PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO (CE - PPGE)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Banca de DEFESA: ADRIANA BASTOS OLIVEIRA
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ADRIANA BASTOS OLIVEIRA
DATA: 31/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do PPGE/CE/UFPB
TÍTULO: FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E A PRÁXIS PEDAGÓGICA: INTERCONEXÕES CRÍTICAS E A EMERGÊNCIA DO INÉDITO VIÁVEL
PALAVRAS-CHAVES: Educação de jovens e adultos; formação continuada; práxis pedagógicas; inédito-viável.
PÁGINAS: 281
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Tópicos Específicos de Educação
ESPECIALIDADE: Educação de Adultos
RESUMO: Reconhecer a relevância de se discutir a formação continuada de professores como direito e instrumento de transformação da práxis pedagógica é uma das necessidades para o fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos, neste novo momento da história da Educação brasileira, marcado pela retomada de políticas públicas para essa modalidade de ensino e pelas contradições que atravessam o cotidiano do seu fazer pedagógico. Neste sentido, o objetivo deste estudo consiste em Analisar as contribuições da Formação Continuada na perspectiva da ação-reflexão-ação, frente aos desafios da práxis pedagógica dos/as professores da Educação de Jovens e Adultos da Rede Municipal de Ensino de João Pessoa, percorrendo para este fim três momentos: 1) Analisar o Curso de Formação Continuada de Professores/as da EJA (SEJA XXI) na perspectiva da ação-reflexão-ação; 2) Analisar criticamente o discurso dos/as professores/as acerca das interconexões entre a formação continuada e a práxis pedagógica docente na EJA; 3) Refletir criticamente sobre as contribuições da experiência formativa (SEJA XXI) para o desvelamento de inéditos viáveis com e para EJA em João Pessoa. Em termos metodológicos, caracterizada como pesquisa qualitativa, especificamente uma pesquisa-ação, desenvolvida por meio do Curso de Extensão de Formação de Educadores/as de Jovens e Adultos (SEJA XXI), do qual participaram 23 professores/as e 02 coordenadores/as da EJA/João Pessoa. Para a coleta de dados, foram utilizados a técnica de observação, diário de campo, questionário sócio-profissional (formulário google), entrevistas semiestruturadas, além de todo o material produzido durante o Curso de Formação. O estudo se guiou pela triangulação teórico-metodológica dos vieses da Pedagogia Crítica Freireana, da Pesquisa-ação e analiticamente pela Análise Crítica do Discurso (ACD), baseada em Norman Fairclough, considerando-se seu potencial para a discussão sobre a formação continuada de professores e a práxis pedagógica (docente), uma vez que essa epistemologia analisa as relações entre o discurso e demais elementos da prática social, com fins de transformação. Teoricamente, referenciamo-nos em Freire (1997; 2009); Elias (1994); Silva (2011); Thiollent (1986); Fairclough (2016); Brandão e Streck (2006); Santos (2002); Souza (2009); Batista Neto e Santiago (2006); Moreira e Silva (2013); Libâneo (2012); Morin (2001), Beltrão (2019); Brito (2022); Moura (2023); Oliveira (2025), dentre muitos outros. Ao final deste percurso, consolidamos a seguinte tese: a constituição de um espaço-tempo de formação continuada docente pautado na reflexão dialógica tensiona a práxis pedagógica mobilizando interconexões críticas capazes de gestar inéditos viáveis que respondam de forma emancipatória aos complexos dilemas socio, político e pedagógicos da Educação de Jovens e Adultos. A pesquisa revelou que a formação continuada no curso SEJA XXI, pautada na tríade ação-reflexão-ação, consolida-se como prática social capaz de tensionar criticamente a práxis docente ao assumir um caráter dialógico e decolonial, distanciando-se dos modelos transmissivos. A investigação aponta para interconexões que revelam uma relação heterogênea entre a formação e a práxis, sendo a práxis o critério de validação. Dessas tensões, emergem inéditos viáveis como o planejamento colaborativo, o conceito de currículo vivo, a valorização dos saberes locais e a ética da alteridade, sinalizando uma desacomodação crítica dos professores. O que, em última análise, ratifica a premissa de que garantir a constituição de espaços de formação continuada dialogicamente reflexivos politizam o campo da EJA ao fortalecer as identidades contra-hegemônicas docentes favorecendo às práticas emancipatórias (práxis) nas percebidas-destacadas fissuras do sistema.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 2459627 - EDUARDO JORGE LOPES DA SILVA
Interno(a) - 3016596 - MUNIQUE MASSARO
Externo(a) ao Programa - 3054964 - MARCOS ANGELUS MIRANDA DE ALCANTARA
Externo(a) à Instituição - MARIA FERNANDA DOS SANTOS ALENCAR
Externo(a) à Instituição - MARIA VICTORIA GONZÁLEZ PEÑA