PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MODELOS DE DECISÃO E SAÚDE (PPGMDS)
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)
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Notícias
Banca de DEFESA: MARIA ANDRELLY MATOS DE LIMA
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA ANDRELLY MATOS DE LIMA
DATA: 27/02/2026
HORA: 13:00
LOCAL: https://meet.google.com/vjz-gnom-sgp
TÍTULO: MORTALIDADE MATERNA NO BRASIL: TENDÊNCIAS E DESAFIOS PARA O CUMPRIMENTO DA META DO ODS 3.1
PALAVRAS-CHAVES: Mortalidade materna; Objetivos de desenvolvimento sustentável; Indicadores de saúde; Séries temporais; Projeções demográficas.
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: INTRODUÇÃO: A mortalidade materna constitui um dos principais indicadores de saúde pública, por refletir as condições de acesso e a qualidade da atenção obstétrica, bem como as desigualdades sociais e regionais. No Brasil, embora se observe uma tendência histórica de redução da Razão de Mortalidade Materna (RMM) desde a década de 1990, os níveis ainda permanecem elevados em relação à meta estabelecida pelo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3.1, que propõe reduzir a RMM para, no máximo, 30 óbitos por 100.000 nascidos vivos até 2030. Eventos recentes, como a pandemia da COVID-19, evidenciaram fragilidades estruturais do sistema de saúde e impactaram negativamente esse indicador, reforçando a necessidade de análises sistemáticas das tendências temporais e dos desafios associados à mortalidade materna no país. OBJETIVO: Analisar a tendência da RMM no Brasil no período de 1990 a 2024 e, à luz das projeções do indicador até 2030, subsidiar a tomada de decisões frente aos desafios para o alcance da meta estabelecida no âmbito do ODS 3.1. MÉTODO: Trata-se de um estudo ecológico, observacional e retrospectivo, com abordagem quantitativa, baseado em dados secundários disponibilizados pelo Ministério da Saúde, oriundos do Sistema de Informações sobre Mortalidade e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, com aplicação de fator de correção da Vigilância do Óbito de Mulheres em Idade Fértil. Analisou-se a RMM no Brasil, por meio de estatística descritiva e técnicas de análise de séries temporais, incluindo testes de estacionariedade, teste de tendência de MannKendall, modelagem por regressão com erros ARIMA (com variável exógena para a pandemia da COVID-19), previsões e aplicação da técnica de suavização exponencial de Holt. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Observou-se tendência temporal estatisticamente significativa de redução da RMM ao longo do período analisado, com declínio acentuado nos anos 1990 e relativa estabilidade a partir dos anos 2000. Entre 2020 e 2021, verificou-se aumento expressivo da RMM, caracterizando um choque exógeno associado à pandemia da COVID-19. As projeções indicaram manutenção de uma tendência levemente decrescente nos anos subsequentes; entretanto, os valores projetados permanecem acima da meta nacional do ODS 3.1. CONCLUSÃO: Apesar da tendência histórica de redução da mortalidade materna no Brasil, o ritmo observado é insuficiente para garantir o cumprimento da meta do ODS 3.1 até 2030. Os achados evidenciaram a necessidade de intervenções estruturais e sustentadas na atenção à saúde materna, com fortalecimento da vigilância, da assistência obstétrica e das políticas públicas voltadas à redução das desigualdades regionais.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) ao Programa - 2570315 - CALIANDRA MARIA BEZERRA LUNA LIMA
Presidente(a) - 1405245 - EVERLANE SUANE DE ARAÚJO DA SILVA
Externo(a) à Instituição - GEYSLANE PEREIRA MELO DE ALBUQUERQUE
Interno(a) - 2031362 - NEIR ANTUNES PAES