PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM (PPGENF)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: SAMARA DA SILVA SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SAMARA DA SILVA SANTOS
DATA: 26/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: PPGENF
TÍTULO: DA HOSPITALIZAÇÃO AO LAR: TRANSIÇÃO DO CUIDADO À PESSOA IDOSA SUBMETIDA À CIRÚRGIA DE FRATURA POR TRAUMA.
PALAVRAS-CHAVES: Transição do cuidado; Pessoa Idosa; Fratura Óssea; Cirurgia de Trauma.
PÁGINAS: 115
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO: Introdução: o envelhecimento populacional no Brasil tem elevado a incidência de traumas por fraturas ósseas em idosos, tornando a transição do hospital para o domicílio um período de vulnerabilidade crítica. Falhas nesse processo resultam em cuidados fragmentados e riscos de readmissão hospitalar. Esta pesquisa utiliza a Teoria das Transições de Afaf Meleis para compreender como a continuidade do cuidado impacta a recuperação da pessoa idosa. Objetivo: avaliar a qualidade da transição do cuidado da pessoa idosa submetida à cirurgia de fratura óssea por trauma, relacionando variáveis sociodemográficas e clínicas ao preparo para a alta. Método: Estudo observacional, analítico e transversal, desenvolvido em duas etapas. A primeira consistiu em uma revisão de escopo que mapeou intervenções e modelos de cuidado transicional na literatura mundial. A segunda etapa foi um estudo de campo com 151 idosos/cuidadores em um hospital de trauma na Paraíba. Os dados foram coletados em dois momentos: presencialmente no hospital e via telefone (7 a 30 dias pós-alta), utilizando o instrumento validado CTM-15. Resultados: indicam uma amostra majoritariamente feminina (73,5%), com média de 79 anos e baixa escolaridade, prevalecendo a fratura de colo de fêmur. A qualidade da transição (CTM-15) obteve média de 61,92 pontos, nível considerado razoável, mas abaixo do satisfatório. Enquanto o plano de cuidado foi o ponto forte (71,52), o entendimento crítico foi a maior fragilidade (58,35), especialmente quanto aos efeitos colaterais de medicamentos. Variáveis como sexo e município de residência influenciaram significativamente a percepção de preparo para a alta. Discussão: os resultados revelam uma "dicotomia institucional": o hospital é eficiente em cumprir ritos administrativos e entregar documentos (Fator 3), mas falha em empoderar o idoso através da educação em saúde (Fator 4). A associação estatística significativa entre o sexo e a preparação para o gerenciamento, e entre o município de residência e a qualidade da transição, destaca barreiras geográficas e de letramento em saúde que prejudicam a continuidade do cuidado na Atenção Primária. Conclusão: A transição do cuidado para idosos traumatizados é funcionalmente insuficiente. Embora os protocolos burocráticos sejam seguidos, há uma lacuna na compreensão crítica dos pacientes sobre sua própria saúde. Conclui-se que o cuidado liderado pela enfermagem deve focar no letramento em saúde e na articulação com as redes municipais para garantir uma recuperação segura e autônoma.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) ao Programa - 1583896 - EDILENE ARAUJO MONTEIRO
Presidente(a) - 1655763 - MARIA DE LOURDES DE FARIAS PONTES
Interno(a) - 2775762 - MARIANA ALBERNAZ PINHEIRO DE CARVALHO