PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MODELOS DE DECISÃO E SAÚDE (PPGMDS)
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)
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Notícias
Banca de QUALIFICAÇÃO: JAQUELINE NASCIMENTO DOS SANTOS
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JAQUELINE NASCIMENTO DOS SANTOS
DATA: 31/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/uwq-gzty-swv
TÍTULO: DETERMINANTES SOCIOESTRUTURAIS DO SOFRIMENTO PSÍQUICO EM ESCOLARES BRASILEIROS: MODELAGENS DE FATORES ASSOCIADOS E DISPARIDADES REGIONAIS
PALAVRAS-CHAVES: Saúde Mental; Adolescente; Automutilação; Inquéritos Epidemiológicos; Determinantes Sociais da Saúde; Análise de Amostras Complexas.
PÁGINAS: 43
RESUMO: 4 RESUMO Introdução: O adoecimento psíquico infantojuvenil atingiu proporções alarmantes de saúde pública, sendo a ideação suicida e a automutilação reflexos diretos de vulnerabilidades biopsicossociais. Compreender esse fenômeno exige a investigação profunda dos determinantes sócioestruturais que modulam a saúde dessa população escolar. Objetivo: Caracterizar os perfis de vulnerabilidade sócioestrutural e comportamentais associados ao sofrimento psíquico, com foco na prevalência e nos fatores determinantes da automutilação, em escolares brasileiros. Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico observacional, analítico e de base populacional, de delineamento transversal, utilizando os microdados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2024. A amostra complexa e representativa abrangeu 153.863 adolescentes de 13 a 17 anos matriculados em escolas públicas e privadas do Brasil. A modelagem estatística foi conduzida no software R, aplicando-se o teste Qui- quadrado de Rao-Scott e Regressão de Poisson com variância robusta para a estimação das Razões de Prevalência (RP) e dos Intervalos de Confiança de 95% (IC 95%). Resultados: A ocorrência de ideações ou comportamentos autolesivos atingiu a marca de 32,07% da população estudada. A análise bivariada evidenciou forte associação estatística (p < 0,001) do desfecho com os marcadores avaliados. O sexo biológico despontou como marcador central de vulnerabilidade, sendo o risco de automutilação nas meninas duas vezes maior (RP = 2,03) em relação aos meninos. A exposição a agressões físicas parentais múltiplas (seis vezes ou mais) praticamente dobrou o risco da autolesão (RP = 1,98; prevalência de 54,86%). Em contrapartida, o suporte emocional traduzido pelo acolhimento parental constante atuou como forte fator de proteção (RP = 0,41), assim como níveis elevados de escolaridade materna (RP = 0,86) e a prática de atividade física (RP = 0,88). Conclusão: O sofrimento psíquico severo na adolescência apresenta origens multifatoriais e interseccionais. A automutilação é estatística e fortemente impulsionada pela violência intrafamiliar e pelas disparidades de gênero. A mitigação deste cenário demanda o fortalecimento e o mapeamento precoce do suporte socioemocional e redes de cuidado focadas no desenvolvimento saudável.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1633107 - ALEXANDRE MEDEIROS DE FIGUEIREDO
Externo(a) à Instituição - DANIELA CRISTINA M MARCULINO
Interno(a) - 588112 - JOSE CARLOS DE LACERDA LEITE
Interno(a) - 1222560 - PEDRO RAFAEL DINIZ MARINHO
Interno(a) - 1489452 - TATIENE CORREIA DE SOUZA