PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MODELOS DE DECISÃO E SAÚDE (PPGMDS)
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)
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Notícias
Banca de DEFESA: ALISSON FIRMINO FELIX
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALISSON FIRMINO FELIX
DATA: 26/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: AUDITÓRIO PPGMDS
TÍTULO: PARTICIPAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA COMUNIDADE: ANÁLISE DA INSATISFAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS E FATORES ASSOCIADOS
PALAVRAS-CHAVES: Transtorno do Espectro Autista; Participação social; Comunidade; Envolvimento do Paciente e do Público; Crianças; Adolescentes.
PÁGINAS: 83
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: A participação em atividades cotidianas constitui um componente importante do desenvolvimento infantil. Entre os diferentes contextos de participação, a comunidade oferece oportunidades relacionadas ao lazer, atividade física, religiosidade e convivência social. Crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), entretanto, podem apresentar menor frequência e envolvimento em atividades comunitárias. A participação, portanto, precisa ser compreendida considerando não apenas as características individuais, mas também as condições do ambiente. Objetivo: Analisar a insatisfação dos responsáveis com a participação na comunidade de crianças e adolescentes com TEA e os fatores associados ao desejo de mudança nas diferentes atividades comunitárias. Métodos: Estudo observacional, transversal, quantitativo e descritivo-analítico, desenvolvido a partir de dados preliminares do projeto multicêntrico ParticipaTEA. Participaram 99 responsáveis por crianças e adolescentes com diagnóstico de TEA, entre 6 e 17 anos, residentes em diferentes regiões do Brasil. Foram utilizados o questionário sociodemográfico e a seção Comunidade da Participation and Environment Measure for Children and Youth (PEM-CY). A presença de desejo de mudança na frequência, no envolvimento ou na variedade da participação foi considerada indicativa de insatisfação. Foram realizadas análises descritivas e dez modelos independentes de regressão logística binária, um para cada atividade comunitária. Foi adotado um nível de significância de 10% e intervalos de confiança de 90%. O estudo contou ainda com um grupo de Envolvimento do Paciente e do Público (EPP), composto por quatro mulheres com experiências diretamente relacionadas ao TEA, sendo três mães de pessoas com autismo e uma adulta com diagnóstico de TEA. O grupo contribuiu na interpretação e disseminação dos resultados. Resultados: O maior percentual de insatisfação foi observado em eventos na comunidade, com 80,8% dos responsáveis desejando mudança, enquanto o trabalho remunerado apresentou o menor percentual. A frequência foi o tipo de mudança mais recorrente. Entre os dez modelos, encontros e atividades religiosas apresentou o melhor desempenho discriminatório, com AUC de 0,808, sensibilidade. O nível de suporte foi o fator associado à insatisfação com maior recorrência entre as atividades. Nas atividades físicas organizadas, o nível de suporte 2 apresentou OR=5,55 em comparação ao nível 1, enquanto pais de crianças que realizavam mais de 10 horas semanais de terapia apresentaram aproximadamente 4 vezes menores chances de insatisfação. Em aulas e cursos não escolares, a comunicação simples apresentou OR=26,02 em comparação às interações sociais amplas. Nos encontros e atividades religiosas, os níveis de suporte 2 e 3 apresentaram OR=14,59 e OR=20,95, respectivamente. No trabalho remunerado, os níveis de suporte 2 e 3 apresentaram OR=8,39 e OR=4,32; e, nas viagens ou visitas com pernoite, cada ano adicional de idade esteve associado a OR=1,21 e o nível de suporte 3 a OR=5,08. Conclusão: A insatisfação dos responsáveis com a participação comunitária não depende de um fator isolado e apresentou associações distintas conforme a atividade analisada. A recorrência do nível de suporte entre os modelos não deve ser interpretada como uma relação determinística entre maior necessidade de suporte e menor participação. É um indicativo da necessidade de considerar as demandas específicas das atividades e os apoios disponíveis nos diferentes contextos. A participação deve ser compreendida a partir da interação entre características da pessoa, demandas das atividades, organização familiar e condições ambientais. A participação do grupo de EPP ampliou a interpretação dos achados, incorporando ao processo científico perspectivas provenientes da experiência vivida.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - DEISIANE OLIVEIRA SOUTO
Presidente(a) - 1218795 - EGMAR LONGO HULL
Interno(a) - 1643224 - HEMILIO FERNANDES CAMPOS COELHO
Interno(a) - 1190307 - KATIA SUELY QUEIROZ SILVA RIBEIRO
Interno(a) - 1584539 - MARCELO RODRIGO PORTELA FERREIRA