CCS - PROGRAMA ASSOCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA (PAPGEF)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Telefone/Ramal
Não informado

Notícias


Banca de QUALIFICAÇÃO: EWERTON RIBEIRO DE QUEIROZ FILHO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: EWERTON RIBEIRO DE QUEIROZ FILHO
DATA: 21/10/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Defesa do Prédio de Pós-graduação em Educação Física no Centro de Ciências da Saúde- CCS
TÍTULO: TREINAMENTO RESISTIDO EM IDOSOS COM HIPERTENSÃO ARTERIAL: EFEITO MEDIADOR DO ESTRESSE OXIDATIVO NA MODULAÇÃO AUTONÔMICA CARDÍACA.
PALAVRAS-CHAVES: Palavras-chave: Envelhecimento; Hipertensão arterial; Modulação Autonômica Cardíaca; Estresse Oxidativo; Treinamento Resistido.
PÁGINAS: 56
RESUMO: RESUMO O envelhecimento populacional tem aumentado o número de idosos expostos às doenças crônicas, entre as quais a hipertensão arterial se destaca pela elevada prevalência e pela associação com maior risco cardiovascular. Nessa população, alterações decorrentes do envelhecimento e da própria hipertensão favorecem a disfunção autonômica cardíaca, caracterizada principalmente pela redução da modulação parassimpática, além do aumento do estresse oxidativo. Evidências experimentais sugerem que o estresse oxidativo pode contribuir para alterações no controle autonômico cardiovascular, indicando uma possível interação entre esses mecanismos. Nesse contexto, o treinamento resistido apresenta especial relevância para idosos por promover benefícios cardiovasculares, aumentar a força muscular, preservar a massa magra e contribuir para a manutenção da capacidade funcional. Estudos prévios indicam que essa modalidade pode melhorar a variabilidade da frequência cardíaca e reduzir marcadores de dano oxidativo. Entretanto, permanece incerto se essa redução participa do mecanismo responsável pelas adaptações autonômicas. Diante dessa lacuna, o presente estudo tem como objetivo avaliar os efeitos do treinamento resistido sobre a modulação autonômica cardíaca e investigar se alterações no estresse oxidativo medeiam esses efeitos em idosos com hipertensão arterial. Será conduzido um ensaio clínico controlado e randomizado com homens e mulheres com 60 anos ou mais, alocados em grupo treinamento resistido ou grupo controle. A intervenção terá duração de 10 semanas, com três sessões semanais e progressão das cargas baseada no teste de uma repetição máxima. Os desfechos primários serão os índices da variabilidade da frequência cardíaca. O estresse oxidativo será avaliado como variável mediadora do efeito do treinamento resistido. Como desfechos secundários a capacidade antioxidante total e a resposta simpatoexcitatória ao teste de preensão manual.Os efeitos da intervenção serão analisados por modelos de medidas repetidas, considerando a interação grupo × tempo. Adicionalmente, será realizada análise de mediação para estimar o efeito indireto do treinamento resistido sobre os índices da variabilidade da frequência cardíaca por meio das alterações nos níveis de estresse oxidativo. Espera-se que os resultados contribuam para a compreensão dos mecanismos fisiológicos envolvidos nas adaptações cardiovasculares promovidas pelo treinamento resistido em idosos hipertensos, fornecendo subsídios para o aprimoramento de estratégias não farmacológicas voltadas à prevenção e ao controle das complicações cardiovasculares nessa população.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1199261 - AMILTON DA CRUZ SANTOS
Interno(a) - 1755748 - YTALO MOTA SOARES
Externo(a) à Instituição - PHELIPE WILDE DE ALCÂNTARA VARELA