PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA (CCEN - PPGG)
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)
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Notícias
Banca de DEFESA: ALANE MARIA SILVA DE LIMA
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALANE MARIA SILVA DE LIMA
DATA: 29/05/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Departamento de Geociências e GOOGLE MEET
TÍTULO: MEMÓRIAS SILENCIADAS: UM RESGATE DA PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NO MOVIMENTO DAS LIGAS CAMPONESAS DA PARAIBA E PERNAMBUCO
PALAVRAS-CHAVES: Ligas Camponesas. Mulheres Camponesas. Memória Social. Reforma Agrária. Memorias Silenciadas.
PÁGINAS: 132
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
SUBÁREA: Geografia Humana
ESPECIALIDADE: Geografia Agrária
RESUMO: Esta dissertação investiga as memórias, trajetórias e lutas de quatro camponesas que participaram das Ligas Camponesas na Paraíba e em Pernambuco entre 1955 e 1964: Elizabeth Altina Teixeira, Cecilia Nascimento, Maria Julia de Araujo e Delzuite da Costa Silva. O estudo centra-se na análise da invisibilidade histórica imposta a essas mulheres, resultante tanto das narrativas oficiais quanto das estruturas patriarcais que marginalizaram seu papel no movimento. A pesquisa parte da caracterização do espaço agrário da Zona Canavieira do Nordeste (ZCN), marcado pela concentração fundiária, monocultura canavieira e intensa desigualdade de classe e gênero, onde o movimento das Ligas emergiu como uma das mais expressivas experiências de luta por Reforma Agrária no Brasil. Embora a atuação feminina tenha sido fundamental, a historiografia dominante relegou suas contribuições à condição de esposas ou coadjuvantes dos líderes masculinos.
Para a realização da pesquisa, adotou-se no primeiro capítulo uma abordagem qualitativa, utilizando a escrevivência como lente para dar voz e densidade à relação da autora com a temática das mulheres. A partir do segundo capítulo, o materialismo histórico-dialético é utilizado como suporte à análise das contradições presentes no processo de produção do espaço agrário canavieiro nordestino e no movimento das Ligas Camponesas que resultaram nas opressões, violências e no silenciamento da participação das mulheres no movimento das Ligas.
No que se refere aos procedimentos e técnicas de pesquisa, além do levantamento e análise da bibliografia e da documentação identificadas utilizou-se a história de vida e a análise da memória individual e coletiva, como instrumentos de contraposição à narrativa da história oficial.
Como autora, me assumo na posição de mulher camponesa e pesquisadora, natural da comunidade Tradicional de Barra de Antas (PB), território histórico das Ligas Camponesas e reconheço que meu envolvimento político e afetivo com o tema é elemento constitutivo da pesquisa. Com isso, proponho uma leitura crítica fundamentada em categorias como memória social, patriarcado, questão agrária e território, articulando-as às interseccionalidades de classe, gênero e raça. Esta estrutura analítica busca não apenas reparar lacunas historiográficas, mas fortalecer a construção de uma memória contra-hegemônica das lutas camponesas, centrada na autonomia e resistência das mulheres. Ao compreender a memória social como um campo de disputa política, a dissertação afirma a urgência de revisitar e resgatar as narrativas subterrâneas das mulheres camponesas, posicionando-as como possibilidade de transformação social.
Palavras chave: Ligas Camponesas. Mulheres Camponesas. Memória Social. Reforma Agrária. Memorias Silenciadas.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 335294 - EMILIA DE RODAT FERNANDES MOREIRA
Interno(a) - 1627937 - MARIA FRANCO GARCIA
Externo(a) à Instituição - CHRISTIANE CAMPOS