PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO (CE - PPGE)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: JOANA KAROLINE DA SILVA ELIAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOANA KAROLINE DA SILVA ELIAS
DATA: 24/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do PPGE
TÍTULO: O DESAFIO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE COMBATE AO RACISMO DE PROFESSORAS NEGRAS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
PALAVRAS-CHAVES: professoras negras; práticas pedagógicas; Educação de Jovens e Adultos; educação antirracista.
PÁGINAS: 176
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Fundamentos da Educação
ESPECIALIDADE: Sociologia da Educação
RESUMO: Esta pesquisa tem como objeto as práticas pedagógicas antirracistas de professoras negras da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do município de João Pessoa, Paraíba. Na EJA, as disparidades sociais se tornam evidentes, tendo em vista que o grupo social atendido por essa modalidade de ensino é predominantemente preto e feminino. Os principais aspectos teóricos da pesquisa se baseiam nos conceitos de raça, racismo, EJA e interseccionalidade. Esses conceitos permitem compreender como a mulher negra se torna um grupo distinto na sociedade, considerando que elas nem são brancas nem são homens, são o outro do outro (Kilomba, 2012). Com base nesses pressupostos, a seguinte questão se apresenta: quais são os desafios didático-pedagógicos enfrentados por professoras negras que atuam na Educação de Jovens e Adultos no município de João Pessoa para combater o racismo no espaço escolar? Diante desses fatores, temos o objetivo geral de analisar os desafios pedagógicos enfrentados por professoras negras da EJA do município de João Pessoa, Paraíba, na construção de uma educação antirracista. E, como objetivos específicos, os seguintes: a) compreender como os preconceitos de raça refletem na prática educativa de professoras negras; b) identificar, nos discursos destas professoras, os desafios que elas enfrentam para desenvolver uma educação antirracista; c) reconhecer as possibilidades pedagógicas de enfrentamento aos estigmas sociais de racismo no contexto da sala de aula. Para alcançarmos os nossos objetivos, optamos por uma pesquisa de abordagem qualitativa. As informações foram coletadas por meio da pesquisa de campo, começando com a aplicação de um questionário estruturado para 50 professoras da EJA do município de João Pessoa, Paraíba, onde identificamos como elas se autodeclaram e de que modo se implementam práticas educativas antirracistas. Em segundo momento, com base nos dados do questionário, realizamos cinco entrevistas semiestruturadas junto às professoras que atenderam aos critérios de praticar uma educação antirracista, reconhecendo-se enquanto mulheres negras na sociedade. Posteriormente, analisamos os discursos com base na Análise Crítica do Discurso (ACD) preconizada por Fairclough (2016). Os resultados demonstraram que essas mulheres apresentam processos de resistência que espelham suas trajetórias pessoais e profissionais como mulheres negras na sociedade brasileira frente ao racismo estrutural, refletindo nas suas ações didático-pedagógicas em favor da desconstrução do racismo na Educação de Jovens e Adultos. Posto isso, concluímos que os preconceitos raciais e de gênero estão entrelaçados à prática educativa dessas professoras desde suas construções identitárias, que foram formadas por meio das interações familiares, escolares e sociais. Essas interações passaram pelos estágios de silenciamento e negação até alcançarem os estágios de expressão e autoafirmação do eu. Demonstrando como o racismo é sutilmente organizado, ele se manifesta em olhares, gestos e padrões estéticos de beleza nos quais a branquitude prevalece sobre a negritude.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 2459627 - EDUARDO JORGE LOPES DA SILVA
Interno(a) - 1238445 - DIEGO DOS SANTOS REIS
Externo(a) à Instituição - MARIA FERNANDA DOS SANTOS ALENCAR