PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA (CCEN - PPGG)

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)

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Banca de QUALIFICAÇÃO: JEAN OLIVEIRA CAMPOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JEAN OLIVEIRA CAMPOS
DATA: 27/08/2024
HORA: 17:30
LOCAL: Sala Virtual
TÍTULO: DINÂMICA ESPACIAL DA COBERTURA FLORESTAL NATIVA E MUDANÇAS NO ESTOQUE DE CARBONO NO BREJO PARAIBANO, ESTADO DA PARAÍBA
PALAVRAS-CHAVES: Mata Atlântica; Brejo Paraibano; Cenários futuros; Fragmentação florestal; Estoque de Carbono
PÁGINAS: 71
RESUMO: A Mata Atlântica é um dos biomas de maior biodiversidade e degradação do planeta Terra, por isso, representa uma prioritária para a conservação. Sua degradação teve início com a colonização e ainda está em curso, consequência da atuação de diversos vetores, particularmente a agropecuária e o crescimento urbano e industrial. Como resultado, a maior parte da vegetação nativa foi perdida e a parcela remanescente encontra-se fragmentada, ainda assim, a Mata Atlântica presta serviços ecossistêmicos para milhões de pessoas e tem fundamental importância na mitigação das mudanças climáticas. No Nordeste brasileiro, a Mata Atlântica também recobre os Brejos de Altitude, onde manifesta-se a fisionomia da Floresta Estacional Semidecidual. No âmbito regional, a Paraíba é o estado mais numeroso em unidades de Brejos de Altitude, com destaque para o Brejo Paraibano, área de interesse do presente estudo, que sofreu um dos mais severos quadros de degradação da cobertura florestal nativa e, favoreceu a liberação de toneladas de carbono para atmosfera e interferiu no de sequestro e armazenamento de carbono. No tempo presente, a mensuração e valoração financeira da contribuição atual e futura dos fragmentos de floresta nativa remanescentes nesse sistema natural para o sequestro e armazenamento ainda não foi realizada. Diante do exposto, este estudo tem como objetivo geral analisar a dinâmica espacial futura da cobertura florestal nativa e as mudanças no estoque de carbono no Brejo Paraibano. Os resultados iniciais respondem ao primeiro objetivo específico que, consiste em elaborar uma proposta de delimitação dos limites do Brejo Paraibano baseada nas condições ambientais. Para tanto, delimitou-se um polígono retangular envolvendo o Brejo de Altitude, na sequência, por meio da precipitação, identificou-se o período seco da área. No Google Earth Engine, para o polígono delimitado, obteve-se a imagem mediana da coleção de imagens do satélite Sentinel-2, referente ao período seco, contemplando os anos de 2017 a 2023. Com a imagem gerada, processou-se os índices NDWI e NBR, e os maiores valores receberam notas. Posteriormente, as notas foram somadas, como resultado, gerou-se o polígono do Brejo Paraibano. Por fim, aplicou-se um limiar de 45% área para identificar os municípios pertencentes ao Brejo Paraibano. O polígono obtido do Brejo de Altitude apresenta um comprimento de 74,70 km, largura de 21,46 km, perímetro de 228,48 km e a área total de 1485,85 km². As métricas evidenciaram que se trata apenas de uma única unidade de Brejo de Altitude, atualizando a literatura que relata a existência de várias unidades de brejo. A altitude varia entre 81 e 682 m, o relevo é forte ondulado e os solos são desenvolvidos. Devido à influência do efeito orográfico, a precipitação total anual média atinge 1296 mm, enquanto a temperatura média anual chega a 26,1ºC. O limiar adotado indicou um conjunto de 16 municípios que podem ser considerados como municípios inseridos no Brejo Paraibano. De forma geral, os procedimentos empregados foram efetivos na elaboração na proposta de delimitação e forneceram as dimensões do Brejo Paraibano.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 338351 - EDUARDO RODRIGUES VIANA DE LIMA
Interno - 2529303 - RICHARDE MARQUES DA SILVA
Externo à Instituição - JACIMÁRIA FONSECA DE MEDEIROS