CCS - PROGRAMA ASSOCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA (PAPGEF)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: WANESSA KELLY VIEIRA DE VASCONCELOS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: WANESSA KELLY VIEIRA DE VASCONCELOS
DATA: 26/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: forma online: https://meet.google.com/nod-fikv-usz
TÍTULO: INFLUÊNCIA DO EXERCÍCIO AERÓBIO COM E SEM RESTRIÇÃO DE FLUXO SANGUÍNEO E DO POLIMORFISMO DO GENE NOS3 NAS RESPOSTAS HEMODINÂMICAS E CARDIOVASCULARES PÓS-EXERCÍCIO EM MULHERES HIPERTENSAS: UM ESTUDO CROSSOVER
PALAVRAS-CHAVES: Palavras-chave: Hipertensão Arterial; Exercício Físico; Oclusão Vascular; Hipotensão Pós-Exercício; Óxido Nítrico.
PÁGINAS: 119
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Educação Física
RESUMO: RESUMO Introdução: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) constitui um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e representa um relevante problema de saúde pública. Nesse contexto, o exercício físico é amplamente reconhecido como estratégia eficaz no tratamento não farmacológico, sendo o exercício aeróbio (EA) uma das modalidades mais investigadas na literatura científica. Entre as respostas agudas ao exercício destaca-se a hipotensão pós-exercício (HPE), caracterizada pela redução transitória da pressão arterial (PA) após uma única sessão de exercício, fenômeno que pode contribuir para adaptações cardiovasculares associadas ao treinamento físico. Nos últimos anos, o exercício associado à restrição de fluxo sanguíneo (RFS) tem sido investigado como estratégia capaz de promover estímulos fisiológicos relevantes mesmo em intensidades reduzidas de exercício. Entretanto, os efeitos hemodinâmicos do EA com RFS ainda apresentam resultados heterogêneos, especialmente em populações clínicas, como indivíduos hipertensos. Além disso, fatores genéticos, como os polimorfismos no gene da óxido nítrico sintase endotelial (NOS3), têm sido investigados como possíveis moduladores das respostas cardiovasculares ao exercício. Objetivo: Analisar o efeito do EA de baixa intensidade (EABI) com e sem RFS e a influência do polimorfismo T-786C do gene NOS3 nas respostas hemodinâmicas e cardiovasculares pós-exercício, em mulheres hipertensas. Método: Trata-se de um ensaio clínico crossover, controlado e aleatorizado, realizado com 48 mulheres hipertensas com idade entre 45 e 65 anos, que realizaram 3 condições experimentais em ordem aleatorizada: exercício aeróbio de baixa intensidade com restrição de fluxo sanguíneo (EABI+RFS), exercício aeróbio de baixa intensidade sem restrição de fluxo sanguíneo (EABI) e condição simulada (SHAM). Foram avaliadas variáveis hemodinâmicas e cardiovasculares, incluindo pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), pressão arterial média (PAM), frequência cardíaca (FC) e duplo produto (DP), em momentos pré- exercício, durante o exercício e ao longo de 60 minutos de recuperação. Adicionalmente, foi realizada coleta de material biológico para identificação do polimorfismo T-786C do gene NOS3. Resultados: Ambos os protocolos de EA promoveram HPE, evidenciada pela redução significativa dos níveis pressóricos ao longo do período de recuperação (P<0,05). Contudo, a adição da RFS não resultou em aumento significativo da magnitude da resposta hipotensora quando comparada ao exercício realizado sem restrição (P>0,05). De modo semelhante, a análise do polimorfismo T-786C do gene NOS3 não revelou diferenças significativas entre os genótipos nas respostas hemodinâmicas observadas após o exercício (P>0,05). Durante e após as sessões, os protocolos apresentaram respostas cardiovasculares dentro de padrões considerados seguros, sem indícios de sobrecarga hemodinâmica ou eventos adversos. Conclusão: O exercício aeróbio de baixa intensidade mostrouse uma estratégia eficaz para induzir hipotensão pós-exercício em mulheres hipertensas. Nas condições avaliadas, a utilização da restrição de fluxo sanguíneo não ampliou esse efeito hipotensor, indicando que sua aplicação não acrescenta benefício adicional à resposta pressórica aguda. Além disso, a variante genética T- 786C do gene NOS3 não demonstrou papel modulador nas respostas cardiovasculares pós-exercício. Em conjunto, os achados indicam que os protocolos investigados apresentam perfil hemodinâmico seguro nessa população.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - GABRIEL RODRIGUES NETO
Presidente(a) - 337318 - HELEODORIO HONORATO DOS SANTOS
Externo(a) à Instituição - JULIO CESAR GOMES DA SILVA
Externo(a) à Instituição - RODRIGO RAMALHO ANICETO
Externo(a) à Instituição - SANDRO SOARES DE ALMEIDA