CCS - PROGRAMA ASSOCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA (PAPGEF)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: JANYELITON ALENCAR DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JANYELITON ALENCAR DE OLIVEIRA
DATA: 16/04/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Sala de Defesa do Prédio de Pós-graduação em Educação Física no Centro de Ciências da Saúde- CCS
TÍTULO: ANÁLISE DO PULSO DE INSONAÇÃO NO TREINAMENTO COM RESTRIÇÃO DE FLUXO SANGUINEO: RELAÇÕES E AJUSTES ENTRE IDADE, SEXO, NÍVEL DE CONDICIONAMENTO FÍSICO, FRAÇÕES DE RESTRIÇÃO E QUALIDADE DO TECIDO MUSCULAR
PALAVRAS-CHAVES: Palavras-chave: Treinamento com restrição de fluxo sanguíneo, pressão sanguínea, adaptação fisiológica, composição corporal, treinamento de força.
PÁGINAS: 165
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Educação Física
RESUMO: RESUMO A técnica de Restrição de Fluxo Sanguíneo (RFS), corresponde a aplicação de uma pressão externa restritiva que atenua o fluxo arterial distal e provoca a estase venosa, criando um ambiente hipóxico propício à hipertrofia. Associada à baixas cargas mecânicas, essa estratégia tem se mostrado uma alternativa viável e eficaz para indivíduos intolerantes ao treinamento de força tradicional ou que buscam otimizar ganhos com menor sobrecarga articular. Para o sucesso dessa intervenção, contudo, se faz necessários ajustes na pressão de insonação (PIN), a qual pode ser influenciada por variáveis, a saber: idade, sexo, nível de condicionamento, espessura e qualidade do tecido muscular. Assim, o objetivo desse estudo é analisar o pulso de insonação e as relações com o nível de condicionamento físico, faixa etária, sexo, frações de restrição, qualidade do tecido muscular e desempenho neuromuscular associado à restrição de fluxo sanguíneo. Materiais e métodos: trata-se um estudo quantitativo, longitudinal, comparativa, do tipo experimental, randomizado, com uma amostra de n=46 participantes, de ambos os sexos, com idades entre 18 e 30 anos (21,22±2,55 anos) e diferentes níveis de condicionamento físico. O protocolo de treinamento estendeu-se por 8 semanas, 24 sessões no total, com frequência de 3 vezes por semana, consistindo em exercícios de agachamento e flexão de cotovelos. A carga mecânica foi fixada em 30% de uma repetição máxima (1RM), determinada individualmente, com um volume de 4 séries de 15 repetições e intervalos de 30 segundos. Os participantes foram divididos em seis grupos treinados + RFS60% da PIN (TRFS60%), treinados + RFS40% da PIN (TRFS40%), treinados força com baixa carga (TFBC), destreinados + RFS60% da PIN (DRFS60%), Destreinados + RFS40% da PIN (DRFS40%) e destreinados força com baixa carga (DFBC). Os dados foram processados no SPSS 25.0, utilizando testes de normalidade (Shapiro-Wilk), homogeneidade (Levene) e reprodutibilidade (ICC). Aplicou-se a ANOVA de medidas repetidas com post-hoc de Bonferroni para comparar as variáveis de força e morfologia entre os grupos e períodos. A magnitude das alterações foi mensurada pelo tamanho do efeito (d de Cohen) e pela variação percentual (∆) em todas as análises. O nível de significância adotado foi de p≤ 0,05. Essa estrutura permitiu avaliar de forma robusta as adaptações funcionais e morfológicas resultantes do protocolo de treinamento. Os resultados indicaram uma dissociação entre as adaptações funcionais e morfológicas. No agachamento (1RM_AG), os grupos BFR60% e BFR40% apresentaram aumentos significativos em comparação com a linha de base nas avaliações intermediária e final. Para os membros superiores, apenas o grupo DRFS60% demonstrou um ganho de força significativo (∆=5,33; p=0,004). Em termos de composição corporal, o treinamento de resistência com 60% de restrição de fluxo sanguíneo (RTF) resultou em uma redução da massa gorda (Δ=-3,16; p=0,008) e um aumento da massa muscular total (Δ=3,49; p=0,002), no bíceps braquial, o grupo TBFR40% apresentou ganhos hipertróficos superiores (∆=0,60; p=0,001) em comparação ao TBFR60% (∆=0,28; p=0,025). A redução crônica da resistência vascular periférica (RVP) em todos os grupos submetidos à RFS sugere adaptações vasculares. Correlações positivas entre a espessura muscular e os níveis de RVP confirmam que a massa muscular está relacionada com a pressão de insonação, sugerindo ao longo do tempo uma melhora na complacência vascular. Os dados sugerem que, na população de jovens adultos treinados e destreinados, a RFS. Para o aumento de força máxima em indivíduos treinados, a pressão de 60% da PIN mostra-se mais efetiva. Já a carga pressórica de 40% revela-se uma estratégia eficiente para promover hipertrofia e reduzir a resistência vascular periférica em não treinados. Conclusão: a prescrição da RFS deve ser dinâmica e individualizada, ajustando-se periodicamente conforme as adaptações musculares e vasculares que ocorrem durante o programa de treinamento. O pulso de insonação é alterado de acordo com o grau de condicionamento físico, faixa etária, sexo, frações de restrição e qualidade do tecido muscular, sem intervir no desempenho neuromuscular, para indivíduos treinados, 60% da fração de RFS apresentou maiores alterações na composição corporal e força. Em contrapartida indivíduos destreinados apresentaram semelhanças independente da fração de restrição aplicada, indicando que a carga pressórica de 40% apresentou segurança e eficácia na utilização. Sugere-se que a categorização do nível condicionamento físico, para a prescrição individualizada da RFS.
MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 1736864 - GILMARIO RICARTE BATISTA
Interno(a) - 337318 - HELEODORIO HONORATO DOS SANTOS
Externo(a) à Instituição - HUMBERTO LAMEIRA MIRANDA
Presidente(a) - 272.317.984-20 - MARIA DO SOCORRO CIRILO DE SOUSA - URCA
Externo(a) à Instituição - PEDRO PINHEIRO PAES NETO