PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA (PPGQ)
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)
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Notícias
Banca de QUALIFICAÇÃO: JHONATAS WAGNER BARBOSA DA COSTA GOUVEIA
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JHONATAS WAGNER BARBOSA DA COSTA GOUVEIA
DATA: 30/07/2025
HORA: 10:00
LOCAL: https://meet.google.com/wew-shap-gve
TÍTULO: VALORIZAÇÃO DO RESÍDUO DO PROCESSAMENTO DO CAFÉ (SILVERSKIN) POR PIRÓLISE LENTA: MODELAGEM CINÉTICA MULTICOMPONENTE E POTENCIAL DO BIOCARVÃO PARA SEQUESTRO DE CARBONO
PALAVRAS-CHAVES: Estudo Cinético, Baixo Carbono, Processos termoquímicos, Pirólise, Silverskin.
PÁGINAS: 105
RESUMO: A valorização de resíduos agroindustriais desponta como uma estratégia fundamental para promover a sustentabilidade, bem como ampliar a gestão desses materiais dentro de uma economia circular. A silverskin, subproduto do processamento dos grãos de café, tem despertado interesse para o aproveitamento energético por meio da pirólise lenta. Dentre os processos termoquímicos, a pirólise lenta ganha destaque por operar sob baixas taxas de aquecimento e longos tempos de residência, favorecendo a formação de um biocarvão com elevado teor de carbono fixo e maior estabilidade térmica. O princípio do processo ocorre mediante a três etapas principais: (i) remoção da umidade da biomassa, garantindo um ambiente adequado para a decomposição térmica; (ii) degradação dos pseudocomponentes da biomassa (extrativos, hemicelulose, celulose e lignina), resultando na liberação de voláteis e formação progressiva da estrutura carbonosa; e (iii) estabilização estrutural do biocarvão, conferindo propriedades adequadas para aplicações energéticas e ambientais, como a captura de CO2. Dessa forma, o presente estudo buscou a modelagem cinética multicomponente da degradação térmica da silverskin e a avaliação do potencial do biocarvão produzido para o sequestro de carbono, contribuindo para a mitigação das emissões de CO2 e o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis. A caracterização físico-química da silverskin revelou um elevado teor de matéria volátil (73,63%) e carbono fixo (19,73%), tornando-a viável para conversão termoquímica. O biocarvão foi obtido a 450°C e 550°C, apresentando maior retenção de carbono fixo e redução dos compostos voláteis à medida que a temperatura aumentou. A análise FTIR demonstrou a degradação progressiva de grupos funcionais oxigenados, indicando maior aromaticidade no biocarvão produzido em temperaturas mais elevadas. Logo, os resultados expressos até o momento reforçam o potencial da silverskin na produção de biocarvão, compreendendo uma estratégia de baixo carbono e promissora para a mitigação de impactos ambientais.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1306403 - CRISTIANI VIEGAS BRANDAO GRISI
Interno - 1666290 - RENATE MARIA RAMOS WELLEN
Externo ao Programa - 3373506 - JOSE LUIZ FRANCISCO ALVES