PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA (CCEN - PPGG)
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)
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Banca de DEFESA: JOSE NOBERTO ANDRADE DE ALMEIDA
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSE NOBERTO ANDRADE DE ALMEIDA
DATA: 26/08/2025
HORA: 14:30
LOCAL: Sala Virtual
TÍTULO: CULTURA MATERIAL ESCOLAR DOS CURSOS DE FÉRIAS DO IBGE: PRESCRIÇÕES METODOLÓGICAS E RECURSOS DIDÁTICOS VISUAIS (1962-1971)
PALAVRAS-CHAVES: Curso de Férias; IBGE; Formação de professores; História da Geografia Escolar; Cultura Material Escolar
PÁGINAS: 154
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
RESUMO: A presente pesquisa trata das contribuições do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) à formação dos professores de Geografia de nível escolar médio entre os anos de 1962 a 1971, a partir de uma análise da cultura material escolar e das prescrições metodoló-gicas e recursos didáticos visuais utilizados e discutidos durante a realização dos cursos de férias. Desta forma, focamos o nosso olhar para o período em que o país perpassa o nacio-nal-desenvolvimentismo e uma crise institucional no início da década de 1960, durante o Governo de João Goulart (1961-1964) e ao golpe de estado que o depôs, iniciando um regi-me autoritário pela Ditadura Militar no Brasil. Em um contexto de efervescência político-social, os cursos de férias para aperfeiçoamento de professores viabilizados pelo programa da Divisão Cultural do Conselho Nacional de Geografia (CNG) foram articulados objeti-vando atualizar, culturalmente, o professorado brasileiro da disciplina Geografia para difu-são dos conhecimentos geográficos sobre o país, bem como da Geografia Moderna Escolar, de maneira sistemática. O momento em tela era de crescente formação de professores de nível médio/secundário, mas também de críticas à formação destes profissionais, com carac-terísticas de desprestígio e precariedade, que se arrastavam desde a década de 1930 e se in-tensificaram na década de 1960. Acreditamos que estes cursos se engendraram para contem-plar os problemas formativos em vigor na época, mas, também, como atuação indireta pe-la/na escola para inserção de uma Cultura Material Escolar alicerçada no Movimento de Tecnologia Educacional e no método de ensino intuitivo por meio do crescimento de empre-sas voltadas para produção de materiais pedagógicos. Para tanto, fez-se necessário compre-ender o contexto histórico de implementação dos cursos de férias e o seu papel na formação de professores de Geografia no decurso do período em que as apostilas foram editadas, orga-nizadas e disponibilizadas. Identificamos, portanto, além do que estava disponível em for-mato digital, a possibilidade de existência de impressos acerca de recursos didáticos, de fo-tografias e documentos oficiais em Institutos e bibliotecas na cidade do Rio de Janeiro RJ, por intermédio dos vestígios oriundos das apostilas digitais. Com esta finalidade, problema-tizamos a utilização das fontes materiais e digitais para os caminhos de investigação da te-mática de maneira híbrida e nos debruçamos sobre os prismas da pesquisa historiográfica para análise e sistematização das fontes encontradas, destacando as orientações e os recursos didáticos visuais como os Diapositivos de Geografia do Brasil, os blocos-diagramas e o car-taz. Tais escritos assinalaram os cenários delineados para inserção das prescrições metodo-lógicas e ideais na escola de grau médio por meio da formação docente continuada. Enten-demos que os Cursos de Férias e seus materiais produzidos se apresentam como fontes do-cumentais de extrema relevância para a compreensão da História da Geografia Escolar, in-terpretando o professor enquanto agente ativo em sala de aula. Ademais, compreendemos que os cursos cooperaram direta ou indiretamente com a indústria escolar e serviu de base para o projeto educacional da década seguinte.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 031.880.724-65 - LUIZ EUGÊNIO PEREIRA CARVALHO - UFCG
Interno - 069.203.544-38 - ANGELICA MARA DE LIMA DIAS - UEPB
Interno - 1522682 - MARIA ADAILZA MARTINS DE ALBUQUERQUE
Externo à Instituição - DIEGO CARLOS PEREIRA