PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA (PPGA)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Telefone/Ramal
3209/8736

Dissertações/Teses


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2021
Descrição
  • CAIO MARTINIANO DE BRITO BAIMA
  • Do Muro de Tijolos ao Muro Digital: A ascensão do graffiti em Fortaleza e suas perspectivas em tempos pandêmicos
  • Orientador : MARCO AURELIO PAZ TELLA
  • Data: 31/03/2021
  • Hora: 09:15
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  • A presente dissertação intitulada DO MURO DE TIJOLOS AO MURO DIGITAL: A ASCENSÃO DO GRAFFITI EM FORTALEZA E SUAS PERSPECTIVAS EM TEMPOS PANDÊMICOS comporta o relato de uma pesquisa etnográfica que ocorreu de forma multissituada em Fortaleza, no meio físico e no meio digital, por intermédio da rede social Instagram, abordando a atividade de artistas grafiteiros no contexto da pandemia do coronavírus. Partindo, na primeira seção, de uma recuperação histórica que desemboca no graffiti contemporâneo, a investigação, de caráter qualitativo, incorpora aspectos apontados por interlocutores, ouvidos por meio de entrevistas semiestruturadas, num diálogo com a pesquisa bibliográfica. Segue, nas seções seguintes, inserindo as dificuldades da realização de uma pesquisa em meio à pandemia da Covid-19, simultaneamente trabalhando as técnicas destinadas a acompanhar o deslocamento das produções artísticas dos muros da cidade para o espaço virtual, numa observação proporcionada pelo Instagram. Ao final, discute-se dois aspectos centrais do tema na transição de 2020 para 2021: as dificuldades para efetivação de um projeto desenhado para ocorrer por meio de uma imersão presencial na Praia de Iracema, constantemente adiada em razão das medidas de proteção sanitária aderidas pelo Governo do Estado do Ceará e, em segundo lugar, a exposição das percepções obtidas nos meios virtuais em busca de compreender as formas utilizadas para manutenção de trabalhos artísticos pelos grafiteiros usuários do Instagram. Este trabalho tem como principal objetivo perceber e discutir as dificuldades enfrentadas por estes artífices após o fatídico surgimento da pandemia, que exige como principal medida de contenção o confinamento. Neste quadro, se pretende discutir a relação dos grafiteiros com o Poder Público, por meio da análise do texto e dos desdobramentos do Edital Arte Urbana na PI, de 2020, no contexto do estado emergencial, examinando os elementos de controle social presentes neste tipo de iniciativa estatal e, sob outro aspecto, as estratégias utilizadas pelos grafiteiros para dar sequência ao fomento de sua arte. Partindo de DIÓGENES e buscando entender o ciberespaço com RIFIOTIS, o método utilizado, que fundamenta os procedimentos acima descritos, foi o da etnografia virtual. O estudo se conclui constatando aspectos relacionados ao controle social presentes não apenas nas vias da administração pública, mas também pelos direcionamentos automatizados dos meios digitais, e, ao mesmo tempo, registrando a incidência de inúmeras formas de tentativa de liberdade encontradas na investigação, como as saídas às ruas durante o lockdown, contraditoriamente menos sujeitas, nas circunstâncias do isolamento, à repressão da polícia, ou à difusão de conteúdos nas redes sociais como espaço aparentemente seguro.
  • WEVERSON BEZERRA SILVA
  • “TRABALHAR COM A MORTE É NÃO PARAR DE PENSAR NELA”: Estudo Antropológico sobre as práticas dos profissionais de saúde do Hospital Napoleão Laureano com os pacientes com câncer em cuidados paliativos.
  • Orientador : MONICA LOURDES FRANCH GUTIERREZ
  • Data: 12/03/2021
  • Hora: 09:00
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  • Esse trabalho tem como objetivo compreender as experiências e práticas dos profissionais da saúde que trabalham na ala dos pacientes em cuidados paliativos do Hospital Napoleão Laureano (HNL), referência no tratamento de pessoas portadoras de câncer no Estado da Paraíba. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que se apoiou na observação participante na perspectiva da “etnografia hospitalar”. Diante disso, o trabalho traz uma descrição do campo e discute o modo como profissionais da saúde elaboram o significado da morte dos pacientes que são/estão considerados em “fora de possibilidade terapêutica” (FPT) e de que modo entendem o trabalho do cuidado junto a eles. As experiências e práticas dos profissionais da saúde levam a pensar sobre aspectos técnicos como também põem em evidência dimensões intersubjetivas no encontro dos profissionais com os pacientes, com seus familiares e no diálogo com as experiências pessoais de vida e morte. A literatura consultada situa as práticas analisadas no contexto dos diversos movimentos sociais que surgiram no mundo todo em prol da melhoria do moribundo e autonomia do espaço do morrer “uma boa morte”. As reivindicações criadas por esses movimentos contemplaram o indivíduo e seu direito social ao processo de morrer, apontadas para mudanças no processo da morte contemporânea voltadas para as pessoas sob cuidados paliativos.
  • DURVALINA RODRIGUES LIMA DE PAULA E SILVA
  • CORPOS TRAÇADOS: UM ESTUDO ANTROPOLÓGICO SOBRE EXPERIÊNCIAS DE MULHERES COM TRAÇO FALCIFORME NO ESTADO PARAÍBA
  • Orientador : EDNALVA MACIEL NEVES
  • Data: 10/03/2021
  • Hora: 14:30
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  • Esta dissertação é um estudo antropológico a respeito das relações entre corpo, raça e a experiência de mulheres com o Traço Falciforme. Buscou compreender as repercussões do traço falciforme na vida de mulheres em idade reprodutiva (19 a 49 anos) no estado da Paraíba e as imbricações em suas subjetividades, nas relações sociais, afetivas e familiares, assim como, no tocante a vivência/efetivação dos seus direitos reprodutivos. Além disso, busca identificar os cuidados em saúde que estas recebem no Sistema Único de Saúde - SUS, com vistas a desvelar o universo subjetivo das mulheres com traço falciforme. Trata-se de uma pesquisa etnográfica, que contou com oito interlocutoras de seis cidades do estado da Paraíba. A pesquisa de campo contou com observação em eventos e entrevistas mediadas pelas ferramentas da Tecnologia da Informação e Comunicação, devido o contexto da pandemia do Coronavírus, tendo a interseccionalidade como categoria de análise para refletir sobre questões relacionadas à raça, classe, gênero e geração têm se constituído em fatores que agravam a experiência de mulheres com Traço Falciforme. A relevância deste estudo está em produzir conhecimento antropológico a partir da experiência das mulheres, evidenciando suas vivências com o Traço Falciforme, com a atenção em saúde recebida e com o direito reprodutivo, podendo subsidiar outros estudos e pesquisas, assim como ampliar as informações sobre TF, e sobre políticas públicas de saúde dirigidas às pessoas acometidas pela Doença Falciforme.
  • RAFAELA PORCARI MOLENA ACUIO
  • “ATÉ QUE UM DIA EU SURTEI”: UM ESTUDO ANTROPOLÓGICO SOBRE EXPERIÊNCIAS DE CRISE EM SAÚDE MENTAL E ITINERAÇÕES DE CUIDADO
  • Orientador : MARCIA REIS LONGHI
  • Data: 26/02/2021
  • Hora: 15:00
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  • ACUIO, Rafaela Porcari Molena. “Até que um dia eu surtei”: um estudo antropológico sobre experiências de crise em saúde mental e itinerações de cuidado. João Pessoa, 2021. Dissertação (Mestrado em Antropologia) – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2021. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de abordagem teórico-metodológica etnográfica, inscrita no campo da Antropologia da Saúde, que tem como objetivo compreender a construção de sentido à crise em saúde mental e a experiência de cuidado ao sofrimento. O trabalho de campo foi realizado por meio da coleta de narrativas de vida e entrevista em profundidade de três pessoas residentes no município de João Pessoa, PB, com trajetórias de adoecimento no campo da saúde mental. A ideia de crise em saúde mental foi empregada pelas interlocutoras para nomear um rol de experiências que envolveram um sofrimento que beirava o insuportável, e diziam respeito a momentos que se embaralhavam com outras crises biográficas. Identificou-se no processo de adoecimento e na experiência de sofrimento atravessamentos sociais com questões de gênero, raça, sexualidade, classe e geração. Os resultados apontaram também para o desenvolvimento de estratégias pelos sujeitos para lidar com o sofrimento, restabelecer condições satisfatórias de vida e prevenir novas crises, que dialogam com o cuidado biomédico e psicossocial oferecido pelos equipamentos de saúde mental, mas também produzem novas formas autorais de cuidar de si. Por meio da itineração em busca de cuidado e da articulação dos múltiplos atores, ambientes, objetos e discursos que dela fazem parte, a construção de sentido à crise se mostrou ancorada na própria experiência, que, ainda que corporificada e singular, mostra-se resultado também de lógicas sociais mais amplas, sendo possível um diálogo com contextos sócio político econômicos e atravessamentos sociais de maior escala.
2020
Descrição
  • EDUARD ALVES FERNANDEZ
  • “HOJE A GENTE BRINCA DO JEITO QUE O POVO QUER”: cavalo marinho, performance e processo na fala dos brincadores
  • Orientador : LUCIANA DE OLIVEIRA CHIANCA
  • Data: 28/08/2020
  • Hora: 15:00
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  • Em breve
  • LÍVIA ALVES DOS SANTOS MACEDO
  • VIVA O URSO SEM LENÇO, SEM DOCUMENTO! Brincando de Ala Ursa no carnaval de João Pessoa
  • Orientador : LUCIANA DE OLIVEIRA CHIANCA
  • Data: 28/08/2020
  • Hora: 09:00
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  • O carnaval é uma celebração nacional que envolve toda sociedade brasileira, espontaneamente ou não. Nele atua outra ordem estrutural na qual surgem diversas manifestações populares; dentre elas, o Ala Ursa. Trata-se de um espetáculo performático encontrado notadamente na Paraíba e Pernambuco (Brasil), que acontece no período de carnaval e pré-carnavalesco. O Ala Ursa (ou La Ursa) traz a figura principal de um ou mais jovens paramentados de vestimenta e máscara representando um Urso. Seus acompanhantes trazem na mão uma vasilha para coletar dons, formam um conjunto musical de percussão (batucada) e seguem caminhando e dançando pelas ruas e espaços públicos, interagindo com quem encontram no caminho. Por meio de uma abordagem qualitativa do tipo etnográfica, com entrevistas livres, relatos orais, registros audiovisuais e observações diretas e participante sobre a preparação e a atuação do Ala Ursa Sem Lenço, Sem Documento para o carnaval de 2019, esta pesquisa busca compreender a relação dos integrantes deste grupo com o bairro do Roger (sede do grupo) e com a cidade de João Pessoa. Além de contribuir para compreender a relação dos grupos de Ala Ursas mantêm com a cidade a partir do Carnaval Tradição de João Pessoa, buscar compreender os símbolos dos Ursos do SLSD e evidenciar a organização e produção do grupo do Carnaval de 2019. Os referenciais teóricos baseiam-se nos estudos de carnaval, ritual e da própria manifestação Ala Ursa, além da cidade enquanto território festivo. Percebemos que o grupo reforçou marcadores de etnia e classe social em sua estética e linguagem, sendo que a vivacidade do folguedo revelada nas apresentações nas praias, avenidas principais, ruas e praças da cidade, fortalecem a resistência cultural popular do Roger, bairro de origem do grupo. Assim, o Ala Ursa Sem Lenço, Sem Documento também reafirmou sua presença no cenário festivo da cidade contribuindo significativamente nos processos socioeducativos, linguagens artísticas, e autoestima dos seus integrantes. Percebeu-se que os Ursos (Adultos e Mirins) do folguedo ocupam um espaço importante no imaginário coletivo local, atuam como um símbolo de renovação de ciclo associado a diversão e ao medo do público; sendo que os Ursos Mirins estão mais ligados ao “dançar o Urso” e afetos positivos das crianças do público, já os Adultos à virilidade e prestígio acompanhados de responsabilidade e bebida alcóolica. O grupo também é um instrumento poderoso político e social do bairro, um espaço de construção e ressignificação das identidades negras individuais e grupais; desafiando todos os anos a estrutura social dominante negando que esta seja a única forma de organização.
  • MAKTOR QUEIROZ DO RÊGO
  • OS ESTRANGEIROS SÃO ELES: REDES DE LAZER, SOCIABILIDADE E EMPREENDIMENTOS ENTRE IMIGRANTES NO BAIRRO DE INTERMARES – PB
  • Data: 04/08/2020
  • Hora: 15:00
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  • Este trabalho tem por objetivo analisar as redes de sociabilidade, lazer e empreendimentos que se estabelecem entre os moradores do bairro de Intermares, na cidade de Cabedelo (região metropolitana da cidade de João Pessoa) no estado da Paraíba. Esta etnografia pretende relatar como se formam as interações culturais entre duas culturas distintas: A cultura local (nativa) e a cultura dos imigrantes (aqui chamados de estrangeiros). As tensões decorrentes desse “choque cultural” e, consequentemente, as teias de interações inerentes a essa realidade, bem como suas consequências na formação da identidade do bairro, se constituem como objetos desta pesquisa. Utilizamos, como pressupostos teóricos, contribuições de autores que se filiam aos campos dos Estudos Culturais e da Antropologia Urbana como: Gilberto Velho, Nobert Elias, Stuart Hall, dentre outros, que conceitualizam as noções de identidade e sociabilidade, considerando a pertinência destas concepções no discurso e nas práticas desenvolvidas dentro do grupo de estrangeiros aqui estudados. Abordamos esses grupos e instituições sociais, processos culturais e dinâmica/espacial no contexto urbano contemporâneo, com ênfase nas territorialidades e discussões sobre processos de requalificação urbana, assim como na análise das redes de sociabilidade, empreendimento e lazer. Entendemos que, os “estrangeiros” desempenham um papel extremamente relevante na vida social do bairro, ressignificando sua estrutura econômica e cultural de forma perene. Como corpus, elegemos dados coletados durante observações no campo e, também, gravações em áudio e vídeo feitas durante as imersões na pesquisa em questão. Esta etnografia, basicamente, está estruturada em quatro capítulos, onde discorro sobre o conflito cultural no Bairro de Intermares-PB, que se estabelece entre a cultura nativa e a cultura, que aqui refiro, “estrangeira”. Na primeira parte, tento demonstrar como está organizado e estruturado o bairro, além de abordar sobre os sujeitos da pesquisa. Num segundo momento, descrevo as tensões entre nativos e estrangeiros, analisando as relações que se estabelecem entre os estrangeiros e a cultura local a partir das relações comerciais. Na última parte, tento me aprofundar sobre as questões étnico/raciais e de identidade, para chegarmos à conclusão sobre as profundas alterações culturais introduzidas no bairro em decorrência da presença dos estrangeiros e das suas práticas sociais/culturais/econômicas.
  • IVANDIELY PESSOA PINTO DE MENEZES COSTA
  • GÊNERO, INFÂNCIA E ESCOLA: PERSPECTIVAS ETNOGRÁFICAS SOBRE O TRABALHO DOCENTE COM CRIANÇAS
  • Orientador : PEDRO FRANCISCO GUEDES DO NASCIMENTO
  • Data: 15/04/2020
  • Hora: 10:00
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  • Como a atividade docente organiza as concepções sobre gênero e sexualidade colocadas por crianças em suas narrativas e observações sobre o mundo dos adultos? Esta questão central norteia a presente dissertação, que é voltada ao estudo das concepções sobre gênero e infância presentes no processo inicial de escolarização de uma escola pública do município de Mamanguape, localizada no Litoral Norte do estado da Paraíba, Brasil. A pesquisa consistiu em análise do Projeto Político Pedagógico (PPP), entrevistas formais, conversas informais e observações de campo do cotidiano escolar, de maneira a examinar as noções de “cuidado” e “carência”, “gênero” e “generificação”, e a divisão sexual do trabalho entre os docentes, bem como sua formação profissional. Resulta, portanto, na compreensão da atividade docente como um espaço didático, produtor de reflexividade, discursos e subjetividades sobre o corpo da criança e o contexto social onde ela se encontra, estabelecido a partir de debates cotidianos sobre meninos e meninas, brincadeiras, violência e cuidado, sem ignorar, para isso, a presença ativa das crianças.
  • IVANDIELY PESSOA PINTO DE MENEZES COSTA
  • Gênero, infância e escola. Perspectivas etnográficas sobre o trabalho docente com crianças
  • Orientador : PEDRO FRANCISCO GUEDES DO NASCIMENTO
  • Data: 15/04/2020
  • Hora: 10:00
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  • Como a atividade docente organiza as concepções sobre gênero e sexualidade colocadas por crianças em suas narrativas e observações sobre o mundo dos adultos? Esta questão central norteia a presente dissertação, que é voltada ao estudo das concepções sobre gênero e infância presentes no processo inicial de escolarização de uma escola pública do município de Mamanguape, localizada no Litoral Norte do estado da Paraíba, Brasil. A pesquisa consistiu em análise do Projeto Político Pedagógico (PPP), entrevistas formais, conversas informais e observações de campo do cotidiano escolar, de maneira a examinar as noções de “cuidado” e “carência”, “gênero” e “generificação”, e a divisão sexual do trabalho entre os docentes, bem como sua formação profissional. Resulta, portanto, na compreensão da atividade docente como um espaço didático, produtor de reflexividade, discursos e subjetividades sobre o corpo da criança e o contexto social onde ela se encontra, estabelecido a partir de debates cotidianos sobre meninos e meninas, brincadeiras, violência e cuidado, sem ignorar, para isso, a presença ativa das crianças.
  • RAISSA TAIMILLES VALÉRIO PAIVA DE SOUZA
  • Novas Jornadas Entre o Virtual e o Físico: Ressignificação dos Espaços Através do Pokémon Go
  • Orientador : MARCO AURELIO PAZ TELLA
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • A pesquisa consiste em uma etnografia com a comunidade gamer do jogo para celular Pokémon Go. O intuito é tentar entender a sociabilidade do grupo junto com uma nova perspectiva de olhar a cidade intermediada pelo espaço virtual. Tentando assim compreender como o jogo consegue ressignificar os espaços urbanos para os jogadores, que o enxergam de modo particular, através de esculturas, monumentos, igrejas, grafites, entre outros, que são justamente os pontos de parada do jogo e os ginásios, muitas vezes em lugares que fogem da rota diária das pessoas. Isso porque o Pokémon Go não existe só no celular, é uma intersecção entre o espaço físico e o espaço virtual, uma vez que ele utiliza o mapa da cidade onde o jogador está inserido, dessa forma o jogo muda o jeito como os jogadores lidam com o espaço, trazendo uma nova forma e concepção de se apropriar socialmente do espaço físico.
  • WILLIANE JUVENCIO PONTES
  • Emoções e Sociabilidade Urbana: Uma etnografia sobre a Comunidade do Timbó, João Pessoa - PB
  • Orientador : MAURO GUILHERME PINHEIRO KOURY
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 09:30
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  • Este trabalho é uma pesquisa etnográfica que busca analisar a sociabilidade de uma comunidade periférica da cidade de João Pessoa. O universo de pesquisa estudado é a Comunidade do Timbó, localizada no bairro dos Bancários, zona sul da cidade, que está situada em uma área de crescente valorização imobiliária na cidade, o que influencia processos de reconfiguração urbana e social que perpassam o cotidiano dos moradores. Neste contexto em que a Comunidade do Timbó está circunscrita, objetivase compreender a sociabilidade que caracteriza o viver no Timbó, de modo a identificar a cultura emotiva e os códigos de moralidades que constituem a experiência do morador e conformam o lugar Timbó – lugar de pertença e pessoalidade onde os vínculos afetivos estreitos e duradouros são preservados e exercitados. A análise se baseou na discussão do sentimento de pertença, da pessoalidade, das redes homofílicas e dos marcadores sociais de diferenciação como elementos que configuram as relações que se estabelecem entre os moradores da comunidade. Elementos estes que informam a cultura emotiva e os códigos de moralidades em vigência e contribuem para uma forma singular do morador entender a si mesmo e ao outro relacional a partir do Timbó, lugar em que está inserido e constrói uma individualidade. Os dados etnográficos produzidos no trabalho de campo revelam a lógica pessoalizada que norteia a forma de sociabilidade no Timbó e propicia elementos de solidariedade e conflito presentes no cotidiano, tais como as estratégias de diferenciação, as ajudas mútuas, as acusações, as justificativas e as formas de administração do conflito, que estão pressentem na sociabilidade da Comunidade do Timbó e serão discutidos neste trabalho.
  • HEYTOR DE QUEIROZ MARQUES
  • "Está no Sangue": Etnografia sobre a Perspectiva Hereditária da Mucopolissacaridose no Cariri Paraibano
  • Orientador : EDNALVA MACIEL NEVES
  • Data: 27/02/2020
  • Hora: 14:30
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  • Este trabalho pretende compreender a concepção de herança e hereditariedade a partir das famílias acometidas por mucopolissacaridoses, doenças genéticas raras de alta prevalência no Cariri Paraibano. Geneticamente, a doença é atribuída ao casamento consanguíneo ou casamento entre primos, com maior concentração na região que foi realizada a pesquisa. O interesse surgiu a partir de questionamentos que seria uma doença “herdada” – ou seja, ter um forte vínculo com o parentesco e como esse vínculo interfere na organização familiar. Os objetivos foram de: compreender qual a percepção de herança/hereditariedade genética e social das famílias acometidas pela Mucopolissacaridose no Cariri Paraibano. Já os específicos: verificar as relações após o diagnóstico positivo entre os familiares e adoecido; identificar as percepções da família acerca da doença e de seu caráter hereditário; identificar as repercussões sobre a trajetória pessoal e familiar a partir do adoecimento e sua hereditariedade; analisar as mudanças cotidianas na vida dos familiares dos acometidos. Metodologicamente, o trabalho de campo foi realizado em duas expedições, para dialogar com as famílias e as pessoas com as mucopolissacaridoses. A primeira expedição foi realizada em conjunto com minha orientadora e visitamos 11 cidades espalhadas nas regiões do Cariri. A segunda expedição, visitei duas cidades, Serra Branca e Taperoá, em razão do grande número de famílias acometidas e com o objetivo de aprofundar a investigação iniciada conhecendo com se deu a constituição familiar montando genealogias das famílias, também foi possível conhecer novos interlocutores que não foram identificados na primeira ida ao campo. No total, foram visitadas 16 famílias e realizado entrevistas semiestruturadas, sendo 13 delas, na primeira expedição e 3 novas famílias no segundo momento, possibilitando conhecer membros dessas famílias. As entrevistas variaram em conformidade com a situação de cada família, de modo que às vezes apenas os pais e/ou mães eram os agentes de diálogo quando os filhos eram crianças, quando já adultos eles falavam por si, mas com a companhia de algum outro familiar. Entre as famílias, o aspecto significativo a ser pontuado diz respeito ao valor do sangue atribuído ao repasse da doença, não ao parentesco, caracterizado por possuir o “mesmo sangue”. Aquelas famílias que tomaram o parentesco como referência foi no sentido de que: “só é família é só quando corre o mesmo sangue nas veias”, e esse sangue nas veias que compartilha o risco do adoecimento na família. A herança também poderia ser manifestada a partir do entendimento do heredograma realizado pela geneticista, que seria um instrumento para apontar a relação de parentesco, mas para os interlocutores não faziam diferença, pois o parentesco era construído a partir de uma normativa social, no qual seria definido por uma proximidade nas relações. Outro modo de entender o parentesco seria com uma noção histórica no território no qual a família originalmente se instalou e ali foram fixando raízes e pouco se “misturando”, dessa forma preservou o sobrenome o material genético em um mesmo território que começou como sítios e se tornaram cidade. Finalizando a apresentação dos dados, a herança de risco e a reprodução familiar emerge como uma temática bastante compreendida por uma das interlocutoras de forma a compreender e ajudar na problematização do que seria viver com o risco do desenvolvimento de uma doença genética rara, as mucopolissacaridoses, trazendo um contraste dessa interlocutora com os demais participantes do grupo que não questionavam ou não colocaram o risco como um ponto fundamental para a construção de suas famílias. As mucopolissacaridoses são entendidas pelos interlocutores como heranças que podem surgir a partir do parentesco sanguíneo, porem esses parentescos poucas vezes são admitidos, pois, as regras sociais sobressaem ao saber genético. Além disso, pode ser entendida a herança a partir do território que faz uma ligação direta com os nomes das famílias e a residência destas em sítios que se tornaram cidades. Por fim, a herança pode também fazer ser entendida como um risco na construção familiar, pois pode afetar na possibilidade de ter ou não um filho com mucopolissacaridose e essa condição acarreta diversas mudanças e traz diversos dilemas sobre a formação familiar.
  • RIANNA DE CARVALHO FEITOSA
  • Circuitos ambientalistas e estratégias lixo zero em Florianópolis.
  • Data: 18/02/2020
  • Hora: 10:00
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  • Esta pesquisa investigou, através de pesquisa etnográfica, o que chamamos de circuitos ambientalistas da cidade de Florianópolis/SC. Tais circuitos são constituídos por grupos engajados na gestão comunitária de resíduos, em compostagem comunitária, em movimentos em defesa da agroecologia, movimentos ecossocialistas, contando também com pessoas que participam de ações pontuais em prol do meio ambiente e de ações realizadas pelo Instituto Lixo Zero Brasil e por outras entidades públicas e privadas da cidade. Em 04 de junho de 2018, por meio do decreto nº 18.646, o prefeito da cidade instituiu o Programa Florianópolis Capital Lixo Zero, fato que nos instigou a buscar compreender melhor o que tem sido chamado de conceito ou estratégia lixo zero, para refletir sobre os caminhos que fizeram esse conceito ser mobilizado como uma política social e como essa política resultou em processos socioculturais que envolvem dinâmicas e ações políticas de diferentes grupos e estratos sociais florianopolitanos. Nosso estudo etnográfico fez uso de conceitos da antropologia urbana (Magnani, 2014) e da antropologia das políticas públicas (Hincapié, 2015). Nesse processo, buscamos compreender certas expressões de subjetividade da população de Florianópolis e quais os acontecimentos, caminhos e tendências ligados à questão da sustentabilidade e da gestão de resíduos sólidos, anteriores ao Decreto Capital Lixo Zero, poderiam ter possibilitado sua concepção e a transformação de uma aspiração aparentemente utópica em algo realizável, a partir da interface com o Estado, com o poder público ou com instituições da sociedade civil organizada.
  • NÚBIA GUEDES DE BARROS FERREIRA
  • MATERNIDADE E CRIANÇAS ENCARCERADAS: ETNOGRAFANDO O DOMINGO NO PRESÍDIO MARIA JÚLIA MARANHÃO (JOÃO PESSOA-PB)
  • Orientador : FLAVIA FERREIRA PIRES
  • Data: 14/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • Em breve
2019
Descrição
  • CAMILA BORGES DA SILVA
  • " A dor e a delícia de ser o que é": uma etnografia sobre mulheres em situação de rua na cidade do Recife-PE.
  • Data: 30/08/2019
  • Hora: 15:00
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  • Em breve
  • GERALDO DE FRANÇA ALVES JÚNIOR
  • Caminhando com a Jurema: Etnografia de itinerários rituais afro-indígenas no litoral norte da Paraíba.
  • Data: 30/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • Em breve
  • MARCIA ALEXANDRINO DE LIMA
  • "Pra onde vai todo esse sangue na menopausa?": uma análise antropológica dos sentidos da menopausa entre mulheres em Rio Tinto/Paraíba.
  • Data: 29/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • Em breve
  • FERNANDA SATTVA DE ESPINDOLA BRANDÃO
  • Chegar, ficar e (talvez) sair: etnografia de jovens institucionalizadas em um abrigo de João Pessoa/PB
  • Data: 28/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • Em breve.
  • RENAN JACINTO MONTEIRO
  • Na rua dos ciganos: A construção do ser homem entre saberes, honra e festas.
  • Data: 28/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • Em breve
  • CAIO NOBRE LISBOA
  • Etnografia da Fanfarra no contexto do desfile cívico de Rio Tinto - PB
  • Data: 28/08/2019
  • Hora: 10:00
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  • Em Breve
  • JOSE MUNIZ FALCAO NETO
  • Etnografia das memórias cinematográficas no Vale do Mamanguape-PB.
  • Data: 23/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • Em breve
  • PHELIPE CALDAS PONTES CARVALHO
  • O Belo e suas torcidas: um estudo comparativo sobre as formas de pertencimento que cercam o Botafogo da Paraíba.
  • Data: 03/05/2019
  • Hora: 14:00
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  • A pesquisa dialogou mais fortemente com três grupos distintos de torcedores do Botafogo da Paraíba com o objetivo de realizar um estudo comparativo sobre eles. O objetivo era mostrar que aquilo que a mídia, certas instituições governamentais, forças policiais, entre outros, chamam genericamente de “torcida de futebol de um mesmo clube” não é nunca uma unidade, não é nunca algo homogêneo, livre de tensões ou rivalidades internas. Mas, ao contrário, as diferentes identidades torcedoras que cercam um mesmo clube vão criar seus próprios territórios, seus próprios lugares antropológicos, suas próprias relações de alianças e de rivalidades, que estarão a todo momento sendo mediadas, reforçadas e modificadas, a depender do contexto. As torcidas do Botafogo-PB, pois, pensadas sempre no plural, foram analisadas a partir de suas diferenças, de suas fronteiras, de suas alteridades, apresentando assim uma realidade extremamente heterogênea, bem diferente daquela comumente alardeada. Registrese, por fim, que a dissertação foi escrita após quase dois anos de pesquisa etnográfica, com o campo de pesquisa sendo alargado à medida que o trabalho se desenvolvia. Começou no próprio Estádio Almeidão e em seu entorno, acompanhando os torcedores, conversando com eles em meio ao ritual de jogos dentro de casa; depois ganhou João Pessoa, observando as circulações desses torcedores pela cidade-sede do clube analisado; e num terceiro momento foi pensado o torcedor para além de sua própria cidade, quando realizaram-se viagens com esses distintos grupos para acompanhar jogos fora de João Pessoa e até mesmo da Paraíba.
  • ALINE MARIA PINTO DA PAIXÃO
  • O levante do Santo: Grupos domésticos, tradição de conhecimento e práticas religiosas entre quilombolas de Mituaçu-PB.
  • Data: 27/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • Em breve
2018
Descrição
  • BIANCA RODRIGUES DA SILVA
  • Mulheres: Trajetórias, percepções de si e vivências afetivo sexuais de mulheres que se relacionam com homens transexuais
  • Data: 31/08/2018
  • Hora: 14:00
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  • Em breve
  • MOURRAMBERT GUIMARAES FLEXA
  • "Quem ama homenageia" Rituais, performances e emoções em velórios em Santarém (PA)
  • Data: 31/08/2018
  • Hora: 10:00
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  • Em breve
  • JOAO INACIO DOS SANTOS NETO
  • Entre o pensar e o fazer objetos: Um estudo sobre os atos e gestos técnicos de artesãos e designers.
  • Data: 30/08/2018
  • Hora: 09:00
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  • Em breve
  • SHEILA CAVALCANTE DOS SANTOS
  • Curtir ou não curtir: Experimentações a partir do Tinder
  • Data: 29/08/2018
  • Hora: 14:00
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  • Este trabalho teve por objetivo analisar experiencias vivenciadas atraves do Tinder, aplicativo para dispositivos moveis usado para a busca de relacionamento afetivo-sexual. A partir de um estudo etnografico que envolveu ambientes online e off-line de investigacao, realizado principalmente com seis homens e seis mulheres que buscavam pelo sexo oposto no aplicativo, procurou-se observar como este se insere na dinamica de suas relacoes interpessoais e interfere em suas estrategias de sociabilidade e vivencia da experiencia afetivo/sexual. Tendo por base a dinamica de uso do aplicativo, analisou-se o percurso do contato com o outro atraves do aplicativo e seu entrelace com motivacoes, expectativas, projetos e dinamica de vida dos usuarios/as. Em dialogo com um instrumental teorico que atenta para a agencia do individuo no mundo da vida, partiu-se do principio que, por um lado, plataformas digitais como o Tinder sao recursos tecnologicos que configuram formas especificas e diversas de interacao com o outro, inseridas numa dinamica mais flexivel e rapida caracteristica da contemporaneidade. Por outro, tais dinamicas estao permeadas por especificidades culturais, elaboracoes pessoais e projetos relacionados com interesses e expectativas diversas dos usuarios/as e de seus interlocutores/as, o que cria uma constante indeterminacao nas relacoes ali constituidas. Assim, verificou-se que o Tinder figura como uma alternativa a mais e um meio ativo nos devires da busca pelo outro, integrando um movimento de procura e afastamento, de negociacao e tensao, que comporta tanto expectativas de afinidade e reciprocidade nas trocas intersubjetivas, estas testada desde o inicio do contato, como a valorizacao da autonomia e da escolha como cernes do projeto individual.
  • SHEILA CAVALCANTE DOS SANTOS
  • Curtir ou não curtir: Experimentações a partir do Tinder
  • Data: 29/08/2018
  • Hora: 14:00
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  • Este trabalho teve por objetivo analisar experiencias vivenciadas atraves do Tinder, aplicativo para dispositivos moveis usado para a busca de relacionamento afetivo-sexual. A partir de um estudo etnografico que envolveu ambientes online e off-line de investigacao, realizado principalmente com seis homens e seis mulheres que buscavam pelo sexo oposto no aplicativo, procurou-se observar como este se insere na dinamica de suas relacoes interpessoais e interfere em suas estrategias de sociabilidade e vivencia da experiencia afetivo/sexual. Tendo por base a dinamica de uso do aplicativo, analisou-se o percurso do contato com o outro atraves do aplicativo e seu entrelace com motivacoes, expectativas, projetos e dinamica de vida dos usuarios/as. Em dialogo com um instrumental teorico que atenta para a agencia do individuo no mundo da vida, partiu-se do principio que, por um lado, plataformas digitais como o Tinder sao recursos tecnologicos que configuram formas especificas e diversas de interacao com o outro, inseridas numa dinamica mais flexivel e rapida caracteristica da contemporaneidade. Por outro, tais dinamicas estao permeadas por especificidades culturais, elaboracoes pessoais e projetos relacionados com interesses e expectativas diversas dos usuarios/as e de seus interlocutores/as, o que cria uma constante indeterminacao nas relacoes ali constituidas. Assim, verificou-se que o Tinder figura como uma alternativa a mais e um meio ativo nos devires da busca pelo outro, integrando um movimento de procura e afastamento, de negociacao e tensao, que comporta tanto expectativas de afinidade e reciprocidade nas trocas intersubjetivas, estas testada desde o inicio do contato, como a valorizacao da autonomia e da escolha como cernes do projeto individual.
  • LUANA MAIA PINTO
  • "Eu vim buscar macaxeira e inhame": Uma experiência entre beneficiárias do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em Rio Tinto/PB
  • Data: 29/08/2018
  • Hora: 09:00
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  • A Segurança Alimentar e Nutricional é objeto de amplo debate a respeito dos principais objetivos de planejamento e construção das políticas públicas no Brasil. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi criado em 2003, no início do governo Lula, como parte do programa Fome Zero. Dentre os principais objetivos, a ação busca assegurar o acesso aos alimentos por pessoas que vivem em condições de insegurança alimentar e/ou nutricional, estimulando também a agricultura familiar por meio de compras governamentais de alimentos. A modalidade “compra com doação simultânea”, parte do que forma o PAA, foi a ação a qual tive a oportunidade de conhecer e vivenciar. Durante o desenvolvimento deste trabalho - entre os anos de 2017 e 2018 - me propus a acompanhar o movimento do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) do município de Rio Tinto/PB, no intuito de observar as diversas relações que se passam dentro deste órgão e de analisar os sentidos associados à prática das políticas sociais. A etnografia realizada contribuiu para a coleta de dados, partindo da convivência e da execução do programa junto ao grupo de beneficiárias e servidoras do CRAS. Apresentando as formas de atuação e as relações entre os atores estatais e a sociedade, procuro destacar algumas discussões relacionadas à visibilidade de gênero, matricialidade sociofamiliar, pobreza e vulnerabilidade. Apesar de conceitualmente impreciso, o termo vulnerabilidade social reforça o entendimento a respeito dos diversos fatores que fragilizam os sujeitos no exercício de sua cidadania. Esse acompanhamento efetivo de um programa voltado à segurança alimentar e nutricional tem como suporte analítico as questões referentes às tecnologias e aos dispositivos de governo, biopoder e biopolítica. As políticas de Assistência Social podem ser pensadas como uma rede, em que uma ação estará ligada a outras. Portanto, ao pesquisar o/no PAA e adentrar a vida comum dessas mulheres beneficiárias, pude conhecer de que maneira tais ações estão ligadas à gestão da vida do seu grupo familiar.
  • FILIPE LINS DOS SANTOS
  • ARENAS DA VIDA: O Discurso Jurídico sobre a pessoa e a vida dos embriões In Vitro
  • Data: 28/08/2018
  • Hora: 14:00
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  • O direito, enquanto campo de produção de conhecimento, não se perfaz pronto e acabado numa norma ou julgamento do tribunal, mas ele é produzido no dia a dia das relações sociais e culturais. Isso é facilmente perceptível quando trazemos à tona a forma como o discurso jurídico se apropriou das categorias de vida e pessoa para ter condições de julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3510, que tratou sobre a autorização das pesquisas com células tronco embrionárias. A importância desse julgamento que aconteceu em 2008 foi perceber o conjunto de estratégias que foram criadas dentro do discurso a partir de elementos culturais e sociais, para criar e delimitar espaços sociais para a aplicação da categoria de vida e pessoa, bem como outras categorias que foram sendo colocadas em discussão, como o aborto, morto, DNA, alma e útero. Diante disso, o problema da pesquisa repousa em verificar a dinâmica social e antropológica que perpassou o acionamento dessas categorias no discurso jurídico e como isso permite ver um conjunto de interações e conflitos que envolvem valores e servem de base para o fortalecimento de relações sociais existentes ou surgimento de novas dinâmicas. Ademais, estava em jogo nesse caso, um objeto que era o embrião in vitro que reunia em si elementos da natureza e cultura, logo assumindo um caráter híbrido que levou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a criar a primeira audiência pública da sua história, precisando, para tanto, chamar a sociedade e principalmente pesquisadores para que pudessem fornecer elementos necessários, a fim da produção de uma decisão que colocasse um ponto final a grande pergunta que permeava o julgamento: A extração de células tronco embrionárias e a consequente morte do embrião in vitro é prática de aborto? Teria vida o embrião in vitro? Seria o embrião in vitro pessoa? É nesse cenário turbulento que está situada minha pesquisa. Assim, para a coleta dos dados procedi com uma etnografia documental pautada no levantamento de todos os documentos que fizeram parte do julgamento e extraindo. A pesquisa trouxe como um dos resultados a maneira em que o discurso jurídico se apropria de determinados valores para lidar com situações que não se limitam ao âmbito da natureza ou cultura, além de apresentarmos uma forma de engrenagem social que fortalece valores tradicionais a partir de uma lógica discursiva de modernidade e avanço cientifico.
  • ULIANA GOMES DA SILVA
  • “DOENÇA QUE NÃO TEM CURA, É PARA O RESTO DA VIDA”: ETNOGRAFANDO A EXPERIÊNCIA DE MULHERES MÃES DE CRIANÇAS COM DOENÇA FALCIFORME NO ESTADO DA PARAÍBA
  • Data: 27/08/2018
  • Hora: 16:00
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  • Esta dissertação tem por objetivo apresentar a pesquisa etnográfica desenvolvida no Mestrado em Antropologia. A partir dela, busca-se compreender a experiência do adoecimento e do cuidado junto às mulheres mães de crianças portadoras de Anemia Falciforme (AF) que acessam o Serviço de Triagem Neonatal (STN) no Ambulatório do Complexo Pediátrico Arlinda Marques (CPAM) na cidade de João Pessoa, Paraíba. São trazidas algumas reflexões acerca de como as mães se situam perante a doença dos filhos, enfocando as posturas desempenhadas por cada uma delas enquanto “mãe de uma criança com Anemia Falciforme”. Compreender o modo como desenvolvem atitudes de cuidado para com seus filhos se faz necessário, refletindo nesse movimento de como essas mães atribuem significados à experiência do adoecimento dos filhos e do cuidado para com os mesmos. Zago (2004) aponta que no Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Anemia Falciforme é a doença genética mais comum, ainda pouco conhecida e afeta mais agudamente as populações negra e parda – sabendo-se ainda que essas populações fazem parte do grupo dos mais pobres. Quanto à literatura sobre a doença, Silva (2013), Ramalho (2007), Neves (2014; 2015), Diniz (2005; 2006), Zago (2001; 2004) têm mostrado que as pessoas acometidas pela Anemia Falciforme ou com o Traço Falciforme enveredam numa luta diária para conseguir tratamento, medicamentos, assistências e respeito. Uma das mais importantes contribuições deste trabalho é trazer à tona um pouco do que essas mulheres estão enfrentando, pois não se divulga como estão lidando com o adoecimento, ou como trilham um percurso de busca sobre conhecimento acerca da doença. São trazidos registros de aspectos que levam a transformações no modo de vida dessas mulheres, para quem a descoberta da doença é impactante. Essa realidade foi percebida durante o trabalho de campo, e aqui são trazidas informações sobre os impactos da AF na vida dessas mulheres que se descobrem mães de filhos com hemoglobinopatia. Assim, as informações obtidas podem vir a contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas que visem a melhoria dos atendimentos voltados aos portadores de AF e a seus familiares.
  • JESSYCA BARBOSA MARINS
  • Inventários Participativos: Uma possibilidade de mobilização social
  • Data: 23/08/2018
  • Hora: 14:30
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  • Em breve
  • HUALAFY RAFAEL BARBOSA SANTOS
  • "Nossa luta não é em vão": As experiências das pessoas com albinismo na busca por visibilidade
  • Data: 23/08/2018
  • Hora: 10:00
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  • Em breve
  • LUARNA RELVA FELIX CORTEZ
  • Entre crises, cobranças e transições: Um estudo antropológico das experiências de mestres em formação
  • Data: 23/08/2018
  • Hora: 10:00
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  • Em breve
  • MARIA DO SOCORRO PELOSO DA SILVA
  • "CORPOS QUE CARREGAM: carregadores portuários na 'beira' do rio Tapajós, em Santarém-Pará".
  • Data: 20/08/2018
  • Hora: 10:00
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  • Tendo, o corpo, como objeto de estudo, a dissertacao busca compreender antropologicamente a experiencia corporal e a sociabilidade de homens que carregam e descarregam cargas e usam o proprio corpo como meio e principal instrumento para realizacao de suas atividades profissionais. A pesquisa empirica foi realizada na cidade de Santarem, Para, tendo como principais interlocutores os carregadores portuarios, afiliados a Associacao dos Carregadores do Terminal Fluvial de Passageiros e Cargas de Santarem Para, a partir da observacao de campo e de entrevistas semiestruturadas. As atividades de carregamento, neste contexto, sao realizadas somente por homens, exige grandes esforcos, tecnicas e habilidades corporais especificas, dada a natureza, o peso e as cargas que carregam. Alguns deles chegam a carregar ate 150 kg sem apoio de instrumento e no proprio corpo e muito mais quando potencializam seus corpos puxando as cargas com auxilio de carretos. As jornadas de trabalho sao, no minimo, de 10 horas diarias, alternando entre carregamento, descanso e tempo de espera.
  • SARAYNA MARTINS MENDES
  • Ser mulher na cidade: Um estudo sobre a circulação das mulheres do Porto Capim pela cidade de João Pessoa
  • Data: 15/08/2018
  • Hora: 09:30
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  • Em breve
  • GIOVANA ALMEIDA NASCIMENTO
  • Efeitos socioculturais da transposição do rio São Francisco em comunidades rurais: a experiência de São José de Piranhas no Sertão Paraibano
  • Data: 07/06/2018
  • Hora: 14:00
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  • Tendo em vista a magnitude das transformacoes decorrentes da concretizacao do Projeto de Transposicao do Rio Sao Francisco no Nordeste Brasileiro, esta dissertacao busca descrever e refletir sobre como essas transformacoes afetam a vida das familias sitiantes deslocadas do Sitio Riacho da Boa Vista, no sertao Paraibano. Com o intuito de compreender essas transformacoes, realizamos uma revisao da literatura antropologica que trata dos impactos socioculturais provocados pela implantacao dos grandes projetos governamentais. A partir desse estudo, foi possivel compreender que a trajetoria de vida das familias sitiantes foi atravessada por diferentes situacoes que um deslocamento compulsorio impoe e que essas familias buscam estrategias de resistencia para manter os seus modos de vida.
  • LUCAS MEDEIROS DE ARAUJO VALE
  • "Vinha caminhando a pé, pra ver se encontrava uma cigana de fé": o culto aos espíritos ciganos no Catimbó/Jurema do Ylê Axé Nagô Ôxaguiã (Caicó - RN)
  • Data: 30/05/2018
  • Hora: 09:00
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  • Presentes no ocidente desde meados do século XV, aqueles que hoje se reconhecem etnicamente, ou são reconhecidos, como “ciganos”, ocupam no imaginário do outro, “nãocigano”, imagens diversas e às vezes dicotômicas. Se por um lado são vistos como sujos, fedorentos, ladrões, vagabundos, e trapaceiros – como mostram diversas pesquisas etnográficas - por outro, são seres metafísicos, detentores de conhecimentos mágicos e de dádivas divinas, capazes de acessar através do jogo de cartas, ou da palma da mão, facetas do passado, presente e futuro. Também poderiam curar, amaldiçoar, enfeitiçar e atuar sobre a vida de quem quer que seja, estando eles - os ciganos - vivos ou mortos, operando milagres em seus túmulos, ou se fazendo presente enquanto espíritos, em centros Kardecista, Tendas ciganas espiritualistas, templos do Vale do Amanhecer, em terreiros de Umbanda e até mesmo nos de Jurema Sagrada/Catimbó. Nesta dissertação, buscamos refletir acerca das operações de construções sociais e imagéticas de conhecimento sobre a etnia cigana no culto aos espíritos/entidades ciganos(as) da Jurema Sagrada/Catimbó em um “terreiro” que também se denomina como de Candomblé, levando em conta os marcadores de diferença “raça” e “religião”, e a relação simbólica e material entre os espíritos/entidades, que são cultuados neste espaço, e “médiuns juremeiros(as)” de duplo pertencimento religioso. Tomando para a nossa analise os registros do nosso diário de campo, “pontos cantados” - ou “toadas” -, e as transcrições de entrevistas coletadas junto aos juremeiros do Ylê Axé Nagô Ôxáguiã, em Caicó/RN. Com isso, objetivamos compreender de que maneira os religiosos realizam os seus rituais, (re)significam culturas e apropriam-se destas em suas práticas sagradas.
  • WALKÍRIA DO NASCIMENTO SILVA
  • MEIO DE FEIRA: UMA ETNOGRAFIA SOBRE ESTRATÉGIAS DE VENDA ENTRE FEIRANTES NA FEIRA LIVRE DE ITAPOROROCA-PB
  • Data: 23/05/2018
  • Hora: 09:00
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  • Esta dissertação tem como objetivo identificar e analisar as estratégias de venda de mercadorias em três setores1 específicos da feira livre da cidade de Itapororoca, interior do estado da Paraíba. O recorte etnográfico foi feito a partir dos setores de frutas, verduras e roupas, mais precisamente, feira de frutas, feira de verduras e feira de roupas, respectivamente. A abordagem teórica fundamentou-se em autores como Agier (2011), Gonçalves e Abdala (2013), Leite (2001), Magnani (1996, 2002), Machado (2013), Paz (2016), Silva (2015), Sato (2012), Simmel (1983), Vedana (2004, 2008, 2013, 2017) e Velho (2013, 2011). Na perspectiva da Antropologia Urbana, o trabalho dá ênfase às discussões sobre as apropriações do espaço público e as sociabilidades e estratégias de venda em feiras livres. A pesquisa qualitativa teve como principal método a descrição etnográfica que utilizou também a câmera fotográfica como técnica de pesquisa. O intuito foi observar e compreender as práticas sociais e atividades desenvolvidas pelos feirantes percebendo as estratégias de venda que são utilizadas para oferecer mercadorias em cada um desses setores. O foco da pesquisa se restringiu à observação das relações sociais entre feirantes e fregueses, aqueles que vendem e que compram na feira. A feira livre acontece semanalmente nos dias de segunda feira e atrai um público diversificado vindo de todo o município e cidades circunvizinhas. O espaço público da feira encanta todos aqueles que passam por ali com sua variedade de mercadorias, cores, cheiros, sons e sabores, além de ser palco para diversas manifestações sociais, religiosas, culturais e políticas. É nesse contexto heterogêneo de pessoas, mercadorias e manifestações culturais, que os feirantes fazem uso de estratégias variadas para vender suas mercadorias, e ao mesmo tempo, reforçar os laços de sociabilidade com os fregueses.
  • EDILZA MARIA MEDEIROS DETMERING
  • “LEÕES” DA SPORTMANIA: Um estudo sobre a formação e a sociabilidade de uma torcida organizada do Sport Club do Recife
  • Data: 04/04/2018
  • Hora: 09:00
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  • Esta dissertacao tem como objetivo o estudo etnografico sobre a formacao e a sociabilidade de torcedores organizados do Sport Club do Recife. O objeto de estudo e a torcida organizada SPORTMANIA, que surgiu na decada de 1980, foi extinta na decada de 1990 e ressurgiu no final dos anos 2000. A pesquisa foi realizada com participantes da primeira e da segunda formacao da torcida, num total de 10 interlocutores (nove homens e uma mulher) a partir da observacao participante e de entrevistas semiestruturadas complementares. O campo etnografico compreendeu basicamente o estadio Adelmar da Costa Carvalho na Ilha do Retiro, as demais dependencias do clube e a residencia de alguns torcedores. Ainda, como campo de interacao com os interlocutores, podem ser citadas as vias digitais, como e-mails e aplicativos de mensagens via celular. Nesses espacos, observou-se socializacao, interacao, conflitos e hierarquias que permeiam as relacoes dos torcedores rubro-negros. As reflexoes sao embasadas em um aporte teorico que inclui Simmel (1950) para pensar conflito e sociabilidade, Magnani (2002) para pensar circuito e espacos de sociabilidade, e Levi-Strauss (1986) para problematizar o totemismo, dentre outros autores. Nesse contexto, destacam-se as caracteristicas do pertencimento a SPORTMANIA em ambas as formacoes da torcida, como tambem o significado e a importancia que os torcedores atribuem a ter um “leao” como mascote do time, levando-se em conta os contextos pernambucano e brasileiro. A importancia desta investigacao etnografica reside no estudo do fenomeno de ressurgimento da torcida em pauta, atestando que a formacao da torcida se fundamenta no desejo de torcer pelo time, encontrar os amigos e se socializar.
  • SONIA MARIA NEVES BITTENCOURT DE SA
  • O arco e flecha como construtores do mundo: A prática tradicional do kyudo e do Potiguara na Paraíba
  • Data: 23/02/2018
  • Hora: 13:00
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  • Esta dissertação se insere no campo de estudos da técnica, do manejo e da performance mediante a análise dos processos de construção do arco e da flecha Potiguara e do Kyudo, a arqueria tradicional japonesa. Nesta perspectiva, a presente pesquisa se estruturou a partir de uma indagação central: Como os arcos e flechas Potiguara e do kyudo atravessaram os tempos e continuam as suas práticas nos dias atuais? A reflexão antropológica subjacente ao estudo é a relação entre continuidades e mudanças, tradição e ressignificação. Neste sentido, o objetivo geral delineado foi compreender como os arcos são construídos, e como ocorre a interação entre os arcos e os artesãos; os arcos e os arqueiros; a partir de uma aproximação etnográfica junto a dois grupos: os artesãos das aldeias das Terras Indígenas Potiguara e seus arqueiros, e entre os praticantes de Kyudo. A metodologia utilizada consistiu em um conjunto de procedimentos, tais como: l. Levantamento bibliográfico e histórico sobre os samurais e a imigração japonesa para o nordeste do Brasil e dos guerreiros potiguara; artesãos e arqueiros envolvidos com a prática do arco e flechas; 2. Mapeamento bibliográfico sobre o estado da arte no campo dos estudos da técnica, do manejo e da performance; 3. Pesquisa de campo etnográfica entre 2016 e 2017 envolvendo diversas observações, descrições e diálogos colhidos entre os artesãos e praticantes do arco e flecha que possibilitou dialogar com as teorias antropológicas no campo da técnica, do manejo e prática como eixo de reflexão. O trabalho foi dividido em três tópicos: no primeiro há uma abordagem geral sobre a questão do arco e flechas; no segundo situo a questão do conhecimento, natureza e a poética concreta da construção dos arcos; e no terceiro e último, analiso a relação entre corpo e o arco e flechas tendo como base de apoio os estudos produzidos no campo da antropologia visual. Neste caso, analiso a prática do arco e flecha nos Jogos Indígenas Potiguaras e os Festivais do Japão, em João Pessoa em 2016 e 2017, respectivamente. Para além desta dissertação a aproximação etnográfica realizada junto aos dois grupos potencializou a produção de um vídeo e um acervo fotográfico sobre a forma de construção e manuseio dos arcos. O estudo sinalizou para a ressignificação contemporânea do arco e flecha enquanto um processo de esportização. Antes de ser um trabalho conclusivo, o estudo do arco e flechas entre estes dois grupos, buscou ser um trabalho mais reflexivo e, sobretudo, provocativo e aberto a novos caminhos a serem traçados para uma compreensão maior da relação técnica, manejo e performance.
2017
Descrição
  • ANA VALERIA SALZA DE VASCONCELOS
  • A dona da festa toda: artes e astúcias sobre ser drag queen em Recife – Pernambuco
  • Data: 31/08/2017
  • Hora: 14:00
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  • Em breve
  • EVERTON DE LIMA SILVA
  • Você é muito nova para brincar de morrer ou Uma etnografia com jovens e adolescentes que praticam a automutilação
  • Data: 31/08/2017
  • Hora: 14:00
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  • Esta dissertação discorre sobre o fenômeno conhecido como automutilação. Tratase de uma prática usualmente ligada a pessoas jovens, majoritariamente adolescentes, e do sexo feminino, que têm como uma de suas características o fato de as pessoas ocultarem seus sinais. Silenciada no cotidiano presencial, a automutilação, entretanto, é visível e presente nas redes sociais, especialmente no Whatsapp. A pesquisa aqui apresentada acompanhou este fenômeno, a partir da inserção do seu pesquisador em diversos grupos de Whatsapp e, em menor medida, do Facebook. A automutilação tem um aspecto de anti-estrutura, de anomia. A conduta de se cortar é representada até em música como uma “saída de emergência”. Um automutilador pode passar semanas sem se cortar e, por algum motivo voltar a se ferir numa sequência superior à anterior ou ainda pode ser coagido a deixar de se cortar, pode fazer terapia, substituir a automutilação por alguma outra conduta, entre outras atitudes. Tentar fazer um quadro estático sobre automutilação não parece uma atitude aconselhável, visto que quem se corta está frequentemente flertando com a instabilidade, fuga, desespero, apelo ao prazer, etc. O que se pode esperar de um grupo de Whatsapp para pessoas que praticam automutilação? Há um grupo de pessoas que estão fugindo de uma série de socialidades outras que não as comportam. Afirmei que as pessoas com as quais convivi estão fugindo de várias socialidades, muito embora eles se refiram e vejam “a sociedade” como uma vilã. Nos grupos de Whatsapp para pessoas que se cortam eu vejo um espaço de refúgio, onde o que garante a aceitação é a condição de igualdade frente a automutilação. Nesses espaços as pessoas se apresentam e se representam de uma forma diferente daquela quando estão fora do grupo. Nesses grupos os automutiladores estão inventando sua socialidade por meio de sua agência, uma agência que ensaio chamar de difusa ou negativa pelo próprio fato de, nas suas representações, os automutiladores geralmente associarem sua prática ao suicídio, ao sofrimento, entre outras aflições.
  • JANAINNA EDWIGES DE OLIVEIRA PEREIRA
  • SIGNIFICADOS DA SOLIDARIEDADE NA BODEGA NORDESTE VIVO E SOLIDÁRIO, NO CEARÁ
  • Data: 30/08/2017
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho tem como tema a Economia Solidária e a Bodega Nordeste Vivo e Solidário como experiência empírica a ser analisada, um empreendimento produtivo solidário que faz parte da Rede Bodega, uma rede de economia solidária do estado do Ceará, que agrega artesãs e artesãos, agricultoras e agricultores de cinco grupos situados em diferentes municípios. Pretendo interpretar os significados atribuídos por três mulheres de tal empreendimento à noção de solidariedade e às relações existentes entre os grupos que o integram, assim como suas vivências práticas neste empreendimento solidário. Para isto, elejo como foco empírico dois grupos da Prainha do Canto Verde que integram a unidade sediada no município de Aracati, a Bodega Nordeste Vivo e Solidário, que é formada por 54 grupos que trabalham com agricultura familiar, artesanato, serviços alimentícios e de hospedagem. Em vídeos divulgados pela Rede Bodega, assim como em seu discurso institucional, a solidariedade é enfatizada como ponto fundamental ao fortalecimento dos grupos e à realização de uma economia baseada em princípios de solidariedade, em oposição a uma economia de mercado, que visa o lucro e se baseia em grande parte em relações sociais de exploração. Desta forma, buscarei compreender as representações de alguns de seus membros sobre os elementos e símbolos que os unem para que trabalhem e se identifiquem como integrantes de um mesmo projeto, a Rede Bodega, que tem como um de seus principais pilares a solidariedade. Metodologicamente opto por uma abordagem etnográfica em que me pauto por uma pesquisa com procedimentos qualitativos de coleta dos dados, com ênfase na pesquisa de campo, na observação e nas entrevistas abertas, com foco prioritário na compreensão das narrativas de vida de três integrantes da Bodega Nordeste Vivo e Solidário.
  • MARINA BLANK VIRGILIO DA SILVA
  • A princesa, a gata e a borralheira: imaginários, construções e desconstruções de casamentos
  • Data: 30/08/2017
  • Hora: 09:00
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  • A questao inicial desta pesquisa foi “por que as pessoas se casam?”, especificando um pouco mais, cheguei ao questionamento de “por que as pessoas se casam dentro de um modelo de ritual demonstrado pelo mercado de casamentos?”, o que levou a pergunta “o que justifica o alto gasto neste dia unico?”. Uma possibilidade de resposta foi atraves da exploracao de “imaginarios” compartilhados, entendidos como percepcoes sociais, formas de ver o mundo a partir de sentimentos, vivencias e memorias. Historicamente o ritual do casamento envolve, para alem das questoes de consumo, relacoes de genero. Ha a construcao social de que “toda mulher deveria ter que desejar se casar”, assim como “todo homem deveria fugir deste compromisso”, sao dois estereotipos para uma mesma logica de dominacao heteronormativa que os opera, ambos precisam ser rompidos. Os potenciais de submissao e de empoderamento feminino estao em uma linha tenue, sempre negociada na instituicao casamento. Busco complexificar uma concepcao de “princesa” associada a imagem de “noiva” geralmente percebida sob os signos do romantismo, passividade e ingenuidade, mostrando sentidos diversos de feminilidade e a pluralidade de experiencias. Atraves dos ensaios que compoem esta dissertacao, apresento uma experimentacao narrativa antropologica, que reflita sobre possibilidades de produzir conhecimento, tocando a concepcao de autoantropologia. O objetivo e valorizar sentidos dados pelas interlocutoras e interlocutores ao ritual que vivenciam. Como rituais nao sao estaticos e nem os discursos que o perpassam, nenhuma inquietacao e conclusiva, espero que as reflexoes apresentadas no interior desta pesquisa possam estimular outras producoes antropologicas.
  • PATRICIA ASSAD
  • "Povo de ilha": Dinâmica territorial, identidade e Tradição de Conhecimento no Porto do Capim - PB
  • Data: 25/08/2017
  • Hora: 14:00
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  • Este trabalho investiga os processos de constituição da comunidade do Porto do Capim e as relações que os seus habitantes desenvolvem com variados elementos nos ambientes ali existentes, considerando os contextos social, ecológico e a dinâmica territorial envolvidos na construção deste local. Deste modo, busca compreender os processos envolvidos na constituição de uma tradição de conhecimento, nos termos propostos por Fredrik Barth, que compõe o universo de referências materiais e morais da comunidade do Porto do Capim. A comunidade do Porto do Capim situa-se na margem direita do rio Sanhauá, um dos afluentes do rio Paraíba do Norte, local de nascedouro da cidade de João Pessoa, e surge a partir da ocupação daquela área, por volta da década de 1950, sobretudo por famílias de pescadores e coletores de mariscos que moravam em bairros próximos ou nas ilhas fluviais dos arredores, bem como de trabalhadores do porto que havia no local. Desde o final da década de 1990 esses habitantes convivem com a ameaça de serem removidos do lugar, para a construção de obras e projetos visando o turismo. Surge, então, a indagação de que mais do que práticas e formas de utilização do território local, pode-se abarcar de maneira mais ampla uma identidade e uma tradição de conhecimento que advém das vivências no estuário do rio Paraíba do Norte, conforme revelado nesta pesquisa. E que, neste caso, está vinculada aos diversos contextos que envolvem o uso, ocupação e significação desses espaços. A partir da presente pesquisa, pôde-se observar que os quadros identitários, as formas de interpretar o mundo e de se estar nele, junto a um composto moral que os acompanha, ou seja, a bagagem cultural de um indivíduo é construída de forma processual, a partir das interpretações e experiências vivenciadas e de suas interações nos ambientes.
  • ISAAC FERNANDO FERREIRA FILHO
  • O Indígena frente às políticas de inclusão digital: uma análise de processos sociotécnicos entre os Pataxó da Aldeia Velha no extremo Sul da Bahia
  • Data: 22/08/2017
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho busca compreender como são construídas as relações técnicas entres os indígenas Pataxó da Aldeia Velha, extremo sul da Bahia, e projetos de inclusão digital. Partiu-se da análise das atividades de dois projetos, um governista (ProInfo) e outro tido como alternativo (Bailux), para entender as cadeias operatórias dos atores envolvidos e investigar como as técnicas são apropriadas e como os significados dos objetos técnicos são reelaborados de acordo com as experiências ecológicas dos seus usuários. Dentro dos processos sociotécnicos estudados, os dados apontam para a política como uma técnica importante, servindo como um meio de mobilizar ações para a garantia de recursos. É através das tecnologias da informação e comunicação, como smartphones, computador, redes sociais, que estas técnicas são concatenadas possibilitando uma amplificação das habilidades dos atores, bem como uma amplificação da organização social da aldeia.
  • MARIANNA DE QUEIROZ ARAÚJO
  • Ecologia doméstica e transação de conhecimento entre grupos domésticos Potiguara da aldeia Jaraguá de Monte-Mór, PB
  • Data: 16/08/2017
  • Hora: 14:00
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  • Esse texto dissertativo pretende descrever e analisar a ecologia domestica entre grupos domesticos (Wilk, 1984) da aldeia Jaragua de Monte- Mor, PB, levando em consideracao o modo como as pessoas se relacionam com os ambientes nos quais se inserem (Silva, 2009). E intencao tambem analisar como se da a transacao dos conhecimentos localmente construidos. Toma-se como pressuposto teorico-metodologico a existencia de estoques culturais (Barth, 2000) diversos dos atores sociais (com base em idade, sexo, insercoes ocupacionais, etc.), constituidos a partir de fluxos de materiais culturais (ideias, valores, conhecimentos, tecnicas etc.) tambem diversos, conforme foi possivel observar. Para seu desenvolvimento foram levantados dados sobre as atividades realizadas pelos membros de dois grupos domesticos (formados por familias extensas de pelo menos tres geracoes), em que investigamos os aspectos materiais e imateriais de producao e transacao de conhecimentos, bem como os quadros morais de referencia e a cooperacao existente entre essas pessoas. Os dados mostram que os individuos interagem com os ambientes contribuindo para a propria conformacao deste ao executarem atividades diversificadas em seu cotidiano, integrando conhecimentos, tecnicas, materiais, etc., procedentes de suas bagagens experienciais. Este procedimento se da com o desenvolvimento de diferentes insercoes de atuacao das pessoas e os usos que estas desenvolvem, os quais se revelam fundamentais para a conformacao identitaria e experiencial dos individuos e de seus grupos domesticos. A partir disto, compreende-se que a interacao com os ambientes se da por meio dos conhecimentos oriundos nao apenas da experiencia na busca por recursos, mas de um cuidado que gera uma relacao de responsabilidade e pertenca, uma ecologia domestica que inclui a capacidade de lidar adequadamente com as caracteristicas ambientais e desenvolver o gerenciamento dos elementos presentes no territorio.
  • EDUARDO DONATO
  • OS OPERÁRIOS DO BARÃO: um diálogo sobre imagens, memórias e condições de existência do operariado brasileiro a partir do caso de Rio Tinto no século XX
  • Data: 09/08/2017
  • Hora: 09:30
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  • Atraves do exercicio de uma antropologia visual e dialogica com um grupo de operarios aposentados de Rio Tinto, PB, moradores da rua Barao do Triunfo, esta pesquisa visa elucidar aspectos relativos aos processos de constituicao e preservacao da memoria do trabalhador, bem como as particularidades desse caso de exploracao da mao de obra na regiao. Exemplo de sistema de dominacao promovido por autarquia, marcado por um forte controle do cotidiano operario, o nucleo fabril de Rio Tinto revela especificidades em sua constituicao que podem ser melhor descritas e esclarecidas pela investigacao da memoria do proletariado local. Alem da compreensao de particularidades da existencia operaria em Rio Tinto, tal qual apreendida e descrita pelos protagonistas desta historia, a pesquisa tem tambem o objetivo de ampliar o conhecimento sobre metodologias que podem contribuir com o estudo de temas similares.
  • RUANNA GONÇALVES DA SILVA
  • "É de raiz: expressões e sentidos do forró pé-de-serra"
  • Data: 30/05/2017
  • Hora: 14:00
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  • Em breve
  • JULIANA CRELIER AZEVEDO
  • A produção cinematográfica na Paraíba: Um diálogo imagético entre duas gerações de Cineastas
  • Data: 03/05/2017
  • Hora: 14:00
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  • Resumo: Esse trabalho visa realizar uma reflexao etnografica sobre a producao cinematografica da Paraiba a partir da articulacao entre identidade, memoria e subjetividade. Ao analisar a producao de quatro cineastas paraibanos pertencentes a duas geracoes diferentes (decada de 1980 e a atual) procura-se refletir como se articulam as narrativas cinematograficas destes realizadores, as condicoes sociais de producao em cada geracao especifica e as diferentes representacoes identitarias possiveis neste cenario. Assim, apos uma breve contextualizacao da producao audiovisual na Paraiba, pretende-se analisar um corpus de filmes que representem uma perspectiva dessa producao e dialogar com as diferentes esteticas, narrativas e metodologias que estiveram presentes no contexto da producao cinematografica local.
  • DIEGO ALANO DE JESUS PEREIRA PINHEIRO
  • CRIANÇAS ESPECIAIS PARA FAMÍLIAS ESPECIAIS: OS SENTIDOS DE MATERNIDADE PARA MÃES DE BEBÊS COM MICROCEFALIA EM PERNAMBUCO
  • Data: 23/02/2017
  • Hora: 09:00
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  • O trabalho visa contribuir para reflexões no campo das Ciências Sociais no que cerne aos debates em torno da saúde e maternidade. A pesquisa iniciou após o grande índice de bebês nascidos com microcefalia, tendo como epicentro a região do Nordeste do país. A mídia tanto regional e nacional quanto internacional tem noticiado o balanço diário do “surto” revelando-se um problema de saúde global, passando de 500 casos de bebês com malformações cerebrais somente em Pernambuco, segundo dados do Ministério da Saúde (abril/2016). Pesquisadores interessados no tema, buscavam compreender a principal causa da doença considerada até então como um mistério para a ciência, e entre as hipóteses hoje já comprovadas, evidencia o vírus do Zika transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A epidemia vem mexendo com a dinâmica de várias esferas como políticas, socioambientais, econômicas e religiosas. Mulheres, mães de bebês com microcefalia em Pernambuco têm se organizado em movimentos como a “União de Mães de Anjos” (UMA), construindo redes de apoio e solidariedade, compartilhando experiências sobre o cuidado com os “anjos” ou “crianças especiais” (como denominam seus filhos), além de reivindicarem numa linguagem de direitos auxilio junto ao Estado e órgãos competentes. Neste sentido, esta etnografia foi produzida a partir de três encontros da UMA os quais participei, ocorridos entre fevereiro e dezembro de 2016. Partindo de três trajetórias de vida de mães de crianças diagnosticadas hoje pelo campo biomédico como “Síndrome Congênita do Zika vírus” (SCZv), estabelecendo relação com as interlocutoras tanto no âmbito online (Whatsapp, Facebook, instrumentos utilizados por elas para comunicação entre si e apropriados por mim) e na dimensão off-line (encontros presenciais). Volto-me a entender as representações entorno do bioativismo materno, a fim de apreender as produções de sentidos e significados oriundos das concepções e experiências materna.
2016
Descrição
  • JOSE FELIPE DE LIMA ALVES
  • "Segura na mão de Deus e vai...": etnografia dos rituais de despedida na cultura fúnebre do Crato-CE/Brasil
  • Data: 01/09/2016
  • Hora: 14:30
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  • em breve
  • JULIANA DOS SANTOS NASCIMENTO
  • "Relações de Gênero e Poder das Mulheres Evangélicas"
  • Orientador : MONICA LOURDES FRANCH GUTIERREZ
  • Data: 31/08/2016
  • Hora: 14:00
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  • em breve
  • LUZICLEIDE SOUSA DE LIMA
  • Entre curtidas e comentários: uma netnografia sobre a sociabilidade travesti no Facebook
  • Data: 31/08/2016
  • Hora: 14:00
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  • O objetivo desse trabalho foi elaborar uma netnografia, partindo do metodo etnografico para compreender como quatro travestis dao significado aos seus corpos atraves da performance dentro e fora do Facebook. Desse modo, procurou-se compreender os elementos simbolicos comos quais elas significam seus corpos para dar forma e auxiliar na construcaode suas identidades virtuais. Os dados apresentados nesse trabalho sao resultadosde uma pesquisa elaborada atraves de entrevistas presenciais e tambem por meio do Messenger do Facebook durante o periodo de janeiro de 2015 a abril do ano de 2016. Embora cada travesti possa perceber como e o seu proprio corpo, a fotografia para elas pode ser considerada como um instrumento que facilita na construcao do feminino que pretendem representar. Nesse contexto, o genero da identidade travesti nao e simplesmente uma performance no sentido de acao teatral que escolhem para encenar, o que as travestis representam e um, ou ate varios “femininos” que elas constroem ao usar suas fotografias como autorepresentacao de suas identidades.
  • CICERA TAYANE SOARES DA SILVA
  • “É DE VERDADE OU É DE PLÁSTICO?”: FORMAS E SENTIDOS DAS CRÍTICAS AO FORRÓ ELETRÔNICO
  • Data: 29/08/2016
  • Hora: 09:00
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  • Esta dissertação discute as críticas realizadas ao forró eletrônico envolvendo músicos, secretários de cultura, professores universitários, produtores de eventos e apreciadores do forró eletrônico. A partir dos postulados de tais autoridades, o trabalho visa entender as formas e sentidos das críticas ao forró eletrônico, compreendendo seus sentidos e significados. Mais do que apontar distinções, cabe-nos entender a que pilares tais críticas estão alicerçadas. Para isso, recorremos às três críticas mais frequentes que fazem referência, por sua vez, à questão da origem, da objetificação da mulher e da mercantilização. A partir dessas questões, iremos perceber como a questão do gosto constitui-se em uma prerrogativa importante para que tais posicionamentos sejam concretizados. Assim, tenta-se compreender como e porque essas críticas são frequentemente usadas para deslegitimar o forró eletrônico e sua importância cultural. A partir de tal roteiro, evidenciamos como esses espaços de crítica e observação do fenômeno (origem, objetificação da mulher e mercantilização) confluem para produzir um discurso a partir de agentes e setores específicos da sociedade sobre o forró eletrônico em um contexto de disputa por significados e representação.
  • ANA CAROLINA AMORIM DA PAZ
  • ENTRE “PAPUDINHOS” E “NOIADOS”: Uma etnografia sobre o cotidiano e sociabilidades em espaço de consumo de substâncias psicoativas na região Central de Cabedelo/PB
  • Data: 24/08/2016
  • Hora: 10:00
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  • Esta dissertacao teve como objetivo o estudo etnografico sobre cotidiano e praticas de sociabilidade em um espaco conhecido como ponto de encontro e consumo diario e intenso de bebidas alcoolicas, o “CTI”, localizado no centro da cidade de Cabedelo/PB. Trata-se de um espaco frequentado por pessoas moradoras da vizinhanca, trabalhadores da regiao e pela populacao em situacao de rua, em sua maioria, pessoas em estado de vulnerabilidade social, economica, emocional e/ou de saude. A pesquisa foi realizada em torno do mercado publico, concentrando-se na praca Venancio Neiva, bares e calcadas da regiao. Contou com a participacao de 31 interlocutores frequentadores desse espaco e foi realizada atraves da observacao participante e 06 entrevistas semiestruturadas complementares. A partir da imersao em campo etnografico, observou-se os modos particulares de apropriacao do espaco publico atraves de praticas, interesses e identidades distintas que, por sua vez, apontam para o estabelecimento de normas, conflitos, hierarquizacoes e formacao de grupos de frequentadores. Nesse contexto destaca-se o consumo de substancias psicoativas, principalmente o “burrinho” (cachaca) e a “pedra” de crack, como elemento de status e ordenador das relacoes sociais, juntamente com outros aspectos, que atuam no processo de estigmatizacao de determinados frequentadores.
  • VANESSA KARLA MOTA DE SOUZA LIMA
  • A CASA DA UMMAH: comunidades religiosas islâmicas sunitas no Nordeste do Brasil – Paraíba e Agreste de Pernambuco
  • Data: 12/08/2016
  • Hora: 09:00
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  • Investigar, nas comunidades islâmicas sunitas na Paraíba e no agreste de Pernambuco, através de aportes antropológicos, como são construídas as identidades muçulmanas e de que modo esses indivíduos reversos se percebem enquanto participantes da comunidade islâmica transnacional, a Ummah. Por meio da observação participante e da análise do discurso dos adeptos da religião islâmica, compreender como se dá essa experiência religiosa de “ser muçulmano” no nordeste do Brasil. Compreender a partir das categorias teológicas islâmicas do Tawhid/Taweed e da Reversão os modos de assimilação e compartilhamento das práticas da comunidade de fé transnacional, as redes e fluxos dessas comunidades em seus trânsitos de fé e suas novas configurações a partir do contexto brasileiro por esses indivíduos. Foram realizadas incursões ao campo de pesquisa nas cidades de João Pessoa (PB), Caruaru (PE) e Canhotinho (PE) na busca pelo discurso e práticas desses muçulmanos. Entendeu-se que a assimilação da religião e sua vivência enquanto membros da comunidade de fé islâmica se dão por meio da construção de uma identidade religiosa e identificação doutrinária no que diz respeito às práticas rituais e vivências compartilhadas nos espaços sacralizados e na sociedade.
  • LARISSA ISIDORO SERRADELA
  • "Torégira: Performance Ritual em um Quilombo-Indígena.”
  • Data: 13/06/2016
  • Hora: 08:00
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  • O foco da dissertacao e o contexto ritual que chamo toregira, realizado pelo “quilombo-indigena” Tiririca dos Crioulos, localizado no municipio de Carnaubeira da Penha, estado de Pernambuco. O objetivo foi compreender as dinamicas de cuidado entre diferentes materiais (Ingold, 2012) e o processo de reafirmacao etnica que reverberam desse ritual. O toregira ora se aproxima e ora distancia aspectos do universo catolico afroindigena, dependendo das relacoes tracadas pelas liderancas, alem de possibilitar experiencias potenciais e afetacoes entre pessoas, plantas e entidades. Historicamente vem sendo adaptado as situacoes sociais e aos fluxos materiais desta localidade, podendo gerar bem-estar e o enfrentamento de alguns problemas da vida. O toregira expressa a elaboracao da identidade etnica deste quilombo-indigena, que possui em sua historia experiencias de estigma associadas a atributos negativos e que atualmente sao ressignificadas atraves da articulacao de suas identidades, a partir do acesso as politicas publicas ligadas a demarcacao territorial e a salvaguarda do Patrimonio Cultural. Esta etnografia tambem revela a transformacao da metodologia de pesquisa e de quem a realiza, articulando arte e antropologia atraves da mediacao das relacoes interetnicas por meio de interacoes artisticas e da organizacao dos dados atraves do uso de imagens, produzidas pelos proprios interlocutores (as) e outros pesquisadores (as). Interacoes artisticas que ampliam as narrativas etnograficas, as possibilidades de relacoes com o campo e as expressoes de identidades.
  • JAMERSON BEZERRA LUCENA
  • "Índio é índio, onde quer que ele more": uma etnografia sobre índios Potiguara que vivem na região metropolitana de João Pessoa
  • Data: 06/05/2016
  • Hora: 10:00
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  • O objetivo desta dissertação é compreender as redes de relações sociais construídas por indígenas Potiguara na região metropolitana da cidade de João Pessoa, Paraíba, com o objetivo de interação na espacialidade urbana que envolve as cidades de Bayeux, Santa Rita e João Pessoa, a capital paraibana. Essa dinâmica territorial ocasiona contatos interétnicos com os mais diversos atores sociais, instituições de ensino e órgãos indigenistas, tais como a FUNAI e SESAI, cujas relações subsequentes geram articulações, desavenças, conflitos e também novas formas de interatividade. Nesses fluxos de pessoas entre a aldeia e cidade, os Potiguara deslocam-se de um local a outro de forma dinâmica, havendo uma cooperação entre aqueles que residem na cidade e os que permaneceram na aldeia em consonância aos seus sentimentos de pertencimento, moral do reconhecimento (Cardoso de Oliveira, 2006), sendo as fronteiras étnicas acentuadas em determinadas situações. Os Potiguara trouxeram suas bagagens experienciais da aldeia e circulam pelas cidades, produzindo suas redes a partir das interações vicinais e de amizade proporcionada por ações de gentileza num campo de ajuda mútua e por parentes que, conforme o ponto de vista dos interlocutores, estão “espalhados” em vários pontos do espaço urbano. E nessa circulação dos indígenas, os laços de parentesco e amizade vão se fortalecendo e produzindo ramificações que extrapolam os limites da espacialidade urbana. Desse modo, nas interações construídas pelas redes de relações sociais, a reciprocidade constitui-se como um elo que aproxima amigos, vizinhos e parentes, criando um processo contínuo de produção e reprodução dos materiais culturais que manifestam seus sentimentos de pertencimento. Este estudo está focado em dois casos empíricos que é o de Dona Maria das Neves Santana e de José Ciríaco Sobrinho (Capitão) que estão localizados em cidades circunvizinhas, a saber, Bayeux e João Pessoa, respectivamente. No estudos desses casos buscou-se reconstituir suas redes de relações sociais. Suas chegadas à cidade foram motivadas por circunstâncias distintas, em um caso constituir família e no outro a busca pelo trabalho, estabilidade financeira e consequentemente construir um grupo doméstico. Além desses dois casos também concentrei minha atenção para as relações sociais de seis jovens indígenas Potiguara que estudam na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e que ao longo do tempo construíram uma rede de solidariedade na capital, intensificando, quando necessário, a pertença étnica.
  • MARIA RUIZ RUIZ
  • Politica e Devoção na Festa de Nossa Senhora da Conceição no Porto do Capim, João Pessoa (PB)
  • Data: 15/04/2016
  • Hora: 14:00
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  • A presente dissertação tem como propósito a discutir as relações entre religiosidades, política e disputa pelo território em contextos urbanos a partir do estudo da festa de Nossa Senhora da Conceição, na região do Porto do Capim, em João Pessoa. Tomando como base uma perspectiva processual, no trabalho descreve-se a produção da festa, suas relações materiais e simbólicas com a Igreja, com o Estado e com movimentos sociais a partir do engajamento de sujeitos variados tanto no espaço festivo quanto em outros espaços de interlocução e disputa política. Inseridos em um contexto de disputa pela sua permanência no espaço que ocupam há pelo menos seis décadas, os moradores do Porto do Capim apropriam-se da festa como um espaço para negociação e exposição de suas demandas, e consolidação de uma memória enquanto grupo específico. Nesse ínterim, também estabelecendo jogos e arranjos através da criação de redes e parceria através da festa que têm como objetivo maior a mobilização em favor de sua permanência no território.
  • JESSICA CUNHA DE MEDEIROS
  • EM BUSCA DE UMA SOMBRA: A CONSTRUÇÃO DE UMA TERRITORIALIZAÇÃO ATRAVÉS DE PROCESSOS DE MOBILIDADE E RECONHECIMENTO ÉTNICO ENTRE OS CIGANOS DE SOUSA/PB
  • Data: 11/04/2016
  • Hora: 14:00
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  • A importância de se fazer pesquisa com a população cigana tem sido uma preocupação de vários estudos desenvolvidos no Brasil na última década, fazendo com que tenhamos uma maior perspectiva ao contextualizar os lugares nos quais essas populações se localizam e como se situam no território, visto que há distinções em termos de ocupação e apropriação dos lugares. Deste modo, quando tratamos do estado da Paraíba1, onde é desenvolvida essa pesquisa e mais especificadamente em Sousa, cidade localizada no sertão, podemos observar que as famílias ciganas que então vivem neste local são atravessadas por narrativas semelhantes e que na prática constituem um circuito territorial bastante amplo, mas que, no entanto, ainda na sua maioria são desconhecidos pelo Estado e munícipios, continuando numa situação invisibilidade política, cujas primeiras discussões sobre os direitos sociais só tiveram início a partir dos anos 2000, através das primeiras demandas e reinvindicações que chegam ao governo federal em Brasília. Esse cenário de mudança, nos leva a questionar em que situações alguns grupos tem a necessidade de colocarem sua origem étnica em circunstâncias de visibilidade ou camuflamento, e de que modo isso é acionado em momentos de ‘parada’ e ‘mobilidade’, o que torna importante as narrativas e as memórias dos atores em campo. Assim, muito mais do que usar rótulos de “nômades ou sedentários”, a identidade cigana aqui pensada se constrói em processos sociais – de relações de parentesco, relações interpessoais com seus vizinhos e relações com aqueles que não são ciganos – gerando situações que demandam do pesquisador o esforço de percepção, descrição e problematização das experiências vividas e observadas.
  • MIRELLA DE ALMEIDA FERNANDES GUERRA
  • Da Arte de se tornar judeu: Interpretando estratégias identitárias vivenciadas por comunidades judaicas em Campina Grande-PB
  • Data: 01/04/2016
  • Hora: 14:00
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  • A presente dissertação abre um debate acerca do processo de formação de fronteiras étnicas e religiosas em/entre três comunidades judaicas atuantes no município de Campina Grande/PB, chamando atenção para determinados elementos e estratégias do cotidiano que operam como verdadeiros marcos de diferenciação e afirmação identitária. Por meio da descrição de eventos comunitários (reuniões, ritos e festividades) e da reconstrução narrativa de determinadas histórias de vida de indivíduos em suas interações sociais no espaço familiar e religioso, o trabalho analisa como a histórica “resistência cultural judaica” se traduz em pequenos detalhes de pensamento e ação que revelam diferenciadas “artes de se tornar judeu”.
  • VERONICA RODRIGUES DA SILVA
  • Processos identitários em relação com o espaço: o caso do sítio Engenho Velho em João Pessoa
  • Orientador : ALEXANDRA BARBOSA DA SILVA
  • Data: 11/03/2016
  • Hora: 14:00
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  • em breve
  • VERONICA RODRIGUES DA SILVA
  • Processos identitários em relação com o espaço: o caso do sítio Engenho Velho em João Pessoa
  • Orientador : ALEXANDRA BARBOSA DA SILVA
  • Data: 11/03/2016
  • Hora: 14:00
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  • em breve
  • THIAGO DE LIMA OLIVEIRA
  • Engenharia Erótica, Arquitetura dos Prazeres - cartografias da pegação em João Pessoa
  • Data: 07/03/2016
  • Hora: 10:00
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  • O trabalho visa contribuir para o crescente debate nas ciências sociais a respeito das interações entre pessoas e lugares a partir da proposição de reflexões etnográficas sobre as narrativas e experiências eróticas de homens engajados em uma rede de trocas afetivas e sexuais a que chamam “pegação”. Essa rede é conformada por uma multiplicidade de agentes e circuitos que se distribuem entre o público, o privado, o comercial, o virtual e o doméstico. Os circuitos que conformam a rede podem ser definidos a partir domínios e modelos de relação que, ainda que se entrecruzem e sobreponham constantemente, configuram maneiras específicas de entender os significados produzidos na experiência. Ao longo do trabalho busco descrever e analisar encontros produzidos a partir de espaços como banheiros, praias, cinemas pornôs, saunas, sites e aplicativos para dispositivos móveis. As análises sinalizam para o modo como o espaço e os marcadores sociais da diferença estão imbricados, produzindo relações e significações mútuas a partir de economias eróticas que valorizam e (re)produzem expectativas sobre gênero, raça, classe e gerações a partir de estratégias de diferenciação e fragmentação do espaço para públicos e interesses diferenciados.
  • JHESSIKA ANGELL ALVES E SILVA
  • "EVANGELIZANDO TODAS AS TRIBOS ATÉ A ÚLTIMA SER ALCANÇADA”: REFLEXÕES SOBRE A MISSÃO NOVAS TRIBOS DO BRASIL E A ANTROPOLOGIA APLICADA ÀS AÇÕES MISSIONÁRIAS
  • Data: 02/03/2016
  • Hora: 18:00
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  • Esta dissertacao e resultado de uma pesquisa que busca abordar como a atuacao missionaria da Missao Novas Tribos do Brasil (MNTB) se processa nos dias de hoje. Tem-se em vista que a atuacao missionaria configura um cenario complexo que envolve os povos indigenas num longo tempo e que por isso sua reflexao e importante na construcao de um entendimento mais claro dos processos que envolvem a realidade de tais populacoes no contexto brasileiro. Para isso, meu foco etnografico foi justamente a MNTB, mas, por outro lado, ao perceber a relevancia que a antropologia tinha para esta Missao, compreendi que era necessario parti da percepcao de que o conhecimento antropologico tem se disseminado para alem do espaco academico, sendo hoje parte de outras esferas de atuacoes, onde este e acionado como saber que, entre outras expertises, possuiria os instrumentos para lidar com a diversidade e propiciando a capacidade de se compreender grupos humanos distintos. A partir deste quadro, o objetivo foi buscar descrever como os missionarios, mais especificamente os filiados a MNTB, tem se utilizado de um conhecimento baseado na antropologia na sua atuacao com povos indigenas, refletindo primeiramente sobre a historia das missoes de um modo geral e mais especificamente da MNTB para que possamos construir um conhecimento mais processual dessa atuacao. Chegou-se tambem a uma enfase sobre questoes de ordem politica e as relacoes de poder que estao envolvidas nesse universo, visto que a atuacao missionaria e parte constitutiva de um campo de atuacoes indigenistas. Desta forma, buscamos mapear e refletir sobre como e onde a antropologia e usada no trabalho missionario e assim visibilizar as potencialidades e limites desse fazer antropologico, que, como colocam os proprios missionarios, e pensado enquanto “uma antropologia aplicada” ou uma "antropologia pratica". Nesses termos, e privilegiado aqui o ponto de vista de meus interlocutores.
  • JOELMA BATISTA DO NASCIMENTO
  • Refletindo sobre a domesticação: afetos e relações de poder entre sujeitos humanos e não humanos no interior da Paraíba
  • Data: 26/02/2016
  • Hora: 09:30
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  • Focando processos domesticatórios, o presente trabalho busca compreender como se constroem os modos de relação e interação entre animais humanos e não humanos, nos espaços rurais no interior da Paraíba. A pesquisa revelou que tais relações e interações são definidas por configurações baseadas em princípios hierárquicos, onde as dimensões técnica e emocional-afetiva desempenham um papel fundamental. Por sua vez, nestas configurações, são as interações individualizantes (centradas nas relações concretas entre espécimes e não entre espécies genéricas) que permitem a formação de uma escala valorativa na regulação das relações. Isto favorece posicionamentos de proximidade física e emocional durante o manejo, além de estratégias de distanciamento (sempre físico e emocional) para a comercialização e o abate. Dessa forma, afeto e técnicas de uso e de alienação não se colocam como elementos contraditórios entre si, mas como componentes complementares.
2015
Descrição
  • DEYSE DE FATIMA DO AMARANTE BRANDÃO
  • Consumo como experiência social: experimentações, vivências e práticas da cultura pop em um coletivo juvenil
  • Data: 04/09/2015
  • Hora: 14:30
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  • EM ANEXO
  • JOSEANE MARIA DE ARAUJO RUFINO
  • A arte naïf de Militão dos Santos: uma aproximação etnográfica
  • Data: 04/09/2015
  • Hora: 10:30
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  • em breve
  • THAYNARA MARTINS FREITAS
  • UM OLHAR SOBRE O MUSEU INDÍGENA JENIPAPO-KANINDÉ: TERRITÓRIO, ETNICIDADE E PATRIMÔNIO
  • Data: 03/09/2015
  • Hora: 15:00
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  • No decorrer das últimas décadas, um novo elemento tem surgido ou sido adotado por diversos grupos étnicos ou minoritários no Brasil, o museu de gestão comunitária. O museu teria sido “descoberto pelos índios” (FREIRE, 2003) como uma potencial ferramenta de reconstrução da memória, contribuindo no processo de reelaboração e fortalecimento da identidade étnica, mobilizador político e educacional. A proposta da presente pesquisa antropológica tem por campo a experiência museológica indígena vivenciada pelos Jenipapo-Kanindé, grupo indígena localizado no município de Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza. Assim, o Museu Indígena Jenipapo-Kanindé trata-se de uma experiência museológica idealizada e gerida pelos próprios membros da comunidade, com o apoio de parceiros especialistas e indigenistas. Inicialmente, se pressupõe que esse elemento seja adotado pelo grupo como um mecanismo de defesa e reforço da afirmação da etnicidade deste grupo indígena. Em busca da melhor compreensão deste recente fenômeno sociocultural e político no cenário indígena cearense, se fará uso de bases teóricas antropológicas e breves abordagens museológicas que auxiliem a reflexão sobre a temática proposta nesta pesquisa. Para isso, conceitos como de grupo e identidade étnica, memória, museus históricos e ecomuseus serão essenciais para o cumprimento do objetivo deste trabalho. Quanto à metodologia adotada, esta consiste na observação participante, referindo-se a participação em eventos organizados por esse grupo indígena e dos demais eventos que estes foram convidados a participar e que tenham relação e relevância para a temática. Além de uma série de visitas realizadas à comunidade com o propósito de se observar o cotidiano deste grupo com o museu, com o intuito de obter informações por meio de conversas, entrevistas semiestruturadas e observações. Realizou-se pesquisa, também, através de vídeos, áudios, fotografias e matérias jornalísticas.
  • INGRYDY PATRYCY MOTA DE LUCENA
  • Por trás das grades: Um olhar antropológico das práticas sexuais de adolescentes privados de liberdade em João Pessoa/PB
  • Data: 21/08/2015
  • Hora: 15:00
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  • Este trabalho dissertativo traz discussoes antropologicas acerca do modo como os adolescentes em cumprimento de medida de privacao de liberdade no Centro Socioeducativo Edson Mota- CSE, localizado em Joao Pessoa, PB, se percebem nas suas relacoes sociais estabelecidas em seu cotidiano a partir do aprisionamento, e como lidam com questoes relativas a sua sexualidade, tendo em vista que estao inseridos em uma instituicao arraigada de dispositivos de controle, disciplina e exercicio de poder. A falta de elementos especificos no Estatuto da Crianca e do Adolescente-ECA que garantam o exercicio da sexualidade desses adolescentes, gera inumeras discussoes sobre o que de fato se constitui como direitos ou como regalia para esses individuos. Por meio do trabalho etnografico, com a utilizacao das tecnicas da observacao participante e de dialogos informais estabelecidos com os internos, evidenciou-se que tais individuos exercem sua sexualidade, seja ela legalmente ou nao, segundo os tramites institucionais. O trabalho de campo junto a analise teorica revelaram que por tras das grades de uma prisao e sob o olhar panoptico estatal, esses adolescentes vivenciam sua sexualidade controlada, direcionada aos espacos e as formas pre-determinadas. Nessa perspectiva, ao longo desta dissertacao, busca-se apresentar, sobretudo, os desafios e embates teorico-metodologicos de um fazer antropologico no campo da sexualidade de individuos privados de sua liberdade.
  • CAROLINE LEAL DANTAS DO NASCIMENTO
  • MEMÓRIAS DE ESTRADAR: IDENTIDADE CIGANA ANALISADA SOB À LUZ DAS NARRATIVAS DE UM CHEFE CIGANO
  • Data: 07/08/2015
  • Hora: 14:00
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  • Este trabalho assinala como vem se construindo a identidade cigana atualmente na cidade de Patos, sertão paraibano, tomando como referência uma unidade doméstica, cujo chefe Sr. S. é o mediador dessas relações entre os ciganos e não ciganos. Através de suas narrativas de vida, recuperamos nas vias dos discursos que entrecruzam a história oficial, costurando à trajetória familiar. A memória coletiva não só recria identidades, quanto reconfigura espaços de sociabilidade e organiza os discursos. A intenção é perceber e compreender, como vivem e acionam o tempo de andanças, enquanto referência para seguir recriando a identidade, quais os elementos diacríticos são ressaltados e quais valores evocados para representar essa identidade étnica distinta. Os processos de recuperação desta identidade serão analisados, através da relação com o corpo e a memória, encarando-os como principais veículos de propagação das significações que motivam suas experiências individuais e coletivas.
  • ÉRIKA CATARINA DE MELO ALVES
  • "SABE BEM PISAR O CHÃO!": DINÂMICAS TERRITORIAIS E TRADIÇÃO DE CONHECIMENTO ENTRE AS CAMBINDAS
  • Data: 13/07/2015
  • Hora: 09:30
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  • Este texto dissertativo pretende descrever e analisar as práticas que constituem a dança Cambinda na cidade de Taperoá, interior da Paraíba. Portanto, busca-se perceber como esta performance e suas variadas evocações são sentidas pelos habitantes deste município. A Cambinda conecta passado, presente e futuro. Aprofunda em seus entrechos de transmissão um universo de conhecimentos e habilidades específicas. Por ela, e através dela, o sentido do termo “tradição” adquire uma conotação polissêmica sendo utilizada e interpretada de diversas maneiras pelos diferentes atores. Nesse sentido, serão apresentadas as Cambindas Novas e sua construção como parte integrante de um conjunto de manifestações populares evocadas como pertencentes a uma parentela negra, os conhecidos Levinos. Para tanto, se torna imperativo destacar que é preciso perceber como as práticas e disputas em torno das noções e do sentido atribuído a “tradição” e a própria Cambinda são categorias preciosas pelos atores que participam do universo das manifestações populares taperoaenses. São categorias de disputas por prestígio que por sua vez envolvem as dinâmicas territoriais daquele contexto. O saber dançar/contar o que é Cambinda tem sido uma atividade articulada pelos sujeitos como enunciações provocadas em distintas escalas sociais. Trata -se de uma tradição de conhecimento que provoca e mobiliza redes de afinidades, parentesco e alianças políticas. Este trabalho se debruça essencialmente no modo pelo qual este saber específico é manejado pelos atores da ação.
  • FRANCISCO SALES DE LIMA SEGUNDO
  • MEMÓRIA E TRADIÇÃO DA CIÊNCIA DA JUREMA EM ALHANDRA (PB): A CIDADE DA MESTRA JARDECILHA
  • Data: 03/07/2015
  • Hora: 14:00
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  • O culto da Jurema Sagrada é compreendido aqui como uma tradição de conhecimento que procede da articulação de diferentes fluxos culturais, resultante de uma práxisritualística cujos sujeitos operam com criatividade e fluidez. Este organiza um mundo dinâmico e complexo, e que, dentro dele, há lugares privilegiados que enunciam o seu universo cosmológico, chamados de Cidades da Jurema, e que fazem referência aos espíritos dos mestres juremeiros, no qual o município de Alhandra (PB) polariza parte destas manifestações em nível regional. Ela engloba também uma ideia totalizante em que se encontra todo o seu conhecimento, a ciência da Jurema, que é operado pelos cientistas, pessoas de notório saber dentro do culto que a aplica em curas físicas e espirituais, dentro do que os juremeiros chamam de trabalho de ciência. Tradição esta composta por inúmeros sujeitos que imprimiram aqui o seu legado na memória coletiva local. Assim, este trabalho pretende realizar uma etnografia das narrativas, a partir das memórias acerca de um destes espaços que se insere neste campo religioso – a Cidade da Mestra Jardecilha. O lugar está diretamente associado às práticas religiosas desta importante mestra juremeira, que, mesmo não estando viva, marca um espaço que ainda concentra as memórias dos juremeiros, e que está carregado de afetividades múltiplas. Com isso, esta pesquisa tem como objetivo contemplar parte da história de vida da Mestra Jardecilha, investigando a dinâmica dos seus trabalhos espirituais, a sua influência como liderança religiosa na região, e as representações subjetivas do lugar onde os realizava, através dos relatos dos sujeitos que o vivenciaram de alguma forma. Soma-se a isso, a possibilidade de estudar a categoria nativa de ciência, que é constantemente evocada pelos juremeiros como este saber que contempla todos os seus ensinamentos, apresentando-se como um elemento de fundamental centralidade entre eles. Desta forma, a metodologia desenvolvida aqui foi uma articulação entre levantamento bibliográfico, observação participante e entrevistas temáticas, tanto sobre a história de vida da Mestra Jardecilha, como também acerca da ciência da Jurema, com intuito de ter um panorama, o mais diverso possível, dos universos representativos dos juremeiros, em decorrência das transformações que vêm passando atualmente este campo religioso no referido município, que é considerado como a “terra da Jurema”.
  • FABIANO LUCENA DE ARAUJO
  • O FEITO & O OLHADO: Performances da aflição e a liturgia popular dos corpos em afecção
  • Data: 12/06/2015
  • Hora: 09:00
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  • O presente trabalho tem como objetivo apresentar o percurso da aflição manifesto em fluxos e agenciamentos terapêuticos dos interlocutores pesquisados, tendo como pano de fundo a religiosidade popular, e o recorte específico da benzeção no catolicismo popular e as religiões de matriz africana. O percurso da aflição refere-se ao contexto onde os sujeitos deliberadamente cruzam fronteiras no campo religioso e se inserem no plano ritual relativo à cura e resolução dos problemas cotidianos. As formas de inserção dos sujeitos em contextos rituais variam de acordo com o comprometimento segundo as agências procuradas e que demonstram os fluxos entre as agências e o pertencimento dos primeiros, como Performance. A perspectiva da performance acionada para analisar o agenciamento das aflições tem como o referência o esquema sobre a função ritual do sistema Transformação e Transporte, elaborado por Richard Schechner, o qual dialoga com a formulação de Victor Turner sobre o *corpus* Ritual Ndembu Ritual de Aflição/Ritual de Iniciação. Os regimes discursivos ou de experiência ritual *feito* e *olhado* traduzem uma diferenciação elementar quanto à i) noção de corpo e pessoa, ii) natureza e etiologia da aflição (modelo etiológico) e iii) aos procedimentos relativos ao tratamento da aflição (modelo terapêutico). O *sistema transportação-transformação* de Richard Schechner oportuniza identificar duas pistas de análise fundamentais para os modos de engajamento dos sujeitos abordados, no contexto dos agenciamentos terapêuticos: I) Uma diferenciação dos modos de relacionamento consciente com a ação, um “gradiente de concentração [no] e controle, domínio do contexto ritual” e II) que os agentes especialistas da cura, considerados aqui, oferecem propostas de rearranjo experiencial a partir da reorganização ou reenquadramento do vivido pelos sujeitos num cenário específico que lhes é proposto, por *liturgias ou* *serviços públicos *curativos; ou seja, há um vínculo sólido entre *liturgia e drama(turgia)*, como já previra Victor Turner.
  • FABIO LUCIO ANTUNES GUEDES
  • Dietética Natural: Mulheres, ecologismo e espiritualidade na cozinha da Nova Era
  • Data: 12/06/2015
  • Hora: 09:00
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  • Etnografada a partir do encontro das cozinhas Natural e Moderna, uma casa de cura terapêutica nasce como representação de um conflito sócio-ecológico que opera na formação de diferentes modalidades de *expertise* culinárica. Entre ‘modernos *chefs* naturalizadores do paladar humano’ e ‘abertas cozinheiras de pés descalços’, percorremos o caminho entre a produção e a comensalidade de alimentos naturais na pormenorização da histórica exclusão da alma feminina do recinto culinárico (DORIA, 2013), concomitante à análise crítica da anti-ecologia da dietética moderna. Sensibilizada por uma prática baseada na *abertura* e na *atenção*, a prática terapêutica alternativa busca conferir legitimidade ao *devir* feminino, no enfrentamento de um conflituoso *habitus *culinárico moderno colonizador do espírito (e corpo) humano, conservador da atual condição da *gastro-anomia* moderna (FISCHLER, 1979). Horizontes teóricos distintos, da perspectiva do *habitar *(INGOLD, 2011) e da *acctância *(LATOUR, 1994), foram reunidos de forma a compor uma análise compreensiva da prática vegetariana, complementada por dois empreendimentos etnográficos paralelos, entre produtores de alimentos orgânicos no Brasil (ENCA) e na Espanha (WWOOF), de modo a problematizar as novas responsabilidades emergentes no *devir* ecológico contemporâneo, quando este se dedica à “cozinha para o outro”.
  • DARNISSON VIANA SILVA
  • FESTA NA AMAZÔNIA, IMAGINÁRIO E MÚLTIPLOS CENÁRIOS: REFLEXÕES ETNOGRÁFICAS SOBRE O SAIRÉ EM ALTER DO CHÃO - PA
  • Data: 27/02/2015
  • Hora: 14:00
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  • O objetivo geral desse trabalho se insere, de modo mais amplo, no leque de discussões que focalizam festas brasileiras e que estão na pauta das preocupações em reconhecer a centralidade da festa na vida social e, ambiguamente a ausência de um estatuto próprio para ela. Nessa perspectiva, tratou-se, especificamente, de investigar uma festa que ocorre anualmente no interior da Amazônia Paraense – A “Festa do Sairé”- realizada há mais de 300 anos em vários pontos da bacia do rio Amazonas e no entanto, hoje ela acontece somente no distrito de Alter do Chão/Pará. No caminho percorrido constatou-se o engendramento de múltiplos cenários onde operadores simbólicos, imaginário social e práticas sociais cumprem papel fundamental na apreensão de como a festividade funciona, bem como a produção de noções de tradição, performance, alegoria, identidade, hibridismo e patrimônio cultural. A postura de investigação empírica se deu a partir de um ensaio etnográfico, no qual privilegiou-se as falas e as ações dos sujeitos designados de “pequenos e/ou esquecidos” do palco celebrativo da festa, resultando na construção cartográfica dos afetos produzidos em campo e abrindo espaço para a experimentação da noção de rizoma nos termos de Deleuze &Guattari (1995). Tais percursos permitiram apontar que a disputa pelas representações simbólicas e materiais em torno da Festa do Sairé são acompanhados por múltiplos agenciamentos, as quais se sobressaem a construção imagética do lugar – a mise-en-scène amazônica, a fabricação cultural das identidades – a alegoria da cultura e a imaginação dos atores sociais – a poética-estetizante.
  • VERÔNICA ALCÂNTARA GUERRA
  • "Sou Salobra": Travestilidade, Lazer e Sociabilidade no Litoral Norte da Paraíba
  • Data: 24/02/2015
  • Hora: 14:00
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  • A dissertação aqui apresentada tem como objetivo contribuir para as reflexões sobre experimentações corporais, modos de vida e sociabilidades travestis em contextos não metropolitanos, colaborando assim para a ampliação e complexificação da literatura até então disponível sobre o tema, especialmente no campo das ciências sociais. De maneira específica, neste trabalho discutimos a experiência do gênero articuladas às constantes redefinições espaciais que cortam e borram definições estáticas entre masculino e feminino; urbano, rural e indígena; homem e mulher; mostrar e esconder; visível e invisível. As situações e reflexões etnográficas têm como base o intenso trabalho de campo desenvolvido desde o período de graduação a que se deu continuidade e aprofundamento durante o curso de Mestrado em Antropologia no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Paraíba. São essas articulações e ‘desfazimentos’ que inauguram a possibilidade de invenções de gêneros e lugares salobros, borrados, mistos e misturados.
  • EDILMA DO NASCIMENTO SOUZA
  • AS CRIANÇAS CALÓN: UMA ETNOGRAFIA SOBRE A CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA ENTRE CIGANOS NO VALE DO MAMANGUAPE-PB
  • Data: 20/02/2015
  • Hora: 14:00
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  • Este trabalho objetiva interpretar os ciclos de vida dos ciganos Calon e a concepção de infância no grupo residente no Vale do Mamanguape, no litoral norte da Paraíba. Trata-se de um estudo de caso, realizado por meio de uma pesquisa etnográfica feita durante quinze meses. A análise também aborda os fluxos presentes na “Rua dos ciganos”, no município de Mamanguape-PB, onde o campo de pesquisa se desenvolveu. A metodologia utilizada tem por base a etnografia, além de uma pesquisa bibliografia sobre antropologia da criança, etnicidade e grupos ciganos. Foi realizada uma observação participante, nos moldes antropológicos, durante as incursões ao campo empírico, conjuntamente a algumas técnicas da antropologia da criança (grupo focal e desenhos temáticos) e a técnica de entrevista com roteiro semiestruturado. A pesquisa nos permitiu conhecer a dinâmica vida cotidiana entre os Calon do Vale do Mamanguape, as rotas e fluxos de pessoas e objetos que compõem esta dinâmica. Sobretudo a pesquisa voltou-se para a concepção/vivência da infância entre os ciganos, ou seja, como são concebidos os processos sociais de crescer e se reconhecer Calon, em oposição ao mundo não cigano.
  • RAONI BORGES BARBOSA
  • Medos corriqueiros e vergonha cotidiana: uma análise compreensiva do bairro do Varjão/Rangel, João Pessoa, PB
  • Data: 06/02/2015
  • Hora: 09:00
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  • Este trabalho tem por objetivo uma análise compreensiva do bairro do Varjão/Rangel da cidade de João Pessoa, Paraíba, como espaço de sociabilidade urbana de intensa pessoalidade sob a ótica da antropologia das emoções. O bairro é considerado como um dos mais violentos e problemáticos da malha urbana da cidade. Teve-se por hipótese a questão dos medos corriqueiros e da vergonha cotidiana como emoções centrais e organizadoras da cultura emotiva do bairro, bem como das ações dos moradores do mesmo enquanto unidades interacionais em relação a si mesmo, ao outro morador, ao bairro e à cidade. A proposta metodológica de cunho etnográfico, no interior de uma perspectiva simbólico-interacionista, foi realizada a partir de um trabalho de campo que combinou estratégias de observação participante e de entrevistas diretas. Os resultados da pesquisa revelaram uma lógica societária hierarquizante e excludente como elemento central na cultura emotiva da cidade de João Pessoa em relação aos bairros populares, dos quais o bairro trabalhado faz parte. Neste sentido, a dupla nominação do bairro aqui analisado, entre o oficial Varjão e o oficioso Rangel, demonstra o impacto das disputas morais em torno do processo de moralização e modernização do espaço urbano local, bem como reflete o estigma, a vergonha cotidiana e os medos corriqueiros de uma identidade ambígua e ambivalente, a do bairro do Varjão/Rangel. O morador do bairro, socializado em um ambiente comunicativo tenso e caracterizado por uma identidade deteriorada, assume a perspectiva de um “outro generalizado” que o percebe como um personagem potencialmente perigoso e que contamina a cidade como um todo. Esta lógica de classificação e argumentação da cidade sobre o bairro é assumida pelo morador do Varjão/Rangel, que, por sua vez, na intenção de salvaguardar a sua fachada, acaba caindo em um jogo de disputas morais cuja lógica de desculpas e acusações transforma todo morador do bairro, inclusive ele mesmo, em um personagem estigmatizado.
2014
Descrição
  • DARLLAN NEVES DA ROCHA
  • A arte é para todos’: patrimônio, tradição de conhecimento, processos sociotécnicos e organização social do trabalho entre os artesãos do Alto do Moura (Caruaru/PE)
  • Data: 11/09/2014
  • Hora: 14:00
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  • O trabalho apresentado nesta dissertacao e fruto da pesquisa, desenvolvida nos ultimos dois anos, como estudante de mestrado no Programa de Pos-Graduacao em Antropologia da Universidade Federal da Paraiba. Nela abordo como a tradicao dos artesaos do Alto do Moura, Caruaru/PE, e construida e utilizada para demarcar distincoes sociais do grupo e entre seus integrantes. Observo a tradicao sobre diferentes aspectos enquanto elemento instrumental para sua visibilidade externa, sob a qual e demonstrada como patrimonio. Assim, considero tanto as praticas elaboradas por politicas publicas, mas tambem como os artesaos elaboram estrategias para demonstrar sua tradicao. No entanto, essa tambem demarca distincao nos posicionamentos sociais pelos artesaos que demonstram uma hierarquia social atraves de categorias proprias. Aqui, a tradicao e o elemento definidor que diferencia os que sao mantenedores da tradicao e a modificam. Entretanto, essa distincao e interna a comunidade organizada por grupos domesticos, demarcando a identidade atraves de sua tradicao. Destarte, no trabalho parti da necessidade de descobrir a tradicao reivindicada pelos artesaos do Alto do Moura, para contemplar a necessidade de sua definicao para que eles possam elaborar o pedido de Registro de sua tradicao como patrimonio cultural nacional.
  • JAINARA GOMES DE OLIVEIRA
  • Prazer e risco. Um estudo antropológico sobre práticas homoeróticas entre mulheres em João Pessoa, PB.
  • Data: 11/09/2014
  • Hora: 14:00
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  • A presente dissertação de mestrado teve como objeto de análise as percepções de risco em relação ao HIV/AIDS e DST entre mulheres com práticas homoeróticas, residentes em João Pessoa, Paraíba. Para tanto, o foco da análise recai sobre os diálogos que são produzidos entre os dispositivos de controle e normalização das relações afetivo-sexuais, políticas de moralidade e a instância da micropolítica das emoções como discurso ou prática discursiva. Esta experiência se organizou a partir da minha vivência acadêmica no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Paraíba, no período de 2012 a 2014, quando estive organicamente vinculada ao Grupo de Pesquisa em Saúde, Sociedade e Cultura, sob orientação da Profa. Dra. Mónica Franch. O universo de investigação desta pesquisa se constitui por mulheres que reivindicam e que demandam por reconhecimento de suas performatividades identitárias por participarem do Movimento LGBT local, bem como por aquelas mulheres que experimentam suas práticas sexuais se deslocando pelas diversas possibilidades de experimentação. A organização do trabalho de campo foi desenvolvida dentro dos marcos epistemológicos da etnografia, como prática e experiência, e os resultados foram produzidos por meio de situações de observações participantes em espaços de sociabilidade urbana, constituição de rede de relações e entrevistas. O trabalho de campo se desdobrou, ainda, em um hospital, assim como em participações nas atividades desenvolvidas pelo Movimento LGBT e por instituições governamentais estaduais e municipais. Os resultados etnográficos produzidos sinalizam que a noção de risco nas práticas homoeróticas entre mulheres adquirem características mais amplas que a meramente epidemiológica, apontando, assim, para o modo como se articulam estilos de vida, visões de mundo, projetos individuais e coletivos e as negociações cotidianas que estas mulheres conduzem nos campos de possibilidades da sociabilidade urbana contemporânea.
  • NALDIMARA FERREIRA VASCONCELOS
  • Experiência à flor da pele: estudo antropológico sobre pessoas com psoríase
  • Data: 10/09/2014
  • Hora: 09:00
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  • O presente trabalho aborda a experiência da doença na vida social das pessoas com psoríase atendidas no Centro de Referência de Apoio e Tratamento aos Portadores de Psoríase, localizado no Hospital Universitário Lauro Wanderley - HULW, na capital da Paraíba. A psoríase é uma doença sistêmica inflamatória crônica, não contagiosa, que afeta a pele, couro cabeludo, as unhas e ocasionalmente as articulações, caracteriza-se pela presença de manchas vermelhas, espessas e descamativas na pele. O interesse pela experiência da doença situa este estudo no âmbito da antropologia da saúde, especificamente abordando o significado do adoecer no cotidiano das relações sociais das pessoas com psoríase, além das noções de itinerários terapêuticos. Uma das mais fortes características dessa doença é a cronicidade, termo utilizado pela biomedicina e no âmbito das ciências sociais para designar “doenças de longa duração”, que compreendem os processos de adoecimento cuja cura é inexistente, mas que possuem tratamento e controle das implicações. O estigma é um dos aspectos relatados, já que as lesões podem trazer prejuízos à qualidade de vida, seja pela coceira que pode estar presente, seja por lesões em lugares visíveis da pele, podendo assim, comprometer a autoestima e a interação com outras pessoas. A pesquisa é desenvolvida sob o olhar da antropologia da doença, que entende a relação saúde/doença e o papel assumido pela biomedicina na sociedade contemporânea. Para tanto, utiliza-se o enfoque etnográfico, através de técnicas de investigação, que envolvem entrevistas qualitativas com os portadores de psoríase e alguns familiares.
  • JOSILENE PEQUENO DE SOUZA
  • Ritmos, tempos medidos e tempos vividos: uma etnografia do tempo escolar
  • Orientador : MONICA LOURDES FRANCH GUTIERREZ
  • Data: 09/09/2014
  • Hora: 10:00
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  • em breve

  • PATRICIA OLIVEIRA SANTANA DOS SANTOS
  • A REINVENÇÃO DA INFÂNCIA: o Programa Bolsa Família e as crianças da comunidade de Feira Nova (Orobó) no agreste pernambucano
  • Data: 07/08/2014
  • Hora: 10:00
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  • em breve

  • REGIANE CAETANO DE ARAÚJO
  • "Relações e disjunções entre Catadores de Materiais Recicláveis Associados/Cooperados e os chamados "Catadores de rua" na cidade de Fortaleza"
  • Orientador : ALICIA FERREIRA GONCALVES
  • Data: 03/07/2014
  • Hora: 14:00
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  • em breve
  • THAYS FELIPE DAVID DE OLIVEIRA
  • "Tá certo, professora Helena!": Reflexões sobre socialização em uma pré-escola em João Pessoa
  • Data: 16/06/2014
  • Hora: 09:30
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  • em breve
  • AMANDA MARTHA CAMPOS SCOTT
  • "Curtindo, Pegando ou Largando": relacionamentos e sociabilidades no forró contemporâneo
  • Data: 04/06/2014
  • Hora: 14:30
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  • O presente estudo parte do pressuposto de que a música e a sociabilidade estão interligadas, havendo entre elas uma troca, uma intercomunicação. Buscamos compreender como o grupo de forró (banda) em evidência na atualidade, Wesley Safadão e Garota Safada (re)interpreta os relacionamentos afetivo-sexuais em seus enredos de sexo e romance na contemporaneidade. Para tanto, há que se compreender diferentes facetas do forró, que além da música, envolve dança, espaços de socialização, e um contexto de produção e performatividade peculiares para na interação do show/festa. Percebe-se que muitos têm voltado sua atenção para tal produto cultural, levantando críticas quanto ao seu conteúdo e sua qualidade e gerando uma tensão no mercado musical, além do próprio campo acadêmico que têm proporcionado diferentes olhares sobre o forró eletrônico. Fazendo uso de observação participante, percebemos que a experiência do show daquela banda tem particularidades, envolvendo um circuito do forrozeiro (público) e diferentes formas de “curtir” e se relacionar, considerando tanto a sociabilidade festiva quanto a mensagem das músicas. Através da análise do conteúdo de dois shows da Wesley Safadão e Garota Safada, em formato de DVDs (“Uma Nova História”, 2012 e “Garota Vip”, 2013), procuramos identificar os relacionamentos afetivos-sexuais nas nuances “Curtindo, Pegando e Largando”, percebendo como essas letras representam tais relações e identificando elementos recorrentes, percebendo tendências e temáticas reforçadas nos shows como idéias compartilhadas e reconhecidas pelo seu público, para quem “curtir, pegar-largar” refletem sua percepção das modalidades de relações afetivas e sexuais experimentadas ou idealizadas no cotidiano e na festa.
  • ANNY GLAYNI VEIGA TIMÓTEO
  • "Vida Cansada": cotidiano e trabalho no universo do mototáxi em Campina Grande-PB
  • Data: 30/05/2014
  • Hora: 14:30
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  • Diante da diversidade profissional encontrada no meio urbano, esta dissertação tem como objetivo refletir sobre o surgimento e perenidade de uma recente categoria sócio-profissional, -o mototaxista-, apresentando como foco um grupo específico de mototaxistas da Cidade de Campina Grande- PB. Subsidiado pelo método etnográfico, este trabalho foi construído a partir de observação participante de um Ponto de mototáxi, entre novembro de 2012 e agosto de 2013. O Ponto XXX, situa-se na RuaVenâncio Neiva, Centro da cidade, pertencendo ao grupo dos “mototaxistas das motos brancas”, ou seja; aqueles que possuem cadastro na Secretaria de Trânsito e Transporte Público de Campina Grande (STTP-CG). Buscando apreender as diversas situações encontradas no cotidiano desses trabalhadores, a pesquisa voltou-se aos discursos dos mototaxistas, abordando as condições que motivaram seu ingresso no sistema, seu cotidiano nas relações com a família e nas relações de trabalho com clientes, associados, colegas, patrões, órgãos e agentes públicos. Buscamos perceber as tensões e conflitos decorrentes da relação cotidiana entre a "liberdade" -principal representação- justificando sua permanência nessa atividade "cansada" e as restrições às suas atividades, vinculadas à insalubridade no trabalho, à violência urbana, as regulamentações de trânsito, aos constrangimentos nas relações com os clientes e os estigmas recorrentes desta atividade.
  • JARISSA PORTO DOS SANTOS
  • (SOBRE)VIVÊNCIAS DAS SEXUALIDADES: ESTUDO ANTROPOLÓGICO EM UM HOSPITAL PSIQUIÁTRICO DE MACEIÓ/AL
  • Data: 30/05/2014
  • Hora: 14:00
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  • Esta dissertação traz algumas reflexões acerca das percepções de profissionais da saúde sobre a vida afetivo-sexual de sujeitos que vivenciam o sofrimento psíquico. Os dados apresentados são resultados de pesquisa etnográfica realizada em um hospital psiquiátrico da cidade de Maceió-AL, nos meses de dezembro a julho de 2013, tendo como principais interlocutores os profissionais que compõem os setores de enfermagem, terapia ocupacional, serviço social, nutrição, psicologia e psiquiatras. O estudo buscou dialogar com os dados apreendidos em campo através do cotidiano vivenciado na instituição. Um dos principais aspectos ressaltados nesse trabalho são os estigmas que conduzem a vida dos sujeitos diagnosticados com transtornos mentais, considerando principalmente o lugar deslegitimado do sujeito institucionalizado, de maneira a ser assujeitado, controlado e castigado por suas ‘desordens’. Os dados de campo apontam para a ideia naturalizada de anormalidade, essa que se torna latente quando pensada frente às expressões afetivo-sexuais dos sujeitos tidos como ‘loucos’. As práticas sexuais são reprimidas (heterossexuais, homossexuais, masturbação) e a gravidez é evitada com mecanismos de contenção física e a gerencia de medicamentos. A hiperssexualidade, por exemplo, é uma das categorias acionadas quando se pensa nas expressões das sexualidades dos pacientes. As estratégias frequentemente utilizadas envolvem a infantilização ou a punição, através da Emergência Psiquiátrica, quando os pacientes insistem em desobedecer as regras. Adjetivos de ‘namorador’ ou ‘namoradeira’ são os mais utilizados para se referir aos pacientes, vistos a partir de uma perspectiva das sexualidades ‘animalescas’. Por sua vez, os pacientes desenvolvem modalidades de resistência ao modelo controlador existente, recorrendo aos recantos escuros do hospital para encontrarem-se. Destarte, esta investigação exibe alguns elementos que nos ajudam a problematizar padrões normativos de sexualidade, assim, discutindo como esses protótipos interferem no julgamento moral acerca das manifestações dos sujeitos em sofrimento psíquico.
  • LARA ERENDIRA DE ANDRADE
  • Kapinawá é meu, já tomei, tá tomado: organização social, dinâmicas territoriais e processos identitários entre os Kapinawá
  • Data: 29/04/2014
  • Hora: 14:30
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  • O trabalho apresentado nesta dissertação é fruto de pesquisa, desenvolvida nos últimos dois anos, como estudante de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Paraíba. Nela abordo a construção da identidade do povo indígena Kapinawá, que tem seu território situado entre três municípios pernambucanos: Buíque, Tupanatinga e Ibimirim. Observo quais são as relações que configuram uma determinada organização social (filiação, alianças matrimoniais, localização das residências, etc.), e as dinâmicas de conformação do território, que vieram a possibilitar uma posterior reivindicação pela identidade étnica e território propriamente “kapinawá”. Para compreender como se constroem estas relações sociais e o território refleti sobre as relações de trabalho e produção e a relação com o ambiente em que as famílias estão inseridas, que possibilitaram perceber uma série de dinâmicas constitutivas de sentimentos de pertença e alianças políticas. A partir dai busquei identificar e analisar como se constrói uma tradição de conhecimento, que somada aos aspectos elencados acima, é um dos elementos que possibilitou a integração dos diversos agrupamentos familiares do entorno da Serra do Macaco que se organizaram pela reivindicação da identidade étnica Kapinawá, se diferenciando dos demais agrupamentos de seus arredores. Na pesquisa fiz um recorte de análise mais detido na parte do território que ainda não está regularizada, e encontra-se em processo de reivindicação para tal, chamada pelos indígenas de “Área Nova”
2013
Descrição
  • ANNA GEORGEA FRANCO FEITOSA MAYER DE ARAUJO LIMA
  • RITUAIS DA DOR (uma análise do grupo Mães na Dor de João Pessoa - PB)
  • Data: 10/12/2013
  • Hora: 14:00
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  • As sociedades ocidentais têm conhecido um significativo aumento da violência urbana. Na sociedade brasileira, esta tem sido um dos assuntos mais recorrentes nos meios de comunicação, na Academia e, ainda, como objeto de mobilização social. Em resposta a essa violência, a sociedade civil elabora mecanismos, os mais variados, de resolutividade dos seus danos e malefícios, tais como formação de ONGs, grupos terapêuticos, e grupos de pressão, cujo objetivo é direcionar as instituições governamentais, sobretudo as jurídicas, ao pleno cumprimento de suas finalidades. Na cidade de João Pessoa, Paraíba, existe um Grupo, denominado “Mães na Dor”, formado por mães, enlutadas, que perderam seus filhos em virtude da violência. Elas mesmas transformam sua dor, seu pesar, sua saudade, em luta por justiça e pelo fim da violência urbana. O que, inicialmente, chama a atenção no grupo estudado, é que a dor dessas mães que perderam seus filhos constitui o elemento catalisador para transformar o sentimento de perda em forças para sair às ruas em passeatas, clamando por Justiça e Paz. Manifestações são elaboradas e articuladas de formas diversas, pois, conversam com as autoridades, vão ao fórum criminal, ao Tribunal de Justiça, para falar acerca da dura realidade que atingiu a todas elas: a violência. Em seus discursos elas narram como suas vidas foram marcadas pela violência que recaiu sobre seus filhos, vitimando-os. Essa dissertação aborda as relações entre luto, justiça, vergonha, humilhação, no seio do grupo “Mães na Dor”. É uma pesquisa de caráter etnográfico, que faz uso, sobremaneira, do diário de campo e entrevistas semiestruturadas. Analiso, entre outros, o conceito de violência e sua compreensão. A violência deflagra o processo de perda. Porém, são as emoções daí decorrentes, o luto, a vergonha, a humilhação, o sentimento de injustiça, que constituem as lentes através das quais a existência e a prática do grupo “Mães na Dor” são lidas. De modo que, apresento aqui, o resultado de minhas incursões como pesquisadora participante no referido grupo. Neste sentido, o campo das emoções tem relevância por salientar o quanto é importante à constituição de laços sociais e redes de solidariedade entre mães que compartilham a mesma dor e por ter afetado, também, a mim, enquanto, pesquisadora, mãe e atriz social.
  • JOBSON PAULO DA SILVA
  • A CARNE ESTIGMATIZADA: criação de suínos no Curimataú paraibano
  • Orientador : FABIO MURA
  • Data: 16/09/2013
  • Hora: 14:00
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  • em breve

  • ELIZANGELA FERREIRA DA SILVA
  • Não Escuto, Não Falo, Não Quero: A sociabilidade na Associação de Surdos de João Pessoa-PB
  • Data: 13/09/2013
  • Hora: 09:30
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  • Este trabalho discute formas de sociabilidade de um grupo de surdos na cidade de João Pessoa-PB, por meio de atividades interativas proporcionadas pela Associação de Surdos de João Pessoa-PB (ASJP-PB). Desse modo, buscamos compreender a importância de festas realizadas por esse grupo neste local, a forma como se apropria dos espaços urbanos da cidade para práticas de lazer, entretenimento, intercâmbio de ideias, entre outras formas de convivência social. Neste contexto, também procuramos discutir a importância da língua de sinais enquanto expressão corpórea que possibilita o reconhecimento da pessoa surda na sua sociabilidade elaborada cotidianamente.
  • EDUARDO EVANGELISTA COSTA BOMFIM
  • "A capoeira é tudo que a boca come": representações sociais no batizado e troca de cordões no grupo Gangara
  • Data: 12/09/2013
  • Hora: 14:00
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  • A capoeira na atualidade se consolida como forma de conhecimento sistematizado de coesão relativa, que tem em redor de si tradições e elementos da vida social brasileira. Este trabalho tem o objetivo de conhecer como, através da capoeira, as práticas corporais constituem-se em elementos formativos de identidades, compreender como estas práticas revelam elementos presentes na sociedade e inscritos no espírito da capoeiragem. Se objetiva aqui também: mapear a memória e a ancestralidade na capoeira; investigar como através da corporeidade a capoeira se estabelece enquanto tradição e conhecimento organizados, especialmente na particularidade do grupo Gangara na Bahia, e por fim analisar o batizado e troca de cordões como situação social. Para o acesso aos elementos etnográficos foram utilizados como ferramentas metodológicas o levantamento bibliográfico, entrevistas semiestruturadas e a observação participante. Após o percurso de análise observamos que o corpo funciona como principal catalizador das disputas e estruturação de valores sociais. A ritualidade se estabelece como demarcadora e identificadora de saberes e forma de atualização de reminiscências sociais, configurando tradições através do agenciamento da memória coletiva, por sua vez mobilizada por meio da corporeidade desenvolvida pelos capoeiristas.
  • DARLING DE LIRA PEREIRA
  • “A BUSCATIVA NA RUA E DA RUA: uma análise antropológica da rede de atendimento às crianças e adolescentes em situação de rua no município de Campina Grande/PB”
  • Data: 06/09/2013
  • Hora: 09:00
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  • A dissertacao “A Buscativa na Rua e da Rua: uma analise antropologica dos programas de atendimento as criancas e adolescentes em situacao de rua no municipio de Campina Grande / PB” procura averiguar o cotidiano de educadores sociais que atuam em organizacoes governamentais com criancas e adolescentes em “situacao de rua” e analisar suas concepcoes e representacoes sobre esse publico infanto-juvenil. O proposito e compreender o olhar destes atores sociais, mais especificamente, as causas que atribuem a existencia desse “problema social” e, a partir dai, refletir sobre o papel da rede de atendimento neste contexto especifico. Para conhecer como operam estes programas que fazem parte da rede de atendimento, foi realizado um estudo etnografico do dia a dia desses educadores na rua e suas relacoes com as criancas e adolescentes que eles atendem. Considerando-se o conjunto de representacoes e concepcoes apresentadas, identificou-se o seguinte modelo figurativo desta realidade social: “criancas e adolescentes em situacao de rua sao vitimas e/ou delinquentes”; “sao consequencia da politica socio-economica de exclusao social”; “sao filhos de pais pobres e de “familia desestruturadas”. Com a intencao de alcancar o objetivo proposto, por meio da observacao participante, os educadores sociais de rua foram acompanhados de perto, e, por meio deles, buscou-se compreender, de certo modo, o universo infanto-juvenil “de rua” e “na rua”.
  • ALDO SILVA DE MENDONCA
  • Luta Camponesa e Processo Identitário em Mamanguape-PB: o caso de Itapecirica
  • Data: 30/07/2013
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho foi resultado de uma experiência de campo na autodenominada Comunidade rural de Itapecirica, situada no município de Mamanguape, Litoral Norte do Estado da Paraíba. A comunidade é constituída por cinquenta e duas famílias que também se autodefine como pequenos agricultores. Estão presentes na memória social e histórica do grupo representações sobre as Ligas Camponesas; a atuação do INCRA e principalmente a luta pela terra. Nesse sentido aspectos morais, pedagógicos, políticos e econômicos concorrem para uma história particular que distingue a comunidade da sociedade mais abrangente. Esses elementos que são de ordem material e simbólica implicam, segundo critérios do grupo, para uma construção identitária. Nesse sentido, os mais velhos, detentores do discurso ―mítico‖, são responsáveis pela socialização de sua história para as gerações mais novas se utilizando de uma dinâmica pedagógica caracterizada pela tradição oral. Portanto, a pesquisa teve como objetivo mapear as relações sociais e os mecanismos de reprodução social e econômica.
  • ELISABETE JOAQUINA DA SILVA
  • As Filhas de Pascoal: nova ruralidade e permanência no campo entre jovens agricultoras no interior de Pernambuco.
  • Data: 18/07/2013
  • Hora: 15:00
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  • em breve

  • JOSE RAIMUNDO ARAUJO JUNIOR
  • DOS PRAZERES NARCÍSICOS À CENA VOYEUR: Performances eróticas e enlace de corpos virtualizados no site Cam4
  • Data: 08/07/2013
  • Hora: 14:00
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  • Neste trabalho analisamos o modo como diferentes configurações de gênero são acionadas na construção de performances em um site de integração de webcams. Ambicionando compreender os processos de fabricação do corpo-sexuado no palco dessas interações virtuais, descrevemos um conjunto de exibições matizadas por acentuado apelo erótico, sinalizando como determinadas representações coletivas emanam de formas estratégicas de exibição do corpo, bem como dos enunciados da audiência, que dialoga através de um sistema de mensagens instantâneas. Evidenciamos que a construção das performances guarda relação com quadros de classificação que garantem inteligibilidade às interações entre distintos agentes, fazendo emergir construtos simbólicos associados às preferências sexuais e configurações identitárias assumidas pelos usuários. Tais processos são analisados a partir de uma articulação entre os estudos de gênero e a antropologia da performance, com vistas à reflexão sobre as representações coletivas materializadas pelo corpo no universo espetacular da encenação erótica, sobretudo no que diz respeito ao processo de fabricação simbólica do sexo a partir da ação coerciva do gênero.
  • RANIERY FONTENELE FIRMINO
  • VERSÕES DO PATRIMÔNIO: USOS E NARRATIVAS DOS MORADORES DO POÇO DA DRAGA
  • Data: 19/06/2013
  • Hora: 14:30
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  • Esta pesquisa parte de uma reflexão acerca da proposta do Decreto no 3.551 que institui o registro de bens culturais de natureza imaterial constituintes do patrimônio cultural brasileiro e que, de certa forma, tem alargado os significados da categoria de patrimônio. Assim, esta dissertação investigou o processo de construção da realidade social do que vem a ser constituído e definido como patrimônio cultural significativo, tendo como referência os processos em disputa de controle do espaço, em torno do Centro Histórico de Fortaleza. Tomou, especificamente, como terreno empírico para análise e compreensão antropológica o caso dos moradores do Poço da Draga que têm residido no bairro Centro por mais de 70 anos. A categoria de patrimônio aqui é pensada etnograficamente tendo como referência o ponto de vista desses moradores, seus usos e suas narrativas no espaço do bairro central.
  • EMANUEL OLIVEIRA BRAGA
  • A Reinvenção da Dádiva: desenvolvimento regional, economia solidária e responsabilidade socioambiental no Banco do Nordeste do Brasil.
  • Data: 13/05/2013
  • Hora: 10:00
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  • em breve.

  • JOSE ADELSON LOPES PEIXOTO
  • Memórias e Imagens em confronto: os Xucuru-Kariri nos acervos de Luiz Torres e Lenoir Tibiriçá
  • Data: 30/04/2013
  • Hora: 14:00
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  • em breve.

  • ADRIANO AZEVEDO GOMES DE LEON
  • O CAC faz você dançar - uma etnocartografia das performances masculinas no bairro do Rangel em João Pessoa-PB
  • Orientador : SILVANA DE SOUZA NASCIMENTO
  • Data: 02/04/2013
  • Hora: 14:00
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  • em breve

  • ANDREIA DE SOUSA MARTINS
  • Plateias da Morte: discutindo o fim da vida em comunidades e Velórios Virtuais
  • Data: 13/03/2013
  • Hora: 14:00
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  • Esta dissertação versa sobre as maneiras com que a morte vem sendo tratada na
    virtualidade através de comunidades virtuais de Redes Sociais que catalogam
    perfis de pessoas que já morreram e em sites de empresas funerárias que
    viabilizam a transmissão de Velórios Virtuais. 
    Nestes espaços, trata do corpo morto no ambiente virtual como vetor de
    significações e representações da vida e da morte: primeiramente, o perfil na
    rede social Orkut como representação do indivíduo e de sua corporeidade; por
    último, do corpo morto no momento do velório, transmitido para a virtualidade
    através dos Velórios Virtuais. Comporta, também, uma netnografia, ou seja, uma
    etnografia virtual das comunidades "Perfil de Gente Morta" e "Velórios Virtuais" do Orkut, analisando a forma com que a
    virtualidade tem abarcado o tratamento do fim da vida e a discussão da morte,
    através de uma antropologia da morte.
  • ELISA PINTO SEMINOTTI
  • “QRD À BASE SAMU”!ETNOGRAFIA DE UM SERVIÇO DE URGÊNCIA: O SAMU-JOÃO PESSOA/PB
  • Data: 01/03/2013
  • Hora: 09:30
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  • O estudo traz uma reflexão sobre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU
    192 do Município de João Pessoa, Paraíba, a partir de uma etnografia realizada no
    serviço, junto aos atores que o compõem: médicos, enfermeiros, técnicos de
    enfermagem, técnicos telefonistas, condutores, coordenadores e demais
    administrativos. Trata-se de contribuir para a antropologia como disciplina que vem
    explorando campos da saúde, enquanto uma tendência atual que busca incluir os
    profissionais de saúde na condição de nativos, desenvolvendo as relações sociais,
    sentidos e prática que têm lugar neste contexto. Através da observação participante
    e de trocas com os profissionais interlocutores buscou-se compreender a rotina e a
    cultura institucional do serviço, o trabalho e as relações sociais entre as
    categorias profissionais, a visão do serviço do ponto de vista de seus atores e a
    interação destes com a população que o demanda. Metodologicamente, a etnografia foi
    realizada na sede principal do SAMU, durante os plantões diurnos, entre os meses de
    janeiro e julho de 2012. As observações foram realizadas nos diferentes setores do
    serviço, assim como dentro das ambulâncias e nos atendimentos na rua. Dentre os
    aspectos revelados pela etnografia, chama atenção a constituição do SAMU como um
    mundo em si mesmo, sua linguagem e sua “roupagem”; a forma de lidar com a rotina de
    atendimentos e de espera dentro da base, assim como os espaços de convivência, que
    instituem relações como as de hierarquia e disputa de poder, os conflitos. Ainda um
    elemento de análise interessante foram as discrepâncias entre o SAMU interno
    (relações sociais entre os profissionais) e o SAMU externo (a interação com a
    população e demais serviços).
  • ANTONIO LUIZ DA SILVA
  • Pelas Beiradas: Duas décadas do ECA em Catingueira - PB.
  • Data: 26/02/2013
  • Hora: 14:00
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  • Esta dissertação é composta por quatro grandes movimentos interdependentes, uma conversa sobre assuntos vindouros e uma meditação final. Inicio fazendo uma breve introdução ao tema geral. No primeiro movimento, apresento a cidade de Catingueira, a partir de onde reflito sobre a teoria, sobre minha abordagem metodológica, sobre o que experimentei em campo e das inspirações que me advieram de meus interlocutores, tanto dos pensadores locais quanto dos autores acadêmicos, alumiando ainda a corrente à qual me filio, qual seja, a Antropologia da Criança. No segundo movimento, me debruçarei sobre algumas questões ligadas aos direitos das crianças, considerando que ele é fruto das lutas nacionais e internacionais; abro-o contando como me defrontei com essa questão dentro de um circo popular em Catingueira; justifico a escolha da temática, mostrando como o direito se representa ao imaginário das pessoas da cidade referida; destaco o papel e a importância do Conselho Tutela, do CMDCA, enfatizando o processo de eleição dos conselheiros, a visão que se tem destes no município e um pouco do que se entende por direitos de crianças. No terceiro movimento, mostro ideias sobre a política pública para as crianças, descrevendo algumas ações municipais; ainda tratarei da participação política das crianças na cidade, defendendo que sua visualização se dá pela ocupação dos espaços sociais, onde se pode observar sua capacidade de propor soluções criativas para os problemas que as circundam. No quarto movimento, relatarei o resultado das várias sentadas que fiz à beira do gramado de futebol, mostrando muitos dos aprendizados que lá podem ser possíveis às crianças e aos adultos, com destaque para a luz que o referido espaço pode lançar sobre os direitos infantis no cotidiano.  Finalizando, retomo e reafirmo alguns dos achados feitos meditando sobre alguns dos pressupostos que ficaram subjacentes a esta pesquisa.