PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MODELOS DE DECISÃO E SAÚDE (PPGMDS)

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)

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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIO DE ALMEIDA PEREIRA COUTINHO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIO DE ALMEIDA PEREIRA COUTINHO
DATA: 26/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Laboratório Integrado de Estudos da Voz (LIEV)
TÍTULO: BIOMARCADORES VOCAIS NA PREDIÇÃO DO RISCO METABÓLICO EM PACIENTES COM TRANSTORNOS DEPRESSIVOS E DE ANSIEDADE: UM MODELO DE DECISÃO BASEADO EM APRENDIZADO DE MÁQUINA
PALAVRAS-CHAVES: Biomarcadores; Voz; Diabetes Mellitus Tipo 2; Depressão; Ansiedade; Aprendizado de Máquina; Técnicas de Apoio para a Decisão.
PÁGINAS: 38
RESUMO: Introdução: Os transtornos depressivos e de ansiedade associam-se de forma consistente ao desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2, com prevalência da comorbidade estimada em 9% a 14% e risco relativo de incidência entre 1,18 e 1,60. A detecção precoce dessa comorbidade esbarra no caráter assintomático das alterações metabólicas iniciais, no acesso intermitente a exames laboratoriais e na baixa adesão do paciente psiquiátrico às rotinas de rastreamento. A voz vem se firmando como biomarcador digital não invasivo, sensível tanto a estados mentais quanto a condições metabólicas. Depressão e diabetes, contudo, alteram em parte os mesmos parâmetros acústicos e na mesma direção, o que impede atribuir a variação observada a qualquer uma das condições isoladamente. A literatura trata os dois fatores como independentes, e os modelos preditivos disponíveis foram treinados como se cada paciente apresentasse uma única condição. Objetivo: Desenvolver e validar modelos de decisão baseados em aprendizado de máquina interpretável para a predição do risco metabólico em pacientes com transtornos depressivos e de ansiedade, a partir de biomarcadores vocais, contemplando explicitamente a interação entre estado mental e estado metabólico. Método: Estudo observacional, transversal e analítico, conduzido como subprojeto do projeto guarda- chuva do Laboratório Integrado de Estudos da Voz da Universidade Federal da Paraíba. A amostra será composta por pacientes do ambulatório de psiquiatria do Hospital Universitário Lauro Wanderley e de outros serviços de saúde mental do município, distribuídos em grupo com disglicemia, que reúne diabetes tipo 2 e pré-diabetes, e grupo normoglicêmico. O dimensionamento amostral, calculado para comparação de dois grupos independentes com poder de 80%, nível de significância de 5% e tamanho de efeito de 0,60, resultou em 45 participantes por grupo, prevendo-se o recrutamento de 53 por grupo para acomodar perdas. A caracterização psiquiátrica utiliza questionário sociodemográfico, Self-Reporting Questionnaire, Inventário de Depressão de Beck e Inventário de Ansiedade de Beck. No mesmo momento da coleta vocal são registradas medidas fisiológicas de frequência cardíaca, saturação periférica de oxigênio, temperatura de extremidades, condutância elétrica da pele, eletromiografia de superfície e eletroencefalografia. As gravações seguem protocolo padronizado em cabine acusticamente tratada, com vogal sustentada, fala automática, leitura das frases do CAPE- V e fala semiespontânea. A caracterização metabólica é feita por consulta retrospectiva aos prontuários, recuperando glicemia de jejum, hemoglobina glicada, insulina, TSH e T4 livre dos doze meses anteriores à coleta vocal. As medidas acústicas serão extraídas no Praat e no VoxMore. A modelagem contempla duas formulações do desfecho, examinadas em paralelo e comparadas: regressão linear com a hemoglobina glicada contínua e regressão logística com a disglicemia dicotômica, ambas confrontadas com algoritmos de aprendizado de máquina interpretável em desenho incremental que contrasta especificações com e sem termos de interação. O relato seguirá as recomendações do TRIPOD+AI. Resultados esperados: Espera-se identificar quais medidas acústicas conservam poder discriminativo na presença da comorbidade, verificar se a inclusão da voz melhora o desempenho de modelos construídos apenas com variáveis clínicas, estabelecer se os efeitos das duas condições sobre o sinal vocal são aditivos ou interativos e determinar qual tarefa de fala oferece maior capacidade discriminativa. Pretende-se, ao final, fundamentar uma ferramenta de apoio à decisão aplicável no próprio ambulatório de psiquiatria, de forma não invasiva e de baixo custo.
MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 1147621 - ANA HERMINIA ANDRADE E SILVA
Presidente(a) - 1668545 - ANNA ALICE FIGUEIREDO DE ALMEIDA QUEIROZ
Interno(a) - 2634755 - LEONARDO WANDERLEY LOPES
Interno(a) - 1724406 - LUIZ MEDEIROS DE ARAUJO LIMA FILHO
Externo(a) à Instituição - RICARDO HENRIQUE DE SOUSA ARAUJO