CCS - PROGRAMA ASSOCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA (PAPGEF)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Notícias
Banca de DEFESA: WILLIAM ALCANTARA ALVES
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: WILLIAM ALCANTARA ALVES
DATA: 17/04/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Defesa do Prédio de Pós-graduação em Educação Física no Centro de Ciências da Saúde- CCS
TÍTULO: Efeito da desidratação na fadiga mental, estado de humor e tomada de decisão em jovens atletas de voleibol de praia
PALAVRAS-CHAVES: Palavras chaves: hidratação, cansaço Cognitivo, voleibol
PÁGINAS: 47
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Educação Física
RESUMO: RESUMO
A hidratação adequada é fundamental para a manutenção do desempenho físico e cognitivo
em modalidades esportivas realizadas em ambientes quentes, como o voleibol de praia. Nesse
contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar o efeito agudo da desidratação na
fadiga mental, no estado de humor e na tomada de decisão de jovens atletas durante jogos
consecutivos de voleibol de praia. MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa
quantitativa, quase experimental, com delineamento cruzado (crossover) e aleatorizado. A
amostra foi composta por 24 atletas masculinos de voleibol de praia, com idades entre 15 e 19
anos (16,75 ± 0,77 anos; 71,45 ± 9,04 kg; 179,6 ± 0,05 cm; 22,08 ± 2,33 kg/m² e 11,65 ±
3,62%G), recrutados em centros de treinamento da cidade de João Pessoa-PB. Os
participantes foram submetidos a três condições experimentais de hidratação induzidas:
desidratado, euhidratado e ad libitum. Em cada condição foram realizados dois jogos
consecutivos em formato side-out, com duração de 30 minutos cada. Foram avaliadas a
frequência cardíaca, a percepção subjetiva de esforço, a fadiga mental, o estado de humor e a
tomada de decisão. Inicialmente, a normalidade foi verificada pelo teste de ShapiroWilk.
Para as análises inferenciais foram utilizados ANOVA de medidas repetidas e testes não
paramétricos de Wilcoxon e Friedman, com post hoc de Bonferroni, adotando-se p < 0,05. Os
resultados indicaram diferenças significativas (p= < 0,001) na percepção subjetiva de esforço
entre as condições de hidratação, com valores mais elevados na condição desidratada e
aumento do esforço percebido no segundo jogo. A frequência cardíaca não apresentou
diferenças significativas (p = 0,435) entre as condições. Observou-se aumento significativo (p
< 0,05) da fadiga mental ao final dos jogos em todas as condições, sem diferenças entre os
estados de hidratação (J1 p=0,607 e J2 p=0,150). Em relação ao estado de humor,
verificaram-se alterações significativas (J1 p=0,045 e J2 p=0,008) no Distúrbio Total de
Humor, especialmente nas dimensões de fadiga e tensão na condição desidratada. Quanto à
tomada de decisão, não foram observadas diferenças significativas (K1 p=0,840 e K2
p=0,538) entre as condições de hidratação. CONCLUSÃO: A desidratação afetou a percepção
subjetiva de esforço, especialmente no segundo jogo, a fadiga mental, ao final dos jogos e o
estado de humor, entretanto não alterou a tomada de decisão de jovens atletas durante jogos
consecutivos de voleibol de praia.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - DALTON ROBERTO ALVES ARAÚJO DE LIMA JÚNIOR
Externo(a) à Instituição - JULIO CESAR GOMES DA SILVA
Presidente(a) - 272.317.984-20 - MARIA DO SOCORRO CIRILO DE SOUSA - URCA