PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR (PPBCM)

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)

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Banca de DEFESA: JOSE ALECIO FERREIRA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSE ALECIO FERREIRA DA SILVA
DATA: 28/02/2020
HORA: 09:30
LOCAL: SALA DE AULA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR
TÍTULO: AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DO USO DO ESTÔMAGO DO PEIXE XARÉU Caranx hippos (Linnaeus, 1766) COMO FONTE DE PROTEASES ÁCIDAS PARA APLICAÇÕES INDUSTRIAIS E BIOTECNOLÓGICAS
PALAVRAS-CHAVES: Aproveitamento de resíduos; Peixes Marítimos.; Vísceras Digestivas; Proteases digestórias.
PÁGINAS: 45
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Bioquímica
RESUMO: Resumo: Nas últimas décadas, se constatou um crescimento constante no consumo de pescados, principalmente em função do aumento da população e demanda de alimentos mais saudáveis. Este trabalho objetivou obter proteases aspárticas de interesse industrial e biotecnológico a partir dos resíduos viscerais de estômago, oriundos da comercialização do peixe teleósteo de água salgada xaréu (Caranx hippos). Proteases aspárticas foram extraídas e caracterizadas. A atividade proteolítica específica do extrato bruto (EB) do xaréu foi 1.404,6 ± 3,09 U/mg. O EB foi submetido a fracionamento salino por sulfato de amônio, com purificação de 1,6 vezes e rendimento de 49,4%. A fração 60% (F60%) foi avaliada quanto à temperatura e pH ótimos. A sensibilidade aos íons metálicos e aos inibidores naturais e sintéticos também foi avaliada.A temperatura ótima de atuação da enzima na F60% se apresentou em 50 ºC. A estabilidade térmica na F60% foi observada entre 25 ºC e 50 ºC. Os efeitos do pH nas proteases ácidas da F60% obtiveram uma faixa de pH ótimo entre o pH 1,5 até 4,0. A atividade máxima foi em pH 1,5. Contudo, no pH 4,0, a atividade proteolítica foi maior que 80% da atividade máxima. A Pepstatina A, inibidor específico de proteases aspárticas, incluindo a pepsina, foi utilizado para avaliar seu efeito sobre as enzimas presentes no extrato do estômago do xaréu. Observou-se a inibição total da atividade enzimática, pois a Pepstatina se liga ao local ativo da enzima e impossibilita a ligação enzima-substrato.Sendo assim, o resultado deste ensaio indica que as proteases ácidas presentes em F60% pertencem à classe das proteases aspárticas, e, por se tratar de enzimas estomacais, são provavelmente pepsinas-símile. Por sua vez, a inibição foi maior que 60% ao incubar a F60% com os íons Al3+, Cd2+, Mg2+ e Mn2+. Foi observado que a atividade proteolítica diminui continuamente com o aumento das concentrações de NaCl. Entretanto, a enzima manteve uma alta atividade mesmo na presença de 20% de NaCl. Neste trabalho, através de uma simples etapa de “salting-out” foi possível obter um concentrado proteico contendo proteases aspárticas, com alta atividade proteolítica, a partir do extrato bruto do estômago de C. hippos. Foi possível observar a presença de duas proteases ácidas que podem ser enzimas do tipo pepsinas. Com isso, pode-se afirmar que o estômago do peixe xaréu é uma fonte promissora para obtenção de proteases ácidas.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1183873 - AUGUSTO CEZAR VASCONCELOS DE FREITAS JUNIOR
Interno - 2277768 - DAVI FELIPE FARIAS
Externo ao Programa - 1186427 - FABIO MARCEL DA SILVA SANTOS