PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS JURÍDICAS (CCJ - PPGCJ)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de QUALIFICAÇÃO: JOSINALDO ALVES BEZERRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSINALDO ALVES BEZERRA
DATA: 06/11/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Virtual
TÍTULO: CABRAS MARCADOS PARA MORRER, MEMÓRIAS MARCADAS PELO SILENCIAMENTO: Como a Negritude de João Pedro Teixeira e João Alfredo Dias foi Silenciada nos Registros da Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba (CEVPM-PB)
PALAVRAS-CHAVES: Ligas Camponesas. Ditadura Militar. Silenciamento Racial. Racismo. Justiça de Transição.
PÁGINAS: 64
RESUMO: O presente texto de qualificação investiga os processos de silenciamento racial na construção da memória em torno das lideranças camponesas João Pedro Teixeira e João Alfredo Dias, o "Nego Fuba", no âmbito da Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória do Estado da Paraíba (CEVPM-PB). Historicamente perseguidos e executados pela ditadura militar, ambos tiveram sua negritude apagada não apenas pelos arquivos oficiais, mas também no campo da Sétima Arte. O documentário "Cabra Marcado para Morrer" (1984), dirigido por Eduardo Coutinho, foi essencial para imortalizar Teixeira como mártir da luta no campo, contudo, silenciou frontalmente sua condição racial, enquanto João Alfredo amarga um duplo esquecimento por ser invisibilizado tanto pelo Cinema quanto pela Academia. Diante disso, o problema de pesquisa questiona de que forma essas lógicas de registro documentais - e culturais - (re)produzem o apagamento racial na memória das lutas camponesas. Metodologicamente, a investigação qualitativa articula análise documental utilizando o Método Documentário de interpretação e a perspectiva arqueológica de Foucault para examinar prontuários, relatórios e jornais. O estudo propõe que essa omissão não é um ato acidental, mas um silenciamento deliberado estruturado por relações coloniais de poder. Conclui-se que tanto os órgãos repressivos quanto os mecanismos democráticos de justiça de transição universalizaram essas vítimas como "subversivos" ou "mártires", esvaziando o componente racista da repressão e apagando o protagonismo negro nas lutas políticas pela terra.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 3381640 - BRUNA STEFANNI SOARES DE ARAUJO
Interno(a) - 1453013 - GUSTAVO BARBOSA DE MESQUITA BATISTA
Externo(a) ao Programa - 1413941 - HERRY CHARRIERY DA COSTA SANTOS
Externo(a) à Instituição - MARCOS VINICIUS LUSTOSA QUEIROZ
Externo(a) ao Programa - 1139972 - RODRIGO PORTELA GOMES