PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO (CE - PPGE)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Banca de DEFESA: SHEYLENE TATHIANA LAGES DA SILVA
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SHEYLENE TATHIANA LAGES DA SILVA
DATA: 26/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Remoto, via RNP
TÍTULO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL MULTIRREFERENCIAL NO BAIXO ROGER: cultura, ativismo e subjetivação
PALAVRAS-CHAVES: Estudos Culturais da Educação, Educação Ambiental Multirreferencial; Etnografia Pós-Moderna; Biopoder.
PÁGINAS: 160
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Tópicos Específicos de Educação
ESPECIALIDADE: Educação em Periferias Urbanas
RESUMO: No centro do palco de uma performance social, onde o lixo compunha o cenário, as cenas se repetem. Personagens são posicionados/as em lugares historicamente marcados, definidos e planejados para a coadjuvância. A coreografia se ajusta para reafirmar o que está posto: um script de posições pré-fabricadas pelo biopoder. Ao focalizar esse movimento, este estudo evidenciou ações e reações educativas de moradores e moradoras do Baixo Roger, bairro de João Pessoa, Paraíba, que vão de encontro a estas imposições de poder. Situada no campo da Educação Ambiental, esta pesquisa dialogou com as concepções pós-críticas dos Estudos Culturais da Educação, tomando como objeto as representações da Educação Ambiental no Baixo Roger. A questão de pesquisa foi: de que maneira as práticas de resistência social se tornam visíveis no cotidiano do Baixo Roger e como elas podem ser compreendidas como formas situadas de Educação Ambiental? Aqui, problematizei as relações culturais, educacionais, políticas, econômicas e ambientais que podem alicerçar a consciência crítica necessária para a promoção da justiça social e ambiental. Contribuindo para a compreensão deste cenário, apresentei o conceito de Educação Ambiental Multirreferencial, trazendo sensibilidade na relação teoria e prática territorial comunitária. O objetivo geral foi analisar a constituição da Educação Ambiental, no Baixo Roger, como prática de reexistência e produção de subjetivações socioambientais. Metodologicamente, norteei esta pesquisa pela Etnografia Pós-Moderna, articulando observações, entrevista narrativa e levantamento de registros documentais. A problematização do material empírico ocorre à luz da Análise Cultural, orientada pelos diagramas de Paul du Gay et al. e Richard Johnson. No percurso analítico, utilizei cinco categorias de análise elencadas: Quando o ambiente se torna vida no território; Aprender vivendo: educações ambientais que não pedem licença; Subjetivar-se ambientalmente entre urgências e afetos; Cuidar sob governo: moralidades ambientais em circulação e Reexistir ambientalmente: invenções multirreferenciais. Este estudo alcançou resultados que demonstraram a relevância de movimentos de articulação social, constituídos da Educação Ambiental, para o fortalecimento de uma contracena. Na conclusão deste estudo, demonstrei que a Educação Ambiental se constitui no território como prática cultural, ativismo e processo de subjetivação, produzida em tramas multirreferenciais que articulam cultura, memória, espiritualidade, luta e modos de sobrevivência.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1501013 - MARLECIO MAKNAMARA DA SILVA CUNHA
Interno(a) - 1372844 - FRANCISCO JOSE PEGADO ABILIO
Interno(a) - 1067744 - OSMAR HELIO ALVES ARAUJO
Externo(a) ao Programa - 2175120 - JULIENE PAIVA DE ARAÚJO OSIAS
Externo(a) à Instituição - LUÍZA CRISTINA SILVA SILVA
Externo(a) à Instituição - JOSIAS SILVANO DE BARROS
Externo(a) à Instituição - HEBER MACEL TENÓRIO VASCONCELOS