PROGRAMA MULTICÊNTRICO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FISIOLÓGICAS (PMPGCF)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Dissertações/Teses


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2021
Descrição
  • GEORGIANNA DE ARAUJO HENRIQUES FERREIRA
  • EFEITOS DA INTERVENÇÃO COM UMA FORMULAÇÃO PROBIÓTICA DE Limosilactobacillus fermentum SOBRE A MICROBIOTA INTESTINAL E OS PARÂMETROS CARDIOMETABÓLICOS EM RATOS
  • Orientador : JOSE LUIZ DE BRITO ALVES
  • Data: 25/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • A Hipertensão Arterial Sistêmica é uma doença crônica não transmissivel ́ de etiologia multifatorial. O estilo de vida sedentário associado à um contexto alimentar rico em ácidos graxos saturados (AGS) e açúcares culmina em dislipidemias, as quais podem favorecer o desenvolvimento da HAS. Por sua vez, a HAS desenvolvida em um quadro dislipidêmico é associada com alterações qualitativas e quantitativas do microbioma intestinal, caracterizando a disbiose intestinal. Alterações sistêmicas surgem junto à disbiose intestinal, como o aumento do estresse oxidativo, inflamação e hiperatividade simpática, refletindo em maiores niveis de press ́ ao arterial (PA). O microbioma intestinal ̃ pode ser recuperado a partir da inoculação de bactérias com potencial probiótico e essa modulação intestinal pode afetar órgãos de controle da PA, visto que em estudos experimentais anteriores probióticos atenuaram a disfunção autonômica e em estudos clinicos reduziram fatores de risco para doen ́ ças cardiovasculares. Cepas de Limosiactobacillus fermentum apresentaram boas caracteristicas probióticas (agregação, antagonismo, adesão, entre outras) e exerceram papel hipolipemiante em ratos, no entanto a atuação em distúrbios cardiovasculares e metabólicos não foi estudada. Por isso, o presente estudo investigou os efeitos da administração de uma formulaçao probiótica de L. fermentum (cepas 139, 263 e 296) sobre os parâmetros cardiorrespiratórios, metabólicos e alterações na microbiota intestinal de ratos aos 90 dias alimentados com uma dieta rica em AGS. Ratos Wistar (n=18) adultos com 90 dias foram alimentados com dieta controle (CTL) ou dieta rica em AGS (high-fat diet, HFD). Os animais foram divididos em 3 grupos: grupo controle (CTL: n=6); grupo dieta rica em AGS + formulação probiótica de L. fermentum 139, 263 e 296 (HFD-LF: n=6); grupo dieta rica em AGS (HFD: n=6). A administração das cepas de L. fermentum (109 UFC/mL de cada cepa) foi realizada diariamente via gavagem do 90o ao 120o dia de vida. Ao 120o dia de vida, as fezes foram coletadas para análise da microbiota fecal, nas amostras de sangue foram quantificados colesterol total (CT), lipoproteina de alta densidade (HDL -colesterol), lipoproteina de baixa densidade (LDL ́-colesterol), triglicerideos (TG) e foi feito o teste de tolerância à insulina (TII). Parâmetros cardiovasculares foram obtidos a partir do registro da PA e da frequência cardiaca (FC) em níveis basais e após administração de hexametônio (fármaco bloqueador ganglionar do sistema nervoso simpático; dosagem 25mg/kg) para avaliar a contribuição do tônus simpático. A variabilidade da FC e PA foi avaliada em condições basais. O grupo HFD-LF apresentou niveis séricos de TG, CT e LDL-colesterol menores, maior concentração plasmática de HDL-colesterol e menor área sob a curva do TII após receber o tratamento da formulação probiótica de L. fermentum por 4 semanas, quando comparado ao grupo HFD (p<0.05). Os niveis de PA foram menores no grupo HFD -LF em relação ao grupo HFD (p<0.05),mas sem alteração da FC (p>0.05). Na análise espectral, a formulação probiótica com L. fermentum preveniu um aumento nas oscilações de LF da pressão arterial sistólica (PAS) e a razão LH/HF do intervalo cardiaco do grupo HFD ́-LF (p<0.05) em relação ao grupo HFD. No entanto, o tratamento não interferiu em oscilações de HF e na sensibilidade espontânea do barorreflexo em comparaçao ao grupo HFD (p>0.05). Ap ̃ ós administração do hexametônio, o aumento do tônus vasomotor foi prevenido nos animais do grupo HFD-LF em relação ao grupo HFD (p<0.05). Considerando a composição da microbiota intestinal, foi encontrada baixa riqueza e baixa diversidade no grupo HFD-LF em relação ao CTL. No grupo HFD, a dieta rica em AGS aumentou a abundância relativa de bactérias que prejudicam integridade intestinal, como as ordens Enterobacteriales, e Campylobacterales, as famílias Clostridiaceae, Peptostreptococcaceae e demonstrou uma correlação positiva com as espécies Ruminococcus torques e Ruminococcus gnavus, as quais também prejudicam a função de barreira intestinal. Em adiçao, a dieta rica em AGS ̃ reduziu a abundância relativa de bactérias que favorecem a integridade intestinal, como as famílias Lachnospiraceae, outras espécies de Ruminococcaceae, Erysipelotrichaceae, e as ordens Mollicutes RF39, Gastranaerophilales do grupo HFD em relação ao grupo CTL. Após a administração de L. fermentum foi encontrada menor abundância de bactérias que afetam o microbioma intestinal Campylobacterales, Helicobacteraceae e correlação negativa com Ruminococcus gnavus e Ruminococcus torques. Foi encontrada correlação positiva com bactérias que fortalecem a barreira intestinal, como Ruminococcaceae_UCG-004. O tratamento com formulação probiótica de L. fermentum melhorou a composiçao da microbiota intestinal, atenuou desordens no perfil lip ̃ idico, ́ preveniu a resistência à insulina e a hiperatividade simpática em ratos alimentados com uma dieta rica em AGS.
  • FABIANA GÓES BARBOSA DE FREITAS
  • O IMPACTO DO TEMPO DE CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO
  • Orientador : MARIA DO SOCORRO DE FRANCA FALCAO
  • Data: 27/07/2021
  • Hora: 14:00
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  • A cirurgia cardíaca é uma intervenção importante pois reduz o índice de morbimortalidade dos pacientes com doenças cardiovasculares com baixa probabilidade de cura, sendo a revascularização do miocárdio a mais frequente. Esta tem como objetivo amenizar os sintomas causados pela obstrução das artérias coronarianas, prolongando a vida dos indivíduos. O uso da circulação extracorpórea tem sido o “padrão ouro” para a realização dessa cirurgia, contudo, pode desencadear efeitos deletérios ao organismo como uma resposta inflamatória sistêmica, depressão miocárdica, coagulopatias, instabilidade hemodinâmica e disfunção pulmonar. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar o impacto do tempo de CEC no pós-operatório imediato dos pacientes submetidos à revascularização por meio da análise de parâmetros cardiovasculares e marcadores biológicos de indivíduos submetidos a CEC por diferentes períodos. Foram analisados 153 pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio num hospital da cidade de João Pessoa-PB, sendo divididos em 3 grupos de acordo com o tempo de CEC: Grupo 0-60 (pacientes submetidos a CEC por 0 a 60 minutos; Grupo 61- 60 (pacientes submetidos a CEC por 61 a 90 minutos); e Grupo 91+ (pacientes submetidos a CEC por mais de 90 minutos). Foram analisadas, no pós-operatório imediato, as variáveis: pressão arterial média, frequência cardíaca, pressão venosa central, creatinina, glicemia, gasometria arterial, número de leucócitos, hemoglobina e o tempo de extubação. Foi possível observar que o perfil dos pacientes foi sexo masculino, idade média de 63,06 ± 9,41 anos, hipertensos e idosos. Com base nos dados obtidos, não houve correlação entre os diferentes tempos de CEC e os níveis de pressão arterial média, frequência cardíaca e pressão venosa central. O mesmo foi observado para os parâmetros ventilatórios, pressão parcial de gás carbônico e oxigênio e saturação de oxigênio. Houve uma correlação negativa entre o tempo de CEC e os níveis sanguíneos de bicarbonato (r=-0,2576; p=0,0013) e excesso de base (r=- 0,2940; p=0,0002). Não foi apresentada correlação entre os níveis de leucócitos e os grupos avaliados. Por outro lado, observamos correlação nos níveis de hemoglobina (r=-0,3608; p<0,0001) e glicemia (r=0,1714; p=0,0400). Quanto ao tempo de extubação, observou-se que os indivíduos com menor tempo de CEC apresentaram com maior frequência a extubação ainda no bloco cirúrgico quando comparado aos demais. Os dados obtidos sugerem que o tempo de CEC teve impacto no equilíbrio ácido-básico, nos valores de glicemia, hemoglobina e no tempo de extubação dos pacientes analisados, influenciando diretamente a homeostase desses indivíduos. Apesar do tempo de uso da CEC não ser o único responsável pelo surgimento de complicações, os dados obtidos, até então, demonstram a necessidade de uma atuação precisa e qualificada dos profissionais envolvidos no pós-operatório imediato como enfermeiros, médicos e fisioterapeutas, a fim de diminuir os efeitos deletérios do pós-operatório imediato de cirurgia cardíaca.
  • MICAELLE OLIVEIRA DE LUNA FREIRE
  • Formulação probiótica de Lactobacillus fermentum atenua dislipidemia, inflamação e estresse oxidativo em ratos alimentados com uma dieta hiperlipídica.
  • Data: 07/06/2021
  • Hora: 13:00
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  • O desequilíbrio da microbiota intestinal (MI) induzido por uma dieta rica em gordura vem sendo associado ao desenvolvimento distúrbios cardiometabólicos. Alguns estudos demonstraram possíveis métodos para manter a homeostase da MI, sendo a administração com probióticos uma das escolhas para utilização de intervenção não-farmacológica. Esses compostos são conhecidos por contribuir para saúde do hospedeiro, através de suas propriedades hipocolesterolêmicas, anti-inflamatórias e antioxidantes, podendo ser uma estratégia promissora para o tratamento de doenças metabólicas e cardiovasculares. O presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos da administração oral de uma formulação probiótica contendo Lactobacillus fermentum 139, 263 e 296 nos parâmetros bioquímicos, inflamação e estresse oxidativo em ratos alimentados com uma dieta hiperlipídica. Para isso, os ratos foram divididos em três grupos experimentais: grupo controle (dieta controle + placebo), grupo HFHC (dieta rica em lipídeos e colesterol + placebo), e grupo HFHC + Lf (dieta rica em lipídeos e colesterol + L. fermentum 139, 263 e 296). Esses grupos foram submetidos à suplementação com solução placebo ou L. fermentum 139, 263 e 296, por 4 semanas, duas vezes ao dia. A avaliação de peso corporal e consumo alimentar ocorreu durante todo experimento, e após 4 semanas de suplementação, ocorreu coleta de soro, tecidos do cólon e coração, e fezes, para realização de: mensuração sérica de perfil lipídico e citocinas inflamatórias, quantificação de ácidos orgânicos e açúcares nas fezes dos animais, além de avaliação de malondialdeído (MDA) e atividade de enzimas antioxidantes e grupamentos tióis totais em tecidos do cólon e coração. Os resultados do presente estudo demonstraram que o grupo HFHC-Lf apresentou redução dos níveis séricos de colesterol total (CT), lipoproteína de baixa densidade (LDL) e triglicerídeos (TG), e redução de lipoproteína de alta densidade (HDL), além de reduzir os índices aterogênicos quando comparado ao grupo dislipidêmico. A administração com L. fermentum 139, 263 e 296 promoveu redução de IL-1β e aumento de IL-10. A administração com L. fermentum 139, 263 e 296 contribuiu para o aumento de rafinose nas fezes, mas sem alterações significativas na frutose e ácidos graxos de cadeia curta. Adicionalmente, a suplementação com L. fermentum 139, 263 e 296 foi capaz de reduzir as concentrações de MDA e aumentar atividade de superóxido dismutase (SOD), glutationa-S-transferase (GST) e grupamentos tióis totais no cólon, e ainda, promover aumento da atividade de catalase (CAT), GST e quantidade de grupamentos tióis totais nos tecidos cardíacos. Portanto, estes resultados indicam os efeitos potenciais promovidos por L. fermentum 139, 263 e 296 em parâmetros bioquímicos, além das propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes dessas cepas probióticas, podendo ser utilizadas como possíveis agentes terapêuticos em distúrbios cardiometabólicos.
  • ALYNNE CARVALHO GALVÃO
  • AVALIAÇÃO DOS EFEITOS INDUZIDOS PELA CARBOXIMETIL-GLUCANA (CM-G) SOBRE O SISTEMA CARDIOVASCULAR DE RATOS NORMOTENSOS E HIPERTENSOS.
  • Orientador : VALDIR DE ANDRADE BRAGA
  • Data: 11/05/2021
  • Hora: 14:30
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  • A hipertensão arterial (HA) é uma doença de alta prevalência em todo o mundo, sendo caracterizada por uma condição clínica multifatorial. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo investigar os efeitos da carboximetil- glucana (CM-G) na pressão arterial (PA), sensibilidade do barorreflexo (SBR) e modulação vascular em ratos com hipertensão renovascular. Ratos Wistar foram divididos em quatro grupos: SHAM+SALINA; 2R1C+SALINA (submetidos à cirurgia de indução da hipertensão dois rins um clipe); SHAM+CM-G (tratados com CM-G) e 2R1C+CM-G (tratados com CM-G). O tratamento diário com CM- G (40 mg/kg) foi realizado durante o período de duas semanas. Pressão arterial, frequência cardíaca (FC), variabilidade da pressão arterial sistólica (PAS), sensibilidade do barorreflexo e tônus vascular simpático foram avaliados. Após seis semanas da cirurgia de indução da hipertensão, ratos do grupo 2R1C apresentaram hipertensão arterial (171 ± 11 vs. 118 ± 4 mmHg, p < 0.05), redução na SBR (−1.30 ± 0.10 vs. −2.59 ± 0.17 bpm.mmHg-1, p < 0.05) e aumento da atividade simpática em 81%, quando comparados aos animais normotensos. A administração oral de CM-G em ratos com hipertensão renovascular reduziu a hipertensão (126 ± 4 vs. 171 ± 11 mmHg, p < 0.05) e melhorou a SBR (−2.03±0.16 vs. −1.30 ± 0.10 bpm.mmHg−1, p < 0.05) em ratos hipertensos quando comparado ao grupo 2R1C tratado apenas com salina. Estes efeitos parecem ter sido causados por uma redução na atividade simpática. Ademais, ratos do grupo 2R1C apresentaram aumento da contratilidade vascular em resposta à fenilefrina (126.60% ± 2.97% vs. 95.24% ± 5.49%; p < 0.05), que foi normalizada pelo tratamento com CM-G (90.26% ± 8.54%vs. 95.24% ± 5.49%; p > 0.05). O vasorelaxamento em resposta à acetilcolina e ao nitroprussiato de sódio foi potencializado pelo tratamento com CM-G. Por fim, o tratamento oral com CM-G reduziu os níveis séricos de malondialdeído, um importante biomarcador utilizado na avaliação do estresse oxidativo, em animais hipertensos tratados quando comparados aos tratados apenas com salina (14,62 ± 0,93 vs. 21,82 ± 1,27 nmol/mL, p ˂ 0,05). O presente 2 estudo revelou pela primeira vez que o tratamento com CM-G reduziu a hipertensão arterial e restaurou a sensibilidade do barorreflexo por meio da redução no tônus simpático, mormalização da reatividade vascular e redução do estresse oxidativo em ratos com hipertensão renovascular.
  • LUCAS RANNIER RIBEIRO ANTONINO CARVALHO
  • Efeitos do consumo de nitrato inorgânico (NaNO3) sobre a longevidade e envelhecimento de ratos Wistar.
  • Data: 31/03/2021
  • Hora: 09:00
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  • A busca com intervenções e fármacos que aumentem a longevidade e diminuam os efeitos do tempo sobre o organismo (envelhecimento), é tão antiga quanto a própria humanidade. Com base nas recentes descrições de efeitos benéficos dos nitratos sobre diversas condições de saúde, o consumo de vegetais ricos neste sal, como o espinafre e as folhas da beterraba, tem sido estimulado. No entanto, os efeitos crônicos dessa suplementação ainda não foram descritos e, devido seu potencial tóxico, avaliações a longo prazo são urgentes e necessárias. Sendo assim, com este trabalho objetivou-se a avaliação dos efeitos do consumo de nitrato de sódio sobre a longevidade e envelhecimento de ratos idosos. Para tanto, foram utilizados ratos Wistar de ambos os sexos, com 15 meses de idade, suplementados continuadamente com água de beber (placebo) ou solução nitrato de sódio (NaNO3 - 10mM), até a morte natural por senescência. Durante o período de tratamento, os animais foram submetidos a acompanhamentos clínicos semanais e exames laboratoriais a cada três meses. Após a morte, foi realizada a avaliação da reatividade vascular e coleta de amostras para análise histopatológica e determinação da causa mortis. Os resultados demonstram que a suplementação com nitrato inorgânico, por longos períodos, não altera o tempo de vida e o envelhecimento dos indivíduos. Além disso, o consumo crônico foi responsável por uma significativa melhora no efeito e sensibilidade de substâncias vasoconstritoras e vasodilatadoras, sugerindo uma melhora da função vascular, sem indícios de tolerância. Quanto ao acompanhamento laboratorial, não foram demonstradas alterações causadas pelo nitrato, independente do sexo, apenas alterações relacionadas ao envelhecimento saudável. Similar ao diagnóstico da causa da morte, onde foram descritas alterações causadas pelo envelhecimento em quase todos os sistemas orgânicos, porém não houve diferenças entre os grupos. Dessa forma, foi possível concluir que a suplementação a longo prazo com nitrato inorgânico não interfere significativamente no tempo de vida e processo de envelhecimento saudável, sugerindo tratar-se de uma intervenção segura e de fácil acesso, para o consumo por longos períodos. No entanto, seus efeitos parecem ser dose-dependentes e estudos que avaliem seu custo-benefício são necessários.
  • MICKAEL SOUSA DA LUZ
  • Avaliação do efeito do borneol sobre a modulação autonômica da pressão arterial de ratos normotensos e hipertensos.
  • Data: 26/02/2021
  • Hora: 14:00
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  • O borneol é um monoterpeno bicíclico extraído de óleos essenciais de diversas plantas medicinais. Este composto é utilizado há muito tempo na medicina tradicional chinesa com efeitos cardiovasculares promissores. Alguns estudos demonstraram o potencial antioxidante, vasodilatador e anti-hipertensivo do borneol em animais normotensos e com hipertensão L-NAME, entretanto nada tem sido relatado sobre seus efeitos na hipertensão renovascular, assim como na modulação autonômica da pressão arterial e em seus mecanismos de controle. O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos induzidos pelo borneol em parâmetros cardiovasculares de ratos normotensos e com hipertensão renovascular. Para isso, uma combinação de protocolos in vivo foi realizada em ratos SHAM e 2R1C, assim avaliou-se o efeito do tratamento oral por 14 dias com o borneol sobre a pressão arterial, frequência cardíaca, atividade autonômica simpática e parassimpática e sensibilidade do barorreflexo. O tratamento oral com o borneol foi capaz de reduzir a pressão arterial apenas em ratos 2R1C (2R1C: 169,43 ± 9 vs. 2R1C + borneol: 123,12 ± 6 mmHg, p < 0,05), assim como diminuiu a pressão arterial sistólica (2R1C: 196 ± 11,39 vs. 2R1C + borneol: 144 ± 5,3 mmHg) e diastólica (2R1C: 154,9 ± 4,6 vs. 2R1C + borneol: 103,1 ± 4,5 mmHg). O tratamento não provocou alterações significativas na frequência cardíaca. Ao avaliar a função autonômica, o borneol não induziu alterações na atividade parassimpática, entretanto, foi capaz de reduzir a hiperatividade simpática em ratos 2R1C (2R1C: (-73,43 ± 4,969 vs. 2R1C + borneol: -48,52 ± 7,289 mmHg, p < 0,05). Adicionalmente, também reduziu as bandas de baixa frequência - LF (2R1C: 9,16 ± 0,52 vs. 2R1C + borneol: 3,59 ± 0,68 mmHg2, p < 0,05), sem demonstrar alteração nas bandas de alta frequência – HF e índice simpato-vagal (LF/HF). Finalmente o tratamento oral com o borneol melhorou a sensibilidade do barorreflexo induzido farmacologicamente com agentes vasoativos (2R1C: -1,3 ± 0,1 vs. 2R1C + borneol: -3,6 ± 0,3 bpm.mmHg-1, p < 0,05), assim como no barorreflexo espontâneo (2R1C: -1,38 ± 0,1 vs. 2R1C + borneol: -3,56 ± 0,64 bpm.mmHg-1, p < 0,05). Esses dados prévios sugerem um efeito anti-hipertensivo do borneol, uma vez que ele reduziu a pressão arterial somente em ratos com hipertensão renovascular. Este efeito pode estar relacionado, em parte, pela sua atividade vasorrelaxante e capacidade de reduzir a atividade simpática. Essas informações associadas com a melhora na sensibilidade do barorreflexo fazem do borneol uma molécula com um futuro importante na terapia da hipertensão.
2020
Descrição
  • LUDMILLA CHRISTINE SILVA DE SALES
  • EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE ÓLEO DE LINHAÇA SOBRE O ESTRESSE OXIDATIVO E AS LESÕES MUSCULARES INDUZIDOS PELO EXERCÍCIO FÍSICO AGUDO.
  • Data: 14/12/2020
  • Hora: 14:00
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  • A realização de exercícios físicos de alta intensidade ou exaustivos pode aumentar a probabilidade de lesões musculares e fadiga crônica devido à produção em excesso de radicais livres, que podem provocar danos musculares seguidos de processo inflamatório e prejuízo na função muscular. A linhaça (Linum usitatissimim L.) possui efeito antioxidante e antiinflamatório, e o óleo extraído das suas sementes se destaca por conter maior concentração de ômega-3, quando comparado com os outros óleos vegetais. É reconhecido que a suplementação com ácido graxo ômega-3 pode estimular as defesas antioxidantes do organismo e a redução de marcadores pró-inflamatórios. Com isso nosso objetivo é investigar o efeito da suplementação com óleo de linhaça sobre o estresse oxidativo e lesões musculares induzidos por exercício físico. Participaram 20 indivíduos do gênero masculino, com idade entre 18 a 39 anos, fisicamente ativos e não portadores de doenças crônicas não transmissíveis. Os indivíduos foram distribuídos aleatoriamente em 03 grupos experimentais: Grupo Controle- Placebo (1,5g/dia) + Exercício; Grupo Linhaça 06g/dia- Óleo de Linhaça (6g/dia) + Exercício; Grupo Linhaça 12g/dia- Óleo de Linhaça (12g/dia) + Exercício. A suplementação foi realizada por 07 dias. Os participantes submetidos a uma sessão de corrida em esteira ergométrica por 40 minutos, composto de 05 minutos de aquecimento (4-5Km/h), 30 minutos com a intensidade determinada pela frequência cardíaca alcançada em 70-75% do VO2 máximo e 05 minutos de desaquecimento (4-5Km/h). Aferimos a pressão arterial, frequência cardíaca máxima, variáveis antropométricas [peso, altura, circunferência da cintura, índice de massa corporal (IMC) e percentual de gordura corporal] e parâmetros bioquímicos, e inflamatórios assim como o estresse oxidativo (níveis de glicose, perfil lipídico, desidrogenase lática, creatina quinase, e peroxidação lipídica). A composição corporal, pressão arterial e ingestão energética foram semelhantes entre os grupos. A suplementação com 06g/dia durante 07 dias de óleo de linhaça reduziu a glicemia quando comparado ao grupo controle (p<0,05), no entanto, essa redução não foi observada no grupo que recebeu 12g/dia de óleo de linhaça. Os níveis de colesterol total, HDL e LDL, foram similares antes e após a intervenção. Os marcadores de lesão muscular e estresse oxidativo não apresentaram alterações antes, durante e após a intervenção, indicando que provavelmente, o exercício de 40 minutos na intensidade de 70-75% do VO2 máximo não foi suficiente para promover exaustão nos indivíduos e que a suplementação com 06 e 12g/dia óleo de linhaça durante uma semana não resulta em modulação das concentrações séricas desses marcadores.
  • EMMANUEL VERISSIMO DE ARAUJO
  • Efeitos da dislipidemia materna sobre os níveis de pressão arterial, controle cardiorrespiratório e parâmetros bioquímicos na prole de fêmeas.
  • Data: 31/01/2020
  • Hora: 09:00
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  • A hipertensão arterial evidenciada em ratos adultos expostos a dislipidemia materna pode ser dependente do sexo. Neste trabalho, investigamos os efeitos da dislipidemia durante a gestação e lactação sobre parâmetros cardiorrespiratórios e metabólicos na prole fêmea. Ratas foram divididas em dois grupos: um recebeu dieta controle (CTL) e outro recebeu dieta dislipidêmica (DLP) durante a gestação e lactação. Parâmetros antropométricos e bioquímicos, foram realizados nos filhotes dessas ratas aos 30 e 90 dias de idade, tais como: peso e comprimento da prole, testes oral de tolerância à glicose (TOTG), tolerância à insulina (TTI), colesterol total (CT), lipoproteínas de alta (HDL), baixa (LDL), muito baixa densidade (VLDL), triglicerídeos (TG) e o malondialdeído (MDA). Além disso, parâmetros respiratórios, tais como frequência respiratória (FR), volume corrente (VT) e ventilação (VE), foram avaliadas por pletismografia de corpo inteiro durante um período basal e após ativação de quimiorreceptores respiratórios com mistura hipercápnica (7 % CO2). Aos 90 dias de idade, a pressão arterial (PA) e a frequência cardíaca (FC) foram mensuradas em condições basais e após administração de cianeto de potássio (KCN, 0,04%) para avaliação do quimiorreflexo periférico, e do hexametônio (30 mg/kg), para avaliação do tônus simpático. Finalmente, avaliamos a variabilidade da FC e PA em condições basais. O grupo DLP apresentou baixo peso ao nascer (P<0.05), porém sem diferi-lo na fase adulta. Aos 30 dias de idade, os níveis séricos de TG e CT estavam aumentados na prole DLP (P<0.05). As fêmeas DLP também apresentaram aumento na FR basal, e maior resposta ventilatória à hipercapnia comparado ao grupo CTL (P<0.05). Aos 90 dias, a prole DLP apresentou maior área sob a curva no TOTG e TTI em comparação ao grupo CTL. Em condições basais, a FR, VT, VE, foram semelhantes entre os grupos, mas a prole DLP apresentou uma resposta cardiovascular e ventilatória elevada à hipercapnia quando comparada ao grupo CTL (P<0.0001). Os níveis pressóricos das ratas DLP estavam elevados (P<0.05), mas sem alteração na FC. Na análise espectral, foi observado que o componente LF da PA sistólica e a razão LF/HF do intervalo cardíaco foram elevados no grupo DLP (P<0.05). Os desafios farmacológicos impostos pelo KCN, revelou maior resposta pressórica do grupo DLP (P<0.05), mas sem alterar o delta de FC. Após administração do hexametônio, as fêmeas DLP demonstraram uma tendência a tônus simpático (P<0.06). Esses achados foram combinados com elevados níveis séricos de MDA (P<0.05). A prole de ratas DLP apresentaram hipertensão arterial na vida adulta combinada com hiperatividade simpática e respostas ventilatórias e autonômicas amplificadas frente à hipóxia e hipercapnia.
  • FRANCINEIDE FERNANDES COSTA
  • Interação central entre óxido nítrico, lactato e as células da glia na modulação comportamental de ingestão de água e sódio em ratos
  • Data: 23/01/2020
  • Hora: 09:00
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  • Estudos recentes do nosso laboratório mostraram que a glia da região dos órgãos circumventriculares (OCVs) participam da modulação do equilíbrio hidroeletrolítico. Há evidências de que o lactato produzido pelos astrócitos, por meio do mecanismo chamado “astrocyte-neuron lactate shuttle” (ANLS), participa da via inibitória de modulação da ingestão de sódio através da ativação de interneurônios GABAérgicos. Um outro neuromodulador dessa via inibitória é o óxido nítrico (NO), o qual promove um aumento na atividade de interneurônios GABAérgicos. Além disso, é conhecido que o NO atua no metabolismo energético astrocítico, inibindo a respiração mitocondrial e estimulando o consumo de glicose, resultando na produção e acúmulo de lactato nos astrócitos. Nesse contexto, a nossa hipótese é que o NO na região dos OCVs induz a liberação de GABA direta ou indiretamente via produção de lactato astrocítico. O GABA por sua vez, atuaria modulando a via tônica inibitória envolvida na modulação da ingestão de água e sódio. Para tanto, utilizamos ratos Wistar, que foram submetidos à cirurgia de estereotaxia para implante de cânula guia no ventrículo lateral (VL). Após a cirurgia, os animais foram alojados em gaiolas metabólicas individuais e adaptados à ingestão de sódio (NaCl 0,3M) durante 5 dias. Após, realizamos a microinjeção intracerebroventricular (icv) de salina estéril 0,9%; L-NAME (40 μg/0,5 μl- inibidor da óxido nítrico sintase); L-Lactato (2 μg/0,5 μl); α-CHCA (3 μg/0,5 μl-inibidor MCT4, um transportador de lactato astrocítico); oxamate (17 μg/0,5 μl-inibidor da LDH) ou fluorocitrato (FCt, 8 μg/0,5 μl-inibidor glial). Em um outro protocolo realizamos a microinjeção de salina estéril 0,9% e do α-CHCA (3 μg/0,5) em ratos após a privação hídrica (48h). Após as microinjeções, a ingestão de água e sódio foi mensurada aos 5, 15, 30, 60 e 120 minutos. Realizamos ainda um protocolo ex vivo, incubando o SFO de ratos por 1h à 37ºC em meio osmótico normal (145mM de Na+), hiperosmótico (170mM de Na+) e hiperosmótico na presença de L-NAME (500 µM), dosando em seguida a concentração de lactato da amostra. Os resultados mostraram que o L-NAME icv aumentou a ingestão de água e sódio, enquanto a inibição da glia com o FCt não alterou a ingestão de água ou sódio. Entretanto, a microinjeção prévia do FCt reduziu a ingestão de água e de sódio induzida pelo L-NAME. O L-Lactato icv não alterou a ingestão basal de água ou de sódio, mas aboliu a ingestão de água e de sódio induzidas pelo L-NAME. O bloqueio dos transportadores de lactato astrocíticos com o α-CHCA não alterou a ingestão basal de água ou de sódio, bem como a ingestão de água ou de sódio induzida pelo L-NAME. Por outro lado, nos animais submetidos à privação hídrica, o α-CHCA promoveu aumento na ingestão de água e sódio. Observamos ainda que a submissão do SFO ex vivo dos animais ao meio hiperosmótico promoveu aumento na concentração de lactato; em contrapartida, esse resultado não sofreu alteração na presença do L-NAME. Nossos resultados sugerem que há uma interação entre NO e as células da glia na modulação comportamental de ingestão de água e sódio em animais normohidratados. E que o mecanismo de transporte de lactato astrócito-neurônio (ANLS) na região dos OCVs parece estar envolvido na modulação da ingestão de água e sódio em condições de hipertonicidade do meio extracelular.
2019
Descrição
  • FRANCISCO ANTONIO DE OLIVEIRA JUNIOR
  • Efeitos da suplementação com óleo de coco em pacientes com hipertensão arterial de estágio 1
  • Data: 28/11/2019
  • Hora: 09:00
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  • Mesmo considerando o avanço na farmacologia anti-hipertensiva e no conhecimento sobre os mecanismos subjacentes à hipertensão arterial sistêmica (HAS) conquistados ao longo do tempo, o impacto gerado pela HAS sobre a saúde segue em contínua ascensão. Como alternativa ao tratamento farmacológico tradicional, foi testada a hipótese que a suplementação alimentar com óleo de coco extravirgem (OCEV), isolada ou combinada ao treinamento físico aeróbio, poderia exercer efeito anti-hipertensivo em pacientes com hipertensão arterial de estágio 1. Para isso, 46 (quarenta e seis) voluntários hipertensos de ambos os sexos, com idade de 42,5 ± 11,7 anos foram divididos em dois grupos (treinado e não-treinado) e submetidos a um ensaio clínico placebo-controlado para avaliar os efeitos da suplementação com óleo de coco extravirgem (10ml/dia) por um período experimental de 30 dias. O estudo foi devidamente aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital Universitário Lauro Wanderlei (UFPB) sob parecer nº 1.523.128/2016. Após a triagem e recrutamento, os pacientes foram submetidos ao monitoramento ambulatorial da pressão arterial por 24 horas, avaliação da variabilidade da frequência cardíaca, coleta sanguínea para análise dos níveis séricos de colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos e glicose, malodialdeído e capacidade antioxidante total. Adicionalmente, foram realizadas análise nutricional, avaliação antropométrica e composição corporal. Os dados foram expressos como média e 95% do intervalo de confiança e tratados com teste t Student ou ANOVA mista com medidas repetidas, seguida de pós-teste de Bonferroni e p < 0,05. Os resultados indicam que, apesar de promover uma elevação da ingestão calórica em relação a suplementação com placebo (1861 kcal [IC 95% = 1656 – 2066] versus 1613 kcal [IC 95% = 1400 – 1826]; p = 0,03), os pacientes que foram suplementados com OCEV não apresentaram alterações significativas nas variáveis antropométricas e de composição corporal. Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos em relação às concentrações séricas de colesterol total (F (1,41) = 0,924; p = 0,333 e η2 = 0,022); LDL (F (1,41) = 3,790; p = 0,058 e η2 = 0,085); HDL (F (1,41) = 1,562; p = 0,219 e η2 = 0,038); triglicerídeos (F (1,41) = 0,584; p = 0,440 e η2 = 0,014) e também não houve interação de efeitos relacionados ao tipo de suplementação e treinamento físico em função do tempo. No que diz respeito à glicemia, não houve efeito de OCEV (F (1,41) = 0,069; p = 0,795 e η2 = 0,002) nos grupos suplementados, embora os valores de glicemia tenham demonstrado um padrão diferente de modificação entre os pacientes suplementados com OCV e placebo ao longo do período experimental (F (1,41) = 5,020; p = 0,031 e η2 = 0,117). Não houve efeito sobre as concentrações séricas de MDA (F (1,41) = 0,391; p = 0,535 e η2 = 0,010) associado ao OCEV, isolado ou combinado ao treinamento aeróbio, mas, de maneira similar ao que ocorreu para glicemia, houve efeito da interação do tipo de suplementação utilizada ao longo do tempo (F (1,41) = 8,147; p = 0,007 e η2 = 0,169). Essa resposta não se refletiu na capacidade antioxidante total (F (1,39) = 0,544; p = 0,466 e η2 = 0,015). Não foram identificadas mudanças significativas sobre os níveis de pressão arterial sistólica (F (1,39) = 3,217; p = 0,081 e η2 = 0,078), diastólica (F (1,39) = 0,350; p = 0,558 e η2 = 0,009) e média (F (1,39) = 1,498; p = 0,228 e η2 = 0,038) em nenhum grupo após o período experimental. Por fim, os dados de variabilidade da pressão arterial não mostraram um efeito isolado do tratamento, mas ratificam o efeito da interação entre o tipo de suplementação em função do tempo: F (1,39) = 5,564, p =0,023, η2 = 0,125, λ = 0,875) em relação a PAM. Entretanto, essa resposta não foi confirmada pelos parâmetros de variabilidade da frequência SDNN (F (1,17) = 0,274; p = 0,608 e η2 = 0,017), RMSSD (F (1,17) = 0,946; p = 0,345 e η2 = 0,056), razão SDNN/RMSSD (F (1,17) = 1,449; p = 0,246 e η2 = 0,008) e SD2/SD1 (F (1,17) = 2,063; p = 0,170 e η2 = 0,114). Em conclusão, a suplementação com OCEV (10ml/dia) por um período de 30 dias, isolada ou combinada com treinamento físico aeróbio, não foi capaz de induzir efeitos terapêuticos sobre a hipertensão arterial de estágio 1 em humanos. Além disso, não demonstrou associação direta com a melhora do estresse oxidativo e da função autonômica dos pacientes hipertensos.
  • ERICKA GARCIA LEITE
  • AVALIAÇÃO DOS EFEITOS INDUZIDO PELO 2-NITRATO-1,3-DIBUTOXIPROPANO (NDBP) NA FUNÇÃO VASCULAR EM MODELO DE ATEROSCLEROSE
  • Data: 30/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • A aterosclerose é uma doença arterial crônica, de caráter inflamatório e fibroproliferativo que acomete milhares de pessoas ao ano sendo uma das principais causas de morte a nível mundial. A disfunção endotelial é uma das principais alterações detectáveis durante o desenvolvimento da aterosclerose. Caracterizada por vasodilatação prejudicada e aumento da resposta vasoconstritora, principalmente pela diminuição da biodisponibilidade de NO e perda da sinalização da via NO/GMPc/PKG. Experimentalmente, pode ser demonstrada por prejuízo do relaxamento dependente de endotélio à acetilcolina (ACh) e aumento da resposta de contração à fenilefrina (Fen). Os nitratos orgânicos vêm sendo utilizados há anos para tratamento de doenças cardiovasculares mimetizando o papel do NO endógeno. Porém, a utilização desses compostos a longo prazo resulta no desenvolvimento de tolerância. Neste estudo foi avaliado um nitrato orgânico sintetizado a partir da glicerina, o 2-nitrato-1,3-dibutoxipropano (NDBP). Com o objetivo de avaliar os efeitos do NDBP na função vascular em modelo de aterosclerose, utilizou-se camundongos machos, das linhagens C57BL/6 (CT) e nocautes para a apolipoproteína E (apoE-/-), os quais respectivamente receberam dieta padrão e dieta aterogênica Western Type (Rhoster, São Paulo, Brasil), contendo 41% de calorias em forma de lipídios e 1,5% de colesterol a partir de 8 semanas de vida, durante as 12 semana subsequentes. Os animais foram separados em 3 grupos: animais C57 controle com dieta padrão, animais apoE-/- com dieta aterogênica e animais apoE-/- com dieta aterogênica tratados com NDBP crônicamente. O sangue dos animais foi coletado para dosagem de colesterol total. As aortas dos animais foram coletadas e processadas para estudos em banho de órgãos ou avaliação histológica da deposição de placa (coloração Oil-Red), produção de EROs (DHE) e NO (DAF-2DA). A função vascular foi avaliada por meio da construção de curvas concentração-resposta à ACh (100 pM – 30 μM), após pré-contração com fenilefrina (FEN, 10 μM) e curvas concentração-resposta à FEN (100 pM – 30 μM). Para avaliar a produção basal de NO por método indireto, após uma pré-contração com FEN (10μM) os anéis foram incubados com o inibidor não específico da isoformas da óxido nítrico sintase L-NAME (100 μM). Com intuito de avaliar a influência do NDBP sobre a função vascular, os anéis foram incubados com NDBP (10 μM) em seguida foram realizados os testes de função vascular. A avaliação da atividade vasorrelaxante do NDBP foi realizada por meio de curvas concentração-resposta ao NDBP (100 pM – 30 μM) após pré-contração com FEN (10 μM) em anéis com e sem endotélio. Para avaliar se o efeito do NPBP sobre a função vascular é dependente de NO ou de atividade antioxidante, os anéis foram incubados com NDBP (10μM) mais hidroxicobalamina (HDX, 100μM) ou tempol (1μM). No grupo apoE-/- que foi tratado cronicamente por 14 dias, após o tratamento foi realizado teste de função vascular e avaliação da produção basal de NO. Os animais apoE-/- apresentaram incremento de aproximadamente 12 vezes nos níveis de colesterol (CT 58.2±3.6 vs. apoE-/- 704.9±29.9) e marcante deposição de placa (CT 0±0 vs. apoE-/- 57±4.9). Nos grupos sem tratamento crônico observou-se que os animais apoE-/- demonstraram marcante disfunção endotelial com comprometimento no relaxamento a ACh (CT Rmáx: 76.7±5.4 e pD2: 7.9±0.3 vs. apoE-/- Rmáx: 62.7±5.5 e pD2: 6.7±0.2) e maior resposta a FEN (CT Rmáx: 51.1±9.2 e pD2: 6.8±0.06 vs. apoE-/ Rmáx: 82.0±8.3 e pD2: 6.8±0.07). Através de método indireto, a produção de NO endógeno encontrou-se diminuída nesses animais, demostrada pela diminuição no delta de contração após bloqueio com L-NAME (CT 0.46±0.04 e 45.3±4.1% vs. apoE 0.30±0.01 e 33.2±1.9%). O mesmo foi observado através do método direto utilizando DAF-2DA: os animais apoE-/- apresentaram diminuição na produção de NO (CT 131855±15774 vs. apoE-/- 84057±13397). A produção de NO diminuída nos animais apoE-/- foi revertida após incubação com NDBP, demonstrada por aumento na concentração de NO medida por DAF-2DA em ambos os grupos (CT 196357±18312 vs. apoE-/- 223507±6996). Através da utilização da sonda DHE observou-se que os animais apoE-/- apresentaram aumento na produção de EROs (CT 114036±15280 vs. apoE-/- 166649±13022) e após incubação com NDBP a produção de EROs foi diminuída nesses animais (136043±8281). O NDBP promoveu relaxamento vascular na mesma proporção em ambos os grupos na ausência de endotélio (apoE-/- Rmáx: 93±4.1 e pD2: 5.8±0.3; CT Rmáx: 102±9.6 e pD2: 5.6±0.4), porém na presença de endotélio os animais apoE-/- demonstraram maior sensibilidade ao composto (Rmáx: 76±11,3 e pD2: 7,2±0,4) quando comparados ao controle (Rmáx: 69±6,7; pD2: 7,3±0,4). Após incubação com NDBP o prejuízo ao relaxamento a ACh observado nos animais apoE-/- foi revertido (79,4±3,9; pD2: 8,2±0,4) quando comparado ao controle (Rmáx: 76,0±3.7; pD2: 7,9±0,2). A melhora da função vascular induzida pelo NDBP foi abolida após incubação conjunta com HDX (Rmáx: 59,9±7,1 e pD2: 6,6±0,3). O relaxamento induzido pelo NDBP em vasos de animais apoE-/- sem endotélio (Rmáx: 93±4,1; pD2:5,8±0,3) foi abolido após pré-incubação com HDX (Rmáx: 0,5±0,6; pD2: 6,8±0,9). No intuito de avaliar se o NDBP possui atividade antioxidante, o tempol (mimético da SOD) foi pré-incubado com ou sem NDBP. O tempol pré-incubado com NDBP não tem seu efeito potencializado (Rmáx: 65,1±7,3) quando comparado ao tempol sem NDBP (Rmáx: 67,4±9,5). Os animais apoE-/- tratados cronicamente com NDBP (40mg/kg/in), apresentaram reversão no quadro de disfunção endotelial, demonstrado por melhora na resposta de relaxamento a ACh quando comparado aos animais apoE-/- não tratados (Rmáx: 87,4±3,1; pD2: 7,8±0,1 vs. Rmáx: 62,7±5,5; pD2: 6,7±0,2 respectivamente), equiparando aos animais controle (Rmáx:76,7±5,4; pD2: 7,9±0,3). Também apresentaram aumento na produção basal de NO demonstrado pelo aumento no delta de contração quando comparado ao apoE-/- não tratado (Δ: 0,39±0,2 vs. Δ: 0,30±0,01 respectivamente). Desta maneira, é possível concluir que o NDBP apresenta efeitos benéficos na aterosclerose experimental, sendo capaz de reverter o quadro de disfunção endotelial através do aumento da biodisponibilidade de NO e de seu efeito antioxidante.
  • ELLEN SONNALY VILAR RAMALHO
  • Avaliação da variabilidade da frequência cardíaca em sedentários submetidos ao treinamento resistido e aeróbico
  • Data: 30/08/2019
  • Hora: 10:00
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  • A prática regular do exercício físico resistido (ER) vem sendo utilizada como estratégia de redução ao risco de doenças cardiovasculares, sendo recomendada tanto para indivíduos saudáveis quanto para pacientes portadores de doenças cardiovasculares. Os ER associados à alteração da composição corporal melhoram a condição física e diminuem a incidência de sobrepeso, promovendo uma série de respostas fisiológicas resultantes de adaptações autonômicas e hemodinâmicas que influenciam na função do sistema cardiovascular. A variabilidade da frequência cardíaca (VFC), utilizando o método do domínio da frequência, é uma ferramenta útil para avaliar o balanço autonômico cardíaco. Neste estudo longitudinal, em homens (n = 47) e mulheres (n = 51) normotensos, sedentários expostos ao exercício aeróbico (EA), foram investigados os parâmetros antropométricos [peso, índice de massa corporal (IMC) e percentual de gordura, glicemia, pressão arterial e frequência cardíaca. Ao final dos treinamentos, foram realizados os testes ortostático (TO) e a manobra de Valsalva (MA) para avaliação da VFC, utlizando o software nerve express. Os resultados mostraram que os ER e EA promovem redução dos parâmetros antropométricos no grupo feminino, bem como redução do percentual de gordura em ambos os gêneros. Os ER e EA promoveram bradicardia de repouso e redução da PAM basal em ambos os gêneros. Interessantemente, a redução da PAM após ER foi maior no grupo feminino em relação ao masculino. Na avaliação do sistema nervoso autônomo pela VFC os resultados mostraram que o ER promoveu um aumento significativo no HF do grupo feminino, sem alterações no grupo EA. Na comparação entre os exercícios no grupo feminino, os resultados mostraram que o ER promoveu um aumento significatvo no HF em relação ao EA. Quanto a análise espectral da VFC na MV combinado com respiração profunda, os ER e EA não promoveram alterações significativas nos componentes HF, LF ou da relação LF/HF (ms2). Nossos resultados sugerem que o ER, além das alterações antropométricas, promove importantes alterações autonômicas que influenciam o funcionamento cardiovascular e o metabólico. Os resultados sugerem que o ER pode ser indicado para estilo de vida saudável, bem como para a prevenção de doenças cardiometabólicas, sobretudo em indivíduos com históricos familiares.
  • RAYANNE MAIRA FELIX RIBEIRO ALVES
  • Efeito do Carvacrol em Ratos com Hipertensão Pulmonar Induzida por Monocrotalina
  • Data: 26/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • acarreta na elevação da pressão arterial pulmonar (PAP), insuficiência ventricular direita e morte. O carvacrol (CRV) é um monoterpeno fenólico presente em algumas plantas aromáticas e apresenta propriedades importantes como a atividade vasorelaxante, anti-inflamatória, antibacteriana e antitumoral. Diante disto, o objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos do carvacrol no tratamento de ratos com HP induzida pela monocrotalina. Para o desenvolvimento deste estudo, ratos Wistar receberam injeção subcutânea com salina 0,9% (grupo controle - CTL) ou monocrotalina (60 mg/Kg) para indução da HP. Os animais foram divididos nos seguintes grupos: CTL; MCT; MCT+CRV 50mg/Kg; MCT+CRV 100mg/Kg; e MCT+SILD (sildenafila 50mg/Kg). Após 24 horas, os ratos foram tratados diariamente por administração oral durante 28 dias. Os seguintes parâmetros foram avaliados: pressão arterial pulmonar (PAP), razão entre o peso do ventrículo direito sobre o peso do ventrículo esquerdo e septo (índice de Fulton), reatividade vascular, remodelamento vascular pulmonar e produção de ânions superóxido. A aferição da PAP mostrou que o grupo MCT (37 ± 3 mmHg; n= 4) apresentou aumento na pressão sistólica ventricular direita quando comparado ao grupo CTL (20 ± 2 mmHg; n= 4). Os grupos MCT+CRV 50mg/Kg (24 ± 1 mmHg; n= 4) e MCT+SILD (21 ± 4 mmHg; n= 4) atenuaram significativamente a pressão. Quanto ao índice da hipertrofia ventricular direita o grupo MCT (0,38± 0,02 g; n= 4) mostrou um aumento quando comparado ao grupo CTL (0,23 ± 0,04 g; n= 4). Os grupos MCT+CRV 50mg/Kg (0,26 ± 0,02g; n= 4) e MCT+CRV 100mg/Kg (0,26 ± 0,05g; n= 4) reduziram significativamente a hipertrofia ventricular direita. A análise de reatividade vascular mostrou que as contrações frente fenilefrina (FEN), assim como, vasodilatação frente acetilcolina (ACh) ou nitroprussiato de sódio (NPS) foram significativamente reduzidas (Emáx = 66 ± 5%; n= 6, Emáx = 44 ± 8%; n= 6, ou Emáx = 78 ± 3%; n= 8, respectivamente) no grupo MCT quando comparado ao grupo CTL. Por outro lado, o tratamento com CRV (MCT+CRV 50 mg/kg ou MCT+CRV 100 mg/kg) melhoraram significativamente as contrações frente FEN (Emáx = 98 ± 9%; n= 6, ou Emáx= 88 ± 8%; n= 6, respectivamente) ou vasodilatação frente ACh (Emáx= 75 ± 8%; n= 7, ou Emáx = 130 ± 13%; n= 5, respectivamente). Contudo, alterações significativas não foram observadas ao NPS, com exceção do grupo MCT+CRV 50mg/kg (Emáx = 90 ± 2%; n= 8), que demonstrou melhora a vasodilatação frente NPS. As análises histológicas da parede da artéria pulmonar demonstraram que o grupo MCT (310 ± 5,2 %; n= 5) apresentou espessamento da parede do vaso, com aumento significativo de células musculares lisas quando comparados ao grupo CTL (100 ± 5,2 %; n= 5). Os grupos MCT+CRV 100mg/Kg (147 ± 10,5 %; n= 5) e MCT+SILD (94 ± 10,5 %; n= 5) atenuaram a proliferação de células musculares lisas. Quanto à análise de estresse oxidativo nos tecidos das artérias pulmonares, foi observado que o grupo MCT (216 ± 22%; n= 5) apresentou elevada porcentagem de fluorescência, quando comparados ao grupo CTL (100 ± 6%; n= 5). Os grupos MCT+CRV 50mg/Kg (119 ± 8%; n= 5); MCT+CRV 100mg/Kg (68 ± 6%; n= 5) e MCT+SILD (96 ± 7%; n= 5) atenuaram este estresse oxidativo. Estes resultados demonstram que o modelo escolhido para indução da HP, a monocrotalina, é eficaz ao levar as alterações estruturais e funcionais da artéria pulmonar, gerando alterações fisiológicas semelhantes ao que ocorre em humanos, ademais, o carvacrol mostrou ser uma substância promissora para o tratamento da HP visto que, atenua a pressão arterial pulmonar, hipertrofia ventricular direita, remodelamento vascular pulmonar, melhora a disfunção endotelial, e reduz o estresse oxidativo.
2018
Descrição
  • DEYSE CRISTINA MADRUGA CARVALHO
  • Atividade anti-inflamatória da marinobufagina em modelos in vivo e in vitro
  • Data: 30/04/2018
  • Hora: 10:00
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  • Os esteroides cardiotonicos sao compostos naturais capazes de inibir a Na+/K+-ATPase. Esses esteroides, tais como, a marinobufagina e a ouabaina, foram identificados como substancias endogenas presentes no plasma de mamiferos. Nosso grupo vem evidenciando o papel modulador da ouabaina na resposta imunologica, pela descricao e caracterizacao de seu efeito anti-inflamatorio. No entanto, ainda nao ha relatos na literatura sobre a marinobufagina nesse aspecto. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi analisar, in vivo e in vitro, o papel da marinobufagina na inflamacao. Inicialmente, camundongos Swiss foram tratados via intraperitoneal (i.p.) com a marinobufagina na dose 0,56 mg/kg, a mesma utilizada nos experimentos com a ouabaina (LEITE et al., 2015), durante tres dias consecutivos. Uma hora apos o ultimo dia de tratamento, os animais foram estimulados com zimosan (2 mg/mL) via intraperitoneal, de modo a induzir uma inflamacao no peritonio. Apos 4 h, o fluido peritoneal foi coletado e utilizado para a contagem das celulas por microscopia optica e para a quantificacao das citocinas pro-inflamatorias (IL-1β, IL-6 e TNF-α) pelo ensaio imunoenzimatico (ELISA). O zimosan, como esperado, induziu aumento da migracao celular e dos niveis das citocinas pro-inflamatorias no peritonio. Por sua vez, o tratamento com a marinobufagina foi capaz de reduzir o numero total de celulas para a cavidade peritoneal, pela reducao na migracao das celulas polimorfonucleares. Alem disso, esse esteroide foi capaz de reduzir os niveis das citocinas IL-1β e IL-6. Esse efeito parece ser independente do TNF-α, visto que os seus niveis nao foram alterados. Adicionalmente, foi avaliado o efeito da marinobufagina in vitro, pela cultura de macrofagos peritoneais com o estimulo do zimosan (2 mg/mL) ou lipopolissacarideo (LPS) (1 μg/mL). Na cultura de macrofagos com o estimulo do zimosan, observou-se que as diferentes concentracoes da marinobufagina (10, 100, 1.000 e 10.000 nM) nao interferiram na viabilidade dos macrofagos peritoneais e apenas a menor concentracao foi capaz de reduzir os niveis das citocinas pro-inflamatorias IL-1 β, IL-6 e TNF-α. Na cultura de macrofagos com o estimulo do LPS, foi observado que todas as concentracoes da marinobufagina foram capazes de reduzir a producao do oxido nitrico (NO) nessas celulas. Dessa forma, a partir da analise dos resultados, pode-se sugerir que ha evidencias de que a marinobufagina possui papel anti-inflamatorio in vivo e in vitro. Portanto, esse trabalho e pioneiro em caracterizar o papel imunologico do esteroide cardiotonico marinobufagina.
  • REPHANY FONSECA PEIXOTO
  • Investigação da Imunomodulação por Subpopulações de Linfócitos na Leishmaniose Visceral Humana
  • Data: 25/04/2018
  • Hora: 14:00
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  • As leishmanioses se caracterizam como um complexo de doencas infecto-parasitarias, causadas por protozoarios do genero Leishmania. Essas doencas estao presentes em 98 paises, nos quais cerca de 350 milhoes de pessoas encontram-se sob risco de infeccao. A leishmaniose visceral (LV) e a forma clinica mais grave da doenca e induz respostas imunes mediadas por distintas subpopulacoes celulares, incluindo celulas T natural killer invariantes (iNKT-CD3+6B11+), celulas T reguladoras (Tregs - CD4 + CD25 high FOXP3 +), as quais podem ser classificadas em Treg natural (CD4 + CD25 high FOXP3 + CD45RA +) e Treg de memoria (CD4 + CD25 high FOXP3 + CD45RA-). Entretanto, os mecanismos de acao dessas subpopulacoes, envolvidos na modulacao imunologica da leishmaniose visceral humana, ainda nao foram bem elucidados. Assim, nosso objetivo foi caracterizar os mecanismos das celulas iNKT, celulas T reguladoras natural (nTreg) e de memoria (mTreg) na doenca e avaliar as principais citocinas produzidas por elas. Para atingir esse objetivo, na primeira parte desse trabalho coletou-se sangue total de pacientes LV (n=11) e individuos nao infectados (n=7), e as subpopulacoes nTreg e mTreg foram avaliadas, com e sem estimulacao especifica do antigeno soluvel de Leishmania (SLA). A analise das celulas iNKT tambem foram realizadas, com e sem estimulacao especifica do antigeno total de Leishmania (TLA) em amostras de sangue total nos grupos de pacientes LV (n=12), em controles nao endemico (CNE – n = 6) e no grupo controle negativo endemico (CNegE – n = 6). Todas as analises foram realizadas atraves de citometria de fluxo. Em relacao as celulas Tregs, os resultados demonstraram que: 1) Um numero elevado de celulas Tregs de memoria foi observado quando comparado ao numero total de celulas Tregs naturais em todos os grupos avaliados; 2) Uma reducao significativa na expressao de CD39/CD73 em celulas Treg de memoria foi observada nos grupos LV independentemente de estimulo; 3) Uma diminuicao na expressao de CTLA-4 foi observada em celulas Treg de memoria no grupo LV na ausencia de estimulo, quando comparada ao grupo controle. Entretanto, o SLA induziu aumento de expressao de CTLA-4, nos pacientes com LV; 4) Alteracoes significativas na producao de IFN-γ nao foram observadas em nenhum dos grupos avaliados e 5) Baixos niveis de IL-10 foram observados em celulas Treg de memoria nos grupos LV independentemente de estimulo. Ja nas celulas iNKT observamos que, 6) o numero total ex vivo de celulas no grupo de pacientes LV nao se alterou significativamente em relacao aos grupos CNE e CNegE; 7) Em relacao ao perfil de ativacao recente dessas celulas, os pacientes LV nao apresentaram alteracoes significativas na expressao de CD69, em comparacao aos grupos controle tanto ex vivo como apos a cultura in vitro (meio e TLA); 8) Apos o estimulo com TLA de L. infantum as celulas iNKT reduziram a producao de IFN-γ. No entanto, a maior producao de IFN-γ foi observada em celulas iNKT no grupo CNE; 9) Em relacao a producao de IL-17, alteracoes significativas nao foram observadas, antes ou apos a estimulacao com o TLA, em todos os grupos avaliados; 10) Uma elevacao na producao de IL-10, foi observada no grupo CNE quando comparado ao CNegE e pacientes com LV de forma independente a estimulacao. Dessa forma, sugere-se que apesar da manutencao da regulacao por celulas nTreg, o perfil pro-inflamatorio esta favorecido pela reducao de mecanismos regulatorios de celulas mTreg e modulacao positiva de mecanismos de celulas iNKT.
  • ARACELE TOSCANO ROCHA
  • Disfunção autonômica cardíaca em crianças e adolescentes obesos após manobra de valsalva
  • Data: 05/03/2018
  • Hora: 09:00
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  • A obesidade infantil e um grande problema de saude publica. A associacao entre obesidade e disfuncao autonomica cardiaca, entre adultos, ja e consensual, e na faixa etaria pediatrica ainda e motivo de varias investigacoes. Nosso estudo objetivou avaliar a modulacao autonomica cardiaca em criancas e adolescentes obesos, na faixa etaria de 6 a 14 anos de idade, de ambos os sexos, sem outras comorbidades associadas, por meio do estudo da variabilidade da frequencia cardiaca e determinar os niveis de insulina e perfil lipidico nesse grupo. Foram estudadas 59 criancas, sendo 44 (74,6%) classificadas como pre-puberes e 15 (25,4%) classificadas como puberes. As criancas foram agrupadas de acordo o indice de massa corporal (IMC), onde 23 (39%) criancas foram classificadas como eutroficas, 16 (27,1%) criancas classificadas como obesas e 20 (33,9%) com obesidade grave. Todas foram submetidas a avaliacao antropometrica, clinica e laboratorial, bem como a analise da variabilidade da frequencia cardiaca (VFC) por meio do software Nerve Express®, estudando-se as variaveis no dominio do tempo (SDNN) e no dominio da frequencia (TP, LF, HF, LF/HF), dividido em 2 etapas, o teste ortostatico, seguido da manobra de Valsalva combinada com respiracao profunda. Foi realizada uma analise estatistica descritiva dos dados. Para os testes de hipotese foram utilizados o ANOVA e o teste de correlacao de Pearson, sendo o nivel de significancia adotado de p<0,05. Na avaliacao laboratorial, obteve-se valores elevados de insulina no grupo de pacientes obesos graves quando comparados ao eutrofico (p= 0,019). Os niveis de triglicerideos foram maiores nas criancas obesas e obesas graves em relacao as eutroficas (p= 0,001). Os valores de colesterol total foram semelhantes entre os grupos, porem a fracao HDL foi significantemente menor nos obesos (p= 0,009). Durante a realizacao do teste ortostatico, nao houve diferencas nos indices de VFC entre os grupos eutrofico e obeso/obeso grave, tanto na posicao supino, como na bipede. Na analise da VFC durante a realizacao da manobra de Valsalva combinada com a respiracao profunda, encontramos uma reducao da atividade parassimpatica, representada pela diminuicao do componente HFun no grupo de obesos, principalmente no de obesos graves (p=0,010), e um aumento de atividade simpatica, observado atraves de valores maiores de LFun (p= 0,010) e da razao LF/HF (p= 0,001) no grupo obesos/obesos graves quando comparados aos eutroficos. Apos estes resultados, pode-se sugerir um comprometimento da funcao autonomica cardiaca em criancas e adolescentes obesos, principalmente nos obesos graves, bem como niveis de insulina e triglicerideos mais significativos no grupo de obesos. Estes achados constituem fatores de risco que, de forma independente, podem contribuir para o aumento do risco cardiovascular neste grupo.
2017
Descrição
  • CRISTIANE RODRIGUES DE ALMEIDA SILVA ALVES
  • Agonista tendencioso para o receptor AT1 exerce efeitos benéficos sobre parâmetros cardiovasculares de ratos espontaneamente hipertensos.
  • Data: 01/11/2017
  • Hora: 09:00
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  • A hipertensao arterial (HA) e uma desordem que resulta do prejuizo nos mecanismos de controle da pressao arterial, dentre os quais destacam-se o barorreflexo e o Sistema Renina Angiotensina Aldosterona (SRAA). As acoes da Angiotensina II no receptor do tipo AT1 (AT1R) sao determinantes para a elevacao da pressao arterial via ativacao da fosfolipase C (PLC). Devido a esse fato, antagonistas do AT1R tem sido boas opcoes para o tratamento da HA, porem com efeitos colaterais indesejados. O TRV027 e um agonista tendencioso para o receptor AT1, ou seja, e capaz de se ligar ao AT1R sem ativar a PLC, mas sim algumas MAPKs e a β-arrestina, promovendo como resultado a ativacao de vias cardioprotetoras. Estudos apontam o TRV027 como uma droga em potencial para o tratamento da insuficiencia cardiaca, porem nada tem sido relatado sobre esse composto na hipertensao. O objetivo do presente trabalho foi investigar os efeitos do TRV027 sobre a pressao arterial, a sensibilidade do barorreflexo e o estresse oxidativo plasmatico e tecidual em ratos normotensos Wistar Kyoto (WKY) e espontaneamente hipertensos (SHR). Os ratos WKY e SHR foram divididos em quatro grupos: WKY Controle (WKY-C), WKY tratado com o TRV027 (WKY-T), SHR Controle (SHR-C) e SHR tratado com o TRV027 (SHR-T). O tratamento com o TRV027 foi realizado por via intracerebroventricular utilizando minibombas osmoticas acopladas a uma canula guia implantadas em direcao ao ventriculo lateral dos animais, por meio das quais o composto foi injetado durante 14 dias (20 ng/kg/dia). No 13º dia do tratamento, foram implantados cateteres na veia e arteria femorais dos animais para administracao de drogas e avaliacao dos parametros cardiovasculares, respectivamente. Em seguida, os animais foram sacrificados e foi feita a coleta de sangue, rins e figado para avaliacao do estresse oxidativo pelo metodo do acido tiobarbiturico. Todos os protocolos foram aprovados pelo CEUA-UFPB (parecer nº 109/2015). O tratamento com TRV027 nao apresentou efeitos significativos na pressao arterial dos animais normotensos (WKY-C: 119 ± 3 vs. WKY+TRV: 108± 3 mmHg), mas foi eficiente em reduzir a pressao arterial nos animais SHR+TRV quando comparados ao grupo SHR-C (160 ± 3 vs.181 ± 3 mmHg, respectivamente, p<0,05), nao foi observada diferenca significativa na frequencia cardiaca entre os grupos avaliados. O tratamento melhorou o tonus vagal tanto nos animais WKY (ΔFC = 72 ± 4 vs. 110 ± 5 bpm, p<0,05) quanto nos animais SHR (ΔFC = 54 ± 4 vs. 83 ± 1 bpm, p< 0,05), assim como reduziu o barorreflexo espontaneo nestes ultimos (SHR-C: 0,5 ± 0,1 vs. SHR+TRV: 1,8 ± 0,3, p<0,05). O TRV027 tambem foi capaz de reduzir os niveis plasmaticos e renais de MDA nos animais SHR+TRV quando comparados ao grupo SHR-C (Soro: 0,37 ± 0,05 vs. 2,58 ± 0,08nmol/ml; Rins: 8,18 ± 0,03 vs. 11,7 ± 0,05 nmol/mg do orgao). Os resultados obtidos demonstram que o TRV027, atuando no Sistema Nervoso Central, e capaz de reduzir a PA de ratos espontaneamente hipertensos, melhorar a atividade vagal, restaurar a sensibilidade do barorreflexo e reduzir o estresse oxidativo presente nesses animais. Esses dados reforcam o envolvimento do AT1R no processo hipertensivo bem como apontam para o potencial benefico do agonista tendencioso TRV027 contra a hipertensao e eventos a ela relacionados.
  • ESTEVAM LUIZ DE SOUZA JUNIOR
  • Avaliação da variabilidade cardíaca durante acompanhamento de indivíduos que fazem uso de esteróides anabólicos de maneira recreativa
  • Data: 24/08/2017
  • Hora: 09:00
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  • O uso indiscriminado de esteroides anabolicos de maneira recreativa por praticantes de atividades fisicas pode constituir-se de um grave problema para a saude. No presente trabalho investigamos as possiveis alteracoes hormonais, bioquimicas e na variabilidade da frequencia cardiaca de pacientes que se apresentaram na clinica para acompanhamento alegando estarem se submetendo a diferentes protocolos de uso de esteroides. Com base na cauistica, os pacientes foram divididos em 4 grupos: grupo I: pacientes que usaram apenas testosterona; grupo II: pacientes usando testosterona e deca durabolim; grupo 3 pacientes utilizando testosterona + deca durabolim + oxandrolona e grupo IV: pacientes que nao usavam esteroides, os quais serviram como controle. Nao forma observadas alteracoes na variabilidade da frequencia cardiaca dos pacientes ao longo das 6 semanas de acompanhamento. Os valores de HDL se mostraram reduzidos nos grupos que usaram esteroides, independente da combinacao. Os marcadores de funcao hepatica TGO e TGP se apresentaram aumentados no grupo III, o qual os pacientes estavam sob a influencia de 3 drogas anabolicas. Observou-se tambem um bloqueio do eixo hipotalamo-hipofise destes pacientes nos 3 grupos sob uso de esteroides, evidenciado pela reducao significativa dos niveis de LH e FSH, provavelmente causando comprometimento gonadal nestes pacientes. Nossos achados sugerem que o uso recreativo de esteroides anabolicos induz ao bloqueio do eixo hipotalamo hiposide, causando comprometimento gonadal e que a combinacao de tres esteroides pode ocasionar comprometimento hepatico. Entretanto, nao forma observadas alteracoes na variabilidade da frequencia cardiaca destes pacientes.
  • TAÍSA FRANÇA DE MEDEIROS ASSIS
  • Avaliação do estresse oxidativo no órgão subfornical e no bulbo ventrolateral rostral de animais knockout para apolipoproteína E
  • Data: 13/06/2017
  • Hora: 09:00
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  • A aterosclerose e uma doenca multifatorial, considerada como um dos principais fatores de risco que levam ao desenvolvimento de doenca cardiovascular. E caracterizada por disfuncao endotelial e autonomica devido a presenca de inflamacao e estresse oxidativo sistemico. O objetivo deste trabalho foi avaliar a presenca de EROs no orgao subfornical (SFO) e no bulbo ventrolateral rostral (RVLM) de animais knockout para apolipoproteina E (apoE-/-), alimentados com dieta padrao e a possivel relacao da presenca de citocinas inflamatorias perifericas com a geracao de estresse oxidativo central. Para isso foi realizada a coleta do soro de camundongos C57BL/6, camundongos isogenicos, e apoE-/-, camundongos, tambem isogenicos, geneticamente modificados para a delecao do gene que codifica a apolipoproteina E. O soro foi utilizado para a dosagem do colesterol, da peroxidacao lipidica na forma de malonialdeido (MDA) e das citocinas inflamatorias (IL-1β, TNF-α e IL-10). Alem disso, foram coletadas as aortas de ambos os grupos para a avaliacao “en face” da deposicao lipidica. Ainda foi realizada a coleta de amostras do SFO e do RVLM dos dois grupos para a realizacao da dosagem de especies reativas de oxigenio pela tecnica do di-hidroetidio (DHE) e para a quantificacao de citocinas inflamatorias (IL-1β, TNF-α e IL-10) no SFO. Observamos um aumento significativo dos niveis de colesterol total nos animais apoE-/- em relacao aos animais controle (237,4±17,7 mg/dL n=6 vs 90,7±6,4 mg/dL n=6, p<0,05), ambos alimentados com dieta padrao e com idade de 13 meses. Observamos tambem uma maior deposicao lipidica nos animais apoE-/- quando comparados com os controles (27,7±4,8% n=3 vs 5,3± 0,6% n=4, p<0,05, respectivamente). Houve aumento nos niveis sericos de malondialdeido nos camundongos apoE-/- quando comparados com o controle (1,8±0,2 nmol/mL, n=15 vs 1,1±0,2 nmol/mL, n=12, p<0,05). Com relacao a avaliacao inflamatoria sistemica, observamos aumento nos niveis de IL-1β nos animais apoE-/- quando comparados aos controles (17,7±2,9 pg/mL, n=11 vs 5,8±0,5 pg/mL, n=11, p<0,05), bem como o TNF-α que tambem se apresentou elevado nos animais ateroscleroticos (4,6±0,8 pg/mL, n=8 vs 2,1±0,6 pg/mL, n=8, p<0,05). No entanto, nao constatamos diferenca significativa nos niveis de IL-10 quando comparamos ambos os grupos (apoE-/-:201,6±16,0 pg/mL,n=6 vs C57BL/6:190,1±11,1 pg/mL,n=6). Quanto a avaliacao do estresse oxidativo no SFO e no RVLM foi observado aumento nos niveis de O2•- em ambas as areas dos camundongos apoE-/- quando comparados com o controle (SFO: 36,4±2,1 FR/u.a, n=4 vs 19,4±2,1 FR/u.a, n=4, p<0,05; RVLM: 31,7±2,7 FR/u.a, n=4 vs 16,0±1,0 FR/u.a, n=5, p<0,05). Por fim avaliamos os niveis de citocinas inflamatorias no SFO e observamos uma diminuicao nos niveis tanto das citocinas pro-inflamatorias (TNF-α como da IL-1β), como da IL-10 (anti-inflamatoria) nos camundongos apoE-/- quando comparados com o controle: IL-1β (4,4±0,3 pg/mL n=5, vs 9,1±0,8 pg/mL n=5, p<0,05), TNF-α (3,0±0,7pg/mL, n=7 vs 6,4±0,9 pg/mL n=7, p<0,05), IL-10 (214,0±1,9 pg/mL n=3, vs 354,2±19,3 pg/mL n=3, p<0,05). Portanto, concluimos que os animas apoE-/- alimentados com dieta padrao apresentam niveis elevados de EROs no SFO e RVLM, que em conjunto, sao importantes regioes responsaveis pelo controle cardiovascular. Podemos ainda sugerir que as citocinas inflamatorias perifericas participam da inducao do estresse oxidativo central a partir da sua acao no SFO.
  • MÁRCIA DANTAS DOS SANTOS
  • Influência do fotoperíodo sobre o relógio molecular e o eixo somatotrópico de alevinos da tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus)
  • Data: 31/05/2017
  • Hora: 09:00
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  • A maioria dos organismos vivos possui um ciclo habitual do qual desenvolve todas suas atividades. Estas sao geradas internamente pelo relogio molecular e sincronizadas pelos fatores abioticos a um periodo em torno de 24 horas. Para os peixes, o fotoperiodo e um dos sincronizadores ambientais que apresenta uma grande influencia sobre o relogio molecular, coordenando fatores ambientais com sua a fisiologia. Um dos sistemas que parece estar sob a influencia do relogio molecular endogeno e o sistema endocrino, precisamente, o eixo somatotropico. Para investigar a relacao entre o relogio e o sistema endocrino, objetivamos analisar a expressao de um gene do relogio molecular, o clock1a, e o gene do eixo somatotropico, gh, de alevinos de tilapia-do-Nilo (Oreochromis niloticus) quando expostos aos fotoperiodos de 12h:12h e 24h:0h claro:escuro (7 animais a cada 6h; e verificar a influencia do fotoperiodo sobre o comprimento, massa, crescimento corporal e fator de condicao. Os alevinos foram mantidos no fotoperiodo por 7 dias e a biometria foi realizada nos XX dias. Ao final da exposicao, os animais foram sacrificados e o cerebro foi extraido para quantificacao da expressao genica. Em relacao ao comprimento nao observamos diferencas em funcao do fotoperiodo, exceto, nos tempos 22 e 37 (dia), cujas medias foram de 4,95±0,36, 4,75±0,41 e 6,65±0,66, 6,39±0,68 para o claro:claro (C:C) e claro:escuro (C:E), respectivamente. No tocante a massa corporal, teve-se diferenca, apenas, no tempo de 7 dias, com 1,08±0,23 C:C e 0,98±0,23 C:E, respectivamente. No que se refere ao crescimento, nao foram observadas diferencas significativas entre os tratamentos, exceto entre o dia 7 e 37 que apresentaram um crescimento diferenciado em que condicao de fotoperiodo. Com relacao ao fator de condicao, os dados nao revelaram diferencas significativas entre os tratamentos. Os genes analisados nao apresentaram padrao circadiano de expressao, mas o gene clock1a, apresentou grandes diferencas nos seus niveis diarios, isto e, entre os pontos de amostragem para as duas condicoes de fotoperiodo. Tambem foram observadas oscilacoes de expressao maiores para o fotoperiodo C:E para o gene clock1a. O gh, por sua vez, nao apresentou um ritmo biologico como tambem ausencia de diferencas entre os tempos nas condicoes. Por fim, foi testada a possibilidade de uma correlacao entre os genes supracitados nas suas respectivas condicoes de fotoperiodo. Contudo, os escores resultantes foram altamente distantes de qualquer correlacao. Em sintese, a exposicao aos fotoperiodos nao interferiram de maneira significativa no comprimento, crescimento, massa corporal e fator condicao de alevinos de tilapia-do-Nilo. Porem, observou-se que os peixes podem sofrer influencia do fotoperiodo num estagio de vida especifico.
2016
Descrição
  • RENATA DA SILVEIRA RODRIGUES PAIVA
  • CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL DE MONÓCITOS: COMPARAÇÃO DA FENOTIPAGEM ENTRE ADULTOS E CRIANÇAS SADIAS E EM CRIANÇAS PORTADORAS DE DERMATITE ATÓPICA
  • Data: 15/12/2016
  • Hora: 09:00
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  • Os monocitos/macrofagos representam componente fundamental da resposta imune. Com base na expressao do co-receptor de LPS CD14 e na expressao do CD16, receptor FCγIII, os monocitos/macrofagos sao classificados em 3 subtipos: M1, ou monocitos classicos, que sao CD14+CD16-; Mi, ou monocitos intermediarios, que sao CD14hiD16+; e monocitos M2, nao-classicos, ou CD14lowCD16+. Nosso grupo realizou analise comparativa entre os subtipos monocitarios atraves do estudo da frequencia e da media de intensidade de fluorescencia (MFI) de moleculas de superficie (HLA-DR, CCR5, CD80, CD86, PD1L) e producao de citocinas (IL6, TNFα, IL10) em adultos e criancas utilizando a citometria de fluxo. A pesquisa foi executada em duas etapas. Primeiro comparamos os subtipos de monocitos entre adultos e criancas saudaveis e em seguida, entre criancas sadias e criancas portadoras de dermatite atopica (DA). A DA e uma doenca inflamatoria cutanea cronica, de etiologia multifatorial. O papel dos monocitos/macrofagos na ativacao, manutencao e modulacao do processo inflamatorio foi objeto da nossa investigacao. Os resultados desse estudo mostraram que: (1) a frequencia relativa dos subtipos de monocitos foi similar em adultos, criancas saudaveis e criancas portadoras de DA, com predominio de monocitos classicos; (2) monocitos M1, Mi e M2 de criancas atopicas apresentaram maior MFI de HLA-DR que os mesmos subtipos em criancas sadias e essas demonstraram maior MFI que adultos sadios; (3) adultos, criancas saudaveis e criancas doentes apresentaram maior expressao e MFI de CCR5 em Mi e M2 que em M1; (4) a expressao e MFI do CD80 foi maior em monocitos Mi e M2 tanto em criancas como em adultos saudaveis e a MFI de CD86 foi mais expressiva em Mi desses dois grupos. Ja a MFI das moleculas de CD80 e CD86 em M1 de criancas portadoras de DA foi maior que em criancas saudaveis; (5) a expressao de PD1L nos subtipos de monocitos foi semelhante em adultos e criancas, entretanto, houve maior MFI dessa molecula em M1 de criancas que em adultos saudaveis. Alem disso, criancas atopicas apresentaram maior MFI desta molecula em M1 que criancas saudaveis; (6) Mi e M2 de adultos e criancas saudaveis apresentaram maior atividade inflamatoria que M1 ao se avaliar a expressao e MFI de IL-6 e TNF-α, ao contrario do que se observou em criancas com DA, que apresentaram maior frequencia e MFI de IL-6 e TNF-α em M1 e Mi que as criancas saudaveis; (7) Mi e M2 demonstraram maior producao de IL10 que M1 em adultos e criancas saudaveis. Nossos resultados mostraram, portanto que a frequencia relativa de monocitos e constante nos tres grupos populacionais estudados, mas a frequencia e MFI de moleculas de superficie e citocinas apresentam particularidades significativas. Em resumo, criancas atopicas apresentam maior capacidade de apresentacao antigenica que criancas saudaveis e essas, que adultos saudaveis. Os subtipos de monocitos mais envolvidos na resposta inflamatoria em adultos e criancas sadias sao monocitos Mi e M2, enquanto monocitos M1 de criancas atopicas sao mais inflamatorios quando comparados ao mesmo subtipo em criancas saudaveis. Essas descobertas revelam alteracoes na resposta imunologica de criancas portadoras de dermatite atopica de extrema importancia para a compreensao da fisiopatologia da doenca.
  • ATALIA FERREIRA DE LIMA FLÔR
  • Participação da glia hipotalâmica na modulação das respostas neuroendócrinas, comportamentais e cardio-respiratórias induzidas pela Angiotensina II no ventrículo lateral de ratos não anestesiados.
  • Data: 05/12/2016
  • Hora: 08:20
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  • A Angiotensina II (ANGII) intracerebroventricular (icv) induz respostas neuroendocrinas, comportamentais e cardiovasculares. Sabendo que receptores AT1 e AT2 para ANG-II estao localizados em neuronios e celulas da glia dos orgaos circumventriculares, nossa hipotese e que as respostas neuroendocrinas, comportamentais e cardiorespiratorias induzidas pela ANG-II central sao mediadas, em parte, pela glia hipotalamica. O objetivo do presente estudo foi avaliar a participacao da glia hipotalamica na liberacao de Vasopressina (AVP) e Ocitocina (OT) plasmaticas, ingestao de agua e salina hipertonica (1,5%) e nas respostas cardiorespiratorias induzidas pela microinjecao de ANG-II no ventriculo lateral (VL) de ratos nao anestesiados. Utilizamos ratos Wistar [(260-280g) Ceua/Cbiotec nº133/2015]. Realizamos microinjecoes de Fluorocitrato [FCt (50 ou 100mM)], um inibidor da atividade da glia, de ANG II (0,05M ou 0,1M) ou de salina esteril (0,9%/500nl) no VL de ratos nao anestesiados. O plasma foi coletado para analise da concentracao AVP e OT plasmaticas, pela tecnica de radioimunoensaio. A analise da ingestao de agua e salina (1,5%) foi feita apos a adaptacao dos animais a gaiola metabolica. Em outro grupo de animais, a arteria femoral foi cateterizada para os registros da pressao arterial (PA, mmHg) e frequencia cardiaca (FC, bpm) basais. Para o registro da frequencia respiratoria (cpm) os animais foram colocados em uma camera pletismografica. Os resultados mostraram que a ANG II no VL promoveu um aumento na concentracao de AVP [2,3 ± 0,4 vs. 1,3 ± 0,1 pg / ml, p=0,039 (n=6)] e OT plasmaticas [3,7 ± 0,8 vs. 1,4 ± 0,2 pg / ml, p=0,025 (n=6)] comparada ao controle salina (0,9%). O FCt microinjetado no VL promoveu uma aumento na liberacao de OT plasmatica (2,6 ± 0,4 vs. 1,4 ± 0,2 pg / ml, p=0,024 (n=6)], mas nao alterou a concentracao plasmatica de AVP (0,99 ± 0,1 vs. 1,3 ± 0,1 pg/ ml, p=0,78 (n=6)]. A previa microinjecao de FCt atenuou a resposta a ANG II de aumento na concentracao de AVP (1,30 ± 0,16 vs 2,3 ± 0,4 pg / ml, p=0,05 (n=6)], mas nao de OT plasmatica (2,9 ± 0,4 vs. 3,9 ± 0,8 pg / ml, p=0,31 (n=5-6)]. A ANG II no VL promoveu aumento na ingestao cumulativa de agua (5,3 ± 1,6 vs. 1,2 ± 0,4 ml / 4 hrs, p=0,02 (n=4-6)] e de salina (1.5% NaCl) [16 ± 1 vs. 2,5 ± 0,7 ml / 4 hrs, p=0,0001 (n=5-6)]. O FCt nao promoveu alteracoes na ingestao cumulativa de agua [1,3 ± 0,3 vs. 1,2 ± 0,4 ml / 4 hrs,p=0,79 (n=5-6)], mas reduziu a ingestao cumulativa de salina (1.5% NaCl)[0,8 ± 0,3 vs. 2,5 ± 0,7ml / 4 hrs, p=0,04 (n=6)]. A previa microinjecao de FCt inibiu a resposta de apetite ao sodio [2,7 ± 0,3 vs. 16 ± 1 ml / 4 hrs, p=0,0001 (n=5-7)], mas nao alterou a ingestao de agua induzida pela ANG II no VL [8 ± 2,4 vs. 5,3 ± 1,6 ml / 4 hrs, p=0,44 (n=4-7)]. A ANG II no VL promoveu um aumento na PAM basal dos ratos [137,8 ± 4,9 vs. 115,1 ± 3,6 mmHg, p=0,002 (n=7)]. A resposta pressora promovida pela ANG II foi significativamente reduzida pela previa microinjecao do FCt no VL apos 5 minutos [Δ12,6 ± 2,1 vs. Δ22,6 ± 1,9 mmHg, p=0,004 (n=7)]. Nao foram observadas alteracoes promovidas pela ANG II [311,7 ± 37,9 vs. 352,4 ± 15 bpm, p=0,106 (n=7)] ou FCt [310,4 ± 16,7 vs. 341,3 ± 14 bpm, p=0,182 (n=7)] na FC basal (bpm) dos animais. A microinjecao de ANG II nao promoveu alteracao significativas na frequencia respiratoria basal {FR [109,6 ± 5,9 vs. 105,9 ± 4,6 cpm, p=0,63 (n=6)]}, no volume corrente {VT [8,6 ± 0,7 vs. 7,8 ± 0,7 mL.Kg-1, p=0,43 (n=6)]} ou no volume expirado no primeiro minuto {VE [950,7 ± 98,2 vs. 873,5 ± 86,7 mL.Kg-1.min-1, p=0,57 (n=6)]}. A microinjecao de FCt promoveu uma diminuicao significativa na frequencia respiratoria basal {FR [80,5 ± 3,8 vs. 102,2 ± 5,8 cpm, p=0,002 (n=6)]}, sem alteracoes significativas no VT [9,7 ± 0,6 vs. 7,8 ± 0,7 mL.Kg-1, p=0,66 (n=6)] e no VE basais [827,2 ± 57,3 vs. 873,5 ± 86,7 mL.Kg-1.min-1, p=0,66 (n=6)]. Nossos resultados sugerem que as celulas da glia hipotalamicas: a) participam da modulacao tonica da liberacao de OT plasmatica e da ingestao de sodio; b) modulam a resposta angiotensinergica central para a liberacao de vasopressina plasmatica, inducao da ingestao de sodio e de resposta pressora. c) alem disso, participam da modulacao da frequencia respiratoria basal em ratos nao anestesiados.
  • CLENIA DE OLIVEIRA CAVALCANTI
  • AVALIAÇÃO PRÉ-CLÍNICA DO EFEITO DO CITRATO DE SILDENAFIL SOBRE O CONTROLE CENTRAL DA PRESSÃO ARTERIAL NA HIPERTENSÃO
  • Data: 24/10/2016
  • Hora: 09:00
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  • A hipertensao arterial sistemica (HAS) esta relacionada a diversos eventos cardiovasculares e desponta como uma das principais causas de obito atualmente. Na fisiopatologia da HAS ocorrem disfuncoes no sistema nervoso autonomo que resultam em prejuizo aos mecanismos neuronais de controle central da pressao, em especial ao barorreflexo. Parte deste dano e mediada pelo aumento do estresse oxidativo. Abordagens terapeuticas que reduzam o estresse oxidativo podem se mostrar eficazes no combate a esta doenca. O sildenafil e uma droga que atua inibindo a acao da fosfodiesterase 5 (PDE5) e tem sido observado que promove uma diminuicao do estresse oxidativo. A inibicao da PDE5 se mostrou eficiente na melhora da funcao vascular e reducao da pressao arterial em modelos experimentais. Contudo, seus efeitos sobre o controle barorreflexo da pressao arterial na vigencia de hipertensao resistente ainda nao foram estudados. O estudo atual teve como objetivo avaliar se o tratamento com sildenafil e capaz de influenciar o controle barorreflexo da pressao arterial. Foram utilizados ratos Wistar, submetidos a cirurgia sham ou indutora de hipertensao renovascular (2R1C). Apos 5 semanas, os animais receberam veiculo (agua) ou citrato de sildenafil (45mg/Kg/dia) durante 7 dias, perfazendo 4 grupos: sham + veiculo, sham + sildenafil, 2R1C + veiculo, 2R1C + sildenafil. Ao fim do tratamento os animais foram canulados para medidas hemodinamicas. Foram avaliados: pressao arterial media, frequencia cardiaca, barorreflexo espontaneo e induzido, tonus autonomico cardiaco e estresse oxidativo sistemico. (CEUA-UFPB protocolo n. 042/2015). O tratamento com sildenafil foi eficiente em reduzir a pressao arterial nos animais 2R1C (139 ± 5 vs.175 ± 6 mmHg, p < 0,01), sem efeitos significativos nos animais normotensos (121 ± 7 vs.118± 3 mmHg). Os animais 2R1C apresentaram reducao do ganho do barorreflexo induzido (-1,93±0,12) e espontaneo (-1,90±0,22), quando comparados aos sham (-3,63±0,31; -3,95 ± 0,46). Estes parametros foram normalizados nos animais hipertensos pelo tratamento com sildenafil (-3,18±0,23; -3,51 ± 0,29). Os bloqueios com atropina e propranolol revelaram alteracoes no balanco autonomico cardiaco na vigencia de hipertensao, normalizadas, pelo tratamento, o tonus simpatico (-24,5 ± 3 bpm, p <0,01) e o tonus vagal (110 ± 9 bpm, p <0,01). O sildenafil tambem foi capaz de reduzir o estresse oxidativo sistemico nos ratos 2R1C, quando comparado com os animais 2R1C + salina (1,04±0,07 vs. 1,67±0,08). O tratamento com sildenafil melhorou o controle barorreflexo da pressao arterial, por meio da correcao do desbalanco autonomico e reducao do estresse oxidativo.
  • ALYNNE CARVALHO GALVÃO
  • A INIBIÇÃO CENTRAL DO TNF-α REDUZ A PRESSÃO ARTERIAL VIA INIBIÇÃO DO TÔNUS SIMPÁTICO EM RATOS COM HIPERTENSÃO RENOVASCULAR.
  • Data: 20/06/2016
  • Hora: 14:00
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  • Ao longo dos anos, evidencias sugerem uma relacao entre a angiotensina II e citocinas pro-inflamatorias, como o TNF-α, na patogenese de doencas cardiovasculares, tais como a hipertensao arterial. Recentemente, o foco de novos estudos tem sido compreender os mecanismos centrais envolvidos na manutencao de eventos que desencadeiam o aumento da atividade simpatica durante a hipertensao. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da inibicao central do TNF-α sobre a pressao arterial, o tonus simpatico, a sensibilidade do barorreflexo e o estresse oxidativo no RVLM de ratos com hipertensao renovascular (2R1C). Um clipe de prata (diametro interno = 0,2mm) foi implantado na arteria renal direita para inducao da hipertensao (por seis semanas). Os animais foram divididos em tres grupos, Sham, 2R1C e 2R1C+PTX. Este ultimo grupo recebeu infusao central (no ventriculo lateral) de pentoxifilina (30 nmol/uL/h), um inibidor do TNF-α, por minibombas osmoticas durante 14 dias, quatro semanas apos a implantacao do clipe de prata. Cateteres foram implantados na aorta abdominal e veia cava caudal de animais de todos os grupos para o registro dos parametros cardiovasculares e administracao de drogas, respectivamente. Fenilefrina (8 μg/kg, i.v.) e nitroprussiato de sodio (25 μg/kg, i.v.) foram administrados para avaliacao da sensibilidade do barorreflexo, o qual tambem foi avaliado por meio do metodo de sequencias para barorreflexo espontaneo (Cardioseries v.2.4). Uma avaliacao indireta da modulacao autonomica da resistencia vascular foi realizada com analise espectral do componente simpatico de baixa frequencia (LF) da pressao arterial sistolica (PAS) (CardioSeries v.2.4), enquanto o tonus simpatico vascular foi avaliado mediante o bloqueio ganglionar por hexametonio (30 mg/kg, i.v). A medida do acumulo de superoxido no RVLM dos animais foi feita pela tecnica do diidroetidio (DHE), e expressa pela fluorescencia relativa (unidades arbitrarias). O grupo 2R1C apresentou aumento na pressao arterial media (PAM) em comparacao ao grupo Sham (171 ± 11 vs. 113 ± 5 mmHg; n= 8; p < 0.05). Os animais hipertensos apresentaram diminuicao na sensibilidade do barorreflexo em relacao aos animais normotensos na analise pelo metodo de Oxford (-1,30 ± 0,10 vs. -2,59 ± 0,17 bpm.mmHg−1 ; n = 8; p < 0.05) e pelo metodo de sequencias (0.58 ± 0,08 vs. 1.48 ± 0,04 ms/mmHg; n = 8; p<0.05). Quanto a avaliacao da atividade vasomotora simpatica por analise espectral, os animais 2R1C apresentaram aumento do componente LF em relacao ao grupo Sham (9,16 ± 0,52 vs. 3,32 ± 0,38 mmHg2 ; n = 8; p<0.05). O aumento tambem foi observado em animais 2R1C comparados aos normotensos em relacao a variacao da PAM apos bloqueio com hexametonio (-60 ± 5 vs. -33 ± 2 ΔmmHg; n = 8; p < 0.05) e ao acumulo de superoxido no RVLM (18 ± 2 vs. 4 ± 1; n = 8; p < 0.05). Quando comparado ao grupo 2R1C que nao recebeu infusao de pentoxifilina (n=8), a inibicao central do TNF-α por 14 dias em animais com hipertensao renovascular (n=6) reduziu a pressao arterial media (171 ± 11 vs. 131 ± 2 mmHg; p <0.05) e o acumulo de superoxido no RVLM (18 ± 2 vs. 8 ± 1; p < 0.05). Alem disso, animais do grupo 2R1C+PTX apresentaram melhora na sensibilidade do barorreflexo e reducao do tonus simpatico quando comparado ao grupo 2R1C (-34 ± 3 vs. -60 ± 5 ΔmmHg, n=8; p< 0.05). Adicionalmente, a analise espectral do LF (PAS) mostrou que a inibicao central do TNF-α reduziu esse componente no grupo 2R1C+PTX em relacao ao grupo 2R1C (4,90 ± 0,66 vs. 9.16 ± 0,52 mmHg2 ; p < 0.05). Baseado em nossos resultados, sugerimos o envolvimento do TNF-α na manutencao da atividade vasomotora simpatica e no estresse oxidativo na regiao do RVLM no modelo de hipertensao renovascular (2R1C).
  • JOSÉ GUILHERME FERREIRA MARQUES GALVÃO
  • PAPEL DA OUABAÍNA NA INFLAMAÇÃO ALÉRGICA PULMONAR: ASPECTOS FENOTÍPICOS E FUNCIONAIS.
  • Data: 16/06/2016
  • Hora: 09:00
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  • A ouabaina (OUA), um potente inibidor da Na+/K+ ATPase, foi identificada como uma substancia endogena presente no plasma humano. Nos ultimos anos, foi evidenciado que a OUA e capaz de interferir em diversos aspectos do sistema imunologico e em diferentes modelos de inflamacao, porem o seu efeito na inflamacao alergica pulmonar nao tinha sido investigado previamente. Processos inflamatorios alergicos das vias aereas inferiores sao caracterizados por migracao celular e hiperresponsividade bronquica, em decorrencia da sensibilizacao por antigenos proteicos como a ovalbumina (OVA). Objetivo: Avaliar o efeito da ouabaina no modelo de inflamacao alergica pulmonar induzida por OVA. Metodos: Camundongos BALB/c femeas (n = 6) foram sensibilizados e desafiados com OVA e pre-tratados via intraperitoneal (i.p.) com OUA (0,56 mg/kg) dois dias antes das sensibilizacoes e uma hora antes destas, ou com dexametasona (2 mg/kg) subcutanea 1 hora antes de cada desafio. Parametros da inflamacao alergica, como migracao celular e producao de citocinas no fluido do lavado broncoalveolar (BALF), producao de muco e remodelamento histopatologico pulmonar quantificacao de IgE serica, foram analisados posteriormente. Resultados: A ouabaina reduziu em 60% o numero total de celulas presentes no BALF como um reflexo da inibicao de leucocitos polimorfonucleares e linfocitos T CD3+, bem como a producao de citocinas do fenotipo Th2, IL-4 e IL-13. Ademais, a ouabaina reduziu os parametros inflamatorios histopatologicos, como hiperplasia das celulas caliciformes com consequente diminuicao de muco, alem de reduzir o titulo de OVA-IgE especifica. Conclusao: Estes dados sugerem que a OUA apresenta efeito anti-inflamatoria no modelo de inflamacao alergica pulmonar, modulando parametros do fenotipo Th2.