CCS - PROGRAMA ASSOCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA (PAPGEF)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: ISABELLE ADJANINE BORGES DE LIMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ISABELLE ADJANINE BORGES DE LIMA
DATA: 26/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Defesa do Prédio de Pós-graduação em Educação Física no Centro de Ciências da Saúde- CCS
TÍTULO: EFEITO DA DURAÇÃO DE UM PROGRAMA DE EXERCÍCIO FÍSICO NO REMODELAMENTO CARDÍACO E PRESSÃO ARTERIAL DE IDOSOS COM HIPERTENSÃO ARTERIAL
PALAVRAS-CHAVES: Palavras-chave: Treinamento físico, remodelamento do coração, hipertensão arterial.
PÁGINAS: 63
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Educação Física
RESUMO: RESUMO Introdução: O envelhecimento associado a níveis elevados ou a oscilações da pressão arterial (PA) ao longo do dia pode aumentar o estresse na parede do ventrículo esquerdo (VE), favorecendo o desenvolvimento de hipertrofia ventricular. Essa hipertrofia é resultado de um conjunto de alterações moleculares, celulares e intersticiais cardíacas, que se manifestam clinicamente, alterando o tamanho, a massa, a geometria e a função do coração em resposta a uma sobrecarga hemodinâmica, caracterizada como remodelamento cardíaco. O treinamento físico surge como uma estratégia terapêutica para gerenciar a PA, e pode propiciar ajustes na estrutura cardíaca. As adaptações sistêmicas instigadas pelo exercício físico dependem da frequência, intensidade, tempo (duração) e tipo. Dos estudos que avaliaram o impacto do treinamento físico na estrutura e função cardíaca de hipertensos, as pessoas foram submetidas à duração de intervenção entre 8 a 64 semanas, mas nenhum comparou o efeito da duração do treinamento físico em um mesmo estudo, sendo relevante entender como esse componente da prescrição promoverá as adaptações na câmara ventricular do coração de pessoas idosas com hipertensão arterial. Objetivos: Avaliar o impacto da duração do treinamento multimodal sobre o remodelamento cardíaco e pressão arterial de idosos com hipertensão arterial. Métodos: Ensaio clínico randomizado e controlado que incluiu idosos com hipertensão arterial. Os idosos foram alocados para o grupo de treinamento multimodal com protocolo de 24 semanas e grupo controle (GC, sem treinamento físico). O protocolo de treinamento foi supervisionado com três sessões semanais e intensidade moderada. A sessão de treinamento compreendeu um aquecimento com alongamentos dinâmicos, a parte principal com exercícios para desenvolver a capacidade físicas (aeróbia, força muscular, agilidade, velocidade e potência), e a volta a calma com alongamentos passivos ou caminhada de baixa intensidade. Previamente e após o término do protocolo experimental foram realizadas avaliações ecocardiográficas, medidas da pressão arterial, antropometria e da composição corporal. Os dados são apresentados como média e desvio padrão, valores absolutos e porcentagens, diferenças médias (DM: pós-intervenção menos pré-intervenção) e intervalos de confiança de 95%. Variáveis contínuas foram comparadas entre grupos usando o teste t para amostras independentes ou o teste Mann–Whitney U, e variáveis categóricas foram comparadas usando o teste Qui-quadrado. Os efeitos da intervenção sobre a pressão arterial e os parâmetros do VE foram avaliados usando modelos lineares de efeitos mistos, com os efeitos fixos do grupo, tempo e interação grupo*tempo avaliados por ANOVA derivada do modelo. Resultados: Os resultados revelaram que, após seis meses de intervenção, o grupo que praticou exercícios apresentou melhorias significativas em vários parâmetros cardiovasculares em comparação com o grupo controle. Na análise da DM, foram observadas reduções significativas na massa ventricular esquerda (p=0,002), espessura da parede posterior (p=0,004), índice de massa ventricular esquerda (p=0,008), espessura relativa da parede (p = 0,036) e pressão arterial sistólica (PAS; p=0,000). Na avaliação aos três meses, uma diferença significativa entre os grupos foi observada apenas para a PAS (p=0,001). Nenhuma mudança significativa foi observada no grupo controle durante o período de acompanhamento. Conclusão: Estes achados sugerem que o treinamento multimodal é uma estratégia não farmacológica eficaz para controlar a hipertensão em idosos. As adaptações parecem seguir um curso temporal distinto, no qual as reduções na pressão arterial precedem a remodelação cardíaca estrutural. Esses achados ressaltam a importância da adesão a longo prazo a programas de exercícios para obter benefícios cardiovasculares abrangentes, incluindo melhorias cardíacas funcionais e morfológicas.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - ADRIANA SARMENTO DE OLIVEIRA CRUZ
Externo(a) à Instituição - MARIA DAS NEVES DANTAS DA SILVEIRA BARROS
Presidente(a) - 1228470 - MARIA DO SOCORRO BRASILEIRO SANTOS