PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA (CCEN - PPGG)
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)
- Telefone/Ramal
-
Não informado
Notícias
Banca de QUALIFICAÇÃO: MIRELLE OLIVEIRA SILVA
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MIRELLE OLIVEIRA SILVA
DATA: 26/08/2024
HORA: 09:00
LOCAL: Defesa por meio virtual
TÍTULO: CONECTIVIDADE HIDROGEOMORFOLÓGICA DE ÁREAS ÚMIDAS (AUs) EM CABECEIRAS DE DRENAGEM - CHAPADA DO ARARIPE, NORDESTE DO BRASIL
PALAVRAS-CHAVES: Áreas Úmidas; Conectividade; Hidrogeomorfologia; Chapada do Araripe
PÁGINAS: 75
RESUMO: As Áreas Úmidas (AUs) são ambientes que permanecem continuamente ou periodicamente inundadas. Estas funcionam como importantes fontes de água, além de apresentar grande relevância ambiental. Em todo o mundo, diversos trabalhos sobre AUs foram desenvolvidos, especialmente acerca de sua classificação. Nos últimos anos, pesquisas que buscam entender as AUs a partir de sua hidrogeomorfologia vem ganhando notoriedade, tendo em vista que este parâmetro consegue resumir as condições hidrológicas e geomorfológicas apresentada pelas AUs. Além disso, entender esses sistemas com base na conectividade, seja em AUs de cabeceira ou não, tem-se tornado um caminho para buscar respostas mais precisas sobre a relação e inter-relação desses sistemas associados a outros, menores ou maiores, como os canais fluviais, por exemplo. Por esse motivo, visando interpretar tal condição, este trabalho possui o objetivo de compreender a dinâmica da conectividade hidrogeomorfológica em AUs de cabeceira de drenagem e sua influência nos ambientes fluviais associados. Para tanto, foram delineadas as seguintes etapas metodológicas: Levantamento de informações morfométricas, a partir de pontos selecionados, realizado a partir de voos com VANT, geoprocessamento e trabalho campo; Identificação e análise da continuidade do fluxo dágua (etapa já realizada), por meio da extração da drenagem, aplicação de buffers (0-2km; 3-5km e 5-10km, desde o sopé da Chapada) e NDVI; e, análise da conectividade estrutural e funcional entre AUs de cabeceira e canais fluviais associados. Os resultados preliminares, alcançados por meio da extração da drenagem e aplicação do NDVI, mostraram que a maior parte dos valores mais altos do NDVI foram obtidos nos meses mais chuvosos, onde os acumulados de chuva apresentaram valores maiores. Além disso, entre as quilometragens analisadas os trechos entre 0-2km, expuseram médias de NDVI também mais altas, ao passo em que as médias dos demais trechos foram menores, com exceção de alguns trechos, onde tal condição se inverteu. Assim, pode-se concluir preliminarmente, que a maior parte das áreas analisadas apresentaram uma certa conexão, especialmente em períodos de maiores acumulados de chuva. Por outro lado, algumas AUs não mantiveram conexão com outros ambientes fluviais. As investigações iniciais apontam que esta desconexão pode ter ocorrido em função do uso do solo, como ainda por barramentos, como passagens molhadas, por exemplo, entre outros. As próximas etapas buscam entender de modo preciso este cenário.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1493597 - JONAS OTAVIANO PRACA DE SOUZA
Interno - 4201553 - BARTOLOMEU ISRAEL DE SOUZA
Externo à Instituição - ANTÔNIO PEREIRA MAGALHÃES JUNIOR
Externo à Instituição - DIOGENES FELIX DA SILVA COSTA
Externo à Instituição - MARIA DANIELY FREIRE GUERRA