CCS - PROGRAMA ASSOCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA (PAPGEF)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Notícias
Banca de DEFESA: ANTONIO FILIPE PEREIRA CAETANO
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANTONIO FILIPE PEREIRA CAETANO
DATA: 17/04/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Defesa do Prédio de Pós-graduação em Educação Física no Centro de Ciências da Saúde- CCS
TÍTULO: EFEITOS DO TREINAMENTO DE FORÇA MUSCULAR COM RESTRIÇÃO DE FLUXO SANGUÍNEO NA FUNÇÃO GLOMERULAR, CAPACIDADE FUNCIONAL E PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM PESSOAS COM DOENÇA RENAL CRÔNICA.
PALAVRAS-CHAVES: Palavras-chave: insuficiência renal, treinamento de força muscular, função glomerular,
capacidade funcional, humor, qualidade de vida, ensaio clínico randomizado
PÁGINAS: 244
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Educação Física
RESUMO: RESUMO
Introdução: A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição progressiva e irreversível
que afeta a função glomerular, capacidade funcional e qualidade de vida. O exercício
físico, especialmente o treinamento de força com restrição de fluxo sanguíneo (RFS), tem
sido investigado como uma estratégia adjuvante para melhorar esses aspectos em
pacientes com DRC. Objetivo: O objetivo geral foi analisar os efeitos do treinamento de
força muscular com RFS na função glomerular, capacidade funcional e qualidade de vida
de pacientes com DRC-3. Os objetivos específicos incluíram revisar sistematicamente a
literatura, desenvolver um protocolo de treinamento específico e comparar os resultados
da função glomerular, capacidade funcional e percepção de qualidade de vida intra e
intergrupos após 12 semanas de intervenção. Metodologia: Realizou-se um ensaio
clínico randomizado com 40 participantes, divididos em quatro grupos: controle (G1),
treinamento de força muscular de baixa carga (G2), alta carga (G3) e baixa carga com
RFS (G4). Foram avaliados marcadores bioquímicos (creatinina sérica, Cistatina-C,
microalbuminúria), capacidade funcional (testes de força, flexibilidade, equilíbrio e
condicionamento cardiorrespiratório) e percepção de qualidade de vida (SF-36) e nível
de Humor (POMS) antes e após 12 semanas de intervenção. O protocolo de treinamento
consistiu em três sessões semanais, ao longo de 12 semanas, com duração de 40 minutos,
com exercícios multiarticulares e monoarticulares. Resultados: Os resultados indicaram
que o grupo RFS (G4) apresentou manutenção significativa da taxa de filtração
glomerular (TFG) e melhora na capacidade funcional, especialmente em força muscular
e flexibilidade. Além disso, houve benefícios na percepção de qualidade de vida, com
destaque para as dimensões de saúde mental e relações sociais. Comparativamente, os
grupos G2 e G3 também mostraram melhoras, porém menos consistentes. Não foram
observadas diferenças significativas nos marcadores bioquímicos entre os grupos,
sugerindo que o treinamento com RFS pode auxiliar na estabilização da função renal sem
agravá-la. Conclusão: O treinamento de força com RFS mostrou-se seguro e eficaz para
pacientes com DRC-3, promovendo melhoras na capacidade funcional e qualidade de
vida, além de não causar maiores prejuízos na função glomerular. Esses resultados
destacam a importância da inclusão do exercício físico no tratamento conservador da
DRC, oferecendo uma alternativa viável para pacientes com limitações clínicas. Estudos
futuros devem explorar os efeitos em longo prazo e agudos e em diferentes estágios da
doença.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - ANTONIO ANDRÉ JARSEN PEREIRA
Externo(a) à Instituição - HUMBERTO LAMEIRA MIRANDA
Interno(a) - 334.405.814-20 - MANOEL DA CUNHA COSTA - UPE
Interno(a) - 1228470 - MARIA DO SOCORRO BRASILEIRO SANTOS
Presidente(a) - 272.317.984-20 - MARIA DO SOCORRO CIRILO DE SOUSA - URCA