PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO (CE - PPGE)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Notícias
Banca de DEFESA: GESSICA MAYARA DE OLIVEIRA SOUSA
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GESSICA MAYARA DE OLIVEIRA SOUSA
DATA: 10/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/nqa-qcbn-dkt
TÍTULO: REFORMA DO ENSINO MÉDIO NA PARAÍBA E A POLÍTICA DO DESABAFO DOCENTE: TRADUÇÃO CURRICULAR E CRIAÇÃO DOCENTE
PALAVRAS-CHAVES: Reforma do Ensino Médio. Currículo. Artistagem. Política do Desabafo Docente. Criação docente.
PÁGINAS: 193
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Currículo
ESPECIALIDADE: Currículos Específicos para Níveis e Tipos de Educação
RESUMO: Esta tese compreende que o campo micropolítico da escola, enquanto espaço de tradução curricular e criação docente, configura-se como um território de resistência e tensão frente a modelos de política educacional que buscam reduzir a multiplicidade das práticas pedagógicas à lógica da padronização e da eficácia econômica. No cenário da atual Reforma do Ensino Médio (Lei nº 13.415/2017, atualizada pela Lei nº 14.945/2024), a pesquisa analisa como o currículo oficial encontra as histórias e os gestos dos sujeitos que o traduzem. Em nossas analises nos debruçamos sobre os processos de tradução curricular e, sobre a política do desabafo docente, entendida como uma prática discursiva situada que torna visíveis dimensões silenciadas da reforma e agencia modos de existência frente às pressões normativas. Diante da carência de teses sobre a temática no contexto local, o objetivo geral consiste em analisar os processos de tradução curricular e as subjetividades produzidas pelos docentes no contexto de construção e vivência da Proposta Curricular do Ensino Médio da Paraíba. A fundamentação teórico-metodológica ancora-se na Teoria da Atuação de Stephen Ball e colaboradores (2021), no conceito de Tradução Curricular de Sandra Corazza (2016; 2019; 2021). Trata-se de um estudo qualitativo que articula análise documental e conversas como metodologia da pesquisa em educação (Ribeiro, Souza e Ramos, 2018) com oito docentes, compreendendo o/a docente como um sujeito vivo e inventor, e não um mero executor de protocolos da reforma. Os achados revelam que a reforma é atravessada por uma "razão indolente" (Süssekind, 2016) que produz inexistências ao ignorar o contexto material precário das escolas. Destaca-se o "terror da performatividade" (Ball, 2005) materializado em índices de gestão (IEG), que geram insegurança ontológica nos docentes. Contudo, a pesquisa identifica que a "política do desabafo", conceito inventado no caminho investigativo, faz funcionar uma enunciação política potente, agenciando práticas de artistagem e resistência nos interstícios da norma. Em nossas considerações finais, dessa forma, sustentamos que, apesar das pressões normalizadoras, a docência se reafirma como um ato de transcriação que insiste em produzir a escola como território de vida e invenção.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1004644 - FRANKLIN KAIC DUTRA PEREIRA
Interno(a) - 1456736 - RHOBERTA SANTANA DE ARAUJO
Interno(a) - 1685317 - SAIMONTON TINOCO DA SILVA
Interno(a) - 1034264 - MARCUS QUINTANILHA DA SILVA
Externo(a) ao Programa - 2026826 - ANGELA CRISTINA ALVES ALBINO
Externo(a) à Instituição - WANDERSON DIOGO ANDRADE DA SILVA (UECE)
Externo(a) à Instituição - MARIA LUIZA SÜSSEKIND (UNIRIO)
Externo(a) à Instituição - MARISTELA DE OLIVEIRA MOSCA (UFRN) - SUPLENTE EXTERNA