PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS, GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO (PPGAVE)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: MONICA EUCLIDES DE ARAUJO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MONICA EUCLIDES DE ARAUJO
DATA: 30/03/2026
HORA: 16:30
LOCAL: Sala de reuniões do Centro de Ciências Médicas (CCM)
TÍTULO: JALECOS QUE GUARDAM CORES, CORPOS QUE GUARDAM LUTAS. Trajetórias e desafios de estudantes cotistas no Curso de Medicina da Universidade Federal da Paraíba
PALAVRAS-CHAVES: Políticas de cotas; Permanência estudantil; Estudantes cotistas; Inclusão no ensino superior; Racismo acadêmico.
PÁGINAS: 184
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Planejamento e Avaliação Educacional
ESPECIALIDADE: Avaliação de Sistemas, Instituições, Planos e Programas Educacionais
RESUMO: O presente estudo investiga os desdobramentos da política de cotas no ensino superior brasileiro, instituída pela Lei nº 12.711/2012, reconhecendo-a como uma importante ação afirmativa voltada à redução das desigualdades educacionais, sociais e econômicas no país. Mais do que assegurar o acesso, o estudo busca compreender as dinâmicas de permanência, assistência e acompanhamento institucional dos estudantes que ingressam por essa via. A pesquisa tem como foco as trajetórias acadêmicas de discentes cotistas do curso de Medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), vinculado ao Centro de Ciências Médicas (CCM), considerando que esse curso representa, historicamente, um espaço elitizado e socialmente restrito. A promulgação da Constituição Federal de 1988 marcou uma mudança significativa ao romper com modelos assistencialistas e afirmar a pluralidade étnica e social do Brasil, o que possibilitou a ampliação de políticas inclusivas e tensionou os espaços tradicionais, inclusive a Universidade. O avanço das ações afirmativas transformou o perfil do corpo discente nas instituições públicas, promovendo a entrada de grupos historicamente excluídos do ensino superior. Para a realização do estudo, adotou-se o método fenomenológico, centrado nas experiências humanas, em articulação com pesquisa bibliográfica, documental e estudo de caso. A pesquisa buscou contribuir com uma leitura crítica sobre a efetividade da política de cotas, especialmente no contexto de cursos altamente seletivos, como Medicina, apontando para os desafios que ainda permanecem quanto à democratização real do ensino superior. A pesquisa realizada, a partir da escuta de estudantes cotistas do curso de Medicina, evidenciou que, embora as políticas de cotas tenham ampliado significativamente o acesso de grupos historicamente excluídos ao ensino superior, a permanência acadêmica ainda é marcada por desafios relacionados a desigualdades socioeconômicas, dificuldades materiais, longos deslocamentos, necessidade de conciliar trabalho e estudo e, sobretudo, experiências recorrentes de preconceito e discriminação por parte de colegas e, em alguns casos, de docentes. Os resultados indicam que tais situações afetam o sentimento de pertencimento, a autoestima e o engajamento acadêmico dos estudantes, ao mesmo tempo em que revelam estratégias de resistência baseadas em redes de apoio, solidariedade entre pares e resiliência individual. Conclui-se que, para que a inclusão seja efetiva, as políticas afirmativas precisam ser acompanhadas de ações institucionais contínuas de apoio pedagógico, psicológico e financeiro, bem como de iniciativas voltadas à promoção de uma cultura universitária antirracista, inclusiva e comprometida com a equidade e a valorização da diversidade.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 338337 - UYGUACIARA VELOSO CASTELO BRANCO
Interno(a) - 1668617 - PAULO CESAR GEGLIO
Externo(a) ao Programa - 268015 - EDINEIDE JEZINI MESQUITA
Externo(a) ao Programa - 7336868 - EDUARDO SERGIO SOARES SOUSA
Externo(a) à Instituição - Cassiano Caon Amorim