PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA (PPGA)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Notícias
Banca de DEFESA: VITÓRIA TAVARES DE AMARAL SOUSA
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VITÓRIA TAVARES DE AMARAL SOUSA
DATA: 28/08/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Remota por plataforma de videoconferência Google Meet
TÍTULO: Corpos que rezam, corpos que ocupam: Racismo religioso, narrativas e políticas de
enfrentamento no Cariri Cearense
PALAVRAS-CHAVES: Antropologia; Racismo Religioso; Matrizes Africanas; Políticas Públicas; Cariri Cearense.
PÁGINAS: 150
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Antropologia
RESUMO: Esta pesquisa investiga as intersecções entre o racismo religioso, as religiões de
matrizes africanas e as políticas públicas no Cariri Cearense, tomando como locus
empírico as cidades do Crato e de Juazeiro do Norte. O estudo objetiva analisar como os
povos de terreiro significam suas trajetórias e formulam estratégias de resistência diante
das violências estruturais e simbólicas direcionadas às suas práticas, em uma região
marcada pela hegemonia do catolicismo popular e das romarias. Sob uma perspectiva
antropológica e antirracista, o aporte teórico-metodológico ancora-se na etnografia e na
história oral sob a ótica de Alessandro Portelli , dialogando com autores como
Sidnei Nogueira, Vagner Gonçalves da Silva, Sueli Carneiro, Reginaldo Prandi, James
Clifford e Fredrik Barth. A dissertação estrutura-se em três capítulos complementares: o
primeiro, de caráter conceitual, dedica-se à análise do racismo religioso e das disputas
simbólicas e jurídicas que envolvem a categoria; o segundo realiza uma
contextualização sociohistórica das religiões de matrizes africanas no Cariri, articulando
dados sobre a atuação do movimento negro e o mapeamento das casas afro-brasileiras
no território; o terceiro e último capítulo, de cunho situacional e etnográfico, analisa
casos concretos de racismo religioso, as políticas de enfrentamento em curso e as
formas de mobilização coletiva, com destaque para a Marcha pela Liberdade Religiosa
realizada em Juazeiro do Norte. Os resultados apontam que, se por um lado o racismo
religioso opera de forma multidimensional na região, por outro, a articulação
comunitária e as ações de rua revelam estratégias cruciais para a garantia dos direitos
humanos, a visibilidade política e a reafirmação do protagonismo dos povos de terreiro
na descolonização do saber e do território caririense.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1719755 - ESTEVAO MARTINS PALITOT
Interno(a) - 3213897 - MARIA PATRICIA LOPES GOLDFARB
Externo(a) à Instituição - THIAGO DE ABREU E LIMA FLORÊNCIO