PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA (CCEN - PPGG)

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)

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Banca de DEFESA: JUCÉLIA MARIA ROCHA OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JUCÉLIA MARIA ROCHA OLIVEIRA
DATA: 27/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: google meet
TÍTULO: A GEOGRAFIA DOS CONFLITOS E DAS RESISTÊNCIAS CAMPONESAS NO CERRADO PIAUIENSE: o Território Camponês Melancias frente ao avanço do Agronegócio
PALAVRAS-CHAVES: Território. Camponês. Agronegócio. Conflitos. Resistência
PÁGINAS: 252
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
SUBÁREA: Geografia Humana
ESPECIALIDADE: Geografia Agrária
RESUMO: O cerrado piauiense tornou-se, ao longo do tempo, locus da constituição do Território Camponês. Neste território, os camponeses estabeleceram suas relações sociais, culturais e práticas tradicionais de produção que lhes são próprias. Manifestam ali um modo de vida baseado no respeito à natureza, retirando dela o que é necessário à subsistência, bem como no uso comunitário dos recursos disponíveis. No entanto, nas últimas décadas, o cerrado tornouse palco da reprodução de relações capitalistas por meio da expansão do agronegócio, que vem impactando diretamente os territórios camponeses à medida que intensifica a grilagem de terras, os conflitos, o desmatamento e o uso de agrotóxicos, comprometendo os meios de reprodução da vida dos camponeses. Por outro lado, diante desses novos processos, podemos dizer que a luta e as formas de resistência dos camponeses e das comunidades tradicionais apresentam também outra face, com novas estratégias e maneiras de organização que trazem ao debate a luta dessas populações em defesa de seus territórios. Trazemos, como exemplo de luta e resistência neste estudo, o Território Camponês Melancias. Localizado nos baixões do cerrado piauiense, este território é composto por seis comunidades, abrigando famílias que historicamente construíram suas territorialidades às margens do principal curso d’água ali presente, o rio Uruçuí-Preto. Nesse sentido, o trabalho analisou as formas de resistência camponesa frente ao avanço do agronegócio sobre seus territórios no cerrado piauiense. O percurso metodológico adotado para o desenvolvimento do trabalho foi pesquisa bibliográfica, buscando uma aproximação com os principais conceitos abordados e com a realidade dos sujeitos sociais da pesquisa; pesquisa documental, levantamento de dados de produção de soja, de conflitos, dentre outros; e pesquisa de campo realizada no Território Melancias, onde foi possível dialogar com os sujeitos sociais por meio da realização de entrevistas, identificando os problemas enfrentados e suas estratégias de resistência diante do avanço das relações capitalistas no cerrado piauiense. Diante disso, compreendemos que os camponeses de Melancias têm travado uma luta histórica pela regularização de suas terras e buscam, por meio da associação de moradores, assim como também por meio do Coletivo dos Povos e Comunidades Tradicionais do Cerrado, fortalecer a luta e construir formas de resistência em defesa do território camponês. Essas formas de enfrentamento se materializam ainda por meio da organização da produção, das práticas cotidianas e da relação com a terra. A história do referido território nos permite compreender que os camponeses não estão alheios ao avanço do capital no cerrado e buscam, através da luta e da resistência, o enfrentamento a esses novos processos, numa tentativa de garantir a reprodução do seu modo de vida e a existência no território.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 330303 - IVAN TARGINO MOREIRA
Interno(a) - 2141361 - ANIERES BARBOSA DA SILVA
Interno(a) - 335294 - EMILIA DE RODAT FERNANDES MOREIRA
Externo(a) à Instituição - CARLOS RERISSON ROCHA DA COSTA
Externo(a) à Instituição - MARTA INEZ MEDEIROS MARQUES