PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA (CCEN - PPGG)
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)
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Notícias
Banca de DEFESA: GABRIEL DE PAIVA CAVALCANTE
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GABRIEL DE PAIVA CAVALCANTE
DATA: 23/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Google Meet - Sessão remota
TÍTULO: AS CHUVAS NO ESTADO DA PARAÍBA: CLASSIFICAÇÃO CLIMÁTICA SOB A PERSPECTIVA DA ANÁLISE RÍTMICA
PALAVRAS-CHAVES: Climatologia Geográfica. Ritmo Climático. Topoclimatologia. Precipitação. Classificação.
PÁGINAS: 180
GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra
ÁREA: Geociências
SUBÁREA: Geografia Física
ESPECIALIDADE: Climatologia Geográfica
RESUMO: O clima de uma determinada região é proveniente de uma série de fatores ambientais em uma integração que produz tipos de tempo excepcionais a cada momento. A sucessão habitual e excepcional desses tipos de tempo formam o objeto de estudo da Climatologia Geográfica, introduzida no conhecimento geográfico em 1969 por Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro (1927-2022), eminente geógrafo brasileiro, por meio da compreensão da gênese dos tipos de tempo. Baseando-se nos procedimentos metodológicos empregados pelo autor, este trabalho buscou apresentar uma classificação climática com base na compreensão da dinâmica climática, dos agentes atmosféricos que compõem a sucessão habitual e excepcional dos tipos de tempo, da precipitação e dos fatores geográficos regionais, no período entre os anos de 1995 e 2023 para o estado da Paraíba, localizado na região Nordeste do Brasil. O estado da Paraíba já apresenta estudos que analisam regiões isoladas no âmbito do recorte territorial estadual, em análises meteorológicas ou até mesmo climatológicas, mas que ainda não se estenderam para uma análise de todo o território da unidade da federação por meio de princípios que considerem aspectos geográficos sobretudo do relevo e na compreensão da gênese dos tipos de tempo. O trabalho buscou respostas para indagações como: 1) qual a participação territorial dos sistemas atmosféricos produtores de chuvas no estado? 2) como ocorre a frequência de sistemas atmosféricos e massas de ar durante a ocorrência de anos-padrão (muito seco, habitual e muito chuvoso)? 3) qual a classificação climática da Paraíba, mediante a perspectiva do ritmo climático em consonância com o relevo? Este trabalho parte da concepção teórica acerca da compreensão e evolução da Climatologia Geográfica brasileira, da Climatologia Regional, da Análise do ritmo climático e da Topoclimatologia e será executado em quatro etapas: 1) revisão bibliográfica e na abordagem dos conceitos, além da delimitação da área de estudo; 2) aquisição dos dados que serão utilizados no desencadear da pesquisa; 3) tabulação, organização e o tratamento dos dados coletados, com utilização de técnicas e métodos como a técnica estatística de separatriz dos Quantis e da técnica da análise rítmica e dos índices de participação territorial dos sistemas atmosféricos; e 4) espacialização dos fenômenos climáticos na Paraíba durante a escala temporal da pesquisa, bem como, na classificação climática da área. Os anos-padrão selecionados apresentarão predominância nas categorias Muito Chuvoso MC, Normal N e Muito Seco MS, considerando, nesse sentido, os extremos positivo e negativo da pluviosidade, além de dados dentro da normalidade apresentada pelo recorte regional paraibano. Para isso, foram observados os seguintes critérios: I) características pluviométricas de padrão similar na maioria das localidades em escala anual, classificadas pela técnica dos quantis; II) características pluviométricas de padrão similar na maioria das localidades dentro dos períodos chuvosos, também classificadas pela técnica dos quantis; III) representação estratégica considerando a disponibilidade das séries de dados dos elementos climáticos e posicionamento na série anual dos registros. Com a análise dos critérios, os anos-padrão escolhidos foram: 2012 (Ano-padrão Muito Seco), 2019 (Ano-padrão Normal) e 2009 (Ano-padrão Muito Chuvoso). Verificou-se que a espacialidade e a temporalidade dos sistemas atmosféricos produtores de chuva na Paraíba apresentaram relevante variação entre os anos-padrão eleitos, sobretudo quando se analisa a Zona de Convergência Intertropical ZCIT e as Ondas de Leste OL, sistemas cujos índices de participação são mais elevados no ano-padrão Muito Chuvoso, registrando redução progressiva no ano-padrão Normal e no ano-padrão Muito Seco, fato que se assemelha às Ondas de Leste. Por outro lado, os índices de participação dos Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis VCAN apresentaram movimento numérico inversamente proporcional ao movimento aos índices da ZCIT e das OL, ou seja, em anos de redução de participação da ZCIT e das OL, há tendência de aumento de ocorrência dos VCAN. Considerando a frequência, intensidade e espacialização dos sistemas atmosféricos e massas de ar atuantes na Paraíba nos anos-padrão selecionados na pesquisa e os fatores geográficos que potencialmente influenciam nos fenômenos climáticos, este trabalho classificou o estado da Paraíba em 12 regiões climatologicamente homogêneas, a saber: Zona da Mata, Baixo Agreste, Brejo Setentrional, Brejo de Natuba, Agreste da Borborema, Curimataú, Seridó Oriental, Seridó Ocidental, Cariri, Serra do Teixeira, Baixo Sertão e Alto Sertão.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1813669 - MARCELO DE OLIVEIRA MOURA
Interno(a) - 2420250 - CHRISTIANNE MARIA DA SILVA
Externo(a) ao Programa - 214.388.891-00 - VANDA CARNEIRO DE CLAUDINO SALES - UFPEL
Externo(a) ao Programa - 1338733 - VICENTINA SOCORRO DA ANUNCIACAO
Externo(a) à Instituição - EMERSON GALVANI
Externo(a) à Instituição - LUCAS PEREIRA SOARES