CT - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL (CT - PPGECAM)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: LAÍS MONTENEGRO TEIXEIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LAÍS MONTENEGRO TEIXEIRA
DATA: 20/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala LARHENA
TÍTULO: BIOENSAIOS COM DIFERENTES ESPÉCIES VEGETAIS: AVALIAÇÃO DOS EFEITOS FITOTÓXICOS, AGUDO E CRÔNICO, DE EFLUENTES TÊXTEIS E SOLUÇÕES SALINAS
PALAVRAS-CHAVES: Ecotoxicologia; germinação; plantas; bioindicador; sustentabilidade.
PÁGINAS: 145
GRANDE ÁREA: Engenharias
ÁREA: Engenharia Civil
RESUMO: A contaminação de efluentes têxteis a partir do descarte inadequado no meio ambiente, acarreta altos riscos à homeostase ambiental, podendo inibir a atividade fotossintética na biota aquática, e provocar alterações dos mananciais. Devido à crescente preocupação com o meio ambiente e escassez de recursos naturais, pesquisas com intuito de inserir tecnologias sustentáveis para o monitoramento de poluentes ambientais, tornam-se necessárias. O presente estudo avaliou os efeitos da fitotoxicidade de efluente têxtil sintético (ETS), com corantes Azul de metileno, Reactive blue 19, Reactive orange 16, Direct red 23, e Misto, efluente têxtil in natura, e sais, na exposição aguda e crônica de sementes. As sementes utilizadas foram: algodão (Gossypium herbaceum, G. hirsutum e G. arboreum), visando o reuso não potável na irrigação; rabanete (Raphanus sativus), pepino (Cucumin sativus), tomate (Solanum Lycopersicum) e rúcula (Eruca sativa), visando padronizar um protocolo metodológico, definindo a espécie bioindicadora para ser utilizada como parâmetro de qualidade ambiental em bioensaios de fitotoxicidade. Os bioensaios agudos foram conduzidos em laboratório, com incubação por 120 horas, utilizando água destilada como controle negativo, e os sais estudados foram o Cloreto de Sódio e Sulfato de Sódio. Os bioensaios crônicos foram realizados em estufa agrícola, por 21 dias, nas concentrações de 10 e 100 mg.L-1 de ETS misto. No estudo quanto a influência dos sais, foi constatado que níveis crescentes de salinidade, resultou no aumento da toxicidade em todas as sementes vegetais estudadas, impactando de forma negativa as suas germinações. Para a semente do algodão, o bioensaio agudo indicou uma potencialização de germinação nas sementes, com IG superiores a 100%, obtendo apenas alguns índices moderadamente fitotóxicos para a espécie G. herbaceum. Na fitotoxicidade crônica pôde-se verificar que não houve efeitos crônicos significativos sobre os endpoints crescimento da raiz e fitomassa das plantas, nas concentrações estudadas. Para as sementes vegetais, nos bioensaios agudos com ETS, a semente mais sensível foi o tomate, chegando a total inibição (IG = 0%), e com o efluente têxtil in natura a semente mais sensível foi o Pepino, com 37,10% de IG na diluição de 50%. O Rabanete se mostrou a semente mais resistente dentre os efluentes estudados, chegando ao IG de 132,22% com efluente in natura, potencializando a germinação dessa semente. Portanto, a rúcula, foi a semente determinada para ser bioindicadora em testes de fitotoxicidade, a qual, apresentou uma sensibilidade moderadamente fitotóxica frente aos contaminantes. Na fitotoxicidade crônica dessa semente, pôde-se verificar que os contaminantes como corantes têxteis, e sais não reduziram a fitomassa nem promoveram estresse osmótico, nas concentrações analisadas do ETS misto. A E. sativa como espécie bioindicadora possui relevância ecológica e prática, sendo aplicável no monitoramento ambiental de efluentes têxteis e salinos, uma vez que, foi capaz de identificar a presença de contaminantes ou alterações do ambiente em respostas visíveis e reprodutíveis. As análises realizadas também reforçam o potencial das sementes de algodão como organismos resistentes na ecotoxicologia e demonstram que os efluentes têxteis, podem obter potencial para estimular o desenvolvimento das plantas.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1821373 - ELISANGELA MARIA RODRIGUES ROCHA
Interno(a) - 1117941 - CLAUDIA COUTINHO NOBREGA
Interno(a) - 071.703.614-69 - LARISSA GRANJEIRO LUCENA - UFC
Externo(a) ao Programa - 1793278 - ALBANISE BARBOSA MARINHO
Externo(a) à Instituição - ELISÂNGELA MARIA DA SILVA
Externo(a) à Instituição - GERALDA GILVANIA CAVALCANTE DE LIMA