridade (p=0,003), tabagismo
(p<0,036), ocupação (p<0,001), presença (p=0,016) e número (p=0,040) de doenças
crônicas, além de dias de internamento (p=0,036). Pessoas vacinadas com 1 a 2 doses
apresentaram 70% mais chances de desenvolver carga sintomática elevada (≥21
sintomas) em comparação aos que receberam 3 ou mais doses (OR=1,7; IC95% 1,22,4;
p=0,009). Dentre os sintomas mais persistentes, destacam-se fadiga (p=0,023), tosse
(p=0,037), dor muscular (p=0,013), estresse pós-traumático (p=0,015), dor nas
articulações (p=0,003), falta de ar (p=0,009), tontura (p=0,005), calafrio (p=0,001),
palpitação (p=0,008), náusea (p=0,010) e diarreia (p=0,007). Grupos com maior
escolaridade, vínculo formal de emprego, ausência de tabagismo e presença de doenças
crônicas demonstraram maior completude vacinal. Conclusão: A análise evidencia que
a vulnerabilidade social limitou a adesão vacinal completa, acentuando as desigualdades
na recuperação da Covid-19, que acometeu inclusive jovens saudáveis com quadros
leves. O esquema vacinal incompleto (1 a 2 doses) eleva em 70% a chance de alta carga
sintomática. Assim, a imunização completa atua como um robusto fator protetor que
atenua a gravidade dos sintomas pós-covid, embora não os elimine.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1626922 - ANA CRISTINA DE OLIVEIRA E SILVA
Interno(a) - 3226188 - MARIA ELIANE MOREIRA FREIRE
Interno(a) - 1622650 - ORIANA DEYZE CORREIA PAIVA LEADEBAL
Externo(a) à Instituição - ELUCIR GIR
Externo(a) à Instituição - RENATA KARINA REIS