PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA (PROLING)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Notícias


Banca de DEFESA: REGINALDO PONCIANO DA SILVA JUNIOR

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: REGINALDO PONCIANO DA SILVA JUNIOR
DATA: 03/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma Google Meet - https://meet.google.com/tmb-femn-ixz
TÍTULO: Uma análise historiográfica das ideias sintáticas de Manoel Soares da Silva Beserra (1810-1888)
PALAVRAS-CHAVES: Historiografia da Linguística. Manoel Soares da Silva Beserra. Gramaticografia. Gramática. Sintaxe.
PÁGINAS: 143
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
RESUMO: Esta dissertação investiga as ideias sintáticas de Manoel Soares da Silva Beserra (1810-1888), professor, teólogo e gramático que teve bastante influência no Ceará, sobretudo na segunda metade do século XIX. A pesquisa se utiliza do arcabouço teórico-metodológico da Historiografia da Linguística, aqui entendida como a disciplina que possibilita a compreensão daquilo que se falou sobre as línguas e a linguagem no decorrer da história; o referido arcabouço se alicerça nos postulados de Swiggers (2009a, 2010, 2013, 2019) e Koerner (1996, 2014b). Como objetivo geral, busca-se investigar as ideias sintáticas de Manoel Soares da Silva Beserra (1810-1888) a partir da análise de seu Compendio de grammatica philosophica (1861). Para nortear a interpretação das ideias sintáticas a partir do Compendio de grammatica philosophica (1861), definimos cinco categorias de análise: (a) clima de opinião; (b) panorama organizacional; (c) perfil gramaticográfico, (d) terminologia sintática; (e) língua gramatizada. As análises indicam que as ideias sintáticas do autor estiveram inseridas em um clima de opinião de acentuada efervescência intelectual pela qual passava a província cearense na segunda metade do século XIX, sobretudo no que diz respeito ao embate entre liberalistas e tradicionalistas (vertente intelectual da qual Beserra fez parte). Quanto ao perfil gramaticográfico, identificamos movimentos retóricos e descritivos que se alinham às ideias advindas da vertente racionalista; no prefácio de sua gramática, por exemplo, Beserra se mostra bastante incisivo nas críticas que profere em relação aos instrumentos linguísticos de linhagem latinizada, indicando que estes últimos são ultrapassados e que não refletem as particularidades da língua portuguesa. Quanto à organização do Compendio de grammatica philosophica, notamos que a obra é dividida em duas grandes partes: “Etymologia” e “Syntaxe”, sendo a primeira parte (Etymologia) mais extensa que a segunda (Syntaxe). Salienta-se que a obra possui falhas quanto à disposição numérica das páginas e não possui sumário; em vista disso, elaboramos um sumário para facilitar a leitura e a localização de cada tema no Compendio. No que diz respeito à terminologia sintática, confeccionamos uma rede taxonômica e um glossário de metatermos nos moldes de Vieira (2024), os quais possibilitaram uma análise ampliada das ideias sintáticas de Beserra. Em relação à língua gramatizada, não encontramos menções explícitas de Beserra em relação ao português do Brasil; na verdade, existem, na parte destina à sintaxe, menções a “construções viciosas” na proposição, porém o gramático cearense não indica se tratar de construções específicas do Brasil. Por fim, reiteramos que as ideias sintáticas do autor se alicerçam em uma perspectiva logicista que direcionou gramáticas de autores como Antonio de Moraes Silva (1755-1824) e Jeronymo Soares Barbosa (1737-1816). Nessa perspectiva, salienta-se que analisamos as ideias sintáticas de um autor que foi bastante importante em seu tempo na província cearense, mas que ficou esquecido na gramaticografia brasileira.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - DANIELLY VIEIRA INO
Presidente(a) - 2349477 - FRANCISCO EDUARDO VIEIRA DA SILVA
Interno(a) - 1322264 - LEONARDO GUEIROS DA SILVA
Externo(a) à Instituição - LUCIELMA DE OLIVEIRA BATISTA MAGALHAES DE MOURA
Interno(a) - 1786143 - MARGARETE VON MUHLEN POLL