PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MODELOS DE DECISÃO E SAÚDE (PPGMDS)
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)
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Notícias
Banca de DEFESA: SUSANA THAIS PEDROZA RODRIGUES DA CUNHA
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SUSANA THAIS PEDROZA RODRIGUES DA CUNHA
DATA: 26/02/2025
HORA: 10:00
LOCAL: Auditório do CCM
TÍTULO: PERFIL E QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES COM FISSURA LABIOPALATINA QUE TIVERAM ACESSO TARDIO AO TRATAMENTO
PALAVRAS-CHAVES: Fissura labiopalatina; Acesso tardio; Qualidade de vida.
PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: Introdução As fissuras labiopalatinas são malformações congênitas que comprometem funções essenciais, como alimentação, fala e respiração. O diagnóstico tardio e o acesso tardio ao tratamento especializado impactam negativamente o prognóstico dos pacientes, prejudicando os desfechos clínicos e psicossociais. Fatores clínicos, geográficos e socioeconômicos influenciam diretamente esse atraso, tornando essencial a identificação desses elementos para aprimorar as estratégias de rastreamento e acesso ao tratamento. Objetivo: Investigar o perfil e a qualidade de vida dos pacientes com fissuras labiopalatinas que acessaram tardiamente o serviço de referência no estado da Paraíba, identificando fatores associados ao atraso e seus impactos clínicos, sociais e psicológicos. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e analítico, com abordagem observacional e retrospectiva, baseado na análise de dados através de modelos estatísticos. Resultados: Os resultados evidenciaram que 75% dos pacientes levaram até 8,75 anos para acessar o tratamento especializado, sendo a fissura Tipo 2 a mais frequente entre os casos tardios. Geograficamente, a Mata Paraibana (50,92%) e o Sertão Paraibano (23,54%) apresentaram maior prevalência de atrasos, demonstrando a influência das barreiras territoriais. O modelo de regressão logística apontou que mulheres possuem 24% mais chances de atraso no atendimento e que pacientes com fissura Tipo 2 apresentam 47% mais chances de atraso, enquanto aqueles com fissuras associadas a síndromes (Tipo 5) têm 75% menos chances. No modelo Poisson Robusta, pacientes das Mesorregiões Borborema (p = 0.00125) e Sertão Paraibano (p = 2.31e-07) apresentaram maior risco de atraso no atendimento. Além disso, interações entre diagnóstico e mesorregião foram significativas, sugerindo que a localização geográfica pode mitigar ou agravar o impacto do diagnóstico. A análise da qualidade de vida revelou que pacientes com diagnósticos mais graves apresentaram menor escore na Função Social, indicando dificuldades na interação social. Além disso, a Função Psicológica foi moderadamente afetada, sugerindo impacto emocional e de autoestima. O desempenho escolar também foi comprometido, especialmente em pacientes com maior grau de anormalidade. Conclusão: O impacto do diagnóstico tardio na fissura labiopalatina é altamente prevalente e decorre de múltiplos fatores estruturais e individuais. A ausência de um rastreamento eficiente compromete os desfechos terapêuticos e reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para a detecção precoce. A inclusão do Teste FPSM na triagem neonatal, complementando o Teste da Linguinha, pode permitir a detecção precoce das fissuras intraorais, promovendo intervenções oportunas e melhorando os desfechos clínicos e psicossociais desses pacientes. A implementação de estratégias para reduzir as desigualdades regionais no acesso ao tratamento é fundamental para mitigar os impactos do atraso e garantir maior equidade na assistência a esses pacientes no Brasil.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - IRACEMA FILGUEIRA LEITE
Presidente - 588112 - JOSE CARLOS DE LACERDA LEITE
Interno - 1584539 - MARCELO RODRIGO PORTELA FERREIRA
Interno - 1663135 - RICARDO DE SOUSA SOARES
Interno - 2332212 - YURI WANDERLEY CAVALCANTI