PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO (CE - PPGE)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Notícias
Banca de DEFESA: DIOGENES OLIVEIRA PEREIRA
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DIOGENES OLIVEIRA PEREIRA
DATA: 27/02/2026
HORA: 13:30
LOCAL: meet.google.com/pqd-zcbn-mmm
TÍTULO: A CULTURA ESCOLAR DO SEMINÁRIO ARQUDIOCESANO DA PARAÍBA: UM TEMPLO DE CULTURA NA FORMAÇÃO DE INTELECTUAIS (1935-1959)
PALAVRAS-CHAVES: História das instituições educativas; intelectuais; educação católica; cultura escolar.
PÁGINAS: 328
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Fundamentos da Educação
ESPECIALIDADE: História da Educação
RESUMO: O Seminário da Paraíba, fundado em 1894, no processo de romanização da Igreja católica, como instituto de formação total de alinhamento tridentino, reconfigurou-se, no arcebispado de Dom Moisés Sizenando Coelho (1935-1959), como centro referencial educativo e cultural, adquirindo uma projeção simbólica na formação das elites paraibanas. Esta pesquisa se originou do problema central: como se constituiu a cultura escolar do Seminário Arquidiocesano da Paraíba de 1935 a 1959? Esta cultura perpassou um modelo educacional que formou intelectuais mediadores, que influenciaram a sociedade estadual, servindo à manutenção do conservadorismo ideológico. Nesse contexto, o Seminário foi representado pela imprensa paraibana como um Templo de cultura no Estado e se articulou a redes de sociabilidade cultural, retroalimentando a formação de líderes religiosos, culturais e, sobretudo, intelectuais. Destarte, o objetivo geral desta pesquisa foi investigar como o Seminário Arquidiocesano da Paraíba, de 1935 a 1959, configurou a sua cultura escolar, legitimando-se como espaço dominante de difusão cultural, entrelaçado às relações sociopolíticas na formação de religiosos e intelectuais, sendo alçado como um Templo de cultura na Paraíba. Os objetivos específicos destacaram: problematizar a atuação inicial do Seminário Arquidiocesano da Paraíba, como estratégia pastoral no contexto das relações Igreja-Estado; analisar a construção da representação do Seminário como um Templo de cultura na Paraíba, a partir de significados simbólicos e educacionais; investigar a configuração da cultura escolar do Seminário de 1935 a 1959, mediante o seu envolvimento com redes de sociabilidade cultural e intelectual; examinar os espaços de projeção e atuação intelectual dos egressos, como mediadores culturais. Teoricamente, este trabalho fundamentou-se em autores como Pierre Bourdieu (2004; 2007; 2012), Michel de Certeau (1982; 1994), Roger Chartier (1988; 1991), Michel Foucault (1979; 1987), Dominique Julia (2001) e Justino Magalhães (2004; 2007). Foram utilizadas como fontes de pesquisa documentos institucionais do Seminário, documentos pastorais e periódicos da imprensa local. A investigação de dados foi realizada na perspectiva da história cultural, com a análise do discurso e das representações, que verificou que a cultura escolar do Seminário da Paraíba, de 1935 a 1959, caracterizou-se como forte dispositivo de controle disciplinar e moral, com práticas rituais, ampla formação humanística e religiosa. Assim, forjou-se um capital simbólico que assentou um espaço estruturante para a vida intelectual do Estado. A instituição logrou uma representação distintiva de prestígio social, como polo privilegiado de formação religiosa e cultural, com um habitus próprio, que serviu à preparação de intelectuais e educadores católicos, articulados ao poder dominante, que geraram um impacto social na Paraíba, a partir da reprodução das elites conservadoras culturais, intelectuais e eclesiásticas no século XX.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 2583808 - FABIANA SENA DA SILVA
Interno(a) - 1330406 - MARIA ELIZETE GUIMARAES CARVALHO
Externo(a) ao Programa - 1076670 - VANDERLAN PAULO DE OLIVEIRA PEREIRA
Externo(a) à Instituição - LAURA MARIA SILVA ARAUJO ALVES
Externo(a) à Instituição - RAYLANE ANDREZA DIAS NAVARRO BARRETO