PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA (PROLING)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de QUALIFICAÇÃO: IRYS DELFINO DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: IRYS DELFINO DA SILVA
DATA: 02/04/2026
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/het-awkk-qyd
TÍTULO: DECOMPOSIÇÃO MORFO-ORTOGRÁFICA NO PROCESSAMENTO DE VERBOS: UM ESTUDO COM BRASILEIROS APRENDIZES DE INGLÊS COMO SEGUNDA LÍNGUA
PALAVRAS-CHAVES: processamento morfológico; decomposição morfo-ortográfica; verbos regulares e irregulares; bilinguismo; priming mascarado.
PÁGINAS: 80
RESUMO: O reconhecimento de palavras morfologicamente complexas tem sido tema de grande debate nos estudos psicolinguísticos, especialmente no que se refere às diferenças entre modelos que defendem o acesso lexical direto (Rumelhart; Mcclelland, 1986), modelos que postulam a decomposição morfológica obrigatória (Taft, 2004; Laudanna; Marantz, 2006) e modelos que incluem os dois mecanismos (Pinker; Ullman, 2002). No contexto da flexão verbal do passado em inglês, essa discussão se mostra pertinente ao apresentar um contraste nítido dentro de um mesmo domínio cognitivo: os verbos regulares (e.g., play/played), que seguem padrões previsíveis de formação, e os verbos irregulares (e.g., take/took), que não apresentam regras explícitas. Estudos de priming mascarado com falantes nativos de inglês mostraram que, em tempo curto de exposição, alvos são reconhecidos mesmo quando precedidos por primes morfologicamente relacionados (e.g., cleaner/clean; taught/teach), incluindo casos pseudo-morfológicos (e.g., corner/corn), enquanto pares apenas ortograficamente relacionados (e.g., brothel/broth; fill/fall) não produzem facilitação (Rastle; Davis; New, 2004; Crepaldi et al., 2010). No cenário bilíngue, o processo de reconhecimento se torna mais complexo, pois o aprendiz lida com dois léxicos que podem interagir ou competir durante o processamento (Freitas; Toassi, 2022). Diante disso, o presente estudo tem como objetivo investigar se brasileiros aprendizes de inglês como segunda língua apresentam evidências de decomposição morfo-ortográfica durante o processamento de verbos, verificando diferenças entre verbos regulares e irregulares em diferentes níveis de proficiência. Como metodologia, explorou-se o paradigma do experimento de decisão lexical visual com priming mascarado para o estudo dos estágios iniciais e automáticos do processamento lexical (Forster; Davis, 1984). Participaram da pesquisa 21 brasileiros aprendizes de inglês com diferentes níveis de proficiência conforme o Vocabulary Level Test, além de um grupo controle com três falantes nativos. Os estímulos foram verbos regulares e irregulares do inglês controlados em tamanho e frequência lexical. Quatro condições de priming foram manipuladas (identidade: play/PLAY, morfológica: played/PLAY, ortográfica: pray/PLAY e controle:clean/PLAY) e dois tempos de exposição do prime (50 ms e 100ms). Os resultados preliminares indicaram que os tempos de 50 ms e 100 ms apresentaram padrão semelhante, com efeito significativo apenas para proficiência. Em 100 ms, observou-se um possível custo ortográfico na condição Ortho, sugerindo maior competição lexical. Esses achados apoiam modelos decomposicionais de rota única, nos quais a decomposição morfo-ortográfica inicial é automática e estágios posteriores envolvem ativação do lema, com custos adicionais para formas irregulares (Rastle, Davis; New, 2004; Stockall; Marantz, 2006; Morris; Stockall, 2012). Os resultados contribuem para a compreensão do processamento morfológico em L2 e para o debate teórico sobre a arquitetura do léxico bilíngue.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - AMANDA POST DA SILVEIRA
Presidente(a) - 1067529 - GUSTAVO LOPEZ ESTIVALET
Interno(a) - 1572304 - JOSE FERRARI NETO
Externo(a) à Instituição - JULIANA NOVO GOMES
Interno(a) - 1681711 - ROSANA COSTA DE OLIVEIRA