PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA (PPGA)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: WEVERSON BEZERRA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: WEVERSON BEZERRA SILVA
DATA: 27/02/2026
HORA: 13:00
LOCAL: Sala Multimídia
TÍTULO: “Se números frios não tocam a gente, espero que nomes consigam tocar”: Gestão da morte e produção de memória da Covid-19 a partir das enlutadas.
PALAVRAS-CHAVES: pandemia; covid-19; enlutadas; memória; antropologia da morte.
PÁGINAS: 512
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Antropologia
RESUMO: Do ponto de vista antropológico, a morte e o morrer são considerados fatos sociais totais que permitem compreender a sociedade em que vivemos e suas singularidades, de acordo com o contexto histórico em que o indivíduo está inserido e com suas relações culturais, pois esses eventos transcendem o âmbito individual e desempenham um papel fundamental na construção da identidade coletiva, nas crenças, nos valores, nos rituais e nas formas de lidar com o luto, refletindo assim a complexidade dos cenários da morte. Em meio a uma pandemia, na qual a doença e a morte individuais/coletivas se fundem em uma experiência coletiva e traumática, os desafios se multiplicam, chamando a atenção não apenas para os aspectos sanitários, mas também para as dimensões sociais, simbólicas, políticas e éticas desse fenômeno. Este trabalho de tese insere-se no campo da Antropologia da Morte, buscando compreender os processos ritualísticos de terminalidade e morte das vítimas da Covid-19 na pandemia, por meio das experiências de mulheres enlutadas que perderam seus entes nos anos de 2020 a 2021 no ambiente hospitalar, no momento das restrições nos ritos de passagem. As perdas em massa e as normas de biossegurança em um curto espaço de tempo durante a pandemia trazem uma reflexão sobre como o Estado está atuando nas realizações de protocolos no momento dos rituais de despedida, bem como sobre as práticas do Estado em relação aos corpos contaminados pela Covid-19.Tendo isso em mente, a relevância desse trabalho justifica-se em contribuir para a compreensão das transformações que vêm ocorrendo no campo ritual em torno da morte em tempos de Covid-19: como está acontecendo o tratamento do corpo morto contaminado pelo coronavírus (post-mortem) e quais são as implicações dessas modificações no processo ritualístico e suas ressignificações com o corpo morto. Essa análise antropológica destaca como as práticas funerárias foram afetadas e adaptadas durante a pandemia, considerando restrições sanitárias, tradições culturais afetadas e manejo das emoções. Além disso, ao examinar as políticas públicas que foram implementadas para lidar com os impactos da pandemia na esfera funerária e de luto, torna-se possível identificar como as autoridades governamentais condicionaram a maneira como as enlutadas lidaram com a passagem, bem como como essas intervenções regulamentares podem ter moldado a experiência de morte e o processo do luto no post-mortem. Dessa maneira, os resultados podem alcançar um entendimento sobre práticas voltadas para os corpos mortos na pandemia, bem como sobre políticas públicas que possam assegurar ações para as enlutadas, analisando as respostas que estão sendo criadas neste momento de desafio e crise sanitária
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - ANTONIO CARLOS MOTTA DE LIMA
Interno(a) - 1177988 - EDNALVA MACIEL NEVES
Externo(a) à Instituição - FLÁVIA MEDEIROS SANTOS
Interno(a) - 2638276 - LUZIANA MARQUES DA FONSECA SILVA
Presidente(a) - 1487317 - MONICA LOURDES FRANCH GUTIERREZ
Externo(a) à Instituição - ULIANA GOMES DA SILVA