CT - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL (CT - PPGECAM)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: CAIO MÚCIO DE LACERDA MARQUES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CAIO MÚCIO DE LACERDA MARQUES
DATA: 31/03/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Remota - https://meet.google.com/aju-zwmq-xkj
TÍTULO: Análise da influência do método de extração da mucilagem da palma forrageira no seu desempenho como inibidor de corrosão de armaduras em células eletroquímicas simulando a fase líquida do concreto
PALAVRAS-CHAVES: Corrosão; cloretos; bioinibidor; palma forrageira; mucilagem
PÁGINAS: 117
GRANDE ÁREA: Engenharias
ÁREA: Engenharia Civil
RESUMO: A corrosão em estruturas de concreto armado é um problema global que causa prejuízos econômicos, sociais e ambientais. No Brasil, especialmente em regiões litorâneas, a ação de íons cloreto acelera esse processo. Como alternativa sustentável, cresce o interesse por inibidores de corrosão naturais, como a mucilagem da palma forrageira (Opuntia Fícus Indica). Esses bioinibidores apresentam baixo custo, baixa toxicidade e menor impacto ambiental. A presente pesquisa visa avaliar a eficácia de diferentes formas de extrato da palma forrageira na inibição da corrosão, além de comparar os resultados com os de um inibidor comercial, da NOPAL em pó, e identificar se a quantidade de ácido ascórbico presente na mucilagem influencia na inibição. Na metodologia, foram realizados ensaios em células de referência (sem adições), com Nopal em pó, com um inibidor comercial e com extratos de mucilagem de Opuntia Ficus Indica (palma forrageira) obtidos com água e outras com álcool, todos aplicados em células eletroquímicas (1 a 6% de adição em peso), além de células com a quantidade de ácido ascórbico presente nas várias extrações das mucilagens. Foi realizada uma triplicata de células para cada classe de experimentos. Após o processo de estabilização (em torno de 50 dias), foram adicionados NaCl, na proporção de 0,05 [Cl−]/[ OH−], três vezes semanais, para simular ambientes agressivos com cloretos. Avaliaram-se medições eletroquímicas como potencial de corrosão, densidade de corrente e resistência à polarização até a medição da terceira despassivação. Logo após, realizou-se titulações potenciométricas para indicar o teor críticode cloretos em cada célula a fim de realizar uma análise comparativa entre os grupos. Durante a estabilização, as células com Nopal apresentaram os valores mais eletronegativos de potencial. A contaminação por cloretos começou aos 50 dias, mas os efeitos nos potenciais e densidades de corrente só apareceram após 130 dias, sendo mais perceptíveis nas células de referência e de Nopal. Até o presente momento, da série C1 à C66, como esperado, o grupo de REF foi o que apresentou a menor relação [Cl−]/[ OH−], no valor de 1,37, enquanto o MCAL (5%), a maior, 4,05, demonstrando a eficiência inibitória da mucilagem da palma forrageira. Nessa série ainda continua sendo monitoradas as células C46 e C47, ambas com adição de 2% do inibidor comercial. Já a série C67 à C129, sendo a sua maior parte composta de células com mucilagem extraída da palma triturada, após 270 dias de monitoramento, apenas 8 células despassivaram, demonstrando mais uma vez a eficiência inibitória das mucilagens da palma forrageira analisadas.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 511.669.504-25 - GIBSON ROCHA MEIRA - IFPB
Interno(a) - 8333295 - NORMANDO PERAZZO BARBOSA
Externo(a) à Instituição - RAPHAELE DE LIRA MEIRELES DE CASTRO MALHEIRO