PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS JURÍDICAS (CCJ - PPGCJ)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: ANNA SARA FARIAS DE VASCONCELOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANNA SARA FARIAS DE VASCONCELOS
DATA: 26/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Virtual
TÍTULO: O paradoxo da tolerância nas mídias alternativas: a Nova Direita e a Era da Pós-verdade
PALAVRAS-CHAVES: Paradoxo da tolerância; Mídias alternativas; Nova Direita; Pós-verdade; Liberdade de expressão
PÁGINAS: 162
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Direito
RESUMO: O presente estudo tem como objetivo analisar como a expansão da tolerância e o uso das redes sociais impulsionaram a proliferação da desinformação, da pós verdade e a ascensão de discursos de ódio promovidos pela Nova Direita, gerando um dilema em que a liberdade de expressão ameaça os próprios fundamentos da sociedade tolerante. A partir desse objetivo, a justificativa fundamenta-se na relevância acadêmica, jurídica e social do debate sobre liberdade de expressão, desinformação, mídias alternativas e democracia, especialmente em contextos digitais marcados por polarização, erosão institucional e crise de confiança pública. Nesse cenário, o problema que orienta a investigação expressa-se na seguinte questão: em que aspecto o paradoxo da tolerância, nas mídias alternativas, poderá influir na Nova Direita e na Era da pós-verdade? Para sustentar essa investigação, o referencial teórico mobiliza autores centrais sobre tolerância, democracia, mídias alternativas, Nova Direita e pós-verdade, como Popper (1974), Bobbio (1986; 2004; 2012), D’Ancona (2018), Empoli (2019), Peruzzo (2023; 2025), Moscoso (2020), Rosa (2019), Teitelbaum (2020), Sarlet (2024), Charaudeau (2015; 2022), Vattimo (1990) e Holiday (2022), articulando comunicação política, filosofia política, direito constitucional e teoria democrática. Com base nesse percurso teórico e analítico, as principais conclusões indicam que a tolerância irrestrita, em ambientes digitais, favorece a legitimação de discursos intolerantes, a normalização da desinformação e a fragilização da deliberação democrática, exigindo estratégias normativas, comunicacionais e institucionais capazes de proteger a liberdade de expressão sem validar práticas que corroem a própria democracia. O trabalho demonstrou que as mídias alternativas operam com estruturas flexíveis e dependem das redes sociais digitais, ampliando circulação e visibilidade, mas também favorecendo captura ideológica. Evidenciou se que a lógica algorítmica prioriza conteúdos emocionalmente carregados, intensificando desinformação e polarização. Constatou se que a pós verdade funciona como sintoma de instabilidade comunicacional, orientando consumo informacional por crenças e pertencimentos. Os resultados indicaram enfraquecimento da deliberação pública e da confiança institucional. Confirmou se a influência histórica na ascensão da Nova Direita e a necessidade de aplicar o paradoxo da tolerância para preservar a democracia em contextos digitais marcados por disputas políticas.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - BRUNO MORAES ALVES
Interno(a) - 1453013 - GUSTAVO BARBOSA DE MESQUITA BATISTA
Externo(a) à Instituição - JANAÍNA PAIVA SALES
Presidente(a) - 1521208 - NARBAL DE MARSILLAC FONTES
Interno(a) - 3210302 - ROBSON ANTAO DE MEDEIROS