PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOTECNOLOGIA (PGBiotecM)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Notícias
Banca de DEFESA: MOHANNA ALVES DA SILVA NERY
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MOHANNA ALVES DA SILVA NERY
DATA: 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma do GoogleMeet
TÍTULO: AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DO ULTRASSOM EM DIFERENTES FASES DE DESENVOLVIMENTO DOS MOSQUITOS Aedes aegypti, Aedes albopictus e Culex quinquefasciatus.
PALAVRAS-CHAVES: Ondas sonoras, culicídeos, arbovírus.
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Biotecnologia
RESUMO: Mosquitos vetores configuram um grande desafio à saúde pública,
como o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, vetores dos vírus da dengue, zika e
chikungunya e o Culex quinquefasciatus transmissor da filariose linfática, vírus
do Nilo Ocidental e encefalite. É notável que esses insetos vêm adquirindo
cada vez mais resistência aos inseticidas usais, tornando urgente a busca por
alternativas de controle, como a utilização do ultrassom, uma tecnologia limpa
capaz de causar alterações celulares, por meio de efeitos mecânicos, quando
aplicado em tecidos biológicos. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi
analisar os efeitos do ultrassom em ovos, larvas e pupas das espécies
mencionadas, a fim de desenvolver um método de controle. Assim, utilizou-se ovos, larvas e pupas provenientes da colônia cíclica do Laboratório de
Biotecnologia Aplicada a Parasitas e Vetores, Centro de Biotecnologia, UFPB.
Para o bioensaio de eclodibilidade, grupos de 30 ovos (Ae. aegypti e Ae.
albopictus) e 1 jangada (Cx. quinquefasciatus) foram expostos ao ultrassom e
posteriormente, colocados para eclosão. Para os bioensaios de atividade
larvicida e pupicida utilizou-se grupos de 25 larvas (L3) e 25 pupas, em todos
os testes, o tempo de exposição ao ultrassom foi de 15 minutos. Para avaliar os
mecanismos de ação envolvidos na defesa imunológica das espécies Ae.
aegypti e Cx. quinquefasciatus frente ao ultrassom, grupos de 25 larvas (L3)
foram expostas ao ultrassom durante 10 minutos, após a exposição foi realizada
a coleta da hemolinfa das larvas para análise de celularidade e produção de
Óxido Nítrico (NO). O perfil celular foi analisado pela câmara de Neubauer e
microscopia óptica, o NO foi dosado seguindo o método de griess em
espectrofotômetro (546nm). Os bioensaios foram realizados em triplicata e os
dados analisados estatisticamente no GraphPad Prism 8.0. Observou-se que na
espécie Ae. aegypti até 8 dias após a exposição, 91% dos ovos eclodiram, tendo
apenas 43% chegado à fase adulta, dos quais 73% eram machos e 23% fêmeas.
Enquanto na espécie Ae. albopictus, 3 dias após a exposição 73% dos ovos
eclodiram, com apenas 47% atingindo a fase adulta onde 58% eram machos e
42% fêmeas. No ensaio larvicida observou-se uma taxa de mortalidade de 98%
para Ae. aegypti, 94% para Ae. albopictus e 97% para Cx. quinquefasciatus,
enquanto no ensaio pupicida foi observado que 88% das pupas de Ae. aegypti
morreram 24h após a exposição, 98% das pupas de Ae. albopictus morreram
após 48h e 90% das pupas de Cx. quinquefasciatus morreram após 24h. Ao
analisar os aspectos morfológicos das larvas e pupas observou-se que ambas
apresentaram um relaxamento de seus segmentos em todas as espécies
estudadas, porém as larvas apresentaram ainda um aspecto levemente
esbranquiçado após a exposição. Quanto à produção de NO, observou-se uma
queda de 55,6% da produção de NO em Ae. aegypti e de 45,4% em Cx.
quinquefasciatus. Já ao analisar o perfil celular foi visto que o ultrassom
causou uma redução da celularidade total de 71% na espécie Ae. aegypti e de
51,6% em Cx. quinquefasciatus. Sendo assim, o ultrassom apresenta ação
inseticida nas espécies de Ae. aegypti, Ae. albopictus e Cx. quinquefasciatus, e
inibiu a proliferação de hemócitos e a produção de óxido nítrico nas espécies Ae. aegypti e Cx. quinquefasciatus podendo ser adaptado e utilizado como
ferramenta de controle desses vetores.
MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 2016620 - ADNA CRISTINA BARBOSA DE SOUSA
Presidente(a) - 2872926 - LUIS CEZAR RODRIGUES
Externo(a) à Instituição - ROSANGELA MARIA RODRIGUES BARBOSA