PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA (CCEN - PPGG)

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)

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Banca de DEFESA: FRANCISCO DORNELLES FERNANDES DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FRANCISCO DORNELLES FERNANDES DA SILVA
DATA: 11/08/2026
HORA: 19:00
LOCAL: Auditório do Departamento de Geociências, Campus I - UFPB
TÍTULO: “NA TERRA EU NASCI E VIVO, NELA ESTÁ MINHA MEMÓRIA”: IDENTIDADE CULTURAL E TERRITORIAL CAMPONESA NOS SÍTIOS BELA VISTA E QUIXABA, UIRAÚNA-PB.
PALAVRAS-CHAVES: Território, Campesinato, Identidade Territorial, Lugar, Memória.
PÁGINAS: 239
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
SUBÁREA: Geografia Humana
ESPECIALIDADE: Geografia Agrária
RESUMO: A identidade camponesa tem sido objeto de estudos que consideram as reproduções camponesas no espaço brasileiro, com destaque para seus modos de vida, resistência e processos de territorialização. Ao realizarmos pesquisas preliminares sobre o campesinato no município de Uiraúna, situado no Alto Sertão paraibano, constatamos uma escassez de produções acadêmicas acerca da temática. Diante dessa lacuna, o tema revelou-se urgente e de relevância social, sendo fundamental para a compreensão da identidade territorial camponesa no Brasil e, especificamente, no contexto paraibano. Dessa forma, delineamos a seguinte questão central: Como são materializadas as identidades culturais e territoriais do campesinato e, consequentemente, o estabelecimento de resistências/permanências desses aspectos nos sítios da Bela Vista e Quixaba em Uiraúna? Tomando como base nossa questão de pesquisa, temos o propósito de analisar as identidades culturais e territoriais do campesinato e suas resistências nos sítios Bela Vista e Quixaba, em Uiraúna – PB. Com base nesse recorte espacial, analisamos as dimensões materiais e imateriais nesses sítios, notadamente por intermédio de levantamento bibliográfico, documental, produção de cartografias sociais e das experiências de campo. A pesquisa partiu de uma abordagem qualitativa ancorada na Geografia Cultural, dialogando com as análises fenomenológica e dialética. Nossas discussões se amparam nos conceitos de território, identidade territorial, campesinato, memória e lugar, fundamentando-se em: Raffestin (1993), Haesbaert (1997, 2002, 2024), Bonnemaison (2000, 2002), Candido (2023), Moura (1986), Martins (1986), Brandão (1983, 1995), Woortmann e Woortmann (1997), Rodrigues (1994), Almeida (2013), Claval (2001, 2015), Marques (2015, 2020), Serpa (2023), Tuan (1983, 2012) e Halbwachs (1990). Consideramos que o campesinato brasileiro comporta uma dimensão multiescalar dos fenômenos territoriais, dos processos históricos e das dinâmicas socioculturais camponesas, portanto, uma teia de experiências que conformam sua recriação. A partir das experiências em trabalho de campo, discutimos os territórios sitiantes, as memórias dos sujeitos, suas territorialidades, saberes, dilemas e vivências cotidianas, evidenciando a construção da identidade territorial e cultural que caracterizam as relações de re-existências nos sítios. Essas experiências nos espaços sitiantes constituem a base das territorialidades. O “ser do sítio” e “ser sitiante” são expressões culturais e territoriais, que demonstram o sentimento de pertença aos lugares e traduzem o modo de vida camponês.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1762569 - AMANDA CHRISTINNE NASCIMENTO MARQUES
Interno(a) - 2047706 - JOSIAS DE CASTRO GALVAO
Externo(a) à Instituição - MARIA DE FATIMA FERREIRA RODRIGUES