CCS - PROGRAMA ASSOCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA (PAPGEF)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: ARTHUR MAROJA DI PACE FRANÇA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ARTHUR MAROJA DI PACE FRANÇA
DATA: 09/04/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Defesa do Prédio de Pós-graduação em Educação Física no Centro de Ciências da Saúde- CCS
TÍTULO: ADAPTAÇÕES NOS TECIDOS ADIPOSO, MUSCULAR E NA FORÇA DE RESISTÊNCIA SOB DIFERENTES MÉTODOS DE TREINAMENTO DE MUSCULAÇÃO COM ISQUEMIA PRECONDICIONANTE (IPC) EM INDIVÍDUOS ADULTOS
PALAVRAS-CHAVES: Palavras-chave: Educação Física, Restrição de fluxo sanguíneo, Pulso auscultatório, Métodos de Treinamento, Isquemia precondicionante, Força de resistência.
PÁGINAS: 65
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Educação Física
RESUMO: RESUMO Introdução: as adaptações nos tecidos adiposo, muscular e na força de resistência, podem ocorrer sob estímulos físicos, especialmente com métodos de treinamento de musculação. Entretanto, as cargas elevadas são mais comuns, porém excluem pessoas que não se adequam a essa condição. A isquemia precondicionante (ipc) surge como alternativa, sendo relacionada com a melhora da força e resistência muscular, demostrando um aumento nos níveis de força. Apesar de ainda haver lacunas de conhecimento sobre seu impacto a longo prazo. Assim, a questão problema desse estudo é: será que diversificados métodos de treinamento de musculação associado à restrição de fluxo sanguíneo provocam adaptações nos tecidos adiposo, muscular e na força de resistência? A hipótese experimental é que o treinamento de RFS com IPC nos métodos Ondulatório e Drop-set, provocam adaptações dos tecidos adiposo, muscular e na força de resistência. Objetivo: analisar as adaptações da isquemia precondicionante (IPC) nos tecidos adiposo, muscular e na força de resistência sob diferentes métodos de musculação. Materiais e Métodos: pesquisa descritiva, longitudinal, quantitativa, comparativa, do tipo quase-experimental, randomizada, com critério de Inclusão: Indivíduos que praticam musculação regularmente, sem limitações físicas ou problemas musculoesqueléticos, e com índice tornozelo-braquial entre 0,9 e 1,3. Selecionados aleatoriamente, submetidos a dois métodos de musculação: Drop-set e Ondulatório, no período de oito semanas. Os grupos designados: Grupo 1: IPC método Drop-set a 220mmHg; Grupo 2: IPC método ondulatório a 220mmHg; Grupo 3: sem IPC método Drop-set, Grupo 4: sem IPC método ondulatório e grupo 5: controle. Foram realizadas medidas antropométricas, considerando as sessões transversas do músculo nos segmentos apendiculares superiores, sob protocolos padrões, testes de força muscular em equipamentos padrão OURO (Ultrassom). As coletas incluíram: aferição da pressão arterial sistólica, pressão arterial diastólica, pressão de restrição de fluxo arterial, índice de tornozelo braquial; teste de 1RM; teste de Rep máx com IPC, no qual os voluntários foram submetidos a três ciclos de cinco minutos de restrição de fluxo sanguíneo por cinco minutos de reperfusão, a 220mmHg em cada braço para que em seguida pudesse realizar o teste de Rep máx no exercício. A análise estatística utilizou valores de média, desvio padrão pelo software estatístico JAMOVI versão 2.2.5. Serão testados quanto a normalidade (Shapiro-Wilk), homogeneidade (Levene) e esfericidade (Mauchi). Para análise de possíveis diferenças nas variáveis dependentes intra e intergrupos ANOVA a um fator no teste de Kruskal-Wallis. O tamanho do efeito será verificado através do D de Cohen. O nível de significância adotado será de p≤0,05, distribuídos em gráficos e tabelas. Resultados: A análise estatística, no teste de Wilcoxon (tabela 1) para amostras emparelhadas indicou reduções antropométricas e aumento da espessura muscular na variável de ultrassom. Foram observadas diferenças em US_BD (p< 0,001), US_BE (p<0,001), força dos membros superiores direito e esquerdo (p=0,017 e p=0,010, respectivamente), 1RM Bíceps (p<0,001), o percentual de gordura (p<0,001) e a dobra cutânea do bíceps (p=o,010). Essas analises mostram que as adaptações foram positivas em parâmetro de força, composição corporal e espessura muscular. Por outro lado, o teste de Kruskal-Wallis não identificou diferenças significativas entre os grupos para a maioria das variáveis estudadas, com valores de p>0,05 em todas as comparações (ex.: US_BD_medida1_cm, x²=2,91; p=0,574, US_BE_medida2_cm, x²=8,36; p=0,079; BIC_1RM2, x²6,90; p=0,141). Isso indica que, embora haja mudanças significativas dentro dos sujeitos, não foram observadas diferenças estatisticamente relevantes entre os grupos experimentais como mostra a tabela. Por outro lado, o teste de Kruskal-Wallis não identificou diferenças significativas entre os grupos para a maioria das variáveis estudadas, com valores de p>0,05 em todas as comparações (ex.: US_BD_medida1_cm, x²=2,91; p=0,574, US_BE_medida2_cm, x²=8,36; p=0,079; BIC_1RM2, x²6,90; p=0,141). Isso indica que, embora haja mudanças significativas dentro dos sujeitos, não foram observadas diferenças estatisticamente relevantes entre os grupos experimentais como mostra a tabela. Embora a IPC sendo realizada em 220mmHg, demonstrou uma tendência positiva, nenhum resultado estatisticamente significativo foi encontrado, fazendo que a hipótese nula do estudo fosse aceita, que diversificados métodos de treinamento de musculação associados à restrição de fluxo sanguíneo não provocam adaptações nos níveis dos tecidos adiposo e muscular. Conclusão: O presente estudo, de acordo com os objetivos e amostra, permitiu concluir que a isquemia precondicionante (IPC) ou sem ela, utilizando os métodos Drop-set e ondulatório foi possível verificar adaptações nos tecidos adiposo e muscular, bem como na força de resistência, após oito semanas de treinamento resistido. Os grupos apresentaram adaptações positivas ao longo das oito semanas, evidenciadas pelo aumento da espessura muscular, melhora da força e redução do percentual de gordura. Por outro lado, não foram observadas alterações significativas entre os grupos experimentais, indicando que a IPC, quando aplicada a 220 mmHg, não proporcionou benefícios adicionais às adaptações musculares e adiposas em comparação aos métodos sem IPC.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - CARLOS RENATO PAZ
Presidente(a) - 272.317.984-20 - MARIA DO SOCORRO CIRILO DE SOUSA - URCA
Externo(a) à Instituição - PATRICK ALAN DE SOUZA PFEIFFER