PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL (PPGSS)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Banca de DEFESA: MARIA IMACULADA DE ANDRADE MORAIS
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA IMACULADA DE ANDRADE MORAIS
DATA: 20/03/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO: A RELAÇÃO ENTRE A (IN) SEGURANÇA HÍDRICA E O RACISMO AMBIENTAL NO HORIZONTE DO DIREITO HUMANO À ÁGUA (DHA): UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA SISTEMÁTICA INTEGRATIVA
PALAVRAS-CHAVES: (In) Segurança Hídrica; Racismo Ambiental; Direito Humano à Água; Revisão Integrativa
PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Serviço Social
SUBÁREA: Serviço Social Aplicado
ESPECIALIDADE: Serviço Social do Trabalho
RESUMO: O objetivo geral desta dissertação é verificar como a produção acadêmica brasileira tem abordado a interface entre o racismo ambiental e segurança hídrica voltada ao direito humano à água na última década (2015-2025). Pois, embora o Brasil disponha de significativa disponibilidade hídrica, o que corresponde a 12% da água doce disponível no planeta, como afirmam Cirne e Sousa (2024, p. 58), tal abundância não se traduz sumariamente em garantia universal de acesso, o que resulta em uma distribuição desigual de recursos hídricos no território nacional. Essa disparidade produz implicações diretas na efetivação do Direito Humano à Água - DHA (Albuquerque, 2024, Gonçalves Silva, 2016; Barbosa, 2010). Em vista do contexto, ao lançar luz sobre a relação entre o racismo ambiental (Morais et al., 2024; ER, 2013; ANA, 2019; Gantus-Oliveira e Barcelos, 2024), a pesquisa demonstrou que essa
relação é permeada por processos contraditórios e estruturais, os quais, de forma sistemática, afetam desproporcionalmente territórios historicamente desprotegidos, grupos racializados e questões de gênero (Gantus-Oliveira e Barcelos, 2024). Diante do exposto, a questão problema que orientou este estudo foi: como a produção científica brasileira tem articulado o debate teórico sobre o racismo ambiental e a (in) segurança hídrica no recorte temporal da última década (2015 -2025)?. Em termos metodológicos, o estudo foi classificado na abordagem qualitativa (Severino, 2007, p. 119) com enquadramento exploratório (Gil, 2018). Para o alcance dos objetivos e melhor responder à questão posta, adotou-se o método da revisão bibliográfica sistemática do tipo integrativa (Silva, L. C. et al., 2024), com um protocolo definido para possibilitar o agrupamento de trabalhos científicos de diferentes abordagens metodológicas (qualitativas, quantitativas, teóricas ou empíricas). Em linhas gerais, os resultados mostraram que, apesar da robustez da temática, a produção acadêmica ainda
carece de uma articulação mais profunda entre o racismo ambiental e a segurança hídrica,
principalmente no que se refere à inclusão das desigualdades de gênero e à articulação com as
políticas públicas. Em conclusão temporária, ao tempo de encerramento deste trabalho, a análise das produções, portanto, aponta para a necessidade de aprofundamento teórico-crítico sobre as estratégias de enfrentamento do racismo ambiental e da (in)segurança hídrica no Brasil, de modo a garantir a universalização do direito humano à água. Ressalta-se que a investigação empreendida neste trabalho, além de contribuir para a construção de um entendimento teórico conceitual mais integrado sobre a temática, forneceu densidade para a continuidade da investigação com maior nível de aprofundamento teórico-prático no âmbito do Doutorado Acadêmico. (In) Segurança Hídrica; Racismo Ambiental; Direito Humano à Água; Revisão Integrativa
MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 315.111.108-48 - ALICE DIANEZZI GAMBARDELLA - PUC - SP
Interno(a) - 1147953 - EMANUEL LUIZ PEREIRA DA SILVA
Externo(a) à Instituição - MARIA AUXILIADORA FREITAS DOS SANTOS