PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E MONITORAMENTO AMBIENTAL (PPGEMA)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Telefone/Ramal
Não informado

Dissertações/Teses


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2021
Descrição
  • JÉSSICA JOSEANE VIANA DE VASCONCELOS
  • INFLUÊNCIA DA SALINIDADE NA ESTRUTURA VEGETAL E DISTRIBUIÇÃO DE ESPÉCIES DE MANGUE EM UM ESTUÁRIO NO NORDESTE DO BRASIL
  • Orientador : ELAINE BERNINI
  • Data: 10/06/2021
  • Hora: 14:00
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  • O manguezal é um ecossistema de elevada importância ecológica, social e econômica. O presente estudo testou a hipótese de que os bosques de mangue apresentam gradiente estrutural ao longo do estuário do rio Mamanguape, Estado da Paraíba, Brasil, e que a distribuição de espécies de mangue está relacionada ao gradiente de salinidade ao longo do estuário. A estrutura da vegetação foi analisada pelo método de parcelas. Foram registradas quatro espécies vegetais: Avicennia germinans (L.) Stearn., Avicennia schaueriana Stapft & Leechm., Laguncularia racemosa (L.) Gaertn. e Rhizophora mangle L. Considerando todos os sítios, o DAP médio variou de 6,13 a 16 cm, a altura média de 5,1 a 11,8 m, a área basal de 4,84 a 20,2 m2/ha e a densidade de 1.333 a 3.000 indivíduos/ha. Não foi identificado um padrão na estrutura da vegetação, porém foi observada a zonação das espécies ao longo do estuário, que foi atribuído à variação salinidade intersticial. Avicennia schaueriana apresentou os maiores valores de densidade relativa e dominância. Avicennia germinans exibiu maior densidade no estuário superior (menor influência marinha) e Rhizophora mangle no estuário inferior (maior influência marinha). Laguncularia racemosa apresentou tendência de aumento em direção ao continente e Avicennia schaueriana exibiu tendência inversa.
2020
Descrição
  • JÉSSICA TAMARA TARGINO DE BRITO
  • COMPARAÇÃO DOS ESTOQUES DE CARBONO ENTRE ÁREAS DE MANGUEZAL, APICUM E VIVEIROS DE CAMARÃO NA BARRA DO MAMANGUAPE, PARAÍBA, BRASIL
  • Orientador : PABLO RIUL
  • Data: 22/12/2020
  • Hora: 14:00
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  • Tendo em vista a importância ecológica dos manguezais, é fundamental avaliar a produção e a alocação do carbono na biomassa aérea e subterrânea destas florestas a beira-mar para se estimar contribuição para o ciclo global do carbono. Diante disto, este estudo teve como objetivo estimar a biomassa aérea e subterrânea do Manguezal da APA do Rio Mamanguape, bem como em planícies hipersalinas (apicum) e em viveiros de carcinicultura e estimar o estoque total de carbono em manguezal e apicum. Foram amostrados 447 indivíduos totais de Rhizophora mangle, Avicennia schaueriana e Laguncularia racemosa. A espécie R. mangle apresentou maior abundância entre as espécies amostradas. Os parâmetros estruturais do bosque não apresentaram diferenças significativas entre os pontos na área de manguezal. A área de estudo apresentou alto desenvolvimento em comparação com outros manguezais brasileiros. Tantos os valores de biomassa aérea quanto os de biomassa subterrânea apresentaram valores significativamente maiores do que no apicum e nos viveiros de carcinicultura. O presente trabalho estimou as biomassas totais de áreas de mangue, apicum e biomassa subterrâneas na barra do Mamanguape, Paraíba, Brasil, gerando subsídios para uma avaliação dos estoques de carbono e do potencial de emissão de CO2 frente ao desmatamento de áreas de mangue e apicum.
  • MARIANA CARNEIRO DE ANDRADE
  • O MONITORAMENTO ACÚSTICO PASSIVO E A DETECÇÃO AUTOMÁTICA DE AVES
  • Data: 24/11/2020
  • Hora: 14:30
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  • Uma paisagem continuamente alterada pela perda de habitat configura uma ameaça iminente à diversidade biológica, e somente monitorando o estado das espécies, suas populações locais e os ambientes em que vivem, podemos prever resultados e traçar estratégias eficientes que otimizam o uso dos recursos naturais. Nesse cenário, há uma necessidade urgente de maneiras mais rápidas de acessar informações sobre a biodiversidade, que os projetos tradicionais de monitoramento de longo prazo não fornecem imediatamente. Métodos autônomos de monitoramento in situ e análise, como o uso de gravadores autônomos e detecção automática têm levado a pesquisa ecológica a um novo patamar. Aqui avaliamos e melhoramos a eficiência da detecção automática de correspondência de modelos por meio de correlação cruzada de espectrogramas na ave neotropical caneleiro-preto. Vimos que o desempenho do algoritmo de busca depende da estrutura física do modelo. Como nossa espécie alvo possui sílabas com estruturas variáveis, a seleção do modelo mais eficiente é bastante relevante. Adicionar um ao conjunto pode melhorar a eficiência geral, especialmente se diferença estrutural levar a detecções complementares. O valor de corte foi decisivo para um bom desempenho do modelo, e calibrá-los individualmente pode fornecer o melhor equilíbrio entre o número de detecções e a precisão de cada modelo e, portanto, melhorar a eficiência geral da detecção. Concluímos então que, o sucesso da análise de detecção automática deve considerar não apenas diferenças estruturais dentro do mesmo componente de repertório, mas também a variação geográfica e a sazonalidade do comportamento da espécie.
  • ANDRESSA ROCHA FRAGA
  • ESTRUTURA DA COMUNIDADE DE MAMÍFEROS EM REGIÃO DE AGROECOSSISTEMA NO PANTANAL SUL DE MIRANDA, MATO GROSSO DO SUL
  • Data: 29/10/2020
  • Hora: 14:30
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  • Nos últimos anos, atividades agropastoris têm sido as principais impulsionadoras de declínio da fauna silvestre devido à severa destruição de habitats naturais. O Brasil se destaca na cadeia produtiva mundial de alimentos, tendo regiões de grande biodiversidade, como Pantanal e Cerrado, fortemente alteradas para tais atividades. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar padrões de diversidade na comunidade de mamíferos terrestres de médio e grande porte em área de agroecossistema composta por lavouras de arroz, soja e milho, pastagens para pecuária e áreas com vegetação nativa em área de ecótono de Pantanal e Cerrado no estado do Mato Grosso do Sul, Brasil. Para tanto, utilizamos armadilhamento fotográfico em campanhas anuais, por dois anos consecutivos, com esforço amostral total de 5.200 câmeras-dias, 3.399 registros independentes e registro de 33 espécies. Também realizamos levantamento bibliográfico das espécies desse grupo ocorrentes no Estado. Avaliamos a diversidade em diferentes escalas a partir de índices variados e calculamos a diversidade beta. O índice de Shannon-Wiener indicou maior diversidade nas áreas destinadas à pecuária, indo de encontro aos resultados publicados para a região, o que atribuímos à persistência de fragmentos de vegetação nativa no habitat. A maior dissimilaridade foi obtida entre as áreas de vegetação nativa de Pantanal e as alteradas para cultivo de arroz irrigado (0,58), indicando que poucas espécies ocupam o arroz em abundância, enquanto para presença de outras este cultivo é detrimental. Por fim, nossos resultados apontam que o agroecossistema avaliado mantém uma comunidade diversa de mamíferos terrestres silvestres de médio e grande porte, se dando esse resultado, possivelmente, pela configuração espacial da área, inserida um mosaico de habitats no ecótono entre os biomas Pantanal e Cerrado.
  • IARA DOS SANTOS MEDEIROS
  • DINÂMICA ESPAÇO-TEMPORAL DOS BOSQUES DE MANGUES E SUA RELAÇÃO COM AS OCORRÊNCIAS DE ENCALHES DE FILHOTES DE PEIXES-BOIS-MARINHOS (Trichechus manatus) NA PARAÍBA
  • Data: 30/09/2020
  • Hora: 14:00
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  • Por diversos fatores antrópicos, os ambientes estuarinos se encontram ameaçados, sendo estes recursos costeiros, intrinsecamente utilizados pelos peixes-bois-marinhos no nordeste do Brasil, o que contribuiu para a criação de áreas costeiras protegidas como uma das estratégias de conservação. Este trabalho teve como objetivo analisar e quantificar a dinâmica espaço-temporal dos manguezais do estado da Paraíba e a relação existente entre os eventos de encalhes dos filhotes de peixes-bois-marinhos. A área de estudo contemplou 10 bosques de mangue distribuídos ao longo do litoral paraibano. Quatro estavam localizados em unidades de conservação (UC) federal: ARIE de Manguezais da Foz do Rio Mamanguape, APA da Barra do Rio Mamanguape, FLONA da Restinga de Cabedelo e RESEX de Acaú-Goiana. As informações sobre os bosques de mangue foram obtidas por imagens de satélite das décadas de 1980 a 2010, considerando o período anterior e posterior à criação das UCs. Foi utilizado um banco de dados com registros de encalhes de 1980 a 2019. Os dados foram analisados por meio de classificação supervisionada, cálculo de área e teste de regressão logística. Os bosques de mangue tiveram na década de 80 as maiores áreas, apresentando redução nos períodos seguintes e com um pequeno acréscimo na última década. O número de encalhes cresceu ao longo dos anos, sendo maior no litoral norte. O menor número de encalhes ocorreu na década de 80, a qual continha os maiores bosques de mangue. A FLONA e a RESEX apresentaram bosques de mangue mais conservados em escala temporal, enquanto, a ARIE e a APA registraram as maiores reduções. A expansão urbana, monocultura de cana-de-açúcar e a carcinicultura foram os principais impactos negativos identificados espacialmente para estas UCs. As constatações obtidas neste estudo, reforçam a essencialidade do ecossistema manguezal para os peixes-bois-marinhos. No que diz respeito a efetividade das UCs, RESEX apresentou maior efetividade na manutenção dos bosques de mangue, enquanto a ARIE apresentou menor efetividade.
  • SEBASTIAO SILVA DOS SANTOS
  • ÁREA DE VIDA DE PEIXES-BOI MARINHOS (Trichechus manatus) SOLTOS NO BRASIL
  • Data: 30/09/2020
  • Hora: 09:00
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  • A distribuição dos peixes-bois-marinhos é influenciada por fatores físicos e ambientais, sendo este conhecimento relevante para subsidiar a estratégia de conservação da espécie. Por este motivo, este estudo teve como objetivo identificar e caracterizar a área de vida dos peixes-bois-marinhos soltos no Brasil. O presente trabalho foi realizado no transcorrer de 2016 a 2019, nos estados da Paraíba, Sergipe e Bahia, região Nordeste do Brasil, sendo realizado o monitoramento de seis animais (sistemas satelital e VHF). Para fins de caracterização das áreas, empregou-se métodos que permitiram identificar o tipo de ambiente, tipo de solo, profundidade, itens alimentares, parâmetros físico-químicos da água, presença de resíduo, ocupações humanas e embarcações. O tamanho das áreas de vida dos peixes-bois-marinhos variou de 2,56 km² a 42,07 km², constatando-se que os sítios de fidelidade se localizavam em áreas protegidas. Os dados de área de vida não foram significativamente diferentes entre os períodos climáticos, mas houve diferença significativa entre os sexos, onde os machos apresentaram áreas maiores quando comparado às fêmeas. Constatou-se que 83,33% dos animais deste estudo demonstraram-se adaptados às condições de vida livre. Foi observado a utilização predominantemente de áreas com até 1,50 metros de profundidade. No tocante a disponibilidade de itens alimentares constatou-se redução ao longo dos anos e que os recursos estavam disponíveis em maiores quantidades durante a estação seca. A identificação espacial e temporal dos padrões de uso de habitat pelos peixes-bois-marinhos, assim como o mapeamento das áreas intensamente utilizadas, são de suma importância para auxiliar os gestores de Unidades de Conservação a definirem áreas prioritárias para conservação da espécie.
  • NATÁLIA DOS SANTOS FALCÃO SATURNINO
  • USANDO MONITORAMENTO ACÚSTICO PASSIVO PARA DETERMINAR O EFEITO DA HETEROGENEIDADE AMBIENTAL, PRESENÇA DE ESTRADAS E RUÍDO ACÚSTICO NA DIVERSIDADE LOCAL DE AVES
  • Data: 07/08/2020
  • Hora: 09:00
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  • Nessa pesquisa, primeiramente, buscamos criar um protocolo de monitoramento acústico passivo que permita a amostragem padronizada das aves no Bioma Caatinga, reduzindo temporalmente e espacialmente o esforço em campo, com perda mínima de informação da diversidade. Instalamos 11 gravadores autônomos que documentaram o ambiente por cerca de 40 horas, gerando arquivos MP3 com aproximadamente seis horas e depois os cortamos em arquivos de um minuto e ouvimos um minuto a cada 10 (6 minutos por hora), totalizando 2595 minutos ouvidos. Propusemos uma redução no esforço amostral em termos de tempo e espaço (4min / h ao longo do período de maior atividade vocal) e comparamos os resultados com as estimativas feitas com um esforço amostral completo (6min / h, 24h / dia, 11 pontos). Dessa forma, conseguimos obter 88% das informações de espécies do conjunto de dados geral (73/83 espécies). Em seguida, aplicamos esse protocolo no local de estudo (Floresta Nacional de Açu – FLONA-Açu), analisando também a influência das estradas, ruído e variáveis ambientais sobre a diversidade das aves. Concluímos que o meio ambiente e as estradas têm uma influência negativa sobre as aves, ou seja, quanto mais próximo das estradas, menor é a diversidade. Compreender a diversidade de espécies em uma área é essencial para entender a natureza e, portanto, otimizar o manejo da área para a conservação dos recursos naturais.
  • ANTONIO JÚDSON TARGINO MACHADO
  • EFEITOS DE NANOPARTÍCULAS DE POLIESTIRENO AMINO-FUNCIONALIZADAS NO DESENVOLVIMENTO LARVAL DO MICROCRUSTÁCEO Artemia franciscana (KELLOGG, 1906)
  • Data: 27/07/2020
  • Hora: 14:00
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  • O crescente uso e descarte de nanoplásticos no ambiente marinho tornou-se um problema persistente. Assim, é fundamental a realização de estudos simulando cenários realísticos para compreender seus efeitos sobre a biota. O objetivo deste trabalho foi investigar a toxicidade aguda de nanopartículas de poliestireno amino-funcionalizadas (PS-NH2; 50 nm) em diferentes condições de cultura e estágios do desenvolvimento de A. franciscana; e o efeito da coexposição de PS-NH2 com dicromato de potássio (K2Cr2O7) e sulfato de cobre (CuSO4) na sobrevida das larvas. Os náuplios (instar II ou III) foram expostos às PS-NH2 (0,005, 0,05, 0,5 e 5 μg.mL-1), por até 48 h, com ou sem agitação. A bioacumulação das nanopartículas foram monitoradas sob microscopia. Para os ensaios de coexposição, as PS-NH2 (0,005 e 5 μg.mL-1) foram associadas com K2Cr2O7 (1; 5; 7,5; 10; 15; 25 e 50 μg.mL-1) ou CuSO4 (1; 3; 4; 5; 10 e 30 μg.mL-1). As PS-NH2 sozinhas apresentaram toxicidade na maior concentração (48 h de exposição). O método de incubação não foi relevante (35% e 38,8% de sobrevida; sem e com agitação, respectivamente). Contudo, o estágio instar III foi o mais sensível (61,8% de sobrevida; 24 h de exposição). Foi observado acúmulo das PS-NH2 no trato gastrointestinal de maneira concentração/tempo dependente. As misturas das PS-NH2 (0,005 e 5 μg.mL-1) com K2Cr2O7 aumentaram mortalidade das larvas após 48 h de exposição, comparadas ao tóxico sozinho. Resultado semelhante foi observado na coexposição das PS-NH2 (5 μg.mL-1) com CuSO4 por 48 h. Entretanto, foi observada uma diminuição da mortalidade dos náuplios coexpostos às PS-NH2 (0,005 μg.mL-1) e CuSO4, em comparação ao tóxico sozinho. Este trabalho destaca o potencial risco das PS-NH2 para os ecossistemas aquáticos, além de uma possível biomagnificação, e ressalta a relevância de estudos acerca dos efeitos da coexposição de nanoplásticos com contaminantes ambientais sobre os organismos aquáticos.
  • CICERO PEREIRA DE OLIVEIRA NETO
  • COMUNIDADE DE PHLEBOTOMINAE (DIPTERA, PSYCHODIDAE) EM ÁREA DE TRANSMISSÃO DE LEISHMANIOSES, LITORAL NORTE DA PARAÍBA, BRASIL
  • Orientador : ELAINE FOLLY RAMOS
  • Data: 27/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • Os flebotomíneos são insetos amplamente distribuídos ao redor do planeta e são responsáveis pela transmissão de protozoários que causam várias doenças, como a leishmaniose. A fim de conhecer a fauna de flebotomíneos do município de Rio Tinto, bem como verificar a abundância e riqueza de espécies na área, tendo em vista que o município se enquadra como área de transmissão esporádica da doença. Foram realizados levantamentos entomológicos em duas localidades (rural e silvestre). As amostragens foram realizadas duas vezes em cada local e em cada período (seco e chuvoso). Ao todo, o esforço amostral foi de 4.320 horas e os flebotomíneos coletados foram identificados e a abundância de cada espécie determinada. Avaliou-se a riqueza e diversidade de Shannon dos flebotomíneos. Para verificar diferenças entre os fatores estudados (local e período de coleta) utilizou-se o teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis a 5% de probabilidade. A abundância entre machos e fêmeas das espécies também foi comparada pelo teste de Kruskal-Wallis, e verificou-se também a diferença da abundância de cada sexo entre os períodos seco e chuvoso, utilizando-se a função “kruskal.test. A análise de espécie indicadora também foi considerada. Os dados de composição da comunidade de flebotomíneos foram relativizados para a realização das análises multivariadas. Para verificar se havia diferença entre as comunidades de flebotomíneos entre os locais foi realizada a análise de permutação multivariada (Permanova), utilizando-se a função “adonis”. Foram identificados 1.247 flebotomíneos, os quais foram agrupados em dois gêneros: Lutzomyia e Brumptomya. Entre as localidades, a que apresentou maior riqueza e diversidade foi a silvestre, tendo como espécies indicadoras deste ambiente Brumptomya sp., Lutzomyia migonei, Lutzomyia evandroi e Lutzomyia whitmanii; enquanto a localidade rural apresentou Lutzomyia longipalpis como espécie indicadora, corroborando que esta espécie está mais bem adaptada a ambientes com alterações antrópicas.
2019
Descrição
  • LAÍZA DE QUEIROZ VIANA BRAGA
  • Infecções múltiplas e a saúde de carnívoros silvestres em um agroecossistema brasileiro
  • Data: 25/11/2019
  • Hora: 09:00
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  • Nos últimos anos, estudos envolvendo a ocorrência de parasitos em animais silvestres têm aumentado, a sua maioria, porém, sendo realizada em áreas preservadas. Devido à importância das parasitoses tanto para a conservação da fauna como para a saúde humana e ambiental como um todo e à intensa modificação de paisagens para a agropecuária, o objetivo do nosso estudo foi investigar a ocorrência de hemoparasitos em jaguatiricas (Leopardus pardalis) e cachorros-do-mato (Cerdocyon thous) capturados em lavouras de arroz e pastagens em área de ecótono de pantanal e cerrado no Mato Grosso do Sul, Brasil. Para tanto, realizamos testes sorológicos e moleculares para 18 agentes. Todos os indivíduos capturados foram positivos para pelo menos um agente, e X indivíduos foram positivos para quatro ou mais dos parasitos. De forma geral, os felídeos foram mais parasitados que os canídeos. Leptospira spp. foi um dos agentes detectados de maior destaque, tanto pela alta ocorrência (%), como por seu potencial patogênico para animais e humanos. Assim, ressaltamos que, ainda que o agroecossistema possa favorecer a permanência de algumas espécies, investigar se essa fauna está saudável é um desafio complementar para investigar os impactos causados pelas modificações geradas pelo uso humano.
  • TARCIANNE MARIA DE LIMA OLIVEIRA
  • ECOEPIDEMIOLOGIA MOLECULAR DE Triatoma petrocchiae NOS ESTADOS DO RIO GRANDE DO NORTE E DA PARAÍBA E POTENCIALIDADE VETORIAL
  • Data: 30/08/2019
  • Hora: 15:00
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  • Triatoma petrocchiae e o novo membro do complexo de especies Triatoma brasiliensis. Esta especie se sobrepoe ao T. brasiliensis na ocupacao geografica e ecotipica no habitat silvestre, pois ambos habitam afloramentos rochosos na regiao semi-arida do nordeste brasileiro. Diferentemente de T. brasiliensis, T. petrocchiae e raramente encontrado em habitats peri ou intradomesticos - razao pela qual pouco se sabe sobre esta especie. Portanto, aqui apresentamos as primeiras informacoes sobre a ecoepidemiologia molecular de T. petrocchiae e sobre sua potencialidade vetorial. Este experimento revelou uma alta taxa de mortalidade para a especie, compreendendo 60% para o periodo de eclosao ate o estadio adulto, ocorrendo no primeiro estadio (N1) a maior mortalidade com 25%. Obtivemos uma media aproximada de 241 dias da eclosao (N1) a muda adulto, um tempo de desenvolvimento maior comparado as outras especies de triatomineos. Referindo-se ao jejum pos-ecdise o maior periodo foi apresentado pelas ninfas de primeiro estadio, com uma media de 20, 64 dias, e a menor media no quarto estadio com 6,91. No jejum pre-ecdise apresentou o menor periodo no quarto estadio, com 14,40 dias. Registramos que as ninfas do 1º ao 5º estadio obtiveram uma media de 2 a 3 repastos para realizar a ecdise. Nesta pesquisa observamos que os quatro primeiros estadios evolutivos apresentaram uma media crescente de 10 a 15 minutos, havendo um aumento para 24 minutos no 5º estadio no tempo de succao. Apresentando o tempo decorrido entre o fim da refeicao e a defecacao, uma media de 2 minutos para os estadios iniciais N1, N2, N3 e N4, e uma media de 1 minuto para os estadios finais N5 e fase adulta, considerando que 22,36% aconteceram imediatamente apos o repasto. A quantidade de sangue ingerida foi crescente do 1º ao 5º estadio, ocorrendo uma diminuicao apenas na fase adulta. E no que se refere a postura de ovos T. petrocchiae apresentou uma media de 66 ovos. Utilizamos ainda o teste D de Tajima para o acesso a assinaturas de eventos demograficos historicos recentes, sugerindo que a especie esta evoluindo no equilibrio de mutacao-deriva em nossa linha de coleta. Apenas duas populacoes silvestres possuiam insetos infectados pelo Trypanosoma cruzi, exibindo 4% (3/68) de prevalencia parasitaria. Um metodo molecular altamente sensivel - Comprimento do Fragmento Fluorescente - foi usado para genotipar esses parasitas usando o DNA do conteudo do intestino e todos os insetos abrigavam TcI. T. petrocchiae apresentou caracteristicas biologicas comparaveis a alguns importantes vetores da doenca de Chagas, que podem favorecer a transmissao de T. cruzi ao homem. E os resultados para a variacao genetica de T. petrocchiae foram semelhantes aos observados para T. brasiliensis, pois ambos exibem pouca estrutura geografica dentro da faixa de amostragem. Em relacao a infeccao pelo T. cruzi, a prevalencia e definitivamente menor para T. petrocchiae do que para T. brasiliensis. Apesar do baixo numero de insetos infectados (N = 3) para realizar inferencias robustas sobre a diversidade do T. cruzi, os resultados indicam que ele nao carrega infeccoes mistas, como e comumente observado para T. brasiliensis. Desse modo, esses triatomineos devem ser mantidos sob vigilancia entomologica constante.
  • MAYARA DE SOUSA DANTAS
  • DETERMINAÇÃO DE PARÂMETROS ESTRUTURAIS E FUNCIONAIS, DE CLASSES DE PAISAGEM, EM ÁREA DE OCORRÊNCIA DO MACACOPREGO-GALEGO (Sapajusflavius SCHREBER, 1774), PARAÍBA, BRASIL.
  • Orientador : CARLA SORAIA SOARES DE CASTRO
  • Data: 23/08/2019
  • Hora: 10:00
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  • A fragmentacao e perda de habitat acarretam mudancas na estrutura da paisagem e alteracoes no padrao de atividades das especies. A presente pesquisa teve o objetivo de determinar os parametros estruturais e funcionais de classes de paisagem utilizadas por individuos de S. flavius. Foram registrados os locais utilizados e calculadas as distancias que os individuos adentraram as plantacoes de cana-de-acucar. As classes de paisagem: floresta, plantacoes de cana-de-acucar e pomares foram digitalizadas em tela no software Qgis (versao 2.18.0), utilizando a imagem do Google Earth Pro. As metricas foram calculadas na extensao V-late do software ArcGis versao 10.3 e as metricas de conectividade foram calculadas no software Fragstats 4.2. Foi elaborado um mapa com as classes de paisagem, a frequencia de visitas e o tipo de uso (ex: alimentacao, deslocamento e coleta de cana-de-acucar e/ou frutos). As metricas de paisagem demonstraram fragmentacao da classe Floresta e as plantacoes de cana-de-acucar apresentaram baixa permeabilidade, pois a distancia maxima que os individuos adentraram foi de 20 metros. Nas plantacoes de cana-de-acucar os individuos coletam a cana, nos pomares coletam frutos cultivados e na Floresta (RPPN) consomem cana-de-acucar e frutos nativos e exoticos. Os dados reforcam a importancia da criacao de corredores de vegetacao nativa, aumentando a conectividade da paisagem, permitindo o deslocamento dos individuos e contribuindo para conservacao da especie.
  • MARIA CLARA DE CLARO LIRA
  • LAGARTIXAS URBANAS E EFEITOS DA VIDA NA CIDADE: UMA ANÁLISE DA MORFOLOGIA E PARASITOS DO LAGARTO TROPICAL TROPIDURUS HISPIDUS (SPIX, 1825)
  • Data: 18/06/2019
  • Hora: 09:00
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  • As atividades humanas tem transformado profundamente a natureza por meio de modificacoes da paisagem como, por exemplo, a conversao de florestas para agropecuaria, construcoes de estradas e cidades. As areas urbanas podem exercer uma poderosa forca seletiva nas especies, atuando como um filtro e alterando drasticamente as comunidades e as interacoes ecologicas. Essa nova pressao seletiva pode induzir rapidas mudancas fenotipicas, apresentando variacoes na morfologia, assim como na composicao e estrutura de comunidade de parasitos em especies que exploram o meio urbano. Como resultado, este e o primeiro estudo realizado com o lagarto Tropidurus hispidus no Brasil, que avaliou e observou variacoes morfologicas comparando populacoes urbanas e naturais. O estresse urbano tambem afeta a estrutura parasitologica desses lagartos, apresentando um padrao na composicao de especies comuns de parasitas que infectam T. hispidus provenientes de habitats antropicos (areas urbanas e impactadas). Alem disso, como a composicao de especies comuns e abundantes e similar entre T. hispidus e habitats antropicos, as especies raras sao comuns aquelas presentes em outras especies de lagartos (por exemplo, Hemidactylus mabouia, Phyllopezus pollicaris) provenientes de areas antropicas. Mostrando uma pressao comum dentro das populacoes de T. hispidus, bem como entre os ecossistemas antropicos.
  • JESSICA MARIA PEREIRA DE SOUZA FRANÇA
  • EVENTOS DE BRANQUEAMENTO E DOENÇAS E SEUS EFEITOS NA INTEGRIDADE TECIDUAL E NA COMPOSIÇÃO DOS ÁCIDOS GRAXOS DO CORAL Siderastrea stellata VERRILL, 1868 DOS RECIFES COSTEIROS DA PARAÍBA
  • Data: 29/03/2019
  • Hora: 14:00
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  • Branqueamento e doencas em corais tem sido apontados como as principais causas do declinio da biodiversidade dos recifes. Tais episodios vem sendo registrados desde 1970 e quando ocorrem afetam a taxa de crescimento, reproducao e a sintese de compostos organicos das especies, promovem a expulsao das zooxantelas, rompem as relacoes simbioticas que corais mantem com seus holobiontes, entre outros efeitos. Nesse contexto, a pesquisa teve por objetivo analisar os efeitos desses eventos na integridade tecidual e na sintese dos acidos graxos do coral Siderastrea stellata e de suas zooxantelas simbiontes, nos recifes costeiros da Paraiba. Laminas histologicas foram preparadas usando fragmentos dos corais saudaveis, branqueados e doentes, coradas com eosina e hematoxilina (H&E), fotografadas em microscopio binocular em varios aumentos e analisadas. Tambem foram analisadas laminas histologicas do coral S. stellata pertencente ao acervo do LARBIM/UFPB. Os acidos graxos foram analisados para as mesmas amostras coletadas, apos metilacao dos lipidios com acido cloridrico e metanol, separacao das fases com heptano, e quantificacao gravimetrica apos evaporacao dos solventes. Os esteres metilicos de acidos graxos foram determinados por transesterificacao direta da biomassa usando um cromatografo a gas equipado com detector FID. As analises histologicas demostraram diferentes respostas teciduais, quando comparadas entre as condicoes de saude dos corais, a exemplo de hiperplasia da mesogleia que chegam a comprimir a epiderme, necrose celular e microrganismos associados a colonias branqueadas, o que nao foi observado em colonias saudaveis. Alem das alteracoes histologicas observadas nas colonias branqueadas e doentes, o estudo revelou diferencas e alteracoes na composicao dos acidos graxos entre as diferentes condicoes de saude analisadas, indicando que tais analises podem contribuir para o real entendimento das respostas bioquimicas de especies de corais na presenca de agentes estressores.
  • JULIA MARTINI FALKENBERG
  • Parasitos metazoários da tainha Mugil curema Valenciennes, 1836 (Osteichthyes: Mugilidae): preferência por microhábitats e coocorrência de parasitos branquiais e novos registros de ocorrência
  • Orientador : GUSTAVO HENRIQUE CALAZANS VIEIRA
  • Data: 01/03/2019
  • Hora: 09:00
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  • Preferencias por microhabitats especificos e interacoes entre especies de parasitos tem sido o foco de muitos estudos. As branquias dos peixes sao parasitadas por diferentes grupos e as especies podem interagir de forma positiva, negativa ou neutra, dependendo da abundancia parasitaria e da disponibilidade de recursos. Aqui, estudamos a distribuicao das especies de ectoparasitos branquiais da tainha Mugil curema na regiao do porto de Cabedelo (Brasil) para identificar se os parasitos: (1) preferem se fixar em arcos branquiais especificos dos hospedeiros; (2) Coocorrem nas branquias dos hospedeiros; (3) Interagem entre si, de modo que a ocorrencia de uma especie afete a abundancia de outra nos mesmos arcos branquiais. Utilizamos Modelos Lineares Generalizados, Modelos Lineares Generalizados Mistos e Modelos com Inflacao de Zeros para definir os microhabitats (arcos) com maior abundancia de parasitos. Foram registradas tres especies do grupo Monogenea (Ligophorus brasiliensis, Ligophorus sp.1 e Ligophorus sp. 2) e seis especies de Copepoda (Bomolochus nitidus, Caligus praetextus, Ergasilus atafonensis, E. bahiensis, E. caraguatatubensis e E. lizae). Os resultados obtidos mostram que, de maneira geral, as especies de parasitos apresentaram preferencia pelos arcos branquiais I e II dos hospedeiros, compartilharam tais preferencias e apresentaram coocorrencia nos arcos branquiais. Entretanto, a presenca de uma especie de parasito nao influenciou a abundancia de outra, caracterizando as infracomunidades como nao interativas nas branquias dessa especie hospedeira.
  • PEDRO RICARDO ALEXANDRE DE ALBUQUERQUE
  • Padrões de Diversidade das Serpentes da Caatinga, Nordeste do Brasil
  • Orientador : GUSTAVO HENRIQUE CALAZANS VIEIRA
  • Data: 27/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • Tradicionalmente a competicao e os filtros abioticos sao considerados os processos mais influentes na montagem das comunidades. Com relacao aos componentes da diversidade das comunidades, espera-se que aquelas influenciadas por competicao apresentem padroes funcionais e filogeneticos dispersos, enquanto os filtros abioticos devem gerar comunidades funcional e filogeneticamente agregadas. Neste trabalho buscamos determinar os processos que levaram a montagem das taxocenoses de serpentes da Caatinga acessando os componentes da diversidade destas. Nos obtivemos dados funcionais e de distribuicao das serpentes no bioma a partir de revisao bibliografica. Para acessar os componentes de diversidade das taxocenoses nos utilizamos metricas de diversidade filogenetica e funcional e realizamos tambem regressoes lineares simples para testar a relacao dos diferentes componentes de diversidade entre si e com a disponibilidade de nicho e area das ecorregioes da Caatinga. Nossos resultados mostraram que a maior parte das ecorregioes da Caatinga possui taxocenoses de serpentes com padroes filogeneticos e funcionais aleatorios, nao sendo fortemente influenciadas por competicao ou filtros abioticos. Nao encontramos nenhuma relacao entre diversidade filogenetica e funcional, apesar de todos os caracteres funcionais terem apresentado sinal filogenetico, indicando que a diversidade filogenetica inclui caracteres chave que nao sao levados em consideracao na analise funcional. Alem disso, nenhum dos componentes de diversidade esta relacionado com a disponibilidade de nicho. Apenas para diversidade taxonomica encontramos relacao com a area das ecorregioes.
  • WILLIAM MEDEIROS DA SILVA
  • Carretel de rastreamento em serpentes da mata atlântica no município de Rio Tinto, Paraíba Brasil.
  • Data: 26/02/2019
  • Hora: 10:00
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  • Serpentes possuem uma plasticidade fisiologica, morfologica e comportamental, que as torna excelentes modelos para estudos ecologicos. Apesar disso, muitos pesquisadores relutam em trabalhar com o grupo, perdurando as lacunas no conhecimento acerca desses animais, de modo que informacoes basicas de muitas especies ainda sao incompletas ou inexistentes. Recentes inovacoes tecnologicas permitiram que novos campos da ciencia fossem aplicados ao grupo, como a ecologia do movimento. Estudos deste tipo nos revelam dados sobre como os organismos utilizam seu habitat. Dentre as metodologias usadas para monitorar serpentes, as que obtiveram sucesso foram o po de rastreamento, a radio-telemetria e o carretel de rastreamento. A radio-telemetria e a mais eficaz, porem o preco elevado e as dificuldades no acesso ao equipamento restringem sua utilizacao. Alem disso, o metodo fornece apenas o ponto de localizacao do animal, enquanto demais informacoes como distancia percorrida e trajetoria sao apenas estimados. Apesar de nao ser eficaz para monitoramento a prazos extremamente longos, com o carretel de rastreamento e possivel visualizar e analisar o percurso exato percorrido pelo animal, alem de ter menor custo e mais facil acesso. O presente trabalho mostra a utilizacao do carretel em serpentes num fragmento de Mata Atlantica do municipio de Rio Tinto no estado da Paraiba, Brasil. No primeiro capitulo nos testamos a tecnica do carretel de rastreamento em 71 serpentes de 25 diferentes especies onde em 35 de 14 especies a tecnica foi bem-sucedida, em 14 individuos de 5 especies ela falhou, e outras 28 serpentes de 12 especies foram excluidas por falta de compatibilidade com o metodo. No segundo capitulo, nos analisamos o monitoramento das especies que foram consideradas adequadas no capitulo um, relacionado as variacoes no movimento com as variaveis morfometricas e ambientais atraves dos testes ANOVA e GLM. Neste capitulo, as serpentes foram divididas por familias e cada uma teve preditores diferentes, porem para praticamente todas as familias, a temperatura ambiente foi o preditor de maior influencia na taxa de movimentacao das serpentes.
2018
Descrição
  • ISIS EMANUELLE DIAS MARTINS
  • DISTRIBUIÇÃO DE MACROALGAS EM MANGUEZAIS DO ESTADO DA PARAÍBA, COMPARAÇÃO ENTRE O ESTUÁRIO DO RIO MAMANGUAPE E ESTUÁRIO DO RIO PARAÍBA.
  • Orientador : GEORGE EMMANUEL CAVALCANTI DE MIRANDA
  • Data: 31/07/2018
  • Hora: 14:00
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  • N/A
  • MARIA MAYARA DA SILVA RIBEIRO DE MORAIS
  • COMPONENTES DE DIVERSIDADE DAS SERPENTES DO CENTRO DE ENDEMISMO PERNAMBUCO
  • Data: 31/07/2018
  • Hora: 09:00
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  • O uso dos componentes funcional e filogenetico da diversidade, alem da riqueza amplamente utilizada, tem se mostrado como uma estrategia eficaz para o planejamento de conservacao uma vez que se torna possivel maximizar a protecao de areas de maior estabilidade. Neste estudo nos propomos utilizar uma abordagem integrativa levando em consideracao a riqueza das serpentes e a diversidade funcional e filogenetica a fim de identificar locais de maiores valores de diversidade no Centro de Endemismo Pernambuco (CEP). Alem disso, analisar se as Unidades de Conservacao contidas nessas areas estao dentro desses locais mais diversos. Utilizando dados de morfologia e ocorrencia das especies calculamos indices de diversidade funcional e filogenetica e descobrimos muitas areas de incompatibilidade e poucas areas de congruencia entre os componentes de diversidade. Ainda, revelamos uma distribuicao desigual dos componentes dentro das areas de conservacao do CEP: a diversidade taxonomica foi a mais representada dentro das UC’s enquanto a diversidade filogenetica foi sub-representada. Sugerimos areas selecionadas para futuros planejamentos de conservacao como tambem uma correlacao com fatores ambientais para um entendimento mais completo de nossos resultados. Por fim, enfatizamos a necessidade do uso integrado dos componentes da diversidade nos planejamentos de conservacao.
  • EDILENE CRISTINA DO NASCIMENTO COSTA
  • INTEGRANDO PROCESSOS EVOLUTIVOS A UM PORTFÓLIO DE CONSERVAÇÃO DE MAMÍFEROS MARINHOS
  • Data: 25/05/2018
  • Hora: 14:00
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  • A atual crise da biodiversidade exige o direcionamento urgente de acoes de conservacao envolvendo aspectos sociais, economicos e cientificos. Uma resposta comum a esse desafio e a criacao de reservas naturais. Em teoria, o principal objetivo da criacao de uma reserva natural e a protecao e conservacao da biodiversidade ao longo do tempo. No entanto, na pratica, essa meta geralmente nao e alcancada. No entanto, na pratica, a maioria das atuais abordagens de conservacao concentra-se apenas em hotspots de biodiversidade, em especial areas com alta riqueza de especies ou endemicos, mas geralmente nao considera a conservacao de processos evolutivos dos quais a biodiversidade se origina e, portanto, falha no objetivo de conservacao no longo prazo. Neste artigo, nos fornecemos uma resposta para este problema, propondo um portfolio de areas prioritarias para conservacao de mamiferos marinhos considerando complementaridade e processos evolutivos. Nosso objetivo e testar se a inclusao da estimativa da taxa de diversificacao na analise de priorizacao espacial altera de maneira significativa a alocacao das prioridades de conservacao quando comparado a um portfolio baseado em complementaridade apenas. A comparacao entre as abordagens mostra como a inclusao da estimativa da taxa de diversificacao altera o cenario das priorizacoes espaciais para mamiferos marinhos. De um modo geral, ambas as abordagens identificam areas prioritarias ao longo das aguas da Zona Economica Exclusiva nos dois hemisferios, porem em proporcoes diferentes. Uma abordagem considerando estimativa da taxa de diversificacao fornece uma oportunidade de identificar areas nas quais os clados irradiaram mais ativamente, podendo ajudar a conservar os potenciais centros de origem de especies e, assim complementar as estimativas baseadas apenas em riqueza de especies.
  • WILMARA GUEDES DE LUCENA
  • VARIAÇÃO ACÚSTICA DE AVES EM FLORESTAS SECAS NEOTROPICAIS E SUA RELAÇÃO COM O CLIMA
  • Data: 27/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • A principal função biológica do canto é o reconhecimento específico, e este está submetido aos mesmos processos de evolução que outras características fenotípicas, podendo ser utilizado para o estudo da história evolutiva de diferentes populações de aves. Divergências ecológicas também desempenham um papel importante neste processo. O objetivo deste estudo é compreender como os efeitos dos padrões biogeográficos e fatores físicos do ambiente interferem na variação acústica de aves que vivem em florestas secas Neotropicais (Caatinga e Chaco). Para isto foram testadas as hipóteses: H1) os pares de táxons/populações apresentam variações vocais de acordo com o bioma, H2) Existem variáveis climáticas entre as áreas que são mais importantes para distribuição destes táxons/populações; e H3) o ambiente afeta os parâmetros vocais das espécies, de forma que existe um padrão geral de acordo com regras eco-geográficas. Selecionamos 376 cantos para a análise com base na qualidade de gravação e componente do canto de seis pares de táxons/populações que ocorrem na Caatinga e no Chaco. Utilizamos modelos de Nicho Ecológico para avaliar, visualmente, o nicho abiótico das espécies de estudo, e utilizamos os dados das variáveis climáticas para testar estatisticamente essa diferença. Modelos de regressão foram utilizados para verificar a diferença entre o canto e o clima das áreas de estudo. Além disso, utilizamos protocolos desenvolvidos para verificar diferença entre espécies a partir de dados acústicos. Foram verificados diferenças acústicas e climáticas entre as áreas de estudo de acordo com os diferentes pares. Além disso, a frequência máxima demonstrou um padrão em todos os pares (menor ao sul). Nosso estudo apoia a hipótese que o ambiente é central na evolução vocal, e diferenças climáticas podem levar à divergência acústica. Tal variação pode estar associada ao tamanho corporal em resposta à variação de temperatura (conforme descrito no modelo de Bergmman).
2017
Descrição
  • RAMON LIMA SILVA
  • PADRÕES DE ATROPELAMENTO DE VERTEBRADOS EM PAISAGEM FRAGMENTADA NO LITORAL NORTE DA PARAÍBA
  • Data: 30/10/2017
  • Hora: 10:00
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  • O atropelamento de fauna e um problema recorrente em todo o mundo, inclusive no Brasil. O litoral norte da Paraiba apresenta diversos fragmentos de Mata Atlantica ao longo das rodovias BR-101 e PB-071. Essa regiao esta inserida no Centro de Endemismo de Pernambuco, reconhecido por sua alta diversidade biologica. Essas rodovias circulam uma das poucas unidades de conservacao do estado, a reserva biologica Guaribas e passam nas proximidades de outras duas Reservas Particulares do Patrimonio Natural. Assim, entender os mecanismos dos padroes de atropelamentos envolvidos na relacao entre empreendimentos rodoviarios e as especies e fundamental para a conservacao das especies, especialmente nessa area fragmentada e proxima aos poucos refugios de fauna da regiao. Nos monitoramos os atropelamentos de vertebrados em trechos da BR-101 e PB-071 semanalmente entre fevereiro/2016 e maio/2017 e avaliamos a influencia das caracteristicas da paisagem e da conectividade nos atropelamentos encontrados. Nos dividimos a estrada de amostragem em 63 segmentos de 1000m. Analisamos as taxas de atropelamento, as aglomeracoes nos padroes de atropelamento, comparando as estatisticas globais K e Linear K; utilizamos as analises espaciais graficas para identificar os mapping clusters. Os hotspots foram calculados pelos atropelamentos esperados em relacao aos observados pela distribuicao de Poisson; utilizamos o AIC para verificar quais preditores deram melhores interpretacoes aos hotspots; e avaliamos a conectividade entre os fragmentos. Obtivemos 232 registros de vertebrados atropelados. O grupo mais atropelado foram os mamiferos, principalmente Cerdocyon thous (n=60). Leopardus pardalis, Alouatta belzebul e Penelope superciliares foram registradas e sao ameacadas de extincao. No geral, a maioria dos hotspots foi proximo as passagens de fauna e links de conectividade entre os fragmentos, embora os preditores tenham variado entre os grupos analisados. Barreiras de New Jersey sao um problema em potencial para mamiferos e C. thous. Essas informacoes servirao de base para futuros projetos mitigatorios.
  • BRUNA ELIZABETH SILVA DE PONTES
  • Ameaça Potencial de Invasões de Serpentes Exóticas no Continente Americano
  • Orientador : GUSTAVO HENRIQUE CALAZANS VIEIRA
  • Data: 27/10/2017
  • Hora: 14:00
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  • A introducao de especies exoticas em uma nova regiao consiste em uma das principais causas relacionadas a perda da biodiversidade e extincao de especies em escalas global e local. Nas ultimas decadas, houve um consideravel aumento de animais exoticos invasores devido as acoes humanas relacionadas ao crescimento e expansao do comercio internacional.
  • MERCIA MARIA ARAÚJO LUNA
  • RESPOSTAS FOTOQUÍMICAS E CRESCIMENTO INICIAL DE ESPÉCIES DE MANGUE SOB DIFERENTES NÍVEIS DE LUMININOSIDADE
  • Data: 25/09/2017
  • Hora: 09:00
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  • O elevado nivel de luminosidade pode ser decisivo para o sucesso ou fracasso na producao de mudas visando a restauracao de areas degradadas. O objetivo deste estudo e avaliar as respostas fotoquimicas no crescimento inicial de tres especies arboreas de mangue (Avicennia germinans (L.) L., Laguncularia racemosa (L.) Gaertn., Rhizophora mangle L.) sob tres niveis de luz (pleno sol, 50% e 80% de sombreamento). O experimento foi conduzido no municipio de Rio Tinto-PB, Brasil (06º49’S, 35°03’O), com duracao de 80 dias entre os meses de marco e junho de 2016. As analises dos transientes da fluorescencia da clorofila a e os parametros derivados da curva OJIP foram obtidos em folhas saudaveis no periodo de maior luminosidade (10:00-12:00h), quando as mudas completaram 60 dias de exposicao aos niveis de luz. Os dados morfologicos e as concentracoes de pigmentos fotossinteticos foram obtidos apos a realizacao das medidas de fluorescencia no final do experimento. A curva OJIP indicou fotoinibicao nas tres especies sob pleno sol. Houve queda no rendimento quantico fotoquimico (TRo/ABS) e aumento na dissipacao de energia (DIo/ABS) para as tres especies no tratamento de pleno sol. Entretanto, apenas L. racemosa apresentou queda significativa nos valores de ETo/TRo e ETo/ABS indicando dificuldade dessa especie em mover os eletrons pela cadeia transportadora nos tratamentos pleno sol e 50% sombreado. A reducao nas concentracoes de clorofila a e b revelaram ajuste das tres especies sob maior nivel luminoso. Para os parametros morfologicos altura e area foliar, os maiores valores foram obtidos nos ambientes mais sombreados. As mudas de R. mangle e A. germinans apresentaram as melhores respostas ao elevado nivel de luminosidade, sendo as mais aclimatadas as variacoes nos niveis de luz utilizados neste trabalho. Os resultados confirmam que o tratamento com maior nivel de sombreamento proporciona as melhores condicoes para o desenvolvimento das mudas.
  • IVAN LIVIO ROCHA SAMPAIO
  • Ecologia de Helicops angulatus em Fragmentos de Floresta Atlântica no Litoral Norte da Paraíba, Nordeste do Brasil
  • Orientador : GUSTAVO HENRIQUE CALAZANS VIEIRA
  • Data: 11/09/2017
  • Hora: 14:00
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  • O genero Helicops e o mais rico da tribo Hydropsini, com ampla distribuicao na America do Sul, sendo composto por 17 especies que fazem parte de uma linhagem de serpentes aquaticas. A cobra d’agua Helicops angulatus e uma serpente noturna que se alimenta principalmente de peixes, com ampla distribuicao por varias regioes da America do Sul. Nesse trabalho, nos estudamos a ecologia de Helicops angulatus no litoral norte do estado da Paraiba. Nos analisamos 205 especimes, sendo 103 femeas e 102 machos. Foi encontrado dimorfismo sexual, onde femeas possuem maior tamanho corporal que os machos, e os machos apresentaram caudas maiores. Helicops angulatus consumiu uma grande variedade de peixes (75,6% do total de presas consumidas) e anfibios (24,4 %). A maior variedade de peixes foi da ordem dos Characiformes e Perciformes, e para os anfibios, identificamos ras da familia Leptodactylidae. Para os peixes, aproximadamente 96% das vezes, o sentido da ingestao foi antero-posterior, e para os anfibios 50%. A sobreposicao na dieta foi alta entre os sexos e nao houve relacao significativa no tamanho da serpente com o tamanho das presas. O ciclo reprodutivo foi continuo, com aumento do diametro dos foliculos no final da estacao chuvosa e a reproducao na estacao seca e inicio do periodo chuvoso. O numero de ovos por ninhada variou de tres ate treze ovos e houve relacao positiva entre o comprimento da serpente com o tamanho da ninhada, indicando que femeas maiores tem capacidade de produzir maiores ninhadas. Nossos resultados indicam que H. angulatus apresenta conservatismo nas caracteristicas ecologicas mesmo sobrevivendo em biomas distintos.
  • HENRIQUE DOUGLAS DOS SANTOS BORBUREMA
  • MUDANÇAS AMBIENTAIS GLOBAIS, EFEITOS DA VARIAÇÃO DE TEMPERATURA, SALINIDADE E NUTRIENTES SOBRE O CRESCIMENTO DE ESPÉCIES DE Bostrychia (RHODOPHYTA)
  • Data: 31/08/2017
  • Hora: 10:00
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  • RESUMO Este trabalho teve por objetivo analisar e comparar o crescimento de Bostrychia binderi e Bostrychia montagnei em diferentes temperaturas, salinidades e condicoes de nutrientes, em decorrencia das mudancas climaticas globais e do continuo aporte de nutrientes, principalmente de fontes de nitrogenio e fosforo, para os ecossistemas aquaticos. Para obtencao de culturas unialgais de Bostrychia foi desenvolvido um protocolo de eliminacao de organismos associados aos talos com detergente liquido e hipoclorito de sodio. Amostras das especies de Bostrychia foram cultivadas experimentalmente em temperaturas de 24, 28 e 32°C, em salinidades de 18, 24, 30, 36 e 42psu, e em diferentes condicoes de nutrientes. B. binderi e B. montagnei apresentaram resistencia a temperatura maxima a que foram submetidas (32°C). A taxa de crescimento das especies foi similar em 28 e 32°C, e as maiores taxas de crescimento foram observadas quando as algas foram cultivadas em 24°C. As diferentes salinidades nao apresentaram efeito significativo sobre a taxa de crescimento das especies, corroborando com outros estudos ecofisiologicos com Bostrychia. Taxas de crescimento relativo negativas foram observadas em tratamentos em que nao houve enriquecimento do meio, sendo nas maiores temperaturas testadas (28 e 32°C) e baixas salinidades (18 e 24psu). As especies apresentaram tolerancia as altas concentracoes de nutrientes a que foram submetidas. Dados obtidos neste estudo permitem concluir que as especies analisadas estariam adaptadas em futuros cenarios de aquecimento global e de alteracoes em gradientes de salinidade, e que podem se estabelecer em condicoes eutroficas, devido sua tolerancia para altas concentracoes de nutrientes. Ao se considerar a resistencia de Bostrychia a elevadas temperaturas, variacao de salinidade e altas concentracoes de nutrientes, numa perspectiva de mudancas ambientais futuras este taxon sera fundamental em ecossistemas estuarinos, como uma relevante fonte de produtividade primaria e materia organica.
  • CAROLINA HOLANDA ALVES
  • RUÍDO SONORO NA RODOVIA BR 230 E O IMPACTO PARA AVES TERRITORIALISTAS
  • Data: 14/07/2017
  • Hora: 09:00
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  • Em areas urbanas, os limites dos niveis de ruido sao estabelecidos para evitar desconforto e prejuizo a saude humana. No entanto, quando observamos uma Unidade de Conservacao inserida nesse espaco urbano, nos deparamos com a falta de atencao aos possiveis impactos a fauna ali presente. Nos caracterizamos os niveis de ruido presente ao longo da Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo, area de importancia para a manutencao ecologica do estuario do Rio Paraiba. Estao localizadas em area urbana, entre os municipios de Joao Pessoa e Cabedelo, e recebe influencia direta do trafego presente na rodovia BR-230. As medidas de intensidade do ruido foram feitas em termos L90, que representa o nivel de ruido em 90% do tempo. Relacionamos essas medidas aos niveis de ruido em uma area urbana sem vegetacao, e em outra UC localizada em uma area rural, sem intensa influencia do ruido do trafego. Os resultados demonstraram que os niveis de ruido de fundo na FLONA de Cabedelo se encontram superiores a 62 dB em 90% do tempo (L90), podendo apresentar valores altos, cerca de 70 dB. A UC numa area sem trafego, apresentou uma diferenca de 24 dB (L90), em relacao ao ruido encontrado na FLONA de Cabedelo. Na area sem vegetacao, observamos que a perda de energia sonora e menor, o que revela a eficiencia no papel da contencao do ruido pela vegetacao densa. Apesar de existirem leis que estabelecem os limites de ruido para a sociedade, nao vemos uma preocupacao no sentido de minimizar os efeitos para a fauna presente na area protegida. A metodologia demonstrou ser uma ferramenta eficiente neste estudo, o que serve de base para tomada de decisoes por parte dos gestores.
  • ALLANA BARBOSA DE SOUSA FEITOSA
  • ANÁLISE DE FORRAGEIO EXTRATIVO E LATERALIDADE EM SEIS ESPÉCIES DE MACACO-PREGO EM CATIVEIRO.
  • Data: 06/07/2017
  • Hora: 14:00
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  • Forrageio e a busca de alimento por animais e o forrageio extrativo e um tipo no qual o alimento deve ser removido de uma matriz (ex. frutos encapsulados, insetos no interior de galhos, tuberculos). Este tipo forrageio requer um maior nivel de controle motor e habilidade de manipulacao, o que alguns autores sugerem que promova preferencia para o uso da mao direita. Algumas especies de primatas que vivem em regioes fortemente sazonais ou de maior aridez parecem praticar o forrageio extrativo mais frequentemente. E possivel que nesses ambientes essas populacoes de primatas sejam mais lateralizadas. Lateralidade e a preferencia do uso de uma das maos ao realizar tarefas e e provavel que populacoes de macacos-prego de areas mais secas apresentem maior uso da mao direita, pois o forrageio extrativo nessas populacoes e mais frequente. Individuos de 6 especies de macaco-prego (Sapajus sp. e Cebus sp.), mantidas em cativeiro, foram testadas em relacao ao forrageio extrativo, usando entrenos fechados de bambus, e lateralidade, usando tubos de PVC com comida no interior (Tube task), que forcava os macacos a segurarem um tubo com uma mao e removerem o alimento com a outra. Foram observados 222 individuos, de diferentes instituicoes (zoologicos, centros de primatas e de triagem) de diferentes locais do Brasil. Os resultados indicam diferencas entre os dois generos e entre as especies de Sapajus. S. robustus e S. flavius foram as especies que apresentaram maior frequencia de forrageio extrativo e as que apresentaram preferencia pelo uso da mao direita. Contrario ao que se esperava, S. libidinosus apresentou menor media de forrageio extrativo do que S. robustus e S. flavius e preferiu usar a mao esquerda. S. apella e Cebus sp. tiveram as menores medias de forrageio extrativo e tambem preferiram usar a mao esquerda. Mesmo sendo individuos de cativeiro, a lateralidade das especies nao foi afetada ou influenciada pelo contato com humanos. E possivel que a especializacao em forrageio extrativo e uso de ferramentas nao estejam associados a preferencia pelo uso da mao direita como se tem pensado.
2016
Descrição
  • LAURA MARTINI FALKENBERG
  • ECOLOGIA DE TAXOCENOSE DE ANFÍBIOS ANURO EM FRAGMENTO URBANO DE FLORESTA ATLÂNTICA NA CIDADE DE CABEDELO, PARAÍBA, BRASIL
  • Orientador : GUSTAVO HENRIQUE CALAZANS VIEIRA
  • Data: 05/10/2016
  • Hora: 14:00
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  • ECOLOGIA DE TAXOCENOSE DE ANFIBIOS ANURO EM FRAGMENTO URBANO DE FLORESTA ATLANTICA NA CIDADE DE CABEDELO, PARAIBA, BRASIL
  • FELIPE ARAUJO DE OLIVEIRA
  • VARIAÇÃO GEOGRÁFICA NA ECOLOGIA DE Tantilla melanocephala (SERPENTES: COLUBRIDAE), EM ÁREAS DE CAATINGA E FLORESTA ATLÂNTICA DO NORDESTE NA REGIÃO NEOTROPICAL.
  • Orientador : FREDERICO GUSTAVO RODRIGUES FRANCA
  • Data: 03/10/2016
  • Hora: 09:00
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  • Especies com ampla abrangencia geografica sao bons objetos de estudo para avaliar como as variacoes ambientais podem influenciar a sua ecologia. Neste trabalho, verificamos como as populacoes de Tantilla melanocephala (Serpentes: Colubridae) respondem as da Caatinga e da Floresta Atlantica do Nordeste. Foram analisados 252 especimes, 164 coletados em Floresta Atlantica e 88 em Caatinga.. As populacoes de T. melanocephala, apesar de ocuparem ambientes com temperatura, umidade, radiacao solar, vegetacao, regime de chuva, disponibilidade de alimento, dentre outros aspectos, diferentes, apresentam ecologia e morfologia conservada. Nao foi encontrado dimorfismo sexual e nem diferencas morfologicas na especie entre biomas. Alem disso, encontramos conservadorismo filogenetico na dieta da especie, que especializada no consumo de poucos itens alimentares, esses pertencentes a mesma Classe taxonomica – Chilopoda. Porem, existem diferencas sutis nos generos de lacraias mais consumidos. Quanto a reproducao, as populacoes dos dois biomas sao similares no numero e tamanho dos ovos e foliculos. Foi encontrada variacao apenas no periodo de postura, o que pode ser relacionado as caracteristicas ambientais das regioes, como diferencas no regime de precipitacao. Tantilla melanocephala e uma serpente com influencia predominante de fatores historicos sobre sua ecologia, expressando alto grau de conservadorismo filogenetico em sua historia de vida.
  • ELAINE PESSOA PEDROSA
  • ANÁLISE DA VIABILIDADE POPULACIONAL DA PREGUIÇA-COMUM (Bradypus variegatus Schinz, 1985) EM FRAGMENTO DE MATA ATLÂNTICA E AS PRINCIPAIS AMEAÇAS DOS AMBIENTES URBANOS NA PARAÍBA
  • Data: 29/03/2016
  • Hora: 14:00
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  • A preguica-comum (Bradypus variegatus) tem chamado atencao devido aos diversos registros de populacoes isoladas em pequenos fragmentos florestais e por sua presenca em ambientes urbanos, estando vulneravel aos efeitos da estocasticidade demografica e ambiental, endogamia e perturbacoes nos ambientes urbanos. Este trabalho teve os objetivos de analisar a viabilidade populacional da preguica-comum e identificar as principais ameacas os ambientes urbanos na Paraiba. Para a analise da viabilidade populacional foi utilizado o programa Vortex, 10.1 para uma populacao na ReBio Guaribas (SEMA III). Cenarios foram construidos para Populacao Minima Viavel (PMV), capacidade de suporte, reproducao e suplementacao. Segundo o modelo, a populacao da SEMA III (n=28) e menor que a PMV (estimada em n=55), podendo extinguir-se localmente nos proximos 100 anos. A capacidade de suporte (k) para a populacao de preguica-comum na SEMA III e de k=113 e se mantem viavel para a PMV quando e reduzida (k=85). As femeas apresentaram uma taxa reprodutiva de 30%, mas quando esta taxa foi elevada em 40% no modelo, a populacao torna-se viavel. A suplementacao tambem depende da taxa de reproducao das femeas de 40%. A inviabilidade da populacao no cenario atual deve-se ao pequeno tamanho populacional e a baixa taxa reprodutiva das femeas. Manejar machos para proximo das femeas e/ou introduzir novos machos a intervalos de quatro anos aumentara a taxa reprodutiva das femeas. Para identificar as principais ameacas dos ambientes urbanos foram obtidas informacoes dos registros de recebimento de fauna no Centro de Triagem de Animais Silvestres, Reserva Biologica Guaribas, Area de Protecao Ambiental da Barra do Rio Mamanguape e Parque Zoobotanico Arruda Camara, bem como o monitoramento dos individuos de preguica-comum na Praca Joao Pessoa, em Rio Tinto. A maioria dos registros de impactos para foram em ambientes urbanos (ruas, pracas e vilarejos) e em menor quantidade em rodovias (BR 101, BR 230 e PB 071). Os filhotes foram significativamente mais impactados (x2 = 17,0; gl = 1; p < 0,01). Os individuos registrados nos ambientes urbanos sofreram mais impactos do que aqueles registrados em rodovias (x2 = 4,78; gl = 1; p < 0,02). Os filhotes tambem sofreram maiores impactos na Praca Joao Pessoa, em Rio Tinto, apresentando 84,6% dos obitos. As mortes dos filhotes na Praca estao relacionadas com quedas das arvores e abandono pelas maes. Dentre os impactos em rodovias e em ambientes urbanos o abandono precoce de filhotes pelas maes parece ser o impacto mais negativo, pois os filhotes nao conseguem sobreviver longe das maes, morrendo logo apos serem levados ao CETAS.
  • ELAINE PESSOA PEDROSA
  • ANÁLISE DA VIABILIDADE POPULACIONAL DA PREGUIÇA-COMUM (Bradypus variegatus Schinz, 1985) EM FRAGMENTO DE MATA ATLÂNTICA E AS PRINCIPAIS AMEAÇAS DOS AMBIENTES URBANOS NA PARAÍBA
  • Data: 29/03/2016
  • Hora: 14:00
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  • A preguica-comum (Bradypus variegatus) tem chamado atencao devido aos diversos registros de populacoes isoladas em pequenos fragmentos florestais e por sua presenca em ambientes urbanos, estando vulneravel aos efeitos da estocasticidade demografica e ambiental, endogamia e perturbacoes nos ambientes urbanos. Este trabalho teve os objetivos de analisar a viabilidade populacional da preguica-comum e identificar as principais ameacas os ambientes urbanos na Paraiba. Para a analise da viabilidade populacional foi utilizado o programa Vortex, 10.1 para uma populacao na ReBio Guaribas (SEMA III). Cenarios foram construidos para Populacao Minima Viavel (PMV), capacidade de suporte, reproducao e suplementacao. Segundo o modelo, a populacao da SEMA III (n=28) e menor que a PMV (estimada em n=55), podendo extinguir-se localmente nos proximos 100 anos. A capacidade de suporte (k) para a populacao de preguica-comum na SEMA III e de k=113 e se mantem viavel para a PMV quando e reduzida (k=85). As femeas apresentaram uma taxa reprodutiva de 30%, mas quando esta taxa foi elevada em 40% no modelo, a populacao torna-se viavel. A suplementacao tambem depende da taxa de reproducao das femeas de 40%. A inviabilidade da populacao no cenario atual deve-se ao pequeno tamanho populacional e a baixa taxa reprodutiva das femeas. Manejar machos para proximo das femeas e/ou introduzir novos machos a intervalos de quatro anos aumentara a taxa reprodutiva das femeas. Para identificar as principais ameacas dos ambientes urbanos foram obtidas informacoes dos registros de recebimento de fauna no Centro de Triagem de Animais Silvestres, Reserva Biologica Guaribas, Area de Protecao Ambiental da Barra do Rio Mamanguape e Parque Zoobotanico Arruda Camara, bem como o monitoramento dos individuos de preguica-comum na Praca Joao Pessoa, em Rio Tinto. A maioria dos registros de impactos para foram em ambientes urbanos (ruas, pracas e vilarejos) e em menor quantidade em rodovias (BR 101, BR 230 e PB 071). Os filhotes foram significativamente mais impactados (x2 = 17,0; gl = 1; p < 0,01). Os individuos registrados nos ambientes urbanos sofreram mais impactos do que aqueles registrados em rodovias (x2 = 4,78; gl = 1; p < 0,02). Os filhotes tambem sofreram maiores impactos na Praca Joao Pessoa, em Rio Tinto, apresentando 84,6% dos obitos. As mortes dos filhotes na Praca estao relacionadas com quedas das arvores e abandono pelas maes. Dentre os impactos em rodovias e em ambientes urbanos o abandono precoce de filhotes pelas maes parece ser o impacto mais negativo, pois os filhotes nao conseguem sobreviver longe das maes, morrendo logo apos serem levados ao CETAS.
  • CARLOS EDUARDO DE SOUSA GERMANO
  • Aspectos ecológicos da Salamanta Epicrates assisi Machado 1945 (Serpente: Boidae) do litoral da Paraíba
  • Data: 22/03/2016
  • Hora: 09:00
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  • Epicrates assisi foi elevada ao nível de espécie em um novo arranjo taxonômico baseado em análises de variações morfológicas, merísticas, padrões de cores e características morfométricas. A distribuição de E. assisi abrange regiões de Caatinga e Floresta Atlântica do Nordeste do Brasil, ocorrendo em quase toda a extensão do litoral nordestino. As informações disponíveis indicam E. assisi com tamanho máximo entre 1,6 m e 2 m de comprimento, de hábito crepuscular e noturno, terrestre, com reprodução vivípara e ninhadas variando de oito a vinte filhotes. Alimentando-se de mamíferos, aves e lagartos. Presume-se que populações de serpentes, incluindo os boídeos, declinem com a perda de hábitat, visto que a Floresta Atlântica compõe uma das 25 áreas prioritárias de conservação à biodiversidade no mundo (hotspots) e a porção nordestina ocupa apenas 0,3% da composição original. Epicrates assisi causa aversão aos humanos e é constantemente morta pela população. Neste trabalho foram analisados 105 exemplares capturados entre 2010 e 2015, provenientes das coleções dos campi I e IV da UFPB, capturados principalmente nos municípios de João Pessoa e Rio Tinto, respectivamente. Os exemplares foram divididos em dois grupos, denominados litoral norte e litoral sul. Os resultados revelaram que 69,2% dos espécimes foram encontrados sobre locais pavimentados, sendo 55,8% sobre calçamento e 13,5% sobre asfalto. O número de indivíduos encontrados em área urbana foi bastante superior comparado com os fragmentos locais de floresta Atlântica. A espécie apresentou atividade diurna e noturna e foi significativamente mais abundante na estação chuvosa do que na estação seca, com pico de atividade no mês de abril coincidindo com a época de recrutamento. Foi encontrado dimorfismo sexual na massa e CRC entre os recém-nascidos. Também houve diferença significativa entre os grupos litoral norte e litoral sul com relação às variáveis morfométricas tomadas simultaneamente, entretanto apenas uma variável foi encontrada como discriminante entre os grupos, sendo a compressão lateral maior nos indivíduos do litoral sul. Dos 97 espécimes dissecados, apenas sete apresentaram conteúdo identificável sendo mamífero o item mais encontrado com 96,71% de importância relativa. Além de mamíferos, um lagarto Hemidactylus mabouia também foi encontrado. Palavras chaves: Serpente boídeo, área urbana, autoecologia
  • DIMITRI DE ARAÚJO COSTA
  • ASSEMBLEIAS DE POLIQUETAS (ANNELIDA), ASSOCIADOS AOS RODOLITOS (CORALLINOPHYCIDAE, RHODOPHYTA), NA PRAIA DO SEIXAS, JOÃO PESSOA, PARAÍBA, BRASIL
  • Data: 04/03/2016
  • Hora: 08:30
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  • O presente estudo analisou as assembleias de poliquetas associados aos rodolitos na Praia do Seixas, João Pessoa, Paraíba, Brasil, durante o ano de 2015, quanto à riqueza específica, abundância, diversidade de espécies, e composições taxonômica e funcional. O grupo Polychaeta abrange uma grande diversidade de organismos metamerizados, sendo característico de ambientes marinhos, e possuem diversas estratégias de alimentação: carnívoros, detritívoros, suspensívoros, herbívoros e onívoros. As amostras deste estudo são constituídas de rodolitos, que são agregados de nódulos de algas calcárias incrustantes não articuladas, formando bancos extensos de habitat de substrato duro. Estes agregados fornecem abrigo e alimento para uma vasta diversidade de espécies marinhas. Foram realizadas expedições na região infralitoral da Praia do Seixas, e em cada ponto as amostras foram coletadas nas profundidades de 1,5 e 4,0 m. As coletas foram realizadas durante as marés baixas de sizígia, ao longo dos meses de Janeiro, Março, Maio, Julho, Setembro e Novembro, dos quais os meses de Janeiro, Setembro e Novembro corresponderam à estação seca, e Março, Maio e Julho, à estação chuvosa. Em cada mês, foi coletada uma amostra por profundidade, totalizando duas por mês, resultando em 12 coletas durante o ano. No total, foram coletados 733 poliquetas, organizados em 21 famílias, 36 gêneros e 49 espécies. Destes, 445 indivíduos, de 36 espécies ocorreram na profundidade de 1,5 m; e 288, de 36 espécies, na profundidade de 4,0 m. Em relação à estação, foram coletados 333 organismos durante a estação seca, e 400 durante a estação chuvosa. A espécie Eunice wasinensis (Eunicidae) foi a mais abundante, com um total de 280 indivíduos, que representou 38,2% do total de poliquetas. Os poliquetas com hábito alimentar onívoro foram os mais abundantes (70,8%). Os índices de diversidade de Shannon e equitabilidade de Pielou foram maiores na profundidade 1,5m (2,70 e 0,83, respectivamente) em relação à profundidade 4,0m (2,10 e 0,75); e uma estimativa de riqueza (Chao1) de 49,75 (prof. 1,5m) e 46,00 (prof. 4,0m). O teste de Wilcoxon demonstrou que a profundidade afeta significativamente a abundância desses organismos (p<0,05). Ocorreu uma correlação negativa significativa (-3,53) entre os indivíduos da profundidade de 1,5 m quando comparado aos índices pluviométricos. Os dendrogramas de similaridade de Jaccard para as amostras, entre os meses, indicam que há dois agrupamentos em cada profundidade. O presente estudo consolida-se na tentativa de contribuir para o conhecimento da associação destes organismos no litoral paraibano, Nordeste do Brasil.
  • DIMITRI DE ARAÚJO COSTA
  • ASSEMBLEIAS DE POLIQUETAS (ANNELIDA), ASSOCIADOS AOS RODOLITOS (CORALLINOPHYCIDAE, RHODOPHYTA), NA PRAIA DO SEIXAS, JOÃO PESSOA, PARAÍBA, BRASIL
  • Data: 04/03/2016
  • Hora: 08:30
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  • O presente estudo analisou as assembleias de poliquetas associados aos rodolitos na Praia do Seixas, Joao Pessoa, Paraiba, Brasil, durante o ano de 2015, quanto a riqueza especifica, abundancia, diversidade de especies, e composicoes taxonomica e funcional. O grupo Polychaeta abrange uma grande diversidade de organismos metamerizados, sendo caracteristico de ambientes marinhos, e possuem diversas estrategias de alimentacao: carnivoros, detritivoros, suspensivoros, herbivoros e onivoros. As amostras deste estudo sao constituidas de rodolitos, que sao agregados de nodulos de algas calcarias incrustantes nao articuladas, formando bancos extensos de habitat de substrato duro. Estes agregados fornecem abrigo e alimento para uma vasta diversidade de especies marinhas. Foram realizadas expedicoes na regiao infralitoral da Praia do Seixas, e em cada ponto as amostras foram coletadas nas profundidades de 1,5 e 4,0 m. As coletas foram realizadas durante as mares baixas de sizigia, ao longo dos meses de Janeiro, Marco, Maio, Julho, Setembro e Novembro, dos quais os meses de Janeiro, Setembro e Novembro corresponderam a estacao seca, e Marco, Maio e Julho, a estacao chuvosa. Em cada mes, foi coletada uma amostra por profundidade, totalizando duas por mes, resultando em 12 coletas durante o ano. No total, foram coletados 733 poliquetas, organizados em 21 familias, 36 generos e 49 especies. Destes, 445 individuos, de 36 especies ocorreram na profundidade de 1,5 m; e 288, de 36 especies, na profundidade de 4,0 m. Em relacao a estacao, foram coletados 333 organismos durante a estacao seca, e 400 durante a estacao chuvosa. A especie Eunice wasinensis (Eunicidae) foi a mais abundante, com um total de 280 individuos, que representou 38,2% do total de poliquetas. Os poliquetas com habito alimentar onivoro foram os mais abundantes (70,8%). Os indices de diversidade de Shannon e equitabilidade de Pielou foram maiores na profundidade 1,5m (2,70 e 0,83, respectivamente) em relacao a profundidade 4,0m (2,10 e 0,75); e uma estimativa de riqueza (Chao1) de 49,75 (prof. 1,5m) e 46,00 (prof. 4,0m). O teste de Wilcoxon demonstrou que a profundidade afeta significativamente a abundancia desses organismos (p<0,05). Ocorreu uma correlacao negativa significativa (-3,53) entre os individuos da profundidade de 1,5 m quando comparado aos indices pluviometricos. Os dendrogramas de similaridade de Jaccard para as amostras, entre os meses, indicam que ha dois agrupamentos em cada profundidade. O presente estudo consolida-se na tentativa de contribuir para o conhecimento da associacao destes organismos no litoral paraibano, Nordeste do Brasil.
  • DIMITRI DE ARAÚJO COSTA
  • ASSEMBLEIAS DE POLIQUETAS (ANNELIDA), ASSOCIADOS AOS RODOLITOS (CORALLINOPHYCIDAE, RHODOPHYTA), NA PRAIA DO SEIXAS, JOÃO PESSOA, PARAÍBA, BRASIL
  • Data: 04/03/2016
  • Hora: 08:30
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  • O presente estudo analisou as assembleias de poliquetas associados aos rodolitos na Praia do Seixas, Joao Pessoa, Paraiba, Brasil, durante o ano de 2015, quanto a riqueza especifica, abundancia, diversidade de especies, e composicoes taxonomica e funcional. O grupo Polychaeta abrange uma grande diversidade de organismos metamerizados, sendo caracteristico de ambientes marinhos, e possuem diversas estrategias de alimentacao: carnivoros, detritivoros, suspensivoros, herbivoros e onivoros. As amostras deste estudo sao constituidas de rodolitos, que sao agregados de nodulos de algas calcarias incrustantes nao articuladas, formando bancos extensos de habitat de substrato duro. Estes agregados fornecem abrigo e alimento para uma vasta diversidade de especies marinhas. Foram realizadas expedicoes na regiao infralitoral da Praia do Seixas, e em cada ponto as amostras foram coletadas nas profundidades de 1,5 e 4,0 m. As coletas foram realizadas durante as mares baixas de sizigia, ao longo dos meses de Janeiro, Marco, Maio, Julho, Setembro e Novembro, dos quais os meses de Janeiro, Setembro e Novembro corresponderam a estacao seca, e Marco, Maio e Julho, a estacao chuvosa. Em cada mes, foi coletada uma amostra por profundidade, totalizando duas por mes, resultando em 12 coletas durante o ano. No total, foram coletados 733 poliquetas, organizados em 21 familias, 36 generos e 49 especies. Destes, 445 individuos, de 36 especies ocorreram na profundidade de 1,5 m; e 288, de 36 especies, na profundidade de 4,0 m. Em relacao a estacao, foram coletados 333 organismos durante a estacao seca, e 400 durante a estacao chuvosa. A especie Eunice wasinensis (Eunicidae) foi a mais abundante, com um total de 280 individuos, que representou 38,2% do total de poliquetas. Os poliquetas com habito alimentar onivoro foram os mais abundantes (70,8%). Os indices de diversidade de Shannon e equitabilidade de Pielou foram maiores na profundidade 1,5m (2,70 e 0,83, respectivamente) em relacao a profundidade 4,0m (2,10 e 0,75); e uma estimativa de riqueza (Chao1) de 49,75 (prof. 1,5m) e 46,00 (prof. 4,0m). O teste de Wilcoxon demonstrou que a profundidade afeta significativamente a abundancia desses organismos (p<0,05). Ocorreu uma correlacao negativa significativa (-3,53) entre os individuos da profundidade de 1,5 m quando comparado aos indices pluviometricos. Os dendrogramas de similaridade de Jaccard para as amostras, entre os meses, indicam que ha dois agrupamentos em cada profundidade. O presente estudo consolida-se na tentativa de contribuir para o conhecimento da associacao destes organismos no litoral paraibano, Nordeste do Brasil.
2015
Descrição
  • MAURICIO LILIOSO DE LUCENA FILHO
  • Ecoepidemiologia de Triatoma brasiliensis nos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte: indicadores entomológicos e estruturas ecotípica e composicional etária
  • Data: 15/10/2015
  • Hora: 10:00
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  • Em uma primeira etapa, este estudo avaliou os riscos impostos por Triatoma brasiliensis na epidemiologia Chagasica em distintos pontos rurais de municipios da Paraiba (PB; Cajazeiras, Sao Jose de Espinharas, Condado, Santa Teresinha e Sao Mamede) e Rio Grande do Norte (RN; Caico e Currais Novos) com a aplicacao de indicadores entomologicos. O indice de infeccao natural e a diversidade do parasita Trypanosoma cruzi de acordo com as duas principais linhagens (TCI e TCII) foram tambem avaliados por tecnicas moleculares. Com as informacoes de campo, a estrutura composicional etaria de populacoes de T. brasiliensis foi caracterizada. Um total de 3.021 triatomineos foi capturado, com uma destacada prevalencia de T. brasiliensis (80%), seguido por T. pseudomaculata (16%) e T. petrochii (4%). A colonizacao domiciliar foi baixa em todos os pontos investigados, sendo os insetos predominantemente peridomiciliares, o que minimiza os riscos de transmissao de T. cruzi. Embora Condado tenha apresentado os mais altos indices de infestacao (50%) e colonizacao (40%) domiciliar, estes foram acompanhados por indices nulos de infecao natural e de baixa densidade triatominica (10,1 insetos/casa). Ja em Currais Novos houve a mais alta densidade triatominica (41,1 insetos/casa) e valores tambem altos de infestacao (37%) e colonizacao domiciliar (37%), bem como de infeccao natural (media de 24,4%), indicando que este municipio apresenta o mais alto risco de transmissao de T. cruzi a humanos. A variacao nos indices de infeccao natural por T. cruzi em unidades domiciliares esta possivelmente associada a estrutura ecotipica, pois nos municipios da PB os insetos peridomiciliares sao encontrados principalmente em galinheiros ao passo que em Currais Novos (RN) os amontoados de pedras, paralelepipedos e galhos no peridomicilio estao infestados tanto por T. brasiliensis, quanto por roedores silvestres da familia Caviidae (Galea spixx e Kerodon rupestris). A mais baixa prevalencia de infeccao por T. cruzi em populacoes silvestres de T. brasiliensis nos pontos de PB (media de 3,4%) se comparado aos pontos amostrados do RN (media de 51,8%) esta possivelmente associada a degradacao ambiental observada na Paraiba. Tecnicas moleculares apontaram a presenca das duas linhagens do parasita coabitando tanto no peridomicilio quanto no ambiente silvestre. De setembro a dezembro foi observada maior incidencia de adultos nos ambientes silvestres, em relacao as coletas de marco e aos trabalhos encontrados na literatura. Estes resultados alertam para a possibilidade de uma maior incidencia de invasoes domiciliares pelas formas alares de T. brasiliensis nos ultimos meses do ano.
  • EMANUEL UBALDINO TORRES JUNIOR
  • CONHECIMENTO ECOLÓGICO E PERCEPÇÃO AMBIENTAL SOBRE PRIMATAS POR UMA COMUNIDADE RURAL NO ENTORNO DA RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NATURAL ENGENHO GARGAÚ, PARAÍBA – BRASIL
  • Data: 25/09/2015
  • Hora: 14:30
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  • O conhecimento ecológico, proveniente do contato humano com os recursos naturais, está relacionado com a percepção que cada indivíduo tem do ambiente em que vive. O presente estudo teve por objetivos avaliar o conhecimento ecológico e a percepção ambiental sobre primatas por uma comunidade rural no entorno da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Engenho Gargaú, na Paraíba, onde habitam as espécies Alouatta belzebul (guariba-de-mãos-ruivas), Sapajus flavius (macaco-prego-galego) e Callithrix jacchus (sagui-do-nordeste). Foram realizadas 200 entrevistas semiestruturadas com adultos e coletados 102 mapas mentais de crianças. As respostas das entrevistas foram avaliadas pela Análise de Conteúdo Temático que receberam pesos específicos para formulação de uma medida ponderada do Conhecimento Ecológico Local (CELP). Apesar da proximidade com a RPPN Engenho Gargaú, os adultos apresentaram um baixo conhecimento ecológico. No entanto, os que possuem um maior contato com os primatas, os homens e os moradores mais antigos apresentaram um CELP significativamente mais elevado comparado aos demais. A faixa etária não influenciou no CELP. A comunidade aparentemente não explora intensamente recursos da RPPN, justificando o baixo conhecimento encontrado no local. De acordo com os mapas mentais, as crianças que já avistaram primatas mostraram uma percepção ambiental mais realista e detalhada do que aquelas que nunca avistaram, evidenciando um maior contato com o meio ambiente e, possivelmente, com a RPPN. Tais dados podem subsidiar futuras pesquisas e ações de Educação Ambiental, especificamente envolvendo A. belzebul e S. flavius da RPPN Engenho Gargaú, duas das cinco espécies alvo do Plano de Ação Nacional para Conservação dos Primatas do Nordeste (PAN PriNE).
  • ELISANGELA DE ARAUJO BARBOSA
  • SÍNDROMES DE POLINIZAÇÃO E DISPONIBILIDADE DE RECURSOS FLORAIS DE MACRÓFITAS AQUÁTICAS EM REMANESCENTE URBANO DE FLORESTA ATLÂNTICA, NORDESTE, BRASIL.
  • Data: 27/08/2015
  • Hora: 09:00
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  • As síndromes de polinização relacionam as características morfológicas das plantas e os seus possíveis polinizadores. Os recursos florais disponibilizados para os visitantes são considerados como atrativos primários, os quais compõem a dieta de vários animais. A maioria das macrófitas disponibiliza pólen e néctar. O objetivo principal do trabalho foi realizar um levantamento das síndromes de polinização de macrófitas aquáticas e da flora ruderal associada, e fazer um levantamento dos recursos florais oferecidos pelas macrófitas, relacionando sua disponibilidade ao longo do ano com os fatores abióticos. O estudo foi realizado em um remanescente urbano de Floresta Atlântica (Nordeste, Brasil), durante treze meses (2014/2015), sendo feitas visitas quinzenais a campo. O levantamento das síndromes de polinização resultou em 50 espécies encontradas, sendo 25 famílias e 40 gêneros. A maioria foi Angiosperma. As famílias mais representativas foram Cyperaceae (11), Asteraceae (6) e Fabaceae (5). A maior composição foi de ervas (40) e anfíbias (41). A maioria ocupou os três substratos (água/margem/terra). As macrófitas apresentaram um maior número de espécies (27). Predominaram flores de cor lilás (14). Os tipos florais campanular (6) e papilionáceae (6) foram os mais comuns. A síndrome mais representativa foi a melitofilia. Nas macrófitas predominaram as síndromes melitofilia (8), anemofilia (7) e generalista (8). Na flora ruderal associada predominaram as síndromes melitofilia (8) e anemofilia (8). A disponibilidade de recursos florais foi observada em 17 espécies de macrófitas (15 gêneros e 12 famílias), tendo sido estimada com base na intensidade de floração. Cyperaceae foi a mais rica (4). N. rudgeana apresentou a maior cobertura floral (5,21%). A maioria das espécies ofertou néctar, entretanto o pólen foi o mais frequente, presente em todo estudo e sendo influenciado pela espécie dominante (N. rudgeana). Os recursos foram mais frequentes no período úmido, mas não apresentaram relações com os fatores abióticos. As macrófitas apresentaram um grande potencial para a manutenção da fauna polinizadora na reserva florestal ao longo do ano e contribuíram de forma expressiva para a composição florística da área de estudo. Observa-se uma influência significativa da flora ruderal associada para esta comunidade, as quais podem ser utilizadas como indicadoras da ação antrópica nesse remanescente de Floresta Atlântica.
  • PAULA FONSÊCA DA SILVA
  • Helmintos Gastrointestinais de populações naturais de Leptodactylus macrosternum Miranda-Ribeiro, 1926 (Anura: Leptodactylidae) da Caatinga e da Floresta Atlântica Brasileira
  • Data: 17/07/2015
  • Hora: 09:00
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  • Os anfibios, por serem utilizados como hospedeiros intermediarios e definitivos por varias especies de nematoides, sao fundamentais para os estudos de comunidades parasitas. No presente trabalho descrevem-se as comunidades de helmintos parasitos da ra Leptodactylus macrosternum em populacoes da Caatinga e da Floresta Atlantica brasileira, testando as seguintes hipoteses: i) animais oriundos da Caatinga e da Floresta Atlantica apresentam diferencas nos padroes de infeccao; ii) machos e femeas nao diferem quanto aos padroes de infeccao; iii) o tamanho dos hospedeiros influencia a probabilidade de infeccao; iv) os itens alimentares consumidos estao associados a helmintofauna infestante. Foram utilizados 220 animais hospedeiros, sendo 185 de localidades encontradas na Caatinga e 35 de areas de bioma Floresta Atlantica, oriundos de um total de 31 municipios. Para amostrar os parasitos, os hospedeiros foram dissecados, e depois de removidos, seus tratos gastrointestinais foram abertos atraves de corte longitudinal e analisados cuidadosamente para a deteccao de helmintos. Para identificacao, os endoparasitos foram alocados em laminas com meio de Hoyer, corados com carmim, quando necessario, e observados em microscopio optico. Foi utilizada uma Regressao Logistica para testar a influencia do sexo dos hospedeiros, do comprimento rostro-cloacal, do sitio de infeccao, do bioma e da especie de parasito na probabilidade de infeccao. Para testar a influencia dos mesmos fatores sobre a intensidade de infeccao, foi utilizado uma Regressao de Poisson. A associacao entre as abundancias das especies de endoparasitos e a dieta foi testada atraves de Analises de Redundancia (RDA). Os resultados demonstraram o tipo de bioma como fator importante para a intensidade de infeccao na especie, com a Floresta Atlantica apresentando uma abundancia significativamente maior de helmintos infestantes do que a Caatinga. A probabilidade de infeccao esta positivamente relacionada ao tamanho corporeo desses animais. Os itens alimentares consumidos pela especie nao influenciaram significativamente a helmintofauna infestante. Os resultados sao discutidos sobre a luz da atual literatura atrelada aos endoparasitos de anfibios no Brasil e da America do sul.
  • LEANDRO DO NASCIMENTO MAXIMO
  • ESTRUTURA E DINÂMICA DE POPULAÇÕES E COMUNIDADES DE MACROALGAS EM AMBIENTES RECIFAIS DA PARAÍBA
  • Data: 19/05/2015
  • Hora: 09:00
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  • As algas constituem alguns dos organismos mais importantes nos ambientes recifais, pois compõem a base da cadeia trófica, atuam como estruturadoras do habitat e servem como potenciais bioindicadoras de qualidade ambiental. Este trabalho teve por objetivo analisar a estrutura e a dinâmica de assembléias de macroalgas em ambientes recifais rasos da Paraíba e avaliar a utilização destes organismos/processos como mecanismo bioindicador. A dissertação foi dividida em três estudos de caso nos quais a estrutura e/ou dinâmica das populações e comunidade de macroalgas possuem papel fundamental: O primeiro teve por objetivos conhecer o status da população de Gracilaria caudata J. Agardh e comunidade de macroalgas associadas ao ambiente recifal de Ponta de Mato, Cabedelo/PB, após o impacto de sobreexplotação ocorrido a quase 20 anos, tendo como base de comparação um banco de dados pretéritos dessa população. O forte impacto sobre a população dominante teve como resposta a substituição de espécies e a área outrora dominada por G. caudata é atualmente dominada por Jania subulata (Ellis & Solander) Sonder e Sargassum sp. O segundo trabalho teve por objetivo avaliar a qualidade ambiental de dois ambientes recifais submetidos a diferentes pressões turísticas, Picãozinho e São Gonçalo ambos localizados no município de João Pessoa/PB. Nas áreas de intensa atividade turística, as algas apresentaram-se com riqueza, biomassa e diversidade mais baixas quando comparados com as áreas que não recebem turistas, sugerindo que o ambiente está sob efeito de distúrbios e regime de estresse. O terceiro caso de estudo teve por objetivo analisar a estrutura e a dinâmica das comunidades macrofitobênticas do recife de Formosa, Cabedelo/PB sob uma perspectiva temporal. Houve variação temporal nos descritores de riqueza e biomassa, com os valores mais baixos registrados nos meses de Agosto/2013 e Agosto/2014, e os mais altos em Fevereiro/2014 e Maio/14. O entendimento de como os impactos (naturais ou antropogênicos) afeta a distribuição e a dinâmica das espécies é importante na seleção e potencial utilização de espécies bioindicadoras de distúrbios ambientais.
2014
Descrição
  • WALCÍRIA ALVES DA SILVA
  • DANOS FOLIARES POR HERBIVORIA EM FLORESTAS DE MANGUE EM TRÊS ESTUÁRIOS DO ESTADO DA PARAÍBA
  • Data: 08/12/2014
  • Hora: 14:00
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  • A frequência de danos e a taxa de herbivoria em folhas maduras de Avicennia schaueriana Stapf & Leechm ex Moldenke, Laguncularia racemosa (L.) Gaertn.f. e Rhizophora mangle L. foram avaliadas em três florestas de mangues (Sítios 1, 2 e 3) adjacentes a planícies hipersalinas no Estado da Paraíba, Brasil, para verificar se existe variação interespecífica e intraespecífica. Nove tipos de danos foram identificados: buraco, fungo, galha, indefinido, margem, mina, necrose, ovo e raspagem, sendo Laguncularia racemosa a espécie que apresentou maior frequência de danos e maior taxa de herbivoria média (3,17 a 7,07%) comparada com Rhizophora mangle (0,77 a 1,76%) e Avicennia schaueriana (0,36 a 0,91%). Houve diferenças intraespecíficas significativas para danos foliares e taxas de herbivoria entre os sítios de estudo, sem padrão específico. Laguncularia racemosa apresentou maior razão peso úmido/área das folhas (peso/área) em relação às demais espécies. Em geral, as correlações entre a razão peso úmido/área das folhas (peso/área) e as taxas de herbivoria foram baixas ou positivas, sugerindo que outros fatores, tais como características químicas, condições edáficas (ex. salinidade intersticial), bem como os herbívoros envolvidos, podem exercer maior influência no processo de herbivoria. Os valores de herbivoria obtidos neste estudo são considerados baixos em relação a outros manguezais.
  • ANA MARIA CRISTINA MALTA ARAUJO LIMA
  • “AUTOECOLOGIA COMPARATIVA DE VANZOSAURA RUBRICAUDA DA CAATINGA E DO CERRADO”
  • Orientador : FREDERICO GUSTAVO RODRIGUES FRANCA
  • Data: 08/07/2014
  • Hora: 09:00
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  • Populações de espécies que apresentam uma ampla distribuição geográfica podem estar submetidas a uma grande variabilidade de condições ambientais e expostas a diferentes pressões seletivas que associadas ao tempo de isolamento e a variabilidade genética podem influenciar respostas adaptativas diferenciadas (plasticidade fenotípica). O gênero Vanzosaura pertence à família Gymnophthalmidae, e apresenta distribuição na diagonal de áreas secas da América do Sul, ocorrendo em pelo menos três formações distintas (Cerrado, Caatinga e Chaco). Neste trabalho comparamos dados de reprodução, dieta e morfometria de indivíduos das espécies V. multiscutata amostrados em área da Caatinga e V. savanicola e V. rubricauda do Cerrado. A dieta das espécies não apresentou diferenças significativas sendo as categorias mais consumidas aranhas, ortópteros e plecopteras. O tamanho da ninhada foi o mesmo para todas as espécies (02 ovos) o que parece ser uma sinapomorfia em gimnoftalmídeos. Vanzosaura multiscutata apresentou reprodução contínua durante todo o ano com indícios de ninhadas seqüenciais e ovos menores. Vanzosaura savanicola e V. rubricauda, apresentaram reprodução concentrada no final da estação seca e início da estação chuvosa com ovos maiores. As espécies apresentaram diferenças morfométricas, com as espécies do Cerrado com maior comprimento rostro cloacal e da cabeça, corpo mais largo e cauda mais curta quando comparado com a espécie da Caatinga. Tanto a filogenia quanto a ecologia influenciam na história de vida de Vanzosaura spp. . A dieta é mais influenciada por fatores históricos, e a morfometria e reprodução por fatores ecológicos.
  • GABRIELA MARQUES PEIXOTO DIAS
  • “RELAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES DA BIODIVERSIDADE: DIVERSIDADE FILOGENÉTICA, FUNCIONAL E TAXONÔMICA DE TAXOCENOSES DE LAGARTOS DO CERRADO BRASILEIRO”
  • Data: 02/05/2014
  • Hora: 14:00
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  • Medidas de diversidade filogenética e funcional são propostas como um caminho promissor para explicar o papel das interações entre as espécies e funcionamento dos ecossistemas. Neste estudo avaliamos como a estrutura funcional das distintas taxocenoses de lagartos do Cerrado brasileiro se relaciona com a diversidade taxonômica e filogenética. Para isto, recolhemos informações referentes a 5520 indivíduos de 50 espécies, em vinte sítios de amostragem, localizados tanto em Cerrado contínuo, quanto em enclaves de Savanas amazônicas. Estimamos a riqueza de espécies e a diversidade taxonômica através do índice de Simpson. A diversidade funcional foi obtida através de traços relacionados a morfometria e aspectos ecológicos de cada espécie. Já a diversidade filogenética foi baseada em filogenias recentes para os lagartos brasileiros. Nossos resultados revelaram que a diversidade filogenética e a riqueza de espécies foram relacionadas positivamente com a diversidade funcional, o que não ocorreu com o indice de diversidade taxonômica. A maioria dos traços funcionais foram conservados dentro das linhagens, e as taxocenoses foram estruturadas tanto de forma agregada (influência de filtros ambientais), quanto dispersas funcionalmente (similaridade limitante). Concluímos então, que a supressão de espécie de lagartos filogeneticamente distintas dentro das taxocenoses acarreta em perda de papel funcional, o que pode afetar diretamente os processos ecossistêmicos. E que dados referentes aos aspectos filogenéticos, ou a própria riqueza de espécies, podem ser bons substitutos para inferir acerca das informações funcionais que influenciam as regras de estruturação de taxocenoses de lagarto do Cerrado.
  • THIAGO BRANDAO DE ASSIS
  • Estudo da Estrutura Populacional e história de Vida de Aedes albopictus em bromélias da espécie Aechmea fasciata
  • Orientador : LUIZ CARLOS SERRAMO LOPEZ
  • Data: 31/03/2014
  • Hora: 09:00
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  • O Aedes albopictus é um culicídeo invasor originário do continente asiático, capaz de utilizar recipientes artificiais e naturais para oviposição. Um dos ambientes de oviposição que essa espécie pode utilizar são os tanques foliares encontrados em plantas da família Bromeliaceae. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência da bromélia Aechmea fasciata sobre a história de vida de Ae. albopictus. Foram conduzidos dois experimentos em um fragmento de Mata Atlântico no período de abril a julho de 2013 (experimento 1) e setembro a dezembro de 2013 (experimento 2). Comparou-se o pH, a condutividade, a razão sexual, a densidade larval e de adultos e o tamanho corporal (baseado no comprimento alar) de mosquitos entre as bromélias e os controles nos dois experimentos. O pH das bromélias foi significativamente mais ácido que nos controles nos dois experimentos. A condutividade das bromélias foi mais baixa do que nos controles apenas no experimento 2. Não houve diferença significativa na densidade de larvas de mosquitos entre bromélias e controles, contudo emergiram significativamente mais adultos Ae. albopictus nas bromélias do que nos recipientes controles. Os adultos emergidos das bromélias tiveram uma razão sexual favorecendo o sexo masculino, comparado a razão sexual dos controles. O tamanho da asa dos Ae. albopictus emergidos das bromélias foi significativamente maior do que dos adultos emergidos dos controles. Uma hipótese para explicar as diferenças na estrutura populacional de Ae. albopictus entre bromélias e controles seria o processo de absorção de excretas nitrogenadas por parte da bromélia que reduziria o efeito tóxico de substâncias excretadas pelas larvas, como a amônia, o que favoreceria a produção de um maior número de adultos nas bromélias do que nos controles.
2013
Descrição
  • PAULO RAGNER SILVA DE FREITAS
  • "ECOLOGIA COMPARATIVA DOS LAGARTOS Phyllopezus periosus e Phyllopezus pollicaris (SAURIA: PHYLLODACTYLIDAE) EM SIMPATRIA EM ÁREA DE CAATINGA NO NORDESTE DO BRASIL"
  • Data: 05/12/2013
  • Hora: 08:00
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  • As dimensoes em que as especies animais partilham recursos podem ser classificadas em tres grupos gerais: tipo de alimento, habitat e tempo. A forma mais comum de segregacao e por habitat, seguido por tipo de alimento e, por fim, divisao temporal. O grau de partilha de recursos pode ser definido indiretamente atraves das diferencas morfologicas, do tipo de forrageamento e da utilizacao dos recursos espaciais por especies simpatricas. O presente estudo foi desenvolvido em dois capitulos, o primeiro deles e intitulado de “Particao de nicho entre os lagartos Phyllopezus periosus e Phyllopezus pollicaris (Sauria: Phyllodactylidae) em simpatria em uma area de Caatinga no Nordeste do Brasil”. Foram abordados dados sobre uso do habitat, altura de empoleiramento, periodo de atividade, dieta e morfometria em ambas as especies de lagartos. No segundo capitulo, intitulado de “Aspectos demograficos dos lagartos Phyllopezus periosus e Phyllopezus pollicaris (Sauria: Phyllodactylidae) em simpatria em area de Caatinga no Nordeste do Brasil”, foi estimada a probabilidade de sobrevivencia (sobrevivencia aparente), probabilidade de recaptura e densidade populacional de P. periosus e P. pollicaris. A coleta de dados foi realizada em uma area (dividida nas sub-areas I, II e III) de caatinga no municipio de Salgadinho – PB, durante os meses de abril de 2012 a marco de 2013. A busca pelos lagartos ocorreu entre 18:00 e 05:00 horas do dia seguinte. Para cada individuo observado e/ou capturado, eram registradas as seguintes informacoes: data e horario da observacao, categoria de microhabitat utilizado, altura do empoleiramento, medidas morfometricas, sexo e numero de marcacao. A marcacao dos lagartos foi realizada atraves do Implante Visivel de Elastomero Fluorescente (polimero liquido pastoso - que depois de aplicado subcutaneamente solidifica-se, porem, se mantendo flexivel e visivel). As analises de sobrevivencia aparente e probabilidade de recaptura foram realizadas atraves do modelo Cormack-Jolly Sebber (CJS), no software MARK 6.2. As estimativas de densidade populacional foram calculadas atraves da soma dos individuos avistados, divididos pela ii area (sub-area I) utilizada no estudo. Ambas as especies ocuparam predominantemente microhabitats saxicolas, sendo constatada uma alta sobreposicao quanto ao uso dos diferentes microhabitats. A altura de empoleiramento utilizada preferencialmente por P. periosus e P. pollicaris foi de 0 e 60 cm, entretanto, P. periosus ocupou poleiros mais altos (421 ate 540 cm de altura), o que nao foi observado em P. pollicaris. Os primeiros individuos de ambas as especies foram avistados a partir das 18:02 ate as 04:29 horas da manha do dia seguinte e as duas especies de lagartos nao apresentaram diferencas significativas quanto ao periodo de atividade. As presas mais consumidas por P. periosus foram Coleoptera, Formicidae e Hemiptera, ja para P. pollicaris os itens mais consumidos foram Coleoptera, Isoptera e Aranae. P. pollicaris apresentou ambas as larguras de nicho trofico (numero e volume) bem superiores quando comparado com P. periosus. No entanto, as duas especies apresentaram alta sobreposicao em suas dietas. Nao foi constatado diferencas quanto ao volume das presas consumidas. As duas especies diferiram em relacao ao tamanho do corpo e massa corporea. Mas, individuos adultos de P. periosus e P. pollicaris nao apresentaram diferencas intraespecificas do tamanho do corpo e massa corporea em relacao ao sexo. P. periosus apresentou uma taxa de recaptura de 30%, enquanto que seu congenere apresentou uma taxa media de 19%. Apenas a especie P. pollicaris apresentou variacao na taxa de recaptura ao longo do tempo, que se mostrou negativamente correlacionada com a precipitacao media de cada mes. A estimativa de sobrevivencia em ambas as especies foi constante ao longo do tempo. P. periosus e P. pollicaris apresentaram estimativas de sobrevivencia de 66% e 94%, respectivamente. P. pollicaris apresentou densidade populacional maior que P. periosus durante todo o estudo. A maior densidade observada para P. periosus foi no mes de julho de 2012, ja para P. pollicaris foi no mes de novembro do mesmo ano. Ambas as especies apresentaram variacoes em suas abundancias populacionais dependendo da sub-area amostrada. Enquanto P. pollicaris foi mais abundante na sub-area I, P. periosus mostrou-se mais abundante que seu congenere na sub-area III. Variacoes nas abundancias populacionais entre essas duas especies, provavelmente seja um fator que possa vir a contribuir para coexistencia das duas especies na area de estudo.
  • PALOMA JOANA ALBUQUERQUE DE OLIVEIRA
  • ESTRUTURA POPULACIONAL DE Glossophaga soricina (PALLAS, 1766) MAMMALIA, CHIROPTERA, GLOSSOPHAGINAE) EM ABRIGO ANTRÓPICO
  • Data: 29/11/2013
  • Hora: 14:00
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  • Chiroptera é a segunda maior ordem de mamíferos, sendo os únicos representantes com a capacidade de voo dentro desta classe, hibernam, longíveros, habitam todos os continentes, exceto os pólos e possuem diversidade de hábitos alimentares. As populações apresentam um comportamento dinâmico, que se modifica de forma continua no tempo. Assim a caracterização das populações é de grande importância para a compreensão da sua estabilidade ecológica, possibilitando o entendimento da relação entre a espécie e o habitat. Uma ferramenta que pode ser utilizada para inferir sobre a estrutura das populações é o Índice de Condição Corporal, este tem por principal finalidade separar os aspectos da massa corporal relacionados ao tamanho estrutural e os aspectos que refletem a gordura e outros componentes da reserva de energia de um indivíduo para gerar informações que possam auxiliar em trabalhos de gestão, monitoramento e conhecimento das espécies. Já os padrões de atividade apresentam caráter determinante para a sobrevivência e reprodução de uma espécie, isso associado a hábitos alimentares, pode ser de grande relevância para entender como morcegos gerenciam seus recursos. Dessa forma, objetivou-se conhecer a estrutura populacional e padrão de atividade de Glossophaga soricina, a fim de adicionar novas informações e complementar as existentes para outras regiões do país.
  • PATRICIA SILVA BASILIO
  • “Abundância e sucessão de Palythoa caribaeorum no Banco dos Abrolhos, BA: Um estudo experimental”
  • Data: 30/09/2013
  • Hora: 10:30
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  • Os recifes de corais são as maiores estruturas biológicas dos oceanos, formados, principalmente, por organismos construtores (ex. corais escleractíneos e algas calcárias). Nas ultimas cinco décadas, foram registrados declínios acentuados na cobertura de corais em todo o mundo. Sobrepesca, poluição e aumento da sedimentação costeira são apontados como os principais impactos responsáveis por esses declínios e pelo aumento na abundância de organismos não construtores (e.g. algas e zoantideos), processo conhecido como “mudança de fase”. O zoantídeo Palythoa caribaeorum é abundante no Atlântico Sul, particularmente no Brasil. Ele é capaz de tolerar alta variabilidade ambiental e apresenta a maior taxa de crescimento entre os antozoários, além de estratégias elaboradas de competição por espaço, as quais garantem sua superioridade competitiva sobre a maioria de outros invertebrados bentônicos recifais. O presente trabalho foi realizado no Banco dos Abrolhos, BA, e tem como objetivos principais: 1) descrever os padrões espaço-temporais de cobertura de P. caribaeorum ao longo do Banco dos Abrolhos, 2) avaliar a influência da distância da costa, profundidade, latitude e biomassa de peixes predadores de zoantídeo na abundância de P. caribaeorum, 3) descrever a sucessão bentônica em áreas nas quais P. caribaeorum foi retirada. O estudo dos padrões espaço-temporais foi conduzido em seis recifes de 2006 a 2008: Parcel dos Abrolhos (cinco sítios), Arquipélago (cinco sítios), Timbebas (três sítios), Itacolomis (oito sítios), Parcel das Paredes (dois sítios) e Sebastião Gomes (um sítio). O experimento de exclusão foi realizado de 2006 a 2009 no topo dos sítios Arenguera (Parcel das Paredes) e PAB4 (Parcel dos Abrolhos). Em cada sitio foram selecionadas quatro áreas de 5 x 5 m, sendo duas manipuladas (cobertura de P. caribaeorum retirada). Três tratamentos foram aplicados dentro de cada área: gaiola fechada, gaiola aberta e sem gaiola. Os métodos utilizados foram foto-quadrado (caracterização do bentos) e censo visual estacionário (quantificação de peixes). Os resultados mostraram que P. caribaeorum domina no topo dos recifes, com coberturas insignificantes na parede, demonstrando a preferência de P. caribaeorum por ambientes mais iluminados e horizontais. A cobertura relativa de P. caribaeorum foi maior nos sítios PAB4, PAB5, TIM2, TIM3, ARENG e SG, tendo sido influenciada positivamente pela profundidade e negativamente pela distância da costa. A biomassa de predadores variou entre os sítios mas não influenciou significativamente na distribuição da P. caribaeorum. As cinco espécies de predadores de P. caribaeorum mais abundantes em termos de biomassa foram Abudefduf saxatilis, Pomacanthus paru, Pomacanthus arcuatus, Holacanthus ciliares e Chaetodon striatus. No experimento de exclusão foi registrada recuperação lenta de P. caribaeorum na área manipulada, não sendo registrada diferença nos padrões de recolonização entre os dois sítios (próximo e afastado da costa). Um dos fatores que pode ter inibido o assentamento da P. caribaeorum na área manipulada foi a proliferação de algas epilíticas, principalmente dentro das gaiolas fechadas, fato conhecido como uma das primeiras fases de degradação nos ambientes recifais. A taxa de recolonização (i.e. assentamento seguido de crescimento) foi maior em ARENG (0,23 cm-2.dia-1) do que em PAB4 (0,12 cm-2.dia-1) na área manipulada. Entretanto, na área controle, PAB4 apresentou taxa de recuperação de 3,18 cm-2.dia-1 enquanto que em ARENG a área de P. caribaeorum declinou (-0,25 cm2.dia-1). Pode-se concluir: 1) variáveis ambientais, como profundidade e distância da costa, são mais importantes do que variáveis bióticas (i.e predação) na dinâmica de P. caribaeorum, 2) apesar da cobertura de P. caribaeorum apresentar relação negativa com a distância da costa, as taxas de recolonização não foram maiores no sítio mais próximo a costa, 3) a cobertura de P. caribaeorum aumenta em períodos próximos ao verão, em ambos os sítios e 3) a baixa densidade de Palythoa foi desfavorável para um processo mais rápido de recolonização.
  • IEDA ZAPAROLLI MARTINS
  • “Ecologia espacial das Baleias Minke e deslocamento dos barcos baleeiros durante a caça comercial em águas oceânicas da Paraíba, 1974-1985”
  • Orientador : ALFREDO RICARDO LANGUTH BONINO
  • Data: 30/09/2013
  • Hora: 08:30
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  • A baleia minke-antártica (Balaenoptera bonaerensis) habita as águas oceânicas do Hemisfério Sul. Estudos a respeito de sua biologia vem sendo realizados a fim de conhecer as etapas do seu ciclo reprodutivo. Existem registros de B bonaerensis na costa brasileira em diversas latitudes, mas a maior parte dos dados biológicos se referem às águas oceânicas da Paraíba área de caça comercial de Costinha, nordeste do Brasil. Essa região é tida como área de acasalamento de baleias-minke e estudos sobre sua reprodução são realizados desde o período de caça comercial, no ano de 1975. Os mapas de bordo e planilhas de dados biológicos coletados durante o processamento das baleias capturadas durante a caça fornecem informações detalhadas da sua biologia e formam uma base rica para estudos sobre sua ecologia. Tivemos acesso a dados obtidos durante a caça nos anos de 1974 e 1985, pela Companhia de Pesca Norte do Brasil, em Costinha. Foram analisados os números de capturas, sexo e comprimento do corpo das baleias capturadas, assim como suas posições geográficas. Os resultados mostraram que o período de maior captura de baleias se encontrava nos meses de setembro e outubro. O número de machos e fêmeas na área era diferente, em média existia o dobro de fêmeas que de machos, refletindo uma estratégia reprodutiva de poliginia. As baleias que chegam inicialmente na área de Costinha apresentaram comprimento abaixo da média das baleias maduras, significando que animais jovens imaturos chegam a área de acasalamento no começo da temporada e deixam a área também mais cedo. A área de caça não mudou durante a temporada, então nos períodos de maior número de baleias, a densidade cresceu. O adensamento se mostra como ótima situação para o acasalamento. As localizações geográficas de machos e fêmeas se aproximam a medida que a população vai ficando mais densa. São raríssimos os casos de fêmeas lactantes e filhotes na área de Costinha e na Antártica Filhotes em lactação são encontradas perto da costa oeste da África do Sul e Sul do Brasil.. Isso indica que fêmeas parem e amamentam em médias latitudes, acasalam em médias e baixas, e se alimentam em altas latitudes. Evidências mostram que em medias latitudes 88% das fêmeas ovulam enquanto estão amamentando, o que abre espaço para mais de uma hipóteses de duração de ciclo reprodutivo. O presente estudo aponta a idéia da existência de dois ciclos, um longo que conecta a alimentação na Antártica com o acasalamento em Costinha (baixa latitude), e outro curto com alimentação na Antártica e acasalamento em médias latitudes. As rotas de migração da baleia minke-antártica ainda são uma conjectura.
  • ISA FERNANDA MARTINS SANTOS DE MOURA
  • “Estudo da biodiversidade de Copepoda Harpacticoida em um Cânion Submarino e sua Área de Talude Adjacente no Atlântico Sudoeste (Bacia de Campos, Brasil)”
  • Data: 27/09/2013
  • Hora: 13:30
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  • Copepoda Harpacticoida é o segundo maior grupo da meiofauna na maioria dos habitats bentônicos, incluindo o mar profundo. Apesar do grande número de espécies, o táxon Harpacticoida não é adequadamente conhecido, principalmente em áreas de cânion submarino. Este trabalho analisa as amostras de Copepoda obtidas em triplicata, no período de maio/julho de 2008, durante o desenvolvimento do projeto “HABITATS – Heterogeneidade Ambiental da Bacia de Campos”, coordenado pelo CENPES-PETROBRAS. O objetivo do presente estudo é determinar a diversidade de Harpacticoida no cânion Almirante Câmara e na área de Talude Adjacente, considerando diferentes isóbatas, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro, Brasil. As estações de coleta foram divididas da seguinte forma: 2 áreas (Cânion e Talude Adjacente); 4 isóbatas (400, 700, 1.000 e 1.300m) e 2 estratos sedimentares (0-2 e 2- 5cm). Após a coleta, as amostras de sedimento foram armazenadas em potes plásticos com formol a 10%. Em laboratório, os copépodes foram separados em intervalos de 0,044 a 0,5 mm de abertura de malha e identificados. Os dados obtidos foram então expressos em densidade através do número de indivíduos por 10 cm2. O índice de diversidade utilizado foi o de Shannon-Wiener. A análise de variância (ANOVA) foi aplicada aos valores do número total de indivíduos, por amostra, a fim de testar diferenças entre os estratos trabalhados. Para a determinação de padrões ecológicos da comunidade, aplicou-se o índice de similaridade de Bray-Curtis e foi realizada uma análise de ordenação não-métrica multidimensional. A significância da formação dos grupos de amostras foi testada pela análise PERMANOVA. A análise SIMPER foi aplicada para indicar quais táxons foram representativos. Para uma avaliação da relação, entre a densidade das famílias e as variáveis ambientais, foi feita uma correlação usando o teste de Spearman. A composição da fauna de harpacticóides da Bacia de Campos está de acordo com o que é considerado típico de mar profundo. No presente estudo foram encontradas 23 famílias, 108 gêneros e 115 espécies. Dentre elas, Ectinosomatidae foi a mais abundante (22%), seguida de Argestidae (19%) e Cletodidae (14%). Os valores de densidade apresentaram uma tendência de redução com o aumento da profundidade, o que não foi observado para os valores de diversidade. Além disso, o estrato mais superficial apresentou, significativamente, os maiores valores destes parâmetros, caracterizando, em mar profundo, uma concentração maior dos Copepoda Harpacticoida nos primeiros dois centímetros de sedimento. O MDS indicou que há uma interação entre os fatores área e isóbata e a análise de Simper indicou que as famílias Argestidae, Ectinosomatidae, Ameiridae, Miracidae e seus respectivos gêneros demonstraram robustas similaridades ao longo de todas as isóbatas tanto no Cânion Almirante Câmara como em sua área de Talude Adjacente. Com relação ao teste de Spearman, na área do cânion, a família Cletodidae foi a que apresentou o maior número de correlações significativas e na área do talude foram as famílias Ectinosomatidae e Miraciidae que se destacaram. Dados de diversidade de Harpacticoida em mar profundo são escassos e, por isso, mais estudos precisam ser realizados.
  • CAMILLA MARQUES DE LUCENA
  • ESTUDO ETNOBOTÂNICO E ECOLÓGICO DE CACTÁCEAS NO SEMIÁRIDO DO NORDESTE DO BRASIL
  • Data: 16/09/2013
  • Hora: 10:00
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  • A família de Cactaceae no semiárido nordestino destacam-se devido tanto a sua importância econômica como cultural para as populações rurais, como exemplo, agricultores. Espécies como Cereus jamacaru DC. e Pilosocereus pachycladus F. Ritter são cactos colunares que os agricultores utilizam tanto para alimentar os animais como também tratar doenças humanas a partir do uso medicinal. O presente estudo teve como objetivo registrar conhecimento de agricultores em uma comunidade rural do semiárido da Paraíba sobre o uso de cactáceas, além de avaliar características ecológicas de duas espécies de cactoos colunar em particular: Cereus jamacaru DC. e Pilosocereus pachycladus F.Ritter. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 99 chefes domiciliares (41 homens e 58 mulheres). Os cactos citados foram organizados em categorias de uso. Além do inventário etnobotânico foi realizado o método da turnê guiada em que indivíduos de Pilosocereus pachycladus F. Ritter e Cereus jamacaru DC. foram registrados durante uma caminhada de 24 horas pela comunidade rural estudada. As coordenadas geográficas de todos os indivíduos foram marcados com GPS para posteriormente ser elaborado um mapa de distribuição dos indivíduos de cada espécie. Identificaram-se onze espécies na comunidade rural: Cereus jamacaru DC., Melocactus sp., Nopalea cochenillifera (L.) Salm-Dyck, Opuntia sp., Opuntia ficus indica (L.) Mill., Opuntia stricta (Haw.) Haw., Pilosocereus chrysostele (Vaupel) Byles & G. D. Rowley, Pilosocereus gounellei (F.A.C. Weber) Byles & Rowley, Pilosocereus pachycladus F.Ritter, Tacinga inamoena (K. Schum.) N.P.Taylor & Stuppy e Tacinga palmadora (Britton & Rose) N.P.Taylor & Stuppy. Registraram-se 1.122 citações organizadas em onze categorias de uso. A espécie mais citada foi Cereus jamacaru e categoria de uso mais proeminente foi forragem. A maioria dos informantes relatou coletar os cactos na serra da comunidade. A partir da turnê guiada registrou-se 6 indivíduos de P. pachycladus e 96 de C. jamacaru. Tanto os indivíduos de C. jamacaru como de P. pachycladus se mostraram associados as espécies Poincianella pyramidalis Tul. e Croton blanchetianus Baill.. Com relação ao local de ocorrência a maioria dos indivíduos se apresentaram em mata secundária. Na disseminação do conhecimento foi predominante a transissão do tipo vertical, ou seja, de pais para filhos. As cactáceas apresentaram valor econômico e cultural para a comunidade de Santa Rita devido aos vários usos atribuídos as espécies.

    A família de Cactaceae no semiárido nordestino destacam-se devido tanto a sua importância econômica como cultural para as populações rurais, como exemplo, agricultores. Espécies como Cereus jamacaru DC. e Pilosocereus pachycladus F. Ritter são cactos colunares que os agricultores utilizam tanto para alimentar os animais como também tratar doenças humanas a partir do uso medicinal. O presente estudo teve como objetivo registrar conhecimento de agricultores em uma comunidade rural do semiárido da Paraíba sobre o uso de cactáceas, além de avaliar características ecológicas de duas espécies de cactoos colunar em particular: Cereus jamacaru DC. e Pilosocereus pachycladus F.Ritter. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 99 chefes domiciliares (41 homens e 58 mulheres). Os cactos citados foram organizados em categorias de uso. Além do inventário etnobotânico foi realizado o método da turnê guiada em que indivíduos de Pilosocereus pachycladus F. Ritter e Cereus jamacaru DC. foram registrados durante uma caminhada de 24 horas pela comunidade rural estudada. As coordenadas geográficas de todos os indivíduos foram marcados com GPS para posteriormente ser elaborado um mapa de distribuição dos indivíduos de cada espécie. Identificaram-se onze espécies na comunidade rural: Cereus jamacaru DC., Melocactus sp., Nopalea cochenillifera (L.) Salm-Dyck, Opuntia sp., Opuntia ficus indica (L.) Mill.,Opuntia stricta (Haw.) Haw., Pilosocereus chrysostele (Vaupel) Byles & G. D. Rowley,Pilosocereus gounellei (F.A.C. Weber) Byles & Rowley, Pilosocereus pachycladus F.Ritter, Tacinga inamoena (K. Schum.) N.P.Taylor & Stuppy e Tacinga palmadora (Britton & Rose) N.P.Taylor & Stuppy. Registraram-se 1.122 citações organizadas em onze categorias de uso. A espécie mais citada foi Cereus jamacaru e categoria de uso mais proeminente foi forragem. A maioria dos informantes relatou coletar os cactos na serra da comunidade. A partir da turnê guiada registrou-se 6 indivíduos de P. pachycladus e 96 de C. jamacaru. Tanto os indivíduos de C. jamacaru como de P. pachycladus se mostraram associados as espécies Poincianella pyramidalis Tul. e Croton blanchetianus Baill.. Com relação ao local de ocorrência a maioria dos indivíduos se apresentaram em mata secundária. Na disseminação do conhecimento foi predominante a transissão do tipo vertical, ou seja, de pais para filhos. As cactáceas apresentaram valor econômico e cultural para a comunidade de Santa Rita devido aos vários usos atribuídos as espécies.

  • MARIANNA BARBOSA DA SILVA
  • DINÂMICA DOS PADRÕES SUCESSIONAIS DO MACROFITOBENTOS EM ÁREAS MARINHAS SOB DIFERENTES REGIMES DE PROTEÇÃO
  • Data: 26/08/2013
  • Hora: 09:00
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  • Os recifes formam ecossistemas que apresentam grande diversidade biológica e, no entanto, têm sofrido diversos impactos, resultantes de ações antrópicas. Estes estressores antropogênicos podem promover um impacto especial sobre as comunidades bentônicas dos recifes, que quase sempre são estruturadas por organismos sésseis. Desta forma, conhecimentos a respeito da estrutura das comunidades de fitobentos têm sido utilizados como base para a avaliação de impactos ambientais em muitos ambientes marinhos. No caso dos recifes, as alterações nas concentrações de nutrientes, assim como a sobrepesca, têm sido apontados como os maiores responsáveis pelo comprometimento da estrutura desse ecossistema. Assim, diversos estudos têm sido conduzidos com o propósito de compreender melhor o papel da herbivoria e do enriquecimento de nutrientes na estrutura das comunidades de algas marinhas. Neste contexto, o presente estudo se propôs a analisar os padrões de colonização e sucessão do macrofitobentos, bem como a influência da herbivoria, em especial pela ictiofauna, sobre esses processos. Desta forma, o presente trabalho foi dividido em dois capítulos, sendo o primeiro: “Avaliação dos padrões de colonização e sucessão do macrofitobentos em comunidades recifais do litoral paraibano”. O ensaio utilizou substratos artificiais e foi conduzido dentro dos limites de uma reserva marinha (O Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha-PEMAV) e numa localidade adjacente que apresenta características bióticas semelhantes; e evidenciou que a colonização e sucessão dos diferentes grupos ao longo do tempo provavelmente está relacionada às características biológicas das espécies (ciclo de vida, estrutura morfológica e estratégias reprodutivas). Já o segundo capítulo, intitulado “A influência da ictoufauna herbívora sobre os padrões de colonização e sucessão do macrofitobentos em ecossistemas recifais”, verificou que o grupo dos herbívoros não atuou de maneira a afetar a estrutura da comunidade do macrofitobentos presente no PEMAV, o que provavelmente está relacionado à degradação dos recifes costeiros paraibanos, que acaba por alterar a estrutura das comunidades ícticas e fitobentônicas.
  • MONIQUE SILVA XIMENES
  • VARIAÇÕES TEMPORAIS NO GRAU DE GLICEMIA E CONDIÇÃO CORPORAL DE Artibeus planirostris EM ÁREAS DE TABULEIRO E MATA ATLÂNTICA NO ESTADO DA PARAÍBA
  • Orientador : LUIZ CARLOS SERRAMO LOPEZ
  • Data: 14/08/2013
  • Hora: 09:00
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  • As variações no Índice de Condição Corporal (ICC), glicemia e cetonemia de Artibeus planirostris (Chiroptera: Phyllostomidae) foram analisadas em áreas de Tabuleiro e Mata Atlântica da Paraíba em campo e cativeiro. O ICC escolhido foi baseado na menor influência do comprimento do antebraço na massa corporal e avaliado de acordo com o sexo, estado reprodutivo, local e horário de coleta. A glicemia e cetonemia também foram correlacionadas entre si, com o ICC e as demais variáveis, e variações no ICC e glicemia foram registradas após captura, jejum e alimentação de morcegos em cativeiro. Os resultados mostraram que o Fator de Condição Relativa de Le Cren (Kn) e a Razão Simples com Ajuste de Curva (AjC) foram os índices mais indicados para A. planirostris. A glicemia esteve correlacionada com o Kn e se mostrou um bom método para validar o ICC utilizado. Na REBIO Guaribas, as fêmeas tiveram maior Kn, provavelmente relacionado a vieses na metodologia ou a reservas energéticas durante o estado reprodutivo. Os morcegos do Tabuleiro obtiveram maior Kn e glicemia que os da Mata Atlântica, o que pode indicar subamostragem pela exclusão de morcegos que forrageavam no dossel da última área. As doze horas de coleta indicaram que A. planirostris forrageia durante toda a noite com variação de Kn e glicemia, sobretudo durante a madrugada, quando atinge o valor máximo antes de retornar para o abrigo. Em cativeiro, os morcegos apresentaram grande variação de Kn e glicemia em jejum e após a alimentação, registrando medidas de Kn para estes estados que podem ser utilizadas como parâmetro para estudos em campo na região. A glicemia manteve valores considerados normais para mamíferos, mas cerca de 30% dos morcegos apresentaram níveis acima do normal após a captura em todas as áreas, provavelmente devido ao estresse. Os corpos de cetona estiveram correlacionados apenas aos níveis de glicose e, portanto, não foi considerado um bom método para validar o Kn nestes animais.
  • DIEGO VALVERDE MEDEIROS
  • “Atividade de forrageio e uso de habitats por peixes mesopredadores no Arquipélago de São Pedro e São Paulo”,
  • Orientador : RONALDO BASTOS FRANCINI FILHO
  • Data: 13/08/2013
  • Hora: 14:00
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  • A atividade de forrageio é um aspecto fundamental da história de vida dos peixes recifais.O forrageio consiste em atividades relacionadas à procura, seleção e obtenção de alimento, período de atividade e alternância com outros comportamentos. A atividade de forrageio e o uso do habitat por peixes recifais podem variar de acordo com o período do dia, a complexidade estrutural e composição do habitat e interações intra e interespecíficas. Estas últimas são muito comuns entre peixes recifais durante o forrageio. Neste trabalho foram estudadas as atividades de forrageio de três peixes meso-predadores (Aulostomus strigosus, Muraena pavonina e Rypticus saponaceus) no Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP), Dorsal Meso-Atlântica, Brasil. No primeiro capítulo procurou-se responder: (a) a atividade de forrageio e uso de habitat pelo peixe-trombeta, A. strigosus, difere entre os estratos de profundidade, períodos do dia, níveis de complexidade do habitat e padrões de coloração empregados? (b) Aulostomus strigosus é generalista ou especialista quanto ao uso de micro-habitats e tipos de presas? (c) Qual o grau de similaridade (sobreposição) no uso de micro-habitats entre indivíduos que empregaram padrões de coloração distintos? No segundo capítulo, considerando evidências de forrageio cooperativo entre a moréia-de-pintas-brancas, Muraena pavonina e o peixe-sabão, Rypticus saponaceus no ASPSP foram enfocadas as questões seguintes: (d) qual o grau de sobreposição na atividade de forrageio de M. pavonina e R. saponaceus considerando diferentes períodos do dia, estratos de profundidade e graus de complexidade do habitat? (e) há seletividade no uso de micro-habitats por estas espécies? (f) existe similaridade entre M. pavonina e R. saponaceus no uso de macro e micro-habitats? Aulostomus strigosus demonstrou ser um predador versátil que explora diversos tipos de habitats, emprega táticas complexas de captura e que utiliza vários padrões de coloração como camuflagem. Suas presas são pequenas espécies de peixes, algumas endêmicas e naturalmente vulneráveis à extinção devido ao isolamento geográfico do ASPSP. Rypticus saponaceus e Muraena pavonina apresentaram atividade conjunta de caça coordenada e, consequentemente, sobreposição na atividade de forrageio e uso do habitat. Este é o primeiro registro de caça cooperativa interespecífica para peixes recifais no Oceano Atlântico. De forma geral, este estudo demonstra que diversos aspectos da atividade de forrageio de A. strigosus, M. pavonina e R. saponaceus, como a frequência de interações intra e interespecíficas e uso do macro e micro-habitathabitat, diferiram entre os períodos do dia, estratos de 3 profundidade e complexidade estrutural do substrato. Considerando as interações ocorrentes entre A. strigosus, M. pavonina e R. saponaceus com outras espécies que compõem as assembléias de peixes recifais do ASPSP, é sugerido aqui que as espécies estudadas exercem um importante papel no funcionamento da rede trófica e fluxo energético local.
  • MATILDE VASCONCELOS ERNESTO
  • TÉRMITAS DE DUAS ÁREAS DE FLORESTA ATLÂNTICA BRASILEIRA: UMA ANÁLISE DO DESEMPENHO DE ESTIMADORES NÃO PARAMÉTRICOS
  • Data: 26/07/2013
  • Hora: 15:00
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  • ERNESTO, M. V. Térmitas de duas áreas de Floresta Atlântica Brasileira: Uma análise do desempenho de estimadores não paramétricos. 2013. 71p. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Monitoramento Ambiental) - Universidade Federal da Paraíba Campus IV, Rio Tinto, PB. Estimadores de riqueza de espécies são alternativas na caracterização da biodiversidade local, diante das limitações de inventários faunísticos completos. Devido à contínua destruição e urbanização da Floresta Atlântica, estudos abordando a biodiversidade local são importantes como registros de fauna e como meio para subsidiar medidas conservacionistas. Avaliou-se a eficiência de cinco estimadores não paramétricos de riqueza de espécies, a partir do cálculo do enviesamento (bias), precisão e acurácia, para a taxocenose de térmitas da Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo (FNRC) e da Área de Preservação Permanente Mata do Buraquinho (APPMB). Foi utilizado um protocolo de amostragem padronizado de térmitas, o qual consiste em cinco parcelas de 5 x 2m distribuídas ao longo de seis transectos de 65 x 2m. Foram aplicados cinco protocolos na FNRC e 12 na APPMB, totalizando esforço amostral de 5100m² e 510h x pessoa, e com uniques e duplicates ausentes nos dados. Quarenta e cinco morfoespécies de térmitas foram encontradas, pertencentes à pelo menos 26 gêneros e três famílias, ultrapassando todos os registros já publicados ao longo do Domínio da Floresta Atlântica. Foi constatado que o Jackknife1 e Jackknife2 devem ser utilizados para bancos de dados com um número de uniques superior a 25% da riqueza observada e que a utilização das estimativas do Bootstrap e do Chao2 são indicadas para os demais casos, quando o número de espécies raras for inferior a este. Sugere-se a necessidade de mais avaliações do desempenho do ICE antes de indicá-lo para estudos de diversidade de térmitas sob quaisquer condições. Foram amostradas de 65 a 70% da riqueza real das áreas com a aplicação de um protocolo e houve uma fiel reprodução das proporções da composição taxonômica e trófica, demonstrando a eficiência do método para determinar a diversidade de térmitas nas duas áreas de Floresta Atlântica investigadas.
  • MARCELO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR
  • TRANSMISSÃO DE CONHECIMENTO TRADICIONAL EM COMUNIDADE DO SEMI-ÁRIDO PARAIBANO (SOLEDADE/PARAÍBA/BRASIL)
  • Orientador : REINALDO FARIAS PAIVA DE LUCENA
  • Data: 26/07/2013
  • Hora: 14:00
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  • As comunidades tradicionais desenvolvem um conhecimento baseado nas suas experiências e nos recursos naturais do meio onde estão inseridas. Esse conhecimento evolui e é transmitido dentro da comunidade de várias formas. Analisou-se o conhecimento etnobotânico de grupos familiares da comunidade Cachoeira, no munícipio de Soledade, no semiárido paraibano, a fim de entender a dinâmica de transmissão desse conhecimento de uma geração para outra. Para tal estudou-se as relações de parentesco dos grupos familiares da comunidade cachoeira, delineou-se as suas árvores genealógicas formando clãs familiares específicos, então elencou-se as espécies botânicas de porte arbóreo nativas componentes do conhecimento etnobotânico dessas famílias, além de relacionar-se as categorias de uso a que faziam parte. Também relacionou-se o tipo de transmissão (vertical, horizontal e oblíqua), além de discriminar-se quais componentes dessas famílias são transmissores de conhecimento e quais não são. Mensurou-se tais conhecimentos, avaliando-se os Valores de Uso Geral, Atual e Potencial das espécies botânicas, e comparando-se todos esses números entre as gerações de cada grupo familiar. As famílias com maior destaque foram as Anacardiaceae, por maior número de citações de uso, e as Euphorbiaceae por maior número de representantes, esses resultados variaram pouco em relação as gerações, a espécie que mais destacou-se, tanto em uso atual como potencial na maioria dos grupos foi o pereiro (Aspidosperma piryfolium Mart.). O Conhecimento de Uso Potencial se sobressaiu no contexto geral da comunidade em detrimento do Conhecimento de Uso Atual, salvo a exceção de poucos informantes quando analisados individualmente. Em termos individuais, a maioria dos informantes apontou o a transmissão Vertical como principal modo de aprendizagem. A maioria dos informantes também se identificou como transmissores de conhecimento. O estudo da dinâmica da transmissão do conhecimento dentro de árvores genealógicas ajuda a visualizar os vieses da transmissão cultural segundo os parâmetros darwinianos, e entender como essa transmissão se dá em meio a unidade inicial de construção e transmissão do conhecimento, a família.
  • POLIANA SANTOS DA SILVA
  • TRANSMISSÃO DE CONHECIMENTO ECOLÓGICO TRADICIONAL E EXTRATIVISMO NO NORDESTE DO BRASIL
  • Orientador : REINALDO FARIAS PAIVA DE LUCENA
  • Data: 26/07/2013
  • Hora: 09:30
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  • TRANSMISSAO DE CONHECIMENTO ECOLOGICO TRADICIONAL E EXTRATIVISMO NO NORDESTE DO BRASIL
  • JOSE RIBAMAR DE FARIAS LIMA
  • DIAGNÓSTICO E MONITORAMENTO DO USO DE ESPÉCIES VEGETAIS E ANIMAIS DO SEMIÁRIDO DA PARAÍBA (NORDESTE, BRASIL),
  • Data: 27/03/2013
  • Hora: 09:00
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  • Keoma Coutinho Rodrigues
  • PADRÃO DE ATIVIDADES, COMPORTAMENTO ALIMENTAR, EXPLORAÇÃO DE HABITAT E ÁREA DE VIDA DE UM GRUPO DE SAPAJUS FLAVIUS (SCHREBER, 1774) (PRIMATES, CEBIDAE) EM UM FRAGMENTO DE FLORESTA ATLÂNTICA, PARAÍBA, BRASIL
  • Data: 15/03/2013
  • Hora: 09:00
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  • O macaco-prego-galego, Sapajus flavius, ocorre em remanescentes de Mata Atlântica ao norte do rio São Francisco, sendo incluída na lista de espécies ameaçadas pela IUCN como “Criticamente em perigo” Estudos referentes aos comportamentos e hábitos alimentares, à exploração de hábitats e ao padrão de uso do espaço são importantes, uma vez que há uma lacuna de informações para espécie. Tais informações permitirão avaliar como as populações de S. flavius estão vivendo nos fragmentos florestais, possibilitando a implantação de ações conservacionistas mais eficazes. Os objetivos do estudo foram descrever o padrão de atividades, o comportamento alimentar, o tamanho da área de vida e o padrão de exploração de hábitats de um grupo de macaco-prego-galego na RPPN Engenho Gargaú localizada no município de Santa Rita/PB. Os dados foram coletados pelo método de varredura instantânea com registros a cada 5 minutos. Foram coletados dados fenológicos mensais de 90 espécimes vegetais, cuja intensidade de frutificação foi calculada pelo método de Índice de Atividade. O padrão de atividades foi dominado pelo deslocamento (38,96%), seguido de alimentação (28,58%), forrageio (21,66%), descanso (4,77%), comportamentos agonísticos, sociais, de vocalização e de beber água (6%). Tal padrão variou significativamente nos períodos seco e chuvoso. A alimentação foi mais frequente no período seco e o deslocamento no período chuvoso. A dieta do grupo foi composta por frutos (43%), colmos de cana-de-açúcar (30%), presas animais (15%), folhas (7%), partes vegetais, incluindo bainha, pecíolo, cascas de árvores (3%) e flores (2%). No período chuvoso, o consumo de frutos foi significativamente maior e esteve positivamente correlacionado com a intensidade de frutificação. O consumo de colmos foi maior no período seco, quando a produção de frutos foi baixa. Foram identificadas 48 espécies vegetais incluídas na dieta, sendo Saccharam spp. (37,83%), Elaeis spp. (16.99%) e Tapirira guianenses (6,22%) as mais importantes. Área de vida calculada pelo método do Mínimo Polígono Convexo (MPC) para o grupo foi de 240.22 hectares. Os habitats mais explorados foram Floresta em Regeneração (35.5%), Borda de Floresta em Regeneração (28.2%), Borda de Floresta Madura Alagada (17.5%), Borda de Floresta Madura (9.6%) e Floresta Madura (9.2%). O padrão de atividades, dieta e área de vida foram compatíveis aos encontrados para o gênero Sapajus e todos os aspectos foram influenciados pela sazonalidade dos recursos alimentares e pela matriz interveniente formada predominantemente por cana-de-açúcar.