PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS (PPGCC)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: GILBERTO MAGALHÃES DA SILVA FILHO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GILBERTO MAGALHÃES DA SILVA FILHO
DATA: 09/08/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Centro de Ciências Sociais Aplicadas
TÍTULO: FATORES DETERMINANTES DA INTENÇÃO DE DENÚNCIA OU DO SILÊNCIO CONIVENTE DA FRAUDE CONTÁBIL: um estudo à luz das teorias do comportamento planejado e do triângulo de fraude
PALAVRAS-CHAVES: Determinantes. Intenção de denúncia. Silêncio conivente. Fraude contábil. Teoria do comportamento planejado. Teoria do triângulo de fraude.
PÁGINAS: 178
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Administração
SUBÁREA: Ciências Contábeis
RESUMO: Quando diante da fraude, o profissional contabil se encontra em um dilema sobre qual decisao tomar: assoprar o apito, conduta esperada, em virtude dos aspectos morais e eticos; ou permanecer em silencio, agindo como cumplice, pelo risco de sofrer represalias negativas do seu comportamento. Muitos elementos podem influenciar a escolha, desde aspectos pessoais a incentivos que partem da organizacao, alem dos conflitos e incertezas envolvidas. Diante disso, esta tese teve como objetivo verificar quais fatores podem explicar a intencao de denuncia ou o silencio conivente da fraude contabil pelos profissionais de contabilidade. Para dar sustentacao teorica ao trabalho, utilizaram-se a teoria do comportamento planejado (TCP), de Ajzen (1991), e a teoria do triangulo de fraude (TTF), de Cressey (1953). Ampliou-se o modelo de pesquisa incorporando-se outras variaveis (julgamento etico, gravidade do delito e posicao que o infrator ocupa) identificadas na literatura como influenciadoras do comportamento de denuncia da fraude contabil. A amostra compos-se por 471 profissionais de contabilidade, e a metodologia se dividiu em duas partes, a primeira destinada ao processo de construcao e validacao do questionario, tomando por base as tecnicas psicometricas, formada por procedimentos teoricos, empiricos e analiticos. Os procedimentos teoricos tiveram como foco a sustentacao conceitual que fundamenta o trabalho e a operacionalizacao do construto em itens. O procedimento empirico definiu as etapas de aplicacao do instrumento, concluindo com a avaliacao de sua qualidade. O procedimento analitico definiu os processos estatisticos utilizados sobre os dados que resultaram em um instrumento valido. A segunda parte forneceu uma descricao detalhada das tecnicas de analise utilizadas para responder ao objeto da pesquisa: analise da correlacao, regressao logistica ordinal e regressao multipa. Os achados da pesquisa demonstraram que os fatores pertencentes a TCP (atitudes, normas subjetivas e percepcao de controle) podem predizer as intencoes comportamentais (silencio conivente e intencao de denuncia) dos profissionais de contabilidade. O julgamento positivo em direcao a denuncia (atitudes) e a pressao que os pares exercem (normas subjetivas) aumentam a probabilidade de os profissionais delatarem a fraude, e quanto maiores as barreiras (percepcao de controle) que possam dificultar a denuncia, maiores as chances de eles permanecerem em silencio. O nivel de julgamento etico se mostrou um determinante das intencoes comportamentais, com efeito positivo, a pelo menos um dos fatores da dimensao etica (justica social, relativismo e contratualismo). A existencia de recompensas economicas nao e relevante na avaliacao pessoal (atitudes) da denuncia da fraude. Concluindo, os canais de denuncia externos representam a via primaria para os profissionais ao considerarem a denuncia das irregularidades contabeis, sendo assim, cabe aos orgaos reguladores (CVM, CFC etc.) criar vias de comunicacao para que os profissionais possam delatar esse tipo de fraude. Os resultados sao, portanto, relevantes e contribuem valiosamente para a literatura sobre intencao de denuncia da fraude contabil no cenario nacional, embora ainda sejam necessarias mais investigacoes. A denuncia e um componente importante da contabilidade e dos controles internos, cabendo ao governo, entidades e orgaos reguladores desenvolver politicas institucionais visando incentiva-la, bem como garantir a protecao do potencial delator.
MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2014467 - CARLOS EDUARDO PIMENTEL
Externo à Instituição - JOSÉ DIONÍSIO GOMES DA SILVA
Interno - 1524258 - PAULO AGUIAR DO MONTE
Presidente - 1030203 - PAULO AMILTON MAIA LEITE FILHO
Interno - 1287709 - PAULO ROBERTO NOBREGA CAVALCANTE