PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA NUTRIÇÃO (PPGCN)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Telefone:
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Exames de Qualificação


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2919
Descrição
  • SELMA DOS PASSOS BRAGA
  • Revestimentos de Quitosana Incorporados de Óleos Essenciais de Menttha piperita L. e Mentha x villosa Huds para o Controle Pós-colheita da Antracnose em Mamão Papaya (Carica papaya L.)
  • Orientador : EVANDRO LEITE DE SOUZA
  • Data: 03 de Maio de 2919 às 14:00
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  • CARLOS
2020
Descrição
  • DAYANNA JOYCE MARQUES QUEIROZ
  • PREVALÊNCIA DA HIPOVITAMINOSE D E DO POLIMORFISMO BsmI (rs 1544410) DO GENE VDR E SUA RELAÇÃO COM OS PARÂMETROS METABÓLICOS EM PACIENTES COM FIBROSE CÍSTICA ANTES E APÓS SUPLEMENTAÇÃO
  • Orientador : MARIA DA CONCEICAO RODRIGUES GONCALVES
  • Data: 30 de Junho de 2020 às 14:00
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  • Indivíduos com Fibrose Cística possui risco de deficiência de vitaminas lipossolúveis devido a insuficiência pancreática que ocasiona má absorção. A vitamina D possui diversos efeitos biológicos ativadas por receptores da vitamina D (VDR), tendo sua deficiência possivelmente associada com marcadores de inflamação e estresse oxidativo. Sendo assim o objetivo do presente estudo foi avaliar a prevalência da hipovitaminose D e do polimorfismo BsmI (rs 1544410) do gene VDR e sua relação com os parâmetros metabólicos em pacientes com Fibrose Cística antes e após a suplementação com megadose de Vitamina D. Trata-se de um estudo transversal e ensaio clínico realizado com os pacientes diagnosticados com Fibrose Cística maiores de 5 anos de idade, adolescentes e adultos em dois Centros de referência no atendimento. Inicialmente foi realizado uma avaliação da prevalência de hipovitaminose D e variação genotípica do polimorfismo BsmI (rs 1544410). Nessa primeira etapa foram avaliados dados antropométricos (peso, altura, Índice de Massa Corporal), consumo alimentar, avaliação bioquímica para análise de função renal e hepática, glicemia, hemograma, cálcio, paratormônio, processo inflamatório (proteína C reativa e alfa-1-glicoproteína ácida- A1GPA) e estresse oxidativo (malondialdeido- MDA e capacidade antioxidante total- CAOT). Os pacientes diagnosticados com insuficiência ou deficiência de vitamina D, foram suplementados com 4000 UI/dia para crianças de 5 a 10 anos e 10.000 UI/dia para crianças maiores de 10 anos, adolescentes e adultos, durante 8 semanas. Após a finalização da suplementação foram realizados nova aplicação de questionário, avaliação antropométrica consumo alimentar, analise bioquímica e parâmetros de inflamatórios e oxidativos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética de ambos hospitais. A Análise estatística foi realizada através do “Statistical Pac age for the Social Sciences”, versão 22, adotando-se significância de p<0,05. Foram coletados 58 pacientes e após os critérios de inclusão e perdas amostrais a amostra foi finalizada com 48 participantes na pesquisa. A maioria da população era masculina (54,2 %) e de cor parda (54,2 %) e apresentando média de idade de 14,85 ±7 ,04. A Insuficiência/deficiência de vitamina D foi encontrada em 64,6 % dos pacientes, com predominância do genotípico heterozigoto para polimorfismo BsmI do gene VDR, o qual não encontrou-se fatores associados e parâmetros metabólicos. Quando avaliado os grupos de acordo com o estado de vitamina D não foi encontrado diferença entre os paramétricos bioquímicos, de consumo alimentar e antropométricos. Após análise multivariada, o malondialdeído foi associado negativamente com a 25-hidroxivitamina (p = 0,41), porém essa relação só ocorreu quando associado aos outros parâmetros de processo inflamatório e estresse oxidativo e não houve influência do polimorfismo (p= 0,81). Após a suplementação houve melhoras nos níveis séricos de vitamina D, redução nos níveis de leucócitos, incremento no IMC. Não houve influência do genótipo para resposta a suplementação da vitamina D. O genótipo bb após a suplementação teve aumento dos níveis de hemoglobina e hematócrito . Conclui-se que houve uma alta prevalência de hipovitaminose D e a suplementação de megadose de Vitamina D mostrou-se benéfica e na melhora do estado nutricional e níveis hematológicos nos pacientes com genótipo bb.
  • MARIA PAULA DE PAIVA
  • AVALIAÇÃO DO PERFIL DE METILAÇÃO DO GENE VDR SOBRE EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA D3 EM PACIENTES COM FIBROSE CÍSTICA
  • Orientador : MARIA DA CONCEICAO RODRIGUES GONCALVES
  • Data: 04 de Maio de 2020 às 09:00
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  • A Fibrose Cística carateriza-se com uma doença rara de caráter genético e acarreta várias intercorrências na saúde dos invíduos afetados. A insuficiência pancreática se caracteriza com uma das principais consequências, com isso originando diversos problemas absortivos, principalmente das vitaminas lipossolúveis, dentre elas, a vitamina D, sendo relatada em pacientes fibrocisticos. O gene VDR ( receptor da vitamina D) tem papel crucial no metabolismo e expressão gênica da vitamina D, e inexistem dados sobre o processo de metilação influenciada pela suplementação da megadose de vitamina D3 em pacientes com Fibrose Cística, diante disso o objetivo do presente estudo foi avaliar o perfil de metilação do gene VDR sobre efeito da suplementação de vitamina D3 em pacientes com Fibrose Cística. Um ensaio pré-clínico envolvendo 12 pacientes de Fibrose Cística no Município de João Pessoa, foi realizado após a determinação da prevalência da hipovitaminose D, quando os deficientes/insuficientes, em número de quatro, foram suplementados com mega dose de vitamina D e submetidos há exames bioquímicos e nutricionais, consumo alimentar, indicadores inflamatórios e do estresse oxidativo e extração de DNA. Os perfis de metilação no promotor do genes estudados foram determinados utilizando técnica qualitativa de metilação com enzima de restrição. Os dados foram avaliados com os testes t pareado, Mann- Whitney e correlação de Person, com auxilio do software SPSS® versão 22. A prevalência de insuficiência/deficiência de 25(OH)D foi de 58,3%, e cerca de 33% da amostra foi caracterizada com baixo peso/idade. Os perfis de metilação não se alteraram antes/pós intervenção, e os marcadores inflamatórios e de estresse ocxidativo apresentaram mudanças, porém, sem significância. No entanto houve um aumento nos níveis de vitamina D naqueles que foram suplementados. Diante disso, conclui-se que possivelmente a metilação não influencia na expressão do gene VDR em relação as dosagens séricas da vitamina D, e que a suplementação não foi capaz de alterar esse mecanismo genético, mesmo atingindo a adequação na sua concentração nestes pacientes, com a suplementação da megadose de vitamina D.
  • ÍTALO HENRIQUE RODRIGUES MARQUES FERREIRA
  • EFEITOS DA TEMPERATURA E UMIDADE RELATIVA NA SOBREVIVÊNCIA DE Salmonella enterica EM PIMENTÃO(Capsicum annuumL.)MINIMAMENTE PROCESSADO DURANTE O ARMAZENAMENTO
  • Data: 23 de Abril de 2020 às 10:00
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  • Salmonella enterica causa um elevado número de infecções humanas anualmente em todo o mundo. Dentre os alimentos envolvidos em surtos destacam-se os vegetaisminimamente pro-cessados.Opimentão, que éum commodityde mercado mundial,tem sido envolvido em surtos de salmonelose. Opresente estudo tevecomo objetivo avaliar a sobrevivência de SalmonellaTyphimurium e SalmonellaEnteritidisem pimentão minimamente processado em função da temperatura e da umidade relativade armazenamento. Para realização desse estudo, pimentões cônicos verdes foramadquiridos. Pimentões inoculados (4,5log UFC/g e 2.5 log UFC/g) foramcolocados em dessecadores contendo sal saturado (cloreto de lítio, carbonato de potássio e sul-fato de potássio) para criar ambientes de umidade relativa controlada (~15, 50, 100% UR) e armazenados a7, 14 e 21ºC. Após0h, 12h, 24h,48h, 72h, 96h, 120h e 144h,as células viáveis de Salmonellade cada sorovar foram enumeradas. Os dados foram analisados usando a equação de Baranyi e Robertse Bigelow e Estypara obtenção de regressões lineares do crescimentoe inativação microbiana.Os parâmetros cinéticos extraídos desses modelos foram ajustados em uma equação polinomial para modelos secundários capazes de prever a taxa de crescimento/ morte de S. entericaem pimentão em função dos parâmetros testados.S. enterica apresentou taxa máxima de crescimento (μmax)variando de -0,0047 a 0,0681 1/h. A maior μmax foi ob-servada em 14 e 21 ºC e emmaior UR testada (100%), enquanto o crescimento de S. entericanão foi suportado nas temperaturas mais baixas eUR testadas, independentemente do tamanho do inóculo, no entanto, na temperatura mais baixa na condição mais alta da UR, o patógeno apresentou uma taxa máxima de crescimento de 0,0123 ± 0,0016 1 /h quando testado a 2,5 log UFC/g. Na maioria das condições testadas a 2,5 log UFC/g houvecrescimento de S. enterica, entretanto, no inóculo de 4,5 log UFC/g apenas as condições que compreendem astemperaturasmais altase URtestadas suportaram o crescimento de S. entericaao longo de 144 h de arma-zenamento. As regressões lineares baseadas nosdados experimentais exibiram R2 próximo a 0,99 e uma boa previsão do μmax em função da temperatura (T) e da umidaderelativa. A inte-ração de T e URmostrou efeitos no crescimento / sobrevivência de S. enterica em pimentões inoculados a 4,5 log UFC / g.Apenas o termo quadrático de URapresentou efeitos significati-vos quando S. entericafoi inoculada a 2,5 log UFC / g. Os resultados mostram a influência da temperatura e da UR, bem como o impacto do tamanho inicial do inóculo no comportamento deS. entericaem pimentõesdurante o armazenamento. Os modelos gerados seriam ferramentas úteis para gerenciar o risco desse patógeno em pimentões
  • RENATA LEITE TAVARES
  • EFEITOS DA MUCUNA PRURIENS SOBRE PARÂMETROS METABÓLICOS, INFLAMAÇÃO E O EIXO INTESTINO-CÉREBRO DE RATOS OBESOS
  • Orientador : JAILANE DE SOUZA AQUINO
  • Data: 20 de Março de 2020 às 08:30
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  • A obesidade é um crescente problema de saúde pública. Seu tratamento inclui mudanças comportamentais, prática de exercícios físicos, intervenção dietética e uso de medicamentos e fitoterápicos. A Mucuna pruriens (MP) é uma planta medicinal que tem se destacado por sua composição nutricional e fitoquímica, rica em substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias, levodopa e 5-hidroxitriptofano, que podem ser adjuvantes no tratamento da obesidade. Assim, esse estudo se propôs a avaliar o efeito da suplementação com MP sobre parâmetros metabólicos, inflamação e eixo intestino-cérebro em ratos sadios e obesos. Foi determinada a composição centesimal; fibras, oligossacarídeos e perfil de compostos fenólicos da MP. Utilizou-se 32 ratos Wistar com ± 40 dias de idade, inicialmente randomizados nos grupos Grupo sadio (GS, n= 16) e Grupo obeso (GO, n= 16). O GS consumiu ração comercial e o GO consumiu ração comercial e dieta de cafeteria durante oito semanas. Depois, estes grupos foram subdivididos em: Grupo sadio (GS, n=8); Grupo sadio suplementado com MP (GSMP, n=8); Grupo obeso (GO, n=8); Grupo obeso suplementado com MP (GOMP, n=8), permanecendo o consumo das respectivas dietas por mais oito semanas, além da gavagem com MP aos grupos suplementados (750 mg/kg peso). Durante o experimento, o consumo alimentar e o peso corporal foram acompanhados. Na última semana, as fezes dos animais foram coletadas para contagem bacteriana e quantificação de ácidos orgânicos. Após a suplementação, o comportamento de ansiedade e depressão dos animais foi avaliado. Depois, testes de tolerância à glicose e resistência à insulina foram executados. No dia da eutanásia foram aferidos parâmetros murinométricos e retirados tecido adiposo, fígado, rins e intestino para análises histológicas, e cérebro para análise imuno-histoquímica com interleucina-6. Marcadores inflamatórios, hormônios e perfil lipídico foram avaliados no soro. Com as carcaças, foi avaliada a composição corporal. A MP apresentou composição rica em proteínas e compostos fenólicos e presença do oligossacarídeo 1-kestose. A suplementação em animais obesos foi eficaz na redução do consumo alimentar, peso corporal, percentual de massa gorda, circunferências abdominal e torácica, e índice de Lee, além da redução de triglicerídeos e aumento do colesterol HDL. A contagem de bactérias ácido-láticas e enterobactérias foi maior nos grupos sadio e obeso tratados com MP, assim como a quantidade dos ácidos lático e acético nas fezes. Assim, os resultados sobre a capacidade emagrecedora da MP em animais obesos são promissores, tornando-o um possível adjuvante no tratamento da obesidade.
  • LOUISE IARA GOMES DE OLIVEIRA
  • CARACTERIZAÇÃO E APLICAÇÃO DE REVESTIMENTO DE QUITOSANA E ÓLEO ESSENCIAL DE CYMBOPOGON CITRATUS (D.C.) STAPF. PARA O CONTROLE DA QUALIDADE PÓS-COLHEITA DE GOIABAS
  • Data: 16 de Março de 2020 às 14:00
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  • A goiaba (Psidium guajava L) é uma fruta tropical muito apreciada por seu sabor doce levemente ácido e importante valor nutricional. Na pós-colheita, a goiaba apresenta rápido amadurecimento caracterizado por amarelamento acelerado da casca, perdas de peso e firmeza e degradação de compostos, gerando prejuízos e impactando em sua aceitabilidade. A quitosana (Qui) é um polímero de baixa toxicidade, biodegradável, que possui propriedades de formação de filme e atividade antimicrobiana. O uso de revestimentos comestíveis a base de Qui tem sido proposto como tecnologia pós-colheita para preservação de frutas. Tem sido sugerido que a incorporação de óleos essenciais (OE) melhora a eficácia dos revestimentos de Qui na conservação de goiabas. Entretanto, as características de superfície de revestimentos de Qui incorporados ou não de OE permanecem desconhecidas. Este estudo teve como objetivo caracterizar as propriedades físicas, químicas e de superfície de um revestimento antifúngico formulado com Qui (5 mg/mL) e Óleo essencial de Cymbopogon citratus (D.C.) Stapf (OECC) (0,6 μL/mL) e avaliar a sua eficácia em manter a qualidade pós-colheita em goiabas cv Paluma durante o armazenamento refrigerado (12 ºC±1). O revestimento de Qui-OECC foi caracterizado quanto a solubilidade de água (SA), atividade de água (aw), identificação dos grupos funcionais orgânicos por espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier, propriedades térmicas através de Calorimetria Exploratória Diferencial e de superfície por Perfilometria óptica 3D. Também foram realizados ensaios para avaliação da eficácia do revestimento de Qui-OECC sobre os aspectos físico-químicos (perda de peso, firmeza, cor, acidez titulável, pH, sólidos solúveis totais, açúcares, ácidos orgânicos e compostos fenólicos), microbiológicos, enzimáticos e sensoriais de goiabas cv. Paluma armazenadas à 12ºC. O revestimento de Qui-OECC apresentou baixa SA (22,56 ± 0,15) e aw (0,22 ± 0,01), boa resistência térmica (1º pico à 136 ºC, 2º pico à 260 ºC), superfície plana, lisa e de baixa rugosidade (Sa = 0,005 μm). A aplicação do revestimento de Qui-OECC atrasou as perdas de peso e firmeza, alterações nos sólidos solúveis totais, acidez titulável, pH e cor nas goiabas durante o armazenamento. Goiabas revestidas com Qui-OECC apresentaram menor (p <0.05) conteúdo de frutose e maiores (p <0.05) conteúdos de ácidos cítrico e succínico em comparação com goiabas não revestidas após os 10 dias de armazenamento. Os ácidos fenólicos (ácido siríngico e ácido clorogênico) diminuíram e os flavonóides (hesperidina, cis-resveratrol, catequina, procianidina B1 e miricetina) aumentaram nos dois grupos de frutas, mas essas alterações foram retardadas nas goiabas revestidas com Qui-OECC. Goiabas não revestidas apresentaram maior (p <0,05) atividade da polifenol oxidase e pectina metilesterase e menor (p <0,05) atividade da peroxidase do que aquelas revestidas com Qui-OECC, após 5 dias de armazenamento. Goiabas revestidas com Qui-OECC foram as preferidas pelos painelistas e receberam escores mais altos (p <0.05) para textura, cor e impressão geral, porém escores mais baixos para o atributo odor do que as goiabas não revestidas durante o armazenamento. Os resultados indicam o revestimento de Qui-OECC testado demonstrou ser uma estratégia viável para melhorar os aspectos de qualidade pós-colheita na goiaba durante o armazenamento a refrigerado.
  • HASSLER CLEMENTINO CAVALCANTE
  • AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DO JEJUM INTERMITENTE ASSOCIADO OU NÃO À SUPLEMENTAÇÃO COM ÓLEO DE COCO (CocosnuciferaL.) EM RATOS OBESOS
  • Orientador : JAILANE DE SOUZA AQUINO
  • Data: 12 de Março de 2020 às 14:00
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  • A obesidade é um problema de saúde pública mundial, caracterizada pelo excesso de gordura corporal e está, constantemente, relacionada a anormalidades endócrinas, metabólicas e neurocomportamentais. Há alguns métodos de intervenção nutricional para o tratamento da obesidade, porém, todos parecem possuir pouca eficácia a longo prazo. Diante do exposto, o objetivo do presente estudo é comparar a efetividade de três diferentes estratégias nutricionais no tratamento da obesidade e desuas co-morbidades, com foco na avaliação de parâmetros somáticos, metabólicos, histológicos e comportamentais de ratos Wistar. Cinquenta ratos Wistar foram randomizados em cinco grupos, sendo GC: grupo controle; GO: grupo obeso; OJI: grupo obeso submetido ao jejum intermitente; OJIOC: grupo obeso submetido ao jejum intermitente associado à suplementação com óleo de coco (1g/kg peso); ORC: grupo obeso submetido à restrição calórica. O experimento teve duração de 17 semanas nas quais os animais passaram por13 semanas de indução da obesidade com mais 4, de intervenção. O GC consumiu dieta padrão durante todo o experimento, enquanto os demais grupos (GO, OJI, OJIOC e ORC) consumiram uma dieta rica em mono e dissacarídios. Foi realizado o acompanhamento do peso e do consumo semanalmente. Na última semana, foram realizados os testes comportamentais. No antepenúltimo e penúltimo dia foram realizados os testes de tolerância à glicose (TTG) e à insulina (TTI), respectivamente. Ao final do experimento foram aferidosos parâmetros murinométricos seguido da eutanásia. . Após a eutanásia foram realizadas as seguintes análises: perfil lipídico (colesterol total (CT), lipoproteína de alta densidade (HDL), lipoproteína de baixa densidade (LDL), triglicerídios e o índice decarga metabólica), histologia do cérebro e tecido adiposo e a composição corporal dos ratos. O peso (OJI = 321,7±18,35g; OJIOC = 375±18,97g; ORC= 277,5±12,94g), o índice de massa corporal -IMC (OJI = 0,54±0,04g/cm2; OJIOC = 0,60±0,02g/cm2; ORC= 0,53±0,05g/cm2) e o índice de adiposidade -IA (OJI = 2,14±0,69 %; OJIOC = 3,28±0,48%; ORC= 0,71±0,95%) foram reduzidos nos grupos submetidos às diferentes intervenções quando comparados ao GO que apresentou peso 447,5±33,28 g, IMC 0,68±0,02 g/cm²e IA 5,71±0,76%. Os grupos OJI (76,60 mg/dL), OJIOC (78,70 mg/dL) e ORC (37,43 mg/dL) tiveram menores glicemias no TTI que o GO(82,13 mg/dL), bem comomenores valores de frações lipídicas séricas Foi evidenciado indicativo de inflamação e degeneração neuronal nos grupos OJI e ORC, sem alterações no grupo OJIOC. Os animais do grupoOJIOC apresentarammenor comportamento do tipo ansioso e do tipo depressivo. Concluímos que a intervenção com jejum intermitente associado ao óleo de coco foi eficaz como estratégia nutricional em exercer efeito neuroprotetor e reduzir danos em parâmetrosmetabólicos, somáticos, histológicos e comportamentais relacionados à obesidadedos ratos avaliados.
  • KAROLINY BRITO SAMPAIO
  • DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO in vitro DE FORMULAÇÕES NUTRACÊUTICAS COMPOSTAS POR Lactobacillus fermentum, QUERCETINA E/OU RESVERATROL
  • Data: 06 de Março de 2020 às 10:00
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  • A atividade bioativa de polifenóis como quercetina (QUE) e resveratrol (RES) tem sido reconhecida e estudada nos últimos anos com aplicação em diversos segmentos da indústria. O uso combinado desses polifenóis e probióticos parece ser uma estratégia vantajosa em relação aos seus potenciais efeitos benéficos sobre a saúde humana. Diante disso, este estudo desenvolveu novas formulações nutracêuticas compostas por três diferentes cepas potencialmente probióticas (L. fermentum 139, L. fermentum 236, L. fermentum 296), fruto-oligossacaídeos (FOS), QUE e/ou RES, bem como avaliou sua estabilidade durante o armazenamento. As contagens de células viáveis das cepas de L. fermentum, o conteúdo de QUE e RES durante o armazenamento em temperatura ambiente e refrigerada e quando expostos a digestão in vitro em diferentes formulações nutracêuticas foram avaliados. A potencial bioacessibilidade de QUE e RES, a atividade antioxidante e os aspectos ultraestruturais das formulações nutracêuticas também foram analisados. As cepas de L. fermentum apresentaram contagens acima de 9 log UFC/g e conteúdo de QUE e RES acima de 200 μg/mg nas formulações imediatamente após liofilização. L. fermentum 296 foi mais sensível a QUE e RES durante a liofilização devido as maiores reduções de contagens de células viáveis, indicando que um possível efeito crioprotetor de QUE e/ou RES em cepas de Lactobacillus pode ser cepa dependente. Os resultados deste estudo mostraram que em 90 dias de armazenamento as cepas de L. fermentum e as concentrações de QUE e RES apresentaram maiores reduções nas formulações armazenadas em temperatura ambiente, especialmente nas formulações com QUE + RES. L. fermentum 263 destacou-se com maiores contagens após 90 dias de armazenamento refrigerado (>7 log UFC/g). Durante a exposição à digestão gastrointestinal in vitro, as formulações com QUE e/ou RES protegeram melhor as cepas de L. fermentum do que as formulações com apenas L. fermentum + FOS. Foi observado também que parte do conteúdo de QUE (>29%) e RES (>50%) em todas as formulações era bioacessível e exibiram propriedades antioxidantes. A análise ultraestrutural das formulações com L. fermentum 263 + FOS + QUE e/ou RES mostrou variações em suas microestruturas e indicou que as células bacterianas foram incorporadas às matrizes liofilizadas. Diante dos resultados desse estudo é notório que o uso combinado de L. fermentum, QUE e/ou RES apresenta-se como uma estratégia valiosa para obter novas formulações nutracêuticas com potencial capacidade de promover efeitos benéficos à saúde dos consumidores. O protocolo de desenvolvimento das formulações nutracêuticas apresentado neste estudo foi submetido ao pedido de depósito de patente no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Brasil) sob o número de protocolo BR102019022753-2.
  • LARISSA DE FÁTIMA ROMÃO DA SILVA
  • EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO COM PROBIÓTICOS SOBRE A MICROBIOTA INTESTINAL E PARÂMETROS CARDIOMETABÓLICOS EM MULHERES HIPERTENSAS: UM ESTUDO CLÍNICO RANDOMIZADO, TRIPLO CEGO E CONTROLADO POR PLACEBO
  • Data: 06 de Março de 2020 às 10:00
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  • A hipertensãoarterial sistêmicaé considerada o principal fator de risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares e sua etiologia parece estar ligadaahiperatividade simpática.Estudos têm demonstrado que a disbioseintestinalpode exercer um papel fundamental no desenvolvimento da hipertensão arterialjá que a composição da microbiota intestinal afeta o sistemacardiovascular, imunológico, neural e metabólico. Assim, o uso de probióticos tem emergido como uma estratégia terapêutica compotencial para o tratamento da hipertensão. Nesse sentido, o presente estudotem como objetivo geral avaliar os efeitos da suplementação com umamisturaprobióticasobre os parâmetros cardiovasculares, variáveisantropométricas, bioquímicas, consumo alimentar e a composição damicrobiota fecal em mulheres hipertensas. Trata-se deum ensaio clínico randomizado, triplo-cego, controlado por placebo, conduzido com40 mulheres hipertensas com idade entre 20 e 50anos. As pacientes foram randomizadasem dois grupos:grupoprobiótico-(n=20) tratadas com 1g/ de um mistura probióticacontendoLactobacillusparacaseiLpc-37 R SD 5275 R,LactobacillusrhamnosusHN001 R SD 5675 R,LactobacillusacidophilusNCFM R SD 5221 R, BifidobacteriumlactisHN019 R SD 5674 e grupoplacebo-(n=20)tratadas com 1g/dia de polidextrosepor 8 semanas, respectivamente. Foram realizadosexames bioquímicos, avaliação da pressão arterial, variabilidade da frequênciacardíaca, avaliação antropométrica, consumo alimentar e contagem de microbiota fecalantese apósa intervenção durante 8 semanas. Peso, IMC e circunferência da cinturaforam semelhantes entre os dois grupos (p> 0,05). A suplementação com probióticos reduziu significativamente a glicemia de jejum (variação de -10,3 mg / dL, p <0,05) e os níveis de colesterol (variação de -23,4 mg / dL, p <0,05) e aumentou o HDL-colesterol (variação de 6,5 mg / dL, p <0,05) em comparação com condição de linha de base. A suplementação com probióticos resultou em maiores contagens fecais de Lactobacillus(p <0,05) e reduziu em 67% o número de pacientes com supercrescimento bacteriano do intestino delgado. A suplementação com probióticos reduziu a PA sistólica em 5 mmHg e a PA diastólica em 2 mmHg em mulheres hipertensas, e reduziu a oscilação de LF e a relação LF / HF (p <0,05) no domínio da frequência da variabilidade da frequência cardíaca.A suplementação probiótica por 8 semanas teve efeitos benéficos nos níveis de glicemia de jejum, perfil lipídico, microbiota intestinal e modulação autonômica em mulheres hipertensas
  • ANA CRISTINA ALVES GOMES
  • EFEITO DE QUITOSANA E EXTRATOS FENÓLICOS DE SUBPRODUTOS DO PROCESSAMENTO DE ACEROLA E JABUTICABA NO CONTROLE DA PODRIDÃO CAUSADA POR Lasiodiplodiaspp. EM MAMÃO
  • Data: 05 de Março de 2020 às 09:00
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  • A podridão peduncular causada por espécies de Lasiodiplodiaconstituiuma das principais doenças causadorasde perdaspós-colheita em frutos demamão.Um dos métodosde controle de Lasiodiplodiaspp.é o uso de fungicidas sintéticos, no entanto estes não têm sido totalmente eficazes. Com isso, surgea importância da busca por novas tecnologias para o controle da podridão peduncular em frutos de mamão. A quitosana é umbiopolímero com propriedades antimicrobianas, baixa toxicidade ecapacidade de formar gel, o que possibilita o seu uso comorevestimentoem frutas. A incorporação de compostos antimicrobianos naturais,como compostos fenólicos, na formulação derevestimentospode ser uma alternativa para controle da podridão peduncular em frutos de mamão. Diante disso, esse trabalho tevecomo objetivo avaliar o efeito da quitosana e extratos fenólicos dos subprodutos do processamento de acerola e jabuticaba no controle da podridão causada por diferentes espécies de Lasiodiplodia(L.theobromae,L.pseudotheobromae, L.euphorbicola, L.viticola, L. hormozganensis)em mamão. Para isso, foramrealizadas análises da identificação dos componentes dos extratos fenólicos dos subprodutos do processamento de acerola e jabuticaba, assim como a ação in vitroisolada e em combinação desses extratos e da quitosanasobre o crescimento micelial radial das espécies de Lasiodiplodia. Ensaios in situforamrealizados para avaliar o efeito de revestimentos formulados com quitosana e extratos fenólicos sobre a severidade da podridãocausada por Lasiodiplodiaspp.em mamão. Análises físico-químicas (cor, perda da massa fresca, firmeza, acidez titulável, pHe sólidos solúveis)foram realizadas para avaliar os efeitos dos revestimentos sobre a qualidade pós-colheita dos frutos. Flavonoides foram o grupo majoritário presente nos extratostestados, sendoidentificadosvinte e três diferentes compostos fenólicos. A quitosana(3, 4e 5 mg/mL)e extratosde acerola (75e 100 mg/mL) e jabuticaba(50, 75e 100 mg/mL) inibiram o crescimento micelial de todos os isolados de Lasiodiplodia. Aaplicação combinada de diferentes concentrações de quitosana(3 ou 4 mg/mL) eextratos de acerola (50 ou 75 mg/mL) ou jabuticaba (75 ou 100 mg/mL) apresentaram interações do tipo aditiva na inibição dos isolados fúngicos. A aplicação dos revestimentos com quitosana (4 mg/mL) e extratos de acerola (50 ou 75 mg/mL) oujabuticaba(75 ou 100 mg/mL) retardaramo desenvolvimento da podridão em mamão infectado artificialmente com isolados de Lasiodiplodiadurante 8 dias de armazenamento em temperatura ambiente(25 ± 1 °C). Revestimentos com 4 mg/mL de quitosanae 75 mg/mL de extrato de acerola ou 100 mg/mL de extrato de jabuticaba foram os mais eficazes no controledo desenvolvimento da podridão emmamão, independentemente da espécie de Lasiodiplodiatestada. Os revestimentos com quitosana(4 mg/mL) e extrato de acerola (75 mg/mL) ou extrato de jabuticaba(100 mg/mL) não afetaram negativamente os parâmetros físico-químicos indicativos da qualidade pós-colheita de frutos de mamão durante o armazenamento.Estes resultados indicam que revestimentos formulados com concentrações aditivas de quitosana e extratos fenólicos de acerola oujabuticaba podem ser novas estratégias para o controleda podridão pós-colheita causada por Lasiodiplodiaem frutos de mamão.
  • RÚBIA CARTAXO SQUIZATO DE MORAES
  • Parâmetros hormonais, comportamentais e de composição corporal de crianças e adolescentes com dupla carga de desnutrição
  • Data: 25 de Fevereiro de 2020 às 14:00
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  • Estudos prévios demonstraram que a subnutrição no início da vida está relacionada com o desenvolvimento de doenças não transmissíveis na vida adulta, como obesidade, diabetes mellitus 2 e hipertensão. A coexistência entre subnutrição e excesso de peso, conhecida como dupla carga de desnutrição tem sido relatada principalmente nos países pobres. Na subnutrição tem sido demonstrada uma diminuição da concentração dos hormônios tireoidianos enquanto que no excesso de peso há um aumento, consequentemente apresentando um comportamento inverso da subnutrição comparada ao excesso de peso. O objetivo deste trabalho foi analisar os parâmetros hormonais, comportamentais e de composição corporal em crianças e adolescentes com dupla carga de desnutrição em comparação com escolares eutróficos e com excesso de peso e estatura adequada. Para responder a estas questões, crianças e adolescentes de 7 a 15 anos, de ambos os sexos, foram recrutados por meio de busca ativa em escolas públicas do município de João Pessoa/PB e alocados em 3 grupos de acordo com o estado nutricional: 1) grupo controle, estatura/idade (E/I) > 0,0 e <2,0 escore Z e índice de massa corporal para idade (IMC/I)> -1,0 e <0,5 escore Z; 2) grupo excesso de peso, estatura/idade (E/I) > 0,0 e <2,0 escore Z e IMC/I> 1,0 escore Z; 3) grupo dupla carga, estatura/idade < – 1,0 escore Z e IMC/I> 1,0 escore Z. Foram mensurados peso, estatura, circunferência da cintura e quadril, composição corporal, TSH, T3 livre, T4 livre, insulina, leptina, colesterol total, suas frações, triglicerídeos e glicose, além de aplicado o questionário socioeconômico e de dependência alimentar. Foi encontrado aumento da concentração de colesterol total nos grupos dupla carga e excesso de peso em relação ao grupo controle, (143,10 ± 7,60 mg/dL, 147,29 ± 7,44mg/dL e 116,48 ± 6,75 mg/dL, p= 0,005, respectivamente), assim como para insulina (57,95pmol/L (47,88- 70,14), 74,41pmol/L (61,72-89,80) e 40,03pmol/L (34,04-47,83), p<0,001), HOMA-IR (2.16 (1.75-2.68), 2.51 (2.04-3.11) e 1.45 (1.21-1.77) p=0.001) e leptina (21,75ng/dL (15,06-31,87), 25,27ng/dL (17,65-36,77) e 3,78ng/dL (2,71-5,27), p< 0,001). Não foram observadas diferenças na função tireoidiana entre os grupos. A carga metabólica foi significantemente maior no grupo dupla carga em comparação com excesso de peso e controle (194.31mg/dL (174.9-216.0), 179.37mg/dL (163.1-200.6) e 162.30mg/dL (148.4-179.0), p=0,047). O percentual de gordura corporal ajustado por quilo de peso corporal foi significantemente maior no grupo dupla carga em comparação com o grupo excesso de peso e controle (31.87 ± 1.07%, 30.61 ± 1.15% e 19.95 ± 0.99%, p<0,001, respectivamente). Diante disto, os principais achados do presente estudo foram um maior perfil lipídico, resistência à insulina, gordura corporal, leptina e carga metabólica, mas função tireoidiana normal no grupo dupla carga em relação ao grupo controle.
  • SABRINA DUARTE DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO DE COMPOSTOS BIOATIVOS DE COPRODUTOS DO PROCESSA-MENTO DE ACEROLA E GOIABA FERMENTADOS COM ISOLADOS DE Lactoba-cillus POTENCIALMENTE PROBIÓTICOS
  • Data: 25 de Fevereiro de 2020 às 14:00
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  • O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas no mundo; no entanto, grande parte dessa produção é destinada a indústria do processamento de alimentos, gerando grande quantidade de coprodutos agroindustriais, que são geralmente descartados. Esses coprodutos são naturalmente fonte de compostos bioativos, além disso, alguns mecanismos podem estimular a produção destes compostos nessa matriz, como é o caso da fermentação por microrganismos pré-selecionado, como as bactérias ácido láticas (BAL). Este estudo realizou fermentação inoculada (Lactobacillus plantarum 53, L. paracasei 106, L. casei L-26 e L. fermentum 56, em co-cultura na proporção de 1:1:1:1) de coprodutos do processamento de acerola (Malpighia emarginata D.C., ACE) e goiaba (Psidium guajava L., GOI) a uma temperatura de 37 °C, a 200 rpm, por 120 horas, avaliando a alteração no perfil de compostos bioativos durante a fermentação. Antes da fermentação, realizaram-se análises da caracterização físico-química dos coprodutos in natura da acerola e goiaba. Nos intervalos de zero, 8, 24, 48, 72 e 120 horas de fermentação foi realizada a contagem de células viáveis. Os parâmetros físico-químicos, conteúdo de compostos bioativos (perfil de fenólicos e fenólicos totais, carotenóides totais, flavonóides e vitamina C) e atividade antioxidante (FRAP e ABTS) foram avaliados nos tempos zero, 48, 72 e 120 horas de fermentação. No tempo zero da fermentação, a contagem de células viáveis para ACE e GOI foi superior a 8,5 log de UFC/mL e após 120 horas de fermentação caiu (p≤0,05) para valores superior a 5,0 log de UFC/mL. Quanto aos parâmetros de colorimetria, houve aumento da luminosidade e redução do contraste ao longo da fermentação e os tratamentos apresentaram uma tonalidade tendendo a ir do vermelho para vermelho-amarelado durante este período (p≤0,05). Houve diminuição no conteúdo de sólidos solúveis totais durante a fermentação, com concomitante aumento da acidez titulável e do conteúdo de ácido lático, e redução do pH, para ambos os tratamentos (p≤0,05). O conteúdo de ácido ascórbico foi maior no tempo zero da fermentação para ACE; no entanto, esse valor reduziu durante a fermentação (p≤0,05). Enquanto que para GOI, o conteúdo de ácido áscorbico aumentou com a fermentação (p≤0,05). A fermentação contribuiu com o aumento do conteúdo de flavonóides e fenólicos totais nos coprodutos fermentados, o que possivelmente favoreceu a maior atividade antioxidante observada em todos os momentos da fermentação, principalmente para ACE, o que foi confirmado com a ACP, que mostrou uma forte correlação desses compostos com a atividade antioxidante observada nos ensaios FRAP e ABTS. Nossos resultados indicam que a fermentação dos coprodutos do processamento de acerola e goiaba, quando inoculados com cepas de Lactobacillus em co-cultura (L. plantarum 53, L. paracasei 106, L. casei L-26 e L. fermentum 56), favorece o aumento do conteúdo de compostos bioativos e da atividade antioxidante, indicando que o processo de fermentação é uma alternativa para agregar valor a estes coprodutos, que podem ser utilizados como ingredientes/substratos na formulação de produtos funcionais.
  • BRUNO RAFAEL VIRGINIO DE SOUSA
  • INFLUÊNCIA DOS POLIMORFISMOS GENÉTICOS SOD3 ARG213GLY, ACTN3 R577X E PPARα G/C SOBRE OS EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO AGUDA COM SUCO DE UVA TINTO INTEGRAL NO DESEMPENHO FÍSICO E ESTRESSE OXIDATIVO DE CORREDORES RECREACIONAIS
  • Orientador : ALEXANDRE SERGIO SILVA
  • Data: 24 de Fevereiro de 2020 às 14:00
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  • Nos últimos pesquisas têm demonstrado que as uvas tintas têm contribuindo para melhoria do desempenho físico e aumento da atividade antioxidante, especialmente em atletas recreacionais. No entanto, diferença na magnitude das respostas tem sido observadas, pois uma minoria de atletas não responde a intervenção, e nos responsivos há uma variabilidade ampla na magnitude das respostas ao desempenho físico. Para esclarecer essa variabilidade avaliação de polimorfismos genéticos tem surgido como uma alternativa promissora. Nesse sentido, o presente estudo investigou se os polimorfismos SOD3 Arg213Gli e PPARα 7G/C influenciam nos efeitos da suplementação aguda com suco de uva tinto sobre o desempenho físico e balanço redox e dano muscular em corredores recreacionais. Realizou-se ensaio clínico, randomizado, duplo-cego e controlado com 47 homens corredores recreacionais (35,2 ± 8,6 anos; VO2max = 51,9 ± 7,6 ml.kg.min) randomizados para suco de uva e bebida controle (10ml/kg/dia). Coletas sanguíneas foram realizadas nos momentos basal, duas horas pós-suplementação, e imediatamente após o teste de exaustão. Foram avaliados capacidade antioxidante total (CAOT), malondialdeído (MDA), creatinaquinase (CK), lactato desidrogenase (LDH), nitrito plasmático (NO), além dos polimorfismos genético SOD3 Arg213Gli e PPARα 7G/C. Adicionalmente, avaliou-se estado nutricional, estado de humor, sono e descanso/recuperação. Observou-se que a dose única de suco, independente da genotipagem, melhorou o tempo de exaustão (3,7 minutos; p=0,03). Quanto aos biomarcadores, CAOT foi maior 2h pós suplementação (18,6%; p=0,000; d=0,67) e imediatamente pós-exercício (27,0%; p = 0,004; d = 0,47) quando comparado a condição controle. Para MDA, CK e LDH não houve diferença entre os procedimentos, Para NO, houve aumento pós-exercício (p=0,016; d=0,43) no procedimento suco de uva em comparação com o controle. Atletas com alelo G do gene SOD3 tiveram melhor desempenho no tempo de corrida até a exaustão (3,4 minutos) quando comparados aos atletas com genótipo CC, sem modificações dos biomarcadores. CAOT, MDA, CK, LDH e NO não apresentaram modificação dependente de genótipo para ambos os genes. Conclui-se que o efeito ergogênico do suco de uva é genótipo dependente, porém a proteção antioxidante apresentada não se confirmou quando subdividido por genótipos. Nossos achados confirmam a variabilidade das respostas e apontam que atletas com genótipo CG+GG obtiveram os efeitos ergogênicos do suco de uva no teste de corrida até exaustão, indicando que a nutrigenética é uma variável que merece ser considerada para o desempenho esportivo.
2019
Descrição
  • TAINA GOMES DINIZ
  • INFLUÊNCIA DO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E ESTADO NUTRICIONAL NO PERFIL DE METILAÇÃO DO GENE MTHFR EM PACIENTES DIABÉTICOS
  • Data: 16 de Dezembro de 2019 às 16:00
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  • Estudos epidemiológicos apontam associação negativa entre nível de atividade física e homocisteína, um preditor independente e precoce de doenças cardiometabólicas. Níveis de homocisteína sofrem influência da atividade de MTHFR cuja expressão é regulada por metilação, contudo a relação entre o perfil de metilação nesse gene e atividade física ainda não foi investigada. Objetivo: avaliar a influência do nível de atividade física e estado nutricional no perfil de metilação do gene MTHFR em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. Metodologia: 111 pacientes, com idade média de 58,2±9,4 anos, sendo 43 homens e 68 mulheres diagnosticados com diabetes mellitus há 7,0±2,3 anos, responderam ao International Physical Activity Questionnaire (IPAC), e fizeram coleta sanguínea para extração e determinação do estado de metilação do gene MTHFR. Resultado: Foi encontrada prevalência de 18,01% (n=20) de diabéticos insuficientemente ativos, para 81,98% (n=91) de ativos. Notou-se que 40,5% (n=45) apresentavam perfil metilado e 59,5% (n=66) estavam parcialmente metilado. O teste de qui-quadrado revelou uma distribuição significativamente maior de sujeitos parcialmente metilados no grupo dos insuficientemente ativos 85%; (n=17) contra 15% (n=3) de metilados. Conclusão: Conclui-se que diabéticos insuficientemente ativos apresentam predisposição para maior tendência de expressão do gene que codifica a enzima MTHFR, o que pode contribuir para maior produção de homocisteína.
  • THATYANE MARIANO RODRIGUES DE ALBUQUERQUE
  • POTENCIAL PREBIÓTICO DE FARINHAS DE BATATAS-DOCES (Ipomoea batatas L.) EM SISTEMAS DE FERMENTAÇÃO IN VITRO
  • Orientador : EVANDRO LEITE DE SOUZA
  • Data: 22 de Novembro de 2019 às 13:30
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  • A microbiota intestinal exerce um papel importante sobre aspectos fisiológicos e metabólicos do hospedeiro, sofrendo influência, sobretudo, dos componentes dietéticos. Alimentos prebióticos podem fornecer substratos necessários para garantir o equilíbrio e manutenção de microrganismos benéficos encontrados no trato gastrointestinal de seres humanos. A batata-doce (Ipomoea batatas L.) é um alimento de elevado valor nutritivo e, devido à quantidade de diferentes carboidratos, particularmente fibras e amido, pode apresentar propriedades prebióticas. O objetivo desse estudo é avaliar o potencial prebiótico de farinhas obtidas de diferentes cultivares de raízes de batatas-doces em sistemas de fermentação in vitro. As farinhas foram elaboradas a partir das cultivares Rainha-branca (WSPRB), Campina-branca (WSPCB), Vitória (PSPV) e Lagoinha (PSPL), e caracterizadas quanto aos seus aspectos físico-químicos. Cada farinha elaborada foi submetida ou não a um processo de digestão gastrointestinal simulada a fim de avaliar seu potencial de utilização como fonte de carbono para o crescimento das cepas probióticas Lactobacillus acidophilus LA-05, L. casei L-26 e Bifidobacterium animalis subsp. lactis BB-12 utilizando ensaio de contagem de células viáveis durante 48 horas de incubação. Escores de atividade prebiótica também foram determinados utilizando-se cepas de Escherichia coli como representantes de competidores entéricos. Aspectos relacionados à atividade metabólica microbiana (valores de pH, conteúdo de açúcares e ácidos orgânicos) foram determinados nos diferentes sistemas de cultivo. Os resultados foram expressos como a média ± desvio padrão e submetidos ao teste t de Student ou análise de variância (ANOVA) seguido pelo teste de Tukey usando p ≤0.05. Posteriormente, as farinhas de batatas-doces digeridas serão submetidas a outro processo de fermentação in vitro utilizando inóculo fecal proveniente de doadores saudáveis e, então, seu efeito estimulador do crescimento de cepas benéficas e de outros microrganismos de interesse no sistema de fermentação colônica serão avaliados pelo método de FISH acoplado a citometria de fluxo. Os resultados até agora obtidos para WSPRB, WSPCB, PSPV e PSPL não digerida e digerida apresentaram escores de atividade prebiótica positivos para todas as cepas probióticas testadas, indicando desejável atividade seletiva fermentável pelas bactérias benéficas formadoras da microbiota intestinal em relação a competidores entéricos. O cultivo das cepas probióticas nos meios com WSPRB, WSPCB, PSPV e PSPL resultou em altas contagens de células viáveis (8,24 – 9,65 log UFC/mL), diminuição do pH (valor final entre 4 – 5), consumo de açúcares (frutose, glicose e maltose) e aumento da quantidade de diferentes ácidos orgânicos (ácidos acético, fórmico, lático, málico, succínico e tartárico) ao longo do tempo, revelando intensa atividade metabólica bacteriana. Os efeitos positivos exercidos por WSPRB, WSPCB, PSPV e PSPL em L. acidophilus LA-05, L. casei L-26 e B. animalis subsp. lactis BB-12 foram mantidos após a digestão simulada, o que resulta em conteúdo não digerível com características similares àqueles que alcançam o cólon. Esses resultados mostram que farinhas de diferentes cultivares de batatas-doces cultivadas no Nordeste do Brasil poderiam ser consideradas potenciais ingredientes prebióticos para serem usadas em preparações domésticas, bem como, formulações de alimentos funcionais ou suplementos dietéticos.
  • LAINE DE CARVALHO GUERRA PESSOA MAMEDE
  • Efeitos da suplementação com vitamina D3 sobre os marcadores de estresse oxidativo e inflamatórios em trabalhadores de unidades de alimentação e nutrição.
  • Data: 07 de Outubro de 2019 às 08:30
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  • A deficiência da vitamina D é considerada uma epidemia mundial com implicações clínicas na obesidade, processo inflamatório e estresse oxidativo. Concomitante à elevada prevalência de hipovitaminose D, verificam-se elevados índices de sobrepeso e obesidade em todo mundo, e a transformação das condições de trabalho predominantemente em ambientes interiores (estilo indoor), podendo interferir negativamente nos níveis séricos de vitamina D. Este estudo teve por objetivo avaliar a prevalência da hipovitaminose D e os efeitos da sua suplementação sobre marcadores de estresse oxidativo e inflamatórios em trabalhadores. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal e de um ensaio clínico randomizado, duplo cego, placebo-controlado. Na primeira etapa, participaram do estudo 91 trabalhadores (31 homens e 60 mulheres) de Unidades de Alimentação e Nutrição da Universidade Federal da Paraíba, a fim de avaliar a prevalência de hipovitaminose D, após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. No início do estudo, todos participantes foram avaliados quanto ao perfil sociodemográfico e ocupacional, fototipos de pele e exposição solar, estado nutricional e pressão arterial. Os exames laboratoriais foram realizados para analisar a 25-hidroxivitamina D [25(OH)D], paratormônio (PTH), cálcio sérico, glicemia de jejum (GJ), proteína C reativa (PCR), alfa-1 glicoproteína ácida (AGP), capacidade antioxidante total (CAT), malondialdeído (MDA) e marcadores da função renal e hepática. No ensaio clínico, participaram da triagem 69 trabalhadores, dos quais 39 participantes (09 homens e 30 mulheres) apresentaram hipovitaminose D. Após o cálculo amostral, se procedeu a intervenção sendo incluídas 29 mulheres com deficiência/insuficiência de vitamina D e excesso de peso. Realizada a randomização, as trabalhadoras foram alocadas nos grupos: suplementação com 200.000 UI (GS, n=14) ou grupo placebo com excipiente farmacologicamente inativo (GP, n=15). Após quatro semanas, todos parâmetros foram reavaliados. No estudo epidemiológico verificou-se uma prevalência de 61,5% de deficiência/insuficiência dos níveis séricos de 25(OH)D. Não foram confirmadas associações para as características da amostra com o status de vitamina D, pela regressão ajustada. Em relação aos parâmetros laboratoriais verifica-se uma prevalência aumentada para indivíduos portadores de Diabetes tipo 2 e hipertrigliceridemia. A CAT apresentou-se significativa em relação ao status da 25(OH)D, os indivíduos com valores acima da média apresentaram uma redução na prevalência de hipovitaminose D. No ensaio clínico, não foram observadas associações entre os grupos para todas variáveis antes da suplementação. Após a intervenção observou-se o aumento dos níveis de 25(OH)D no GS (p=0,000). Não foram observadas diferenças para o PTH, CAT, PCR, AGP e a GJ, em ambos os grupos. Verificou-se aumento significativo no Ca sérico nos GS e GP. As concentrações do MDA apresentaram aumento no GS (p=0,021) e a creatinina reduziu no GP (p=0,000). Em conclusão, verificou-se uma alta prevalência de hipovitaminose D entre os trabalhadores das unidades analisadas, apresentando-se a CAT como influenciável para redução dessa deficiência/insuficiência. Em relação ao ensaio clínico, a suplementação com megadose de VD3 aumentou significativamente o status da 25(OH)D, mas não apresentou melhora sobre marcadores de estresse oxidativo e inflamatórios em trabalhadoras obesas. Ressalta-se a necessidade de um monitoramento dos parâmetros laboratoriais em vigilância à saúde do trabalhador.
  • MUSSARA GOMES CAVALCANTI ALVES MONTEIRO
  • Efeito da suplementação com fibra alimentar, pressão arterial, metilação do gene ADD1 e MTHFR, metabólitos e influência do polimorfismo C677T no gene MTHFR em mulheres adultas com sobrepeso e obesidade.
  • Orientador : MARIA JOSE DE CARVALHO COSTA
  • Data: 30 de Setembro de 2019 às 14:00
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  • CARLOS
  • JANILSON AVELINO DA SILVA
  • AVALIAÇÃO DE SARCOPENIA, VITAMINA A, INFLAMAÇÃO E ESTRESSE OXIDATIVO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS
  • Data: 30 de Agosto de 2019 às 09:00
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  • Muitos idosos vivem em serviços de acolhimento institucional, como os que residem em Instituições de Longa permanência – ILP. Esses locais devem ter como principal finalidade, desenvolver a independência e o autocuidado, proverem o acesso à renda e a convivência mista entre os membros dessa população. Estudos demonstram alterações importantes no estado nutricional desses idosos e chamam a atenção para a realização de uma adequada avaliação nutricional, baseada em métodos convencionais, como o uso de variáveis antropométricas, variáveis de consumo alimentar, exames bioquímicos associados a outros preditores de verificação do estado nutricional, como verificação de sarcopenia. Assim, pode-se ter precocemente a detecção de riscos para a saúde, permitindo uma adequada intervenção nutricional. A deficiência de micronutrientes, como a deficiência de vitamina A, afeta o bem estar da população e constitui um problema de Saúde Pública que deve ter mais atenção por parte da comunidade científica e dos governantes, devido a sua gravidade e diversidade de causas. Muitas vezes, os processos patológicos e as alterações no estado nutricional vêm acompanhados de modificações nos compartimentos corporais que se refletem no processo de sarcopenia. Sendo assim, indicadores de redução funcional e de mortalidade. Neste contexto, esse estudo tem objetivo de avaliar o estado nutricional da vitamina A e a sarcopenia em idosos institucionalizados. Foram selecionados 105 idosos, ≥60 anos, de ambos os gêneros, que vivem por um período igual ou maior que três meses em cinco (05) Instituições de Longa Permanência para idosos (ILPI) de João Pessoa-PB. Eles passaram por uma avaliação antropométrica (peso, altura, IMC, circunferências e composição corporal), verificação da retinolemia (HPLC - High Performance Liquid Chromatography), avaliação de consumo de vitamina A (inquérito de frequência alimentar de alimentos fonte de vitamina A), inflamação (alfa 1 glicoproteína ácida - AGP) e de Estresse Oxidativo (capacidade Antioxidante Total e Malondialdeído). Além disso, os idosos realizaram uma série de testes para triagem de sarcopenia (quantificação do índice de massa muscular, força de preensão manual e pela bateria curta de testes físicos-SPPB). Encontrou-se uma prevalência de insuficiência de vitamina A (<1,05 micromol/L) foi de 30,5 % (32 idosos). Em relação ao consumo de alimentos-fonte de vitamina A, 68,6 % (72 idosos) da amostra consumiam os de origem animal numa frequência maior do que 3x/semana, enquanto que os alimentos de origem vegetal eram consumidos por 64,8 % (68 idosos) da amostra nessa mesma frequência. Os indivíduos insuficientes de retinol sérico possuem 7,75 (p =0,00) vezes mais chances de serem esquizofrênicos, independente de outros fatores de risco. Em relação a sarcopenia, observou-se que os homens são mais propensos a serem sarcopênicos (p=0,00), os indivíduos com retinolemia baixa (p =0,01) e os idosos com excesso de peso (p =0,04). Assim, existe a necessidade de adoção de medidas de saúde pública, acompanhadas de um maior controle desses fatores de risco que podem piorar/afetar a qualidade de vida dessa população idosa institucionalizada.
  • RAYANNE DE ARAÚJO TORRES
  • EFEITO PREVENTIVO DA CARBOXIMETILGLUCANA EXTRAÍDA DA Saccharomyces cerevisiae SOBRE ALTERAÇÕES CORPORAIS, METABÓLICAS E CARDIOVASCULARES INDUZIDAS PELO CONSUMO DE DIETA HIPERCALÓRICA EM RATOS
  • Data: 02 de Agosto de 2019 às 14:00
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  • A obesidade é uma doença crônica multifatorial caracterizada por um elevado acúmulo de gordura corporal e um estado pró-inflamatório crônico associado a outras desordens como intolerância à glicose, dislipidemias, esteatose hepática, aumento da produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e estresse oxidativo, e elevado risco cardiovascular, sobretudo, disfunções do endotélio, agregação plaquetária e hipertensão. As dietas hipercalóricas têm sido amplamente utilizadas para indução de obesidade e complicações metabólicas em estudos experimentais, e dessa forma, permitem o estudo de novas estratégias para o tratamento de inúmeras doenças crônicas. Assim, a carboximetilglucana (CMG), um derivado semissintético da β(1→3)(1→6) glucana da Saccharomyces cerevisiae tem despertado interesse por seus efeitos imunoestimulantes e alta capacidade antioxidante. Dessa forma, o estudo avaliou os efeitos da CMG frente a alterações metabólicas e cardiovasculares, induzidas pelo consumo de dieta hipercalórica em ratos. Todos os protocolos experimentais foram aprovados pelo Comitê de Ética no Uso de Animais da UFPB (CEUA 074/2017). Ratos Wistar foram divididos em três grupos, NCT: normocalórico controle; HCT: hipercalórico controle; H-CMG: hipercalórico + CMG, o primeiro recebeu dieta padrão e solução salina, e os dois últimos receberam dieta hipercalórica, sendo o último grupo suplementado com CMG na dose 20 mg/kg/dia, durante 12 semanas. Os dados de peso e consumo alimentar foram avaliados ao longo do período experimental. A tolerância à glicose e os níveis de pressão arterial sistólica (PAS) foram avaliados na última semana e último dia de experimento, respectivamente. Ao final do estudo, foram analisados parâmetros de consumo alimentar e morfométricos, glicemia de jejum, perfil lipídico, inflamação e histologia, além dos níveis de agregação plaquetária, de estresse oxidativo e reatividade vascular. Testes estatísticos foram utilizados para verificar diferenças significativas entre os grupos (p<0.05). O tratamento com a CMG reduziu o consumo alimentar e o ganho de peso dos ratos, além de reduzir o acúmulo de gordura corporal, diminuindo os depósitos de gordura retroperitoneal e o índice de adiposidade. O acúmulo de gordura hepática também reduziu após o tratamento, evidenciado pelos testes histológicos e peso do fígado. Houve melhora do perfil glicêmico e lipêmico dos ratos, melhorando a sensibilidade à glicose e reduzindo os níveis de triglicerídeos, colesterol total e índice aterogênico. Quanto à inflamação, houve melhora significativa do estado pró-inflamatório observado nos animais do grupo HCT. O grupo H-CMG apresentou redução dos níveis de PCR, de IL-12 e da proteína quimiotática de monócitos-1 (MCP-1), e aumento da IL-10, além disso, os testes histológicos sugeriram redução da inflamação tecidual com diminuição da infiltração de células inflamatórias. O efeito cardioprotetor também foi evidenciado pela capacidade antioxidante do composto que reduziu significativamente os níveis de ROS in situ e em plaquetas, melhorando a biodisponibilidade do óxido nítrico (NO) e o vasorrelaxamento induzido pela acetilcolina (ACh). Diferenças significativas não foram observadas quanto a função contrátil, avaliada pela fenilefrina (FEN) e o vasorrelaxamento induzido pelo nitroprussiato de sódio (NPS), e a PAS não reduziu de forma significativa após o consumo da CMG. Por último, houve redução dos níveis de agregação plaquetária estimulada por agonistas biológicos como ADP (10 μM) e Éster de Forbol (PMA, 100 ng/mL), favorecendo a redução do risco cardiovascular induzido pela dieta hipercalórica. O dados do estudo fornecem importantes evidências sobre o potencial biológico da CMG em reduzir os danos provocados pelo consumo de dieta hipercalórica e desponta como estratégia terapêutica para o tratamento de doenças relacionadas à obesidade e desordens cardiometabólicas.
  • MATHEUS DA SILVEIRA COSTA
  • EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DO SUCO DE UVA NO DESEMPENHO FÍSICO DE RATOS PERANTE CARGAS DE TREINO EXTENUANTES
  • Data: 24 de Julho de 2019 às 14:00
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  • Para atingir o máximo de suas potencialidades, atletas costumam levar uma rotina de treinamento extenuante. Embora o treinamento físico seja associado a benefícios à saúde cardiometabólica, atletas em condições de excesso de treinamento com inadequada recuperação desencadeia estresse oxidativo e aumento da inflamação sistêmica, com concomitante redução da performance esportiva. Por outro lado, a literatura tem demonstrado um número crescente de estudos em que frutas se mostraram capazes de melhorar a performance física devido ás suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Porém, até o momento não existem investigações se estas propriedades minimizam os danos provocados pelo excesso de treinamento. Sendo a uva roxa uma das frutas com maior capacidade antioxidante, o objetivo deste estudo é avaliar o potencial dos seus derivados na atenuação de parâmetros de excesso de treino induzido por um protocolo de treinamento extenuante em ratos. Foram utilizados 15 ratos wistar machos, distribuídos em: grupo controle (CON) (não suplementando e sem exercício); grupo treinado (EXC) (não suplementado e treinado); grupo treinado e suplementado com suco de uva (EXS). Os animais treinados realizaram 11 semanas de treinamento com cinco sessões semanais até a 7ª semana, com aumento brusco para 2 a 3 sessões /dia até a 11ª semana. Todos os grupos fizeram teste de desempenho físico após semana de adaptação, 4ª, 8ª e 11ª semanas. Após este último teste os animais fizeram um teste comportamental e ecocardiograma, sendo posteriormente sacrificados para coletado sangue e retirada do fígado, cérebro e coração para análises de estresse oxidativo e os músculos (sóleo/extensor longo) para análise de expressão proteica. Quando avaliada a performance física, na quarta semana o grupo EXS teve uma melhora de 80±64% e o grupo EXC apenas 25±8%, enquanto isso, o grupo CON apresentou um decréscimo de 24±19%. Na 8º semana o grupo EXS melhorou em 206±62% enquanto o grupo EXC 136±98%. Na 11ª semana o desempenho aumento em 263±80% no grupo suplementado, mas apenas 154±171 no grupo EXC. Neste momento, o grupo CON apresentou apenas uma discreta melhora da performance de 25±55%. Não foram observadas diferenças estatística na performance, mas o D de Cohen indicou effect size de 1,33 na quarta semana, de 0,96 na 8ª semana e 0,91 na 11ª semana quando comparado grupo controle ativo ao suplementando. As variáveis de estrese oxidativo malondialdeído e a capacidade antioxidante total se comportaram de forma similar entre os grupos, assim como a ansiedade não diferiu entre os grupos. Deste modo, conclui-se que a suplementação do suco de uva promove melhoria da performance física de animais perante cargas regulares de treino e impede a estagnação do desempenho físico perante cargas excessivas. Entretanto esse efeito não é mediado pela atenuação de indicadores de estresse oxidativo.
  • CLARA CABRAL FERNANDES VIEIRA
  • DIETA E FATORES DE RISCO CARDIOMETABÓLICOS EM ADOLESCENTES: UM ESTUDO LONGITUDINAL
  • Data: 29 de Maio de 2019 às 09:00
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  • O presente estudo teve como objetivo avaliar a associação da dieta com os fatores de risco cardiometabólicos em adolescentes de escolas públicas do município de João Pessoa-PB. Metodologia: Trata-se de um estudo longitudinal sobre Comportamento Sedentário, Atividade Física, Hábitos Alimentares e Saúde de Adolescentes (LONCAAFS), realizado com dados de dois anos (2014 e 2016), com 918 escolares pertencentes a escolas da rede pública, de ambos os sexos, com idades de 10 a 14 anos. Foram obtidos dados sociodemográficos (cor da pele, escolaridade da mãe, classe socioeconômica), antropométricos (peso, altura, IMC/idade), de pressão arterial, de consumo alimentar (por meio de recordatórios de 24 horas) e do nível de atividade física (em min/dia). Regressão logística foi realizada para verificar a relação longitudinal da dieta com o estado nutricional dos adolescentes, e regressão linear para verificar a relação da dieta com a variação da atividade física ao longo dos anos. Resultados: A amostra foi composta por 54,7% de meninas e 45,3% de meninos. Houve uma redução do excesso de peso entre os anos de 2014 (32%) e 2016 (28,9%). No que concerne à prática de atividade física, em 2014 a maioria dos adolescentes foi considerada ativa (53,3%), e em 2016 esse percentual caiu para 37,3 %, com maior prevalência de adolescentes inativos (62,7%). Observou- se que ao longo dos anos os meninos apresentaram um ganho de peso um pouco maior do que as meninas (9,96 kg, 8,66 kg, respectivamente), entretanto, os meninos cresceram 0,14cm, e as meninas 0,8 cm, ou seja, os meninos cresceram quase o dobro que as meninas no intervalo de tempo analisado. Ao observarmos a transição de estado nutricional ao longo dos anos, verificou-se que a maioria dos adolescentes permaneceu eutrófica (57,73%), seguidos daqueles que permaneceram com excesso de peso ou obesidade (23,09%). Não houve relação estatisticamente significativa entre a dieta e o estado nutricional, bem como da dieta com a variação da atividade física ao longo dos anos. Conclusão: O estudo mostrou que a dieta não exerceu influência sobre os fatores de risco cardiometabólicos nos adolescentes.
  • FRANCISCA NAYARA DANTAS DUARTE MENEZES
  • EFEITOS PREBIÓTICOS DE SUBPRODUTOS DO PROCESSAMENTO DE FRUTAS TROPICAIS EM SISTEMAS DE FERMENTAÇÃO IN VITRO
  • Orientador : EVANDRO LEITE DE SOUZA
  • Data: 24 de Maio de 2019 às 14:30
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  • A busca por alimentos com propriedades prebióticas têm sido tema de diversos estudos em virtude dos seus efeitos benéficos sobre a saúde dos consumidores. As frutas, devido seu alto teor de nutrientes, em especial o conteúdo de fibras e apresença de compostos fenólicos, são exemplos de alimentos com potencial prebiótico. Com base nessas informações, este estudo teve por objetivo avaliar o potencial prebiótico de subprodutos do processamento da acerola (Malpighia glabra L.), caju (Anacardium occidentale L.) e goiaba (Psidium guajava L.) em sistemas de fermentação in vitro. Em um primeiro estudo, foi avaliada a capacidade dos subprodutos de acerola (AB) e goiaba (GB), submetidos ou não à digestão gastrointestinal simulada, de estimular o crescimento e atividade metabólica de cepas probióticas (Lactobacillus acidophilus LA-05, L. casei L-26 e Bifidobacterium animalis subsp. lactis BB-12). AB e GB digeridos e não digeridos (20 g/L) estimularam o crescimento das cepas probióticas, bem como reduziram os valores de pH e aumentaram a produção de ácidos orgânicos e consumo de açúcares no meio de cultivo ao longo de 48 h. AB e GB digeridos (20%, p/v) causaram alterações benéficas na abundância relativa das populações de Bifidobacterium spp., Lactobacillus-Enterococcus, Eubacterium retall-Clostridium coccoides e Bacteroides-Prevotella, bem como causaram diminuição do pH e aumento da produção de ácidos graxos de cadeia curta (acético, butírico e propiônico) durante 24 h de fermentação colônica in vitro. Em um segundo estudo, foi avaliado o impacto do subproduto do processamento do pendúnculo do caju (CJ) digerido (20%, p/v) sobre a abundância relativa de grupos bacterianos presentes em sistemas de fermentação colônica in vitro. CJ digerido aumentou a abundância relativa de Bifidobacterium e Lactobacillus-Enterococcus após 24 h de fermentação colônica, além de diminuir a abundância relativa de Bacteroides-Prevotella, Eubacterium retall-C. cocoides e C. hystoliticum. CJ digerido aumentou as contagens de bactérias láticas e diminuiu as contagens de Enterobacteriaceae após 24 h de fermentação colônica, bem como causou diminuição nos valores de pH e aumento na produção de ácidos graxos de cadeia curta. Estes resultados indicam que subprodutos gerados durante o processamento de frutas tropicais podem ser considerados candidatos para uso como ingredientes prebióticos, uma vez que são capazes de estimular o crescimento e atividade metabólica de micro-organismos benéficos presentes na microbiota intestinal.
  • LARISSA DE BRITO MEDEIROS
  • Efeitos de Gorduras com Diferentes Perfis de Ácidos Graxos Trans de Origem Industrial ou de Ruminantes Sobre Aspectos Metabólicos e Comportamentais em Ratos.
  • Orientador : RITA DE CASSIA RAMOS DO EGYPTO QUEIROGA
  • Data: 09 de Maio de 2019 às 14:30
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  • CARLOS
  • DANIELI CRISTINA SCHABO
  • Avaliação da Produção de Aflatoxinas durante a Malteação de Trigo Utilizado na Produção de Cerveja Artesanal.
  • Orientador : MARCIANE MAGNANI
  • Data: 30 de Abril de 2019 às 14:00
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  • CARLOS
  • AMANDA GONCALVES LOPES COURA
  • Influência do Padrão Alimentar na Redução de Fatores de Risco Modificáveis em Doenças Cardiovasculares.
  • Orientador : RODRIGO PINHEIRO DE TOLEDO VIANNA
  • Data: 29 de Abril de 2019 às 14:00
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  • As doenças cardiovasculares (DCV) estão relacionadas à elevada morbidade e mortalidade prematura em todo o mundo, e são consideradas um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. Indivíduos sobreviventes de eventos cardiovasculares tem maior probabilidade de desenvolverem novos eventos e apresentam risco aumentado de mortalidade, fazendo-se necessária a prevenção secundária para aumentar sua sobrevida. Estudos de epidemiologia nutricional que analisem o consumo alimentar a partir dos alimentos ingeridos e não apenas os nutrientes isolados auxiliam na compreensão das variáveis relacionadas à adesão das orientações, visto que os indivíduos consomem combinações de vários alimentos e nutrientes que podem interagir entre si e tornam a dieta um fator de exposição complexo e dinâmico. Desse modo, o objetivo geral deste estudo é identificar os padrões alimentares de indivíduos em prevenção secundária para DCV e avaliar, longitudinalmente, as modificações dos padrões alimentares após um programa de intervenção nutricional. Trata-se de um estudo longitudinal e seus procedimentos estão ligados ao protocolo do estudo “Efeito do Programa Alimentar Brasileiro Cardioprotetor na redução de eventos e fatores de risco na prevenção secundária para doença cardiovascular: Um Ensaio Clínico Randomizado (DICA Br)”, coordenado pelo Hospital do Coração em parceria com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) do Ministério da Saúde. Foram analisados os dados dos recordatórios alimentares de 24 horas coletados nas visitas clínicas nas visitas clínicas inicial, 15 dias, 6 meses, 12 meses, 18 meses e 24 meses. Para identificação dos padrões alimentares, os alimentos foram distribuídos em 15 grupos, de acordo com as similaridades na composição nutricional. Os padrões alimentares foram identificados utilizando análise fatorial com método de extração por componentes principais. Foi realizado o teste t de Student e o teste da Anova para verificar diferenças estatísticas na média de aderência aos padrões entre dois e três grupos, respectivamente. Observou-se No momento baseline, houve maior aderência aos padrões “Tradicional” (11%) e “Lanches” (10%); após um ano de intervenção, foi observada maior adesão aos padrões “Tradicional” e “Mediterrâneo”, com manutenção destes padrões após dois anos da intervenção. O padrão alimentar “Lanches” passou a explicar apenas 8% da variância de consumo da população, passando de segundo para quarto padrão após o primeiro ano de intervenção e com manutenção no segundo ano após a intervenção. Conclui-se que houve modificação das variâncias totais, com aumento substancial do consumo de vegetais, frutas e azeite e redução no consumo de carnes processadas após a intervenção nutricional do Estudo DICA Br.
  • SONIA CRISTINA PEREIRA DE OLIVEIRA RAMALHO DINIZ
  • RELAÇÃO ENTRE NÍVEIS GLICÊMICOS E ALFA-TOCOFEROL, ÁCIDO FÓLICO, VITAMINA B12 E HOMOCISTEÍNA, EM ADULTOS: UM ESTUDO DE BASE POPULACIONAL
  • Data: 23 de Abril de 2019 às 09:00
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  • De acordo com as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, a prevalência de Diabetes mellitus vem crescendo em todo o mundo, sendo considerado um problema de saúde pública. Os níveis de glicemia de jejum alterada e/ou tolerância à glicose diminuída são considerados estágios de pré-diabetes e de risco para o desenvolvimento de Diabetes mellitus tipo 2, sendo foco de estudos que possibilitem intervenções visando diminuir essa progressão. A vitamina E desempenha um papel crítico como um antioxidante em várias condições patológicas incluindo diabetes e suas complicações. Assim, esta tese teve por objetivo avaliar a relação entre níveis glicêmicos e alpha-tocoferol, ácido fólico, vitamina B12 e homocisteína e consumo alimentar habitual em adultos normoglicêmicos e pré-diabéticos. Trata-se de um estudo transversal vinculado a uma pesquisa de base populacional, envolvendo adultos de ambos os sexos, no município de João Pessoa, representativo das Zonas Leste e Oeste. Foram coletados dados socioeconômicos, demográficos e epidemiológicos, hábitos de vida, consumo alimentar, avaliação antropométrica e bioquímica. A amostra foi composta por 233 adultos, sendo que 60,3% eram do sexo masculino e 39,7% do sexo feminino, com uma média de idade de 37 anos, ± DP de 11,7, glicemia de jejum média de 87,7mg/dL, ± DP de 9,7 e α-tocoferol médio de 21,1µmol/L, ± DP 7,4. Observou-se que indivíduos com a glicemia em jejum, com valores entre 60 e menores que 100mg/dL, foram positivamente associados aos níveis séricos de vitamina E (p=0,007 < 0,05), quando os valores de vitamina E aumentaram em 1µmol/L, os valores de glicemia em jejum aumentaram em média 0,39mg/dL (p=0,000 < 0,05). Observou-se que os níveis da glicemia em jejum dos indivíduos que apresentaram valores entre 100 e 125 mg/dL, foram inversamente associados com os níveis séricos de α-tocoferol; quando os valores de α-tocoferol aumentaram em 1 µmol/L os valores de glicemia em jejum diminuíram em média 0,22mg/dL (p-value = 0,000<0,05). Os resultados mostram a importância do α-tocoferol, no controle da glicemia em jejum, tanto para pré-diabéticos, como para normoglicêmicos, em uma população não usuária de suplementos dietéticos.
  • JESSICA VICKY BERNARDO DE OLIVEIRA
  • NÍVEIS DE METILAÇÃO DOS GENES LPL, ADRB3 E MTHFR, STATUS INFLAMATÓRIO, ANTROPOMÉTRICO E ALIMENTAR EM INDIVÍDUOS COM ESTIMATIVAS DE LDL-C CALCULADAS A PARTIR DE DUAS DIFERENTES EQUAÇÕES
  • Data: 12 de Fevereiro de 2019 às 09:00
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  • O colesterol da lipoproteína de baixa densidade tem sido considerado como um dos principais fatores de risco modificável para a doença cardiovascular e pode ser influenciado pelo status nutricional e por alterações no perfil de metilação de genes que estão envolvidos no metabolismo lipídico, dentre outros fatores. No entanto, existem dificuldades na obtenção das concentrações desta lipoproteína, pois os métodos diretos apresentam alto custo, sendo as equações de Friedewald e de Martin mais utilizadas para estimar suas concentrações. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi comparar as concentrações da lipoproteína de baixa densidade estimadas pelas equações de Friedewald e de Martin e identificar a ocorrência de associação com os níveis de metilação dos genes LPL, ADRB3 e MTHFR, status inflamatório, antropométrico e do consumo alimentar. Trata-se de um estudo transversal, de base populacional, envolvendo 236 adultos de ambos os sexos (37,5 anos), da zona leste e oeste do município de João Pessoa. A coleta de dados foi realizada através de visitas domiciliares, após a realização de estudo piloto, onde foram aplicados questionários sobre caracterização socioeconômica, demográfica, epidemiológica, estilo de vida, consumo alimentar e estado antropométrico. A partir de amostras sanguíneas, as concentrações séricas de capacidade antioxidante total, alfa-1-glicoproteína ácida, proteína C reativa, malondealdeído, perfil lipídico, ácido fólico, cobalamina e homocisteína, foram analisadas. As análises dos níveis de metilação do DNA nos promotores dos genes LPL, MTHFR, ADRB3 foram realizadas através do método High Resolution Melting. Para estimar e classificar a amostra, quanto ao risco cardiovascular, foi utilizado o score de Framingham. Houve diferença entre as concentrações da lipoproteína de baixa densidade em relação as duas estimativas de cálculo, sendo esses valores menores quando calculados pela equação de Friedewald. Observou-se que o malondealdeido influenciou no aumento das concentrações da lipoproteína de baixa densidade estimada segundo as duas equações, em todos os modelos de regressão múltipla, com coeficientes entre 6,25 à 10,29 nmol/L e p-valor entre 0,000 à 0,020. Houve diminuição dos níveis de metilação do DNA no gene ADRB3 e aumento dos níveis de metilação do DNA no gene MTHFR (p < 0,05) quando a lipoproteína de baixa densidade foi calculada pela equação de Martin (≥ 70 mg/dL).Verificou-se influência direta do consumo de colesterol e da homocisteína nas concentrações da lipoproteína de baixa densidade, estimados segundo Friedewald. Também encontrou-se relação positiva entre a circunferência da cintura e idade com concentrações da lipoproteína de baixa densidade, envolvendo os níveis de metilação dos três genes. Conclui-se que a variável que mais influenciou no aumento da lipoproteína de baixa densidade em todos os modelos, foi o malondealdeido, sendo o maior aumento desta, observado no modelo envolvendo o gene MTHFR, segundo Friedewald. Os níveis de metilação dos genes ADRB3 e MTHFR foram diferentes segundo a equação de Martin, utilizando-se como ponto de corte, menores concentrações da lipoproteína de baixa densidade. Este estudo é inédito e poderá auxiliar na escolha da estimativa do cálculo da lipoproteína de baixa densidade na prática clínica em populações; como também direcionar estratégias de intervenção em relação as variáveis que influenciam no aumento das concentrações da lipoproteína de baixa densidade.
  • CAROLINE SEVERO DE ASSIS
  • ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DO CONHECIMENTO SOBRE DIABETES E PERFIL DE METILAÇÃO DOS MICRORNAs 9-1 E -9-3 SOBRE PARÂMETROS BIOQUÍMICOS, INFLAMATÓRIOS, ESTRESSE OXIDATIVO E ANTROPOMÉTRICOS EM POPULAÇÃO DIABÉTICA.
  • Data: 18 de Janeiro de 2019 às 14:00
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  • Diabetes mellitus tipo 2 é uma doença crônica de alta prevalência mundial. Por ser multifatorial, várias condições agravantes podem ser controladas a partir de estratégias de prevenção que passam pela educação em saúde e sensibilização do paciente para o autocuidado. O excesso de peso e a obesidade são fatores que somados a Diabetes, podem influenciar no surgimento de complicações como retinopatia e nefropatia diabética . Aspectos genéticos e epigenéticos podem influenciar no desenvolvimento da diabetes, e alguns microRNAs já tem sido identificados como fatores de risco. Objetivo: analisar o impacto da relação entre o conhecimento do paciente sobre diabetes, sobre parâmetros bioquímicos, inflamatórios, do estresse oxidativo e antropométricos e o efeito do perfil de metilação do promotor dos genes que codificam os miRs- 9-1, 9-3 e 137. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, oriundo de uma pesquisa maior, realizada no Hospital Universitário Lauro Wanderley, localizado no município de João Pessoa/Paraíba, com indivíduos usuários dos serviços de nefrologia e oftalmologia do hospital, que utilizou as informações antropométricas e do Diabetes Knowledge Scale Questionnaire, já coletadas dos participantes que compuseram a amostra. Foram incluídos 103 pacientes portadores de DM2, com idade superior a 40 anos, com tempo de diagnóstico entre 5 a 10 anos. A análise dos perfis de metilação dos microRNAs foi realizada com alíquotas de DNA de leucócitos previamente isolados. As determinações de glicose, creatinina, colesterol total, triglicerídeos, hemoglobina glicada, proteína C reativa, α1-glicoproteína ácida, HDL colesterol foram determinados por kits comerciais e o LDL colesterol calculado. Malondialdeído, capacidade antioxidante total foram determinados por métodos químicos. As análises de metilação foram realizadas em amostras de DNA transformadas pela técnica do bissulfito de sódio, e analisadas pela técnica da Reação em Cadeia de Polimerase específica para metilação. Resultados: constatou-se que grupo com maior conhecimento foi mais jovem (p = 0,0070) e a hipertensão arterial foi uma variável significativa no grupo com baixo conhecimento (p = 0,0061). Quando separados pela presença de complicações diabéticas, o alto conhecimento e o perfil metilado do miR-9-1 mostraram-se associados e retino e nefropatia diabéticas (p = 0,0051). Excesso de peso (p = 0,0108) e obesidade (p = 0,0019) foram associados com baixo conhecimento e um perfil metilado para miR-137. Conclusão: os resultados do estudo sugerem que a presença de complicações do diabetes e condições clínicas agravantes estão relacionadas aos perfis metilados do miR-137 em baixo conhecimento e miR-9-1 metilado em pacientes com alto conhecimento. Esses dados, juntamente com estudos adicionais deverão contribuir para utilização dos miRs-137 e 9-1 como biomarcadores epigenéticos juntamente ao conhecimento do indivíduo, na predição das complicações diabéticas e condições clínicas agravantes.
  • NADJEANNY INGRID GALDINO GOMES
  • Risco Nutricional, Insegurança Alimentar e Qualidade de Vida em Pessoas Vivendo com HIV/AIDS no Estado da Paraíba
  • Data: 18 de Janeiro de 2019 às 14:00
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  • A síndrome da imunodeficiência adquirida é ocasionada pelo vírus da imunodeficiência humana que é transmitido, sobretudo por via sexual e parenteral, sendo responsável pela redução dos linfócitos T CD4+ em indivíduos infectados, consequentemente, favorecendo a redução da imunidade e propensão a graves doenças oportunistas, como também ao risco de perda de peso. A avaliação do risco nutricional é um método utilizado para predizer perda de peso em indivíduos que apresentam perda de apetite, mastigação e deglutição insuficiente, fatores esses, que são responsáveis por promover a desnutrição em indivíduos fragilizados. A insegurança alimentar pode contribuir para o risco nutricional e esses fatores ocorrem quando não há qualidade e quantidade de alimentos suficientes para um estilo de vida saudável o que poderá ocasionar uma menor qualidade de vida. Considerando a qualidade de vida é um conceito amplo relacionado a satisfação em viver, ao bem-estar social, segurança e dignidade pessoal, os impactos advindos da infecção pelo HIV, insegurança alimentar e risco nutricional podem agravar a qualidade dos indivíduos afetados. Nesse contexto, o objetivo principal é avaliar o risco nutricional e suas relações com a insegurança alimentar e a qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV/aids no estado da Paraíba. Estudo de corte transversal, relacionado ao projeto “Avaliação da Insegurança Alimentar e da Qualidade de Vida em Pessoas Vivendo com HIV/aids” envolvendo 479 pessoas com HIV/aids atendidas em um serviço de referência do Estado da Paraíba – Brasil. Os dados foram coletados através de entrevistas utilizando formulário estruturado contendo variáveis sociodemográficas de hábito de vida, estado nutricional e sobre a condição clínica; além do questionário nutricional simplificado de apetite que é a versão curta do Council of Nutrition Appetite Questionnaire. Esse questionário é uma opção para avaliação do risco nutricional simples e de aplicação mais rápida do que os demais instrumentos. A versão brasileira demonstrou ser clara e válida para ser utilizada. O questionário foi escolhido como instrumento para avaliar o risco nutricional, mais especificamente o apetite, por não existir instrumentos específicos com esse propósito para pessoas vivendo com HIV/aids. Como também foram utilizados a escala brasileira de insegurança alimentar e o The World Health Organization Quality of Life- HIV Bref. O teste Qui-quadrado foi utilizado para avaliar a associação entre as variáveis categóricas e o risco nutricional e, quando positivo foram incluídas no modelo de regressão múltipla de Poisson com variância robusta. Os participantes do estudo apresentavam idade média de 44 anos e eram em sua maioria de baixo nível socioeconômico, baixo nível escolar e ausência de ocupação. Essas variáveis apresentaram associação significativa com o risco nutricional. A insegurança alimentar mostrou efeito dose resposta, quanto mais grave, maior o risco nutricional e quando inserida no modelo de regressão ajustada a insegurança alimentar apresentou razão de prevalência de 1,05 aumentando o risco nutricional em 5%. O risco nutricional foi mais frequente nos indivíduos que apresentavam pior qualidade de vida em todos os domínios, sendo mais prevalentes nos domínios físico, meio ambiente e psicológico. Pessoas que vivem com HIV/aids apresentaram alta prevalência de risco nutricional o que afeta gravemente a vulnerabilidade biológica e social, sendo necessário ações para fortalecer o apoio social. A rede de cuidado é o primeiro passo para a redução do risco nutricional, contribuindo para menor morbimortalidade dessas pessoas.
  • RAISSA GEORGIANNA SILVA CAVALCANTE
  • ADMINISTRAÇÃO ORAL DE Lactobacillus fermentum 296 REDUZ A PRESSÃO ARTERIAL VIA INIBIÇÃO DO TÔNUS SIMPÁTICO E MELHORA OS PARÂMETROS METABÓLICOS EM RATOS DISLIPIDÊMICOS
  • Data: 18 de Janeiro de 2019 às 09:00
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  • As dislipidemias são doenças crônicas, caracterizadas por elevação nos níveis plasmáticos de colesterol total (CT), triglicerídeos (TG), lipoproteína de baixa densidade (LDL), associada com diminuição nos níveis plasmáticos de lipoproteína de alta densidade (HDL). Em parte, as alterações no metabolismo dos lipídios estão associadas ao tipo de ácidos graxos ingeridos na dieta. O consumo elevado de ácidos graxos saturados e trans contribui para o aumento dos níveis plasmáticos de LDL, CT, TG e redução de HDL. Adicionalmente, as dislipidemias podem favorecer o desenvolvimento de resistência à insulina, hipertensão arterial sistêmica (HAS) e doenças cardiovasculares. Estudos apontam que os probióticos, se consumidos em quantidades adequadas, podem desempenhar um papel importante na melhoria de distúrbios no metabolismo lipídico, na redução de marcadores inflamatórios, na atenuação do estresse oxidativo e na redução da pressão arterial. Sendo assim, o objetivo geral deste estudo foi investigar os efeitos da suplementação com a cepa de Lactobacillus fermentum 296 em ratos dislipidêmicos sobre os parâmetros cardiometabólicos. Trata-se de um ensaio não clínico realizado com ratos Wistar machos com ±90 dias de idade que foram divididos em três grupos: grupo controle (CTL), dislipidêmico (DLP) que recebeu dieta dislipidêmica e solução placebo (PBS), e o grupo dislipidêmico tratado com L. fermentum 296 (DLP + Lf296) com dieta dislipidêmica e suplementação por gavagem com L. fermentum 296 (1,0 x 109 UFC/mL) diariamente por 4 semanas. No final do estudo, o sangue foi coletado para testes bioquímicos, foram realizados testes de tolerância à glicose oral (TOTG) e insulina (TTI) e, finalmente, os ratos foram submetidos à cirurgia para inserção de cânulas na artéria femoral para posterior aferição da pressão arterial basal, obtenção de registros da frequência cardíaca (FC), análise espectral da pressão arterial sistólica e intervalo de pulso, sensibilidade barorreflexa, equilíbrio simpático-vagal e tônus vascular simpático em cada grupo. Os ratos foram eutanasiados e os órgãos foram coletados para pesagem. Finalmente, as fezes foram coletadas e a contagem de Lactobacillus spp foi realizada. A intervenção com L. fermentum 296 foi capaz de prevenir o aumento dos níveis de colesterol total (111.5± 10 vs. 161±18.2 mg/dl), LDL (84.9± 10,7 vs. 142.6±20.9 mg/dl) e triglicérides (52.5 ± 4.6 vs. 85±8.3 mg/dl) (p <0,05) nos ratos dislipidêmicos. A administração de L. fermentum 296 preveniu o aumento de pressão arterial sistólica (149.5 ± 3.3 vs. 162.5 ± 1.6 mmHg, p<0.05), e do tônus cardiovascular simpático (-50.8 ± 3.5 vs. -63.4 ± 3.0 mmHg, p<0.05) em ratos alimentados com dieta dislipidêmica. A administração de L. fermentum 296 não foi capaz de prevenir a resistência à insulina (p>0.05) e o dano no controle baroreflexo cardíaco (p>0.05) causado pela dieta dislipidêmica. Estes resultados indicam que L. fermentum 296 apresenta potencial para uso como probiótico com habilidades de modular parâmetros bioquímicos e cardiovasculares de interesse para o tratamento de doenças cardiometa
  • CAROLINY MESQUITA ARAÚJO
  • EFEITO PROTETOR DE COPRODUTOS ORIUNDOS DO PROCESSAMENTO DE FRUTAS TROPICAIS SOBRE CULTURAS DE Lactobacillus spp. JOÃO PESSOA-PB 2019
  • Data: 17 de Janeiro de 2019 às 14:30
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  • A produção de frutas representa um segmento de grande importância para a economia, uma vez que a maior parte dessa produção é destinada a indústria de processamento para a fabricação de diversos produtos, com isso, são geradas grandes quantidades de coprodutos agroindústrias, estes constituídos de cascas, sementes, bagaço, talos e outras partes da fruta que apresentam em sua composição açúcares simples e oligossacarídeos não digeríveis, como também compostos fenólicos. Acredita se, que esses coprodutos possam atuar na proteção de bactérias ácido-láticas (BAL) como os Lactobacillus, durante processos de preservação aplicados na indústria, substituindo açúcares que geralmente são utilizados, agregando valor a estes coprodutos que são comumente descartados no meio ambiente. Este estudo avaliou o efeito protetor de coprodutos do processamento das frutas tropicais acerola (Malpighia glabra L.), caju (Anacardium occidentale L.) e goiaba (Psidium guayaba L.) sobre as cepas probióticas (Lactobacillus paracasei L-10, L. casei L-26 e L. acidophillus LA-05) após processo de liofilização e ao longo do armazenamento. Para isso, foram realizadas análises de avaliação da viabilidade das cepas de Lactobacillus antes e após o pocesso de liofilização na presença dos coprodutos de frutas testados. Além disso, foi avaliada a ocorrência de danos na integridade de membrana, potencial de membrana e atividade de efluxo das cepas de Lactobacillus, causados pelo processo de liofilização com cada coproduto de fruta, por meio de citometria de fluxo; bem como a análise da sobrevivência das cepas liofilizadas durante 90 dias de armazenamento sob temperatura de refrigeração e ambiente. O processo de liofilização causou diminuição das contagens de células viáveis de todas as cepas de Lactobacillus testadas, com maiores reduções para L. casei L-26 liofilizada na ausência dos coprodutos de frutas (redução aproximada de 2,9 log UFC/mL). Após 48 h da liofilização, o número de células viáveis foi maior para as cepas liofilizadas com os coprodutos de frutas (7,4 - 8,9 log UFC/mL) quando comparada as cepas liofilizadas sem substrato ou na presença de frutoligossacarídeo. A análise de citometria de fluxo comprovou o efeito protetor exercido pelos coprodutos de frutas testados sobre as cepas de Lactobacillus, as quais apresentaram menores subpopulações com danos, principalmente na integridade de membrana e atividade de efluxo. As cepas de Lactobacillus liofilizadas com os coprodutos mantiveram a viabilidade (aproximadamente 2,6 - 5,3 log UFC/mL) após 90 dias de armazenamento em temperatura ambiente ou de refrigerção, com contagens superiores às cepas liofilizadas sem coprodutos (1 - 4 log UFC/mL). De forma geral, os maiores efeitos protetores foram observados para as cepas liofilizadas na presença do coproduto de acerola (~ 5 log UFC/mL). Os efeitos protetores exercidos pelos coprodutos de frutas testados sobre as cepas de Lactobacillus poderiam estar relacionados às elevadas quantidades de açúcares, fibras e compostos fenólicos presentes nestes materiais. Esses resultados mostram o potencial de uso dos coprodutos do processamento de acerola, caju e goiaba como substratos protetores para uso no processo de liofilização de cepas probióticas de Lactobacillus.
  • NATÁLIA SUFIATTI DE HOLANDA CAVALCANTI
  • DESENVOLVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO NUTRICIONAL DE LEITE FERMENTADO ASININO
  • Orientador : RITA DE CASSIA RAMOS DO EGYPTO QUEIROGA
  • Data: 16 de Janeiro de 2019 às 09:00
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  • Diversas pesquisas com foco no leite asinino vêm sendo realizadas, visto que ele apresenta composição semelhante ao leite humano e se mostra a melhor alternativa como substituto do leite materno, quando comparado com o leite de ruminantes. Devido ao alto teor de lactose, o leite asinino pode ser empregado na fabricação de leites fermentados, sendo o desenvolvimento de novas tecnologias, com a utilização de leite asinino na fabricação de produtos, uma alternativa de inovação no mercado de derivados lácteos, contribuindo para ampliar o consumo do leite asinino. Sendo assim, o objetivo do estudo foi desenvolver um leite fermentado a partir do leite asinino e caracterizá-lo quanto seu perfil de ácidos graxos e características físico-químicas durante armazenamento refrigerado. O leite fermentado foi elaborado através da adição cultura termofílica composta por Streptococcus salivarius subsp. thermophillus e Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus (0,4 g/L), mantido armazenado sob refrigeração (4 ± 1 ºC) e avaliado durante 21 dias quanto as características físico-químicas, viabilidade das bactérias lácticas e perfil de ácidos graxos por cromatografia. O leite fermentado se manteve estável durante o armazenamento e apresentou baixo teror de sólidos totais. A análise da fração lipídica do leite fermentado indicou a presença de 37 ácidos graxos, caracterizada por um alto teor de ácidos graxos monoinsaturados e poli-insaturados, com maiores concentrações de ácido palmítico, oleico, linoleico e α-linolênico. O tempo de armazenamento não modificou o perfil de ácidos graxos dos leites fermentados. Quanto aos índices de qualidade nutricional, não houve diminuição na relação de ácidos graxos insaturados / saturados e nos índices de aterogenicidade e trombogenicidade ou aumento da relação entre os ácidos graxos hipocolesterolêmicos / hipercolesterolêmicos e relação ω-6 / ω-3 em resposta ao armazenamento. Considerando os resultados obtidos, o leite fermentado é caracterizado pelo alto valor nutricional e altas concentrações de ácidos graxos monoinsaturados e poli-insaturados, apresentando uma alternativa viável na produção de derivado lácteo asinino, podendo ser consumido principalmente em dietas hipolipídicas e por pessoas com doenças conorarianas.
  • ALDEIR SABINO DOS SANTOS
  • INFLUÊNCIA DE QUERCETINA E RESVERATROL SOBRE PROPRIEDADES in vitro RELACIONADAS À FUNCIONALIDADE DE CEPAS DE Lactobacillus POTENCIALMENTE PROBIÓTICAS
  • Data: 15 de Janeiro de 2019 às 14:00
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  • Polifenóis são amplamente distribuídos em frutas, legumes, ervas, sementes, cereais e bebidas. Dentre os polifenóis, a quercetina (QUE) e o resveratrol (RES) têm recebido interesse, devido à associação de sua ingestão com uma variedade de benefícios para a saúde. QUE é um dos maiores representantes da classe dos flavonóides, encontrado naturalmente em maçãs e no vinho tinto, enquanto RES é o principal representante da classe dos estilbenos, naturalmente presente na casca e nas sementes de uvas, e no vinho. Porém, os benefícios da ingestão de polifenóis estão relacionados à sua biodisponibilidade, que está geralmente é muito baixa. Assim, os compostos geralmente atingem o intestino grosso, onde são metabolizados por meio da ação das bactérias presentes na microbiota intestinal. Dentre as bactérias potencialmente capazes de metabolizar polifenóis, estão os probióticos. A capacidade de probióticos exercerem efeitos benéficos a saúde está relacionada a uma série de pré-requisitos in vitro, os quais inclui tolerância a diferentes valores de pH e a sais biliares, hidrofobicidade celular de superfície, autoagregação, coagregação com patógenos, atividade antagonista contra patógenos e capacidade de sobrevivência às condições gastrintestinais. Assim, estudos têm sugerido que a ingestão combinada de polifenóis e probióticos pode ser uma estratégia eficaz para aumentar suas funcionalidades biológicas, porém os compostos fenólicos podem exercer influências variadas sobre características específicas de microrganismos probióticos, o que revela a necessidade de estudos que avaliem essas potenciais influências que os polifenóis podem exercer sobre probióticos. O presente estudo avaliou os efeitos que QUE e RES podem exercer sobre propriedades in vitro relacionadas à funcionalidade de cepas de Lactobacillus potencialmente probióticas (L. plantarum 49, L. plantarum 53, L. paracasei 106, L. paracasei 108, L. fermentum 263 e L. fermentum 296). QUE e RES mostraram baixo efeito inibitório sobre o crescimento das cepas de Lactobacillus testadas, com concentração inibitória mínima (CIM) de 512 - >1024 μg/mL. Na maioria dos casos, todas as concentrações testadas de QUE e RES (CIM, 1/2 CIM e 1/4 CIM) não afetaram a tolerância das cepas de Lactobacillus a pH ácido e sais biliares. A QUE aumentou a hidrofobicidade da superfície celular da maioria das cepas de Lactobacillus testadas, enquanto aumentos ou diminuições nesta propriedade variaram entre algumas destas cepas na presença de diferentes concentrações de RES. QUE e RES aumentaram a capacidade agregação e coagregação das cepas de Lactobacillus testadas, com Listeria monocytogenes e Escherichia coli. Estes compostos não afetaram negativamente a atividade antagonista das cepas de Lactobacillus contra patógenos, bem como não diminuíram sua sobrevivência quando expostos a digestão in vitro. Em alguns casos, a capacidade de algumas das cepas de Lactobacillus para antagonizar patógenos, bem como para sobreviver a etapas específicas da digestão in vitro, foi aumentada na presença de QUE ou RES. Esses resultados demonstram que o uso combinado de QUE ou RES com cepas probióticas de Lactobacillus, pode melhorar as propriedades funcionais exercidas por essas bactérias no hospedeiro; no entanto, a concentração desses compostos, bem como as cepas selecionadas devem ser cuidadosamente consideradas para alcançar esses efeitos desejáveis sobre o hospedeiro.
  • THAÍS HELENA FIGUEIRÊDO DO BONFIM
  • EFICÁCIA DE DIETAS OCIDENTAL E DE CAFETERIA COMO PROTOCOLO PARA INDUÇÃO DE OBESIDADE EM RATOS WISTAR
  • Data: 15 de Janeiro de 2019 às 14:00
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  • A obesidade é um problema de saúde pública de prevalência crescente. É caracterizada pelo excesso de gordura corporal, está constantemente relacionada a distúrbios endócrinos e metabólicos. Nos últimos anos, tem-se intensificado os estudos visando evidenciar os mecanismos envolvidos na prevenção, desenvolvimento e tratamento da obesidade. Nesse panorama destacam-se os estudos com base em modelos animais. Atualmente existem diversos métodos de indução a obesidade em animais, no entanto, a indução por dieta é a que melhor mimetiza a doença. Diante do exposto, o objetivo do desenvolvimento do presente trabalho foi comparar a efetividade da indução da obesidade mediante a oferta de novas dietas ocidental ou de cafeteria, com foco na avaliação de parâmetros metabólicos, somáticos, oxidativos, histológicos e comportamentais de ratos Wistar. Inicialmente, 24 ratos Wistar machos foram randomizadas em três grupos, sendo CON: controle; WTD: experimental dieta ocidental, CAF: experimental dieta de cafeteria. O CON consumiu por todo o experimento a dieta AIN93-M, o grupo WTD consumiu uma dieta elaborada com ingredientes da AIN93-M modificada e adicionada de alimentos altamente calóricos e palatáveis, e por fim o grupo CAF consumiu além da dieta AIN93-M, alimentos industrializados dispostos em um cardápio variando em quatro alimentos por dia. Diariamente foi realizado o acompanhamento do consumo alimentar e semanalmente o acompanhamento do peso. A duração do experimento foi de 107 dias. Do 101 º ao 103 º dia de experimento foram realizados os testes comportamentais. Nos dias 104º e 105º foram realizados teste de tolerância a glicose e a insulina, respectivamente. Ao fim do experimento foram aferidos os parâmetros murinométricos e realizada a eutanásia dos animais. Após a eutanásia foram realizadas as seguintes análises: colesterol total (CT), lipoproteína de baixa densidade (LDL), lipoproteína de alta densidade (HDL), triglicerídeos (CT), aspartato amino transferase (AST), alanina amino transferase (ALT), ureia, creatinina, histologia do fígado, rins e cérebro, e imunohistoquímica do tecido adiposo utilizando a interleucina 6 como marcador, parâmetros oxidativos no soro, fígado, rins e cérebro e composição corporal. O peso e os índices de massa corporal (IMC), de Lee e de adiposidade foram aumentados no grupo CAF quando comparados aos demais grupos. As dietas obesogênicas reduziram a tolerância à glicose e a insulina nos ratos. Os grupos WTD e CAF desenvolveram dislipidemia, aumento da concentração das aminotransferases e apenas o grupo CAF apresentou elevação nas concentrações de ureia. Foi evidenciado esteatose hepática e neurônios isquêmicos em ambos os grupos obesos e nefrite intersticial apenas no grupo CAF. Houve aumento da peroxidação lipídica e redução da capacidade antioxidante no fígado, rins e cérebro dos grupos WTD e CAF. A dieta de cafeteria foi eficaz em provocar comportamento tipo depressivo nos animais. Conclui-se que a dieta de cafeteria foi mais efetiva em induzir obesidade, sendo comprovada tanto pelos parâmetros somáticos como pela maior diversidade de distúrbios metabólicos e neurocomportamentais relacionados a doença nos ratos avaliados.
  • FLAVIA HELENA CARVALHO DE MÉLO
  • Avaliação in vitro do potencial prebiótico de méis monoflorais produzidos por abelhas sem ferrão na região Nordeste do Brasil.
  • Data: 15 de Janeiro de 2019 às 09:30
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  • A crescente preocupação dos consumidores com a saúde e com a qualidade da dieta aumentou a demanda por alimentos naturais e que promovam benefíc ios à saúde, incluindo os prebiótico s. Entre os alimentos naturais relacionados às propriedades prebióticas, destaca - se o mel. O Nordeste do Brasil, particularmente no semi árido nordestino, tem uma importante produção de mel com características peculiares . O presente estudo teve como objetivo avaliar o potencial prebiótico in vitro de méis de Ziziphus joazeiro Mart. (juazeiro ; J ) e Mimosa arenosa Willd Poir (jurema branca ; JB) produzidos pelas abelhas sem ferrão Melipona Subnida Duke ( j andaíra ; J ) e M. scu tellaris Latrelle (uruçu ; U ) no semiárido brasileiro frente à Lactobacillus acidophilus LA - 05 e Bifidobacterium animalis subsp. lactis BB12. Cada mel (JJ, JU, JBJ ou JBU) foi utilizado como fonte de carbono única no meio de cultivo das cepas teste e avalia do quanto ao escore prebiótico . A atividade metabólica das cepas probióticas teste foi monitorada ao longo de 48 h de cultivo por meio da determinação de mudanças no pH, consumo de açúcares, produção de ácidos orgânicos e mudanças no perfil de compostos fe nólicos . Todos os méis avaliados demonstraram escores de atividade prebiótic a positivos para ambas as cepas probióticas testadas. Porém, o mel JJ apresentou os maiores escores (p <0,05) em comparação aos demais méis testados . Todos os méis avaliados ( JJ, JU, J BJ, JBU ) promoveram o crescimento de ambas cepas probióticas estudadas e não foi observada diferença em relação a concentração 20 ou 30 g/L de mel no caldo de cultivo, porém os melhores resultados foram observados para o caldo adicionado de JJ como fo nte de carbono . Após 48 h de cultivo nos caldos com o mel JJ, JU, JBJ ou JBU , foram observadas elevadas contagens de L. acidophilus LA - 05 e B. lactis BB - 12 sendo (> 8 log UFC/mL ) e redução (p < 0.05) dos valores de pH para em torno de 3.0, revelando intens a atividade metabólica para as cepas estudadas. O cultivo d as cepas probióticas teste s nos caldos adicionados de JJ , JU , JBJ ou JBU resultou n a produção (p < 0.05) de ácido lático , acético, cítrico e succínico e redução (p < 0.05) de açúcares como glicose, frutose e maltose . O conteúdo de compostos fenólicos presentes nos caldos contendo os méis como fonte de carbono ( JJ , JU, JBJ e JBU ) foi alterado (p < 0.05) ao longo do tempo de cultivo, sendo observada redução de ácido gálico, catequina e procianidina s para ambas as cepas testadas principalmente após 24 h do período de incubação. Os resultados mostram o potencial prebiótico dos méis monoflorais ( JJ, JU , JBJ, e JBU ) produzidos pelas abelhas sem ferrão na região do semiárido nordestino . Particularmente, o m el JJ pode ser um novo ingrediente com potenciais efeitos prebióticos em L. acidophilus LA - 05 e B. lactis BB - 12 .
  • NARA NÓBREGA CRISPIM CARVALHO
  • ÍNDICES DE MASSA MUSCULAR E SUAS RELAÇÕES COM FUNÇÃO MUSCULAR, PERFIL METABÓLICO E DENSIDADE MINERAL ÓSSEA EM MULHERES OBESAS
  • Data: 14 de Janeiro de 2019 às 09:00
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  • Este trabalho teve como objetivo avaliar a frequência de sarcopenia em mulheres obesas com indicação para cirurgia bariátrica (CB) por meio de três índices de massa muscular (IMMs). Adicionalmente, idade, medidas antropométricas, pressão arterial, composição corporal, força de preensão manual (FPM), distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (DPTC6), perfil metabólico e densidade mineral óssea (DMO) foram comparados entre as mulheres com ou sem obesidade sarcopênica para cada IMM. Também foi avaliada a correlação dos três IMMs com as variáveis estudadas e a correlação entre eles. Tratou-se de um estudo transversal com 62 mulheres obesas (18-60 anos de idade), pertencentes ao ambulatório de CB do Hospital Universitário Lauro Wanderley e de clínicas particulares, João Pessoa-Brasil, realizado entre março e setembro de 2018. As mulheres foram divididas em dois grupos, obesas sarcopênicas (OS) e obesas não sarcopênicas (ONS). Sarcopenia foi definida por três IMMs: a) IMM-peso [massa muscular apendicular (MMEA) ajustada para peso]: MMEA/peso x 100, %); b) IMM-IMC (MMEA ajustada para IMC: MMEA/IMC, m2); e c) IMM-altura (MMEA ajustada para altura ao quadrado: MMEA /altura2, Kg/m2). Considerou-se mulheres OS as que estavam no quintil mais baixo para cada IMM e as que estavam em quintis superiores foram consideradas como ONS. A composição corporal foi avaliada por bioimpedância (inbody-370), DMO por absorciometria com raios-x de dupla energia (modelo Lunar), FPM por dinamômetro Jamar e o desempenho físico pela DP-TC6. Além disso, avaliamos: glicemia de jejum, hemoglobina glicada, homeostatic model assessment-insulin resistance (HOMA-IR), insulina plasmática, colesterol total, low density lipoprotein (LDL), high density lipoprotein (HDL), triglicerídeos e proteína C-reativa ultrasensível. As participantes apresentaram idade média: 39.53 ± 8.99 anos, peso: 108.6 ± 13,86 kg e IMC: 42.6 ± 4.64 kg/m2. Obesidade sarcopênica foi vista em 30.5% pelo IMM-peso, 20.33% pelo IMM-IMC e 20.33% pelo IMM-altura. Mulheres OS pelo IMM-peso apresentaram: maior porcentagem de gordura corporal (PGC), menores FPM e DMO em L1-L4, em colo do fêmur (CF) e em fêmur total (FT) em comparação com o grupo de ONS (p <0.05). Para o IMM-IMC, as mulheres OS tiveram IMC e PGC maiores, adicionado de DP-TC6 e FPM menores quando comparado com ONS (p<0.05). OS pelo IMM-altura apresentaram menores peso, IMC, pressão arterial diastólica e DMO em CF e FT quando comparadas com ONS (p<0.05). Quanto à correlação dos IMMs com as variáveis analisadas; o IMM-peso teve correlação negativa com o IMC, PGC e massa gorda de membros superiores, e positiva com a FPM e DMO de todos os sítios (p<0.05). O IMM-IMC obteve correlação negativa com o IMC e PGC, e positiva com a DMO de L1-L4 e CF (p<0.05). O IMM-altura teve correlação positiva com o peso, IMC, massa gorda apendicular, FPM, HOMA-IR e DMO em FT (p<0.05). O IMM-peso teve excelente correlação positiva com IMMIMC (p<0.05). Diante do exposto, concluiu-se que a frequência de obesidade sarcopênica em mulheres com indicação para CB foi maior ao se utilizar o IMM-peso que os demais índices. OS pelo IMM-peso e IMM-IMC tiveram maior adiposidade e menor FPM. O IMM-IMC foi o único a identificar uma baixa DP-TC6, enquanto só o IMM-peso identificou uma baixa DMO em todos os sítios avaliados.
  • JACKSON SILVA LIMA
  • ANÁLISE DAS CONDIÇÕES SOCIODEMOGRÁFICAS, ESTILO DE VIDA E FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR EM VEGETARIANOS
  • Data: 13 de Janeiro de 2019 às 10:30
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  • As práticas alimentares a base de plantas, conhecidas na literatura mundial como plant-based diets, são práticas que preconizam o consumo de vegetais, frutas, leguminosas e grãos integrais, excluindo parcial ou totalmente o consumo de produtos de origem animal. Elas comtemplam as práticas alimentares vegana/vegetariana estrita, vegetariana e ovolactovegetariana. Neste sentido, estudos relatam efeitos protetores destas práticas alimentares sobre as doenças crônicas não transmissíveis, principalmente sobre as doenças cardiovasculares. Os benefícios das plant-based diets são bem documentados na literatura científica, entretanto, eles não parecem estar relacionados exclusivamente a retirada do consumo de animais das dietas, sugerindo assim, que muitos dos benefícios advêm também de fatores não dietéticos de estilo de vida. Diante disto, este estudo teve como objetivo analisar e descrever as condições sociodemográficas, estilo de vida e fatores de risco cardiovascular em vegetarianos universitários de uma universidade pública do município de João Pessoa, Paraíba. Para isto, foi realizado um estudo transversal com 65 vegetarianos, de ambos os sexos, maiores de 18 anos, recrutados dentre os alunos da Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Brasil. Para cumprimento dos objetivos, os vegetarianos responderam questionários sobre condições sociodemográficas, estilo de vida, práticas alimentares, atividade física e condições de saúde. Também foram submetidos à antropometria, aferição da pressão arterial e coleta sanguínea. Como indicadores de fator de risco cardiovascular utilizou-se o índice de massa corporal, a circunferência da cintura, a razão cintura/quadril, a razão cintura/estatura, a pressão arterial, a glicemia e o perfil lipídico. Os dados foram analisados no programa estatístico SPSS. Os vegetarianos apresentaram idade média de 23,15 ± 3,52 anos, em sua maioria eram do sexo feminino, solteiros e sem filhos, com renda mensal individual menor que 1 salário mínimo, morava com familiares ou amigos e cursava atualmente uma graduação. A maioria dos participantes era ovolactovegetariana, fisicamente ativa, não fumava, apresentava frequência esporádica de consumo de álcool, não realizava suplementação alimentar/vitamínica, não teve orientação profissional durante a transição para a dieta vegetariana e não possuía diagnósticos de doenças. Apresentaram a ética e defesa dos animais como os motivos principais da adoção das plant-based diets e os feijões como a principal fonte proteica, assim como uma frequência diária do consumo de vegetais e a presença do consumo de fast food e açúcar, sendo o principal açúcar o do tipo demerara/mascavo. Ademais, a maioria realizava yoga e meditação, consumia alimentos integrais e orgânicos/agroecológicos e apresentavam uma considerável ausência de acompanhamento profissional e realização periódica de exames bioquímicos. Também demostraram diagnósticos adequados para os indicadores de fator de risco cardiovascular investigados, antropométricos e bioquímicos. O único indicador que se apresentou inadequado foi o HDL-c. Esta pesquisa demostrou a presença de fatores não dietéticos de estilo de vida favoráveis à saúde cardiovascular e um cenário positivo em relação aos fatores antropométricos e bioquímicos de risco cardiovascular avaliados.
  • ELISAMA ARAUJO DE SENA
  • PREVALÊNCIA DA DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D E FATORES ASSOCIADOS EM TRABALHADORES
  • Data: 12 de Janeiro de 2019 às 09:00
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  • Prevalência da deficiência de vitamina D e seus fatores associados tem sido amplamente investigada e determinada em estudos populacionais de regiões metropolitanas. Entretanto, independente da região, existem subpopulações que estão expostas a fatores de risco ou proteção, que podem modificar os estudos existentes. Trabalhadores das diversas empresas estão exposta a regimes que o privam do sol, impõe hábitos alimentares diferenciados e estes fatores podem fazer com que os níveis de vitamina D sejam diferentes da população em que se encontram. Interessante ambiente de trabalho são as Unidades de Alimentação e Nutrição, que trabalham com a produção e distribuição de alimentação para coletividade enferma e/ou sadia. Dessa maneira, este estudo é pertinente, devido aos trabalhadores de Unidades de Alimentação e Nutrição estarem associados a fatores de riscos. O estudo teve como objetivo determinar a prevalência da deficiência de vitamina D e seus fatores associados em trabalhadores de Unidades de Alimentação e Nutrição de um campus universitário. Estudo epidemiológico do tipo série de casos. Os participantes foram classificados de acordo com o seu regime de trabalho em ambiente fechado, de 12/36h e de 9h e 48min diários, e submetidos a cinco etapas de coleta de dados, onde avaliou-se os dados sociodemográficos, ocupacionais, hábitos de vida, história clínica, fototipo da pele, exposição solar, aplicou-se o recordatório alimentar de 24h em triplicata e foram feitos exames bioquímicos. Os dados foram categorizados e reportados por frequência absoluta e relativa. Associações bivariadas foram examinadas usando tabelas de contingência e o teste Qui-quadrado com correção de continuidade. Um modelo de regressão de Poisson com variância robusta foi usado para estimar a razão de prevalência, bruta e ajustada, e seus respectivos intervalos de confiança. Apenas variáveis com P<0,20 na análise bivariada foram incluídas no ajuste do modelo. As análises foram executadas no IBM SPSS. Na amostra de 91 participantes a prevalência de deficiência de vitamina D foi de 16,5% (n=15). Houve associações significantes entre Vitamina D e tempo de serviço (χ2= 4,50; P= 0,034), regime de trabalho (χ2= 23,60; P= 0,001) e exposição ao sol quando vai ao trabalho (χ2= 6,53; P= 0,011). Não foram observadas associações significantes entre a vitamina D e variáveis sociodemográficas, antropométricas/estado nutricional, bioquímicas, de consumo de cálcio e vitamina D. Na análise de regressão, apenas o regime de trabalho apresentou associação significante com a vitamina D tanto na análise bruta, quanto na ajustada. Estes achados indicaram que os trabalhadores com regime de trabalho de 9h e 48min/dia (49h/sem) apresentaram 1,33 (1,11-1,59) vezes mais chance de ter deficiência de vitamina D em comparação com o regime de trabalho de 12h/36h (36h ou 48h/sem) (P= 0,001). Conclui-se que apesar da baixa prevalência da deficiência de vitamina D nesses trabalhadores, o regime de trabalho mostrou-se um fator de risco para a deficiência de vitamina D nessa população.
2018
Descrição
  • ISABELLA DE MEDEIROS BARBOSA
  • INVESTIGAÇÃO DO DESENVOLVIMETNO DE TOLERÂNCIA CRUZADA AOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE Origanum vulgare L. E Rosmarinus officinalis L. E PERDA DA CULTURABILIDADE EM CÉLULAS DE Listeria monocytogenes
  • Data: 30 de Novembro de 2018 às 14:00
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  • Este estudo avaliou se a pré-exposição (24, 48 e 72 h) a concentrações subletais (1/2 CIM, 1/4 CIM e 1/8CIM) de cloreto de sódio (NaCl), cloreto de potássio (KCl), ácido acético (AA) e ácido lático (AL), poderia induzir o desenvolvimento de tolerância direta a esses mesmos agentes estressores e tolerância cruzada aos óleos essenciais de Origanum vulgare L. (OEOV) e Rosmarinus officinalis L. (OERO) em diferentes cepas de L. monocytogenes. Também foi investigado se a exposição ao OEOV e OERO em PBS e em caldo carne levaria ao desenvolvimento de um estado “viável mas não cultivável” (viable but non culturable - VBNC) em células de L. monocytogenes. Os resultados do ensaio de modulação da concentração inibitória mínima (CIM) mostraram que a pré-exposição aos sais ou ácidos orgânicos testados induziu ao desenvolvimento de tolerância cruzada apenas ao OERO, uma vez que sua CIM aumentou em até 4,8 vezes para as células pré-expostas às condições de estresse. Em contraste, a CIM do OEOV para as células pré-expostas ao estresse foi até dez vezes menor do que a CIM obtida para as células não pré-expostas, indicando que não houve indução de tolerância cruzada ao OEOV. Os ensaios de sobrevivência bacteriana mostraram que o OERO diminuiu apenas as contagens de células não pré-expostas, enquanto o OEOV diminuiu a contagem tanto das células pré-expostas quanto das células não pré-expostas aos agentes estressores. O ensaio de viabilidade celular mostrou que as células de L. monocytogenes perderam sua culturabilidade após 60 ou 180 min de exposição aos OEs testados em PBS e caldo carne. As células que foram expostas ao OEOV tanto em PBS quanto em caldo carne não foram capazes de restaurar sua culturabilidade após o tratamento de recuperação em PBS adicionado de 0,2% de glicose. No entanto, as células expostas ao OERO em PBS (5 μL/mL) e caldo carne (5 e 10 μL/mL) restauraram sua cultura após 24 horas de tratamento de recuperação. Os resultados da análise de citometria de fluxo (CF) mostraram que todas as funções monitoradas em células de L. monocytogenes pré-expostas ao AA ou NaCl e tratadas com OEOV ou OERO foram afetadas, embora com intensidades diferentes. As células que apresentaram perda da culturabilidade causadas pela exposição ao OEOV ou OERO apresentaram melhorias na maioria das funções fisiológicas após o tratamento de recuperação, sendo indicativo de viabilidade celular. Esses dados indicam que a exposição a condições subletais impostas por sais ou ácidos orgânicos pode resultar no desenvolvimento de tolerância cruzada ao OERO, mas não ao OEOV e as condições de estresse causadas por ambos os OEs podem induzir um estado VBNC nas células de L. monocytogenes que, por sua vez, poderia restaurar a capacidade de se multiplicar em condições favoráveis.
  • LAVOISIANA MATEUS DE LACERDA
  • CORRELAÇÃO ENTRE O PERFIL DE METILAÇÃO NO GENE VDR COM O STATUS DA VITAMINA D SÉRICA, ESTRESSE OXIDATIVO, INFLAMAÇÃO SISTÊMICA, PARÂMETROS METABÓLICOS E POLIMORFISMOS BSMI EM ADOLESCENTES
  • Orientador : MARIA DA CONCEICAO RODRIGUES GONCALVES
  • Data: 29 de Agosto de 2018 às 14:00
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  • Estudos recentes têm demonstrado uma alta prevalência da deficiência de vitamina D em adolescentes saudáveis. Esta prevalência tem sido associada ao polimorfos BsmI do gene VDR e ao perfil de metilação do DNA deste gene e este último é causa de silenciamento do mesmo, afetando a atividade da vitamina D nas células de atuação. O objetivo deste trabalho foi avaliar a correlação do perfil de metilação do gene VDR com os níveis de vitamina D sérica, estresse oxidativo, inflamação sistêmica, parâmetros metabólicos e polimorfos BsmI em adolescentes escolares saudáveis. Participaram do estudo 225 adolescentes de 15 a 19 anos de idade, matriculados em escolas públicas da cidade de João Pessoa. Análises do status da vitamina D, marcadores do estresse oxidativo, inflamação sistêmica e polimorfismos do gene VDR foram feitas. A metilação do gene VDR de 209 destes adolescentes foi analisada para verificar o perfil de metilação deste gene e correlacionar com as variáveis descritas anteriormente. Foi observado que o perfil de metilação do gene VDR variou de 2% a 71% nos sujeitos estudados, o que apresentou diferença significativa quando relacionado com a classificação do status da vitamina D sérica, onde os sujeitos com menores valores desta variável apresentaram maiores valores na metilação do gene VDR. Foi observado que o genótipo BB apresentava-se menos metilado que os demais grupos (26,1% contra 30,3% e 29,3% pra Bb e bb respectivamente), entretanto sem diferença estatística entre eles. Os parâmetros metabólicos dos adolescentes não apresentaram diferenças estatísticas quando relacionadas ao status da vitamina D sérica, assim como Capacidade antioxidante total, porém a variável pró oxidante, a MDA, mostrou diferenças entre os grupos, pois apresentou uma correlação negativa com o perfil de metilação do gene VDR. Das variáveis ligadas ao o processo inflamatório, a Alfa glico aumenta em 3% a razão de risco (de estarem parcialmente metilados). Concluímos que, mesmo os adolescentes estando saudáveis, o status da vitamina D sérica está associado à resposta epigenética do gene VDR, porém o perfil de metilação do deste gene não recebe influência dos diferentes genótipos do polimorfismo BsmI. A resposta pró oxidante também foi relacionada negativamente com o perfil de metilação.
  • THAISE ANATALY MARIA DE ARAUJO
  • AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO NUTRICIONAL NO ÂMBITO DOS NÚCLEOS DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA NO BRASIL
  • Data: 01 de Julho de 2018 às 14:00
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  • O Sistema Único de Saúde (SUS) emergiu em meio aos movimentos políticos e sociais do Brasil. Um de seus componentes, a Atenção Básica (AB), inclui a Estratégia Saúde da Família (ESF), cujos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) vinculam-se e possuem, dentre suas ações, a Atenção Nutricional – AN. O Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ – AB), instituído em 2011, possui a Avaliação Externa (AE) como uma de suas fases, podendo seus resultados reorientarem as ações em saúde. Esta investigação objetiva avaliar a AN no âmbito do NASF em todo Brasil, a partir da AE do PMAQ – AB. Trata-se de estudo transversal e analítico, com abordagem quantitativa e base secundária. Dotou-se de sete passos, compostos por análises estatísticas (análise descritiva, teste qui-quadrado de Pearson e regressão logística binária). As indagações da AE, referentes ao eixo da AN, constituíram as variáveis dependentes, enquanto as independentes abarcaram os demais eixos, selecionadas após cada passo metodológico. Desconsideraram-se os modelos com coeficientes de determinação baixos e as variáveis independentes omissas na regressão. Os resultados estão expostos sob medidas de efeito (Odss Ratio – OR). Dentre os principais achados, têm-se que o apoio do NASF ao desenvolvimento de ações de Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) foi favorecido pela disponibilização de consultório compartilhado (OR = 0,704), análise do número de encaminhamentos equivocados ou desnecessários para atenção especializada (OR = 0,749) e monitoramento dos usuários em acompanhamento em outros pontos de atenção (OR = 0,749). O aspecto menos contributivo para as ações de VAN foi o apoio à oferta do cuidado às pessoas com doenças crônicas (OR = 6,431), que também competiu com ações de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável – PAAS (OR = 4,634); com às voltadas aos agravos relacionados à alimentação e nutrição (OR = 3,862) e à articulação intersetorial, para garantia da Segurança Alimentar e Nutricional – SAN (OR = 3,722). A qualificação dos encaminhamentos para outros pontos de atenção foi o que mais fortaleceu a efetivação das ações de PAAS (OR = 0,679). A realização de orientações familiares otimizou o desenvolvimento de ações voltadas aos agravos relacionados à alimentação e nutrição (OR = 0,497). Concernente às ações de articulação intersetorial, para garantia da SAN, destacaram-se como elementos propulsores: a existência de cronogramas ou escalas de utilização das salas (OR = 0,726), a análise de indicadores de saúde da população do território (OR = 0,706) e o monitoramento dos usuários em outros pontos de atenção (OR = 0,787). Mediante a avaliação externa do PMAQ – AB, infere-se que a AN fortaleceu-se no escopo da AB, intermediada pelos profissionais do NASF. Todavia, e em consonância com suas diretrizes, ainda se faz necessário fortalecer a intersetorialidade, articulação entre profissionais do NASF, equipes de Saúde da Família e usuários, assim como a formação voltada ao SUS e a efetivação da Educação Permanente. Este estudo pode suscitar a análise de novos ciclos do PMAQ – AB, viabilizando a comparação dos resultados e fomento ao planejamento estratégico em saúde.
  • MYRELLA CARIRY LIRA
  • PARTICIPAÇÃO DOS GENES rpoS, dps E ompR SOBRE A TOLERÂNCIA A ESTRESSES HOMÓLOGOS E HETERÓLOGOS APÓS ADAPTAÇÃO AOS ÓLEOS ESSENCIAIS E CONSTITUINTES MAJORITÁRIOS EM Salmonella Enteritidis
  • Data: 08 de Junho de 2018 às 14:00
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  • Óleos essenciais e seus constituintes têm sido propostos para uso como antimicrobianos em sistemas de conservação de alimentos. Estudos anteriores têm relatado que a exposição a concentrações subletais do óleo essencial de Origanum vulgare L. (orégano; OEOV) e de Rosmarinus officinalis L. (alecrim; OERO) e de seus principais constituintes carvacrol (CAR) e 1,8-cineol (CIN) não resulta no desenvolvimento de tolerância direta ou cruzada. Este estudo avaliou a influência dos genes rpoS, dps e ompR na resposta de tolerância de Salmonella Enteritidis 86 (SE86) a estresses homólogos e heterólogos (calor, pH ácido, NaCl e NaClO) após exposição ao OEOV, OERO, CAR e CIN, por meio da modelagem da redução de células viáveis (log UFC/mL) ao longo do tempo. A concentração inibitória mínima de OEOV, OERO, CAR e CIN frente SE86 foi o dobro daquela observada frente as cepas mutantes ∆dps, ∆rpoS e ∆ompR. A exposição à mesma concentração de OEOV, OERO, CAR e CIN causou reduções até 2,5 log UFC/mL superiores nas mutantes ∆dps, ∆rpoS e ∆ompR do que em SE86 no caldo frango. Em ensaios com agentes estressantes homólogos, os genes ompR e dps e rpoS influenciaram a tolerância ao OERO na SE86, enquanto apenas o ompR influenciou a tolerância ao OEOV. Nenhum dos genes estudados influenciou a tolerância a CAR ou CIN. Após adaptação ao OEOV, OERO, CAR e CIN, a osmo- e a ácido tolerância da SE86 foi influenciada pelo gene rpoS. A tolerância ao NaClO da SE86 aumentou após a adaptação ao OEOV e foi influenciada pelos genes rpoS, dps e ompR. Apenas o gene dps influenciou a tolerância ao NaClO da SE86 após adaptação ao OERO, CAR e CIN. Estes resultados descrevem quantitativamente pela primeira vez a influência dos genes rpoS, dps e ompR na tolerância de Salmonella Enteritidis aos óleos essenciais de orégano e alecrim.
  • CLARISSE JALES DE MATOS
  • OCORRÊNCIA DE FUNGOS POTENCIALMENTE TOXIGÊNICOS NA ALIMENTAÇÃO CAPRINA E QUANTIFICAÇÃO DE AFLATOXINA M1 EM LEITE CAPRINO POR CLAE
  • Data: 30 de Maio de 2018 às 14:00
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  • O estudo pesquisou a ocorrência de fungos potencialmente toxigênicos na alimentação para cabras e quantificou os níveis de aflatoxina M1 no leite destes animais. A ocorrência da contaminação por fungos, principalmente, pelo gênero Aspergillus, na alimentação caprina pode resultar em contaminação do leite por aflatoxina M1 (AFM1) decorrente da biotransformação no fígado dos animais da aflatoxina B1 (AFB1). A pesquisa justifica-se pela importância econômica, social e cultural da criação caprina para a região Nordeste do Brasil. As cabras foram divididas por tipo de alimentação em dois grupos: o 1° grupo recebeu uma alimentação baseada em pasto (Dieta 1), sendo formado por 6 cabras, e o 2° grupo recebeu uma ração elaborada no local (Dieta 2), sendo formado por 12 cabras. Como o estudo ocorreu em triplicata e ocorreram duas coletas foi totalizada uma amostragem de 108 amostras de leite de cabra. A coletada das amostras de alimentação caprina ocorreu no dia anterior à coleta do leite caprino e também foram coletadas amostras referentes aos dois tipos de dieta. A identificação dos fungos filamentosos potencialmente toxigênicos foi feito pelas características macromorfológicas determinando o gênero e pelas características micromorfológicas das colônias determinando a espécie fúngica. O método utilizado para a quantificação de AFM1 em leite caprino foi à cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) em fase reversa equipado com detector de fluorescência. Com base na curva de calibração foi calculada a quantidade de AFM1 presente em cada amostra de leite caprino através da equação da reta de regressão linear. Os valores de AFM1 foram apresentados em concentrações (ng/mL) e em média ± desvio padrão. Todas as amostras da alimentação caprina analisada apresentou um crescimento de fungos filamentosos, mas os valores não ultrapassaram 104 UFC/g, e foram identificados 6 gêneros: Aspergillus, Acremonium, Penicillium, Fusarium, Rhizopus e Fungo não esporulado. Dentro do gênero Aspergillus foram identificados 3 espécies: A. flavus, A. niger e A. ochraceus. As 36 amostras (100%) de leite caprino analisados apresentaram contaminadas com aflatoxina M1, com concentrações variando entre 5,6 – 48,2 ng/mL (média de 21,8 ± 10,1 ng/mL), ou seja, acima do limite permitido pela legislação Brasileira (0,5 ng/mL). As concentrações de AFM1 variaram entre as dietas e entre os dias em que foram coletas. A alta taxa de amostras de leite caprino contaminadas com AFM1 é devido às amostras das alimentações caprinas (pasto e ração) estarem contaminadas com fungos potencialmente toxigênicos, diante disso o controle regular dos alimentos durante a produção, armazenamento e distribuição é essencial para evitar a contaminação fúngica, principalmente à produção de AFB1. Os níveis de AFM1 em leite caprino devem ser monitorados continuamente como medida de controle para evitar o consumo e, consequentemente agravos à saúde.
  • PALOMA OLIVEIRA ANTONINO ASSIS DE CARVALHO
  • SUCO DE XIQUE-XIQUE (Pilosocereus gounellei (A. Weber ex K. Schum. Bly. ex Rowl)): PROPRIEDADES NUTRICIONAIS, BIOATIVAS E ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA
  • Data: 03 de Maio de 2018 às 09:30
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  • A Doença Inflamatória Intestinal (DII) compreende a Doença de Crohn (DC) e a Colite Ulcerativa (CU) e é uma doença debilitante e imunologicamente mediada, caracterizada por respostas inflamatórias excessivas, levando à destruição do tecido no trato gastrointestinal. As Terapias Alternativas e Complementares (TACs), incluindo o uso de plantas e/ ou extratos de plantas, tornaram-se cada vez mais populares em pessoas com distúrbios digestivos, especialmente quando as terapias convencionais não conseguem melhorar seus sintomas. Plantas medicinas, especiarias e vegetais são considerados uma fonte potencial para o controle de várias doenças, incluindo a colite ulcerativa. As plantas e vegetais tem sido utilizadas como fontes de alimentos em todo mundo, sendo o consumo de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) uma prática bem estabelecida como fonte de reserva de alimentos em tempos de fome. Plantas alimentícias espontâneas, mesmo aquelas com grande valor nutritivo, não são ainda comumente utilizadas no Brasil, por serem consideradas como “alimentos de pessoas de baixa renda”. A inclusão de plantas da família Cactaceae em diversas preparações poderia atenuar impressões negativas, além de possibilitar melhor aproveitamento e agregar valor aos recursos locais. Pilosocereus gounellei (A. Weber ex K. Schum. Bly. ex Rowl), conhecida popularmente como xique-xique, é uma cactácea presente na região semiárida do Nordeste Brasileiro e, tem sido utilizada para diversos fins, incluindo alimentação, na elaboração de diversos produtos, e medicina popular. O objetivo deste trabalho foi elaborar um suco de xique-xique e caracterizá-lo quanto a suas propriedades nutricionais e bioativas, avaliando também o seu efeito anti-inflamatório em modelo animal de colite induzida. Quanto às análises físicas e físico-químicas, o suco de xique-xique apresentou: umidade (%) (96,18 ± 0,30), extrato seco total (%) (3,83 ± 0,30), acidez (%) (1,09 ± 0,01), pH (5,23 ± 0,01), sólidos solúveis totais °Brix (1,85 ± 0,07) e densidade (1,01 ± 0,01 g/mL). Para análise de cor foram encontrados L* (21,70 ± 0,12), a* (-1,77 ± 0,01) e b* (4,55 ± 0,10). O suco apresentou valores médios para carboidratos (%) (2,29 ± 0,41), conteúdo de fibras totais (%) (0,62 ± 0,02), fibras solúveis (%) (0,55 ± 0,02) e insolúveis (%) (0,07 ± 0,02), cinzas (%) (1,15 ± 0,03), proteína (%) (0,29 ± 0,06) e lipídeos (%) (0,09 ± 0,01). A composição de açúcares encontrada no suco foi glicose (10,75 ± 0,05 mg/100 mL), xilose (0,25 ± 0,02 mg/100 mL), arabinose (0,56 ± 0,01 mg/100 mL), frutose (7,89 ± 0,01 mg/100 mL), sacarose (2,58 ± 0,02 mg/100 mL), galactose (2,86 ± 0,01 mg/100 mL). O teor de taninos presente no suco foi 8,44 ± 0,26 mg/100 mL. Para compostos fenólicos totais (13,04 ± 1,31 mg EAG/100 mL) e a atividade antioxidante DPPH• (17,13 μM de TEAC/100 mL) e FRAP (136,68 μM de TEAC/100 mL). Para completar a caracterização do suco de xique-xique, estão previstas análises de ORAC, dos perfis de compostos fenólicos e minerais, bioacesibilidade dos compostos fenólicos, bem como análises de saponinas, ácidos pécticos, inibidor de tripsina, atividade hipoglicemiante, além de carotenoides totais, vitamina C, clorofila total e dano ao DNA. Para o experimento in vivo, foram utilizadas ratas Wistar (180-230 g), divididas em 6 grupos experimentais (n = 8): Grupos não-colíticos: (a) (CN) controle negativo que recebeu solução salina (b) (CNS10) controle negativo que recebeu alta dose do suco (10 mL/kg), os Grupos colíticos: (c) (CC) Controle colítico ácido acético que recebeu solução salina; e os colíticos tratados: (d) Grupo (S5) e (e) Grupo (S10) que receberam, respectivamente, a baixa dose de suco (5 mL/kg) e a alta dose do suco (10 ml/kg) e (f) (SAZ) que recebeu sulfassalazina (250 mg/kg). Os animais receberam, via gavagem, o produto respectivo a cada grupo durante doze dias e 1 hora antes da indução da colite. A colite foi induzida com ácido acético (0,5 mL de 10% v/v em solução salina 0,9%) e, setenta e duas horas depois da indução, os animais foram eutanasiados. Foram avaliados o peso e ingestão alimentar dos animais, o dano macroscópico e microscópico da colite, os parâmetros inflamatórios, expressos pela Mieloperoxidase (MPO), Fator de Necrose Tumoral (TNF)-α, Interleucina (IL)1-β, os marcadores de estresse oxidativo, como o Malondialdeído (MDA) e glutationa total, além de marcadores envolvidos na integridade epitelial, como as proteínas Mucina (MUC)-2 e Zona de Oclusão (ZO)-1. A administração do suco de xique-xique na menor dose (S5) ou da SZA, reduziu o escore do dano macroscópico (p <0,05 vs. CC) e microscópico (p <0,05 vs. CC), e melhorou significativamente a atividade de MPO (p <0,05 vs. CC); (p <0,05 S5 vs. S10 e S10 vs. SZA), os níveis das citocinas pró-inflamatórias, TNF-α (p <0,05 vs. CC) e IL1-β (p <0,05 vs. CC). Também reduziu significativamente o estresse oxidativo, observado pela redução de MDA (p <0,05 vs. CC); (p <0,05 S5 vs. S10 e S10 vs. SZA) e previniu a depleção de glutationa (p <0,05 vs. CC); (p <0,05 S5 vs. S10 e S10 vs. SZA). A administração do S5 regulou a expressão da MUC-2 (p< 0,05 vs. CC); (p< 0,05 S10 vs. SZA) e ZO-1 (p< 0,05 vs. CC); (p< 0,05 S5 vs. S10). Para a MUC-2, o grupo SZA também apresentou diferença significativa (p< 0,05 vs. CC), no entanto, para ZO-1 esta diferença não foi observada. Ainda, estão sendo realizadas análises imunohistoquímicas do cólon dos animais para complementar os resultados.
  • Lydiane de Lima Tavares Toscano
  • EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO COM SUCO DE UVA TINTO SOBRE O DESEMPENHO FÍSICO E ESTRESSE OXIDATIVO DE CORREDORES E A INFLUÊNCIA DE POLIMORFISMOS GENÉTICOS
  • Data: 26 de Abril de 2018 às 14:00
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  • Estudos recentes têm demonstrado a capacidade ergogênica do suco de uva tinto pela melhoria do desempenho físico e aumento da atividade antioxidante em atletas recreacionais. Entretanto, as respostas à suplementação são divergentes, pois uma minoria de atletas não responde a intervenção, e nos responsivos há uma grande variabilidade na magnitude das respostas ao desempenho físico. Uma perspectiva para esclarecer esta variabilidade é a avaliação de polimorfismos genéticos. Nesse sentido, o presente estudo investigou se os polimorfismos SOD3 Arg213Gli e PPARα 7G/C influenciam nos efeitos da suplementação crônica com suco de uva tinto sobre o desempenho físico e balanço redox, em corredores recreacionais. Adicionalmente, investigar os efeitos de uma única dose de suco perante desempenho físico, estresse oxidativo, inflamação e desgaste muscular. Para os efeitos crônicos e a influência dos polimorfismos foi realizado um ensaio clínico-controlado com 30 homens corredores (34±1 anos; VO2pico: 50,8±1 ml/kg/min) suplementados com suco de uva (10ml/kg/dia) e 10 ingeriram bebida controle (35±2anos; VO2pico: 50,0±2,2 ml/kg/min, por 28 dias. Para os efeitos agudos realizou-se ensaio clínico, randomizado, duplo-cego e placebo-controlado com 14 homens corredores recreacionais (39 ± 9 anos; VO2pico = 55,9 ± 6,5 ml.kg.min) randomizados para suco de uva e bebida placebo (10ml/kg/dia). Coletas sanguíneas foram realizadas nos momentos basal e 48 horas após o 28º dia de suplementação, no procedimento crônico. Enquanto para as respostas agudas, foram coletadas antes da suplementação, duas horas pós-suplementação, e imediatamente após o teste de exaustão. Os parâmetros avaliados no estudo crônico foram tempo de exaustão na corrida, capacidade antioxidante total (CAT), superóxido dismutase (SOD), carbonilação de proteínas e malondialdeído (MDA), além dos polimorfismos genético SOD3 Arg213Gli e PPARα 7G/C. Enquanto para dose única foram avaliados tempo de exaustão, CAOT, MDA, creatinaquinase (CK), lactato desidrogenase (LDH), alfa-1-glicoproteína ácida (A1GPA) e proteína-C reativa ultrassensível (PCR-us). Adicionalmente avaliou-se estado nutricional, cargas de treino, comportamento psicométrico, sono e descanso/recuperação, para ambos os ensaios. Observou-se para doses múltiplas de suco, independente da genotipagem, melhorou o tempo de exaustão (9,2±2,6 minutos; p=0,02). Porém, atletas com alelo GG do PPARα tiveram piora do tempo (-0,3±1,8 minutos), enquanto atletas com alelo C aumentaram 8,7±6,0 minutos (p=0,02), sem modificações para estresse oxidativo. O gene da SOD3 revelou apenas uma tendência de melhor desempenho para o alelo CC (p=0,06), com menor carbonilação para CC e menor MDA para o alelo G. A dose única de suco aumentou o tempo de corrida até a exaustão (↑18,7%; p=0,008) e aumentou CAOT (↑43,6%; p=0,000) no momento pós-exercício. MDA, A1GPA, PCR-us, CK, e LDH não apresentaram modificação. Conclui-se que o suco de uva apresenta efeitos ergogênicos tanto para múltiplas doses como para dose única. Adicionalmente acompanhada de aumento da proteção antioxidante agudamente, enquanto várias doses mostrou uma tendência consistente para CAOT e SOD. Nossos achados confirmam a variabilidade das respostas e apontam que atletas com genótipo GG não obtiveram os efeitos ergogênicos do suco de uva no teste de corrida até exaustão, indicando que a nutrigenética é uma variável que merece ser considerada para o desempenho esportivo.
  • CAROLINE SOUSA CABRAL
  • APOIO AO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO A PARTIR DE UMA ESTRATÉGIA EDUCATIVA ONLINE
  • Data: 26 de Março de 2018 às 09:30
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  • O aleitamento materno exclusivo (AME) apresenta vantagens importantes para a saude materno-infantil, contribuindo na reducao da morbimortalidade. O Brasil e referencia mundial na promocao do AME e atualmente existe uma rede de politicas, programas e estrategias com esse objetivo. Apesar disso, a problematica da interrupcao precoce da amamentacao exclusiva ainda e uma realidade dificil de ser superada Necessita-se criar e fortalecer as estrategias de apoio que contemplem suas multiplas dimensoes, principalmente as acoes apos a alta hospitalar, momento em que a mulher se depara com a maioria das dificuldades. Essa pesquisa teve por objetivo analisar o apoio ao AME ofertado por um grupo virtual, apos a alta hospitalar. Trata-se de um estudo qualitativo, realizado de acordo com os pressupostos da Pesquisa Participativa Baseada em Comunidades, no ambito da pesquisa-acao. As acoes foram conduzidas em uma comunidade privada, da rede social facebook, intitulada Projeto Amamenta Mamae, cujo proposito foi de promover e apoiar a amamentacao exclusiva apos a alta hospitalar. Para compreensao do apoio ofertado foram analisadas as publicacoes realizadas neste cenario virtual, totalizando 56 topicos de publicacao e 784 comentarios. Tambem foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 11 mulheres que integraram esse grupo. A analise ocorreu pela tecnica de analise de conteudo proposta por Bardin, na modalidade tematica, a luz do referencial interpretativista. O grupo foi cenario de compartilhamento de informacoes seguras, fortalecendo a troca de experiencias e ampliando a rede social de apoio das participantes. A criacao das acoes foi pautada nas necessidades das mulheres, contribuindo para o seu empoderamento e fortalecimento de sua autonomia, inserindo-as como atores do processo de apoio. O Projeto Amamenta Mamae foi considerado uma estrategia viavel e pratica, possibilitando sua replicacao nos diversos campos de trabalho dos profissionais que atuam com o aleitamento materno.
  • PAMELA RODRIGUES MARTINS LINS
  • Relação da razão cintura-estatura, segundo estágio de maturação sexual, com alterações metabólicas em adolescentes brasileira.
  • Data: 23 de Março de 2018 às 14:00
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  • A adolescência é uma fase peculiar do desenvolvimento humano, marcada por intensas transformações físicas, sexuais e comportamentais. Modificações na distribuição de gordura corporal durante a adolescência são fortemente influenciadas pela maturação sexual e esta fase é considerada um dos períodos críticos para o início da obesidade, que, por sua vez, pode estar associada a um conjunto de alterações metabólicas, tais como dislipidemias e resistência à insulina. Diante disto, os objetivos deste trabalho foram avaliar a relação da Razão Cintura-Estatura (RCEst) com alterações metabólicas em adolescentes, segundo o estágio de maturação sexual, bem como identificar os melhores pontos de corte para a RCEst, segundo o estágio de maturação sexual, na predição de resistência à insulina. Fizeram parte deste estudo variáveis de maturação sexual (Pranchas de Tanner), antropométricas (altura, circunferência da cintura (CC) e RCEst) e bioquímicas (glicemia de jejum, insulina de jejum, HOMA-IR, colesterol total e frações (LDL-c e HDL-c) e triglicerídeos), além das demográficas (sexo e idade). Analisou-se dados de 37.759 adolescentes brasileiros de 12-17 anos, de ambos os sexos, que participaram do estudo nacional de base populacional “Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes – ERICA”. Todas as análises foram feitas no programa Stata 14.0 SE. No primeiro artigo os adolescentes foram descritos em função do sexo e estágio de maturação sexual e foram classificados de acordo com excesso de adiposidade abdominal, segundo o indicador RCEst. Foram construídos modelos de regressão linear para observar a relação entre cada uma das variáveis metabólicas, HOMA-IR, Triglicerideos, HDL-c, LDL-c, Colesterol total e insulina de jejum e a RCEst. Foram calculados os coeficientes de determinação de cada equação (r2) e os valores dos coeficientes de regressão obtidos. No segundo artigo a para determinar os melhores pontos de corte da RCEst para predizer resistência à insulina, para a amostra estratificada por sexo e estratificada por sexo e estagio de maturação sexual, foi construída uma curva ROC para cada grupo. As áreas sob a curva ROC e os intervalos de confiança (IC 95%) foram utilizados para avaliar o valor diagnóstico da RCEst. A idade média dos adolescentes foi de 14,7 (±0,008) anos, a maioria (66,1%) dos meninos encontrava-se nos estágios IV e V da maturação e as meninas tiveram uma distribuição em torno de 30% nos estágios II, IV e V. A obesidade abdominal avaliada pela RCEst foi mais prevalente no final da maturação sexual nas meninas (23,8%) e no início da maturação nos meninos (23,6%). A relação da RCEst variou de acordo com o parâmetro avaliado. Os indicadores metabólicos Insulina e HOMA-IR foram os que apresentaram maiores coeficientes de determinação nas equações de regressão obtidas no estudo, especialmente entre os meninos (r² 0,43 e r² 0,40, respectivamente). Após analise da ROC, observamos que os melhores pontos de corte de RCEst estratificando somente por sexo, foram de 0,45 para o sexo feminino e 0,44 para o sexo masculino. Quando incluída a estratificação por Tanner, houve redução dos pontos de corte ao longo dos estágios de maturação nos meninos e as adolescentes do sexo feminino mostraram um comportamento inverso. A RCEst, por ser de fácil mensuração e interpretação, pode ser usada na triagem de risco para alterações metabólicas, principalmente resistência à insulina, especialmente em meninos que iniciam a maturação sexual.
  • HELENA TAINA DINIZ SILVA
  • EFEITOS DA ADIÇÃO DE ÓLEO ESSENCIAL DE Origanum vulgare L. E DE Rosmarinus officinalis L. COMBINADOS EM QUEIJO FRESCO DURANTE ARMAZENAMENTO
  • Data: 16 de Março de 2018 às 14:00
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  • Bactérias ácido láticas (BAL) são amplamente utilizados como culturas starter na elaboração de queijos frescos. Estes produtos têm sido descritos como excelentes matrizes para incorporação de bactérias probióticas pois possuem pH próximo da neutralidade e elevado teor de umidade, além de serem matrizes consistentes capazes de proteger as células bacterianas durante o armazenamento. Entretanto estas mesmas características tornam queijos frescos suceptíveis à contaminação por patógenos capazes de sobreviver sob refrigeração, como Escherichia coli O157:H7. O óleo essencial (OE) de Origanum vulgare L. (orégano - OEOV) e o Rosmarinus officinalis L. (alecrim - OERO) podem atuar em sinergismo contra patógenos de origem alimentar, no entanto, são escassas as informações sobre seus efeitos frente culturas starter e probióticas. O presente estudo avaliou os efeitos dos OEOV e OERO em combinação sinérgica sobre as contagens de células viáveis da co-cultura starter composta por Lactococcus lactis lactis e L. lactis cremoris, da cepa probiótica Lactobacillus acidophillus LA-5 e do patógeno Escherichia coli O157:H7 em queijo fresco durante 21 dias de armazenamento refrigerado (7 ± 0,5 °C). Os terpenos predominantes do OEOV e OERO, os aspectos físico-químicos e sensoriais de aceitação e que caracterizaram o queijo incorporado destes OEs em concentrações sinérgicas também foram determinados durante o armazenamento. A incorporação de OEOV (0,03 ou 0,07 μL/g) e OERO (1,32 ou 2,65 μL/g) em combinação nos queijos (produzido com a cultura starter ou probiótica) não reduziu as contagens de Lactococcus spp. e L. acidophillus LA-5, enquanto causou redução de aproximadamente 3,0 log UFC/g nas contagens de E. coli O157:H7 durante os primeiros 15 dias armazenamento. Após esse tempo de armazenamento, apenas um efeito bacteriostático foi observado contra o patógeno testado nos queijos. A incorporação do OEOV e do OERO em combinação retardou o aumento das contagens tanto da co-cultura starter como da cepa probiótica nos queijos durante 15 do armazenamento, mas não afetou a capacidade da cepa probiótica de sobreviver no queijo sob condições gastrointestinais simuladas ao longo do tempo. Um total de 15 terpenos do OEOV e/ou OERO foram detectados nos queijos imediatamente após a produção ou após 24 h de armazenamento e a quantidade de todos os terpenos detectados diminuiu durante os 21 dias de armazenamento. Eucaliptol, cânfora e α-pineno foram os terpenos detectados em maior quantidade nos queijos durante todo o tempo de armazenamento estudado. A incorporação de OEOV e OERO em concentrações sinérgicas nos queijos não afetou o rendimento, ou as características físico-químicas do produto. O queijo incorporado de OEOV e OERO em combinação produzido com a cultura starter foi caracterizado pelo sabor de cânfora e menta e maior maciez. Já, os escores sensoriais atribuídos ao aroma, sabor, impressão global e à intenção de compra do queijo probiótico (produzido com L. acidophillus LA-5) com OVEO e ROEO aumentaram ao longo do armazenamento. Os resultados mostram que a incorporação do OVEO e ROEO em concentrações sinérgicas não compromete a viabilidade da cultura starter ou da cultura probiótica, porém é eficaz no controle de E. coli O157:H7 em queijo durante o armazenamento refrigerado. Entretanto as concentrações utilizadas destes OEs devem ser avaliadas considerando os impactos nos aspectos sensoriais do produto.
  • CAMYLA ROCHA DE CARVALHO GUEDINE
  • Dieta de cafeteria durante a lactação e/ou pós-lactação: alterações metabólicas e comportamentais na prole de ratos Wistar
  • Data: 16 de Março de 2018 às 09:00
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  • Existem evidências de que dietas compostas por elevados níveis de energia, açúcares e lipídios contribuem para o desenvolvimento da obesidade, de diversas doenças crônico-degenerativas, além de alterações comportamentais e déficit cognitivo. Sendo assim, o objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos da indução da obesidade por dieta de cafeteria durante a lactação e/ou pós-lactação sobre os parâmetros metabólicos (composição corporal, exames bioquímicos, patologia do fígado) e parâmetros comportamentais (ansiedade, aprendizagem e memória). Foram utilizados ratos Wistar divididos em quatro grupos: Controle (C), Cafeteria Lactação (CL), Cafeteria Pós-lactação (CP) e Cafeteria Total (CT). Ao atingir a maturidade sexual (70 dias) os animais foram submetidos aos testes comportamentais: Labirinto em Cruz Elevado (LCE), campo aberto, Labirinto Aquático de Morris (LAM), teste de memória de reconhecimento de objetos relacionados à localização e contexto específico, e o teste para a memória de reconhecimento para objetos bidimensionais. Além disso, foram realizados exames bioquímicos e a patologia do fígado. Os dados da patologia do fígado foram submetidos ao teste de Qui-Quadrado, enquanto os demais dados foram submetidos a ANOVA, seguida do teste de Newman-Keuls (p<0,05). Animais tratados com a dieta de cafeteria apresentaram maiores medidas de peso comparados ao grupo controle, principalmente ao fim do experimento. Os animais dos grupos CL e CT consumiram uma maior quantidade de dieta do que os grupos CP e C. O grupo CT apresentou maior consumo de calorias e de carboidratos do que os demais grupos. Os animais dos grupos CP e CT apresentaram maior consumo de lipídios do que os grupos C e CL, durante todas as semanas do experimento. O consumo proteico e de fibras foi menor nos grupos CP e CT do que o grupo C. Os alimentos fontes de carboidratos foram os preferidos, dentre eles, o cereal de milho (snow flakes) e o pão. Os níveis de triglicerídeos foram maiores no grupo CP do que nos demais grupos. Os animais dos grupos CL, CP e CT apresentaram valores elevados de TGP e proteínas totais quando comparados ao grupo controle. O grupo CT apresentou uma esteatose hepática significativa quando comparado ao demais grupos experimentais. Os animais dos grupos CP e CT apresentaram maiores níveis de ansiedade comparados aos grupos C e CL quando submetidos ao LCE. Além disso, não houve diferença significativa na capacidade motora dos animais, quando submetidos ao aparelho do campo aberto. Sendo assim, a dieta de cafeteria foi capaz de promover alterações sobre os parâmetros metabólicos e comportamentais na prole de ratos Wistar.
  • ANA CARLA DE LIMA FRANÇA
  • EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DO SUCO DE BETERRABA SOBRE ESTRESSE OXIDATIVO, DESGASTE MUSCULAR E DESEMPENHO DE CORREDORES RECREACIONAIS
  • Data: 15 de Março de 2018 às 09:00
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  • Embora a beterraba seja o alimento mais estudado do ponto de visto do efeito ergogênico, ainda existem algumas lacunas, especialmente quanto aos mecanismos que explicam a melhora do desempenho. Mesmo diante da presença de antioxidantes, o alto teor de nitrato tem sido proposto para explicar seu efeito ergogênico. Então, o presente estudo objetivou investigar os efeitos da suplementação do suco de beterraba sobre estresse oxidativo, desgaste muscular e desempenho de corredores recreacionais. Para tanto um estudo experimental clínico, randomizado e controlado com delineamento cross over e duplo cego foi conduzido com 10 corredores recreacionais (42,5 ± 6,4 anos; VO2 max 55,2 ± 6,9 ml/kg/min), do sexo masculino. Eles realizaram um teste até a exaustão em esteira ergométrica a 80% do VO2 max duas horas após consumir uma dose de 140 ml de suco de beterraba (800 mg NO3-) ou bebida controle. Coletas sanguíneas foram realizadas antes da suplementação com o suco de beterraba ou bebida controle, duas horas após a suplementação e imediatamente após o teste até a exaustão para análise de marcadores de dano muscular (creatina quinase - CK e lactato desidrogenase- LDH) e de estresse oxidativo (malondialdeído - MDA e capacidade antioxidante total – CAT e nitrito). O desempenho foi avaliado por meio do teste de exaustão. A análise estatística mostrou que houve aumentou significativo de nitrito com o suco de beterraba, entre a ingestão do suco (BET: 12,9 ± 2,4 μM; BET: 20,4 ± 4,4 μM, p=0,007) e o momento pós-exercício. O tempo de corrida até a exaustão foi 22% maior com a ingestão do suco (BET: 49,3 ± 18,7; CONT: 40,4 ± 18,2 minutos, p=0,009). A corrida promoveu aumento do estresse oxidativo com a bebida controle (3,9 ± 0,7 μM para 4,9 ± 0,7 μM) nos momentos pré para pós-exercício (p=0,01), enquanto o suco impediu o aumento do estresse oxidativo (3,8 ± 0,9 μM para 3,9 ± 1,0 μM, aumento de 2,6%). Por outro lado, não houve alteração para a capacidade antioxidante total (CAT). A concentração sérica de CK aumentou tanto no grupo experimental (181,5 ± 41,3 U/L para 261,1 ± 77,2 U/L, p=0,03 e 43,8% de aumento do pré para o pós-exercício) quanto o grupo controle (215,6 ± 126,1 U/L para 316,8 ± 164,6 U/L, p=0,016 e 46,9%). Para LDH, os valores se mantiveram estatisticamente estáveis. O presente estudo demonstrou que a ingestão aguda de 140 ml de suco de beterraba promoveu elevação significativa nos níveis plasmáticos de nitrito, melhoria no desempenho de corredores recreacionais, além da atenuação do estresse oxidativo induzido pelo teste de corrida até a exaustão.
  • MARIA LUIZA ROLIM BEZERRA
  • EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DO MEL DE MALÍCIA (Mimosa quadrivalvis L.) SOBRE O METABOLISMO LIPÍDICO, STATUS ANTIOXIDANTE E SAÚDE INTESTINAL DE RATOS DISLIPIDÊMICOS
  • Data: 01 de Março de 2018 às 15:00
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  • O mel de malícia produzido pela abelha jandaíra apresenta elevada capacidade antioxidante in vitro, bastante relacionada aos compostos fenólicos presentes, os quais apresentam potencial terapêutico para diversas doenças de caráter oxidativo como a dislipidemia que é caracterizada por alterações no perfil lipídico plasmático e até mesmo em órgãos do sistema cardiovascular e digestório. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o potencial hipolipemiante e antioxidante do mel de malícia (Mimosa quadrivalvis L.), bem como a influência do consumo deste sobre alguns parâmetros de saúde intestinal, como a contagem de micro-organismos e excreção de ácidos orgânicos, de ratos sadios e dislipidêmicos. O mel foi obtido diretamente de meliponários localizados na região semiárida do nordeste brasileiro. No modelo animal foram utilizados trinta e dois ratos com 90 dias de idade randomizados nos grupos controle sadio (CS) e dislipidêmico (CD) e nos grupos experimentais sadio (ESM) e dislipidêmico (EDM) suplementados com mel via orogástrica (1000 mg/kg de peso corporal) por cinco semanas. A indução à dislipidemia foi realizada mediante administração de dieta dislipidêmica para os grupos CD e EDM concomitante ao período de tratamento. Após este período, foram mensurados peso corporal, o consumo alimentar e parâmetros bioquímicos; ácidos orgânicos e contagem dos micro-organismos Bifidobacterium e Lactobacillus nas fezes; gordura visceral e hepática, marcador de estresse oxidativo (malonaldeído-MDA), enzimas antioxidantes glutationa peroxidase (GPx) e superóxido dismutase (SOD), além de histopatologia de fígado e intestino. Os resultados foram submetidos à análise de variância e pós-teste de Tukey (p<0,05). O consumo alimentar dos ratos dislipidêmicos foi menor que os grupos sadios, o mel de malícia não alterou o peso corporal dos ratos suplementados e melhorou a tolerância a glicose. A suplementação em ratos dislipidêmicos resultou em aumento da contagem de Bifidobacterium e Lactobacillus nas fezes e maior excreção de ácidos orgânicos (ácidos acético, lático, butírico, málico, succínico e tartárico) relacionados ao metabolismo destas bactérias, bem como melhorou os níveis de lipídios e enzimas hepáticas no soro, em comparação ao DC (p<0,05). Entretanto, o consumo de mel de malícia aumentou o percentual de gordura hepática e não apresentou efeito sobre a gordura visceral. A suplementação com mel de malícia não apresentou alteração quanto à peroxidação de lipídios (MDA), no entanto aumentou a atividade enzimática da SOD e diminuiu a atividade enzimática da GPx. Ainda, o consumo do mel de malícia mostrou efeito protetor sobre o tecido hepático atenuando a esteatose hepática e revertendo lesões no epitélio intestinal nos ratos dislipidêmicos suplementados. Deste modo, o mel de malícia produzido pela abelha jandaíra contribuiu de forma positiva na melhoria da saúde intestinal e apresenta potencial hipolipemiante e antioxidante, podendo ser considerado um adjuvante no tratamento da dislipidemia, vindo a melhorar as alterações hepáticas e intestinais causadas por essa doença.
  • CAMILA CANDIDA DE LIMA MARTINS
  • PROTEÍNA C- REATIVA ULTRA SENSÍVEL E CONSUMO DE GORDURAS TOTAIS E SATURADAS EM ADOLESCENTES DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA
  • Data: 28 de Fevereiro de 2018 às 09:00
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  • A associação entre os níveis de Proteína c-reativa ultra sensível (PCR-us) e consumo de gordura foi identificada em crianças, contudo essa relação não está bem estabelecida em adolescentes. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre as concentrações de PCR-us e o consumo de gorduras totais e saturadas em adolescentes, após um ano de seguimento. Estudo longitudinal realizado nos anos 2014 e 2015, que avaliou 408 adolescentes entre 10 e 14 anos participantes do Estudo LONCAAFS Foram obtidas informações sobre dados sociodemográficos, estado nutricional antropométrico, atividade física, concentração de PCRus e consumo de gorduras totais e saturadas a partir do Recordatório de 24horas. A associação entre concentrações de PCR-us e o consumo de gorduras totais e saturada foi realizada por regressão linear com dados em painel, efeito fixo individual, banco balanceado, estratificado por sexo e IMC. As médias da variável PCR-us apresentaram diferença significativa (p=0,024) entre os anos analisados. O consumo de gorduras totais e saturada encontra-se dentro do recomendado. Não foram observadas associações estatisticamente significativas entre PCR-us e consumo de gordura total (β=-0,19p=0,582) e saturada (β=0,20,p=0,282). O estudo não apresentou evidências significativas na relação entre as concentrações de PCR-us com o consumo de gorduras totais e saturada.
  • RAFAEL OLIVEIRA PINHEIRO
  • INFLUÊNCIA DA DISLIPIDEMIA MATERNA DURANTE A GESTAÇÃO E LACTAÇÃO SOBRE A FUNÇÃO INTESTINAL E O METABOLISMO LIPÍDICO MATERNO E DA SUA PROLE
  • Data: 27 de Fevereiro de 2018 às 08:00
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  • O consumo de dietas com alta densidade calórica, alto percentual de gordura, colesterol, ácidos graxos trans e saturados tem sido associado a diversos distúrbios metabólicos como as dislipidemias que além de alterar o metabolismo lipídico, podem promover modificações na microbiota intestinal e nas estruturas de tecidos relacionados a esse metabolismo. Tal doença pode acometer gestantes e lactantes, havendo indícios de tais alterações se estenderem até a descendência. Nesse contexto, o presente estudo avaliou os efeitos da dislipidemia materna sobre o metabolismo lipídico, a microbiota fecal e a parênquima hepático e intestinal da prole até a vida adulta. Essa pesquisa trata-se de um estudo experimental de fase I, envolvendo ratas Wistar que foram alimentadas com dieta controle (grupo CTL) ou dieta dislipidêmica (grupo DLP) durante a gestação e a lactação. Após o desmame, no 21⁰ dia de idade, todos os descendentes de CTL e DLP receberam dieta padrão. No 30⁰ e 90⁰ dias de vida, foram coletadas dos filhotes as amostras de sangue, fezes, fígado, intestino e gordura visceral para análises. Tanto as ratas DLP como os seus filhotes apresentaram maior peso no fígado, porém só os filhotes DLP apresentaram maior peso em gordura visceral nos machos e maior peso do intestino em ambos os sexos. Foi verificado que a dieta não foi preponderante para o desenvolvimento de obesidade nas mães, mesmo que em alguns períodos da gestação e lactação houvesse um consumo de gorduras elevado. Por sua vez os filhotes do grupo DLP apresentaram um ganho de peso percentual do início de vida até os 90 dias, superior aos do grupo CTL em ambos os sexos. Aos 30 dias, os filhotes machos DLP apresentaram níveis séricos elevados de colesterol total (CT), triglicerídeos (TG), VLDL (p<0,001), as fêmeas DLP apresentaram TG e VLDL em comparação à prole CTL (p<0,001). Os filhotes DLP apresentaram maior índice de gordura hepática, porém não apresentaram esteatose hepática em nenhuma fase da vida, a esteatose hepática só foi observada nas ratas, dados ratificados nos níveis elevados de gordura hepática. Tanto as ratas como os filhotes do grupo DLP apresentaram redução de Bifidobacterium spp. e Lactobacillus spp. e aumento no número de Bacteroides spp., além de danos nas vilosidades intestinais, embora não tenha sido observado aumento de excreção de gordura nas fezes. Os dados obtidos neste estudo indicam que a dislipidemia materna pode alterar parâmetros intestinais, metabolismo lipídico e pode ser um fator predisponente para complicações na saúde da prole da infância até a vida adulta.
  • MANOEL MIRANDA NETO
  • EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO COM O ÓLEO ESSENCIAL DE HORTELÃ-PIMENTA (Mentha piperita L.) NO DESEMPENHO DE CORREDORES RECREACIONAIS
  • Data: 26 de Fevereiro de 2018 às 15:00
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  • Objetivos: Testar a capacidade do óleo essencial de hortelã-pimenta (OEHP) para retardar a fadiga em exercício de corrida de longa duração e avaliar a temperatura corporal e estresse oxidativo como possíveis mecanismos envolvidos. Materiais e Métodos: Estudo clínico, randomizado, cross over, duplo-cego e controlado, desenvolvido com 30 corredores recreacionais homens (18 a 40 anos) em dois modelos agudos e um modelo crônico: experimento 1 agudo, onde quinze corredores ingeriram 500 ml de água enriquecida com 0,05ml de OEHP (MENTA) contra o seu controle, o mesmo volume de água com 0,05ml da essência de hortelã sem propriedades nutricionais da hortelã (PLACEBO); No experimento 2 agudo, outros 15 corredores ingeriram 0,05ml de OEHP diluído em 500ml de uma bebida isotônica enriquecida com carboidratos (ISOMEN) contra o seu controle, 500ml desta bebida isotônica enriquecida de carboidratos (ISOTON). Trinta minutos depois realizaram uma sessão de corrida até a fadiga, mantendo a ingestão de 100 ml da bebida a cada 10 minutos durante os primeiros 40 minutos da corrida. No experimento 3 crônico, os mesmos 30 corredores foram randomicamente distribuídos em dois novos grupos, onde 15 corredores ingeriram 0,05ml do OEHP diluído em 500ml da bebida isotônica (ISOMENcron) e os outros 15 corredores ingeriram apenas 500ml da bebida isotônica (ISOTONcron), uma vez por dia, durante 30 dias. Vinte e quatro horas após o trigésimo dia, esses trinta corredores repetiram o protocolo de corrida até a exaustão. Foi analisado temperatura corporal, percepção subjetiva de esforço (PSE), Frequência Cardíaca (FC), Creatina Kinase (CK), Lactato Desidrogenase (LDH), Malondialdeído (MDA) e Capacidade Antioxidante Total (CAT). Resultados: No experimento 1, o tempo até a exaustão foi significativamente maior na sessão MENTA (82,1 minutos) em comparação com a sessão PLACEBO (68,4 minutos) (p=0,000). No experimento 2, o tempo até a exaustão foi significativamente maior na sessão ISOMEN (107,2 minutos) em comparação com a sessão ISOTON (91,7 minutos) (p=0,000). No experimento 3 (crônico), o tempo até a exaustão foi de 94,4 minutos na sessão ISOMENcron, significativamente maior que na sessão ISOTONcron (74,9 minutos) (p=0,000). A temperatura corporal aumentou significativamente menos durante o exercício nos procedimentos experimentais dos três experimentos quando comparado com seus controles (p=0,000 nos três experimentos). CAT foi significativamente maior nos procedimentos experimentais dos três experimentos quando comparado aos controles (p0,05). Ocorreram ainda redução da PSE e menor aumento da FC, mas estes fenômenos foram discretos nos três experimentos. Conclusões: o óleo essencial de hortelã-pimenta tanto associado a água como adicionado a uma bebida esportiva isotônica enriquecida com carboidratos seja de forma aguda ou crônica foi capaz de aumentar o tempo até a exaustão em corredores. Este efeito ergogênico foi acompanhado de significativo menor aumento da temperatura corporal, aumento da atividade antioxidante e diminuição da peroxidação lipídica. Ocorreram ainda discreta redução da percepção subjetiva de esforço e discreto menor aumento da frequência cardíaca.
  • MAIARA DA COSTA LIMA
  • PARÂMETROS INTRÍSECOS E PREDIÇÃO DE CRESCIMENTO BACTERIANO EM QUEIJO DE COALHO COMERCIAL DURANTE ARMAZENAMENTO
  • Data: 22 de Fevereiro de 2018 às 09:00
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  • O objetivo deste estudo foi caracterizar parâmetros microbiológicos e físico-químicos de amostras de queijo de coalho comerciais durante o armazenamento refrigerado. Adicionalmente, diferentes combinações de valores máximos e mínimos de pH e atividade de água determinados nas amostras de queijo de coalho avaliadas foram utilizadas para a predição do crescimento de diferentes bactérias (Aeromonas hydrophila, Escherichia coli, Listeria monocytogenes, Pseudomonas spp., Salmonella spp., Staphylococcus aureus e Yersinia enterocolitica). Amostras de queijo de coalho foram adquiridas em estabelecimentos comerciais da cidade de João Pessoa e foram analisadas quanto a diferentes parâmetros físico-químicos (pH, acidez total, cloreto de sódio e atividade de água) e microbiológicos (Lactobacillus spp., Lactococcus spp. Enterococcus spp., Enterobacteriaceae, Staphylococcus spp., microrganismos proteolíticos e lipolíticos e fungos) nos dias 0, 7, 15, 30, 45 e 60 de armazenamento sob refrigeração (7ºC). A predição da cinética do crescimento de diferentes bactérias (taxa máxima de crescimento: Grmax, log UFC/h) foi realizada utilizando o software ComBase Predictor. Os resultados dos parâmetros microbiológicos mostraram elevadas contagens de todos os grupos microbianos avaliados ao longo de todo o período de 60 dias de armazenamento refrigerado. Os valores de pH (6,03 ± 0,16 – 7,28 ± 0,55), acidez total (0,15 ± 0,09 – 0,66 ± 0,26%), cloreto de sódio (1,05 ± 0,19 – 1,97 ± 0,75%) e atividade de água (0,948 ± 0,020 – 0,974 ± 0,012) não variaram durante o período de armazenamento avaliado. As análises de predição do crescimento bacteriano demonstraram valores de Grmax mais elevados para as bactérias psicrotrópicas, a saber: A. hydrophila (0,006 – 0,016 log UFC/h), L. monocytogenes (0,005 – 0,024 log UFC/h), Pseudomonas spp. (0,009 – 0,044 log UFC/h) e Y. enterocolitica (0,004 – 0,022 log UFC/h). Foram encontrados valores de Grmax entre 0,007 – 0,016; 0,006 – 0,010 e 0,004 – 0,011 log UFC/h para E. coli, Salmonella spp. e S. aureus, respectivamente. Estes resultados revelam condições higiênico-sanitárias inadequadas de amostras comerciais de queijo de coalho, as quais apresentam características físicoquímicas durante armazenamento refrigerado que são favoráveis ao crescimento microbiano durante longo período.
  • CRISTIANE COSMO SILVA LUIS
  • AÇÃO ANTITROMBÓTICA, ANTIAGREGANTE, ANTIOXIDANTE E MODULADORA DA FUNÇÃO VASCULAR EM RATOS SUPLEMENTADOS COMO ÓLEO DA AMÊNDOA DE BARU (Dipteryx alata Vog.)
  • Data: 12 de Fevereiro de 2018 às 14:00
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  • A trombose é uma Doença Cardiovascular (DCV) que aumenta o risco de morte quando relacionada aos mecanismos patológicos de Doença Isquêmica Cardíaca (DIC) e Acidente Vascular Encefálico (AVE) Isquêmico. O desenvolvimento das DCVs está inversamente relacionado ao consumo de alimentos ricos nos nutrientes vitamina E (Vit.E) e ômegas 3 e 9. Assim, objetivou-se avaliar o efeito da suplementação do óleo da amêndoa da Dipteryx alata Vog. (Baru) sobre a trombose induzida e agregação plaquetária em ratos. Por conseguinte, realizou-se a quantificação de tocoferóis no óleo e avaliou-se a toxicidade sobre o Sistema Nervoso Central (SNC) e Autônomo (SNA). O tratamento oral durou 10 dias, ogrupo Controle recebeu 1mL de NaCl 0,9%, os dois grupos Baru receberam as doses 7.2 mg/kg/dia e 14.4 mg/kg/dia do óleo, respectivamente, o Vit.E recebeu 0.42mg/Kg/dia de vitamina E diluída em 0.2mL de óleo mineral. Ao final do tratamento, a circunferência torácica (CT) e abdominal (CA) e comprimentos foram aferidos, IMC e Índice de Lee calculados, consumos e pesos mensurados. Foi induzida trombose na artéria carótida com FeCl e monitoramento do fluxo sanguíneo com posterior dissecação para remoção do trombo; no plasma foram analisados agregação plaquetária, produção de O2•- e quantificação de tocoferóis; foi dissecada a artéria aorta torácica para estudos de reatividade vascular. O teor de tocoferóis encontrado foi de 2.89% e o óleo não foi tóxico nas doses testadas, nem provocou alterações comportamentais. Houve redução na CT dos grupos Baru 7.2 mg/kg de 11.2%, no Baru14.4 mg/kg de 14.7% e no Vit. E de 12.6% comparados ao controle. A CA também foi menor 10.5% para o Baru 7.2 mg/kg,15.8% para o Baru14.4 mg/kg e 9.4% para o Vit. E comparados ao Controle. Os grupos Baru 7.2 mg/kg e Vit. E tiveram maiores comprimentos, 5.5 e 5.9%, respectivamente, em relação ao controle. O Índice de Lee foi 3.8% menor para o Baru7.2 mg/kg em relação ao controle. Os grupos Baru 7.2 mg/kg e Vit.E até o 5º e 10º dia de tratamento consumiram mais ração.Houve aumento no tempo de oclusão de 138.6% para o Baru14.4 mg/kg e pesos para os trombos úmido e seco de 24h 62.9 e 61.8% menores, respectivamente, comparados ao controle. No Baru14.4 mg/kg houve diminuição de 31% na agregação plaquetária induzida pelo ADP. A medida da fluorescência do DHE mostrou redução na agregação plaquetária de 75.1% no grupo Baru 7.2 mg/kg,76.6% no Baru14.4 mg/kg e 79.4% no Vit.E, já na fluorescência da análise de O2•- plaquetário, houve redução de 43% no grupo Baru7.2 mg/kg e de 32.8% no Vit. E, todos em relação aos controles. Os estudos de reatividade mostram que as suplementações Baru7.2 mg/kg,Baru14.4 mg/kg e Vit.E diminuíram E max 3 da Phe no vaso 45.7, 68.4 e 49.5%, respectivamente, comparados ao controle. As suplementações não alteraram o E da acetilcolina (ACh) e nitroprussiato de sódio (NPS) no vaso, porém, a Vit.E reduziu a pD max em 14.3% para a ACh em relação ao controle e o Baru14.4 mg/kg aumentou a pD 2 2 para o NPS em 17.6%. Portanto, os achados indicam que o óleo não é tóxico nas doses testadas, previne trombose, reduz agregação plaquetária e a produção de O2•- e modula a função vascular, apresentando efeito superior ao suplemento de Vit.E. Assim, seu uso pode ser uma possível estratégia para a prevenção de DCVs.
2017
Descrição
  • KEYLHA QUERINO DE FARIAS LIMA
  • NÍVEIS DE METILAÇÃO DO GENE MTHFR E SUA RELAÇÃO COM NÍVEIS GLICÊMICOS E ESTRESSE OXIDATIVO EM INDIVÍDUOS ADULTOS: UM ESTUDO DE BASE POPULACIONAL
  • Data: 15 de Dezembro de 2017 às 09:00
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  • Após a conclusão do projeto genoma, surgiram novas linhas de pesquisa, dentre elas a nutrigenômica, cujo objetivo é relacionar os componentes dietéticos com o genoma humano. A partir deste advento pesquisas estão sendo desenvolvidas para analisar mecanismos epigenéticos, que podem estar envolvidos no metabolismo de diversos nutrientes e participam da etiologia de diferentes mobirdades. A metilação do DNA é o mecanismo epigenético mais conhecido e participa da regulação transcricional da expressão gênica, e tem sido associada a diversas desordens metabólicas e de saúde. Alterações na metilação do gene MTHFR, acarretam em modificações no ciclo da homocisteína e do ácido fólico. Além do que a enzima metilenotetra- hidrofolato redutase codificada por este gene pode doar grupos metil para a metilação do DNA. OBJETIVO: avaliar os níveis de metilação do gene MTHFR e relacionar com níveis glicêmicos, estresse oxidativo e Folato em indivíduos adultos. METODOLOGIA: estudo epidemiológico transversal de base populacional, envolvendo 265 indivíduos adultos de ambos os gêneros, representativo das Zonas Leste e Oeste do município de João Pessoa/ PB. Vinculado a uma pesquisa de base populacional intitulada ―II Ciclo de Diagnóstico e Intervenção da Situação Alimentar, Nutricional e das Doenças não Transmissíveis mais Prevalentes da População do Município de João Pessoa/PB‖ (II DISANDNT/PB). Os dados foram obtidos por meio da aplicação nos domicílios dos questionários de caracterização socioeconômica e demográfica, caracterização epidemiológica, estilo de vida (consumo de álcool), avaliação do consumo alimentar e do estado nutricional. A partir de amostras sanguíneas as concentrações séricas de capacidade de antioxidante total, malondealdeído, perfil lipídico, ácido fólico, vitamina b12 e homocisteína, foram analisadas. As análises dos níveis de metilação do DNA nos promotores do gene MTHFR foi realizada através do método de PCR em tempo real. Para a análise estatística foram utilizados o teste test – t de student e regressão linear múltipla, utilizando o Stata 13. RESULTADOS: os níveis de metilação do gene MTHFR foi de 34.14% ± 17.41. Ocorreu relação positiva entre níveis de metilação com níveis de glicemia em jejum, observando-se que quando a glicemia de jejum aumenta 1mg/dl os níveis de metilação aumentam em 0,050% e relação com o consumo eventual de mais de seis doses de bebida alcoólica em ocasiões especiais ou seja quando os indivíduos ingerem mais de seis doses de álcool os níveis de metilação aumentam em 4.47%. Já quanto ao consumo de Folato, a relação foi inversa, ou seja, à medida que o consumo de folato diminui em 1mg os níveis de metilação aumentam em 0.05%. CONCLUSÃO: os dados demonstram uma associação positiva entre a metilação no gene MTHFR, glicemia de jejum e consumo excessivo de álcool em ocasiões eventuais, e negativo com o consumo de Folato.
  • YOHANNA DE OLIVEIRA
  • PERFIL DE METILAÇÃO DO DNA NO GENE ADRB3 EM INDIVÍDUOS ADULTOS POR ÍNDICE DE MASSA CORPORAL E RELAÇÃO COM ÁCIDO FÓLICO, PERFIL LIPÍDICO E ESTRESSE OXIDATIVO: UM ESTUDO DE BASE POPULACIONAL
  • Data: 13 de Dezembro de 2017 às 09:00
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  • Estudiosos têm evidenciado o papel da metilação do DNA como um mecanismo epigenético potencial relacionado com diversos genes candidatos ao desenvolvimento da obesidade e alterações no metabolismo de lipídeos. Portanto, diante das relações entre gene e obesidade, o objetivo deste estudo foi avaliar os níveis de metilação do DNA no gene ADRB3 por índice de massa corporal (IMC) e relacionar com perfil lipídico, estresse oxidativo e consumo alimentar. Trata-se de um estudo transversal de base populacional, com 262 adultos com idades entre 20 a 59 anos, de ambos os sexos, representativo das zonas leste e oeste do município de João Pessoa/PB. Os questionários referentes às variáveis demográficas, socioeconômicas, epidemiológicas e de estilo de vida, além da avaliação nutricional foram aplicados nos domicílios. Para as análises bioquímicas, as concentrações séricas de homocisteína, alfa-1-glicoproteína ácida, perfil lipídico, ácido fólico, vitamina B12, malondialdeído (MDA) e capacidade de antioxidante total (CAT), foram analisadas. Para as análises dos níveis de metilação do DNA no gene ADRB3 foi utilizado o método High Resolution Melting (HRM). As relações entre as variáveis do estudo foram realizadas utilizando a análise de variância (ANOVA) e modelos de regressão múltipla. Todos os resultados foram obtidos utilizando o software R versão 3.3.2. A partir da estratificação de categorias de IMC, observou-se diferença em média nos valores das variáveis idade, relação cintura/altura (RCA), relação cintura/quadril (RCQ), circunferência da cintura (CC), triglicerídeos e consumo de gordura trans, que ocorreram mais entre as categorias ―eutrofia‖ e ―obesidade‖. A partir da análise de regressão múltipla no grupo de adultos eutróficos, observou-se que ocorreu relação negativa entre os níveis de metilação do gene ADRB3 com valores séricos de ácido fólico, bem como com o gênero independente de IMC. No entanto, não observou-se relação entre perfil lipídico, estresse oxidativo e consumo alimentar nos indivíduos distribuídos nas três categorias de IMC. A ausência de relação dos níveis de metilação do gene ADRB3 no sobrepeso e na obesidade leve e moderada pode ser explicada pela quantidade insuficiente de gordura corporal para iniciar os processos inflamatórios e de estresse oxidativo com impacto direto nos níveis de metilação.
  • ERIKA EPAMINONDAS DE SOUSA
  • CARTOGRAFIA DAS PREVALÊNCIAS DE INTERNAÇÕES DE IDOSOS HIPERTENSOS E DIABÉTICOS E ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO NO BRASIL
  • Data: 12 de Dezembro de 2017 às 09:00
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  • O acelerado crescimento da população idosa é uma realidade mundial, configurando-se como um grande desafio para a saúde pública contemporânea. O aumento global do envelhecimento da população impõe maiores desafios sobre os sistemas e serviços de saúde para os idosos. Este grupo populacional está em evidência epidemiológica e demográfica, tornando-se prioritário em estudos e intervenções em saúde, particularmente no Brasil. Nesse contexto, uma abordagem para medir a qualidade e disponibilidade da atenção à saúde do idoso, é avaliar as taxas de admissão hospitalar, pois sendo essas pessoas tratadas precocemente e adequadamente evitaria hospitalizações. A presente pesquisa tem como objetivo principal analisar, com enfoque cartográfico, a prevalência de internação por Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus tipo 2 e Índice de Desenvolvimento Humano na rede hospitalar em idosos no Brasil. Trata-se de um estudo ecológico de séries temporais, utilizando dados secundários e retrospectivos, sobre a distribuição dos coeficientes de prevalência de Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus tipo 2 a partir de 534.691 casos de internações dispostos nos 27 estados brasileiros, nos anos de 2010 e 2016. Os dados foram notificados por ano e por local de residência sendo obtidos do Sistema de Informação Hospitalar do banco de dados do Sistema Único de Saúde. As análises estatísticas foram feitas utilizando o programa estatístico R, usando-se o coeficiente de prevalência das doenças em cada estado e região, permitindo uma visualização do padrão espacial dessas morbidades usando o método de k-means clustering. Foi explorada a distribuição espacial destes padrões, bem como desenvolveu-se um modelo de regressão múltipla para estimar a relação entre os indicadores de prevalência e variáveis sociodemográficas (renda per capita, taxa de analfabetismo e índice de desenvolvimento humano). No presente estudo, observou-se relação entre prevalência de internação por hipertensão arterial sistêmica e índice de desenvolvimento humano (IC 95%=-5,4%; -2,6% e coeficiente -4,040% e p=0,000); e prevalência de internação por Diabetes Mellitus e Índice de Desenvolvimento Humano (IC 95%=-4,8%; -1,7% e coeficiente -3,293% e p=0,000), como também relação entre prevalência de internação por Hipertensão Arterial e renda familiar per capita (IC 95%=-1,7%; -0,3% e coeficiente 0,773% e p= 0,000) e relação entre prevalência de internação por Diabetes Mellitus e taxa de analfabetismo (IC 95%=0,0; 0,5%; coeficiente 0,278% e p= 0,039) no modelo de regressão múltipla com dados em painel. Concluímos que, ocorreu uma tendência para estabilização e redução nas prevalências de internações por Hipertensão e Diabetes Mellitus Tipo 2 na maioria dos estados e nas diferentes regiões brasileiras, maiores prevalências de internação no sexo masculino, e em faixa etária mais elevadas. Ressalta-se que foi identificada uma relação negativa entre Índice de Desenvolvimento Humano com prevalências de internações para ambas as doenças crônicas não transmissíveis. Embora o tratamento e controle da hipertensão e diabetes tenham melhorado, os valores dessas variáveis permaneceram em patamares elevados.
  • ANA FLAVIA GOMES DE BRITTO NEVES
  • Redução do Consumo de Bebidas Açucaradas e Diminuição do Risco de Doenças não Transmissíveis em Adolescentes
  • Orientador : RODRIGO PINHEIRO DE TOLEDO VIANNA
  • Data: 16 de Novembro de 2017 às 14:00
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  • O consumo de bebidas açucaradas cresceu em paralelo ao índice de Doenças Crônicas Não Transmissíveis. A adolescência é um período em que se desenvolvem grandes potencialidades humanas. Riscos cardiovasculares que incidem nessa fase são responsáveis por graves consequências do ponto de vista individual e coletivo, em curto e longo prazo. OBJETIVO: Identificar o padrão de consumo das bebidas açucaradas e sua associação com fatores de riscos cardiovasculares em adolescentes brasileiros. MÉTODOS: A Pesquisa teve como base o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (ERICA), inquérito brasileiro de base escolar. Participaram 36.956 adolescentes de 12 a 17 anos, de ambos os sexos, selecionados por amostragem probabilística. A coleta de dados deu-se através de questionário autopreenchível, exame físico e laboratorial. O consumo alimentar foi estimado por meio de recordatório de 24 horas (R24h). Seis grupos foram categorizados segundo suas características de macronutrientes através de análise fatorial e considerados como os riscos cardiovasculares excesso de peso, hipertensão arterial, hiperglicemia e dislipidemias. As variáveis sócio-demográficas foram coletadas através de um questionário autopreenchível. Estado nutricional e pressão arterial foram coletados por exame físico e valores de glicemia e perfil lipídico através de exame de sangue em jejum. Prevalências, médias e medianas foram estimadas. Considerou-se intervalo de confiança de 95% e nível de significância de 5%. Utilizou-se teste qui-quadrado e t-Student para comparar grupos. A associação entre consumo e riscos cardiovasculares foi realizada por análises de regressão. Sexo e idade foram considerados variáveis de ajuste. O módulo survey do Stata 13.0 foi utilizado na análise estatística. RESULTADOS: Houve predomínio do sexo feminino (60%) e a média de idade foi de 14,7 anos, sendo maior entre as meninas. A presença de bebidas açucaradas é comum na dieta dos adolescentes brasileiros (55%). Sucos/refrescos e refrigerantes foram mais prevalentes. A média de calorias consumidas diariamente pelos adolescentes foi de 2.297,12 kcal. A energia e o açúcar livre proveniente das bebidas açucaradas variaram entre os grupos, assim como a média do consumo diário em ml. Quando estratificado por sexo e idade, apresentaram padrões distintos. As bebidas açucaradas são fontes calóricas relevantes na dieta dos adolescentes brasileiros. As maiores porções e média de açúcar livre couberam aos refrigerantes, em ambos os sexos e faixas etárias. A presença de riscos cardiovasculares refletiu na porção diária consumida pelos adolescentes e o aumento do consumo de refrigerante esteve associado positivamente ao ganho de peso e elevação dos níveis de colesterol total no sangue. O consumo de refrigerante foi significativamente menor em adolescentes com níveis glicêmicos mais elevados. CONCLUSÃO: Adolescentes brasileiros apresentam consumo elevado de bebidas açucaradas, em especial de refrigerantes. Associações significativas entre o consumo de refrigerantes e riscos cardiometabólicos foram identificados. O padrão de consumo e os valores médios encontrados neste estudo para energia e açúcar livre proveniente das bebidas açucaradas devem ser considerados importantes para promoção da Saúde dos Adolescentes no Brasil. Compreender melhor a relação entre consumo de bebidas açucaradas e riscos cardiovasculares na adolescência e sua repercussão no perfil epidemiológico em curto e longo prazo, faz-se necessário.
  • RAFAELLA CRISTHINE PORDEUS LUNA
  • EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO COM VITAMINA "E" NOS NÍVEIS DE METILAÇÃO DO DNA NA REGIÃO PROMOTORA DOS GENES MIR:-9-1, 9-3, IGFBP-3 e FABP4 E PARÂMETROS GLICÊMICOS EM MULHERES COM EXCESSO DE PESO
  • Data: 01 de Setembro de 2017 às 09:00
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  • Fatores dietéticos podem influenciar mecanismos epigenéticos, como metilação do DNA, ocasionando mudanças na expressão gênica. Têm sido descrito que a vitamina E exibe atividades regulatórias a nível transcricional e pós-transcricional, podendo interagir com os mecanismos de regulação epigenética. Assim, a investigação sobre o impacto dos nutrientes e suplementos e os resultados de intervenções dietéticas sobre os genes torna-se importante. MicroRNAs ou miRs não só influenciam outros mecanismos epigenéticos, como também são por eles regulados. Assim, genes para mirRs, podem apresentar sua região promotora regulada pela metilação do DNA. Dentre os diversos miRs, estudos tem relacionado a família do miR-9 à redução da secreção de insulina e hiperglicemia. Por sua vez, a metilação na região promotora dos genes IGFBP-3 (insulin-like growth factor binding protein-3) e FABP4 (fatty acid binding protein 4) tem sido considerada como potencial biomarcador epigenético, estando estes genes envolvidos com a obesidade e o controle glicêmico. Neste cenário, o presente estudo teve como objetivo avaliar se a suplementação com α-tocopherol poderia influenciar os níveis de metilação de genes que são transcritos em miR-9, miR-9-1 e miR-9-3, e os genes IGFBP-3 e FABP4. Tratou-se de um estudo de caráter clínico, duplo-cego, placebo-controlado, no qual participaram mulheres, entre 20 e 59 anos, com sobrepeso ou obesidade. Os indivíduos selecionados foram distribuídos de forma randomizada em quatro grupos: suplementação diária de 400 mg de vitamina E de fonte sintética; suplementação diária de 400 mg de vitamina E de fonte natural; e suplementação diária de 400 mg de placebo; e um quarto grupo que não recebeu nenhum tipo de intervenção. Além das cápsulas para ingestão diária, os grupos de intervenção receberam plano dietético respeitando as necessidades individuais, com vistas à redução do peso. Todos os grupos foram
  • JÉSSICA VANESSA DE CARVALHO LISBOA
  • INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO C677T NO GENE MTHFR RELACIONADO À SUPLEMENTAÇÃO DE UMA DIETA COM FOLATO NO STATUS INFLAMATÓRIO DE MULHERES OBESAS E COM SOBREPESO
  • Data: 10 de Agosto de 2017 às 14:00
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  • Introdução: O gene Metilenotetrahidrofolato Redutase (MTHFR), quando apresenta o polimorfismo C677T, codifica a enzima MTHFR com atividade reduzida, acarretando na elevação dos níveis séricos de homocisteína, no metabolismo do ácido fólico, podendo desencadear processo inflamatório. Portanto, fazem-se necessárias pesquisas a fim de identificar possíveis relações entre o consumo de folato na minimização destes fatores de risco e a resposta das mulheres obesas com o polimorfismo. Objetivo: o estudo teve como objetivo avaliar a influência do polimorfismo C677T no gene MTHFR sobre os efeitos da intervenção dietética com folato no processo inflamatório em mulheres com sobrepeso. Metodologia: estudo de intervenção, duplo cego, realizado com 48 mulheres adultas obesas ou com sobrepeso, de 20 a 59 anos, selecionadas do estudo de base populacional, intitulado “II Ciclo de Diagnóstico e Intervenção da Situação Alimentar, Nutricional e das Doenças não Transmissíveis mais Prevalentes da População do Município de João Pessoa/PB”. Foram realizadas a avaliação do consumo alimentar com aplicação de Recordatório 24 Horas, análise do polimorfismo C677T e de parâmetros bioquímicos como o ácido fólico, a vitamina B12, a homocisteína, o TNF-α e as Interleucinas e avaliação antropométrica. As 48 mulheres selecionadas foram randomizadass em dois grupos com 24 participantes cada e subestratificadas em 3 grupos de acordo com os genótipos CC, CT e TT. Os grupos receberam, diariamente, durante 8 semanas, uma suplementação dietética com 300g de vegetais, sendo 191 mcg/d de folato para o Grupo 1 e 95 mcg/d para o Grupo 2. A fim de avaliar o efeito do folato contido nesta dieta nos níveis dos marcadores inflamatórios e de que forma o Polimorfismo C677T influenciaria neste processo. A estatística foi realizada pela análise de variância (ANOVA), teste-t de student, Teste de Tukey através do Software R, com significância de p-valor < 0,05. Resultados: no grupo 1 que receberam intervenção dietética contendo 191 mcg/d de folato houve aumento significativo nos valores após intervenção do consumo de folato e de ácido fólico plasmático em todos os genótipos (CC, CT, TT). Ainda no G1, mas apenas no genótipo TT, houve redução da homocisteína, TNF-α, IL-6, IL-1β. No grupo 2 com intervenção contendo 95 mcg/d de folato, houve diferença significativa nos valores de consumo de folato para os genótipos CC e TT, de ácido fólico pós intervenção para os genótipos CT e TT, de 13.32 μg/mL ±3.97 e 15.00 μg/mL ±4.60 para 16.4 μg/mL ±4.95 e 22.62 μg/mL ±6.30, respectivamente; redução nos valores de IL-1β de 5.43 pg/mL para 1.55 pg/mL no genótipo CT. Conclusões: os resultados pós intervenção dietética com folato evidenciaram uma elevação dos valores de ácido fólico, redução de interleucinas, TNF-α, e homocisteína, principalmente no genótipo TT.
  • ELAINE VALDNA OLIVEIRA DOS SANTOS
  • DURAÇÃO DO SONO E EXCESSO DE PESO EM ADOLESCENTES DE 10 A 14 ANOS: A DIETA É MEDIADORA?
  • Data: 01 de Agosto de 2017 às 14:00
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  • Avaliar a associação entre curta duração do sono e excesso de peso em adolescentes e se a dieta atua como mediadora. Metodologia: Estudo transversal, no qual foram avaliados 1384 adolescentes participantes do Estudo Longitudinal sobre Comportamento Sedentário, Atividade Física, Hábitos Alimentares e Saúde de Adolescentes (LONCAAFS). Foram obtidas informações referentes a dados sociodemográficos, turno de aula, duração do sono, estado nutricional, comportamento sedentário e consumo alimentar. Foi realizado Teste Qui-Quadrado, Regressão Logística e Análise de Mediação, com resultados estratificados por turno de aula. Resultados: A média de duração do sono dos adolescentes foi de 9,6 horas, com frequência de curta duração do sono (<9h/noite) de 28,8%. Não houve relação estatisticamente significativa entre a duração do sono e o excesso de peso (sem estratificação por turno: O.R.=0.9840 (0,8997;1,0762); manhã/integral: O.R.=0,9482 (0,8170;1,1005); tarde: O.R=1,0035 (0,8957;1,1243), nem entre a duração do sono e a dieta (sem estratificação: β=7,1392 p=0,81; manhã/integral: β= -3,0738 p=0,93; tarde: β=31,1476 p=0,54), dieta e excesso de peso (sem estratificação: O.R.=0,9998 (0,9995; 1,0000); manhã/integral: O.R.=0,9999 (0,9993; 1,0000); tarde: O.R.=0,9997 (0,9993; 1,0000), nem efeito total da duração do sono sobre o excesso de peso (sem estratificação: β= -0,0352 (-0,0998; 0,03); manhã/integral: β= -0,0193 (-0,1049; 0,06); tarde: β= -0,0500 (-0,1529; 0,05), efeito direto (sem estratificação: β= -0,0348 (-0,0996; 0,03); manhã/integral: β = -0,0195 (-0,1029; 0,06); tarde: β = -0,0481 (-0,1513; 0,05) ou mediado (sem estratificação: β= -0,0004 (-0,0046; 0,00); manhã/integral: β=0,0002 (-0,0053; 0,01); tarde: β= -0,0019 (-0,0137; 0,01). Conclusão: A curta duração do sono não está associada ao excesso de peso na fase inicial da adolescência e a dieta não atua como variável mediadora.
  • PRISCILA DINAH LIMA OLIVEIRA
  • APLICAÇÃO DE REVESTIMENTOS DE QUITOSANA INCORPORADOS DE ÓLEO ESSENCIAL DE Cymbopogon citratus (D. C.) Stapf. PARA O CONTROLE DE ANTRACNOSE EM FRUTOS
  • Data: 14 de Junho de 2017 às 10:00
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  • Diversas desordens podem acometer frutos, especialmente na fase de pós-colheita, destacando-se a antracnose, causada por fungos pertencentes ao gênero Colletotrichum. O controle da antracnose tem sido feito basicamente por meio do uso de fungicidas sintéticos, os quais acarretam impactos negativos ao meio ambiente e à saúde dos consumidores. Nesse sentido, outros métodos têm sido estudados como alternativas a esses compostos, incluindo os óleos essenciais (OEs), a exemplo do óleo essencial de Cymbopogon citratus (D. C.) Stapf (OECC), e de polímeros com capacidade de formar revestimentos comestíveis, como a quitosana (QUI), os quais possuem reconhecidas propriedades antifúngicas. O objetivo desse estudo foi avaliar a eficácia da aplicação de revestimento a base de QUI e OECC no controle de antracnose em goiaba cultivar (cv.) Paluma, manga cv. Tommy Atkins e mamão cv. Papaya causada por C. asianum, C. fructicola, C. tropicale, C. siamense e C. karstii. Foram realizadas análises de identificação dos constituintes do OECC; avaliação dos efeitos in vitro da QUI e do OECC isolados e em combinação sobre o crescimento micelial radial e do tipo de interação (aditiva, sinérgica ou antagônica) estabelecida por estas substâncias em combinação; e ensaios para verificação do efeito de revestimentos a base de QUI e OECC sobre o desenvolvimento de antracnose causadas pelas diferentes espécies de Colletotrichum testadas em goiaba, manga e mamão armazenados a 25 °C durante 12 dias. Um total de 32 constituintes (≥0.1% da massa total) foram identificados no OECC. Geranial e (51,39%) e neral (29,29%) foram encontrados como constituintes majoritários do OECC. O OECC (2,5; 1,5; 0,6; 0,3 ou 0,15 μL/mL) inibiu o crescimento micelial fúngico (3 – 100%) de todas as cepas de Colletotrichum testadas em meio laboratorial (Ágar Batata Dextrose). Diferentes combinações de QUI (7,5; 5 ou 2,5 mg/mL) e OECC (1,25; 0,6; 0,3 ou 0,15 μL/mL) apresentaram efeito fungicida (inibição 100%) frente as cepas fúngicas testadas. As diferentes combinações de QUI e OECC exibiram interações de efeito aditivo ou sinérgico. A aplicação de revestimentos a base de QUI (5 mg/mL) e OECC (0,6; 0,3 ou 0,15 μL/mL) causou redução do desenvolvimento de lesões típicas de antracnose em goiaba (33 – 100%), manga (63 – 100%) e mamão (28 – 100%) artificialmente contaminados com qualquer uma das espécies de Colletotrichum testadas durante todo o período de armazenamento, sendo a combinação QUI 5 mg/mL + OECC 0,6 μL/mL aquela que apresentou os efeitos mais expressivos. O percentual de redução do diâmetro da lesão de antracnose (PRLA%) nos frutos revestidos com as combinações de QUI e OECC foi similar ou maior àquele observado quando os frutos foram tratados com os fungicidas sintéticos tiofanato-metílico e difenoconazol. Estes resultados indicam que a aplicação de revestimentos contendo combinações sinérgicas de QUI e OECC pode ser considerada uma tecnologia alternativa para o controle de antracnose em frutos, em especial em goiaba cv. Paluma, manga cv. Tommy Atkins e mamão cv. Papaya.
  • SARA CAVALCANTI MENDES
  • DURAÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO TOTAL E FATORES ASSOCIADOS NUMA COORTE DE CRIANÇAS MENORES DE DOIS ANOS RESIDENTES EM JOÃO PESSOA-PB
  • Data: 03 de Fevereiro de 2017 às 09:00
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  • O aleitamento materno é a prática ideal para a promoção da saúde do bebê, promovendo o crescimento e desenvolvimento adequados da criança. Estudos de prevalência mostram baixos índices de Aleitamento Materno Exclusivo (AME) entre as crianças Brasileiras, e estes números são ainda menores quando se trata do aleitamento após este período exclusivo. Apesar de ser um processo natural, a amamentação sofre influência de diversos fatores externos, como fatores culturais, psicossociais, econômicos, número de gestações, renda e padrão alimentar da mãe. Embora haja um grande número de estudos sobre a prevalência e importância do aleitamento materno, poucos demostram e elucidam os fatores que determinam o sucesso ou insucesso desta prática, especialmente até os dois anos ou mais. O objetivo foi identificar e avaliar os fatores determinantes do aleitamento materno em uma coorte de crianças acompanhadas do nascimento até o segundo ano de vida residentes em João Pessoa-PB. Trata-se de um estudo de seguimento, de coorte retrospectiva envolvendo os binômios mãe-filho recrutados ainda na maternidade. Este estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de ética do Centro de Ciências da Saúde –UFPB, e aprovado de acordo com o parecer n° 287.898. Foi realizada análise de sobrevivência para estimar o tempo mediano de amamentação e os grupos de expostos e não expostos foram definidos no final do estudo de acordo com as características observadas aos quatro meses. As comparações entre as curvas de sobrevivência foram feitas com o teste log-rank e foi construído modelo múltiplo de Cox. A duração mediana do aleitamento materno total foi de 15 meses e apresentaram relação com a duração total da amamentação a escolaridade, o estado nutricional materno, a introdução precoce de fórmula, leite e mingau. No modelo múltiplo somente a introdução precoce de fórmula e leite permanceram no modelo com HR de 2,48 (IC 95%: 1,54 – 3,98) e 1,70 (IC 95%: 1,06 – 2,72) respectivamente. A introdução precoce de fórmula infantil e outros leites aumenta o risco da diminuição do tempo de aleitamento materno total e pode ser utilizado como um importante indicador para medidas oportunas que promovam a amamentação até dois anos de vida da criança ou mais.
2016
Descrição
  • SUSANA FERREIRA LEITE SALDANHA
  • CONSUMO DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS E COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO DE ADOLESCENTES EM UM MUNICÍPIO DO NORDESTE DO BRASIL
  • Data: 28 de Dezembro de 2016 às 14:30
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  • O consumo elevado de alimentos ultraprocessados e o comportamento sedentário têm contribuído de forma relevante para o aumento de epidemia da obesidade, principalmente em crianças e adolescentes. Os ultraprocessados são alimentos ricos em açúcar, gordura e/ou sal, e cada vez mais presentes na alimentação da população mundial, substituindo alimentos in natura ou minimamente processados. O objetivo do presente estudo foi verificar a associação entre o consumo alimentar proveniente de alimentos ultraprocessados com o comportamento sedentário nos adolescentes escolares no município de João Pessoa, PB. Analisaram-se os dados de 1288 escolares de ambos os sexos, com idade de 10 a 14 anos, participantes do Estudo Longitudinal sobre Comportamento Sedentário, Atividade Física, Hábitos Alimentares e Saúde de Adolescentes - Estudo LONCAAFS. Foram avaliados dados sociodemográficos, comportamentos sedentários e consumo alimentar. A medida de comportamentos sedentários foi avaliada através de questionário e o consumo alimentar foi obtido por dois Recordatórios de 24h (R24h), sendo um aplicado em uma subamostra. Os itens alimentares foram classificados de acordo com a NOVA classificação que acompanha a extensão e o grau de processamento industrial, em quatro grupos: in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários, processados e ultraprocessados. A associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e o comportamento sedentário foi realizada por análises de regressão logística brutas e ajustadas. A prevalência do percentual de energia proveniente do consumo de alimentos ultraprocessados foi de 43% e 76,4% dos adolescentes da população estudada possuem algum tipo de comportamento sedentário, O sexo feminino apresentou maior prevalência para todas as telas, exceto para o tempo usando vídeo game/ celular/ tablet (32,5% meninas e 67,5% meninos) (p<0,00). Não foi observada associação estatisticamente significativa entre o consumo de alimentos ultraprocessados e comportamento sedentário. Porém os resultados são bastante preocupantes, reafirmando a importância de recomendações focadas para a redução do consumo de ultraprocessados e dos comportamentos sedentários.
  • KAMILA SABINO BATISTA
  • POTENCIAL PREBIÓTICO DE SUBPRODUTOS DE Malpighia emarginata D.C., Anacardium occidentale L. E Psidium Guajava L. EM RATAS WISTAR DISLIPIDÊMICAS
  • Data: 22 de Dezembro de 2016 às 14:00
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  • O descarte de subprodutos agroindustriais de frutas (casca, caroço ou sementes e bagaço) é um potencial poluidor do meio ambiente e representa perdas de matérias-primas, que podem ter uma rica e variada composição de nutrientes e componentes bioativos. Esses compostos bioativos podem apresentar ação antioxidante e prebiótica e auxiliar na prevenção e tratamento de doenças crônicas não transmissíveis, como a dislipidemia. Algumas pesquisas estão sendo desenvolvidas acerca do aproveitamento de subprodutos de frutas e seu potencial funcional in vitro. Entretanto, há escassez de estudos que enfocam na avaliação do potencial prebiótico de subprodutos de frutas em modelos animais. Nesse contexto, essa pesquisa objetivou avaliar o potencial prebiótico de subprodutos de acerola (Malpighia emarginata D.C.), caju (Anacardium occidentale L.) e goiaba (Psidium Guajava L.) no tratamento da dislipidemia em ratas Wistar. Os subprodutos de acerola, caju e goiaba foram liofilizados, moídos e os pós obtidos foram analisados quanto à composição centesimal e perfil de compostos fenólicos. Quarenta ratas Wistar foram randomizadas em cinco grupos, sendo dois controles (CS= controle sadio; CD= controle doente) e três experimentais (EDA= experimental dislipidêmico suplementado com subproduto de acerola; EDC = experimental dislipidêmico suplementado com subproduto de caju e EDG = experimental dislipidêmico suplementado com subproduto de goiaba). Os grupos CD, EDA, EDC e EDG passaram por tratamento prévio com dieta dislipidêmica, após EDA, EDC e EDG receberam gavagem com os devidos subprodutos na dose de 400 mg/kg de peso corporal, já os CD e CS receberam gavagem com soro fisiológico. Semanalmente foi realizado o acompanhamento do peso e consumo alimentar dos animais. Antes da eutanásia foram aferidos os parâmetros murinométricos e o teste de tolerância à glicose. Após a eutanásia foram realizadas as seguintes análises: colesterol total e frações, triglicerídios e enzimas hepáticas no soro; histologia intestinal e hepática; pH, umidade e microbiota fecal; quantificação de ácidos graxos de cadeia curta nas fezes; peso dos órgãos (fígado e gordura visceral) e, quantificação de lipídios totais no fígado e nas fezes. Os resultados foram submetidos à análise de variância e pós-teste de Tukey (p<0,05). Em geral, a suplementação com os subprodutos de frutas, especialmente o subproduto de acerola, em ratas dislipidêmicas causou diminuição do peso corporal (EDA = 3,42%; EDC = 3,08%; EDG = 5,20%), das gorduras visceral (CS = 7,85 g; CD = 14,75 g; EDA = 8,31 g; EDC = 9,32 g; EDG = 8,52 g) e hepática (CS = 7,58 g; CD = 10,63 g; EDA = 7,64 g; EDC = 9,33 g; EDG = 8,96 g), lipídios e enzimas hepáticas no soro. Os animais dislipidêmicos tratados com os subprodutos, ainda apresentaram maior excreção fecal de gordura e ácidos graxos de cadeia curta, aumento do número de Bifidobacterium e Lactobacillus nas fezes e protegeram o cólon e o fígado contra alterações induzidas pela dieta rica em gordura. Dessa forma, os resultados apontam grande potencial prebiótico e terapêutico dos subprodutos de frutas, principalmente do subproduto de acerola, testados na dislipidemia. Posteriores estudos com humanos são necessários para averiguar os efeitos do consumo dos subprodutos testados sobre à saúde.
  • PALOMA OLIVEIRA DA CRUZ
  • CAPACIDADE DE CEPAS DE LACTOBACILLUS ISOLADAS DE SUBPRODUTOS DO PROCESSAMENTO DE FRUTAS EM REDUZIR OS NÍVEIS DE AFLATOXINA M1 IN VITRO
  • Data: 18 de Dezembro de 2016 às 14:00
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  • As aflatoxinas são metabólitos secundários tóxicos, produzidos por alguns fungos filamentosos, que causam efeitos cancerígenos, mutagênicos, teratogênicos e imunossupressores em seres humanos e animais. As aflatoxinas M1 (AFM1) são metabólitos hidroxilados de aflatoxinas B1 (AFB1), excretados em leite de animais em lactação após esses consumirem alimentos contaminados com AFB1. A AFM1 é cerca de 10 vezes menos tóxicas que as do tipo B, porém com comprovadas atividades tanto citotóxica quanto carcinogênicas em diversas espécies. O fato das micotoxinas serem estáveis a diversos tratamentos físicos e químicos, que podem conduzir a alterações indesejáveis nos alimentos, faz com que a contaminação de leite por esse metabólito seja um problema de saúde pública. Nesse sentido, métodos biológicos para detoxificação estão cada vez sendo mais estudados, dentre eles está a utilização de bactérias ácido láticas (BAL) para a diminuição dos níveis de micotoxinas biodisponíveis, configurando-se como um método mais seguro e ambientalmente sustentável. O objetivo desse estudo foi avaliar a capacidade de cepas de Lactobacillus isolados de subprodutos do processamento de frutas, potencialmente probióticas, a saber L. paracasei 108, L. plantarum 49 e L. fermentum 111, em diminuir os níveis de aflatoxina M1 em solução tampão fosfato (STF, com 0,05 μL/mL de AFM1, pH 6,9), além de verificar a estabilidade do complexo formado entre Aflatoxina M1 e as BAL. A eficácia das cepas estudadas (9 log cfu/ml) como células viáveis e inviáveis (submetidas a calor, 100°C/1h) foi avaliada após 1 e 24h de incubação a 37°C. Os níveis de AFM1 em STF foram determinados por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE), com comprimentos de onda de excitação e emissão de 366 e 428nm, fase móvel de água:metanol:acetronitrila (6:2:2) a uma taxa de fluxo de 1ml/min e um volume de injeção de 20 μL. As BAL analisadas no presente estudo, foram capazes de diminuir a contaminação da STF por AFM1 em valores porcentuais na faixa de 73,9-80,0 e 72,9-78,7%, para células viáveis e inviáveis. As células bacterianas estudadas apresentaram valores semelhantes de remoção de AFM1, independente da viabilidade. Somente L. paracasei 108 apresentou maiores valores de remoção de AFM1 após 24h de incubação para células viáveis e inviáveis. Os valores percentuais de AFM1 recuperado de células viáveis e inviáveis após lavagem estavam na faixa de 13,4-60,6 e 10,9-47,9%, respectivamente. Em geral, L. plantarum 49 mostrou melhor capacidade de retenção de AFM1 após lavagem, logo maior estabilidade do complexo. As bactérias láticas estudadas possuem potencial para diminuição da contaminação de matriz láctea por AFM1 a níveis seguros, sendo importante enfatizar que a viabilidade não foi um pré-requisito para remoção e retenção da aflatoxina.
  • RENATA LAYNE PAIXÃO VIEIRA
  • EFEITO DA CARBOXIMETIL-GLUCANA EXTRAÍDA DA Saccharomyces cerevisiae NA FUNÇÃO CARDÍACA E VASCULAR DE RATOS
  • Data: 18 de Dezembro de 2016 às 14:00
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  • A carboximetil-glucana (CM-G) é um derivado obtido da (1→3) (1→6) β-D-glucana de Saccharomyces cerevisiae, caracterizando-se por ser modificador da resposta biológica, apresentando ação antioxidante, antiagregante plaquetária e hipolipemiante. Estas propriedades apontam para o potencial desse derivado como protetor do sistema cardiovascular, entretanto, as pesquisas nesse campo ainda são escassas. Assim, esse trabalho objetivou investigar a atuação da CM-G sobre a reatividade vascular, contratilidade de atrial e de cardiomiócitos ventriculares, bem como a prevenção de dano cardíaco em modelo animal de infarto agudo do miocárdio (IAM). Todos os protocolos desenvolvidos foram aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) da UFPB sob parecer nº 006/2016. Inicialmente foi estudado o efeito direto da CM-G sobre a reatividade vascular, contratilidade atrial e transiente de cálcio em cardiomiócitos ventriculares. Posteriormente foram delineados experimentos com animais saudáveis, os quais foram tratados por via oral com CM-G na dose de 50 mg/kg, diariamente, durante 21 dias, comparados com um grupo controle. Depois foram realizados experimentos utilizando modelo animal de IAM induzido por isoproterenol, em que no 20º e 21º dias de experimento foram administrados 85 mg/Kg/dia de isoproterenol por via subcutânea. No 22º dia, 48 h após a administração da primeira dose de isoproterenol foram feitos os ensaios experimentais. A CM-G provocou efeito relaxante de forma dependente de concentração mais pronunciado em vasos com endotélio funcional (Emax = 69,13 + 8,18%) em comparação com aqueles sem endotélio (Emax = 35,26 + 5,86%, p<0,05). A eficácia do relaxamento dependente de endotélio induzido pela CM-G foi significativamente reduzida nos anéis pré-incubados com L-NAME (Emax = 30,91 ± 3,66%) ou ODQ (Emax = 19,57 ± 4,08%) ou carboxi-PTIO (Emax = 21,19 ± 3,42%) em comparação com o controle (Emax = 69,13 + 8,18%, p<0,05). O tratamento com CM-G promoveu redução na potência de contração (pD2 = 7,103 + 0,06, Emax = 111,55 +1,99%) em resposta às concentrações crescentes de PHE quando comparados com o grupo controle (pD2 = 6,85 + 0,09, n=8; p<0,05, Emax= 150,9 +3,67%). O relaxamento induzido pela ACH teve sua eficácia aumentada nos anéis de aorta do grupo CM-G (pD2 = 5,56 + 0,14 e Emax = 90,10 + 3,71%, n=11) em comparação com o grupo controle (pD2 = 4,18 + 0,35, n=9, Emax = 69,87 + 4,27 %, p<0,05). Foi constatado um efeito inotrópico negativo em átrio esquerdo isolado de ratos induzido pela CM-G, o qual esteve associado à redução significativa da eficácia máxima do CaCl2 em aumentar a contratilidade atrial (Emax = 100% CM-G vs 73,41% CaCl2, p<0,05, n=5). Esse efeito foi acompanhado pela redução no transiente intracelular de Ca2+ em cardiomiócitos ventriculares de ratos, tanto de maneira direta quanto após a suplementação. Não foi evidenciado prevenção no dano cardíaco em modelo animal de IAM causado por isoproterenol, quando se avaliou altura do segmento ST e índice de massa do coração. Os resultados desse estudo são inéditos em demonstrar que a CM-G induz o relaxamento em aorta de ratos com participação do endotélio, aumentando a síntese e/ou biodisponibilidade de NO pela via NOS/NO/sCG. Além disso, atua sobre o miocárdio, induzindo efeito inotrópico negativo, por meio da modulação da homeostase do Ca2+. Esses achados fornecem novas evidências que apontam os efeitos benéficos da CM-G sobre o sistema cardiovascular.
  • MILENA LUANA COELHO DE ASSIS
  • PREVALÊNCIA DA INSUFICIÊNCIA/DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D EM PACIENTES PORTADORES DE FIBROSE CÍSTICA: ASSOCIAÇÃO COM O PERFIL INFLAMATÓRIO E POLIMORFISMO FOKI DO GENE VDR
  • Data: 15 de Dezembro de 2016 às 09:00
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  • A fibrose cística é uma doença autossômica recessiva, causada por mutações no gene CFTR. No Brasil, tem incidência aproximada de 1/7000, sujeita a variações regionais. Cerca de 90% dos pacientes apresentam insuficiência pancreática, resultando em má absorção e risco de deficiência de vitaminas lipossolúveis, incluindo a vitamina D. Recentemente, a vitamina D tem sido associada a vários estados de doença, como hipertensão, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares, câncer e doença pulmonar obstrutiva crônica. A vitamina D tem efeitos imunomoduladores na inflamação. Estudos têm indicado a existência de vários polimorfismos no gene do VDR. Estes polimorfismos foram estudados como possíveis fatores envolvidos na predisposição a doenças, bem como na modulação da atividade da vitamina D. Estes novos insights sobre as funções biológicas da vitamina D levaram ao interesse pelas consequências clínicas da sua deficiência. Baseado nestes fatos, o estudo teve como objetivo identificar a prevalência da insuficiência/deficiência de 25-hidroxivitamina D em indivíduos portadores de fibrose cística e analisar sua associação com o perfil inflamatório e o polimorfismo FokI do gene VDR. Tratou-se de um estudo transversal, conduzido com pacientes acompanhados no ambulatório de Pediatria do Hospital Universitário Lauro Wanderley – UFPB, envolvendo 18 pacientes, de ambos os sexos. Foram coletadas, através de um questionário, informações sócio-demográficas, fatores associados à exposição ao sol e vestimentas. Foram medidos o peso, altura e circunferência do braço e aplicado um questionário de frequência de consumo alimentar. Sangue foi coletado para análise de parâmetros bioquímicos (25-hidroxivitamina D, paratormônio, cálcio sérico, alanina transaminase, aspartato transaminase, uréia, creatinina, ácido úrico, glicemia de jejum e hemograma), marcadores inflamatórios (Proteína C Reativa, α-1 glicoproteína ácida) e para verificar a presença do polimorfismo FokI do gene VDR receptor da vitamina D, analisado por RFLP. Análise estatística foi realizada através dos testes t de Student independente (ou seu correspondente não-paramétrico, o teste de Mann- Whitney), Teste do Qui-quadrado de Spearman e Correlação de Pearson, adotando-se significância de p<0,05. A maioria dos participantes era do sexo masculino (55,6%). Da amostra total, 33,33% (n=6) apresentou insuficiência/deficiência de vitamina D (19.60 ±6.180 ng/ml) e 27,8% (n=5) anemia e baixo peso para a idade. No tocante aos genótipos, 5,6% (n=1) apresentou genótipo FF, 72,3% (n=13) apresentou genótipo Ff e 22,2% (n=4) apresentou genótipo ff. Houve associação entre aos valores séricos de 25-hidroxivitamina D com os de hemoglobina (p=0.008), hematócrito (p=0.019) e leucócitos (p=0.0114). Não houve associação entre os valores de 25-hidroxivitamina D e os genótipos (FF, Ff e ff) (p=0.23). Além disso, houve associação entre o polimorfismo FokI e a contagem total de leucócitos (p=0.01). Não houve associação da hemoglobina com o estado nutricional (p=0.61). Também não houve associação entre vitamina D e perfil inflamatório. Ao analisar a frequência de consumo de alimentos-fonte de vitamina D, pôde-se observar que todos os indivíduos consomem leite integral diariamente. O presente estudo encontrou associação entre os valores séricos de 25-hidroxivitamina D e os de hemoglobina, hematócrito e leucócitos nos indivíduos analisados. Além disso, encontrou-se associação do polimorfismo FokI com a contagem total de leucócitos.
  • ANDREA SULAMITA DE JESUS MEDEIROS
  • INFLUÊNCIA DE COMPONENTES ALIMENTARES SOBRE O EFEITO INIBITÓRIO DO ÓLEO ESSENCIAL DE Origanum vulgare L. FRENTE A Escherichia coli e Salmonella Typhimurium
  • Data: 13 de Dezembro de 2016 às 14:00
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  • Os óleos essenciais (OEs) têm sido citados como substâncias alternativas ou adicionais para uso como antimicrobianos em alimentos. Dentre os OEs mais efetivos na inibição de diferentes bactérias contaminantes de alimentos, encontra-se o óleo essencial de Origanum vulgare L. (OEOV). Existem relatos que os componentes das matrizes alimentares podem exercer influência sobre a ação antimicrobiana de OEs nestes substratos. Dessa forma, este estudo avaliou a influência de variações simultâneas nas concentrações de proteínas, lipídios e valores de pH, compreendendo 12 diferentes meios de cultivo, sobre os efeitos inibitórios do OEOV frente a Escherichia coli e Salmonella enterica Sorovar Typhimurium. Os meios de cultivo foram preparados para simular condições ambientais similares àquelas encontradas por microrganismos em diversos alimentos, a citar: pH (5,0; 5,5 e 6,0), lipídios (3,75; 5,0 e 6,25 mL/100mL) e proteínas (4,0; 6,0 e 8,0 g/100 mL). Determinada a concentração inibitória mínima (CIM) do OEOV nos diferentes meios de cultivo ensaiados, observou-se que, de forma geral, os maiores valores de CIM do OEOV (9,6 μL/mL) para ambas as cepas foram, em sua maioria, obtidos nos meios com as quantidades de lipídios mais baixas, independentemente das quantidades de proteínas e valores de pH. A taxa máxima de crescimento (Grmax) das bactérias teste em cada meio de cultivo foi determinada por meio de ensaios de turbidez, utilizando-se concentrações subinibitórias (2,4 e 1,2 μL/mL) do OEOV. Foi observado que, tanto para E. coli como para S. Typhimurium, o meio de cultivo que continha as maiores quantidades de lipídios (6,25 mL/100 mL) e proteínas (8,0 g/100 mL) e o menor valor de pH (5.0), adicionado de 2,4 ou 1,2 μL/mL do OEOV, possibilitou a obtenção dos valores de Grmax mais baixos (E. coli: -2,39±0,24 e -1,85±0,15 log CFU/mL/h, respectivamente; S. Typhimurium: -2,52±0,20 e -1,71±0,13 log CFU/mL/h, respectivamente). Inversamente, os valores de Grmax mais altos para ambas as cepas testadas foram observados no meio de cultivo que continha as quantidades mais baixas de lipídios (3,75 mL/100mL) e proteínas (4,0 g/100mL) e o valor de pH mais alto (6,0). A cinética de crescimento das cepas teste foi realizada nos meios que possibilitaram a obtenção do maior e menor valor de Grmax nos ensaios de turbidez, adicionados de 2,4 μL/mL do OEOV. Os valores de Grmax medidos a partir de contagens de células viáveis de E. coli e S. Typhimurium no meio que continha maior concentração de lipídios (Grmax: 0,026±0,001 e -0,095±0,003 log CFU/g/h, respectivamente) e no meio que continha menor concentração de lipídios (Grmax: 0,061±0,002 e 0,035±0,001 log CFU/g/h, respectivamente) revelaram um comportamento de crescimento bacteriano semelhante àquele observado nos ensaios de turbidez. Nas condições testadas neste estudo, a quantidade de lipídios nos meios de cultivo foi o fator que demonstrou maior influência sobre o efeito inibitório do OEOV frente a E. coli e S. Typhimurium. Os resultados deste estudo podem servir de embasamento para o planejamento de futuras pesquisas com vistas a aplicações otimizadas do OEOV como antimicrobiano em matrizes alimentares.
  • ANNA PAULA AMARO GERVAZIO DA SILVA
  • EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO COM ÓLEO DE GERGELIM (Sesamum indicum Lim) SOBRE EPILEPTOGÊNESE INDUZIDA POR PILOCARPINA EM RATOS WISTAR.
  • Data: 09 de Dezembro de 2016 às 14:30
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  • O óleo de gergelim (Sesamum indicum Lim) é uma substância rica em ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs), que são essenciais para a integridade e o desenvolvimento cerebral, e em antioxidantes naturais que apresentam potencialidade anticonvulsivante em modelos animais. Nesse contexto, destaca-se o tratamento da epilepsia refratária, onde os pacientes não respondem satisfatoriamente ao tratamento medicamentoso e necessitam de estratégias não farmacológicas como o uso da dieta cetogênica e dos PUFAS. O estudo tem como objetivo investigar os efeitos da suplementação do óleo de gergelim sobre epileptogênese induzida por pilocarpina. Esse trabalho foi submetido e aprovado com protocolo n° 002/2016 pelo Comitê de Ética no uso de Animais (CEUA). Foram utilizados ratos da linhagem Wistar (Rattus norvegicus) que foram mantidos sob padrão de iluminação (ciclo claro/escuro, 12/12h) e randomizados em cinco grupos com 8 animais cada: água destilada (GW), óleo mineral (GMO), óleo de gergelim torrado (RSO), óleo de gergelim natural (NSO) e diazepam (GD). Os animais receberam as substâncias via orogástrica na dose de 5 mL/kg uma vez ao dia durante 30 dias. O grupo GD foi composto por animais que também recebeu água destilada via orogástrica e trinta minutos antes da indução do status epilepticus, foram tratados via intraperitoneal (i.p.) com diazepam na dose de 5 mg/kg. No 31° dia foi aplicada pilocarpina na dose de 350 mg/kg i.p. para indução do status epilepticus em todos os grupos. As alterações comportamentais e a intensidade das convulsões foram analisadas de acordo com a escala de Racine. Após o experimento os animais foram anestesiados e eutanasiados por exanguinamento, o material sanguíneo foi utilizado para análises bioquímicas e o cérebro foi retirado para análises histológicas. Constatou-se que os animais dos grupo RSO e NSO diminuiram o consumo da ração (148,2 ± 5,2 g p 0,05 (GW 81, 74 ± 8,64 g; GMO 66,24 ± 9,29 g; RSO 68,98 ± 5,99 g; NSO 84,3 ± 6,98 g). Nos exames bioquimícos o grupo RSO apresentou níveis mais baixos de Colesterol (58 ± 2,89 p < 0,05) quando comparados ao grupo GW (73 ± 5,91). O grupo NSO reduziu níveis de triglicerídios, VLDL e aumentou HDL (59 ± 6,78; 11,8 ± 1,35; 45 ± 0,96, p < 0,05 respectivamente) quando comparados com o grupo GW (77,75 ± 5,16; 15,55 ± 1,03; 36,75 ± 2,76, respecitvamente). Na atividade anticonvulsivante apresentaram tempo de latência maior para aparecimento do grau 3 da escala de Racine os grupos RSO e GD ( 533,5 ± 63,21 s, p < 0,01; 600,3 ± 61,84 s, p < 0,001, respectivamente) quando comparados ao grupo GW (316,9 ± 37,5 s). Os grupos NSO e GD conseguiram proteger os animais contra crises do tipo tônico-clônicas e generalizadas (3178 ± 251,4 s, p < 0,01; 3600 ± 0,0 s, p < 0,001, respectivamente), quando comparados ao grupo GW (2070 ± 273,3 s). Na análise histológica o grupo GMO apresentou diminuição do número de células neuronais, desarranjo das camadas celulares e destruição de tecido a nível do córtex cerebral e hipocampo. Enquanto que os grupos GW, RSO, NSO e GD preservaram a organização das camadas corticais e hipocampais, assim como as ligações existentes entre as células neuronais. Conclui-se que o óleo de gergelim natural apresenta-se como substância com potencial anticonvulsivante e neuroprotetor, podendo ser utilizada como coadjuvante no tratamento farmacológico da Epilepsia Refratária.
  • MARINA RAMALHO RIBEIRO
  • INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO C677T NO GENE MTHFR E DA DIETA COM FOLATO NO ESTRESSE OXIDATIVO, PERFIL LIPÍDICO E HOMOCISTEÍNA EM MULHERES COM SOBREPESO E OBESIDADE
  • Data: 07 de Dezembro de 2016 às 14:00
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  • Introdução: A obesidade tem sua prevalência em constante aumento, caracterizando-se como um importante problema de saúde pública por afetar a qualidade de vida, risco de desenvolvimento de patologias e aumento dos custos relacionados à saúde. No Brasil, o acometimento desta patologia atinge grande parte da população, portanto estratégias de prevenção e tratamento eficazes devem ser adotadas. A influência genética na etiologia da obesidade é bastante fundamentada, desta forma a identificação de genes candidatos ao seu desenvolvimento permite o uso de recomendações dietéticas e de estilo de vida mais individualizadas, gerando benefícios para esta população. O polimorfismo C677T no gene MTHFR está relacionado a diversas alterações bioquímicas relevantes, como dislipidemia, alterações nos níveis séricos de homocisteína, ácido fólico, vitamina B12 e de alguns marcadores do estresse oxidativo, como capacidade antioxidante total e malondialdeído, levando a um risco elevado do surgimento de diversas doenças crônicas. Estas alterações bioquímicas e surgimento do estresse oxidativo tendem a relacionar-se com o excesso de peso. Uma dieta contendo antioxidantes, especialmente o folato, caracteriza-se por ser benéfica para indivíduos com o polimorfismo C677T no gene MTHFR por possuir função anti-inflamatória, atuar sobre o estresse oxidativo e desempenhar função gênica importante. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do polimorfismo C677T do gene MTHFR e o efeito de uma dieta contendo folato sobre o estresse oxidativo, perfil lipídico e níveis de homocisteína em mulheres adultas com sobrepeso ou obesidade. Metodologia: Trata-se de um estudo de intervenção, duplo cego, realizado em um município do Nordeste do Brasil. Participaram do estudo 48 mulheres adultas (20-59 anos de idade) com Índice de Massa Corporal entre 26,19 kg/m² e 49,64 kg/m², nas quais foram avaliados os níveis da capacidade antioxidante total, malondialdeído, perfil lipídico, ácido fólico, homocisteína e vitamina B12, além da genotipagem para o polimorfismo C677T no gene MTHFR e o consumo alimentar através do Recordatório Alimentar de 24 Horas. Foram divididas através de randomização em um grupo recebendo 300g de vegetais contendo 191 μg folato, e outro recebendo 300g de vegetais contendo 90 μg folato, durante 08 semanas. Ao término da intervenção dietética, novos exames bioquímicos foram realizados. Para análise estatística foram utilizados a análise de variância (ANOVA), teste-t de student e Correlação de Pearson através do Software STATA 13. Resultados: A intervenção dietética aumentou as concentrações séricas de ácido fólico nos dois grupos analisados. O grupo que recebeu intervenção contendo 191 μg de folato apresentou melhores resultados nos níveis de homocisteína e na capacidade antioxidante total, havendo maiores efeitos nos portadores do genótipo TT. Conclusão: O consumo de folato demonstrou efeitos positivos sobre os marcadores do estresse oxidativo mesmo na presença do polimorfismo C677T no gene MTHFR; especialmente nos portadores do genótipo TT, que apresentaram melhores respostas a partir da intervenção contendo 191 μg de folato.
  • THATYANE MARIANO RODRIGUES DE ALBUQUERQUE
  • CARACTERIZAÇÃO DO POTENCIAL PROBIÓTICO DE CEPAS DE Lactobacillus ISOLADAS DE SUBPRODUTOS DO PROCESSAMENTO DE FRUTAS
  • Data: 07 de Dezembro de 2016 às 14:00
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  • Vários benefícios para a saúde humana têm sido relacionados ao uso de microrganismos probióticos, os quais são representados majoritariamente por bactérias láticas, com destaque para espécies do gênero Lactobacillus. Subprodutos do processamento de frutas têm sido reconhecidos como potenciais fontes de Lactobacillus, porém há uma escassez de estudos que avaliem o potencial de cepas de Lactobacillus isoladas destes materiais para uso como probióticos. Nesse contexto, este estudo avaliou nove cepas de Lactobacillus (L. plantarum 53, L. fermentum 56, L. fermentum 60, L. paracasei 106, L. fermentum 250, L. fermentum 263, L. fermentum 139, L. fermentum 141 e L. fermentum 296) isoladas de subprodutos do processamento de frutas em relação a uma série de propriedades de segurança (susceptibilidade a antibióticos, atividade hemolítica e degradação da mucina), funcionalidades fisiológicas (tolerância a pH ácido e sais biliares, desconjugação de sais biliares, hidrofobicidade da superfície celular, autoagregação, coagregação com patógenos, atividade antagonista frente a patógenos e capacidade de sobreviver durante a exposição a condições gastrointestinais simuladas) e tecnológicas (atividade proteolítica e lipolítica, tolerância a NaCl, produção de exopolissacarídeo e diacetil), as quais podem revelar o potencial uso destas cepas como probióticos. Considerando os aspectos de segurança, a resistência fenotípica para antibióticos variou entre as cepas de Lactobacillus testadas, e nenhuma das cepas apresentou atividade hemolítica e mucinolítica. Em relação às propriedades de funcionalidade fisiológica, nenhuma das cepas foi capaz de desconjugar sais biliares; todas elas apresentaram hidrofobicidade celular variado de baixa à moderada, foram capazes de autoagregar, coagregar com Listeria monocytogenes e Escherichia coli e exercer atividade antagônica frente bactérias patogênicas. A exposição a pH 2 causou diminuição acentuada nas taxas de sobrevivência das cepas examinadas após 1 ou 2 h de exposição; por sua vez, reduções variadas forma observadas após 3 horas de exposição a pH 3. De forma geral, a exposição a pH 5 e aos sais biliares (0.15, 0.3 e 1%) não diminuíram a sobrevivência das cepas testadas. As cepas examinadas apresentaram melhor capacidade para sobreviver à exposição às condições gastrointestinais simuladas em meio laboratorial e leite integral do que em suco de uva. Considerando as propriedades tecnológicas, todas as cepas testadas foram positivas para atividade proteolítica, produção de EPS e diacetil, e a maioria delas apresentou boa tolerância para 1 - 4% de NaCl. De forma geral, L. fermentum 139, L. fermentum 263 e L. fermentum 296 demonstraram as melhores performances para a maioria das propriedades avaliadas. Estes resultados indicam que cepas de Lactobacillus isoladas de subprodutos do processamento de frutas podem ser candidatas para utilização como novas cepas probióticos.
  • RHAYANE IDALYNE CARVALHO
  • INFLUÊNCIA DOS COMPONENTES DA MATRIZ ALIMENTAR E DO pH DO MEIO SOBRE O EFEITO INIBITÓRIO DO CARVACROL FRENTE Salmonella Typhimurium PT4 E Escherichia coli O157H:7
  • Data: 03 de Dezembro de 2016 às 10:00
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  • O controle da inocuidade dos alimentos é alcançado, principalmente, por meio do emprego de conservantes químicos. Entretanto, tem sido relatado que estes agentes podem ser tóxicos ao homem e ao meio ambiente, e seu uso tem sido cada vez mais limitado. O carvacrol (CAR) é um monoterpeno fenólico derivado de plantas, com reconhecida atividade antimicrobiana frente patógenos de origem alimentar, tais como Salmonella Typhimurium PT4 e Escherichia coli O157H:7. A utilização do CAR como antibacteriano em alimentos tem sido considerada uma alternativa viável, devido ao seu forte efeito inibitório mesmo em baixas concentrações, quando comparado com outros compostos fenólicos. Sabe-se que composição da matriz alimentar e as condições do meio podem influenciar na atividade de óleos essenciais que apresentam o CAR como compostos majoritários, porém pouco é sabido sobre os efeitos dos componentes da matriz e do pH sobre a eficácia antimicrobiana do CAR. O presente estudo foi desenvolvido com o objetivo de verificar os efeitos da concentração de proteínas (PTN) e lipídios (LIP) e do pH, bem como o efeito da interação destes parâmetros sobre a atividade inibitória do CAR frente Salmonella Typhimurium PT4 e Escherichia coli O157:H7. Para mensurar estes efeitos, a concentração inibitória mínima (CIM) do CAR e a taxa de crescimento máximo específico (μmax) e a duração da fase lag (λ) das cepas teste durante exposição ao CAR teste foram determinadas em meios de cultivo experimentais, com concentrações distintas de PTN (4,0 g/100 mL, 6,0 g/100 mL e 8,0 g/100 mL), LIP (3,75 g/100 mL, 5,0 g/100 mL e 6,25 mL/100 mL) em diferentes valores de pH (5,0, 5,5 e 6,0). A contagem de células viáveis ao longo de 24 h, nos meios de cultivo que promoveram a maior e a menor μmax, também foi avaliada. O valor da CIM do CAR contra S. Typhimurium PT4 e E. coli O157:H7, nos meios de cultivo ensaiados, foi até quatro vezes superior (4,8 ou 9,6 μL/mL) àquele obtido nos ensaios com meio laboratorial (caldo infusão cérebro coração; 0,6 μL/mL). A concentração de PTN, nas condições experimentais avaliadas, não afetaram (p > 0,05) a atividade do CAR frente as cepas teste. A eficácia do CAR a 2,4 ou 4,8 μL/mL frente as cepas estudadas foi afetada (p ≤ 0,05) pela concentração de LIP e pH e, principalmente, pela interação LIP-pH. O aumento da concentração de LIP em conjunto com o aumento do pH, aumentou a eficácia antibacteriana do CAR, independentemente da concentração testada (2,4 ou 4,8 μL/mL). O CAR, em ambas as concentrações ensaiadas, não inibiu o crescimento de S. Typhimurium PT4 e E. coli O157:H7 nos meios de cultivo experimentais que promoveram a maior μmax. das cepas teste. Em contrapartida, nos meios de cultivo correspondentes a menor μmax das cepas teste, o CAR apresentou efeitos bacteriostáticos contra S. Typhimurium PT4 e reduziu (p ≤ 0,05) as contagens de células viáveis de E. coli O157:H7 ao longo do intervalo de tempo monitorado. Os resultados mostram que a concentração de LIP, o pH e a interação da concentração de LIP com o pH podem influenciar na atividade antibacteriana do CAR frente patógenos de origem alimentar e sugerem que a concentração de CAR utilizada em matrizes alimentares deve ser cautelosamente avaliada para o alcance da eficácia antibacteriana desejada.
  • ANA PAULA LEITE MOREIRA
  • DOENÇAS CRÔNICAS E FATORES ASSOCIADOS EM ADULTOS DE UMA CAPITAL DO NORDESTE DO BRASIL
  • Data: 17 de Novembro de 2016 às 15:00
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  • As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são consideradas importantes problemas de saúde pública e, no Brasil, constituem a principal causa de morte em adultos, com destaque para as doenças cardiovasculares, diabetes, neoplasias e doenças respiratórias crônicas, responsáveis pela maior parte das despesas com assistência ambulatorial e hospitalar. Estão associadas a diversos fatores de risco, com destaque para excesso de peso corporal, alimentação inadequada, inatividade física, consumo abusivo de bebidas alcoólicas e tabagismo. Apesar de sua alta prevalência, seu alto impacto nos serviços de saúde e na qualidade de vida dos usuários, as DCNT são passíveis de prevenção e controle por meio de atuação nos seus fatores de risco. Objetivo: Determinar a prevalência de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e Diabetes Mellitus (DM) e analisar as associações com fatores de risco e proteção em adultos de ambos os sexos, com idade ≥45 anos, residentes na capital João Pessoa-PB. Metodologia: Esta pesquisa consiste em um estudo epidemiológico, transversal, de base populacional, que utilizou dados referentes aos adultos com idade ≥ 45 anos, de ambos os sexos, entrevistados pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizado em João Pessoa-PB no ano de 2014. Para identificação de fatores associados, razões de prevalências brutas e ajustadas foram estimadas utilizando-se regressão de Poisson. Resultados: Nas mulheres, a prevalência de HAS foi de 48,4% e DM 12,7% e, nos homens foi de 41,9% 13,8%, respectivamente. Na análise multivariável para HAS, no modelo para mulheres, faixa etária ≥ 65 anos, autoavaliação de saúde como ruim, dislipidemia e excesso de peso mantiveram-se associados à maior prevalência de HAS. Para os homens, autoavaliação de saúde como ruim e excesso de peso corporal se associaram à maior prevalência de HAS. Com relação ao DM, para as mulheres, a faixa etária entre 55-64 anos, escolaridade entre 0-4 anos e não consumir feijão regularmente mantiveram-se associados à maior prevalência de DM. Para os homens, as faixas etárias entre 55-64 anos e ≥ 65 anos e ser casado/união estável associaram-se à maior prevalência de DM. Conclusão: Os resultados apontaram elevadas prevalências de HAS e DM e permitiram a identificação de fatores associados, passíveis de intervenção, subsidiando políticas públicas para seu enfrentamento.
  • RAPHAELA ARAUJO VELOSO RODRIGUES
  • POTENCIAL BIOLÓGICO DE QUEIJO DE CABRA ADICIONADO DE Lactobacillus rhamnosus EM1107 UTILIZANDO MODELO ANIMAL.
  • Data: 31 de Outubro de 2016 às 14:00
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  • Utilizar o leite caprino como matriz alimentar para probióticos aumenta o valor funcional deste alimento, visto que estes microrganismos apresentam variadas atividades biológicas, como manutenção da microbiota intestinal saudável, modulação da resposta imune, ação anticancerígena, entre outras. Tais propriedades demonstram benefícios no tratamento de patologias do trato gastrointestinal, como diarreias e doenças inflamatórias intestinais, e também de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Desse modo, esta pesquisa tem como objetivo avaliar pela primeira vez o efeito probiótico do Lactobacillus rhamnosus EM1107 adicionado a um queijo de coalho caprino em modelo animal. Este estudo faz parte de uma pesquisa “Prospecção de bactérias láticas nativas com propriedades probióticas e elaboração de novos produtos lácteos com potencial funcional” desenvolvida pela EMBRAPA ovinos e caprinos. O estudo foi dividido em dois modelos experimentais: (1) estudo preliminar com animais saudáveis e (2) com colite induzida por DNBS. No primeiro modelo, foram utilizados 24 ratos Wistar machos saudáveis com idade de 75 dias divididos em três grupos (n=8): CON (2,5 mL de solução salina), QNP (2,5 mL de solução contendo 1 g de queijo caprino sem probiótico) e QP (2,5 mL de solução contendo 1g da queijo caprino adicionado de L. rhamnosus EM1107) tratados por 28 dias, durante os quais foram mensurados peso e consumo de ração semanalmente. Ao final do período experimental, os animais foram anestesiados, aferidos valores para parâmetros físicos (peso, comprimento, circunferências da cintura e tórax) e coletados amostras de sangue, para dosagem de glicemia de jejum, colesterol total HDL e triglicerídeos, utilizados posteriormente para estimar valores de LDL e Índice Aterogênico. Após coleta desses parâmetros, os animais foram eutanasiados e foram retirados e pesados o fígado e o somatório das gorduras visceral, retro peritoneal e epididimal. Pôde-se observar que, o tratamento com o queijo caprino tipo coalho adicionado ou não com o probiótico, não interferiu no consumo de ração e em parâmetros murinométricos como peso, comprimento, Ìndice de Massa Corporal, circunferências torácica e abdominal e peso do fígado. Entretanto, o grupo QP apresentou o menor valor de gordura corporal total quando comparados com os grupos CON e QNP. Nos parâmetros bioquímicos, foi verificada uma redução dos níveis séricos de colesterol total, LDL-colesterol, triglicerídeos bem como do Índice Aterogênico no grupo QP em relação aos demais grupos, sem interferir nos níveis de HDL-colesterol. Também foi verificada uma redução dos níveis glicêmicos associada à administração do queijo caprino probiótico. Tais resultados apontam para um efeito protetor do queijo caprino probiótico em relação às DCNT, tais como doenças 8 cardiovasculares e diabetes. Com o indicativo do efeito probiótico do microrganismo estudado, o segundo modelo experimental que encontra-se em andamento, envolve animais com colite aguda induzida por DNBS, visto o grande impacto que a dieta e a microbiota intestinal tem na etiologia e evolução das Doenças Inflamatórias Intestinais. No experimento, ratas Wistar são divididas em cinco grupos (n=10), dois controles, (1) não colítico – CN (2,5Ml de solução salina), (2) colítico – CP (2,5Ml de solução salina), (3) o grupo queijo caprino sem probiótico – QNP (2,5Ml de solução contendo 1g da queijo caprino sem probiótico), (4) o grupo queijo caprino probiótico – QP (2,5Ml de solução contendo 1g da queijo caprino adicionado de L. rhamnosus EM 1107) e (5) o grupo Sulfassalazina – SZ (250mg/kg do medicamento). As dietas serão administradas por dez dias antes da indução da colite e de três a cinco dias após. A colite será induzida nos grupos CP, QC, QP e SZ pela administração intra-cólica de 30mg de DNBS diluído em 25 mL de etanol 50%. Após a indução, os animais serão observados por três a cinco dias e anestesiados e, após mensuração de parâmetros murinométricos e de coleta de sangue, eutanasiados. O cólon dos animais são retirados para avaliação do efeito do tratamento na colite dos animais, através do dano histológico, e da determinação de marcadores inflamatórios e de estresse oxidativo.
  • KATARYNE ARABE RIMA DE OLIVEIRA
  • APLICAÇÃO DE REVESTIMENTO DE QUITOSANA INCORPORADO DE ÓLEO ESSENCIAL DE Mentha piperita L. PARA O CONTROLE DE ANTRACNOSE E ALTERAÇÕES PÓS-COLHEITA EM MANGAS CULTIVAR TOMMY ATKINS.
  • Data: 31 de Outubro de 2016 às 10:00
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  • A cultura da manga (Mangifera indica L.) possui uma grande relevância para economia da região Nordeste do Brasil. No entanto, a manga possui uma vida pós-colheita limitada pelo rápido amadurecimento e pelo desenvolvimento de fungos fitopatógenos. Dentre as doenças que causam perdas pré- e pós-colheita em mangas, a antracnose causada por fungos do gênero Colletotrichum destaca-se entre as mais importantes devido à gravidade dos sintomas. Quitosana (QUI) é um polissacarídeo com atividade antimicrobiana, que apresenta propriedade de formação de gel em meio ácido, o que possibilita a sua aplicação para formulação de revestimentos de frutas. A incorporação de óleos essenciais em revestimentos de quitosana pode aumentar a eficácia antifúngica do revestimento formado, repercutindo em menor severidade de doenças pós-colheita e retardo do processo de senescência nas frutas. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da aplicação de revestimentos de quitosana incorporados do óleo essencial de Mentha piperita L. (OEMP) para o controle da antracnose causada por C. asianum, C. dianesei, C. fructicola, C. tropicale e C. karstii, bem como de alterações pós-colheita em mangas cultivar Tommy Atkins. Para isso, foram realizados análises de identificação dos constituintes do OEMP, assim como dos efeitos antifúngicos in vitro da QUI e do OEMP isolados e em combinação sobre o crescimento micelial radial e do tipo de interação estabelecido por estas substâncias. Também foram realizados ensaios para avaliação do efeito do revestimento de QUI e OEMP sobre o desenvolvimento de antracnose causada pelas cepas fúngicas ensaiadas em mangas armazenadas a 25 °C por 15 dias. O efeito da aplicação do revestimento sobre parâmetros de qualidade pós-colheita foram avaliados por meio de diferentes análises físico-químicas, enzimáticas e sensoriais. A utilização de QUI (2,5; 5; 7,5 e 10 mg/mL) e do OEMP (0,3; 0,6; 1,25; 2,5 e 5 μL/mL) de forma isolada foi eficaz em inibir o crescimento micelial em meio sintético de todas as cepas de Colletotrichum testadas. Misturas de QUI (5 ou 7,5 mg/mL) e OEMP (0,3; 0,6 ou 1,25 μL/mL) foram eficazes na inibição do crescimento micelial radial das cepas testadas, com o estabelecimento de efeitos aditivos ou sinérgicos. A aplicação de revestimentos contendo QUI (5 ou 7,5 mg/mL) e OEMP (0,6 ou 1,25 μL/mL) resultou na diminuição da severidade das lesões típicas de antracnose em mangas cv. Tommy Atkins artificialmente contaminadas com as cepas testadas ao longo do armazenamento. A gravidade das lesões de antracnose nas mangas revestidas com as misturas de QUI e OEMP foi similar ou menor daquela observada nas mangas tratadas com os fungicidas sintéticos tiofanato-metílico (10 μg a.i./mL) e difenoconazol (0,5 μg a.i./mL). Aplicação de revestimentos de QUI (5 mg/mL) e OEMP (0,6 ou 1,25 μl/mL) também foram eficazes em retardar o processo de senescência da fruta, retenção da firmeza da polpa, diminuição da perda de peso e aumento da acidez, possivelmente como consequência da redução da degradação de ácidos orgânicos. Ainda foi observada uma redução da atividade das enzimas polifenoloxidase, peroxidase e pectinametilesterase e um atraso no desenvolvimento da cor das frutas. Estes resultados mostram que a aplicação de revestimentos contendo misturas de QUI e OEMP pode ser considerada uma tecnologia alternativa para o controle de antracnose e de alterações pós-colheita em mangas cv. Tommy Atkins.
  • CHRISTIANE LEITE CAVALCANTI
  • EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DE DOIS COMPOSTOS DE ZINCO NOS PARÂMETROS COMPORTAMENTAIS, BIOQUÍMICOS E HISTOLÓGICOS EM MODELO ANIMAL DE DIABETES MELLITUS TIPO 1
  • Data: 31 de Outubro de 2016 às 09:00
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  • O Zinco (Zn) apresenta um papel na melhora da sensibilidade à insulina, de modo que sua suplementação vem sendo utilizada como tratamento coadjuvante do Diabetes Mellitus, entretanto, não existe consenso quanto à eficácia dos compostos utilizados. Nesse sentido, a realização desse estudo objetivou avaliar o efeito da suplementação de dois compostos de Zn nos parâmetros comportamentais, bioquímicos e histológicos em modelo experimental de Diabetes Mellitus Tipo 1. Utilizou-se 54 ratos machos adultos randomizados em seis grupos: Controle (C; n=8); Suplementado com Sulfato de Zn (SZ; n=8); Suplementado com Gluconato de Zn (GZ; n=8); Diabético (D; n=10); Diabético Suplementado com Sulfato de Zn (DSZ; n=10) e Diabético Suplementado com Gluconato de Zn (DGZ; n=10). Os grupos SZ e DSZ receberam suplementação oral de Sulfato de Zn e os grupos GZ e DGZ receberam suplementação oral de Gluconato de Zn, ambos na dose (15 mg/kg de massa corporal), durante 4 semanas. Os dados (média±SEM) foram analisados pelo Teste de Mann-Whitney para os parâmetros comportamentais e pela ANOVA, seguido do post-hoc de Tukey, para os parâmetros bioquímicos, com nível de significância de p<0,05. Não houveram diferenças significativas quanto aos sintomas clássicos da doença, porém o grupo D apresentou perda significativa de massa corporal e redução das medidas murinométricas (p<0,05) comparado com os grupos DSZ e DGZ, indicando que a suplementação de Zn atenuou a perda de peso no diabetes. Quanto aos parâmetros comportamentais, o grupo DSZ apresentou maior tempo de permanência e maior número de entradas nos braços abertos no Teste do Labirinto em Cruz Elevado (p<0,05); maior ambulação e menor tempo de imobilidade no Teste de Campo Aberto (p<0,05) e menor tempo de imobilidade no Teste do Nado Forçado (p<0,05); enquanto o grupo DGZ apresentou menor tempo de imobilidade e maior tempo de natação no Teste do Nado Forçado (p<0,05), sem diferenças estatísticas nos demais testes, indicando que a suplementação com Sulfato de Zn apresentou efeito ansiolítico e a suplementação com Gluconato de Zn apresentou efeito antidepressivo nos animais diabéticos. Esses resultados corroboram com os resultados da análise histológica, com atenuação das alterações histológicas cerebrais como redução de neurônios isquêmicos e hemorragia dos animais do grupo DGZ. O grupo DSZ apresentou melhor controle glicêmico, comparado aos grupos D e DGZ, considerando HbA1c e valores da glicemia no Teste Oral de Tolerância à Glicose e no Teste de Tolerância à Insulina (p<0,05), sugerindo uma melhor captação da glicose resultante da suplementação de Sulfato de Zn. No entanto, os grupos DSZ e DGZ apresentaram alterações negativas no perfil lipídico (p<0,05). Os níveis da Capacidade Antioxidante Total foram aumentados nos grupos DSZ e DGZ, comparado ao grupo D (p<0,05), contudo não houve diferença significativa dos níveis de Malondialdeído. O grupo DSZ apresentou melhora das funções hepáticas, com atenuação das alterações histológicas, comparado aos grupos D e DGZ (p<0,05). Os grupos DSZ e DGZ apresentaram melhora da função renal, comparado ao grupo D (p<0,05), entretanto, o grupo DGZ apresentou maior efeito protetor dos tecidos renais, comparado ao grupo DSZ. Os resultados apontam um melhor efeito terapêutico do Sulfato de Zn, melhorando o controle glicêmico, aumentando a atividade antioxidante e atenuando lesões nos tecidos hepáticos e renais. Entretanto, a suplementação com os dois compostos de Zn resultou em reações adversas sobre o perfil lipídico, dessa forma, a suplementação deve ser monitorada dentro do limite tolerável.
  • JULIANA PADILHA RAMOS NEVES
  • RELAÇÃO DAS VARIANTES GENÉTICAS DO GENE VDR COM A HIPOVITAMINOSE D E MARCADORES DO PERFIL GLICÊMICO, LIPÍDICO, INFLAMATÓRIO, ESTRESSE OXIDATIVO E ANTROPOMÉTRICO EM ADOLESCENTES DE ESCOLAS PÚBLICAS NO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA-PB
  • Data: 31 de Outubro de 2016 às 08:00
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  • A vitamina D é um pré-hormônio com inúmeras funções biológicas ativadas por receptores da vitamina D (VDR), presentes em células do corpo humano. Polimorfismos no gene que codifica esse receptor, podem alterar sua concentração ou a resposta celular da vitamina D, influenciando em parâmetros glicêmicos e cardiovasculares como dislipidemias, circunferência da cintura elevada, estresse oxidativo e processo inflamatório. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação dos polimorfismos BsmI e FokI do gene VDR com a hipovitaminose D e marcadores do perfil glicêmico, lipídico, inflamatório, estresse oxidativo e antropométrico em adolescentes de escolas públicas. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal, representativo de estudantes entre 15 e 19 anos, envolvendo 208 indivíduos. Foram coletados dados antropométricos e amostra de sangue para: extração do DNA; bioquímica (25-hidroxivitamina D, paratormônio, cálcio, glicose jejum, colesterol total, LDL-c, HDL-c e triglicerídeos); marcadores inflamatórios (PCR- proteína c reativa e AGPA- Alfa-1-glicoproteína ácida); estresse oxidativo (MDA-malonaldeído e CAT-capacidade antioxidante total). As diferenças entre grupos de genótipos foram testadas pela ANOVA one-way ou seu correspondente não paramétrico, teste Kruskal-Wallis, e pós teste Dunn's. Para a associação entre os padrões de genotipagem e os parâmetros bioquímicos e antropométricos, foi utilizado o modelo de regressão logística. Em seguida, as variáveis com p<0,20 foram ajustadas para idade, IMC e CC. Adotou-se significância quando p-valor<0,05. Análise estatística foi através do STATA 14 (StataCorp; USA). Foram avaliados 78 meninos e 130 meninas com idade média de 17,7 (+1,14) anos. Metade da amostra apresentou insuficiência/deficiência de 25-hidroxivitamina D. A frequência alélica foi 39,5% e 66,8% para B e F respectivamente, e 60,5% e 33,2% para b e f respectivamente. Observou-se uma relação significativa entre os genótipos do BsmI e valores de glicemia (p=0,049), o pós-teste mostrou significância em BBxbb (p=0,012) e Bbxbb (p=0,037). Na análise de regressão logística, a glicemia manteve relação significativa com o genótipo BB (p=0,036; OR=2,15; IC95%=1,05-4,41) e na análise agrupada BB+Bb (p=0,025; OR=1,89; IC95%=1,08-3,29) quando comparados ao bb, apresentaram maior risco de glicemia acima da mediana. Por outro lado, quando analisado Bb+bb (p=0,025; OR=0,65; IC95%=0,46-0,93) em relação ao BB, os adolescentes apresentaram maior chance de ter glicemia abaixo da mediana. Esta relação não ocorreu no polimorfismo FokI. Não houve associação da distribuição dos genótipo dos polimorfismos com variáveis antropométricas e marcadores do perfil lipídico, inflamatório e do estresse oxidativo. Na análise de regressão logística, apenas a variável A1GPA do BsmI, resultou em significância para o genótipo Bb (p=0,039; OR=1,95; IC95%=1,03-3,66). Posteriormente, as variáveis que resultaram p<0,20 para ambos os polimorfismos foram ajustadas, e a A1GPA permaneceu significativamente influenciadora no grupo heterozigoto Bb (p=0,040; OR=2,02; IC95%=1,03-3,95), entretanto, este não foi considerado um dado relevante levando em consideração que a outra proteína de fase aguda avaliada não apresentou associação. Este estudo mostrou uma relação significativa da glicemia em relação à distribuição dos genótipos do polimorfismo BsmI, entretanto, apesar de alguns estudos encontrarem associações dos polimorfismos do gene VDR com fatores de risco cardiovasculares em diferentes populações, nosso estudo em jovens saudáveis não observou.
  • LUCIANA TAVARES TOSCANO
  • ESTUDO DO EFEITO DO EXTRATO HIDROALCOÓLICO DO Hymenaea rubriflora Ducke SOBRE PRESSÃO ARTERIAL, REATIVIDADE VASCULAR E ESTRESSE OXIDATIVO EM RATOS ESPONTANEAMENTE HIPERTENSOS: ABORDAGENS IN VIVO E IN VITRO.
  • Data: 16 de Outubro de 2016 às 14:00
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  • A hipertensão arterial é caracterizada por níveis pressóricos elevados e sustentados associados a alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos-alvo. É bem estabelecido que o aumento do estresse oxidativo, hiperatividade simpática e disfunção endotelial contribuem para a manutenção da pressão arterial elevada. Estudos prévios têm demonstrado que o extrato de espécies do Hymenaea apresenta atividade antioxidante e anti-inflamatória. No entanto, ainda não foi elucidado o efeito do Hymenaea na pressão arterial e possíveis fatores envolvidos. Nesse contexto, o objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito do extrato hidroalcoólico da casca do caule do Hymenaea rubriflora Ducke (HR-HAc) na pressão arterial, modulação autonômica, estresse oxidativo e reatividade vascular em ratos espontaneamente hipertensos (SHR). O estudo foi desenvolvido com a administração em dose única intravenosa (protocolo agudo), e com o tratamento diário, via oral, por quatros semanas (protocolo crônico). Previamente às intervenções, o HR-HAc foi caraterizado quanto aos fenólicos totais, perfil fenólico e capacidade antioxidante. No protocolo agudo, ratos machos SHR e normotensos Wistar Kyoto (WKY) receberam doses únicas do HR-HAc (2.5, 5, 15, 30 e 60 mg/kg, i.v.) na presença ou ausência de atropina ou propranolol e foram mensuradas pressão arterial média (PAM) e frequência cardíaca (FC). Nos ensaios in vitro, o HR-HAc (0.1 – 729 µg/mL) foi aplicado em anéis de aorta com ou sem endotélio funcional e pré-incubados com TEA, 4-AP ou GLIB. No protocolo crônico, SHR e WKY foram tratados com o HR-HAc (100 e 200 mg/kg) ou veículo, por via oral, uma vez ao dia. Ao final do tratamento foram mensurados pressão arterial (PA), modulação autonômica, estresse oxidativo e reatividade vascular a agentes relaxantes e contráteis em aorta. O trabalho foi aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais da Universidade Federal da Paraíba (n° 117/2016). O HR-HAc apresentou alta concentração de fenólicos totais, com 14 compostos fenólicos identificados e capacidade antioxidante. Como resultado da administração aguda nos SHR, o HR-HAc (2.5, 5, 15, 30 e 60 mg/kg) induziu hipotensão (7,9±0,7 %; 8,9±1,5 %; 9,4±1,4 %; 13,7±1,7 % e 28,5±4,3 %, respectivamente) e bradicardia. Nos WKY houve redução da PAM similar aos SHR, sem modificações na FC. A atropina atenuou significativamente a redução da PAM e da FC em SHR. Doses cumulativas do HR-HAc induziram relaxamento endotélio-independente em aorta de SHR (Emax = 88,8 ± 3,8 %) que foi reduzido com TEA (Emax = 36,6 ± 4,5 %, p < 0,001) ou 4-AP (Emax = 53,6 ± 8,9%, p < 0,004). Nos WKY houve relaxamento (Emax = 64,8 ± 3,5 %), mas dependente de endotélio. O tratamento crônico com dose de 200 mg/kg do HR-HAc resultou em menor PA média (163,9 ± 2,4 mmHg vs 184,5 ± 1,2 mmHg; p < 0,0001) e sistólica (190,7 ± 4,3 mmHg vs 232,1± 2,2 mmHg; p < 0,0001) nos SHR tratados em comparação aos SHR controle. Esta dose ainda promoveu atenuação da resposta contrátil à fenilefrina, melhoria da potência relaxante à acetilcolina, redução da peroxidação lipídica, aumento da capacidade antioxidante total e menor balanço autonômico nos SHR tratados em relação aos SHR controle. A dose de 100 mg/kg não alterou a PA de nenhum dos grupos de animais, mas atenuou a reposta contrátil à fenilefrina, melhorou a potência relaxante à acetilcolina e o estresse oxidativo nos SHR tratados. Em conclusão, este estudo mostra que o HR-HAc promove redução da PA, tanto de maneira aguda como cronicamente em SHR. Além disso, induz potente vasodilatação, por melhorar a disfunção endotelial, estresse oxidativo e desbalanço simpatovagal, importantes mecanismos patológicos envolvidos na hipertensão arterial.
  • CELINA DE CASTRO QUERINO DIAS
  • EFEITO DA INGESTÃO DE SALSICHA CAPRINA ADICIONADA DE QUITOSANA E QUITOSANA GLICOSILADA SOBRE PARÂMETROS FÍSICOS E BIOQUÍMICOS EM RATOS DISLIPIDÊMICOS
  • Data: 11 de Março de 2016 às 14:30
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  • Alterações nos níveis séricos de triglicerídios e lipoproteínas são denomidadas de dislipidemias, e estão diretamente relacionadas ao risco de doenças cardiovasculares. A ingestão de fibras tem efeitos positivos no controle dos níveis séricos de lipoproteínas, dentre elas, o colesterol. A quitosana é um biopolímero originado da desacetilação alcalina da quitina. É um produto natural, não tóxico e considerado uma fibra dietética. A carne caprina possui excelente perfil lipídico, além de aminoácidos essenciais, ferro e vitaminas do complexo B. Considerando a qualidade da carne caprina e da quitosana, associado ao potencial de utilização de ambos na formulação de produto carneo funcional, realizou-se esta pesquisa objetivando-se avaliar o efeito da utilização de salsicha caprina adicionada de quitosana e quitosana glicosilada em ratos dislipidêmicos. Foram utilizadas três formulações da salsicha, com teor de gordura similares, diferenciando na adição ou não de 2% de quitosana ou derivado de quitosana. Os animais foram mantidos individualmente em gaiolas metabólicas durante 42 dias e randomizados em cinco grupos (n=10), Grupo Controle (CONT), recebeu água por gavagem; Grupo Dislipidêmico (DLG), recebeu dieta hiperlipídica; Grupo Salsicha (SG), recebeu dieta hiperlipídica adicionada de salsicha caprina; Grupo Salsicha com Quitosana (SQG), recebeu dieta hiperlipídica adicionada de salsicha caprina e quitosana; e Grupo Salsicha com Quitosana Glicosilada (SQGG), recebeu dieta hiperlipídica adiconada de salsicha caprina quitosana glicosilada. Durante o experimeno foi acompanhado o consumo de ração e peso dos animais e realizada duas colestas de fezes (21º e 35º dias). Foi realizado teste de tolerância oral à glicose e ao final do experimento foram realizadas aferições murinométricas, verificado o peso das gorduras viscerais, dosado parâmetros bioquímicos, quantificado gordura hepática e colesterol das fezes e fígado. A quantificação de colesterol total sérico apresentou menor nível (p<0,05) para o grupo tratado com quitosana glicosilada (82,0 ± 20,7 mg/dL) em relação aos outros grupos tratados e níveis mais elevados (p<0,05) para o grupo que recebeu apenas a salsicha caprina (138,9 ± 14,0 mg/dL), assim como a dosagem de HDL-c, onde SG apresentou 49,8 ± 11,8 mg/dL. Não houve alteração (p<0,05) dos níveis de triglicerídios nos grupos tratados com as variações da salsicha, mas apenas para DLG. Melhores níveis de glicemia foram verificados em SG (249,2 ± 48,8 mg/dL). Para o teste de tolerância oral a glicose, apenas SQGG (101,5 ± 13,06 mg/dL) mostrou níveis glicêmicos reduzidos no início do teste. A quantificação de gordura hepática entre os grupos tratados revelou maior teor em DLG (6,48 ± 0,66 %) e menor teor em SQG 4,65 ± 0,65 %) dentre os grupos tratados. SQGG obteve redução de gordura visceral em até 46,6% (p<0,05) comparado ao grupo controle e demonstrou redução de até 40% de colesterol hepático comparando aos demais grupos dislipidêmicos (DLG, SG e SQG) (p<0,05). Todos os grupos dislipidêmicos apresentaram elevados teores de colesterol fecal (p<0,05) comparado ao grupo controle tanto na primeira como na segunda coleta de fezes (p<0,05). Foram identificados benefícios pelo tratamento com salsicha caprina (níveis de HDL-c e triglicérides, gordura hepática), assim como pela adição de quitosana e quitosana glicosilada à salsicha caprina (ação hipocolesterolêmica e gordura hepática e visceral).
  • RAQUEL PATRICIA ATAIDE LIMA
  • IMPACTO DA INGESTÃO DO FOLATO E CÁPSULA DE ÓLEO DE AVELÃ NOS NÍVEIS DE METILAÇÃO DO GENE ADRB3, LEP E POMC, PERFIL ANTROPOMÉTRICO, LIPÍDICO E ESTRESSE OXIDATIVO
  • Data: 10 de Março de 2016 às 14:00
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  • Compreender os efeitos da dieta com folato e óleo de avelã, no perfil de metilação do DNA, perfil antropométrico, lipídico e estresse oxidativo é relevante, podendo a investigação nesse estágio fornecer subsídios dietéticos importantes para o desenvolvimento de estratégias de prevenção dessas doenças ainda na fase adulta. O presente projeto de doutorado está vinculado a um projeto maior intitulado “II Ciclo de Diagnóstico e Intervenção da Situação Alimentar, Nutricional e das Doenças não Transmissíveis mais Prevalentes da População do Município de João Pessoa/PB” (II DISANDNT/PB) e teve dois desenhos metodológicos: o primeiro trata -se da composição de uma amostra representativa, da zona leste e oeste, de indivíduos adultos do município de João Pessoa, a partir do II DISANDNT/JP, estudo de base populacional e de corte transversal. O segundo desenho metodológico foi desenvolvido com uma subamostra da população acima mencionada, sendo do tipo ensaio clínico e intervencional.E como resultados encontrados no primei ro desenho metodológico, composto por 265 individuos adultos. Referente ao perfil de metilação foi observado que 50% da população estava metilada e 21% não metilada e quanto ao estado nutricional 53% da população encontrava-se com sobrepeso e obesidade. Foi observado, ainda quanto as relações entre os indivíduos metilados associação com maiores chances de risco para sobrepeso, obesidade e elevado RCA. No segundo desenho metodológico, constituído por 40 mulheres classificadas com sobrepeso e obesidade, encon trou-se que pós intervenção estas mulheres apresentaram uma redução nos valores de metilação do gene ADRB3 e MDA e aumento nos valores de HDL-C e CAT, sendo estes significativos. Quanto ao grupo de intervenção dietética, que apresentou melhor resultado foi o grupo 3, com maior redução nos níveis de metilação do gene ADRB3 , 18%. Conclusão: Observou-se que as alterações epigenéticas no lócus do gene ADRB3irão contribuir para uma melhor compreensão do desenvolvimento da obesidade e doenças crônicas não transmissíveis envolvidas com o consumo de gordura trans, perfil lipídico e ácido fólico. Este estudo foi o primeiro a demosntrar o efeito benéfico do consumo da capsula de óleo de avelã para modular o perfil de metilação referente ao gene ADRB3, redução da cintura , RCA e LDL-C.
  • FRANCISCA NAYARA DANTAS DUARTE MENEZES
  • AVALIAÇÃO IN VITRO DO POTENCIAL PREBIÓTICO DO SUBPRODUTO DO PROCESSAMENTO DO PEDÚNCULO DO CAJU (Anacardium occidentale L.) FRENTE À Lactobacillus spp.
  • Data: 08 de Março de 2016 às 09:00
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  • O caju (Anacardium occidentale L.) é uma fruta tropical, amplamente difundida e valorizada, tanto por suas características nutricionais quanto pelos seus atributos sensoriais. O principal subproduto gerado do caju decorre do processamento do seu pseudofruto (também chamado de pedúnculo), vindo a representar até 20% do peso total do pseudofruto. Até o presente momento, não existem estudos que avaliem o potencial prebiótico dos subprodutos do processamento do pendúnculo do caju. Com base nesse contexto, esse estudo teve por objetivo avaliar in vitro os efeitos prebióticos de um pó liofilizado obtido a partir do subproduto do pedúnculo do caju (denominado CAP) frente a diferentes cepas probióticas de Lactobacillus, a citar: L. acidophilus LA-05, L. casei L-26 e L. paracasei L-10. O crescimento e o número de células viáveis das cepas de Lactobacillus foram monitorados em caldo de Mann, Rogosa e Sharpe (MRS), contendo o CAP (20 g/L), glicose (20 g/L) e fruto-oligossacarídeos - FOS (20 g/L), durante um período de 48 h. Também foram avaliados alguns parâmetros relacionados à atividade metabólica das cepas probióticas ensaiadas quando cultivadas nos diferentes meios de cultura, como os valores de pH, produção de ácidos orgânicos e o consumo de açúcares. Para cada cepa de Lactobacillus ensaiada, foram observadas contagem similares de células viáveis nos diferentes meios de cultivo, sendo alcançadas contagens entre 8.5 – 9.0 log UFC/mL ao fim do cultivo de 48 h. O cultivo de todas as cepas de lactobacilos em MRS contendo glicose, FOS ou CAP resultou em decréscimos de pH, produção de ácidos orgânicos (acético, cítrico, málico, fórmico e lático) e consumo de açúcares (glicose, frutose e maltose) ao longo do tempo de incubação avaliado, indicando intensa atividade metabólica bacteriana. Em geral, todas as cepas de lactobacilos testadas apresentaram capacidade semelhante para fermentar FOS e CAP, embora algumas diferenças relacionadas com a produção de ácidos orgânicos e consumo de açúcares tenham sido detectadas. Os resultados deste estudo mostraram que o CAP possui um potencial efeito prebiótico frente a cepas probióticas de Lactobacillus. Estes resultados podem estimular o setor agro-industrial para valorizar os subprodutos do processamento do pendúnculo do caju como um ingrediente com valor agregado para a indústria de alimentos.
  • EDUARDA PONTES DOS SANTOS ARAÚJO
  • PREVALÊNCIA DE INSUFICIÊNCIA/DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D E FATORES ASSOCIADOS EM ADOLESCENTES ESCOLARES
  • Data: 04 de Março de 2016 às 09:00
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  • Introdução: A vitamina D apresenta funções importantes no metabolismo ósseo e na fisiopatogênese de diversas doenças crônicas. A deficiência de vitamina D tem sido relatada em todo o mundo e diversos determinantes podem estar relacionados a esse fenômeno. Objetivo: Estimar a prevalência e os fatores associados com a insuficiência/deficiência de vitamina D em adolescentes escolares de uma capital da região nordeste do Brasil. Metodologia: Tratou-se de um estudo epidemiológico transversal em adolescentes de 15 a 19 anos de escolas da rede pública de João Pessoa-PB/Brasil. Níveis séricos de 25(OH)D foram mensurados por amostras sanguíneas. Dados sociodemográficos e comportamentais foram obtidos através de um questionário semiestruturado, onde foram incluídas nas variáveis independentes: sexo, cor da pele, recebimento de benefícios sociais, escolaridade da mãe, horas de sono por dia, exposição solar diária, atividade física exposta ao sol, atividade ou inatividade física, consumo alimentar, estado nutricional e análises bioquímicas de cálcio e PTH sérico. O estado nutricional foi avaliado de acordo com as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde). A análise dos fatores associados a deficiência de vitamina D foi realizada por Regressão de Poisson simples e multivariada. Resultados: A prevalência de insuficiência/deficiência de 25(OH)D foi de 57,3%, tendo a população feminina apresentado maior prevalência (p=0,000) que o sexo masculino. Em nenhuma variável analisada, o sexo feminino apresentou níveis médios de vitamina D superiores a 30 ng/dL (valor de referência). Após categorização da amostra por sexo, no modelo final, o estado nutricional (RP: 2,78; p=0,006) esteve associada a insuficiência/deficiência de 25(OH)D nos adolescentes do sexo masculino e o cálcio sérico (RP: 1,32; p=0,018) nas do sexo feminino. Conclusão: Os dados do presente estudo estimam uma alta prevalência de insuficiência/deficiência de vitamina D em uma população de adolescentes escolares no nordeste do Brasil especialmente do sexo feminino e os fatores associados foram distintos entre os grupos analisados. Os dados do estudo sugerem que estratégias como a fortificação obrigatória em alimentos fonte de vitamina D e a possível suplementação de indivíduos na adolescência, sobretudo no sexo feminino, sejam consideradas pelas organizações de saúde pública do Brasil e do Mundo.
  • LAENIA ANGÉLICA ANDRADE LOPES
  • ATIVIDADE DE COMPOSTOS FENOLICOS NA INIBICAO DA FORMACAO DE BIOFILME EM Staphylococcus aureus
  • Data: 26 de Fevereiro de 2016 às 10:00
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  • Os compostos fenolicos formam uma das principais classes de metabolitos secundarios de plantas e podem ser categorizados em varias classes, incluindo os acidos fenolicos, flavonoides e taninos. Diversos compostos fenolicos tem demonstrado propriedades antimicrobianas e de inibicao da formacao de biofilmes por bacterias patogenicas, incluindo Staphylococcus aureus. Este estudo avaliou a eficacia de compostos fenolicos na inibicao da formacao de biofilmes por S. aureus. S. aureus RN4220 e S. aureus AS-119B foram utilizadas como cepas teste. Ainda, a cepa S. aureus ATCC259233, que nao superexpressa genes conhecidos relacionados a bomba de efluxo, foi utilizada nos ensaios. A concentracao inibitoria minima (CIM) dos compostos fenolicos foi determinada por meio do metodo de microdiluicao em caldo, enquanto a concentracao minima inibitoria do biofilme (MBIC50) foi determinado por meio do metodo de microdiluicao em caldo com quantificacao da formacao de biofilme por absorbancia a 595 nm. Os compostos fenolicos testados nao apresentaram atividade antimicrobiana a 512 μg.ml-1 frente as cepas testadas. Entretanto, os compostos fenolicos apresentaram capacidade de inibicao da formacao de biofilme por parte das cepas testadas. Os valores de MBIC50 variaram de 1 a 256 μg.ml-1, sendo que os valores mais baixos (1 e 2 μg.ml-1) foram observados frente a S. aureus RN-4220. Os flavonoides agliconas apresentaram menores valores de MBIC50 que suas respectivas formas glicosiladas. Miricetina, hesperetina, floretina e acido tanico apresentaram percentual de inibicao da formacao de biofilme > 70% para S. aureus RN- 4220. Os resultados mostram que os compostos fenolicos testados apresentam potencial de inibicao da formacao de biofilme por cepas de S. aureus que superexpressam bombas de efluxo. Estes efeitos foram mais fortemente estabelecidos pelos flavonoides nas suas formas agliconas.
  • SONÁLLE CAROLINA ALBUQUERQUE ANDRADE
  • EFICACIA DE REVESTIMENTOS DE GOMA ARABICA INCORPORADOS DE OLEO ESSENCIAL DE Origanum vulgare L. E Rosmarinus officinalis L. NO CONTROLE DA PODRIDAO MOLE EM AMEIXAS
  • Data: 23 de Fevereiro de 2016 às 09:00
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  • Neste estudo, a eficacia dos revestimentos que compreendem goma arabica (GA) e o oleo essencial de Origanum vulgare L. (OEOV) sozinho ou em combinacao e Rosmarinus officinalis L. (OERO) como tratamento pos-colheita para controlar podridao mole em ameixas foi avaliada durante o armazenamento a temperatura ambiente (25 °C durante 8 dias) e temperatura refrigerada (12 °C durante 21 dias). Os efeitos destes revestimentos em algumas caracteristicas fisico-quimicas e organolepticas do fruto tambem foram avaliadas. As concentracoes inibitorias minimas (CIM) de OEOV e OERO foram de 0,25 μL / mL e 1 μL / mL, respectivamente. O Indice de Concentracao Inibitoria Fracionada dos oleos essenciais (EOs) combinados (≤ 0,25) contra Rhizopus stolonifer indicam uma interacao sinergica. A incorporacao de uma combinacao de GA e OEOV a 0,25 μL / mL ou de GA e OEOV a 0,06 μL / ml mais OERO a 0,25 μL / mL inibiu fortemente o crescimento micelial no meio de crescimento, na inibicao da germinacao de esporos e no efeito da esporulacao de R. stolonifer. Tanto a combinacao de GA + OEOV e GA + OEOV + OERO atrasou a ocorrencia de podridao mole em ameixas artificialmente contaminadas e diminuiu o numero de frutos infectados no final do armazenamento a e temperatura ambiente e refrigerada. Os revestimentos de GA-OEOV ou GA-OEOV-OERO preservou os aspectos de qualidade fisico-quimicas pos-colheita e reforcou os parametros sensoriais como cor e sabor de ameixas. No entanto, o revestimento GA-OEOV afetou negativamente o sabor de fruta. Frutas revestidas com GA-OEOV e GA-OEOV-OERO exibiram maiores quantidades de xilose, acido malico, elagico e rutina nos periodos de armazenamento avaliados. Esses resultados indicam que os revestimentos que compreendem GA e OEOV sozinho ou em combinacao com OERO, mesmo em baixas concentracoes, foram tratamentos promissores na prevencao da podridao mole e qualidade pos-colheita de ameixas.
  • TAYANNA BERNARDO OLIVEIRA NUNES MESSIAS
  • CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA, DE MINERAIS E ATENDIMENTO À LEGISLAÇÃO DE QUEIJOS PRODUZIDOS E COMERCIALIZADOS NO ESTADO DA PARAÍBA, BRASIL
  • Data: 19 de Fevereiro de 2016 às 09:00
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  • Os avanços recentes na Ciência da Nutrição já ilustram a contribuição do queijo para a nutrição e saúde, devido à quantidade de nutrientes disponíveis nele. Os queijos possuem uma longa história na dieta humana, sendo que por muito tempo representaram a forma primária concentrada do leite, com o benefício de uma vida de prateleira prolongada. O mercado brasileiro de queijos cresceu, aumentando também o seu consumo, e associado aos aumentos da produção, também observou uma maior exigência quanto à qualidade dos produtos comercializados. A demanda crescente da sociedade por informações confiáveis acerca dos produtos exige esforço do governo, e do setor produtivo, para implementação efetiva da rotulagem nutricional de alimentos. Posto isso, neste estudo, objetivou-se avaliar as características físico-químicas, composição dos principais minerais, bem como o atendimento a legislação de diferentes tipos de queijos produzidos e comercializados no Estado da Paraíba. Inicialmente, foi realizado um levantamento dos tipos de queijo comerciais do Estado e a partir desses dados foram selecionados seis tipos queijo de 11 marcas distintas, sendo: queijo coalho de leite bovino, coalho de leite caprino, ricota fresca, manteiga, minas frescal e minas padrão, que possuíam selo de inspeção estadual ou federal, adquiridos no comércio local das cidades de João Pessoa, Campina Grande e Guarabira– Paraíba. Os resultados das propriedades físico-químicas determinadas foram: pH (6,08 – 6,74); Acidez °D (0,03 – 0,12 °D); Umidade (41,58 – 54,70%); Extrato Seco Total (28,13 – 60,24%); Cinzas (1,77 – 3,85%); Proteínas (15,48 – 25,41%); Lipídios (16,00 – 26,27%) entre os diferentes tipos de queijos. Para a determinação de mineral foi utilizado o equipamento ICP-OES e os seguintes teores foram obtidos: Ca (976,30 mg/100 g - 70,30 mg/100 g); Na (815,31 mg/100 g - 34,37 mg/100 g); P (610,44 mg/100 g - 126,13 mg/100 g);Mg (192,03 mg/100 g - 3,24 mg/100 g); K (134,17 mg/100 g - 26,12 mg/100 g);Zn (4,10 mg/100 g - 0,39 mg/100 g); Mn (3,12 mg/100 g - <0,012) e Fe (0,29 mg/100 g – 0,09 mg/100 g). A composição dos rótulos dos queijos quando comparados com as análises físico-químicas apresentaram-se fora da adequação para a legislação brasileira vigente em 44% dos queijos de coalho de leite bovino, 50% dos queijos de coalho de leite caprino, 71% das ricotas e 40% dos queijos de manteiga. As análises da qualidade higiênico-sanitária indicaram a presença de coliformes a 45 °C em 17,95% das amostras, E. coli em 11,54% e Staphylococcus coagulase positiva em 1,28%. Salmonella spp. ausente nas amostras. Os diversos parâmetros analisados demonstram a necessidade de padronizar o processamento dos queijos produzidos e comercializados no Estado e indicam que o consumo desses queijos pode trazer riscos à saúde.
  • THAMIRES RIBEIRO CHAVES
  • ASSOCIAÇAO ENTRE RELAÇÃO CINTURA/ALTURA E ESTRESSE OXIDATIVO EM ADULTOS: UM ESTUDO DE BASE POPULACIONAL
  • Data: 15 de Fevereiro de 2016 às 14:00
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  • É de importância a investigação sobre obesidade e estresse oxidativo, visto as complicações à saúde que estes acarretam, sendo de grande interesse elucidar esta associação por meio da relação cintura/altura (RCA), um indicador antropométrico relevante de risco de doenças associadas à obesidade e por marcadores de estresse oxidativo. O objetivo deste estudo foi associar a relação cintura/altura com valores de capacidade antioxidante total e malondialdeído em adultos. Estudo epidemiológico transversal de base populacional, envolvendo 265 indivíduos de um município do nordeste do Brasil. Foram coletados dados epidemiológicos, e realizou-se a avaliação antropométrica e bioquímica. Aplicou-se a regressão múltipla usando a mediana das variáveis estudadas. Na amostra total, mais da metade dos participantes apresentavam sobrepeso e obesidade. Valores médios da RCA de 0,51 cm, com a maioria dos adultos (63 %) apresentando RCA inadequada (> 0,5). Houve relação entre a RCA e valores de Capacidade Antioxidante Total (t=-4,35; p=0,000) e Malondialdeído (t=2,70; p=0,007), como também com LDL (t=2,46; p=0,015), triglicerídeos (t=2,06; p=0,040) e hábito de fumar (t=3,41 ; p=0,001). A obesidade abdominal refletida por um aumento discreto da RCA já apresentou-se como um agravante que aumenta o estresse oxidativo ao se relacionar positivamente com os valores de Malondialdeído e negativamente com os valores de Capacidade Antioxidante Total em uma população de adultos.
  • ROBERTA DE ARAUJO GOUVEIA
  • EFEITOS PSICOFARMACOLÓGICOS DO ÓLEO DE KRILL EM CAMUNDONGOS SWISS
  • Data: 15 de Fevereiro de 2016 às 09:00
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  • A epilepsia é uma doença caracterizada por transtornos neurológicos de longa duração, onde o episódio mais grave dessa patologia está associado a crises de convulsão. A ciência vem buscando novos fármacos, assim como tratamentos não convencionais para fornecer qualidade de vida aos indivíduos acometidos por essa doença. Há evidências científicas de uma associação entre o conteúdo de ácidos graxos da dieta e mudanças específicas no sistema de neurotransmissão, com destaque para os ácidos graxos poliinsaturados, que são capazes de alterar a excitabilidade neuronal, agirem como neuroprotetores, além de possuirem ação anticonvulsivante. O presente estudo teve como objetivo investigar os possíveis efeitos anticonvulsivantes do óleo de krill (rico em ácidos graxos poliinsaturados) no sistema nervoso central de camundongos, avaliando ainda se o mesmo interfere na atividade locomotora e/ou no relaxamento muscular, bem como possui efeitos sedativos comuns a fármacos anticonvulsivantes. Foram utilizados 100 camundongos Swiss machos, divididos em Grupo Controle (GC) que recebeu água destilada e Grupo Krill (GK) que recebeu o óleo de krill, ambos por gavagem sendo a quantidade administrada 1ml/100g de peso do animal/dia, durante 30 dias. As alterações comportamentais foram analisadas no 31° dia por meio dos experimentos convulsivantes (pilocarpina, eletro-choque e pentilenotetrazol), experimentos ansiolíticos (monitor de atividade, campo aberto, rota-rod e o labirinto em cruz elevado). No teste do eletro-choque o grupo submetido à suplementação com óleo de krill apresentou um menor tempo de convulsão quando comparado ao grupo controle. No Teste Pentilenotetrazol (PTZ) o GK obteve uma maior latência para o aparecimento da primeira convulsão, além da diminuição das convulsões tônicas e tônico-clônicas quando comparado ao GC. No aparelho do campo aberto, foi observado um aumento do tempo de imobilidade, redução na frequência de entrada nos quadrantes centrais do grupo krill, além de uma redução na ambulação periférica quando comparado ao grupo controle. No teste do monitor de atividades os animais do grupo suplementado percorreram uma menor distância, com menor tempo e uma menor velocidade, quando comparado ao grupo controle. A análise dos resultados do numero de entrada, tanto nos braços abertos quanto nos braços fechados do Labirinto, bem como o tempo de permanência nos braços abertos, não demonstrou significância estatística, o mesmo foi aplicado para o teste de Pilocarpina e o Rota Rod. Diante do exposto o óleo de krill é um possível candidato ao tratamento coadjuvante da convulsão.
  • LORENA SOARES BEZERRA
  • AÇÃO ANTIAGREGANTE E MODULADORA DA FUNÇÃO VASCULAR DA β-GLUCANA EXTRAÍDA DE Saccharomyces cerevisae E DA FORMA CARBOXIMETILADA DERIVADA
  • Data: 02 de Fevereiro de 2016 às 09:00
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  • As β-D-glucanas são polissacarídeos constituintes da parede celular de leveduras, como a Saccharomyces Cerevisae. Evidências mostram que esses polímeros possuem diversos efeitos benéficos, principalmente relacionados a imunomodulação. Entretanto, a sua ação sobre a função plaquetária e endotelial é pouco estudada. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar o efeito da (1-3) (1-6) β-d-glucana extraída de S. cerevisae e do seu derivado carboximetilado (CM-G) sobre a função vascular e plaquetária em ratos. Os animais foram tratados por via oral com CM-G e BG-Sc na dose de 20 mg/Kg, diariamente, durante oito dias, e os controles receberam solução salina como placebo. Ao final, foram coletados o sangue e a artéria aorta torácica para estudos de agregação e ativação plaquetária por transmissão luminosa, citometria de fluxo, reatividade vascular e dosagem de citocinas. Foram realizados estudos in vitro de agregação e ativação plaquetária induzida por adenosina difosfato (ADP) e colágeno com a CM-G em diferentes concentrações (100 e 300 μg/mL). Os estudos de agregação plaquetária in vitro por transmissão luminosa revelam que a CM-G inibiu a agregação estimulada por ADP nas doses de 100 e 300 μg/mL, atingindo 25.7±2.7% e 14.8±3.2% de agregação, respectivamente. Quando a agregação foi induzida pelo colágeno, apenas a dose 300 μg/mL teve ação inibitória (33 ± 6,2%). O efeito antiagregante foi similar ao ácido acetilsalicílico quando a agregação foi induzida por ADP. Inibição da agregação também foi demonstrada na técnica de citometria de fluxo, porém observou-se que a CM-G não afetou a ativação plaquetária. Nos animais tratados, verificou-se inibição da agregação plaquetária induzida por ADP (45 ± 3.9% e 45 ± 6 %, respectivamente). Entretanto, quando induzido por colágeno, o efeito antiagregante foi visto apenas nos animais que receberam BG-Sc (22.6 ± 7.7%). O tratamento e os ensaios de agregação in vitro sugerem que a CM-G parece ser mais seletiva para o ADP. Constatou-se ainda redução significativa dos níveis de IL-8 (4,18±0,72 pg/mL) no grupo tratado com CM-G ao se comparar com o grupo controle (22,7±6,9 pg/mL) e com o grupo BG-Sc (16,4±2,4 pg/mL). Os estudos de reatividade mostraram que a BG-Sc e a CM-G não exerceram influência sobre a resposta vascular da fenilefrina (PHE) em relação ao controle. No grupo tratado com BG-SC, a resposta aos agentes vasorelaxantes acetilcolina (ACH; Emax = 90,2 ± 14,1%; pD2 = 6,36 ± 0,30 M) e nitroprussiato de sódio (NPS; Emax = 92,3± 2,4%; pD2 = 10,21 ± 0,10M) foram prejudicadas em relação aos controles (ACH: Emax = 100 ± 7,5%; pD2 = 8,17 ± 0,25 M; NPS: Emax = 100 ± 9,5%; pD2 = 11,18 ± 0,27 M). Porém, o tratamento com a CM-G (Emax = 93,1 ± 2,7 %; pD2 = 11,71 ± 0,07 M) aumentou a potência do NPS ao se comparar com o controle (Emax = 100 ± 9,5%; pD2 = 11,18 ± 0,27 M). Os achados indicam que a CM-G e a BG-Sc apresentam efeito antiagregante e moduladora da função vascular. Assim, o uso desses polissacarídeos pode ser uma possível ferramenta para a prevenção de doenças cardiovasculares.
2015
Descrição
  • DAYANNA JOYCE MARQUES QUEIROZ
  • RELACAO ENTRE INSUFICIENCIA/DEFICIENCIA DA VITAMINA D, INFLAMACAO E ESTRESSE OXIDATIVO EM ADOLESCENTES ESCOLARES COM EXCESSO DE PESO
  • Data: 15 de Dezembro de 2015 às 10:00
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  • INTRODUCAO: Nos ultimos anos, estudos realizados com adolescentes demonstram altas prevalencias de insuficiencia/deficiencia de vitamina D em diversos paises, inclusive no Brasil. Esse dado e um fator preocupante uma vez que, evidencias tem associado a hipovitaminose D com aumento dos fatores de riscos cardiometabolicos ja na adolescencia. OBJETIVO: Avaliar a insuficiencia/deficiencia da vitamina D e sua associacao com fatores de riscos cardiometabolico em adolescentes. METODOLOGIA: Foi realizado estudo transversal com 209 adolescentes de idade entre 15 e 19 anos recrutados em escolas publicas na cidade de Joao Pessoa-PB, Brasil. Os dados pessoais e de exposicao solar foram coletados por meio de questionarios. A ingestao dietetica foi avaliada por meio da aplicacao do recordatorios 24 horas. O estado nutricional foi avaliado pelo indice de massa corporal (IMC), circunferencia da cintura (CC) e razao cintura/altura (RCA) seguindo os pontos de corte para faixa etaria estabelecida. A pressao arterial foi medida segundo o protocolo da Sociedade Brasileira de Hipertensao. Foram coletadas amostras de sangue a fim de analisar as concentracoes sericas de 25-hidroxivitamina D, Paratormonio, perfil glicolipidico, Proteina C Reativa (PCR), Alfa 1 Glicoproteina Acida (AGP-A), Malondialdeido (MDA) e capacidade antioxidante total (CAT). A Pesquisa foi aprovada pelo Comite de Etica em Pesquisa do CCS/UFPB sob o protocolo nº 0139/15. A Analise estatistica foi realizada atraves do “Statistical Pac age for the Social Sciences” (SPSS Inc., Chicago, USA), versao 21, adotando-se significancia de p<0,05. RESULTADOS: A insuficiencia/deficiencia de vitamina D foi observada em 57,4 % (IC 95% -50,6-64) dos adolescentes, e em 76 % (IC 95%-62,8-86,3) dos classificados com excesso de peso. O consumo dietetico de vitamina D foi inadequado (1,50 μg ±0,45) em 100 % da amostra. Baixos niveis de 25(OH)D estiveram associados ao sexo feminino (RP= 2,3; p= 0,00), adiposidade central pelas medidas de CC (p=0,02) e RCA (0,01), CAT (p= 0,01) e Calcio (p= 0,00). Os adolescentes apresentaram uma correlacao inversa entre Colesterol total (p=0,01; r= -0,167) e IMC (p=0,02; r=-0,166) com os niveis de 25 (OH)D. Os valores de PCR, AGP-A, MDA estiveram aumentados no grupo com hipovitaminose D classificados com excesso de peso (p=0,00). CONCLUSAO: A insuficiencia/deficiencia de vitamina D esteve associada ao IMC, CC e RCA, menor CAT e maiores niveis de colesterol total, sugerindo que niveis inadequados de vitamina D promove o aumento do risco no desenvolvimento de doencas associadas ao excesso de peso, processo inflamatorio e estresse oxidativo.
  • KEYTH SULAMITTA DE LIMA GUIMARÃES
  • EFEITOS DO EXTRATO HIDROALCOOLICO DO Hymenaea rubriflora Ducke NA REATIVIDADE VASCULAR E CAPACIDADE ANTIOXIDANTE EM RATOS
  • Data: 14 de Dezembro de 2015 às 14:30
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  • O presente estudo teve como objetivo quantificar o conteúdo de compostos fenólicos de extratos da casca do caule e da polpa do fruto da Hymenaea rubriflora Ducke e sua ação na reatividade vascular a agentes contráteis e relaxantes de aorta torácica de ratos, assim como extresse oxidativo e parâmetros bioquímicos. Foi realizada extração dos compostos fenólicos da casca do caule e da polpa utilizando como solventes água e álcool etílico (1:1). A presença de compostos fenólicos totais foi realizada pelo método de Folin-Ciocalteau e a capacidade antioxidante pelo sequestro do radical livre DPPH dos extratos hidroalcóolicos. O efeito vasorrelaxante do extrato hidroalcóolico da casca do caule (HR-HAc), assim como a toxicidade aguda para a realização da suplementação de ratos Wistar com o HR-HAc foram investigados nas doses de 25 (G25), 50 (G50) e 150 mg/kg (G100) por quatro semanas (8 animais/grupo). A análise bioquímica foi utilizada para quantificar nitrito (NO), malondialdeído (MDA), atividade antioxidante, perfil lipídico e glicose. Identificou-se que o HR-HAc apresentou maior concentração de compostos fenólicos (274, 63 mg ác gál/g) e atividade antioxidante (5076,50 μmol Tx/g), que o extrato da polpa do fruto (HR-HAp) (3,49 mg ác gál/g e 29,26 μmol Tx/g, respectivamente). Além disso, o HR-HAc relaxou a aorta de rato pré-contraída com FEN de maneira dependente de concentração em ambos, presença e ausência do endotélio funcional (CE50 = 5,0 ± 1,1 vs 8,7 ± 1,8 μg/mL), sendo o relaxamento atenuado na presença do L-NAME (CE50 =142,4 ± 21,6 μg/mL), entretanto, não foi observado alteração no relaxamento induzido pelo extrato na presença da indometacina (CE50 = 2,9 ± 0,3 μg/mL). A suplementação aguda do HR-HAc apresentou baixa toxicidade, enquanto que a suplementação crônica mostrou aumento da potência relaxante da ACh em G50, quando comparado ao G100 (pD2 = 7,8 ± 0,1 vs 7,6± 0,1). A curva cumulativa com nitroprussiato de sódio (NPS) apresentou maior potencia relaxante em G100 quando comparado a G50 (pD2= 12,1 ± 0,04 vs 11,3 ± 0,3). A eficácia contrátil em aorta de rato sem endotélio foi reduzida em G100 (Emax = 40,4 ± 5,1%). A curva cumulativa a FEN na presença de L-NAME mostrou diminuição na potência contrátil em aorta de rato com endotélio em G25 e G50 quando comparado GC na presença e ausência L-NAME (pD2 = 6,4 ± 0,1, 6,4± 0,1 e 6,9 ± 0,1, respectivamente), assim como a eficácia contrátil da FEN foi reduzida nos grupos G25, G50 e G100 quando comparado ao GC na presença e ausência de L-NAME (Emax = 61,4 ± 5,2; 74,4 ± 5,3; 76,9 ± 3,7; 100 e 100%, respectivamente). Verificou-se que não ocorreu diferença significativa para os valores da capacidade antioxidante, NO, perfil lipídico e glicose no plasma dos animais tratados e do grupo controle. Desse modo, conclui-se que este produto poderá ser indicado para benefícios profiláticos a patologias relacionadas à alterações na reatividade vascular.
  • ADÉLIA DA COSTA PEREIRA DE ARRUDA NETA
  • INDICE DE CONICIDADE COMO PREDITOR DE ALTERACOES NO PERFIL LIPIDICO DE ADOLESCENTES DE ESCOLAS PUBLICAS EM UMA CIDADE DO NORDESTE DO BRASIL
  • Data: 14 de Dezembro de 2015 às 14:00
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  • O presente estudo teve como objetivo analisar o poder preditivo do indice de conicidade, assim como seus pontos corte, para alteracoes no perfil lipidico em adolescentes. Trata-se de um estudo transversal que avaliou 792 escolares de ambos os sexos, com idades de 10 a 14 anos participantes do Estudo Longitudinal sobre Comportamento Sedentario, Atividade Fisica, Habitos Alimentares e Saude de Adolescentes (Estudo LONCAAFS) em Joao Pessoa, PB. Foram obtidos dados antropometricos (peso, estatura e circunferencia da cintura), sociodemograficos (sexo e idade) e realizada coleta de sangue apos 12 horas de jejum para analise do perfil lipidico. O indice de conicidade foi calculado de acordo com a formula preconizada por Valdez. Foram investigados ass seguintes alteracoes no perfil lipidico, considerando pontos de corte indicativos de anormalidades: colesterol total (≥170mg/dL), LDL-C (≥130mg/dL), triglicerides (≥130mg/dL), HDL-C (<45mg/dL). Para analise do poder preditivo do indice de conicidade e seus pontos de corte, foi utilizado a analise das curvas Receiver Operating Characteristic (ROC) com intervalo de confianca de 95%. Estudo aprovado pelo Comite de Etica. A prevalencia de alteracoes no perfil lipidico foi de 11,25% de hipertrigliceridemia, 32% de hipercolesterolemia e 58,5% de hipoalfalipoproteinemia. No geral, o indice C foi um preditor razoavel para alteracoes no perfil lipidico de adolescentes. Os pontos de corte do indice C foram de 1,16 e 1,14 para meninos de 10 a 11 anos e 12 a 14 anos, respectivamente. Em meninas com idades de 12 a 14 anos, o indice C foi um bom preditor apenas para o LDL-c alterado, tendo como ponto de corte para o indice C de 1,14. Para as demais alteracoes lipidicas, o indice C foi um preditor razoavel, com ponto de corte em meninas de 1,12. O indice C e um indicador antropometrico razoavel para predizer alteracoes no perfil lipidico de adolescentes. Assim, esses valores podem ser utilizados para triagem da populacao de adolescentes e naquelas com caracteristicas semelhantes para alteracoes no perfil lipidico.
  • VALDENICE GOMES DE ARAÚJO
  • ESTUDO PREDITIVO DA SOBREVIVÊNCIA E CRESCIMENTO DE BACTÉRIAS PATOGÊNICAS EM QUEIJO DE COALHO
  • Data: 14 de Dezembro de 2015 às 14:00
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  • Os queijos de baixa maturação, categoria que inclui o queijo de coalho, possuem características físico-químicas que podem facilitar a sobrevivência e crescimento de bactérias patogênicas associadas a surtos de doenças transmitidas por alimentos. O emprego de modelos matemáticos na microbiologia preditiva permite estimar o efeito das condições bióticas e abióticas sobre o crescimento microbiano, e, consequentemente, o possível risco associado à presença e evolução da população de um patógeno em um alimento determinado. Considerando estes aspectos, o presente estudo teve como objetivos: (i) avaliar o queijo de coalho como substrato potencial para o crescimento das bactérias patogênicas Escherichia coli, Listeria monocytogenes, Staphylococcus aureus e Salmonella spp. em função de valores de temperatura, pH e atividade de água (aa) encontrados em amostras comerciais deste tipo de produto; e (ii) realizar modelagem primária do crescimento de diferentes cepas de E. coli em amostras de queijo de coalho armazenadas sob baixa temperatura. As estimativas dos parâmetros de cinética de crescimento (taxa máxima de crescimento – Grmax, log CFU/g/) em função da combinação dos valores (Percentil 20, 50, 75 e 90) de temperatura, pH e aa foram geradas pelo ComBase Predictor. A cinética de crescimento das cepas de E. coli em queijo de coalho (10°C) foi avaliada por meio da do Grmax utilizando o modelo primário de Baranyi e Roberts (1994), disponível na planilha do DMFit 3.5 (ComBase). Os maiores valores de Grmax em função das diferentes combinações de temperatura, pH e aa foram verificados para L. monocytogenes (Grmax 0,01 – 0,07 log UFC/g/h), Salmonella spp. (Grmax 0,01 – 0,04 log/CFU/g/h) e S. aureus (Grmax 0,01 – 0,04 log/CFU/g/h). Os valores de Grmax para E. coli variaram de 0,01 a 0,02 log UFC/g/h. De forma geral, os valores de Grmax aumentaram, quando a temperatura nas amostras de queijo aumentou, a despeito dos valores de aa e pH. Os valores estimados de Grmax das cepas de E. coli quando inoculadas em queijo de coalho variaram de 0,01 a 0,03 log UFC/g/h, respectivamente. Foram obtidos elevados valores de R2 (≥ 0,97) para as curvas de crescimento de todas as cepas de E. coli testadas. As estimativas dos parâmetros de cinética de crescimento em função dos valores de temperatura, aa e pH testados, bem como àqueles verificados em amostras artificialmente contaminadas, mostram que o queijo de coalho se caracteriza como substrato favorável para a sobrevivência e crescimento de E. coli, L. monocytogenes, Salmonella spp. e S. aureus, podendo representar um risco a saúde dos consumidores caso seja contaminado com estas bactérias durante a sua produção, transporte ou comercialização.
  • DÉBORA DANUSE DE LIMA SILVA
  • RELAÇÃO ENTRE O CONSUMO HABITUAL DE FERRO E GORDURAS EM GERAL E MARCADORES INFLAMATÓRIOS EM IDOSOS: UM ESTUDO CLÍNICO EPIDEMIOLÓGICO
  • Data: 03 de Dezembro de 2015 às 14:30
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  • A inflamação sistêmica de baixo grau tem um impacto significativo na saúde humana e longevidade, sendo que os nutrientes parecem ser capazes de modular esse estado inflamatório. Neste contexto, a presente pesquisa teve como objetivo principal avaliar a relação entre valores de marcadores inflamatórios e o consumo habitual de ferro e gorduras em geral em uma população de idosos. Adotou-se delineamento epidemiológico transversal, utilizando-se uma amostragem estratificada da população de idosos do município de João Pessoa/Paraíba/Brasil. Participaram do estudo 171 idosos com idade acima de 60 anos, de diferentes condições socioeconômicas, portadores ou não de doenças crônico-degenerativas e em uso ou não de medicamentos. Foram coletados dados socioeconômicos, demográficos, epidemiológicos e de consumo alimentar e realizaram-se a avaliação nutricional e análises bioquímicas. O consumo médio de gordura total, saturada, monoinsaturada e poli-insaturada foram de 32.56 ± 26.31 (g/dia), 8.69 ± 5.69 (g/dia), 7.39 ± 4.98 (g/dia) e 6.63 ± 1.51 (g/dia), respectivamente. O consumo médio do ferro foi 7.09 ± 2.97 (mg/dia) e a quantidade de calorias, 1260.85 ± 304.42 (kcal/dia). Através da regressão linear múltipla, observou-se relação entre as concentrações de PCR e o consumo habitual de gordura saturada (p=0,009) e consumo habitual de ferro (p=0,045), demonstrando que à medida que o consumo de gordura saturada aumenta em 1g as concentrações de PCR aumentam em 1.43 mg/dL e quando o consumo de ferro aumenta em 1mg os valores de PCR aumentam em 0.1493 mg/dL, em relação ao consumo de gordura monoinsaturada, quando esse consumo aumenta em 1g as concentrações de PCR diminuem 0,23 mg/dL (p= 0,008) e quando o IMC aumenta em 1kg/m² as concentrações de PCR aumentam em 0.11 mg/dL (p= 0,001). O mesmo modelo de regressão foi aplicado aos leucócitos e hemoglobina, e não se encontraram relações entre essas variáveis do estudo. Com base nas correlações encontradas entre os valores de PCR e o consumo alimentar habitual mencionado, a ingestão adequada de gorduras e ferro seria ainda mais justificada, considerando também a sua importância na adequação dos valores de PCR e consequentemente na prevenção das doenças crônicas não transmissíveis.
2014
Descrição
  • IARA SAMARA DE LIMA COUTINHO
  • QUALIDADE DA DIETA E FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM ADOLESCENTES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DE JOÃO PESSOA/PB JOÃO PESSOA - PB 2015
  • Data: 19 de Dezembro de 2014 às 14:00
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  • Embora as manifestações clínicas das Doenças Cardiovasculares (DCV) sejam observadas, normalmente, na fase adulta da vida, há fortes evidências de que essas doenças podem ter início na adolescência. Poucas pessoas que adquirem um moderado a elevado risco para DCV nesta fase conseguem reverter esse quadro quando adulto, o que torna a monitorização dos fatores de risco elemento importante para detecção da predisposição ao desenvolvimento de DCV nesta população. Modificações dietéticas devem formar a base para a prevenção de DCV, podendo refletir em mudanças favoráveis nos fatores de risco mensuráveis. Os índices dietéticos, como o Healthy Eating Index (HEI), tem sido estratégias válidas no monitoramento da alimentação de uma determinada população, e na verificação de relações de causa e efeito em estudos epidemiológicos. No Brasil, o HEI foi adaptado criando-se o Índice de Qualidade da dieta Revisado (IQD-R). O presente estudo teve como objetivo analisar as relações entre qualidade da dieta e fatores de risco para DCV em adolescentes escolares. Estudo transversal realizado com adolescentes (N=1077), entre 10 e 12 anos, de ambos os sexos, matriculados no sexto ano de escolas públicas em João Pessoa, Paraíba, Brasil. Os fatores de risco para DCV avaliados foram: inatividade física, comportamento sedentário, circunferência da cintura aumentada, excesso de peso e pressão arterial elevada. O consumo alimentar foi obtido utilizando-se dois Recordatórios de 24 h (R24h), sendo um mensurado em uma sub-amostra. Para avaliação da qualidade da dieta foi utilizado o IQD-R. Regressão logística ordinal foi usada para identificação das variáveis associadas ao IQD-R, (p<0,005). Menor tempo em comportamento sedentário (OR=1,39; IC%= 1,03-1,87), além da escolaridade materna (OR=0,55; IC95%=0,38-0,81) foram associados a maiores pontuações do IQD-R Houve consumo inadequado de “frutas integrais” (1,2 pontos; DP= 2,1), “cereais integrais” (1,3 pontos; DP= 1,6) e “leite e derivados” (2,0 pontos; DP=3,0) e de alimentos representados pelo grupo “gordura sólida e açúcar de adição e álcool” (7,9 pontos; DP=6,3). Ressalta-se a importância da orientação em relação à redução do comportamento sedentário e ações de incentivo à prática de alimentação saudável entre adolescentes.
  • SAMARA DE ANDRADE SILVA
  • USO DA CARNE DE GALINHAS POEDEIRAS DE DESCARTE NA ELABORAÇÃO DE UM PRODUTO SIMILAR AO CHARQUE: ESTUDOS DE VIDA DE PRATELEIRA
  • Orientador : MARTA SUELY MADRUGA
  • Data: 19 de Dezembro de 2014 às 14:00
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  • O elevado número de matrizes de postura tem movido o sistema de produção de aves e ovos à procura de alternativas que resultem em diminuição de custo na alocação de galinhas poedeiras que atingem os estágios finais da produção, especialmente no aproveitamento de carcaça/carne, que em geral apresentam menor valor em comparação com frangos de corte. O uso da salga, tecnologia tradicional, na elaboração de um produto similar ao charque bovino, apresenta-se como alternativa para a utilização e valorização destas carcaças, considerando-se que o charque trata-se de um produto cárneo processado de baixo custo, que apresenta estabilidade microbiológica, química e com consumo garantido. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi avaliar a vida de prateleira, por até 120 dias, do charque de poedeiras e comparar sua qualidade com a do charque produzido com frango. Foram processados charques de carcaças de galinhas poedeiras de descarte (66 semanas) e frango (5 semanas) seguindo as técnicas tradicionais de processamento do charque bovino. Ambos os produtos elaborados apresentaram estabilidade microbiológica e sensorial ao longo de 45 dias de armazenamento a 25 °C. Após esse período, foi verificado o desenvolvimento de bolores e leveduras nos charques de frango e de galinha poedeira. Com relação aos aspectos sensoriais, o charque de poedeiras apresentou os melhores resultados com de sabor e aroma de frango grelhado, cor rosada e sabor de charque, em comparação com o charque de frango. As características sensoriais dos charques foram influenciadas ao longo dos 45 dias, com diminuição da intensidade dos descritores dureza, sabor de charque, aroma característico de charque e aroma de frango grelhado. Durante 120 dias de armazenamento, as amostras de charque de frango e galinha poedeira apresentaram valores de atividade de água, umidade e cinzas dentro dos padrões estipulados pela legislação brasileira em vigor. O aumento do número de TBARS observado em ambos os tratamentos coincidiu com o incremento dos descritores sensoriais de sabor e aroma de ranço. Recomenda-se a utilização da salga e secagem para o aproveitamento da carne de galinhas poedeiras de descarte uma vez que se trata de tecnologias tradicionais, baratas e simples, e que estendem a vida de prateleira sem os custos de refrigeração por um período de até 45 dias a 25 °C.
  • SARAH QUEIROGA DE SOUSA
  • EFEITOS DA INSEGURANÇA ALIMENTAR NA SAÚDE MENTAL MATERNA
  • Data: 18 de Dezembro de 2014 às 14:00
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  • A insegurança alimentar é a falta do acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente ou quando, para tê-lo, há o comprometimento do acesso a outras necessidades essenciais. Engloba desde a percepção de preocupação e angústia ante a incerteza de dispor regularmente de comida, até a vivência de fome por não ter o que comer em todo um dia e este agravo está relacionado a vários problemas nutricionais e de saúde, entretanto poucos estudos relacionam diretamente a experiência vivenciada de insegurança alimentar com a saúde mental da população. O objetivo deste trabalho foi verificar a associação entre insegurança alimentar familiar e o risco de transtornos mentais comuns em mães. Uma coorte de 194 binômio mães–filhos foi acompanhada durante um ano a partir do nascimento. A exposição foi a experiência de insegurança alimentar familiar e o desfecho o diagnóstico de risco de transtornos mentais comuns entre as mães ao final do primeiro ano de vida da criança. Observou-se incidência total de 42,8% de diagnóstico positivo de risco para TMC entre as mães, sendo 31,6% entre as mães não expostas e 65,4% entre as que vivenciaram insegurança alimentar moderada ou grave (RR bruto =2,07; 1,35 – 3,17). Após ajuste do modelo logístico múltiplo observou-se OR= 2,92 (IC 95%: 1,02 – 8,36) para esta exposição. Outras variáveis incluídas no modelo foram perda fetal ou aborto prévio, OR= 2,24 e excesso de peso do bebê aos quatro meses, OR= 2,86. A insegurança alimentar aumenta o risco de TMC em mães e políticas para sua superação devem ser consideradas para a diminuição de problemas de saúde mental materna e melhoria de vida para o binômio mãe-filho.
  • CAROLINE JUNQUEIRA BARCELLOS LEITE
  • EFEITO INIBITÓRIO DO ÓLEO ESSENCIAL DE Cympopogon citratus (D.C). STAPF FRENTE À BACTÉRIAS PATOGÊNICAS E MICROBIOTA AUTÓCTONE EM SUCO DE ABACAXI (Ananas comosus (L.) Merril)
  • Data: 17 de Dezembro de 2014 às 14:00
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  • A produção frutífera é muito expressiva no Brasil, destacando-se o cultivo do abacaxi, Ananas comosus (L.) Merril. Fruta essa de sabor e aroma intenso, utilizada para industrialização de sucos, com uma boa aceitação para consumo. Apesar do suco de frutas não caracterizar-se como meio de contaminação frequente de micro-organismos patogênicos, a ocorrência e o aumento dos casos de surtos vinculados por esses alimentos vem surgindo. Nesse sentido, a combinação das propriedades antimicrobianas dos óleos essenciais em diferentes matrizes alimentares tem levado a investigação desses óleos como conservantes de alimento e sua atuação nas propriedades físico-químicas e sensoriais do produto. Diante deste contexto, este estudo objetivou avaliar o potencial do óleo essencial de Cymbopogon citratus (OECC), frente a bactérias contaminantes de suco de abacaxi (Listeria monocytogens (ATCC7644), Escherichia coli (UFPEDA224) e Salmonella enterica Serova Enteritidis Serova (UFPE414) em inóculo misto, através da determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM), bem como a influência da aplicação desse OECC no crescimento e sobrevivência do inóculo misto. Além disso, foi verificado a eficácia do OECC frente a microbiota autóctone no suco de abacaxi; e a avaliação dos parâmetros físico-químicos e sensoriais do suco com OECC. O valor da CIM encontrado foi de 5µL/mL frente ao inóculo misto. Concentrações inferiores a CIM ( 2,5 µL/mL -CIM/2 e 1,25 µL/mL -CIM/4) foram capazes de diminuir a contagem de L. monocytogenes e E. coli no suco de abacaxi a valores ≥ a 5 log ( UFC/mL) após 15minutos de exposição no suco. Para S. Enteritidis , o mesmo nível de inibição foi detectado após 15 minuto de exposição ao OECC nas concentrações de 5µL/mL, 2,5 µL/mL. Quando o OECC foi incorporado no suco na concentração de 1,25 µL/mL, foi necessário um intervalo de tempo de 1 hora para o estabelecimento de uma redução ≥ a 5 log em S. Enteritidis. Em concentrações de 0,6 µL/mL – CIM/8, intervalos de 1 h e 45 min foram necessários para alcançar uma redução ≥ 5-log em E. coli e L. monocytogenes, respectivamente; enquanto, 12 h foram necessárias para alcançar similar redução em S. Enteritidis. O OECC (5 µL/mL, 2,5 µL/mL e 1,25 µL/mL) foi capaz de reduzir em ≥ a 5 log a contagem de bactérias mesófilas, bactérias ácido láticas e bolores e leveduras que ocorrem naturalmente em suco de abacaxi em intervalo de tempo máximo de 2 h. Uma redução de ≥ 5 log não foi observada em micro-organismos da microbiota autóctone na concentração de OECC (0,6 µL/mL). As propriedades físico-químicas (pH, acidez titulável e sólidos solúveis) do suco de abacaxi contendo o OECC (2,5 µL/mL-CIM/2 e 1,25 µL/mL-CIM/4) foram mantidas em relação ao controle. As amostras de suco com OECC (2,5 µL/mL e 1,25 µL/mL) que passaram pelo painel sensorial apresentaram boa aceitação para algumas propriedades sensorias (aparência, odor, viscosidade), mas parâmetros de sabor, sabor residual e aceitação global tiveram avaliações insatisfatórias dos painelistas. O OECC mostrou-se como uma alternativa eficaz na segurança alimentar e nos atributos sensoriais acima citados quando aplicado em suco de abacaxi. Assim, estudos complementares do OECC em suco de abacaxi com tecnológicas complementares não térmicas podem ser utilizadas para se obter um equilíbrio entre a segurança microbiológica e os aspectos sensoriais do produto.
  • JULIANA DE FRANÇA FERREIRA GOMES
  • PREVALÊNCIA DE INADEQUAÇÃO DO CONSUMO DE VITAMINA D EM DIFERENTES GRUPOS ETÁRIOS DE UMA MESMA POPULAÇÃO E RELAÇÃO COM FATORES SOCIOECONÔMICOS E DEMOGRÁFICOS
  • Data: 17 de Dezembro de 2014 às 14:00
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  • A carência de micronutrientes está presente em diversas populações, podendo-se atribuir a monotonia e má qualidade da dieta como uma das causas. A busca pela compreensão dos fatores que possam influenciar o consumo da vitamina D em todos os grupos etários de uma mesma população torna-se pertinente, uma vez que podem estar relacionados com o acesso a alimentos, hábitos alimentares, entre outros, diferenciados entre os membros de diferentes grupos etários das famílias estudadas. O objetivo deste trabalho foi investigar o consumo habitual de vitamina D relacionado a idade e renda e prevalência de inadequação em todos grupos etários de uma mesma população. Trata-se de um estudo epidemiológico de base populacional transversal com de uma amostragem estratificada composta de 866 indivíduos >1ano de idade e de ambos os sexos. Para avaliação dietética foram utilizados recordatórios de 24h (R24h) em triplicata, utilizando o MSM, de 3 dias não consecutivos; além da coleta de dados socioeconômicos, e demográficos e sobre morbidades, obtidos por meio de questionário, aplicados nas residências. Obteve-se uma média de ingestão na população total de 2.22μg/dia. A prevalência de inadequação na amostra total e nos grupos etários de crianças, adolescentes, adultos e idosos foram respectivamente de 97.23, 93.33, 98.91, 97.55 e de 97.84%. Crianças de 1 a 9 anos tiveram uma menor prevalência de inadequação (93,33%; p = 0,020) e maior ingestão média de vitamina D (3,69μg/dia, p=0,000) em relação às outras faixas etárias (2,07, 2,07, 1,75), sendo que os idosos (> 60 anos) apresentaram menor média de consumo de vitamina D (1,79μg/dia), em relação as crianças e adolescentes. Ocorreu relação entre renda familiar e quartis de consumo de vitamina D na amostra total (Q4-Q1, 95% CI: 301,83-1052,67; p = 0,004) e nas demais faixas etárias com exceção dos idosos. Logo, medidas de intervenção, quanto ao consumo, deverão ser direcionadas de formas distintas para os diferentes grupos etários, de uma mesma população.
  • RAYANNE DE ARAÚJO TORRES
  • EFEITO PREVENTIVO DO EXTRATO HIDROALCOÓLICO DA PELE DO FRUTO DE Syzygium cumini (L.) Skeels SOBRE ALTERAÇÕES INDUZIDAS PELO CONSUMO DE DIETA HIPERCALÓRICA EM RATOS
  • Data: 17 de Dezembro de 2014 às 14:00
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  • O fruto da S. cumini é considerado fonte de compostos fenólicos apresentando efeitos benéficos importantes para a saúde, com destaque para seu potencial antioxidante. Dessa forma, objetivou-se investigar os efeitos de um extrato hidroalcoólico da pele do fruto de S. cumini (EHAPS) mediante às alterações relacionadas ao consumo de dieta hipercalórica em ratos. O teor de fenólicos totais e capacidade antioxidante total foram avaliados para padronização do extrato. Os animais foram tratados por via oral, com o EHAPS, durante 6 semanas, em duas doses (100 e 300 mg/Kg) e o controle das dietas normocalórica (NCT) e hipercalórica (HCT) receberam solução salina. Foi monitorado o peso, o consumo alimentar e hídrico e a pressão arterial ao longo do tratamento. Ao final foram tomadas medidas murinométricas, coletou-se o plasma e alguns órgão para análises. O EHAPS apresentou elevada capacidade antioxidante, com um teor de fenólicos totais de 5.440,86 mg EAG/ 100g de amostra e valor de CE50 de 59 μg/mL. Ao final das seis semanas de tratamento o grupo HCT apresentou um ganho percentual de peso mais elevado em relação ao NCT, 26 ± 3,9 e 15,3 ± 1,7, respectivamente. A dieta hipercalórica também aumentou o consumo de calorias, a circunferência abdominal, o índice de adiposidade e os níveis glicêmicos, além de prejudicar a resposta vascular às drogas como fenilefrina, acetilcolina, nitroprussiato de sódio, e elevar os níveis de estresse oxidativo. O tratamento foi capaz de diminuir o ganho de peso percentual do grupo HCT de 19,7 ± 2,6 para 13,3 ± 1,1 e 12,5 ± 1,5 nos grupos H100 e H300, respectivamente, a partir da 4° semana de tratamento. Ao final do tratamento observou-se melhora da resposta vascular e diminuição do estresse oxidativo nos animais tratados. Não foi observada nenhuma alteração significativa dos níveis de pressão arterial entre os grupos e não houve redução significativa do índice de adiposidade visceral e glicemia sanguínea nos animais após o tratamento. Os resultados sugerem que os compostos fenólicos presentes na pele do fruto de S. cumini diminuem os efeitos deletérios de dietas hipercalóricas, prevenindo o ganho de peso corporal e melhorando a capacidade antioxidante total e a resposta vascular em modelos animais.
  • HELENA TAINA DINIZ SILVA
  • POTENCIAL DE COMPOSTOS FENÓLICOS COMO ANTIMICROBIANOS E/OU MODULADORES DA RESISTÊNCIA EM Staphylococcus aureus
  • Data: 17 de Dezembro de 2014 às 09:00
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  • Os compostos fenólicos constituem uma das principais classes de metabólitos secundários de plantas, sintetizados para a defesa vegetal e adaptação ao estresse ambiental. Estão subdivididos em três grupos: ácidos fenólicos, flavonoides e taninos. Têm sido propostos como tendo uma variedade de efeitos biológicos na saúde humana e sobre microrganismos como S. aureus. Casos de infecções provocadas por cepas de S. aureus multi droga resistentes (MDR) têm aumentando ao longo dos anos. Dentre as estratégias de combate à resistência de S. aureus a antibióticos, está a descoberta dos chamados agentes modificadores da resistência (RMA- resistance-modifying agents). Neste estudo, avaliamos o potencial modulador e efeito sinérgico de flavonoides, taninos e ácido fenólicos sobre a atividade antibiótica de norfloxanina (NOR), tetraciclina (TET) e eritromicina (ERI) em linhagens de S. aureus. Foram testados seis flavonoides - O-glicosídeo e C-glicosídeo - e seus derivados aglicona, dois taninos (galotanino e elagitanino), ácidos fenólicos (ácido hidroxidifênico e derivados do ácido cinâmico). Os compostos testados não apresentaram atividade antimicrobiana a 128 μg/mL (CIM entre 256 e 512 μg/mL). No teste de modulação, os flavonoides O-glicosilados não apresentaram efeito redutor da CIM dos antibióticos testados, no entanto, seus derivados aglicona reduziram a CIM da NOR em até dezesseis vezes (128 para 8 μg/mL), em contra partida, os flavonoides C-glicosilados, miricetrin e quercetrin, reduziram a CIM da NOR em até quatro vezes (128 para 32 μg/mL) e os seus derivados aglicona não apresentaram efeito redutor da CIM dos antibióticos testados; o ácido hexahidroxidifênico (ácido gálico) não apresentou efeito redutor da CIM dos antibióticos testados; dentre os derivados do ácido cinâmico ensaiados, apenas o ácido 3-metoxicinâmico, ácido 3,4-dimetoxicinâmico e ácido 3,4,5-trimetoxicinâmico reduziram a CIM da NOR (128 para 64 μg/mL), enquanto o ácido 3-metoxicinâmico, apresentou efeito redutor da CIM da tetraciclina (64 para 32 μg/mL); o elagitanino (ácido elágico) não apresentou efeito redutor da CIM dos antibióticos testados, já o galotanino (ácido tânico – AT) reduziu trinta e duas vezes a CIM da NOR (128 para 4 μg/mL), no teste checkerboard o AT apresentou efeito sinérgico quando aplicado em combinação com NOR (ICIF = 0,15) CIM do AT diminuiu de 512 para 64 μg/mL (oito vezes), enquanto a CIM da NOR diminuiu de 128 para 4 μg/mL (trinta e duas vezes). Os resultados obtidos demonstram que compostos fenólicos, possuem um potencial de aplicação como adjuvante de antibióticos, particularmente quando em uso combinado com NOR.
  • JANILSON AVELINO DA SILVA
  • EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DA PASSIFLORA INCARNATA L. SOBRE A ANSIEDADE EM HUMANOS
  • Data: 17 de Dezembro de 2014 às 09:00
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  • Os transtornos da ansiedade são os mais prevalentes e economicamente dispendiosos no âmbito dos transtornos mentais, contudo estão entre os mais comumente subdiagnosticados e subtratados. A ansiedade, em sua forma “natural”, é considerada como uma reação emocional normal na vida das pessoas, servindo como ação protetora, enquanto que, em sua apresentação patológica, é caracterizada por um sentimento de preocupação persistente que dificulta a capacidade do indivíduo relaxar. Este estudo teve como objetivo investigar os efeitos de uma única dose e de doses múltiplas (500 mg) do extrato seco encapsulado da planta inteira da Passiflora incarnata L. sobre a ansiedade em humanos. O estudo se caracteriza como sendo ensaio clínico, randômico, duplo-cego, placebo-controlado. Os sujeitos foram aleatoriamente distribuídos a um dos seguintes grupos: Placebo ou Experimental, n =30, única administração, bem como Placebo ou Experimental, n =15, doses múltiplas. A ansiedade humana experimental foi induzida pelo Teste de Simulação de Falar em Público (TSFP) sob as fases: Basal (B), Estressora (A), Discurso 1(S1), Discurso 2(S2) e Final (F) e avaliada por meio de medidas fisiológicas (Pressão arterial sistólica e diastólica, Frequência Cardíaca, Condutância Elétrica da Pele e Temperatura das Extremidades) e psicológicas (Inventário de ansiedade Traço-Estado). No delineamento de única administração, os parâmetros fisiológicos e psicológicos foram comparados entre os grupos Placebo e Experimental pelo teste t (Student) ou correspondente não-paramétrico (U Mann-Whitney). Entre as fases de cada grupo para esses mesmos parâmetros foi utilizado o ANOVA de medidas repetidas de um fator, com post hoc de Bonferroni ou correspondente não-paramétrico (ANOVA de Friedman), com post hoc de Dunn’s. Adotou-se o nível de significância de 5% (P<0,05). Durante a única administração, em relação aos parâmetros fisiológicos a FC foi aumentada na fase Estressora (78±3,0 bpm) do grupo experimental em relação ao grupo placebo (68±3,0 bpm) (p<0,05), entretanto apresentou redução durante todo 8 o discurso (92±3,0 para 80±2,0 bpm e 86±2,2 para 74±3,0 bpm, S1 e S2, respectivamente) no grupo experimental em relação ao grupo placebo (p<0,05); as medidas psicológicas não sofreram alterações. No delineamento de múltiplas doses, a PAS foi reduzida, em mmHg, no grupo experimental em relação ao grupo placebo durante todas as fases. Experimental: 106±1,0 (B), 111±1,0 (A), 121±2,0 (S1), 115±3 (S2), 104±2,0 (F) e Placebo: 121±3,0; 127±3,0; 130±3,0; 130±4,5; 117±3,0 (p<0,05). Entre as fases, no grupo experimental houve uma redução da TE na fase F (29,7±0,7°C) em relação às fases A (30,5±0,5°C) e S1 (30,6±0,6°C). No grupo experimental houve uma redução dos escores do IDATE durante a segunda parte do discurso (42 (39-44 pontos)) e na fase F (41(40-45 pontos)) em relação à fase Basal (45(42-48 pontos)). Sugere-se que a suplementação utilizando cápsulas da Passiflora incarnata L. (500 mg) diminuiu os sinais cardiovasculares, tanto em dose única como em doses múltiplas, associados ao estresse de falar em público.
  • VITTORIA REGINA RODRIGUES JACOB SEBADELHE
  • Relação Entre o Consumo Alimentar Habitual de Vitamina D, Estado Nutricional e Estilo de Vida em Todas as Faixas Etárias de uma Mesma População.
  • Data: 17 de Dezembro de 2014 às 08:00
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  • Além da importância da vitamina D para a saúde óssea, é de grande interesse elucidar sua relação com a obesidade. O objetivo deste estudo foi examinar a relação entre o consumo alimentar habitual de vitamina D e o peso corporal em todos os grupos etários de uma mesma população. Estudo epidemiológico transversal de base populacional, envolvendo 866 indivíduos de um município do nordeste do Brasil. Foram coletados dados demográficos e recordatórios de 24 horas, e realizou-se a avaliação antropométrica. A adequação de nutrientes foi estimada ajustando a variância intrapessoal da ingestão de nutrientes. Aplicou-se a regressão múltipla entre as variáveis estudadas. Na amostra total, 45,27% dos participantes apresentavam sobrepeso ou obesidade. A média de ingestão habitual de vitamina D foi aproximadamente 2μg. Houve relação entre consumo alimentar habitual de vitamina D e peso corporal na amostra total (t=-2,34; p=0,019), no grupo de adolescentes (t=-2,51; p=0,012) e de adultos (t=-2,75; p=0,006). Para as crianças e idosos estas relações não foram observadas. A existência de relação entre consumo alimentar habitual de vitamina D e peso corporal em adolescentes e adultos, mas não em crianças e idosos, sugere que nesses grupos etários mais vulneráveis as vias metabólicas da vitamina D, que provavelmente favorecem a perda de peso, não estão sendo estimuladas ou atuantes, embora o consumo das crianças foi superior e o dos idosos semelhante aos demais grupos.
  • ISABELLA DE MEDEIROS BARBOSA
  • Efeito Inibitório dos Óleos Essenciais de Origanum vulgare L e Rosmarinus officinalis L. Sobre Bactérias Patogênicas Contaminantes de hortaliças Minimamente Processadas
  • Data: 16 de Dezembro de 2014 às 14:00
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  • Hortaliças minimamente processadas são produtos prontos para consumo que foram submetidos a processos de modificação física como corte, descascamento e fatiamento, mas que preservam as características de um alimento fresco. Quando processados sob condições higiênico-sanitárias insatisfatórias, esses produtos podem representar risco microbiológico e, portanto, a sanitização é uma etapa crítica do processamento. No presente estudo foi avaliado o efeito da aplicação dos óleos essenciais de Origanum vulgare L. - orégano (OEOV) e Rosmarinus officinalis L. - alecrim (OERO), isolados e combinados em concentrações sub-inibitórias, contra as bactérias patogênicas contaminantes de hortaliças minimamente processadas Listeria monocytogenes, Escherichia coli e Salmonella Enteritidis. A identificação dos constituintes dos óleos essenciais (OEs) foi realizada por meio de cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (CG-MS). Os efeitos inibitórios foram avaliados pela determinação da concentração inibitória mínima (CIM), índice de concentração inibitória fracional (FICI) e avaliação de contagens de células viáveis em caldo vegetal e em vegetais frescos artificialmente contaminados. Timol e eucaliptol foram os compostos majoritários detectados no OEOV e OERO, respectivamente. O valor da CIM do OEOV foi de 0,6 μL/mL frente às cepas teste em inóculo simples e misto, enquanto o valor da CIM do OERO foi de 5μL/mL frente L. monocytogenes e E. coli e 10 μL/mL frente S. Enteritidis em inóculo simples e 10 μL/mL contra o inóculo misto. O ICIF dos OEs combinados foi de 0,5 frente o inóculo bacteriano misto, sugerindo interação sinérgica. A incorporação do OEOV e OERO isolados (CIM) ou em diferentes concentrações sub-inibitórias no caldo vegetal resultou em diminuição de contagens de células viáveis de todas as cepas de teste ao longo de 24 h. Uma redução ≥ 3 ciclos log na contagem de células viáveis de L. monocytogenes, E. coli e S. Enteritidis foi observada após a exposição a CIM do OEOV. Quando expostas a CIM do OERO, essa redução foi observada para as células de L. monocytogenes e E. coli, enquanto S. Enteritidis apresentou menor redução (até 1,7 ciclos log) na contagem de células viáveis. A incorporação de OEOV e OERO combinados em concentrações sub-inibitórias resultou em redução da contagem inicial de células viáveis de todas as cepas ensaiadas, embora o tempo necessário para estabelecer esta diminuição variou de acordo com a cepa e quantidade de cada OE na combinação. Da mesma forma, OEs aplicados isoladamente ou em combinação reduziram as contagens de células viáveis de todas as cepas teste quando ensaiadas em vegetais frescos artificialmente infectados. No entanto, a exposição dos vegetais aos OEs isolados e em combinação durante 10 minutos causou uma maior redução nas contagens de células viáveis quando comparado aos resultados obtidos após 5 minutos de exposição. Em ambos os ensaios observou-se que os efeitos inibitórios dos OEs ocorreram de forma tempo-dependente e cepa-dependente. Esses achados reforçam a utilização racional dos OEOV e OERO combinados em concentrações sub-inibitórias para garantir a segurança e prolongar a vida de prateleira de vegetais frescos. Sugere-se ainda a realização de pesquisas científicas voltadas para o estudo da toxicidade em animais e/ou com células humanas, de modo a assegurar a inocuidade destes OEs quando aplicados em alimentos.
  • Lydiane de Lima Tavares Toscano
  • EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE SUCO DE UVA SOBRE ESTRESSE OXIDATIVO, INFLAMAÇÃO, IMUNOCOMPETÊNCIA, DESGASTE MUSCULAR E DESEMPENHO DE CORREDORES RECREACIONAIS
  • Data: 16 de Dezembro de 2014 às 14:00
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  • O uso de suplementos esportivos já é algo bem estabelecido na prática desportiva, entretanto os anos recentes têm sido marcados pela descoberta de alimentos que desempenham atividade ergogênica similar à dos suplementos esportivos. Vários destes alimentos mostraram-se capazes de minimizar estresse oxidativo, inflamação e dano muscular induzidos por treinamentos intensos. As uvas tintas e seus derivados têm uma particular ação antioxidante e anti-inflamatória devido a sua rica composição em polifenóis, de modo que tem sido demonstrada capacidade substancial de melhorar parâmetros cardiometabólicos em hipertensos, diabéticos, nas doenças neurodegenerativas e hepáticas. Mas até o momento são poucos os estudos que atestaram a capacidade ergogênica do suco de uva em atletas. Neste contexto o presente estudo objetivou investigar os efeitos da suplementação de suco de uva tinto integral sobre estresse oxidativo, inflamação, imunocompetência, desgaste muscular e desempenho em corredores recreacionais. Para tanto um estudo experimental, randomizado e controlado foi conduzido com 28 corredores recreacionais. Foram configurados dois grupos: suco de uva (GSU; n=15, 42,7±8,1 anos) que ingeriu 10 mL/kg/dia de suco de uva tinto integral e grupo controle (GC; n=13, 36,3±8,0 anos) que consumiu bebida de carboidrato isocalórica, isoglicídica e isovolumétrica diariamente, durante 28 dias. Os parâmetros avaliados foram capacidade antioxidante total - CAT, vitaminas A e E, ácido úrico e malondialdeído-MDA (estresse oxidativo); alfa-1-glicoproteína ácida - AGP e proteína-C reativa ultrassensível - PCR-us (inflamação); leucócitos, neutrófilos, linfócitos e monócitos (imunocompetência); creatinaquinase - CK e lactato desidrogenase - LDH (desgaste muscular); e teste de exaustão, limiar anaeróbio e capacidade aeróbia (desempenho). Adicionalmente avaliou-se consumo alimentar e composição corporal; cargas de treino na temporada; comportamento psicométrico e sono; modulação autonômica cardíaca; enzimas hepáticas e renais; perfil lipídico e glicêmico; nitrito plasmático. A análise estatística mostrou que GSU aumentou significativamente a capacidade antioxidante total (22,5±5,5 vs 31,2±12,3; p=0,009), vitamina A (35,5±3,2 vs 39,7±4,0; p=0,010) e ácido úrico (3,9±1,6 vs 5,0±1,1; p=0,005) quando comparados os momentos pré e pós-intervenção, enquanto o GC não apresentou nenhuma diferença. Para MDA e vitamina E os valores permaneceram inalterados nos dois grupos. O marcador inflamatório AGP reduziu significativamente no GSU (77,2±17,5 vs 64,2±16,8; p=0,006), mas o mesmo não aconteceu no GC (64,9±15,8 vs 62,8±19,5; p=0,480). O tempo de corrida até a exaustão melhorou significativamente no GSU em 15,3 % (89,1±49,9 vs 101,9±56,0; p=0,002), enquanto GC apresentou uma redução descritiva de 2,2% (69,0±34,0 vs 68,2±33,2; p=0,880). O limiar anaeróbio aumentou em 3,6% para GSU (10,6±2,3 vs 11,0±2,4; p=0,510), enquanto GC reduziu 1,6% (11,8±2,1 vs 11,6±2,8; p=0,820), ambos descritivamente, sem diferença significativa. Para a capacidade aeróbia os dois grupos mostraram aumentos discretos, porém não significativos (GSU: 2,2% vs GC: 2,3%). Marcadores de imunocompetência e desgaste muscular mantiveram-se inalterados para os dois grupos. Com base nos resultados podemos concluir que a ingestão de 10mL/kg/dia de suco de uva tinto integral durante 28 dias tem capacidade ergogênica por promover melhoria do desempenho físico, acompanhada de aumento na atividade antioxidante e, possível, redução a inflamação sistêmica.
  • SUÊNIA MARIA DO NASCIMENTO
  • CARACTERIZAÇÃO E ESTUDO DO EFEITO DO EXTRATO HIDROALCOÓLICO DO EPICARPO LIOFILIZADO DO Syzygium cumini L. EM RATOS ESPONTANEAMENTE HIPERTENSOS (SHR)
  • Data: 16 de Dezembro de 2014 às 14:00
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  • As doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs) compreendem um grupo de doenças que atinge grande parte da população mundial, entre as quais ganho merecido destaque a hipertensão e o diabetes. As causas e consequências atribuídas à estas doenças estão constantemente envolvidas com hábitos alimentares incorretos e ao estresse oxidativo. A baixa ingestão de alimentos antioxidantes pode contribuir para o agravo destas doenças. A Syzygium cumini L. é uma planta de reconhecidas propriedades terapêuticas e elevado conteúdo de compostos fitoquimicos, principalmente polifenóis e tem-se observado diversas propriedades terapêuticas promovidas pelo consumo de S.cumini L.. O nosso estudo objetiva identificar o teor de compostos fenólicos e atividade antioxidante do extrato hidroalcoólico do epicarpo liofilizado da S. cumini L., (Sc-EpHE), bem como investigar os efeitos da ingestão deste extrato no metabolismo de ratos normotensos (WKY) e hipertensos (SHR). Para caracterização do Sc-EpHE foi realizada a determinação de fenólicos totais, a identificação de compostos fenólicos e a determinação da atividade antioxidante. Os animais foram submetidos à administração oral do Sc-EpHE em diferentes doses (150 ou 300 mg/kg) ou com salina (VEÍCULO) por 6 semanas, durante este período os animais foram pesados semanalmente e tiveram a ingestão de água e ração monitoradas diariamente. Após o tratamento os animais foram submetidos a medida direta da pressão arterial, coleta sanguínea em seguida foram eutanasiados para coleta de órgão e da artéria mesentérica superior. O extrato apresentou elevado teor de fenólicos totais (5.440,86 mg EAG/100g de amostra), presença de ácido gálico e alta da atividade antioxidante (CE50 = 59 µg/mL). Os dados de peso não revelaram diferença significativa entre os grupos. Os níveis de pressão arterial média (PAM) do grupo SHR VEÍCULO (153,8±5,0 mmHg) foram significativamente superiores ao WKY VEÍCULO (123,0± 4,86 mmHg). O tratamento com dose de 150 mg/kg do Sc-EpHE não apresentou redução significativa da PAM, entretanto a dose de 300 mg/kg do Sc-EpHE apresentou uma redução de 29,77±8,12 mmHg na PAM em ratos hipertensos quando comparados com o grupo hipertenso tratado com veículo. A resposta contrátil induzida pela fenilefrina foi significativamente superior entre os grupos SHR VEÍCULO (Emáx = 153,4±14,2%) em relação ao WKY VEÍCULO (Emáx = 100,2±10,5%). Apenas os SHR tratados com a dose de 300 mg/kg (Emáx = 116,7±6,7%) apresentaram resposta contrátil à fenilefrina reduzida em comparação com SHR VEÍCULO. O vasorelaxamento induzido pelo nitroprussiato de sódio no SHR 150 mg/kg não foi alterado, entretanto no SHR 300 mg/kg (Emáx = 82,2±3,7%) o efeito foi reduzido quando comparado com o WKY VEÍCULO (Emáx = 100,0±4,7%). Portanto, nossos resultados que o Sc-EpHE apresenta elevado conteúdo de polifenóis e atividade antioxidante e sugerem que a administração oral do Sc-EpHE possui atividade anti-hipertensiva por atenuar a resposta contrátil em animais SHR.
  • VANESSA GONCALVES HONORIO
  • ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE Origanum vulgare L. E DE Rosmarinus officinalis L. E DOS SEUS CONSTITUINTES FRENTE À INÓCULO MISTO DE Staphylococcus aureus
  • Orientador : MARCIANE MAGNANI
  • Data: 15 de Dezembro de 2014 às 14:00
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  • Staphylococcus aureus é um patógeno frequentemente associado a surtos de intoxicação alimentar em todo o mundo. Os principais alimentos envolvidos nesses surtos são aqueles que apresentam elevado teor proteico, como queijos e carnes. Embora o controle deste patógeno possa ser alcançado pelo uso de aditivos químicos, há uma crescente demanda por parte dos consumidores por alimentos livres ou com baixos níveis de aditivos. Óleos essenciais (OEs), particularmente aquele obtido de Origanum vulgare L. (OEOV) e Rosmarinus officinalis L. (OERO), bem como seus constituintes majoritários carvacrol (CAR) e 1,8-cineol (CIN), respectivamente, tem sido sugeridos como uma alternativa para controlar S. aureus em alimentos. Este estudo avaliou a atividade antimicrobiana do OEOV e OERO e de seus constituintes individuais (CIs) CAR e CIN, respectivamente, frente cepas de S. aureus em cultura pura e em inóculo misto. Ainda, os efeitos inibitórios da aplicação combinada destes OEs ou CIs em concentrações subinibitórias na viabilidade celular foram avaliados frente inóculo misto de S. aureus em sistemas à base de queijo e carne. Estes efeitos foram mensurados por determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e da Concentração Inibitória Fracionária (CIF), em ensaios de viabilidade em caldo queijo e caldo carne ao longo de 24 h a 37 ºC e nas matrizes queijo e carne durante o armazenamento refrigerado de 72 h. Análises de Microscopia Eletronica de Varredura (MEV) foram conduzidas para avaliar alterações nas células bacterianas e matrizes ensaiadas. A CIM do OEOV e do CAR frente o inóculo misto de S. aureus foi de 1,25 μL.mL-1, enquanto a CIM do OERO e do CIN foi de 10 μL.mL-1. O indice de CIF dos OEs e CIs em combinação foi de 0,5, sugerindo ocorrência de sinergismo. A incorporação de OEOV e OERO ou CAR e CIN combinados em diferentes concentrações subinibitórias nos caldos queijo e carne causou uma redução (p ≤ 0,05) das células viáveis de S. aureus, no entanto os efeitos inibitórios variaram entre as combinações testadas para ambos OEs e constituintes. A aplicação combinada de OEOV e OERO ou CAR e CIN em concentrações subinibitórias nas 9 amostras de queijo e carne resultou na diminuição da viabilidade celular e causou alterações estruturais na membrana celular de S. aureus. OEs e CIs combinação tiveram menores efeitos inibitórios nas matrizes ensaiadas do que aqueles observados nos caldos queijo e carne. Os resultados reforçam a viabilidade do uso de OEOV e OERO ou CAR e CIN combinados em concentrações subinibitórias para o controle de S. aureus em matrizes alimentares, particularmente em queijo e carne.
  • VANESSA RESENDE DE LUNA
  • EFEITO ANTICONVULSIVANTE E ANSIOLÍTICO DO LIPÍDIO DO LEITE CAPRINO ENRIQUECIDO COM ÁCIDO LINOLEICO CONJUGADO EM CAMUNDONGOS SWISS
  • Data: 11 de Dezembro de 2014 às 14:00
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  • O leite de cabra é rico em ácidos graxos de cadeia curta (capróico, caprílico e cáprico) e média (ácido mirístico e láurico), além de possuir Ácido Linoleico Conjugado (CLA), o qual tem demonstrado efeitos neuroprotetores. Dessa forma, esse estudo teve como objetivo principal investigar os efeitos anticonvulsivantes do lipídio do leite caprino enriquecido com CLA em camundongos Swiss. Os animais receberam por gavagem 1mL/100g de gordura do leite caprino (grupo LIP) ou água (grupo CONT) por 30 dias. Após a suplementação, foram realizados o teste do eletrochoque auricular (ELQ), o teste das convulsões induzidas pelo pentilenotrazol (PTZ) e o modelo crônico kindling. Também foram realizados testes de avaliação da atividade locomotora (rota-rod e open-field) e ansiolítica (labirinto em cruz elevado - LCE) e avaliação bioquímica dos animais. O grupo LIP demonstrou um consumo significativamente menor da ração quando comparado ao controle (CONT 7.4 ± 0.9g; LIP 5.6 ± 0.9g; p < 0.01) e também apresentou peso significativamente inferior (CONT 36.3 ± 3.4g; LIP 33.2 ± 3.7g; p = 0.04), não havendo diferença estatística quanto ao consumo hídrico (CONT 8 ± 0.7 mL; LIP 8 ± 1.1mL; p = 0.54). Para o teste do PTZ, o grupo LIP apresentou um período de latência para início das convulsões e para morte significativamente maior (233.5 ± 103.4s e 754 ± 75,4s, respectivamente) quando comparado ao CONT (67.1 ± 5.24s e 459.2 ± 75.5s, respectivamente), sendo p = 0.02 e p = 0.03, respectivamente. O tratamento também provocou uma redução significativa na duração da convulsão no teste do ELQ (CONT 13.3 ± 3.5s; LIP 5.1 ± 2.4s; p = 0.03). Para os camundongos kindelizados, apesar do grupo LIP apresentar um período de latência para início das convulsões maior (571.6 ± 86.3s) que o CONT (543.7 ± 171.3s), esse resultado não foi estatisticamente significativo (p = 0.57), bem como o escore de convulsão (p = 0.12). A gordura apresentou efeito ansiolítico no teste do labirinto, pois o LIP quase dobrou o número de entradas nos braços abertos (p = 0.04), além de propiciar um maior tempo de permanência nesses braços (CONT 25.1 ± 18.9s, LIP 48 ± 23.62s, p = 0.04) e aumentar o número de mergulhos (p < 0.05). Não houve diferença estatística entre os grupos quanto à atividade locomotora e na avaliação bioquímica o LIP propiciou um aumento significativo das enzimas AST (CONT 105.8 ± 26.64; LIP 131 ± 20,31; p < 0.05); amilase (CONT 1061 ± 219,7; LIP 1726 ± 405,3; p < 0.01) e FA (CONT 369.1 ± 94.66; LIP 580,3 ± 154,5; p < 0.01) e uma redução dos níveis de cálcio (CONT 7,78 ± 3,27; LIP 4,56 ± 1,58; p < 0.01). Conclui-se que os lipídios do leite de cabra possuíram efeito sobre o sistema nervoso central, apresentando atividade anticonvulsivante e ansiolítica, sem afetar a coordenação motora dos animais.
  • PALOMA OLIVEIRA ANTONINO ASSIS DE CARVALHO
  • EFEITO ANTI-INFLAMATÓRIO INTESTINAL DE PRODUTOS LÁCTEOS CAPRINOS EM MODELO ANIMAL DE DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL
  • Data: 28 de Novembro de 2014 às 14:00
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  • O leite de cabra é um alimento de alto valor nutritivo que proporciona características terapêuticas e dietéticas, sendo assim uma excelente fonte para derivar produtos com potencial funcional, cujos benefícios nutricionais podem ser aprimorados enriquecendo-os com cepas probióticas. O leite e seus derivados podem prover o suporte nutricional necessário para pacientes com inflamação intestinal; em particular no trato da Doença Inflamatória Intestinal (DII), que compreende a Doença de Crohn (DC) e a Colite Ulcerativa (CU), e é uma doença imunologicamente mediada que leva à destruição do tecido no trato gastrointestinal. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito anti-inflamatório intestinal do leite e do iogurte caprino adicionado de Lactobacillus acidophillus, acrescido ou não de mel de abelhas nativas (Melipona scutellaris), em ratas com colite induzida. Foram utilizadas ratas Wistar (190 a 240 g) divididas em 7 grupos experimentais (n = 10): Não colítico; Colítico; Leite de Cabra (LC); Iogurte Caprino (sem mel) (IC); Iogurte Caprino adicionado de Mel (10%) (ICM), Iogurte Caprino adicionado de Mel (10%) duas vezes ao dia (ICM/2x) e Sulfassalazina 250 mg/kg (SAZ). Os animais receberam, diariamente, via gavagem, 1 mL do produto durante 14 dias. Depois deste período, foi, então, induzida a colite com ácido acético (0,5 mL de 10% v/v em solução salina 0,9%). Quarenta e oito horas depois da indução, os animais foram eutanasiados. Foram avaliados o dano macroscópico e microscópico da colite, os parâmetros inflamatórios, expressos pela Mieloperoxidase (MPO), Fator de Necrose Tumoral (TNF)-α, Interleucina (IL)1-β, Cicloxigenase (COX)-2 e iNOS (Óxido Nítrico Sintetase Induzida) e os marcadores de estresse oxidativo, como o Malondialdeído (MDA) e glutationa total. O pré-tratamento com o leite, iogurte caprino ou sulfassalzina reduziu o escore do dano macroscópico (p <0,01 vs. colítico), e melhorou significativamente a atividade de MPO (p <0,01 vs. colítico), os níveis das citocinas pró-inflamatórias, TNF-α (p <0,01 vs. colítico) (p <0,01 SAZ vs. LC, ICM e ICM/2x) e IL1-β (p <0,01 vs. colítico). Também reduziu significativamente o estresse oxidativo, observado pela redução de MDA (p <0,01 vs. colítico) (p <0,05 LC vs. SAZ) e previniu a depleção de glutationa (p <0,01 vs. colítico) (p <0,01 SAZ vs. LC, IC e ICM/2x). Este efeito também foi demonstrado pela preservação da citoarquitetura colônica, e diminuição da expressão de COX-2 (p <0,05 vs. colítico) e iNOS (p <0,05 vs. colítico). Concluiu-se que o leite de cabra, o iogurte caprino e a sulfassalazina exerceram efeito anti-inflamatório no modelo de colite induzida por ácido acético em ratos. Portanto, estes produtos lácteos caprinos podem ser alternativas valiosas aos medicamentos tradicionais e um potencial alimento funcional para a prevenção da DII.
  • ISA GABRIELA DE M CAVALCANTE
  • AVALIAÇÃO DO EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO EM MEGADOSE DE VITAMINA D3 E INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO BSMI DO GENE VDR NO ESTRESSE OXIDATIVO E PROCESSO INFLAMATÓRIO EM IDOSAS COM INSUFICIÊNCIA DE VITAMINA D
  • Data: 04 de Novembro de 2014 às 14:00
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  • A deficiência de vitamina D apresenta alta prevalência entre os idosos e a suplementação desta vitamina tem sido estudada para melhorar efeitos extraesqueléticos. Polimorfismos no gene que codifica o receptor de vitamina D (VDR) têm proporcionado novas perspectivas sobre a função desta vitamina. O presente estudo objetivou avaliar o efeito da suplementação em megadose de vitamina D3 e a influência do polimorfismo BsmI do gene VDR sobre estresse oxidativo e processo inflamatório. Estudo duplo cego, randomizado com placebo controlado foi conduzido com 40 idosas (68±6anos) diagnosticadas com insuficiência de vitamina D (24,7±3,1ng/mL), que foram randomicamente distribuídas em grupo placebo (GP; n=20) e grupo suplementado (GS; n=20), onde receberam 200.000UI de Vitamina D3. O protocolo de suplementação ocorreu em um único dia. Foi realizada a aplicação de um questionário para a coleta de informações sobre fototipo de pele e exposição solar, aferição da pressão arterial, avaliação nervosa autonômica cardíaca e avaliação nutricional com análise do consumo de alimentos fonte de vitamina D e antropometria. Foram coletadas amostras de sangue no momento basal e após intervenção para análise de 25(OH)D, paratormônio, cálcio sérico, PCR-us, AGP-A, CAT, MDA, glicemia de jejum, perfil lipídico, função renal e hepática e realizada a genotipagem para o polimorfismo BsmI. Os grupos apresentavam se semelhantes para os níveis séricos de 25(OH)D, IMC, PA, fototipo de pele e não alteraram exposição solar e consumo alimentar. Quatro semanas após o protocolo de suplementação observou-se que as idosas do GS apresentaram aumento significativo nas concentrações séricas de 25(OH)D (25,29 ± 2,8 para 31,48 ± 6,0; p=0,0001) que foi acompanhada pelo incremento da CAT (65,25±15,66 para 71,83±10,71, p=0,03) e redução dos níveis séricos de PTH (46,32±13,2 para 35,45±11,0; p=0,009), PCR-us (0,38±0,3 para 0,19±0,1; p=0,007) e AGP-A (75,3±15,4 para 61,1±5,9; p=0,005). Não foram observadas alterações de PA, ANAC e MDA. As idosas com genótipo BB/Bb foram mais responsivas a suplementação quanto aos níveis séricos de 25(OH)D e PTH, no entanto não apresentaram alterações para os demais marcadores. Desta forma, conclui-se que suplementação em megadose de vitamina D3 reestabeleceu os níveis séricos de 25(OH)D e foi capaz de reduzir significativamente PCR-us e AGP-A, bem como aumentar a capacidade antioxidante total em idosas com insuficiência de vitamina D. As idosas com genótipo BB/Bb apresentaram-se mais responsivas a suplementação para os níveis séricos de 25(OH)D, PTH, PCR-us e AGP-A quando comparadas ao genótipo bb
2013
Descrição
  • CLAUDENISE CALDAS DA SILVA DANTAS
  • PROSPECÇÃO MOLECULAR DE PEPTÍDEOS ANTIMICROBIANOS EM SEMENTES DE JAMBO VERMELHO (EUGENIA MALACCENSIS L.)
  • Data: 19 de Dezembro de 2013 às 09:00
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  • A crescente resistência antimicrobiana observada em patógenos alimentares tem direcionado as pesquisas na busca de novas moléculas com atividade biocida. Peptídeos antimicrobianos (PAMs) ativos contra diversos micro-organismos têm sido isolados de sementes de vegetais, porém são escassas as informações sobre a eficácia destas moléculas contra cepas de origem alimentar. O presente estudo teve como objetivo isolar, purificar e caracterizar PAMs a partir das sementes de Eugenia malaccensis L. (jambo vermelho) e avaliar sua atividade contra as bactérias Staphyloccocus aureus e Salmonella Enteritidis isoladas de alimentos. A partir das sementes de jambo foi obtido um extrato bruto (EB) e frações precipitadas em diferentes níveis (0-30%, 30-60 %, 60-90%) de saturação de sulfato de amônia. Após triagem da atividade antibacteriana contra as cepas teste em ensaios de disco difusão, a fração 30-60 %, considerada ativa, foi filtrada em separação de moléculas > 10 kDa (Em1) e < 10 kDa (Em2), dentre as quais somente a fração Em2 mostrou atividade antibacteriana. No teste de diluição em caldo Mueller Hinton, o EB (3,4 μg/mL), a fração 30-60% (3,4 μg/mL) e a fração Em2 (3,4 μg/mL) mostraram atividade contra S. Enteritidis e S. aureus, com índices de inibição de até 97 %. A cromatografia de fase-reversa da fração Em2 gerou dezenove frações cromatográficas, dentre as quais a fração F18 (Em2-F18), correspondente ao pico majoritário, eluído em aproximadamente 30 % de acetonitrila, revelou o maior percentual de inibição do crescimento das bactérias teste. Após a re-cromatografia a fração Em2-F18 (0.15 μg/mL) foi novamente ensaiada mostrando atividade contra S. Enteritidis (40 % ± 2,1) e S. aureus (98 % ± 0,9). A análise de espectrometria de massa da fração Em2-F18 evidenciou um peptídeo de massa molecular de 1231,1 Da, e o fragmento identificado de estrutura primária HPQGPQTRPPI mostrou identidade com a família das napinas. Estes resultados reportam pela primeira vez o isolamento de um peptídeo tipo napina a partir das sementes de E. malaccensis com potencial para ser aplicado como uma nova molécula antibacteriana, particularmente com atividade contra S. aureus.
  • EVI CLAYTON DE LIMA BRASIL
  • INSEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DE TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL DE JOÃO PESSOA-PB
  • Data: 18 de Dezembro de 2013 às 14:00
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  • Os trabalhadores da Construção Civil estão inseridos em um contexto de necessidade da garantia de Segurança Alimentar e Nutricional. Estudos realizados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, entre 2009 e 2013, traçaram o perfil dos operários do setor no país: maioria negros e pardos, camponeses, com rendimento médio menor em relação a outras categorias profissionais, baixo nível de escolaridade, precarização das condições de trabalho. Dentro dessa discussão, devem ser considerados ainda os operários alojados nos canteiros, camponeses que trabalham e moram durante a semana na obra, retornando com menor frequência para suas cidades de origem. Tais trabalhadores possuem contato intenso com o local de trabalho e estão possivelmente mais susceptíveis à Insegurança Alimentar. Com base no exposto, o presente estudo avaliou o nível de Segurança Alimentar e Nutricional dos trabalhadores da Indústria da Construção Civil, em condições de alojamento, no município de João Pessoa-PB. Trata-se de uma pesquisa transversal, em que foram estudados, inicialmente, 112 operários em situação de alojamento nos 11 canteiros de inserção do Programa Escola Zé Peão. Como critérios de inclusão, foram selecionados trabalhadores com no mínimo três meses de situação de alojamento nos canteiros, devido ser este o tempo utilizado nos estudos para avaliação da Segurança Alimentar. Indivíduos acometidos por doença metabólica ou mental foram excluídos do estudo. Além disso, devido ao processo de rotatividade, fato recorrente e específico do campo de pesquisa, somente 59 operários participaram de todas as etapas. Em cada canteiro, ocorreram três encontros em um intervalo de, no mínimo, três meses, entre maio e novembro de 2013. No primeiro, foram coletados peso, estatura, circunferência da cintura e dobras cutâneas. No segundo, foi aplicado recordatório alimentar de 24 horas para elaboração do Índice de Qualidade da Dieta do canteiro de obras e domicílio para efeito de comparação. No último, foram aplicados novamente os recordatórios alimentares de 24 horas, a Escala Brasileira de Medida de Insegurança Alimentar e um questionário socioeconômico. As análises estatísticas foram descritas em médias, desvio-padrão, frequências e pela correlação de Pearson. Percebeu-se que a maioria dos trabalhadores estavam com Insegurança Alimentar e Nutricional e excesso de peso. Identificou-se risco metabólico e, a média do percentual de gordura estava acima do preconizado. Os valores médios do Índice de Qualidade da Dieta denotaram uma dieta com necessidade de modificações, principalmente para o canteiro de obras. O consumo de hortaliças, frutas, leite e derivados, gordura total e sódio estiveram abaixo das recomendações. Houve associação estatisticamente inversa entre o Índice de Qualidade da Dieta e Índice de Massa Corporal, circunferência da cintura, percentual de gordura total e colesterol. Face ao exposto, foi possível constatar um cenário de risco para saúde e de Insegurança Alimentar e Nutricional entre os trabalhadores pesquisados.
  • GRACY KELLY VIEIRA DE VASCONCELOS MEDEIROS
  • PROTEÔMICA DO SORO DO LEITE CAPRINO E SEU POTENCIAL BACTERIOSTÁTICO E ANTITUMORAL
  • Data: 18 de Dezembro de 2013 às 10:00
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  • As proteínas presentes no soro do leite caprino podem exercer diversas atividades biológicas e sua utilização seria uma alternativa para agregar valor a esse produto evitando seu descarte inadequado. O presente estudo teve como objetivos analisar a proteômica do soro de leite de cabra e avaliar atividades antibacteriana, potencial antitumoral (MTT), oxidante e antioxidante e citotoxicidade frente a eritrócitos humanos in vitro. O soro caprino foi desnatado gerando o extrato proteico bruto - EPB e depois submetido à precipitação com sulfato de amônio para obtenção das frações proteicas. Realizou-se eletroforese SDS-PAGE, eletroforese bidimensional e dosagem de proteínas solúveis. A análise do perfil proteico do EPB e das frações F30-60% e F60-90% não apresentaram diferenças entre si. O maior teor proteico foi encontrado na fração F 60-90% de 0,41mgP/mL. Todas as amostras exceto a fração F 0-30% apresentaram atividade bacteriostática com concentração inibitória mínima variando entre 125 e 500 μg/mL para diferentes cepas bacterianas (Escherichia coli 101, Escherichia coli 105, Pseudomonas aeruginosa ATCC 8027, Pseudomonas aeruginosa ATCC 23243, Staphylococcus aureus ATCC 25619). A atividade citotóxica frente a eritrócitos humanos demonstra que apenas a concentração 1000 μg/mL do EPB apresentou hemólise, enquanto que demais concentrações e amostras não apresentaram hemólise. A atividade oxidante frente a eritrócitos não foi verificada para nenhuma das amostras testadas e a atividade antioxidante foi observada apenas para o EPB. A citotoxicidade MTT foi realizada apenas com o EPB que induziu a morte de células cancerígenas em mais de 70% para as concentrações de 0,05 e 0,1 μg/mL. Os resultados obtidos demostram pela primeira vez que o EPB pode ser utilizado como um propício composto antioxidante, bacteriostático e citotóxico para células tumorais. O soro caprino é um próspero alimento funcional e suas proteínas podem ser utilizadas em formulações farmacêuticas.
  • LUCIANA TAVARES TOSCANO
  • EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE CHIA (Salvia hispanica L.) SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL, ESTRESSE OXIDATIVO, INFLAMAÇÃO E MODULAÇÃO AUTONÔMICA CARDÍACA EM INDIVÍDUOS HIPERTENSOS: UM ESTUDO DE INTERVENÇÃO
  • Data: 17 de Dezembro de 2013 às 14:00
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  • A hipertensão arterial sistêmica é uma condição multifatorial que envolve em seu tratamento medidas farmacológicas e complementares, como as nutricionais. Nesse contexto, a Chia (Salvia hispanica L.) se destaca por sua composição nutricional, antioxidante e antiinflamatória. No entanto, ainda não foi elucidado se essa pode reduzir a pressão arterial de indivíduos hipertensos, e quais fatores são responsáveis por este efeito. Nesse contexto, o presente estudo objetivou verificar o efeito da suplementação de chia (Salvia hispanica L.) sobre a pressão arterial e avaliar se estresse oxidativo, inflamação, função endotelial e modulação autonômica cardíaca são fatores associados à redução da pressão arterial em hipertensos medicamentados ou não. Para tanto, um estudo duplo cego, randomizado com placebo controlado foi conduzido com 26 hipertensos. Destes, dezessete tratados medicamentosamente foram randomizados em grupos que consumiriam chia (CHIA-MD; n=10) e placebo (PLA-MD; n=7). Outro grupo de hipertensos não tratados medicamentosamente foi formado (CHIA-NM; n=9). Eles consumiram 35 g/dia de farinha de chia ou placebo durante 12 semanas. Pressão arterial clínica e ambulatorial, modulação autonômica cardíaca, estresse oxidativo, inflamação e marcador de produção de óxido nítrico foram mensurados no período basal e após intervenção. Enquanto o grupo PLA-MD não apresentou alteração significativa da pressão arterial média clínica (108,0±2,9 para 105,7±2,9 mmHg, p=0,70), observou-se esta redução no grupo CHIA (111,5±1,9 para 102,7±1,5 mmHg, p < 0,001) e CHIA-MD (111,3±2,2 para 100,1±1,8 mmHg, p < 0,001), mas sem que houvesse redução significativa em CHIA-NM (111,7±2,9 para 105,7±2,9 mmHg, p=0,05). No grupo CHIA, a redução da pressão média foi decorrente da redução tanto do componente sistólico (146,2±2,0 para 136,3±2,6mmHg, p<0,01) quanto diastólico (94,2±2,0 para 85,5±1,2, p<0,001). O mesmo ocorreu para o grupo CHIA-MD (145,8±2,2 para 133,7±4,1mmHg, p<0,01 e 94,3±2,4 para 83,3±1,3 mmHg, p<0,01) para os componentes sistólico e diastólico respectivamente. O grupo CHIA-NM obteve redução apenas da pressão sistólica (146,8±3,8 para 137,3±3,1 mmHg, p <0,05). Estas reduções de pressão arterial clínica foram confirmadas por redução da pressão ambulatorial sistólica em todos os grupos suplementados nos períodos de 24horas, vigília e sono. Por outro lado, a pressão ambulatorial diastólica não se alterou em nenhum dos grupos. Os efeitos hipotensores da chia foram acompanhados de redução na peroxidação lipídica nos grupos CHIA (p=0,04) e CHIA-NM (p=0,02) em comparação com o PLA-MD. O grupo CHIA, ainda apresentou redução de nitrito plasmático (p=0,02). Inflamação e modulação autonômica cardíaca mantiveram-se inalteradas. Conclui-se que o consumo de farinha de chia é capaz de reduzir a pressão arterial de hipertensos medicamentados ou não, tanto clinica quanto ambulatorialmente. Este fenômeno foi acompanhado pela redução da peroxidação lipídica, mas não de alteração nos marcadores inflamatórios e na modulação autonômica cardíaca.
  • JOUSIANNY PATRICIO DA SILVA
  • ASSOCIAÇÃO ENTRE RELAÇÃO CINTURA ALTURA, PROTEÍNA C REATIVA ULTRA-SENSÍVEL, MORBIDADES E ESTILO DE VIDA EM IDOSOS: UM ESTUDO CLÍNICO EPIDEMIOLÓGICO
  • Data: 17 de Dezembro de 2013 às 10:00
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  • A emergência pandêmica de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) nos últimos 60 anos, tendo como principais condicionantes o envelhecimento populacional e o sobrepeso/obesidade, representam um desafio prioritário para os estudos de fisiopatologia e epidemiologia na atualidade. Nessa perspectiva, ao considerar a Relação Cintura Altura (RCA) como um parâmetro antropométrico capaz de detectar prováveis riscos à saúde, relacionados principalmente às DCNT, e tendo em vista que os marcadores inflamatórios, como a Proteína C Reativa-ultra sensível (PCR-us), estão relacionados com o percentual de gordura, o objetivo do presente estudo foi analisar a associação entre RCA e PCR-us em idosos, considerando suas morbidades e estilo de vida, além da relação desse índice antropométrico com a presença de morbidades mais prevalentes nessa população, quando analisadas concomitantemente de formas isoladas ou combinadas, e verificar quais das morbidades, quando analisadas isoladamente, teriam maior associação com a RCA. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal, de base populacional, com amostragem estratificada e sistemática da população idosa composta por 170 idosos entre 60 e 90 anos, de ambos os sexos. Realizaram-se visitas domiciliares para aplicação de questionários, avaliações antropométricas e coleta sanguínea. A média de idade dos idosos foi inferior a 70 anos, com a maior representatividade do sexo feminino (69,41%) e a maioria (90%) apresentando RCA inadequada, considerando o valor de > 0,50. Observou-se que a hipertensão era a morbidade mais prevalente nessa população (58,52%), e quando analisadas combinadas, a hipertensão juntamente com a obesidade se destacaram como as morbidades mais diagnosticadas nesse público (17,65%), sendo a obesidade dentre as morbidades mais prevalentes a única que teve associação com a RCA (p=0,0019); ademais, indivíduos sem morbidade tiveram o valor médio da RCA menor quando comparados aos indivíduos com uma ou mais morbidade (p=0,0075). Posteriormente no modelo linear de regressão múltipla identificou-se que quando os idosos eram portadores de uma ou mais das morbidades mais prevalentes na população do presente estudo, a RCA média aumentava em 0,0415 (p=0,0065). Também se verificou uma correlação existente entre RCA e PCR-us (p=0,0379). Com base nas associações encontradas entre RCA, morbidades isoladas ou combinadas (dado inédito), e PCR-us entre idosos, a RCA pode ser um instrumento de triagem por se tratar de um índice antropométrico simples e eficaz. Logo, o uso desse indicador antropométrico deve ser recomendado como estratégia de intervenção a nível individual ou coletivo na prevenção e controle da obesidade abdominal em idosos possibilitando um maior controle das morbidades.
  • RENATA LEITE TAVARES
  • CAPACIDADE ANABÓLICA DE MUCUNA PRURIENS EM RATOS TREINADOS
  • Data: 15 de Dezembro de 2013 às 14:00
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  • A Mucuna pruriens (MP) tem demonstrado capacidade de aumentar espermatogênese e peso de testículos em modelo animal e por isso passou a ser comercializada com a promessa de estímulo à biossíntese de testosterona mesmo sem comprovação científica. Assim, este estudo objetivou testar a capacidade da MP sobre a produção de testosterona e verificar os efeitos no perfil lipídico, estresse oxidativo, função hepática e composição corporal em ratos submetidos a treinamento de resistência. Farinha e extrato hidroalcoólico do grão de MP foram produzidos e avaliados quanto à composição nutricional. Foram utilizados ratos Wistar (n=35) para testar atividade anabólica da MP, randomizados nos grupos controle sedentário (CS), controle treinado (CT), suplementado com MP sedentário (MPS) e treinado (MPT). Os grupos treinados realizaram exercício resistido durante dez semanas e os suplementados receberam 250 mg do extrato de MP/kg/dia. Foram avaliados consumo alimentar e peso corporal semanalmente; peso de fígado, testículos e gordura visceral, colesterol total e frações, triglicerídeos (TG), alanina aminotransferase (ALT), aspartato aminotransferase (AST), creatina quinase (CK), lactato desidrogenase (LDH), malondialdeído (MDA) e composição corporal por absortometria de feixe duplo de raios-x (DEXA). O extrato de MP apresentou 7,6 g de gordura, 36 g de carboidrato, 43,4g de proteína e minerais como potássio, ferro, fósforo e cálcio, além de antioxidantes. A suplementação crônica de MP isolada ou associada ao treinamento não alterou a biossíntese de testosterona, o desenvolvimento testicular, o dano muscular e a peroxidação lipídica induzidas pelo treinamento, nem a composição corporal dos animais. Marcadores hepáticos permaneceram inalterados, mas ocorreu redução do HDL-c em 19,7% entre CS e MPS, 15% entre MPT e MPS e 19,9% entre CT e MPS (p<0,05). Em contrapartida, também houve redução do colesterol total em 14,7% entre CT e MPS (p<0,05); 6,1% entre CT e MPT (p<0,01), VLDL-c em 7,9% entre CT e CS e 14,9% entre CT e MPS, (p<0,05); 55,1% entre CT e MPT (p<0,01), TG em 52,4% entre MPT e CS (p<0,05); 62,5% entre CT e MPT e 56,2% entre CT e MPS (p<0,01) e gordura visceral em 31,3% entre CS e MPS, 28,2% entre CS e CT (p<0,05); 33,1% entre CS e MPT (p<0,01). Redução no consumo alimentar foi observada somente nos grupos treinados a partir da quarta semana até o final do tratamento. Conclui-se que a suplementação crônica de MP associada ao treinamento não apresentou propriedade anabólica e reduziu a concentração sérica de HDL-c, mas causou diminuição no consumo alimentar, peso de gordura visceral, colesterol total, VLDL-c e TG.
  • CASSIA SURAMA OLIVEIRA DA SILVA
  • Relação Entre os Valores de Proteína C-Reativa-us, Leucócitos e Linfócitos e o Consumo Alimentar Habitual de Vitaminas com Ação Antioxidante em Idosos: Um Estudo Epidemiológico Clínico.
  • Data: 10 de Dezembro de 2013 às 09:00
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  • KLÉBYA HELLEN DANTAS DE OLIVEIRA
  • ESTUDOS PRÉ-CLINICOS DE SPONDIAS SP. (CAJARANA) EM ROEDORES
  • Data: 07 de Dezembro de 2013 às 14:00
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  • A prevenção ou tratamento dos distúrbios de ansiedade e as condições dolorosas, de forma segura e eficaz ainda são um desafio e consistem em uma meta fundamental a ser alcançada. A dieta tem sido apontada como uma estratégia importante para a saúde cerebral e como adjuvante no tratamento de neuropatologias. O objetivo do trabalho foi realizar estudos pré-clínicos de Spondias sp. em roedores. Camundongos Swiss, machos, com aproximadamente 60 dias, foram agrupados (n= 6-7), e mantidos sob condições padrões. Os animais receberam água e ração ad libitum, e foram tratados, por via oral, com única dose ou por um período de até 30 dias, com sumo da polpa (CAJ I= 1mL/100g de peso dos animais ou CAJ II= 2mL/100g de peso dos animais), ou com a pectina da polpa de Spondias sp. (PEC= 100mg/Kg de peso do animal), sendo que o controle recebeu água (CONT= 1mL/100g de peso do animal). A atividade ansiolítica foi avaliada no teste do labirinto em cruz elevado e teste de campo aberto. A interferência sobre a coordenação motora foi investigada no teste do rotarod. A ação antinociceptiva foi avaliada através dos testes de contorções abdominais induzidas por ácido acético, nocicepção induzida por formalina, teste de placa quente e tail-flick. Os animais tratados com CAJ II demonstraram um aumento na atividade exploratória, quando comparados com o controle, no teste do campo aberto. No teste do labirinto em cruz elevado a administração, aguda e por um período de 28 dias, de CAJ II aumentou o número de entradas e tempo de permanência nos braços abertos versus controle. O relaxamento muscular e a coordenação motora não foram afetados. O envolvimento do GABA nas respostas comportamentais observadas para o CAJ II, de forma aguda, foi investigado utilizando flumazenil (10mg/Kg, ip), entretanto, este antagonista não conseguiu reverter os efeitos observados com o tratamento de CAJ II. O tratamento por um período de 30 dias com CAJ I reduziu o número de contorções abdominais induzidas por ácido acético, bem como aumentou o tempo de latência no teste da placa quente. Nenhum efeito significativo foi observado para o teste de tail flick. O tratamento por 30 dias resultou ainda em um efeito antinociceptivo no teste de nocicepção induzida por formalina, na fase neurogênica, com redução do tempo de lambida de pata para os grupos PEC e CAJ I, e na fase inflamatória com o tratamento de CAJ II. Quando avaliados após os tratamentos de dose única no teste de nocicepção induzida por formalina, os grupos tratados com CAJ I, CAJ II apresentaram efeito antinociceptivo na fase neurogênica, e com PEC, CAJ I, CAJ II na fase inflamatória. A análise dos resultados permite sugerir que o sumo de Spondias sp., por via oral, possui propriedades ansiolíticas, sem envolvimento do GABA e sem apresentar efeitos neurotóxicos em camundongos, e apresenta atividade antinociceptiva quando investigados a curto e longo prazo.
  • CHAHIRA TAHA MAHD IBRAHIM ISSA
  • Relação Entre Perfil Cardiometabólico, Status de Vitamina D e Polimorfismo BSMI do Gene VDR em Idosos.
  • Data: 06 de Dezembro de 2013 às 14:00
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  • A alta prevalência de hipovitaminose D em idosos é identificada como um fator de risco potencial para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. O receptor de vitamina D (VDR) está presente em diversas células do corpo e polimorfismos no gene que o codifica podem influenciar nas respostas celulares à vit. D. Portanto esse estudo teve como objetivo avaliar a relação entre perfil cardiometabólico, status de vitamina D e polimorfismo BSMI do gene VDR em idosos não institucionalizados. Foi realizado um estudo transversal observacional com amostra aleatória e representativa de 142 idosos, selecionada por conglomerado e recrutada em um programa assistencial municipal. Foram avaliados: perfis clínico-nutricional, bioquímico e inflamatório, estresse oxidativo e genotipagem para o polimorfismo BsmI. Para análise estatística dos dados, foi considerado nível de significância p<0,05. Os participantes tinham idade média de 69,9 (7,0) anos, de IMC 28,3(4,4) Kg/m² e 80,3% eram mulheres. A prevalência de níveis de 25(OH)D < 30 ng/mL foi de 40,8% (n= 58), estando três deles deficientes (25(OH)D <20 ng/mL) e 55 com insuficiência (25(OH)D entre 21-29 ng/mL). A média de 25(OH)D foi 36,5(5,8) ng/dL entre os SUF e 25,7 ± 3,3ng/dL nos INSUF/DEF. Indivíduos brancos tiveram percentual significativamente maior de inadequação de níveis de vit. D em relação aos pardos e negros (p = 0,024). Entre o consumo dos principais alimentos fonte de vit. D foi encontrada relação positiva entre consumo de peixe e níveis de vit. D (p = 0,000). O grupo INSUF/DEF apresentou valores de glicemia de jejum significativamente mais elevados (p = 0,022) comparado ao SUF. O estresse oxidativo foi significativamente mais elevado no grupo INSUF/DEF em relação ao grupo SUF (p = 0,003). Os resultados da análise do polimorfismo BsmI do gene do VDR mostraram frequência alélica para o grupo SUF: B= 0,49 e b=0,51 e INSUF/DEF: B=0,38 e b=0,62 com p=0,051. A frequência de homozigoto bb foi significativamente associada com menores concentrações séricas de colesterol total e colesterol LDL, em relação ao BB e Bb, tanto na população em geral como no grupo SUF, associação não observada no grupo INSUF/DEF. Conclui-se que glicemia e estresse oxidativo estão aumentados em idosos com hipovitaminose D. A presença do genótipo bb, em condições adequadas de vit D sérica, resultou em níveis menores de colesterol total e LDL, este benefício se perde quando há insuficiência/deficiência de D. Portanto, baixo nível sérico de 25(OH)D pode ser considerado fator de risco cardiovascular.
  • CAMYLA ROCHA DE CARVALHO GUEDINE
  • EFEITOS FISIOLÓGICOS E COMPORTAMENTAIS DO SORO E LEITE DE CABRA EM ROEDORES
  • Data: 06 de Dezembro de 2013 às 08:00
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  • O leite de cabra é considerado um alimento funcional e tem como subproduto o soro do leite, que possui alto valor nutricional. Ambos possuem alta concentração de α-lactoalbumina, rica em triptofano, precursor da serotonina, um dos principais neurotransmissores do Sistema Nervoso Central (SNC). Devido à escassez de estudos, este trabalho teve como objetivo avaliar os possíveis efeitos fisiológicos e comportamentais do leite e do soro do leite caprino em roedores. Ratos Wistar machos (4 meses; 200 a 350g) foram divididos em 3 grupos (n=10) e suplementados diariamente por via oral com leite (GL), soro do leite (GS) e água (GC), na dose de 2 mL/100g de peso corporal, durante 30 dias. Ao final do tratamento os animais foram submetidos à avaliação comportamental por meio dos testes do campo aberto, labirinto em cruz elevado e Rota Rod, sendo para cada teste utilizados diferentes grupos de animais. Além disso, foram monitorados o ganho de peso, o consumo alimentar e hídrico ao longo do protocolo experimental. O soro do leite diminuiu a ambulação (mediana de 8,0 quadrantes e percentil 3,0 – 18,0 no GS versus mediana de 20,5 quadrantes e percentil 15,5 – 25,5 no GC) e o tempo de autolimpeza (6,3 ± 2,8 segundos no GS versus 32,2 ± 5,3 segundos no GC), bem como aumentou o tempo de imobilidade (153,8 ± 30,0 segundos no GS versus 63,6 ± 8,0 segundos no GC), no teste do campo aberto. O tratamento dos animais com leite e soro do leite não induziu alterações comportamentais nos testes do labirinto em cruz elevado e Rota Rod quando comparados ao grupo controle. O ganho de peso no GL foi reduzido em 26,27% quando comparado ao GC e em 30,57% quando comparado ao GS. Em relação ao consumo alimentar houve uma redução no GL (23,36 ± 0,59 g) quando comparado ao GC (26,06 ± 0,41 g) e a ingestão hídrica foi reduzida no GL (33,54 ± 1,52 mL) quando comparado ao GC (40,99 ± 0,42 mL) e ao GS (38,28 ± 1,06 mL). Portanto, esses resultados sugerem que o uso subcrônico do soro do leite caprino promove efeito depressor sobre o SNC de ratos. Verificou-se, ainda, uma redução no ganho de peso, aliado à redução no consumo alimentar e hídrico nesses animais quando suplementados com leite de cabra.
  • SUELLEN MARIA GONCALVES MATIAS
  • QUALIDADE DE QUEIJOS PRODUZIDOS NO ESTADO DA PARAÍBA: ADEQUAÇÃO DA LEGISLAÇÃO, COMPOSIÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E PERFIL LIPÍDICO
  • Data: 05 de Dezembro de 2013 às 14:00
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  • Os queijos se destacam dentre os derivados lácteos pelo seu valor nutricional com alto teor de proteínas e gordura. A rotulagem dos queijos, assim como de qualquer alimento industrial embalado, é inspecionada sob as designações dos Selos de Inspeção Federal (SIF) ou Estadual (SIE) que atuam de acordo com as regulamentações dispostas na RDC n° 259, de 20 de setembro de 2002 e RDC nº 360, de 23 de dezembro de 2003, assegurando a comercialização adequada de produtos com qualidade nutricional. O objetivo do presente estudo foi analisar a adequação de rotulagem, composição físico-química e perfil lipídico de diferentes tipos de queijos comerciais produzidos no Estado da Paraíba. Avaliou-se um total de 42 amostras de queijos produzidos com diferentes tecnologias (coalho, manteiga e ricota), contendo Selos de Inspeção Estadual e Federal, coletadas em supermercados locais. Através de um “check list” elaborado de acordo com as legislações vigentes, os rótulos foram avaliados quanto aos aspectos de embalagem, tecnológicos e nutricionais (teores de umidade, sólidos totais, gordura, proteína, ácidos graxos saturados e Ácido Linoléico Conjugado (CLA). O estudo permitiu identificar que 85,7% dos rótulos não atendem à legislação vigente, destacando-se os aspectos tecnológicos como indicação da validade após a abertura da embalagem (57,1%) e modo de conservação (42,8%). Diferenças significativas foram encontradas nas concentrações de sólidos totais, umidade e gordura entre os queijos com diferentes tecnologias, destacando-se os queijos coalho e manteiga como de alta umidade (até 54,9%), em acordo com os regulamentos técnicos específicos. Os valores de proteínas, ácidos graxos saturados e CLA não diferiram entre os diferentes tipos de queijo, no entanto, quanto aos selos de inspeção, as amostras apresentaram significância em relação ao teor protéico. Considerando-se a falta de conformidade dos rótulos e padronização da tecnologia dos queijos produzidos na Paraíba, é necessário que políticas públicas e uma melhor fiscalização da rotulagem sejam aplicadas no sentido de consolidar a valorização, fundamentar o processo de identificação e reconhecer produtos regionais como os queijos do presente estudo.
  • YASMIM REGIS FORMIGA DE SOUSA
  • ÁCIDO SIÁLICO EM LEITE CAPRINO
  • Data: 05 de Dezembro de 2013 às 14:00
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  • O leite de cabra tem sido recentemente indicado como fonte de ácido siálico, monossacarídeo importante na composição estrutural de glicoproteínas, glicolipídios e oligossacarídeos livres, estando relacionados a estes elementos suas principais funções biológicas. Destes ácidos, os mais frequentemente encontrados são o ácido N-Glicolilneuramínico (NeuGc) e o ácido N-Acetilneuramínico (NeuAc) que apresentam concentração influenciada por vários fatores, dentre eles a espécie animal e o período de lactação. O presente estudo foi executado com o objetivo de caracterizar o ácido siálico naturalmente presente no leite caprino produzido na Região Nordeste do Brasil e avaliar as variações desses ácidos ao longo da fase de lactação. Amostras de leite foram submetidas a análises físico-químicas para determinação do teor de lactose, proteína e lipídio. Também foi realizada a identificação e quantificação dos ácidos siálicos por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC). Variação dentre os macronutrientes foi observada quanto ao teor de lactose (P<0,05), com declínio durante os períodos avaliados. As análises revelaram ainda que o leite caprino apresenta concentração expressiva de ácido siálico - NeuGc e NeuAc, os quais decrescem ao final da fase de lactação, com mesmo comportamento verificado para a concentração de lactose. Este fato pode indicar uma provável relação entre o teor de lactose e de ácido siálico, devido a sua participação na composição estrutural de compostos relacionados a lactose, mais precisamente na cadeia dos oligossacarídeos. A concentração média de ácidos siálicos encontrados neste estudo apresentaram valores máximos de 40,10 mg/100g e 23,00 mg/100g de NeuGc e NeuAc, respectivamente. Esses valores, mais elevados que os citados por outros estudos podem ter relação direta com enzimas responsáveis pela síntese de ácido siálico na glândula mamária, além dos fatores externos como condições edafoclimáticas aos quais foram submetidos os animais. Considerando tais aspectos, a presença desses elementos no leite caprino representa potencial fonte de compostos bioativos para serem utilizados como ingrediente funcional em alimentos.
  • ADASSA GAMA TAVARES
  • EFEITO DO ÓLEO ESSENCIAL DE Origanum vulgare L. (ORÉGANO) SOBRE O DESENVOLVIMENTO DE TOLERÂNCIA DIRETA E CRUZADA EM CEPAS DE Staphylococcus aureus ISOLADAS DE ALIMENTOS JOÃO PESSOA
  • Data: 05 de Dezembro de 2013 às 10:00
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  • O desenvolvimento de tolerância em S. aureus frente a condições de estresse subletal aplicadas na conservação dos alimentos tem sido observado. Apesar do uso do óleo essencial de Origanum vulgare L. (OEOV) como conservante em alimentos ser considerado uma alternativa promissora, poucos estudos científicos têm avaliado sua capacidade de induzir o desenvolvimento de tolerância direta e cruzada em bactérias patogênicas de origem alimentar. O objetivo desse estudo foi investigar a capacidade do OEOV em inibir o crescimento de cepas de Staphylococcus aureus isoladas de alimentos, bem como avaliar o desenvolvimento de tolerância direta e/ou cruzada a sais e ácidos orgânicos comumente utilizados pela indústria alimentícia após a exposição das cepas a concentrações subletais do OEOV. Foram utilizadas quatro cepas de S. aureus (FRI-S-6; FRI-196-3; FRI-326; ATCC 13565) produtoras de enterotoxinas. A Concentração Inibitória Mínima (CIM) do OEOV, cloreto de sódio (NaCl), cloreto de potássio (KCl), ácido acético (AA) e ácido láctico (AL) foi determinada através do método de microdiluição em caldo. A capacidade das cepas enterotoxigênicos de S. aureus desenvolverem tolerância direta e/ou cruzada ao NaCl, KCl, AA e AL foi observada mediante a exposição dessas cepas a quantidades subletais (½ CIM e ¼ CIM) do OEOV em caldo Brain Heart Infusion (BHI) durante 72 horas e posterior determinação da CIM dos agentes antimicrobianos ensaiados. A indução de tolerância bacteriana direta e/ou cruzada foi avaliada através da comparação dos valores de CIM dos antimicrobianos contra as cepas teste antes e após sua habituação às quantidades subletais do OEOV. Os ensaios foram realizados em triplicata e os resultados foram expressos em valores de moda. Os valores de CIM do OEOV, NaCl, KCl, AA e AL contra as cepas de S. aureus testadas foram 2,5 - 10 μL.mL-1, 200 mg.mL-1, 300 mg.mL-1, 2,5 μL.mL-1e 10 μL.mL-1, respectivamente. Após a exposição das cepas às concentrações subletais (½ CIM e ¼ CIM) do OEOV, os valores de CIM desse óleo essencial frente às células habituadas se mantiveram os mesmos ou reduziram até cinco vezes quando comparados aos das células não habituadas, revelando que não houve indução de tolerância direta. O OEOV não induziu o desenvolvimento de tolerância cruzada ao NaCl, KCl, AA e AL, uma vez que os valores de CIM desses antimicrobianos contra as cepas teste habituadas ao OEOV foram iguais ou até seis vezes menores comparados àqueles obtidos contra as células não habituadas. Estes dados sugerem que concentrações subletais do OEOV podem ser aplicadas na conservação de alimentos de forma segura, uma vez que esse óleo essencial não induziu o desenvolvimento de tolerância direta ou cruzada sobre as cepas de S. aureus testadas.
  • KATARYNE ARABE RIMA DE OLIVEIRA
  • APLICAÇÃO DE CARVACROL E 1,8-CINEOL NA INIBIÇÃO DE BACTÉRIAS CONTAMINANTES DE HORTALIÇAS MINIMAMENTE PROCESSADAS EM INÓCULO MISTO
  • Data: 04 de Dezembro de 2013 às 14:00
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  • A demanda por alimentos frescos, de baixo teor calórico, elevados valores nutricionais e de fácil preparo, tem elevado o consumo de hortaliças minimamente processadas. Entretanto, devido a sua intensa manipulação estes produtos têm sido considerados um potencial problema de segurança microbiológica, envolvendo principalmente bactérias psicrotróficas patogênicas e deteriorantes. A sanitização é considerada uma etapa crítica do processamento deste de hortaliças minimamente processadas, embora alguns dos sanitizantes sintéticos permitidos para uso em vegetais sejam citados como responsáveis por efeitos indesejáveis para o consumidor. Neste sentido, como alternativa aos sanitizantes sintéticos, surgem os óleos essenciais, cujo potencial antimicrobiano é atribuído, muitas vezes, aos seus compostos majoritários. Diante deste contexto, este estudo objetivou avaliar o potencial da aplicação dos constituintes carvacrol e 1,8-cineol na inibição de cepas de bactérias contaminantes de vegetais minimamente processados (Listeria monocytogenes ATCC 7644, Aeromonas hydrophila ATCC 7966 e Pseudomonas fluorescens ATCC 11253), em inóculo misto, através da determinação dos valores de Concentração Inibitória Mínima (CIM), do índice de Concentração Inibitória Fracionada (CIF), bem como da influência da aplicação desses compostos na inibição do crescimento e sobrevivência do inóculo misto bacteriano em caldo vegetal e em vegetais folhosos. Além disso, foi realizada a avaliação dos possíveis danos causados pelos compostos testados à morfologia das células bacterianas através de análises de microscopia confocal e microscopia eletrônica de varredura. Os valores de CIM do carvacrol e do 1,8-cineol foram 1,25 e 40 μL/mL, respectivamente. O índice de CIF frente ao inóculo bacteriano misto foi 0,25, sugerindo uma interação sinérgica entre os compostos testados. A aplicação dos compostos isolados ou combinados em concentrações sub-inibitórias em caldo vegetal causou uma diminuição significativa (p < 0,05) na contagem das bactérias ensaiadas (UFC/mL) ao longo de 24 h. A exposição das hortaliças aos constituintes por apenas 5 min também causou uma redução significativa (p < 0,05) nas contagens dos micro-organismos testados. As observações morfológicas das células bacterianas sugerem ainda que os compostos carvacrol e 1,8-cineol, isolados ou combinados em concentrações sub-inibitórias, ocasionam danos à viabilidade celular, bem como alteração da permeabilidade da membrana citoplasmática e da superfície celular, com o aparecimento de rugosidades e estruturas semelhantes a vesículas. Estes resultados mostram que carvacrol e 1,8-cineol possuem considerável poder de inibição do crescimento e sobrevivência de bactérias contaminantes de hortaliças minimamente processadas, quando ensaiadas em inóculo misto. Ainda, confirmam que constituintes de óleos essenciais, com diferentes estruturas moleculares, quando aplicados em combinação podem substituir sanitizantes sintéticos clássicos utilizados em vegetais, possibilitando o alcance do equilíbrio entre a demanda pela segurança microbiológica e a aceitabilidade sensorial destes produtos.
  • IANNA KAROLINA VERAS LOBO
  • COORTE DE NASCIMENTOS DE JOÃO PESSOA: EFEITOS DA INSEGURANÇA ALIMENTAR NA SAÚDE MATERNO INFANTIL
  • Data: 29 de Novembro de 2013 às 14:00
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  • A insegurança alimentar é um importante fator de risco que pode influenciar o desenvolvimento físico das crianças, como também pode ser um estressor das relações familiares, diante disto, o objetivo foi avaliar os efeitos da insegurança alimentar na saúde materno-infantil. Estudo de coorte iniciado em duas maternidades públicas em João Pessoa. Foram acompanhadas 222 parturientes, de 19 a 35 anos de idade e seus filhos. Realizou-se entrevista na maternidade para coletar informações sobre o pré-natal e parto e no domicilio após o segundo mês de vida do RN, onde aplicou-se um questionário sobre saúde e situação de insegurança alimentar, além da avaliação do estado nutricional. 59,0% das mães encontravam-se em insegurança alimentar, sendo 15,8% moderada ou grave, sendo estes os dois critérios de definição dos grupos de exposição avaliados. Observou-se aumento da prevalência de excesso de peso após a gestação sendo que o ganho de peso gestacional foi maior entre as mães em famílias em situação de segurança alimentar. O consumo alimentar de alimentos não saudáveis foi igual nos dois grupos sendo que as mães em segurança alimentar declararam consumir mais frutas, legumes e saladas cruas que as demais.
  • MARIO DE ALMEIDA PEREIRA COUTINHO
  • FATORES DE RISCO METABÓLICO E OBESIDADE EM MULHERES COM DIAGNÓSTICO DE DIABETES GESTACIONAL PRÉVIO E SUA RELAÇÃO COM O CONSUMO ALIMENTAR HABITUAL
  • Data: 19 de Julho de 2013 às 14:00
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    Esta pesquisa teve como objetivo analisar a frequência de síndrome metabólica,
    obesidade, intolerância à glicose e diabetes mellitus tipo 2 e suas relações com o consumo
    alimentar habitual atual em mulheres com diabetes gestacional prévio. Como objetivos
    específicos, identificar os valores bioquímicos relacionados à síndrome metabólica (SM) no
    período pós-gestacional, identificar a presença de hipertensão arterial (HAS) e avaliar a
    composição dietética da alimentação, correlacionando ao aparecimento da SM. O estudo
    envolveu 49 mulheres atendidas no ambulatório de Diabetes Gestacional de um hospital
    universitário localizado em uma cidade do Nordeste do Brasil, nos anos de 2012 e 2013. No
    período pós-parto entre 6 meses e 4 anos, as participantes foram recrutadas para uma consulta,
    na qual responderam um questionário acerca dos seus antecedentes clínicos, hábitos
    alimentares e nível de atividade física, foram submetidas à aferição do peso e da altura, além
    da realização de exame de bioimpedância e exames laboratoriais, a serem apresentados na
    segunda consulta. Observou-se prevalência elevada de síndrome metabólica da ordem de
    49%, número elevado comparado aos encontrados na literatura tanto em pacientes com
    antecedentes de diabetes gestacional, quanto na população em geral. Após análise estatística,
    observou-se relação através do teste de Mann-Whitney, entre a prevalência de síndrome
    metabólica e uma menor ingestão de proteínas (p=0,05), quando os macro e micronutrientes
    foram ajustados pelo peso. A prevalência de diabetes mellitus foi de 16% e de disglicemias de
    65%, números próximos aos encontrados em estudos levados a cabo cinco anos após a
    gestação e por períodos mais longos. Não houve associação entre o consumo de macro e
    micronutrientes e diabetes. Quanto à obesidade, a prevalência foi de 28%, e apenas 27%
    estavam eutróficas, dados semelhantes aos encontrados na literatura. Deste modo, observou-se
    uma alta prevalência de Síndrome Metabólica nesta população, que foi associada a uma
    ingestão reduzida de proteínas.

  • Caio Victor Coutinho de Oliveira
  • EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE CARBOIDRATOS NA PREVENÇÃO DO ESTADO DE OVERTRAINING EM RATOS WISTAR: ASPECTOS BIOQUÍMICOS, HORMONAIS E MOLECULARES
  • Data: 05 de Julho de 2013 às 14:00
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    Os efeitos ergonênicos da suplementação de carboidratos no contexto esportivo são bem aceitos e evidenciados na literatura. Estes efeitos foram demonstrados em diversas modalidades e condições de exercício, sendo capazes de melhorar aspectos bioquímicos, hormonais, inflamatórios e de estresse oxidativo relacionados à prática de atividade física. No entanto, ainda não foi elucidado se esse potencial ergogênico pode ser replicado em condições de exercícios extenuantes e crônicos, como no caso do overtraining (OT). Assim, este estudo objetivou verificar se a suplementação de carboidratos é capaz de prevenir e/ou minimizar os efeitos deletérios de um protocolo de exercícios destinado a induzir OT em ratos Wistar machos adultos. Os animais (n=32) foram divididos aleatoriamente em grupo controle (C) (n=9), exercício sem suplementação (EX) (n=10) e exercício com suplementação de carboidratos (EX-CHO) (n=13) e submetidos a 11 semanas de treinamento de corrida em esteira, sendo as 3 últimas semanas destinadas a induzir o estado de OT. Testes de performance (Pr) foram realizados antes da 1ª semana (Pr1) e ao término da 8ª (Pr2) e 11ª (Pr3). Após 36h do último teste, os animais foram sacrificados. Níveis de testosterona, cortisol, Malondialdeído (MDA) e Creatina Kinase (CK) foram dosados. A atividade da PI3-K, Akt-1, mTOR e GSK-3 foram mensuradas no gastrocnêmio. Peso ponderal e consumo alimentar foram monitorados semanalmente. O protocolo de treinamento foi eficaz em promover redução da capacidade de desempenho no momento Pr3 em relação ao Pr2 (decréscimo de 36% em EX, p>0,05), mas esta redução só foi significativa no grupo que não ingeriu carboidratos. Estes animais do grupo EX apresentaram redução do consumo alimentar na 11ª semana em relação a C (17,07±0,2g/dia vs 26,31±3,6g/dia, respectivamente, p<0,001), sendo que EX-CHO manteve a mesma ingestão (de 18,62±5,4g/dia de EX-CHO vs 26,31±3,6g/dia de C, p>0,05). Adicionalmente, EX-CHO terminou o protocolo com peso corrigido do músculo gastrocnêmio maior que C (5,39±0,48g vs 4,89± 0,27g respectivamente, p=0,02), sem que o mesmo tenha ocorrido em EX. O protocolo de treinamento promoveu diminuição da testosterona (p=0,001) e elevação de MDA (p=0,009) nos dois grupos exercício em relação a C, sem que a suplementação de carboidratos tenha influenciado estas variáveis (p>0,05). Enquanto isso, níveis de CK e cortisol não se elevaram nos dois grupos exercício em relação ao grupo C. Considerando os ensaios moleculares, a atividade da Akt-1 apresentou-se maior apenas em EX-CHO comparado a C (p=0,013), enquanto que a da mTOR não apresentou diferenças entre os grupos (p>0,05). Conclui-se que a suplementação de carboidratos promove discreta atenuação na queda da performance, inibição da anorexia e aumento da massa muscular em animais submetidos a protocolo de OT. Este ganho muscular foi acompanhado pela maior atividade do sinalizador molecular anabólico e anti-catabólico Akt-1. Por outro lado, não preveniu alterações nos marcadores de OT estresse oxidativo, perfil hormonal e dano muscular.

  • EDNA SAMARA RIBEIRO CESAR
  • EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DE ZINCO SOBRE O GH, IGF-1 E IGFBP3 EM IDOSAS SAUDÁVEIS
  • Data: 19 de Junho de 2013 às 14:00
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    O processo de envelhecimento envolve várias alterações fisiológicas dentre elas a diminuição dos hormônios anabólicos. Em decorrência disso, cada vez mais pesquisas têm sido desenvolvidas com a finalidade de melhorar a qualidade de vida nessa população. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar o efeito da suplementação de zinco sobre os níveis séricos de GH, IGF-1 e IGFBP3 em idosas. Foi desenvolvido um estudo clínico, randomizado, duplo cego com placebo controlado. Inicialmente foram selecionadas 56 idosas e após os critérios de exclusão participaram 20 idosas que foram divididas em 2 grupos: Zinco (n=10) e Placebo (n=10). Após a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Ciências da Sáude da UFPB as idosas receberam 25mg/dia de zinco ou placebo por 90 dias. Os parâmetros foram analisados por meio do teste t student no software GraphPad-Prism v.5.04. Adotou-se um nível de significância de 5% para todos os testes. Observou-se que os níveis de zinco dietético apresentaram-se abaixo do recomendado para os idosos no grupo zinco (5,7 ± 0,68 mg/dia ) e placebo (6,5 ± 0,66 mg/dia ). O grupo controle sofreu uma redução significativa na concentração de zinco plasmático do inicio até o final do experimento (1,0 ± 0,01 para 0,9 ± 0,02), enquanto que o grupo suplementado manteve os níveis plasmáticos sem alterações significativas neste mesmo período (1,0 ± 0,03 para 1,0 ± 0,04). As idosas de ambos os grupos apresentaram aumento das enzimas aspartato aminotransferase (AST) e alanina aminotransferase(ALT) após a suplementação, no entanto os níveis mantiveram-se dentro dos valores de referência. Com relação aos hormônios a suplementação de zinco foi capaz de aumentar os níveis de GH (p< 0,004) e IGFBP3 (p<0,02), embora o grupo zinco não tenha apresentado níveis hormonais melhores que o grupo placebo. O efeito do zinco foi superior ao do placebo, porém de pequena magnitude. Portanto, não podemos descartar a possibilidade do zinco ser uma alternativa para aumentar os níveis de GH em idosos, necessitando, portanto, a realização de outras pesquisas com um N maior.

  • WHYARA KAROLINE ALMEIDA DA COSTA
  • PROTEÔMICA COMPARATIVA DOS LEITES CAPRINOS DAS RAÇAS ALPINA E SAANEN PRODUZIDOS NO NORDESTE DO BRASIL E ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE SUAS FRAÇÕES PROTEICAS
  • Data: 06 de Junho de 2013 às 14:00
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    A composição proteica do leite caprino difere do leite de outras espécies animais em relação à composição de caseínas, entretanto existem variações entre leites de cabras de raças distintas, bem como tendências regionais entre as raças caprinas. Análises proteômicas têm sido amplamente utilizadas para caracterização de leites por permitirem a distinção de características específicas entre leites de diferentes espécies ou raças. O presente estudo foi conduzido com o objetivo de analisar comparativamente a composição proteica de leites produzidos por cabras das raças Alpina e Saanen na região Nordeste do Brasil, e de avaliar a atividade antimicrobiana das suas frações proteicas frente a algumas cepas de bactérias patogênicas. A partir dos leites desnatados (extratos proteicos brutos - EPBs) foram obtidas frações proteicas por precipitação com sulfato de amônio e precipitação isoelétrica. Os materiais foram submetidos à eletroforese em gel de poliacrilamida na presença de sódio dodecil sulfato e ß-mercaptoetanol (SDS-PAGE), eletroforese bidimensional (2-DE) e cromatografia líquida de alta eficiência em fase reversa (RP-HPLC). Os resultados revelaram ausência de s1-caseína (s1-cn) nos leites produzidos pelas cabras das raças Alpina e Saanen, não sendo observadas diferenças para os perfis de s2-caseína (s2-cn) e β-caseína (ß-cn) nos EPBs dos leites de ambas as raças estudadas. Contudo, o teor de proteínas solúveis no EPB do leite caprino da raça Saanen foi superior (46,7 mg/mL ± 6,2) ao observado para o EPB do leite caprino da raça Alpina (19,6 ± 8,9 mg/mL). Resultados similares foram observados para os teores de proteínas solúveis das frações proteicas precipitadas com sulfato de amônio dos leites estudados. As proteínas do soro de leite, albumina, β-lactoglobulina (ß-lg) e -lactoalbumina (-lb) foram detectadas nos leites de ambas as raças avaliadas em quantidades similares, entretanto no leite da raça Saanen a quantidade de prováveis resíduos de hidrólise da β-cn (κ-caseína e γ-caseína) foi maior do que aquele encontrado no leite da raça Alpina. Os perfis caseínicos dos leites das raças Saanen e Alpina, observados através das eletroforeses mono e bidimensionais foram confirmados em análises de RP-HPLC. Nos ensaios de atividade inibitória frente a B. subtilis, E. coli, P. aeruginosa e S. aureus apenas a fração onde se concentraram as maiores quantidades de caseínas (Fração 60:90%) mostrou-se efetiva na inibição das cepa teste, com valores de Concentração Inibitória Mínima variando entre 500 μg/mL e 1000 μg/mL. Estes resultados revelam que os leites obtidos de cabras das raças Saanen e Alpina, produzidos na região Nordeste do Brasil constituem importantes fontes proteicas hipoalergênicas em decorrência da ausência de s1-cn, com potencial para aplicação em formulações de produtos lácteos com características diferenciadas. Ainda, o efeito antibacteriano observado sugere que o leite caprino, particularmente com a constituição caseínica descrita no presente estudo, pode ser fonte de compostos antibacterianos alternativos, embora sejam necessários estudos mais aprofundados para subsidiar o seu emprego com maior eficiência.

  • CARLOS VINICIUS DA SILVA BARBOSA
  • AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DO CONSUMO DE PASTA DE GERGELIM (Sesamum indicum L.) NO ESTADO FISIOLÓGICO DE ATLETAS DE FUTEBOL
  • Data: 05 de Junho de 2013 às 14:00
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    O exercício físico intenso quando executado em desequilíbrio com a dieta e período de recuperação do atleta pode promover um indesejável estado crônico de inflamação e geração de espécies reativas de oxigênio (EROs). Estes compostos podem degradar proteínas musculares e contribuir para os sinais e sintomas de lesões musculares. Nos últimos anos alguns alimentos têm sido testados quanto a sua capacidade de atenuar efeitos deletérios em atletas submetidos a jornadas intensas de treinamento e competição. Neste contexto, o gergelim (Sesamum indicum L.) se destaca por apresentar um alto valor nutricional, além de reconhecidas propriedades antioxidantes e antiinflamatórias. Considerando estes aspectos, o presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do consumo de pasta de gergelim (S. indicum L.) sobre o estresse oxidativo, marcadores inflamatórios e danos musculares em atletas de futebol. Para tanto, um estudo randomizado com placebo controlado foi conduzido com 19 atletas de futebol, adolescentes, do sexo masculino, com idade média de 16 anos. A pasta de gergelim foi elaborada com adição de 30% de mel de Apis mellifera. Os participantes foram aleatoriamente designados a consumir 40 gramas por dia de pasta de gergelim ou placebo durante 28 dias de treinamentos normais. Antes e após a intervenção foram realizadas avaliações antropométricas, testes funcionais e dosagem sanguínea de creatina quinase (CK), lactato desidrogenase (LDH), malondialdeído (MDA) e proteína c-reativa ultra-sensível (PCR-us) e ao longo das quatro semanas do estudo foi realizada avaliação do consumo alimentar dos atletas. As análises bioquímicas indicaram um estado de desequilíbrio fisiológico dos atletas no início do procedimento experimental. A ingestão da pasta de gergelim resultou na diminuição da peroxidação lipídica (p=0,002), redução dos níveis séricos de PCR-us (p=0,010) e LDH (p=0,001), acompanhados por melhora da potência aeróbia (p=0,011) e velocidade pico (p=0,005). Em contrapartida, não foi observada qualquer alteração destas variáveis no grupo placebo. Para as variáveis antropométricas, velocidade de corrida do limiar de lactato e CK não foram observadas diferenças nos grupos que receberam a pasta de gergelim e placebo após o período de intervenção. Os resultados do presente estudo sugerem que o consumo de pasta de gergelim representa uma importante estratégia nutricional devido a sua capacidade de reduzir o estado inflamatório, estresse oxidativo e de induzir reparo do tecido muscular em atletas de futebol, particularmente em atletas de futebol previamente desgastados.

  • DANDARA A FELIZARDO DE FIGUEIREDO
  • Avaliação de Efeitos Terapêuticos e Nutricionais da Farinha de Passiflora Edulis (Maracujá - Amarelo) em Estudos Pré-Clínicos com Ratos
  • Data: 12 de Abril de 2013 às 14:00
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    Espécies do gênero Passiflora são documentadas na literatura como agente ansiolítico e sedativo. Apesar de estudos avaliarem a ação comportamental dos extratos das folhas da Passiflora, raros são os estudos que avaliaram os efeitos comportamentais e fisiológicos das cascas da Passiflora edulis na forma de tratamento e in natura. A partir disto, a presente pesquisa teve como objetivo avaliar os efeitos comportamentais e fisiológicos do tratamento com a farinha da casca da Passiflora edulis, investigando desta forma suas possíveis propriedades nutracêuticas. Foram utilizados 40 ratos machos adultos da linhagem Wistar, randomizados em quatro grupos: Grupo Controle – GC, Grupo Albedo – GA, Grupo Flavedo – GF, Grupo Albedo + Flavedo – GAF, os quais foram tratados durante 30 dias com a farinha (130mg/kg), diluída em água filtrada e administrada pela técnica de gavagem, da casca do albedo, flavedo e da casca completa da Passiflora edulis, albedo associado ao flavedo. O ganho de peso e o consumo alimentar foram monitorados ao longo do tratamento. As alterações comportamentais foram analisadas no final do tratamento (30 dias) por meio do teste do Labirinto em cruz elevado, método validado para explorar as bases neurobiológicas da ansiedade, do Campo Aberto, o qual avalia a atividade exploratória dos animais e por meio do Rota-Rod, o qual analisa a coordenação motora dos animais. No Labirinto em Cruz Elevado apenas o GAF (62,89 ± 22,06) apresentou um maior tempo(s) de permanência nos braços abertos do aparelho em relação ao GC (12,67 ± 5,09; p<0,05). O GAF (148,1 ± 26,02) no Campo Aberto apresentou maior tempo de imobilidade quando comparado tanto ao GC (24,00 ± 7,02; p<0,001) como aos grupos experimentais tratados apenas com a farinha do albedo (29,30 ± 7,57; p<0,001) e a farinha do flavedo (39,00 ± 10,42; p<0,001). A mediana dos espaços percorrido pelos animais do GAF foi de 10,5 (percentil 6,5 - 20). Tendo estes um menor número de ambulação que o GC, o qual foi observado uma mediana de 31,5 (31-36,5), p<0,001 e aos demais grupos experimentais, GA e GF, os quais apresentaram uma mediana de 32,0 (percentil 31 – 36,5), p<0,001 e 29,0 (percentil 24 – 38,5), p<0,01. O ganho de peso(g) dos animais do GAF (79,6 ± 5,60) foi de 22,3% menor que o GC (102,8 ± 1,52). Já os animais do GA (86,3 ± 3,22) reduziram o ganho de peso em 16%. O tratamento não resultou em efeitos ansiolíticos, nem alterou a coordenação motora dos animais, mas efeitos sedativos foram observados no GAF. O consumo alimentar dos animais tratados não foi alterado, mas o ganho de peso foi diminuído tanto nos animais do GAF, quanto no GA. Portanto, conclui-se que a farinha da casca completa da Passiflora edulis apresenta efeito sedativo, sem provocar efeito ansiolítico e relaxamento muscular; e auxilia na diminuição do ganho de peso corporal, apresentando assim propriedades nutracêuticas.

  • MYRELLA CARIRY LIRA
  • CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DE BIOFILME E RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA DE STAPHYLOCOCCUS SPP. ISOLADOS EM USINAS DE BENEFICIAMENTO DE LEITE CAPRINO
  • Data: 20 de Março de 2013 às 14:00
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    O objetivo do presente estudo foi investigar o potencial para produção de biofilme em estafilococos isolados de diferentes pontos do processo de beneficiamento de leite caprino. Staphylococcus (n = 60) foram obtidos a partir de leite cru, leite pasteurizado, leite do tanque, swabs de equipamentos e swabs de mão de manipuladores em usinas de beneficiamento de leite caprino no Estado da Paraíba, Brasil. Os isolados foram testados quanto à formação de biofilme, fenotipicamente, pelos métodos de placa de microtitulação (MtP) e Ágar Congo Red (ACR) e, genotipicamente, através da detecção do gene icaD por reação em cadeia de polimerase (PCR). Além disso, o teste de susceptibilidade antimicrobiana foi determinada pelo método de microdiluição para determinação da concentração inibitória mínima. Staphylococcus aureus (26,7%) e 10 diferentes espécies de Staphylococcus coagulase negativos (73,3%) foram identificadas. Dentre os 60 isolados, 27 (45%) foram considerados produtores de biofilme de acordo com o teste de MTP e 17 (28%) de acordo com o teste de ACR, havendo baixa concordância entre estes dois métodos (K = 0,036). Entre os isolados MTP positivos, 20 (74%) foram negativos para o gene icaD, explicando a baixa concordância (K = -0,014) entre os dois métodos. O icaD gene foi detectado em 14 (82%) dos isolados positivos no teste ACR e foi observada boa concordância (K = 0,79) entre os dois testes. O gene icaD foi observado apenas em S. aureus. No entanto, nenhuma diferença na frequência de isolados que produziram biofilme pelo teste de MTP foi observada entre Staphylococcus coagulase negativos (45,4%) e S. aureus (43,7%). A maior frequência de estafilococos produtores de biofilme por ambos os métodos fenotípicos (MTP e CRA) foi observada em amostras de leite do tanque e de mão de manipuladores. Por outro lado, menor frequência das características foi observada em isolados de leite pasteurizado. Maior resistência antimicrobiana foi detectada para ampicilina (100%), penicilina G (35%), e eritromicina (20%). Todos os isolados apresentaram susceptibilidade a amoxicilina/clavulanato de potássio, ceftriaxona, ciprofloxacina, gentamicina, levofloxacina, linezolida, e moxifloxacina. Nenhuma resistência contra oxacilina foi observada em S. aureus e multirresistência foi observada em 11 (18%) dos isolados. Não houve associação significativa entre resistência ou multirresistência e produção de biofilme pelos três métodos utilizados. Os resultados indicaram que os mecanismos ica independentes são de grande importância para produção de biofilmes de estafilococos contaminantes de leite caprino em laticínios.

  • NAYARA MOREIRA LACERDA MASSA
  • AVALIAÇÃO DO EFEITO DA CITRULLUS LANATUS (MELANCIA) E ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DE POLIMORFISMOS GENÉTICOS EM ADULTOS DISLIPIDÊMICOS
  • Data: 12 de Março de 2013 às 09:00
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    A dislipidemia e polimorfismos genéticos estão relacionados com risco aumentado para
    desenvolver doenças cardiovasculares e a melancia parece possuir potencial para melhorar
    hiperlipidemia devido à presença de nutrientes como arginina e citrulina. Investigou-se o
    efeito hipolipemiante do extrato de melancia e a influência do genótipo da
    metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR C677T) e da apolipoproteína E na resposta a
    suplementação. Foi desenvolvido um estudo experimental, clínico de fase II, randomizado,
    duplo cego com placebo controlado. Inicialmente foram realizados exames bioquímicos para
    avaliação do perfil lipídico com 92 funcionários de uma instituição pública, de forma
    aleatória. Destes, quarenta e três sujeitos diagnósticados com dislipidemia foram
    randomicamente divididos em dois grupos, o experimental (n=22) e controle (n=21). Os
    sujeitos foram suplementados diariamente (6 g) durante 42 dias com extrato de melancia ou
    uma mistura de hidratos de carbono (sacarose/glicose/frutose). Foram avaliados parâmetros
    antropométricos (peso, índice de massa corporal, circunferência da cintura e relação cintura
    quadril), bioquímicos (perfil lipídico), pressão arterial sistêmica e atividade autonômica
    cardíaca. O consumo do extrato de melancia reduziu concentrações plasmáticas de colesterol
    total (p<0,05) e lipoproteína de baixa densidade (p<0,01), sem modificar valores de
    triglicerídeo, lipoproteína de alta densidade e lipoproteína de muito baixa densidade em
    humanos adultos com dislipidemia, pré hipertensos, com sobrepeso e glicemia próximo ao
    limite superior. Portadores do alelo T (MTHFR C677T) do grupo experimental apresentarm
    redução da lipoproteína de baixa densidade (p<0,01), já portadores do alelo C não reduziram
    os níveis desta variável. Os sujeitos do grupo experimental e controle apresentaram o sistema
    simpático estimulado, sem modificações após suplementação em ambos os grupos. Efeito
    benéfico do extrato sobre níveis de pressão arterial, reduzindo significativamente valores de
    pressão arterial sistólica (p<0,01) e diastólica (p<0,01) no grupo experimental, sem alterações
    significativas no grupo controle. Não foram encontradas modificações dos parâmetros
    antropométricos em ambos os grupos após a suplementação com o extrato de melancia. Em
    resumo, o presente estudo demonstrou pela primeira vez efeito benéfico do consumo do
    extrato de melancia na redução dos níveis plasmáticos de lipídios e pressão arterial sistólica e
    diastólica em seres humanos, onde polimorfismo MTHFR C677T não influenciou os níveis de
    lipídios plasmáticos, mas torna os indivíduos mais responsivos ao tratamento com a melancia.
    O consumo deste alimento funcional pode representar uma alternativa terapêutica no
    tratamento coadjuvante de pacientes com dislipidemia, acarretando promoção da saúde e
    minimização do desenvolvimento de fatores de risco para as doenças cardiovasculares.

  • Larissa Lima de Sousa
  • APLICAÇÃO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE Rosmarinus officinalis L. E Origanum vulgare L. NO CONTROLE DE FUNGOS PATÓGENOS PÓS-COLHEITA EM Vitis labrusca L. (UVA ISABEL)
  • Data: 08 de Março de 2013 às 09:30
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    A uva Isabel (Vitis labrusca L.), é um fruto não climatérico, com baixa atividade fisiológica, muito sensível à desidratação e infecção fúngica durante o manuseio no processamento pós-colheita. A dificuldade no tratamento e controle de infecções fúngicas e o crescente reconhecimento de seu impacto na produção de frutos tem estimulado a pesquisa de métodos alternativos capazes de controlar o desenvolvimento de fitopatógenos e, consequentemente, a redução das perdas pós-colheita. A utilização de óleos essenciais para aplicação em alimentos tem se mostrado uma forma promissora como método de conservação devido às suas propriedades antimicrobianas e antioxidantes. O presente estudo avaliou a eficácia da aplicação dos óleos essenciais de Origanum vulgare L. (OEOV) e Rosmarinus officinalis L. (OERO) isoladamente e em combinação como inibidores de crescimento dos fungos patógenos pós-colheita Rizhopus stolonifer URM 3728, Aspergillus flavus URM 4540 e Aspergillus niger URM 5842 em meio laboratorial e em uvas Isabel (Vitis labrusca L.) e sua influência sobre a microbiota autóctone, características físicas, físico-químicas e sensoriais dos frutos durante o armazenamento em temperatura ambiente (25 °C por 12 dias) e refrigerada (12 °C por 24 dias). O OEOV e o OERO revelaram valores de CIM de 0,25 e 1 μL/mL, respectivamente, frente a todos os fungos testados. A aplicação dos óleos essenciais em diferentes concentrações (CIM OERO 1 μL/mL; CIM OEOV 0,25 μL/mL; 1/2 CIM OEOV 0,125 μL/mL + 1/2 CIM OERO 0,5 μL/mL; 1/4 CIM OEOV 0,06 μL/mL + 1/4 CIM OERO 0,25 μL/mL) inibiu o crescimento micelial (95,18 – 99,46%) e germinação de esporos (> 75%) dos fungos utilizados nos testes, além de inibir o crescimento de estirpes dos fungos testados em uvas artificialmente infectadas, bem como a micoflora autóctone de uvas armazenadas em temperatura ambiente e a baixa temperatura. Em geral, a aplicação do revestimento composto por OEOV e OERO em concentrações sub-letais preservou a qualidade das uvas, considerando seus atributos físicos (cor, firmeza, perda de massa), físico-químicos (acidez titulável, sólidos solúveis e relação acidez tituláveis/sólidos solúveis) e sensoriais ao longo dos tempos de armazenamento avaliados. Os resultados obtidos no estudo demonstraram o potencial de OEOV e OERO para o controle de fungos patogênicos pós-colheita de frutos, em particular, de R. stolonifer, A. flavus e A. niger em uvas de mesa.

  • CAROLINA LEAL DE ALBUQUERQUE
  • EXTRATO DE BATATA INGLESA (Solanum tuberosum L.): PRESENÇA DE COMPOSTOS BIOATIVOS E POTENCIAL ATIVIDADE GASTROPROTETORA E ANTIOXIDANTE
  • Data: 04 de Março de 2013 às 14:00
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    O extrato da batata inglesa (Solanum tuberosum L.) é consumido popularmente para o
    tratamento de afecções estomacais. No entanto, para que um substrato seja utilizado e
    prescrito com o intuito de tratamento, é necessário conhecer melhor a sua composição
    química. Sendo assim, objetivou-se identificar no extrato aquoso bruto de Solanum tuberosum
    a presença e quantificação de compostos bioativos, com ênfase na purificação e caracterização
    físico-química da lectina, bem como investigar a relação do extrato com possíveis atividades
    biológicas. O extrato foi submetido ao ensaio de hemaglutinação com eritrócitos de sangue
    humano A, B e O, à especificidade por carboidratos simples e glicoproteínas, ao
    fracionamento protéico com sulfato de amônio a 50% de saturação e à cromatografia de
    exclusão molecular. A lectina foi identificada pela análise de atividade hemaglutinante (AH),
    dosada quanto ao teor de proteínas e carboidratos solúveis e sua inativação foi testada na
    fração 50% através da variação de pH, temperatura e na presença de agente desnaturante e
    redutor. No extrato foram também determinados os taninos totais, a presença de inibidor de
    tripsina, a pesquisa de saponina e avaliou-se a atividade antioxidante, gastroprotetora e
    antibacteriana. Dentre os eritrócitos testados, a lectina aglutinou preferencialmente o humano
    tipo O e não apresentou melhoria na AH após tratamento com enzimas proteolíticas. A
    atividade específica de sua forma purificada foi 128 UH/mgP. A lectina permaneceu ativa em
    ampla faixa de pH (2-13), sua inativação ocorreu após 50 minutos a 100 ºC, apresentou
    especificidade pela glicoproteína mucina e foi resistente ao agente desnaturante e redutor. No
    extrato testado, os teores de taninos foram de 48,02 ± 3,06 mgTan/100 g de batata e os
    inibidores de tripsina de 237,50 ± 28,28 UTI/g de batata, a pesquisa de saponina foi negativa
    na amostra analisada. A cromatografia apresentou três picos, sendo um ativo e submetido à
    eletroforese em gel de poliacrilamida com SDS e à espectrometria de massa, apresentando
    pureza e peso molecular de 40,5 KDa. O extrato de Solanum tuberosum possui potencial
    atividade antioxidante nas concentrações de 1, 10, 100 e 1000 μg/mL, com redução no nível
    de oxidação da hemoglobina causada por ação do agente fenilhidrazina. O efeito
    gastroprotetor foi evidente em todas as doses avaliadas (62,5, 125, 250 e 500 mg/kg) com
    redução no índice de lesão ulcerativa (ILU) em 60%, 46%, 42% e 37%, respectivamente,
    quando comparado ao controle negativo (solução salina 0,9%), resultado melhor que o
    produzido pelo controle positivo (lansoprazol), o qual reduziu o ILU em 30%. Não foi
    identificada a presença de atividade antibacteriana contra as cepas analisadas. Conclui-se que
    no extrato de Solanum tuberosum existem compostos bioativos e que a atividade biológica
    apresentada pode estar relacionada com a presença de taninos ou de lectinas no extrato.

  • BRUNO SOARES DE SOUSA
  • INVESTIGAÇÃO DO POTENCIAL ANSIOLÍTICO DE MAGNÉSIO E VITAMINA B6 EM UMA ÚNICA ADMINISTRAÇÃO EM HUMANOS
  • Data: 28 de Fevereiro de 2013 às 09:00
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    O objetivo deste estudo foi investigar o potencial ansiolítico do Magnésio e da Vitamina B6 em estudantes universitárias utilizando um modelo de indução experimental de ansiedade, por meio da avaliação dos parâmetros fisiológicos e psicológicos. O estudo teve caráter experimental, randomizado e controlado. Foi composto por sessenta estudantes, do sexo feminino, distribuídas em um dos quatro grupos experimentais: Controle; Magnésio; Magnésio + B6; Vitamina B6. A ansiedade humana experimental foi induzida pelo Teste de Simulação de Falar em Público (TSFP) e foi avaliada por meio de parâmetros fisiológicos (Pressão Arterial Sistêmica, Frequência Cardíaca, Temperatura de Extremidades, Condutância Elétrica da Pele) e de parâmetros psicológicos (Inventário de ansiedade Traço e Estado). O comportamento das medidas fisiológicas e psicológicas foi acompanhado nos quatro momentos do teste, Basal (B), Pré - estresse (PT), Performance (S) e Final (F) e foram avaliados de duas formas: comportamento entre os grupos suplementados e entre as fases em cada um dos respectivos grupos.No momento do discurso a pressão arterial diastólica foi menor no grupo B6 comparado ao controle (P<0,05), houve ainda diminuição da condutância no grupo B6 (P<0,01), no grupo Magnésio + B6 (P<0,05) e no grupo B6 (P<0,05) comparados ao grupo controle. No momento final a condutância foi menor no grupo B6 comparado ao controle (P<0,05). O IDATE-T demonstrou que as universitárias apresentavam níveis de ansiedade moderado (IDATE-T 40-60 pontos). Na comparação entre os grupos observou-se que todos os indivíduos dos respectivos grupos já iniciavam o teste com um grau de ansiedade moderada (IDATE-E 40 - 60 pontos). No momento final houve diminuição no escore do IDATE-E em ambos os grupos, onde os mesmos passaram a ser classificados com grau de ansiedade baixa (IDATE-E < 40 pontos) (P>0,05). A utilização de Magnésio e de vitamina B6, na concentração de 200 mg apresentou resultados suficientes que comprovam sua eficácia no controle de alguns sintomas da ansiedade, aqui induzida de forma experimental, apresentando menores valores de CEP durante a ansiedade antecipatória e tendo a vitamina B6 apresentado valores menores da PAD no momento da performance do discurso, o que significa afirmar que em relação ao grupo controle as participantes apresentaram menor variabilidade.

  • FERNANDA DA FONSECA FREITAS
  • AVALIAÇÃO DOS EFEITOS PSICOFISIOLÓGICOS DA L-TEANINA EM MODELO DE ANSIEDADE EM HUMANOS
  • Data: 08 de Fevereiro de 2013 às 09:00
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    A ansiedade caracteriza-se por um estado de tensão, apreensão e desconforto, que se originam de um perigo interno ou externo iminente, podendo ser resposta a estresse ou a estímulo ambiental e pode ser mensurada através de medidas psicológicas e fisiológicas do individuo. A L-teanina (ácido gama-etilamida L-glutâmico) ou teanina é um aminoácido encontrado na Camellia sinensis, popularmente conhecida como “chá verde”. Este aminoácido vem sendo utilizado para reduzir o estresse mental e físico, melhorar a função da memória e no tratamento da ansiedade. Visto que os transtornos da ansiedade estão entre os transtornos mais comumente observados tanto na população geral quanto nos serviços de atenção primária à saúde, é relevante a averiguação de métodos não farmacológicos para o seu tratamento. O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos psicofisiológicos da L-teanina sobre um modelo de ansiedade em humanos saudáveis. O estudo teve caráter experimental, do tipo ensaio clínico randomizado e controlado. Foi composto por trinta estudantes saudáveis, do gênero masculino ou feminino, os quais foram inseridos em um dos três grupos experimentais (controle, L-teanina 1 ou L-teanina 2). Os participantes dos grupos experimentais receberam 200 mg de L-teanina na forma de cápsula e em dose única. A ansiedade humana experimental foi induzida pelo Teste de Simulação de Falar em Público (TSFP) e foi avaliada por meio de parâmetros fisiológicos (pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura de extremidade e condutância elétrica da pele) e de parâmetros psicológicos (inventário de ansiedade traço – IDATE-T e estado – IDATE-E). Os testes estatísticos utilizados considerando os dados paramétricos foram o ANOVA (one way) e ANOVA para medidas repetidas e considerando os dados não paramétricos o teste de Kruskal-Wallis e de Friedman. Os resultados foram considerados significativos quando apresentaram um nível de significância de 95% (p < 0,05). Observou-se uma redução nos níveis da pressão arterial sistólica e frequência cardíaca no grupo L-teanina 2 (p < 0,05) e da condutância elétrica da pele no grupo L-teanina 1. Ocorreu também uma redução no escore do IDATE-E nos dois grupos experimentais, uma vez que a pontuação manteve-se dentro da faixa de ansiedade baixa durante todo o teste (< 40 pontos). Estes resultados sugerem que a L-teanina teve um efeito ansiolítico sobre os parâmetros fisiológicos e psicológico que se alteram na ansiedade. Sendo assim, este aminoácido pode ser uma estratégia não farmacológica no tratamento da mesma.

  • KARLA VANESSA GOMES DE LIMA
  • RELAÇÃO ENTRE O STATUS DE CROMO SÉRICO, NÍVEIS GLICÊMICOS E PERFIL LIPÍDICO DE PACIENTES NO PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIA BARIÁTRICA
  • Data: 07 de Fevereiro de 2013 às 14:00
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    A redução do peso em grandes obesos através da cirurgia bariátrica proporciona benefícios no metabolismo dos lipídeos e carboidratos com redução da resistência à ação da insulina, ocasionando controle de morbidades, e consequente melhora na qualidade de vida. O cromo é considerado um elemento essencial para a função da insulina, possuindo papel no metabolismo dos macronutrientes. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo analisar o status de cromo e sua associação com os níveis glicêmicos e perfil lipídico em pacientes no pré-operatório de cirurgia bariátrica. Participaram do estudo 73 candidatos à cirurgia bariátrica, acompanhados no período de Março a Setembro de 2012, após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da UFPB, sob o protocolo nº 0294/2011. Dados sócio-demográficos (idade, sexo e escolaridade), antropométricos (peso e altura), bioquímicos (proteínas totais, albumina, hemoglobina, hematócrito, ferro sérico, glicose de jejum, hemoglobina glicada, colesterol total e frações, triglicerídeos, cromo sérico e cálcio sérico) e dietéticos (Questionário de Quantitativo de Frequência de Consumo Alimentar) foram coletados. Utilizou-se o programa estatístico Sigma Stat versão 3.5 para as análises estatísticas descritivas e de significância. O nível de significância empregado foi de 5%. A maioria da amostra foi composta por mulheres (75,34%) com idade média de 37,20 ± 9,92 anos e com índice de massa corporal de 47,48 (43,59 – 52,50) Kg/m². Em relação ao estilo de vida, destaca-se que a maioria era sedentária (76,71%), hipertensa (49,31%), etilista (30,14%), portadora de hipercolesterolemia (38,36%) e hipertrigliceridemia (49,31%). Comparando os valores séricos encontrados nos pacientes e os valores de referência, observou-se elevado número de indivíduos com déficit de cromo sérico (87,67%). Na análise de correlação, houve relação negativa significativa do cromo com o zinco e o IMC, além de uma relação positiva também significante com a hemoglobina glicada. No ajuste das variáveis utilizando a análise de regressão linear múltipla foram identificadas as seguintes variáveis independentes associadas com o cromo sérico: Colesterol total (β = 0,171; p = 0,048) e Triglicerídeos (β = -0,181; p = 0,039). Em conclusão, observou-se o elevado percentual de deficiência do cromo sérico e a presença de associação com colesterol total e triglicerídeos, alertando para a necessidade de intervenção nutricional precoce, com o objetivo de reduzir às deficiências e melhorar o perfil lipídico desses pacientes.

  • AMANDA GONCALVES LOPES COURA
  • PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA E FATORES ASSOCIADOS COM A SITUAÇÃO DE (IN)SEGURANÇA ALIMENTAR EM FAMÍLIAS DE DOIS MUNICÍPIOS DA PARAÍBA
  • Data: 06 de Fevereiro de 2013 às 09:00
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    O presente estudo se propôs a identificar os fatores que contribuem com a situação de
    insegurança alimentar. Trata-se de um estudo de coorte prospectivo, de base populacional no
    qual foram entrevistadas famílias residentes nos municípios de São José dos Ramos e Nova
    Floresta, Paraíba, que participaram de estudo em 2005. O questionário utilizado continha os
    mesmos módulos da pesquisa realizada anteriormente, com a descrição das características
    sócio-demográficas das famílias e a EBIA. As variáveis estudadas são: tipo de moradia,
    número de cômodos do domicílio, número de cômodos para dormir, tipo de abastecimento de
    água, de esgotamento sanitário, destino do lixo, total de moradores, quantidade de crianças,
    renda familiar per capita, participação no Programa Bolsa Família, relação de dependência,
    características do chefe da família (cor da pele, escolaridade e atividade de ocupação) e
    diagnóstico de segurança alimentar e nutricional. Realizou-se a categorização destas variáveis
    e a análise comparativa nos dois momentos, através do teste qui-quadrado de McNemar,
    considerando-se nível de significância de 5%, para a população geral e para cada grupo de
    mudança de situação de SAN no período (manteve SAN, manteve IA, melhorou a situação ou
    piorou). Foram criadas as “variáveis de mudança”: criação de quatro situações para cada
    variável consolidando as informações de cada variável nos dois períodos. Este procedimento
    possibilitou a análise retrospectiva das variações da SA e da IA. Foi necessário agrupar
    também a variável dependente, a qual passou a ter duas categorias, a saber: “manteve SAN
    nos dois períodos ou melhorou a situação de SAN em 2011” e “manteve IA nos dois períodos
    ou piorou a situação de SAN em 2011”. Foi realizada a regressão logística binária para a
    análise de efeito das variáveis sobre as mudanças no perfil de SA das famílias, de cada
    município. O modelo final estima as razões de chances, com nível de significância de 5% e os
    respectivos intervalos de 95% de confiança (IC95%). Por haver transcorrido um longo
    período de tempo entre as duas visitas, este estudo apresentou perda de seguimento de 208
    famílias (33,8%). A prevalência de IA encontrada foi de 62,2%. Observou-se que 80,5% das
    famílias que melhoraram a situação de SAN no período apresentou participação no PBF pelo
    menos em um dos dois períodos analisados. Apenas a variável participação no PBF
    apresentou significância através do modelo de regressão utilizado para o grupo “Piorou
    situação de SAN ou manteve IA grave”, com quase duas vezes mais chances de melhorar a
    situação de SAN com o auxílio do PBF (OR=1,98). Entretanto, quando foi incluído o grupo
    IA moderada com o grupo IA grave, observou-se que a renda é a principal variável
    responsável pela melhoria na situação de SAN (OR=2,14). Os resultados deste estudo indicam
    que a participação no PBF apresentou efeito positivo levando à melhora da situação de SAN
    no período estudado, especialmente entre aquelas famílias com níveis mais graves de
    insegurança alimentar. Ou seja, o incremento da renda familiar favorece consumo alimentar
    mais adequado, reduzindo as chances das famílias apresentarem agravamento de sua situação
    de SAN.

  • JESSICA BEZERRA DOS SANTOS
  • ATIVIDADE LIPOLÍTICA, PROTEOLÍTICA E RESISTOTIPAGEM DE CEPAS DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS
  • Data: 30 de Janeiro de 2013 às 14:30
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    Staphylococcus aureus está disseminado na natureza de forma variável, e apresenta-se como a bactéria mais frequentemente encontrada em infecções de pele, todavia é capaz de colonizar quase todos os órgãos do corpo humano. Esse patógeno também pode contaminar alimentos. Intoxicação alimentar estafilocócica é uma das doenças veiculadas por alimentos mais comuns em todo o mundo. Este estudo teve como objetivo isolar e caracterizar amostras de S. aureus isolados de superfícies de preparo de carne e vegetais de hospitais públicos situados na cidade de João Pessoa – Paraíba – Brasil, quanto a produção de lipase, protease, perfil de resistência a antimicrobianos e detecção de gene mecA. Ainda, foi realizada a avaliação da produção de lipase de cepas de S. aureus isoladas de animais (úbere e fossas nasais), alimentos (queijo ricota) e de feridas humana infectadas (ambiente hospitalar). Foi observada a produção de lipase nos isolados de feridas humanas (43/50), animais (16/30), queijo (34/41), bancada de preparo de carne (24/24) e bancada de preparo de vegetais (22/24). Todas as cepas isoladas de bancada de corte de carne, vegetais e de queijo produziram protease com zonas de precipitação de diâmetros variando de < 0,5 a 4 mm. Dentre 48 S. aureus isolados de superfícies de processamento de alimentos testados, 100% foram sensíveis a clorafenicol, norfloxacina e meticilina. Doze isolados foram resistentes a eritromicina e tetraciclina, enquanto todos os isolados foram resistentes à estreptomicina e penicilina. Nas reações de amplificação não foi identificado o fragmento correspondente ao gene mecA entre os isolados avaliados. As atividades lipolítica e proteolítica, bem como resistência a antibióticos (mesmo para aqueles já sem valor terapêutico) se constituem em importantes marcadores genéticos e epidemiológicos podendo contribuir para a caracterização de amostras ambiente ou hospedeiro-específicas, bem como, se realizada periodicamente, para se distinguir novas linhagens daquelas endêmicas.

  • AMANDA DE ANDRADE MARQUES
  • DINÂMICA DE ABASTECIMENTO DOS PRODUTOS DA AGRICULTURA FAMILIAR PARA A ALIMENTAÇÃO ESCOLAR: O CASO DO MUNICÍPIO DE ARARIPE-CE
  • Data: 25 de Janeiro de 2013 às 14:00
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    O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) existe há mais de 50 anos no Brasil,
    seu objetivo é contribuir para o crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial, a
    aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de práticas alimentares saudáveis dos
    alunos. Ao longo de sua existência, o PNAE tem passado por modificações em sua
    operacionalização. Uma dessas modificações ocorreu em 2009, com a obrigatoriedade da
    inserção de produtos locais, da agricultura familiar e/ou de suas organizações, na alimentação
    escolar. Diante disso, pretende-se analisar a dinâmica de abastecimento dos gêneros
    alimentícios da Agricultura Familiar para o Programa de Alimentação Escolar em Araripe-
    Ceará. Trata-se de um estudo de caso, realizado por meio de entrevista semiestruturada e
    observação in loco com registro em diário de campo. Os participantes do estudo foram catorze
    agricultores familiares fornecedores de gêneros alimentícios para as escolas, três presidentes
    de Associações de Agricultores Familiares, a Nutricionista responsável técnica pelo Programa
    de Alimentação Escolar, o Técnico da EMATER (entidade representativa dos agricultores
    familiares) a coordenadora local das compras da agricultura familiar para a alimentação
    escolar e uma diretora da escola selecionada. Para analisar as questões utilizou-se a análise de
    conteúdo temática, seguindo as seguintes fases Pré-análise, Exploração do material visando
    alcançar o núcleo de compreensão do texto, para se alcançar as categorias temáticas. Por fim,
    a Interpretação dos depoimentos, onde realizou-se a distribuição de duas categorias
    (dificuldades e benefícios na visão dos agricultores) e as reflexões que surgiram em torno
    dessas, ocorrendo, posteriormente a interpretação e discussão a luz do referencial teórico. O
    estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do Centro de Ciência da Saúde da Universidade
    Federal da Paraíba, sob o protocolo nº 0339/11. Observou-se que entre as dificuldades
    apontadas pelos agricultores familiares as mais recorrentes entre as falas estavam Pagamento,
    Transporte e Estrutura física. Quanto ao benefício, Oportunidade de trabalho e renda
    garantida. Dessa forma, percebe-se que analisar a dinâmica de abastecimento de produtos da
    agricultura familiar para a alimentação escolar é de grande valia, uma vez que é uma
    resolução recente e que os municípios ainda estão se adequando a esse novo sistema. Algumas
    alternativas foram criadas localmente para facilitar e incentivar as entregas dos agricultores e
    garantir que os alimentos cheguem nas escolas. Dentre elas, destaca-se a criação de um
    cronograma de entrega dos produtos da agricultura familiar; cardápios diferenciados para as
    escolas situadas na zona rural e urbana que recebem produtos da agricultura familiar;
    instalação de fábricas de alimentos processado, uma vez que esse município sofre com o
    clima seco na maior parte do ano e se faz necessário que outros produtos entrem na
    alimentação escolar; incentivo ao associativismo pela administração municipal, agregando,
    dessa maneira, valor ao produto final; parcerias com o SEBRAE, EMATER para capacitar
    agricultores. Percebe-se que as especificações determinadas em Lei e Resoluções dos órgãos
    competentes muitas vezes afastam-se da realidade dos municípios. É necessário que se crie
    meios para efetivar esse processo localmente para que alunos e agricultores sejam atingidos
    de forma satisfatória através dessa relação alimentação escolar e agricultura familiar.

2012
Descrição
  • JACIENY JANNE LEITE GOMES ALMEIDA
  • PROPRIEDADES NUTRICIONAIS, REOLÓGICAS E SENSORIAIS DE BEBIDAS LÁCTEAS ELABORADAS A PARTIR DE LEITE DE CABRA, VACA E A SUA MISTURA
  • Data: 16 de Novembro de 2012 às 09:00
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    Bebida láctea a base de leites e soros de leite de cabra e vaca, utilizando geléia de fruta, pode ser uma alternativa viável para a agregação de valor a este derivado a fim de obter um produto com qualidade nutricional e sabor agradável. Com este estudo pretendeu-se elaborar e avaliar as características físico-químicas, o perfil reológico e os atributos sensoriais de bebidas lácteas obtidas a partir da mistura de soro e leite de cabra e vaca. No delineamento utilizado foram elaboradas três bebidas lácteas denominadas BLV (Bebida láctea fabricada com 70% de leite e 30% de soro de leite de vaca); BLM (Bebida láctea fabricada com 35% de leite e 15% de soro de leite de cabra e 35% de leite e 15% de soro de leite de vaca) e BLC (Bebida láctea fabricada com 70% de leite e 30% de soro de leite de cabra), adicionadas de geleia de goiaba. Foram realizadas análises microbiológicas e físico-químicas das matérias-primas (soros e leites). As bebidas lácteas foram avaliadas, imediatamente após a fabricação quanto ao teor de sólidos totais, proteína, gordura e lactose, e, submetidas aos ensaios físico-químicas (acidez, lactose e pH), sinerese e viscosidade aparente, durante o armazenamento, sob refrigeração (4 °C), nos tempos 1, 7, 14, 21 e 28 dias, como também, ensaios microbiológicos e sensoriais, em 1, 14 e 28 dias de estocagem. O tipo de leite e o tempo de armazenamento afetaram as propriedades físico-químicas das bebidas lácteas. A BLM apresentou valores de pH, lactose e capacidade de retenção de água inferiores à BLC, e superiores à BLV. Os achados não apontaram alterações consideráveis na maioria dos atributos sensoriais, exceto para aparência uniforme, consistência e viscosidade, além disso, mostraram um aumento da acidez e uma diminuição da viscosidade das bebidas lácteas durante a estocagem, confirmando os dados da análise reológica (viscosidade aparente) destas bebidas. A adição de geleia de goiaba proporcionou mudanças positivas no comportamento reológico e sensorial, sugerindo a substituição de adição de sólidos totais e/ou estabilizantes na produção de bebidas lácteas. Para aplicações práticas, o desenvolvimento de bebida láctea elaborada com a mistura de leites e soros de leite de cabra e vaca, e adição de geleia de goiaba pode ser uma iniciativa atraente para obtenção de um produto com qualidade nutricional e satisfatória aceitação pelos consumidores.

  • PAOLA E SILVA NUNES
  • AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE TAMPÃO SALIVAR EM BIOFILMES DENTAIS IN VIVO EXPOSTOS A BEBIDAS ÁCIDAS
  • Data: 26 de Outubro de 2012 às 09:00
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    O objetivo do trabalho foi avaliar o potencial cariogênico e erosivo in vivo de diferentes
    bebidas ácidas. Foi realizado um estudo transversal, cruzado, com wash-out de 4 a 5 dias
    entre as medições individualizadas. Após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e
    Esclarecido, os oito voluntários foram instruídos a não escovarem os dentes nas 24 horas
    anteriores ao exame. Para medição do pH do biofilme dental um micro-eletrodo tipo
    BEETRODE® (WPI Inc., Inglaterra) acoplado a um potenciômetro (Orion 230 A, EUA) foi
    usado. A calibração do aparelho foi constantemente realizada com padrões de pH 4,00 e 7,00.
    Os momentos de medição foram no “baseline” (0 – antes de gotejar), 5, 10, 15, 20, 25 e 30
    minutos. As superfícies alvo foram as proximais e cervicais de dentes anteriores superiores.
    Os valores de pH foram tabulados para a obtenção de AUC e os dados foram analisados pelas
    técnicas de estatísticas descritivas, através de distribuições absoluta e percentuais, por meio
    do teste ANOVA one-way e ANOVA de medidas repetidas com nível de significância de 5%.
    Foi empregado o pacote estatístico SPSS (Statistical Package for Social Science) versão 16.0.
    Os resultados mostraram que todas as bebidas analisadas apresentam pH mínimo inferior a
    5,5, caracterizando seu potencial cariogênico e que 75% apresentam pH mínimo inferior a 4,5,
    confirmando também seu potencial erosivo. Observou-se queda de pH menos prolongada com
    os refrigerantes nas versões zero, o que é indicativo da provável ausência de sacarose nos
    mesmos. Conclui-se que as bebidas ácidas analisadas possuem potencial cariogênico e erosivo
    em superfícies dentárias cobertas por biofilmes bacterianos, sendo que o grupo dos
    refrigerantes causam uma queda de pH mais acentuada de imediato quando analisado o valor
    de pH e no grupo dos sucos, o de uva líquido industrializado foi o que mais se aproximou da
    água, sendo o produto do grupo menos cariogênico e erosivo.

  • RAQUEL PATRICIA ATAIDE LIMA
  • SOBREPESO,OBESIDADE E IMC AJUSTADO POR DIVERSOS FATORES NA POPULAÇÃO DE UM MUNICÍPIO BRASILEIRO EM TODAS FAIXAS ETÁRIAS
  • Data: 28 de Setembro de 2012 às 14:00
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    Nesta pesquisa examinou-se a prevalência de sobrepeso, obesidade e IMC – Índice de Massa Corpórea ajustado por variáveis demográficas, socioeconômicas e de estilo de vida em todas as faixas etárias. Estudo epidemiológico transversal de base populacional com amostragem estratificada e sistemática, envolvendo 1165 indivíduos de todas as faixas etárias, da população de um município do nordeste do Brasil, no período de julho de 2008 a janeiro de 2010. A partir de visitas aos domicílios sorteados realizou-se: aplicação de questionário demográfico, aferição do peso e altura, avaliação socioeconômica sobre renda familiar e nível de escolaridade, prática de atividade física, consumo de álcool e hábito de fumar. Quando aplicado o modelo estatístico comum, observou-se relação entre a prevalência de sobrepeso e obesidade com os seguintes fatores: faixa etária e gênero na amostra total e quando distribuídos por faixa etária; escolaridade, na amostra total e quando distribuídos por faixa etária; renda quando distribuídos por faixa etária com base na renda mediana. Quanto ao estilo de vida somente o hábito de fumar teve associação com a prevalência de sobrepeso e obesidade na faixa etária de adultos e na amostra total. Foram significativos os seguintes resultados (p < 0.05): na faixa etária de 20 a 59 anos, quando o indivíduo tinha escolaridade maior ou igual ao ensino médio, o IMC médio aumentava em 2,4760 kg/m

    2; na faixa etária ≥ 60 anos, quando o individuo era do sexo feminino o IMC aumentava em média 1,7209 kg/m2. Ressalta-se que a escolaridade e o sexo feminino destacaram-se também no ajuste para população total como maiores influenciadores do aumento do IMC, parecendo em seguida, as variáveis atividade física e renda familiar. Com base nos resultados ajustados justificam-se políticas de intervenção e de prevenção destas condições clínicas para a população estudada como um todo e especialmente direcionadas aos indivíduos adultos de maior nível de escolaridade, assim como para os indivíduos idosos do sexo feminino.

     

     

  • CAROLINE SOUSA CABRAL
  • O Programa Bolsa Família como Estratégia de Superação da Insegurança Alimentar e Nutricional: Estudo de Coorte Realizado em Municípios da Paraíba.
  • Data: 11 de Setembro de 2012 às 09:00
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  • As discussões envolvendo Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) se intensificaram no Brasil desde o início do governo Lula. Por meio da recriação do CONSEA, realizou-se em 2004 a II Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Nesta ocasião, sistematizou-se o conceito de SAN, a qual é entendida pelo acesso de todos os cidadãos a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, de maneira regular e permanente, de modo que as demais necessidades não sejam comprometidas pela garantia deste direito, respeitando a diversidade cultural, sendo sustentáveis do ponto de vista social, ambiental e econômico. O Programa Bolsa Família (PBF) foi criado no âmbito da Estratégia Fome Zero, no intuito de combater a fome e a miséria e promover a Segurança Alimentar e Nutricional. Este trabalho tem por objetivo avaliar a o impacto do PBF na superação da Insegurança Alimentar e Nutricional (IA). Adotou-se como critério de seleção as famílias entrevistadas em inquérito prévio, no ano de 2005, desde que estivessem residindo em São José dos Ramos e Nova Floresta/PB. Inicialmente foram avaliados 609 domicílios, porém, sendo retiradas as perdas de seguimento, em 2011 foram encontradas e entrevistadas 406 famílias. Utilizou-se teste qui-quadrado de McNemar para analisar as mudanças longitudinais de variáveis categóricas. Para analisar variáveis contínuas, comparando-se os dois anos, utilizou-se Teste T pareado. Assumiu-se α ≤ 0,05 para significância estatística. Houve aumento da SAN/IA Leve em detrimento dos níveis Moderado/Graves. Diagnosticou-se melhoria nos indicadores que refletissem positivamente no padrão econômico dos entrevistados, como renda per capita, aumento da cobertura e do valor do benefício do PBF. Observou-se melhoria significativa da situação de SAN apenas nos domicílios que conseguiram superar a situação de pobreza, permitindo inferir relação de causalidade entre aumento da renda e a Segurança Alimentar. A situação de SAN/IA Leve aumentou em famílias que eram inclusas no PBF em ambos os momentos, bem como nas que deixaram de receber o benefício posteriormente a 2005. O programa impacta positivamente no aumento da renda, corroborando elevação dos níveis de SAN, porém não é o único fator que influencia em melhorias do perfil econômico desta população. No decorrer destes 6 anos de investimentos, o programa tem cumprido com suas metas. À medida que incrementa a renda dos indivíduos, contribui-se na superação da pobreza. A retirada do benefício não corrobora retorno do indivíduo à realidade econômica vivenciada previamente, ocasionando aumento da SAN/IA Leve em detrimento da IA Moderada/Grave. Além disso, as famílias que permaneceram inclusas no programa em ambos os momentos, têm conseguido superar a Insegurança Alimentar com o decorrer dos anos. Ao mesmo tempo em que se constitui como uma medida em caráter emergencial por meio da transferência direta de renda, o Programa Bolsa Família representa uma medida capaz de contribuir na redução da miséria e pobreza a longo prazo. No combate à Insegurança Alimentar e Nutricional, são necessárias outras políticas e programas que ajam nos demais determinantes.

  • SHEILLA VIRGINIA SILVA NASCIMENTO BARRÊTO
  • O PROGRAMA NACIONAL DE SUPLEMENTAÇÃO DE FERRO NA ÓTICA DAS GESTANTES E DOS NUTRICIONISTAS NO MUNICÍPIO DE CABEDELO - PB
  • Data: 05 de Julho de 2012 às 09:00
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  • A anemia ferropriva é um importante problema de saúde pública, sendo crianças, mulheres em idade fértil e gestantes os grupos biológicos de maior vulnerabilidade. O Programa Nacional de Suplementação de Ferro, aliado à fortificação obrigatória de farinhas de trigo e de milho com ferro e ácido fólico e a orientação nutricional, constituem o conjunto de estratégias voltadas ao controle e redução do problema no Brasil. Objetivou-se com esta pesquisa compreender o referido programa no município de Cabedelo - Paraíba, analisando o conhecimento das gestantes e dos nutricionistas acerca das atividades, das condutas de intervenção e dos nutrientes envolvidos. Verificaram-se também as dificuldades enfrentadas e as queixas mais recorrentes que limitavam as ações do programa e a continuidade das beneficiárias na suplementação. É um estudo avaliativo participativo, no qual foram realizadas entrevistas estruturadas com abordagens qualitativas e quantitativas, por meio de questões abertas e fechadas e registro de dados pessoais e socioeconômicos, obtidos dos prontuários e dos cartões de acompanhamento das gestantes, em visitas pré-agendadas, nos dias de pré-natal das 19 Unidades de Saúde da Família do município. Foram sujeitos do estudo 172 gestantes e os 10 nutricionistas responsáveis pelo andamento do programa. Como critérios de inclusão, consideraram-se as gestantes com os dados completos, em uso de pelo menos um dos suplementos ofertados pelo programa (sulfato ferroso e/ou ácido fólico) e que não estivessem na primeira consulta pré-natal. As questões fechadas geraram tabelas de frequência absoluta e relativa simples. Para a análise das questões abertas, extraiu-se a ideia central das respostas obtidas, agrupando-as em categorias e eixos temáticos de análise que foram codificadas para a realização da distribuição de frequência absoluta das respostas. Quanto à análise estatística dos dados, utilizou-se a ferramenta computacional

    Statistical Package for the Social Sciences, versão 19.0. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Lauro Wanderley, da Universidade Federal da Paraíba, sob o protocolo de número 548/10. Observou-se que poucas gestantes conheciam o programa e as suas atividades. As respostas das mulheres que disseram conhecê-lo variaram quanto às atividades que os nutricionistas desenvolviam e aquelas vivenciadas pelas gestantes. A maioria das beneficiadas referiu seguir corretamente a periodicidade e o horário de ingestão, conforme orientação dos profissionais. Ambos os entrevistados diferiram nas respostas quanto ao tempo de permanência na suplementação. As gestantes conheciam melhor as funções do ferro que as do ácido fólico e também mais os alimentos fonte desse mineral do que os da vitamina em questão, enquanto que os nutricionistas tinham um ótimo domínio sobre o assunto. O esquecimento e as reações medicamentosas na opinião das gestantes e a falta dos suplementos nas unidades, para ambos os sujeitos do estudo, foram aludidos como os motivos principais à descontinuidade da suplementação. Desta forma, a avaliação do Programa Nacional de Suplementação de Ferro em Cabedelo, numa visão participativa dos atores envolvidos, permitiu uma melhor compreensão do seu funcionamento, ao mesmo tempo em que mostrou as limitações enfrentadas e guiou possíveis melhorias à sua implementação no município.

  • ANNA JULIA FERREIRA VAZ DE OLIVEIRA
  • Efeito da Suplementação com "Ração Humana Light" nos Fatores Determinantes da Síndrome Metabólica
  • Data: 22 de Fevereiro de 2012 às 10:00
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    A “ração humana light” é uma farinha rica em fibras. Estudos realizados em
    indivíduos com síndrome metabólica sugerem que o consumo de fibras, como suplemento
    alimentar, pode ajudar a regularizar os seus fatores determinantes. Ela é caracterizada pela
    associação de hipertensão arterial sistêmica, obesidade abdominal, intolerância à glicose,
    hipertrigliceridemia e baixas concentrações sanguíneas de lipoproteína de alta densidade.
    Baseado nestes fatos e considerando que na literatura atual não foi encontrado estudos
    envolvendo o uso da ração humana com a síndrome metabólica, mostrando sua eficácia. O
    objetivo do presente estudo foi avaliar o impacto da suplementação com ração humana, nos
    fatores determinantes da síndrome metabólica. A amostra foi composta por 28 mulheres
    adultas com diagnóstico comprovado de síndrome metabólica, dividas em dois grupos: grupo
    intervenção com suplementação por oito semanas de 30 gramas diárias de ração humana
    (n=14) e grupo controle sem suplementação (n=14). Em um primeiro momento, as pacientes
    responderam a uma entrevista. Em seguida foram submetidas a uma primeira avaliação
    antropométrica (circunferência da cintura, peso e altura) e pressórica. Exame sanguíneo, para
    análise das variáveis bioquímicas, foi realizado no Hospital Universitário Lauro Wanderley-
    UFPB. A reavaliação das variáveis antropométricas, pressóricas e sanguíneas foi realizada 60
    dias após intervenção. O teste Anova de dois fatores foi utilizado para avaliar os dados
    antropométricos, de pressão arterial e bioquímica sanguínea. Foi adotado p<0,05 para nível de
    significância estatística. A amostra final foi composta por 16 mulheres adultas obesas, com
    idade média de 29,5 ± 7,8 anos e índice de massa corporal de 35,33 ± 5,57 kg/m2. Na
    comparação inter-grupos pós intervenção pode-se observar que o peso corporal, a
    circunferência da cintura e a pressão arterial sistólica e diastólica foram significativamente
    menores no grupo intervenção. A suplementação com ração humana por oito semanas pode
    ser uma boa alternativa para pessoas que objetivam perder peso e regularizar a pressão
    arterial. No entanto o tratamento da síndrome metabólica com ração humana deve ser
    estimulado, como também novos estudos epidemiológicos controlados, realizados para avaliar
    os benefícios e riscos dessa suplementação em longo prazo em indivíduos com de diferentes
    faixas etárias.

  • GERLENA MARIA NAVARRO RIBEIRO HENRIQUES
  • CONDIÇÕES DE SAÚDE E DIREITOS DE IDOSOS EM JOÃO PESSOA – PB
  • Data: 22 de Fevereiro de 2012 às 10:00
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  • O aumento acelerado da expectativa de vida em todo o mundo, inclusive no Brasil, tem gerado preocupações e desafios a serem enfrentados em todas as esferas sociais, políticas e econômicas para se atingir a meta de um envelhecimento saudável, com qualidade de vida onde os idosos tenham seus direitos amplamente assegurados e respeitados. Dentro desta perspectiva, o objetivo deste trabalho foi analisar as condições de saúde de uma população idosa, descrevendo seus aspectos socioeconômicos, averiguando a ocorrência as principais doenças que a acometem, avaliando seu estado nutricional e verificando o conhecimento destes idosos sobre os seus direitos garantidos por Lei, através do Estatuto do Idoso. O estudo do tipo transversal e descritivo foi realizado com 296 idosos com idades a partir dos 60 anos, em duas Unidades de Saúde da Família de João Pessoa-PB. Foram utilizados como instrumentos de pesquisa: 1) Aplicação de entrevista estruturada com questões na maioria fechadas incluindo: Identificação, Hábitos e Estilo de Vida, Estado Saúde-Doença, Conhecimento do Estatuto do Idoso, 2) Aplicação de Questionário utilizado pela Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) e 3) Coleta de dados antropométricos dos idosos entrevistados. As associações foram realizadas através do Coeficiente de Correlação de Pearson e Teste Exato de Fisher, utilizando como nível de significância estatística p < 0,05. A maior parte dos idosos entrevistados nas duas Unidades (65,2%) foi do sexo feminino. A média de idade ficou em 70,8 ± 7,7 anos e a frequência de idosos aposentados foi de 62,8%, sendo que 26% dessa população eram de analfabetos. A média de renda per capita calculada em um salário mensal ficou em 454,76 ± 419,51 reais. A frequência de idosos entrevistados que tinham cuidador foi de 17,9%, observando-se, assim, que a maioria dos idosos incluídos na pesquisa exerciam as atividades do cotidiano de forma independente. Com relação ao estado nutricional houve uma frequência de 40,9 % de eutrofia e 23,3% de obesidade. A média do IMC ficou em 26,91±4,9. Observou-se uma frequência de 56,1% de risco muito elevado para doenças cardiovasculares, no ponto de corte obtido pela Relação Cintura-Quadril. Com relação às doenças mais frequentemente identificadas nesta população, obteve-se uma frequência de 82,1% de hipertensão arterial, seguindo-se diabetes mellitus com frequência de 29,1%. A maioria dos idosos, ou seja, 68,6% só procuravam os serviços de saúde quando precisavam. Apesar dos entrevistados reconhecerem seus direitos com respostas positivas na maioria das perguntas realizadas com base no Estatuto do Idoso, apenas 39,9% dos mesmos sabiam que esses direitos eram garantidos por Lei e estavam inclusos no referido Estatuto. As associações entre o fato positivo dos idosos terem algum tipo de atividade de lazer, com questões relacionadas aos seus direitos, resultaram em significância estatística bem maior que as realizadas com as variáveis sexo, cor, idade e renda mensal, o que ressalta a importância da integração social como fator de promoção da cidadania no idoso. Portanto, este trabalho confirmou a relevância de investimentos cada vez maiores na implantação de políticas públicas de saúde que não só atuem diretamente na prevenção das doenças e na promoção da saúde, mas que ampliem o grau de conhecimento desta faixa etária da população sobre seus direitos como forma de melhorar sua qualidade de vida

  • ANDERSON FERREIRA RODRIGUES
  • EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE ZINCO E DO TREINAMENTO FÍSICO SOBRE O CONTROLE DE PESO E O METABOLISMO GLICÊMICO EM RATAS OVARIECTOMIZADAS
  • Data: 20 de Fevereiro de 2012 às 10:00
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    É comum observar na menopausa distúrbios metabólicos que levam a aumento de peso e alterações da glicemia. A atividade física e a suplementação de zinco têm sido apontadas como intervenções capazes de prevenir o aumento de peso e os distúrbios do metabolismo glicêmico. Desta forma, esta pesquisa tem por objetivo avaliar os efeitos do treinamento físico e da suplementação com zinco sobre o metabolismo glicêmico e o controle de peso corporal em ratas ovariectomizadas. Utilizou-se 60 ratas Wistar divididas em cinco grupos: Sham (S), controle ovariectomizado (OX-C), Ovariectomizado+suplementação de zinco (OX-Z), ovariectomizado+treinamento físico (OX-TF) e ovariectomizado+zinco+treinamento físico (OX-ZTF). Os grupos OX-Z e OX-ZTF receberam diariamente suplementação de zinco (25mg/Kg de massa corporal) sob a forma de ZnSO

    4.7H2O via oral durante oito semanas. Os grupos OX-TF e OX-ZTF realizaram um protocolo de treinamento de resistência, utilizando saltos aquáticos com carga progressiva três vezes por semana durante nove semanas. Os parâmetros foram analisados por meio do teste t student pareado e ANOVA one way e two way com post hoc de Newman-Keuls (p<0,05). Os grupos OX-Z (16,20±1,70g), OX-TF (17,28±0,81g) e OX-ZTF (17,24±1,71g) apresentaram menor consumo alimentar, em oposiçã ao grupo OX-C (18,03±0,98g), que teve maior valor quando comparado ao grupo Sham (16,39±0,92g). A massa corporal també esteve maior no grupo OX-C (303±33,89g) em relaçã ao Sham (245,2±38,91g) e a suplementaçã de zinco foi a úica intervençã capaz de promover massa corporal menor no grupo OX-Z (262,2±24,16g). Quanto àinsulina, sua concentraçã foi significativamente maior no grupo OX-ZTF (5,66±0,99μIU/mL) em comparaçã ao grupo OX-C (3,40±1,27μIU/mL). A glicemia do grupo OX-Z (92,67±7,28mg/dL) foi menor que a do grupo Sham (122,0±17,09mg/dL). Conclui-se que suplementaçã de zinco foi responsáel por menor consumo alimentar, o que pode estárelacionado àmanutençã do peso corporal. Alé disso, contribuiu para menor glicemia do grupo suplementado, com manutençã de insulinemia, o que pode representar uma melhor captaçã periféica da glicose. Quando associado o treinamento fíico e suplementaçã de zinco, observou-se maior concentraçã de insulina. Isso pode ter contribuío para o anabolismo muscular, sendo representado pelo melhor desempenho fíico deste grupo durante o treinamento. Entretanto os motivos que levaram a tal resposta metabóica precisam ser melhor investigados.

  • JULLYANE DE OLIVEIRA MAIA
  • O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA E O ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS PARTICIPANTES: UMA ANÁLISE NO MUNICÍPIO DE CABEDELO - PB
  • Data: 16 de Fevereiro de 2012 às 09:00
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  • A pesquisa teve como objetivo analisar o estado nutricional das crianças participantes do Programa Bolsa Família no município de Cabedelo no período de 2008 a 2010, bem como verificar o perfil das famílias, aspectos relacionados ao uso dos recursos e o cumprimento das condicionalidades do programa. O estudo caracteriza-se como avaliativo-participativo e foi desenvolvido em duas etapas, sendo a primeira uma análise de dados oriundos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) disponíveis no Departamento de Informática do SUS (DATASUS) onde foram obtidas as medidas antropométricas de 90 crianças de 0 a 7 anos de idade cadastradas no Programa Bolsa Família nos anos de 2008 a 2010, sendo incluídas as que participaram de todas as avaliações (vigências) do programa no período em questão. Neste banco, as variáveis utilizadas para a análise da situação nutricional das crianças foram a idade, o sexo, o peso e altura. O diagnóstico nutricional das crianças foi realizado a partir do indicador antropométrico IMC, segundo sexo e idade, tomando-se como base o padrão de referência da Organização Mundial de Saúde. A segunda etapa do estudo constou de uma entrevista realizada com responsáveis (pai, mães ou parentes próximos) por crianças participantes do Programa Bolsa Família, dentro da mesma faixa de idade avaliada no banco de dados. Foram incluídos os responsáveis que compareceram às unidades de saúde do município para realizarem a avaliação nutricional no período da vigência correspondente e terem crianças até sete anos de idade para serem avaliadas. Foram selecionados 150 responsáveis das dezesseis unidades visitadas, enquanto estes aguardavam o atendimento nutricional. Na entrevista, foram obtidos dados pessoais, como: idade, função familiar, número de filhos beneficiários, questões sobre o Programa Bolsa família, tais como, valor e formas de utilização do dinheiro recebido, tempo de participação, modificações na alimentação após a participação no programa; e ainda, questões que se referiam as condicionalidades do programa, a saber, manutenção da frequência escolar, vacinação e participação nas avaliações da situação nutricional do responsável e das crianças. De acordo com os dados obtidos, a maioria das crianças em todas as avaliações foram classificadas como eutróficas. Destaca-se que das crianças que, em 2008, estavam em risco de sobrepeso, apenas duas evoluíram para sobrepeso ou obesidade, em 2010, e 13 passaram a eutrofia. Foi demonstrado elevado percentual de referimento do uso do dinheiro para a compra de alimentos. Em relação às condicionalidades, em todas as categorias, os responsáveis relataram preocupar-se em mantê-las. A utilização do recurso monetário contribuiu para melhoria da alimentação das famílias participantes. Da avaliação do estado nutricional das crianças, foi verificada a permanência de quadros de eutrofia e melhora de situações nutricionais inadequadas para eutrofia, porém ainda existem metas a serem conquistadas como maior acesso à profissionalização o que auxiliará na intervenção do ciclo intergeracional da pobreza.
  • ANA LUCIA FELIX DE PONTES
  • CARACTERÍSTICAS SÓCIODEMOGRÁFICAS, ECONÔMICAS, HÁBITOS ALIMENTARES E PERCEPÇÃO SOBRE ALIMENTOS FUNCIONAIS DE IDOSOS NÃO INSTITUCIONALIZADOS
  • Data: 14 de Fevereiro de 2012 às 10:00
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  • O envelhecimento é o reflexo de um somatório de alterações somáticas como fator genético, estilo de vida, atividades no contexto sociocultural, levando em consideração suas limitações. Uma alimentação saudável e a manutenção do estado nutricional adequado são fontes importantes para um envelhecimento saudável. O consumo de alimentos funcionais vem aumentando consideravelmente como resultado de uma preocupação individual com a saúde. Baseado nestes fatos, esta pesquisa teve por objetivos identificar a percepção sobre alimentos funcionais de idosos não institucionalizados e caracterizá-los quanto às variáveis sócio demográfico, econômica e hábitos alimentares. Trata-se de um estudo descritivo de delineamento transversal, com abordagem quanti-qualitativa, composto por uma amostra aleatória de 200 idosos, com idade entre 60 e 90 anos, de ambos os gêneros, realizado no Hospital Universitário Lauro Wanderley, nos Grupos de Convivência do Programa de Atenção Básica à Pessoa Idosa (PAPI), situados na Zona Sul, ambos do município de João Pessoa/PB/Brasil. Foi utilizado um questionário semi-estruturado que incluí variáveis demográficas, econômicas, saúde auto referida, hábitos alimentares, percepção e utilização de alimentos funcionais. Para análise dos dados quantitativos, se fez uso do software SPSS, versão 19, com emprego de medidas de distribuições absolutas e percentuais e o teste de Qui-quadrado, para comparar as variáveis com nível de significância de p≤0,05. Na parte qualitativa utilizou-se a Técnica da Análise de Conteúdo Categorial Temática, proposta por Bardin, visando compreender o sentido das comunicações e suas significações explícitas e/ou implícitas. Predominou o sexo feminino (98%), idades entre 60 e 69 anos, numa média de 68,34 ± 6,73 anos; com renda familiar média de um salário mínimo (R$ 545,00 / US$ 286,84) proveniente de sua aposentadoria e/ou pensão, num total de 79,0%; a viuvez foi de 37,5%, apenas 6% eram analfabetos, tendo como doença de maior ocorrência distúrbios oftalmológicos (65,5%). Diante dos hábitos alimentares constatados neste estudo, verificou-se que a maioria dos idosos consumiam diariamente frutas e hortaliças (90,5%); 35,5% referiram consumir nenhuma ou apenas uma vez por semana frituras e gorduras e a maioria bebiam mais de 5 xicaras de líquido por dia (45%), referindo estado de saúde regular (51,5%). Quanto ao consumo de alimentos funcionais, 90% faziam uso, principalmente: mamão, banana, laranja, maçã e aveia, para "o intestino", "ossos", "anemia", "evitar câncer", "ajudar a queimar o colesterol", respectivamente. Entretanto, apenas 66% possuíam algum conhecimento sobre eles. Concluindo-se que os idosos estudados tinham um bom conhecimento sobre alimentos funcionais e usava-os com frequência, pois eram na sua maioria alfabetizados e tinham um bom acesso a informações por pertencerem a grupos de convivência e serem atendidos em serviço especializado em geriatria. Uma alimentação saudável e a manutenção do estado nutricional adequado e de saúde são fatores fundamentais para um bom envelhecimento, por isto, conhecer a percepção dos idosos sobre alimentos funcionais e seus hábitos alimentares foi de extrema importância para o planejamento de futuras ações, indispensáveis para a promoção da saúde desta população.

  • KELLY LACERDA DE OLIVEIRA MAGALHAES
  • DESIGUALDADES SOCIAIS EM SAÚDE: UMA ABORDAGEM METODOLÓGICA
  • Data: 13 de Fevereiro de 2012 às 09:00
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  • A injustiça social repercute na saúde ocasionando diferentes riscos de doenças e mortes em função dos diferenciais de condições de vida de grupos populacionais, estabelecendo um quadro de iniquidades em saúde. Os estudos que visam à identificação e mensuração destas iniquidades tem se constituído em uma grande contribuição para a redução das mesmas ao fornecerem subsídios para a formulação e implementação de políticas sociais com caráter equitativo. Têm se demonstrado a importância da aplicação destes estudos, dando atenção especial às desigualdades sociais em saúde existentes no atual perfil epidemiológico e nutricional do Brasil, que vem se constituindo em consequência dos processos de transições que o país vem experimentando, há décadas, nessas áreas. Essas desigualdades aumentam a complexidade das transições, levando, principalmente, no setor saúde, a uma justaposição de riscos que encontrará como segmento mais vulnerável os grupos populacionais mais desfavorecidos socioeconomicamente, agravando ainda mais as iniquidades em saúde. Nesta perspectiva, diante do desafio da redução das iniquidades em saúde, tem se observado o incremento de estudos científicos voltados à sistematização de conceitos e construção de ferramentas metodológicas capazes de aprimorar a pesquisa nessa área. Buscando contribuir com o desenvolvimento metodológico deste tipo de investigação, a presente pesquisa, inserida na temática de mensuração das desigualdades sociais em saúde, objetivou abordar as técnicas de agrupamento que são utilizadas nestes estudos. Assim, foram experimentadas duas destas técnicas (Análise de Cluster e Quintis) na agregação de municípios de acordo com a condição de vida refletida por um indicador composto. Estas duas técnicas foram analisadas quanto à capacidade destes agrupamentos de refletirem adequadamente a realidade das desigualdades sociais em saúde existentes entre os agregados de municípios brasileiros. Para isso, por meio de testes específicos, foram avaliados os parâmetros estatísticos preconizados em relação à heterogeneidade entre os agrupamentos e à homogeneidade interna dos mesmos. Posteriormente, calculou-se um indicador de saúde sensível à condição de vida, a Taxa de Mortalidade Pós-Neonatal para cada agrupamento formado e aplicou-se uma medida epidemiológica, a Razão de Taxas, para mensurar e comparar a magnitude das desigualdades sociais em saúde. Os resultados mostraram que as duas técnicas foram capazes de satisfazer a preconização de homogeneidade interna dos agrupamentos e heterogeneidade entre eles, com ambas apresentando-se eficazes na reflexão das desigualdades sociais em saúde existentes. No entanto, a razão entre taxas evidenciou que, nos agrupamentos intermediários, a técnica de Cluster refletiu estas desigualdades com maior intensidade, podendo esse fato ser um critério utilizado para a escolha metodológica por esta técnica. Quanto à técnica dos quintis, a escolha metodológica pela mesma pode se basear em sua vantagem de possuir uma maior simplicidade metodológica, o que torna mais viável a sua utilização no cotidiano dos serviços de saúde, em que a mensuração das desigualdades sociais em saúde deve ser incentivada para o planejamento de ações mais focalizadas na promoção da equidade.

  • MARIA EMILIA EVARISTO CALUETE
  • CARACTERIZAÇÃO NUTRICIONAL E ANTINUTRICIONAL DE FOLHAS DE Abelmoschus esculentus (L.) MOENCH; ATIVIDADE MICROBIOLÓGICA DA LECTINA PRESENTE NA FRAÇÃO 30%
  • Data: 10 de Fevereiro de 2012 às 10:00
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  • Os vegetais folhosos não convencionais tais como sementes, talos, farelos e folhas, podem ser inseridos na alimentação humana como fonte alternativa de nutrientes. Dentre as alternativas, destaca-se a folha de quiabo (Abelmoschus esculentus), vegetalpertencente à família Malvaceae, bastante difundido em regiões de clima tropical. No entanto, a biodisponibilidade dos nutrientes pode ser afetada por fatores antinutricionais. Em vista do exposto, este estudo objetivou a determinação da composição nutricional, antinutricional (lectina, tanino e saponina) detecção de compostos fenólicos, caracterização da lectina presente e atividade biológica da fração protéica das folhas de Abelmoschus esculentus. Para isso foram feitas analises de composição centesimal e teores de antinutricionais (lectina, saponina e tanino) em folhas frescas, branqueadas, cozidas e liofilizadas, enfocando o efeito de diferentes tratamentos sob esses parâmetros. A lectina foi determinada por meio de atividade hemaglutinante frente a hemácias de coelho e humanas do sistema ABO, sendo posteriormente confirmada presença pela especificidade a carboidratos. Foi testada sua inativação por meio de tratamento térmico, choque de pH, resistência a agente desnaturante, redutor e enzimático. A fração 30% foi submetida a testes de atividade antifúngica e antibacteriana. Os taninos foram determinados por meio do reativo de Folin-Denis, enquanto que teste hemolítico foi realizado para testar presença de saponinas. As folhas frescas, branqueadas, cozidas e liofilizadas apresentam predominância de carboidratos, 11,54%, 12,42%, 4,99% e 36,97%, respectivamente; fibras brutas, 3,85%, 4,21%, 3,86% e 12,88%, respectivamente; cálcio, 382,50%, 357%, 366,50% e 691% e magnésio, 232,50%, 237,50%, 138,50 e 438%, respectivamente. Foi detectada a presença de lectina, sendo maior atividade específica em folhas branqueadas (11, 14 UH/mgP), bem como sua inativação total por meio de tratamento térmico (100°C por 30 minutos) pH básico. Foi detectada ausência de saponina. Apresenta teor de compostos fenólicos totais de 19,27 mg de GAE/g. A fração 30% não apresentou efeito inibitório sobre o crescimento de fungosebactérias.Concluiu-se que a folha de Abelmoschus esculentus possui alto teor de proteínas, carboidratos, fibras e minerais Ca, Mg e K, baixo valor calórico e ausente de saponinas, além de apresentar componentes antioxidantes. O tratamento térmicofoi capaz de inativar a lectina presente e diminuir os teores de tanino para valores aceitáveis.

  • NEREIDE SERAFIM TIMOTEO DOS SANTOS
  • Eficácia da Aplicação de Filme de Quitosana Adicionado de Óleo Essencial de Origanum vulgare no Controle de Rhizopus stolonifer e Aspergillus niger em Uvas (Vitis labrusca L.)
  • Data: 07 de Fevereiro de 2012 às 14:00
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  • Uvas são frutos caracterizados por acelerada redução da qualidade pós-colheita, devido à perda de peso por amolecimento dos tecidos, desidratação, escurecimento da casca e ocorrência de

    off-flavour decorrente do processo de senescência, acompanhada em muitos casos, por incidência de ataque fúngico, limitando a comercialização. O controle de doenças fúngicas pós-colheita é comumente realizado através da aplicação de fungicidas sintéticos, no entanto alguns destes compostos químicos têm sido retirados do mercado devido a possíveis riscos toxicológicos, aumento do custo da produção, perigos para os manipuladores, preocupação acerca de resíduos em alimentos, ameaça à saúde pública e ao meio ambiente. Tendo em vista a problemática apresentada, neste estudo foi avaliada a eficácia da aplicação combinada de quitosana (QUI) e do óleo essencial Origanum vulgare L. (OV) como antimicrobianos alternativos para a inibição de Rhizopus stolonifer URM 3728 e Aspergillus niger URM 5842 em meio laboratorial e em uvas de mesa cultivar ‘Isabel’. Também foi avaliado o efeito da aplicação combinada dos compostos testados sobre os aspectos físicos, físico-químicos e sensoriais dos frutos ao longo do armazenamento (25°C, 12 dias; 12°C, 24 dias). A QUI e OV apresentaram valores da concentração inibitória mínima (CIM) de 10 mg/mL e 10 μL/mL, respectivamente, frente a ambos as cepas fúngicas testadas. A partir destes resultados, foram aplicadas diferentes concentrações (CIM, 1/2 CIM e 1/4 CIM) de QUI e OV em combinação, as quais inibiram o crescimento micelial dos fungos teste. Por sua vez, a aplicação de QUI e OV em concentrações subinibitórias (QUI 1/2 CIM + OV 1/2 CIM; QUI 1/2 CIM + OV 1/4 CIM e QUI 1/2 CIM + OV 1/8 CIM) causou intensa inibição da germinação dos esporos e desencadeou severas alterações morfológicas, como murchamento e rompimento dos esporos e afinamento, enrugamento, deposição de material extracelular, perda de material citoplasmático e consequente destruição dos micélios fúngicos, além de inibir o crescimento das cepas teste e da microbiota fúngica autóctone em uvas armazenadas a temperatura ambiente e de resfriamento. De forma geral, a aplicação do filme composto por QUI e OV em concentrações subinibitórias manteve a qualidade dos frutos quando considerado os seus atributos físicos e físico-químicos, com manutenção do peso, da firmeza e dos teores de acidez titulável e aumento dos teores de sólidos solúveis. Ainda, houve diminuição dos teores de antocianinas totais nos experimentos combinados, entretanto estes resultados não interferiram na aparência do fruto, visto que houve manutenção da cor roxa e manutenção do brilho ao longo do armazenamento em ambas as temperaturas ambiente e de resfriamento. Os frutos recobertos com QUI e OV combinandos apresentaram melhoria de 10 seus parâmetros sensoriais ao longo do período de armazenamento analisado, com aumento dos valores dos escores atribuídos aos parâmetros sabor, aroma, sabor residual, firmeza e avaliação global. Alterações quanto à aparência e cor não foram percebidas nos diferentes intervalos de tempo analisados. Estes resultados mostram o potencial de QUI e OV combinados em concentrações subinibitorias no controle de fungos patógenos pós-colheita em frutos, particularmente, de R. stolonifer e A. niger em uvas.

  • JULIANA PADILHA RAMOS NEVES
  • CONCENTRAÇÕES DE 25-HIDROXIVITAMINA D: FATORES ASSOCIADOS E RELAÇÃO COM NÍVEIS PRESSÓRICOS EM IDOSOS HIPERTENSOS
  • Data: 06 de Fevereiro de 2012 às 09:00
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    A hipovitaminose D tem sido estudada nos últimos anos com uma prevalência importante no mundo inteiro em todos os estágios da vida. Na população idosa este risco é aumentado devido redução da capacidade de gerar o precursor da vitamina D na pele, mudança de estilo de vida, redução de atividades físicas ao ar livre e imobilidade. A deficiência tem implicações, dentre elas a relação inversa com a pressão arterial. Neste estudo objetivou-se avaliar fatores relacionados a prevalência da deficiência e insuficiência da vitamina D e  relação com pressão arterial em 91 idosos hipertensos de 6 Centros de Referência e Cidadania em João Pessoa-PB/Brasil. Foram dosadas: 25-hidroxivitamina D, paratormônio e cálcio ionizado, assim como registro da pressão arterial , tipo de pele, consumo de alimentos fonte vitamina D e antropometria.  Nos idosos com idade média (EP) 69,73 (0,74) anos foram encontrados, 39,6% deficientes e 60,4% suficientes da vitamina. Houve resultados significativos com níveis da 25-hidroxivitamina D e freqüência do consumo de peixes (p=0,0062). Associação significativa entre pressão arterial sistólica e deficientes da 25-hidroxivitamina D (p=0,0154). A prevalência da hipovitaminose D foi preocupante e sugerimos incentivo ao consumo de peixes e discussão sobre políticas de suplementação de alimentos para minimizar esta deficiência nutricional, podendo também ser um fator coadjuvante no tratamento da pressão arterial. Alertamos para novos estudos com amostra mais homogêneas quanto ao gênero.

  • FABYAN ESBERARD DE LIMA BELTRAO
  • ALOPURINOL NA PREVENÇÃO DA ESTEATO-HEPATITE NÃO ALCOÓLICA E HIPERGLICEMIA INDUZIDA POR DIETA RICA EM FRUTOSE EM RATOS WISTAR

  • Data: 01 de Fevereiro de 2012 às 14:00
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  • A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) tem sido reconhecida como a doença hepática crônica mais comum nos países ocidentais, nas últimas duas décadas, em paralelo com a epidemia de obesidade e consumo de dieta com alto teor de frutose. Pesquisas recentes sugerem que DHGNA pode ser uma manifestação hepática da síndrome metabólica. Apesar da DHNGA e hiperuricemia estarem fortemente relacionadas com a síndrome metabólica, poucos cientistas na literatura consultada associaram as duas patologias. Alopurinol, um potente inibidor da xantina-oxidase, com efeito anti-inflamatório e antioxidante tem sido utilizado para prevenir a síndrome metabólica induzida por frutose, mas seu efeito na evolução da DHGNA não foi testado até o momento. O objetivo principal do presente estudo é avaliar os efeitos do alopurinol no tratamento da esteatose hepática não alcoólica (EHNA) e hiperglicemia em ratos alimentados com água rica em frutose. Ratos Wistar foram divididos em três grupos: o grupo 1 foi alimentado com 20% de frutose na água de beber; o grupo 2 recebeu a mesma solução de frutose a 20% e alopurinol (30mg/kg/dia); o grupo 3 recebeu uma dieta normal (sem frutose e sem alopurinol – grupo controle). Após 14 semanas, foi realizada análise histopatológica, bem como dosagens séricas de glicose, creatinina, colesterol total e triacilgliceróis. Os níveis de colesterol total (P <0,001) e glicose (P <0,05) no grupo 1, e de triglicérides (P <0,01) e creatinina (P <0,01) no grupo 2 foram significativamente mais elevados, em comparação com o controle normal. Os níveis de ácido úrico e glicose mostraram correlação significativa (r = 0,51, p<0,001). A análise histopatológica hepática do grupo 1 mostrou esteatose, necroinflamação e fibrose de leve a moderada. O tratamento com alopurinol (grupo 2) diminuiu esteatose macrovesicular (27%, P <0,01), necroinflamação (72%, P <0,001) e fibrose (26%, P <0,05) nos hepatócitos. A adição de alopurinol evitou significativamente a hiperglicemia e foi eficaz na prevenção da necroinflamação e fibrose hepática induzida por frutose no modelo animal utilizado. Este é o primeiro estudo a sugerir um efeito protetor um inibidor da xantina oxidase no desenvolvimento da DHGNA.

2011
Descrição
  • ESTHER PEREIRA DA SILVA
  • Proposta de um Índice para Avaliação da Assistência Pré-Natal na Atenção Básica

  • Data: 21 de Dezembro de 2011 às 09:00
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    O cuidado ao pré-natal tem grande impacto nos resultados obstétricos, promoção à saúde além de identificar situações de risco para a gestante e o feto permitindo intervenções oportunas. Os índices mais utilizados pela literatura especializada para avaliar o pré-natal, são o índice de Kessner e o Índice de adequação da utilização do cuidado do Pré-Natal (APNCU), porém estes procedimentos priorizam apenas determinados aspectos quantitativos não envolvendo o pré-natal em sua integralidade. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo principal propor um instrumento denominado “índice IPR/Pré-natal” para avaliar o pré-natal de forma mais abrangente com base nas diretrizes do Programa de Humanização do Pré-natal e do Nascimento (PHPN) do Ministério da Saúde do Brasil a partir de uma análise comparativa com os demais índices já validados. Este instrumento reúne em um único procedimento elementos quanti-qualitativos referentes a infra-estrutura, processo de trabalho e resultados da assistência pré-natal no âmbito dos serviços e usuárias da atenção básica à saúde. A partir dele o pré-natal é classificado em: “adequado superior”, “adequado”, “intermediário” e “inadequado”. O estudo foi do tipo transversal, realizado no município de João Pessoa-PB em 44 Unidades Básicas de Saúde representados por profissionais envolvidos diretamente no cuidado pré-natal e 238 usuárias entre gestantes/puérperas e mães de recém-nascidos de até seis meses. A fim de verificar a consistência do instrumento proposto foi realizada uma análise comparativa interna das categorias de adequação do pré-natal do mesmo com os índices de Kessner e APNCU, a partir do cálculo da odds ratio, quando associados a desfechos indesejáveis do nascimento indicativos de inadequação do pré-natal considerando pra todos a categoria “adequado” como referência. O “índice IPR/Pré-natal” em relação aos demais mostrou ser internamente consistente quando associado aos desfechos de prematuridade, peso insuficiente ao nascer e não realização do aleitamento materno exclusivo, apresentando a categoria de maior adequação, fator de proteção para a ocorrência destes resultados negativos; concluindo, portanto que avaliar e classificar o pré-natal como adequado a partir de um índice que utiliza aspectos mais abrangentes da atenção torna-se eficaz ao mostrar associação com menor aparecimento de resultados obstétricos adversos confirmando que a qualidade do cuidado é obtida por elementos amplos que vão além do número de consultas e início do pré-natal como recomenda os demais índices.

     

     

     

     

     

     

     

  • MARIA CLARA PEREIRA SANTANA
  • Iniciativa Hospital Amigo da Criança: Uma Avaliação a Partir da Concepção de Profissionais Quanto as Suas Práticas
  • Data: 20 de Dezembro de 2011 às 10:00
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  • O aleitamento materno, além de fonte de nutrição completa para o crescimento e

    desenvolvimento das crianças, é considerado a estratégia isolada que mais reduz a

    mortalidade infantil. A prática da amamentação pode, ainda, reduzir o risco de morbidades

    para a criança e para a mãe, além de propiciar interação física e afetiva entre ambos. Com

    base nessas perspectivas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações

    Unidas para a Infância (UNICEF) criaram a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC),

    cujo objetivo é promover, proteger e apoiar o aleitamento materno por meio da mobilização

    de toda a equipe hospitalar que trabalha com mães e lactentes. No Brasil, a IHAC faz parte do

    elenco de programas que compõem a Política Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno

    e configura-se como uma relevante estratégia de impacto positivo na prática da amamentação.

    A maternidade ou hospital que deseje receber o título de "Hospital Amigo da Criança" deve

    cumprir as orientações denominadas "Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno”.

    Entretanto, durante o processo de implantação e manutenção da IHAC em um hospital, podem

    ocorrer dificuldades de naturezas diversas, sendo ainda escassos os estudos que abordam

    questões relacionadas à qualidade, à efetividade e à sustentabilidade da estratégia. O presente

    estudo teve por objetivo avaliar a Iniciativa Hospital Amigo da Criança a partir da

    identificação dos entraves e das possibilidades que incidem sobre o cumprimento sustentável

    dos “Dez Passos”, na perspectiva de qualificação das ações dessa iniciativa. Trata

    pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso, realizada em um Hospital Amigo da Criança da

    rede pública de João Pessoa, Paraíba. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas e

    encontros de grupos focais com 60 profissionais de saúde de nível técnico e superior. Em

    seguida, procedeu-se a análise de conteúdo das narrativas. Os profissionais revelaram maior

    preocupação com o aspecto técnico no incentivo ao aleitamento materno. Identificou-se

    distanciamento entre os processos de trabalho desses profissionais e as atividades próamamentação

    desenvolvidas na maternidade, as quais se mostraram predominantemente a

    cargo do setor de Banco de Leite. Verificou-se também que não há uma apropriação da

    política de aleitamento materno da instituição, por parte da equipe de saúde, como um

    instrumento orientador para o desempenho das atividades cotidianas. Diante do exposto, fazse

    necessária a implantação de uma efetiva política de educação permanente e continuada

    destinada à equipe de saúde da maternidade, que contemple uma ampla divulgação e

    discussão com todos os profissionais envolvidos na assistência materno-infantil, devendo

    todos estes estar preparados para resgatar a prática do aleitamento materno.

    -se de uma

  • DANIELE GOMES DE LYRA
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    Genes Enterotoxigênicos em Staphylococcus spp. Isolados de leite de Cabra

     

  • Data: 20 de Dezembro de 2011 às 09:00
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  • Staphylococcus aureus alimentar estafilocócica em humanos, mas descobertas recentes têm demonstrado que

    tem sido considerada a principal espécie associada à intoxicação Staphylococcus bactérias são encontradas com elevada frequência em leite de cabra e são comumente associadas a infecções de úbere em caprinos. Este estudo teve como objetivo avaliar a ocorrência de genes codificadores de enterotoxinas em coagulase positivos isolados de leite de cabra produzido por pequenos produtores do semiárido Paraibano, região mais importante de produção de leite de cabra. Foram avaliados 74 coagulase negativos podem apresentar vários genes enterotoxigênicos. EssasStaphylococcus coagulase negativos e Staphylococcus positivos) obtidos de 55 amostras de leite de conjunto quanto à presença dos genes sec, sed, see, seg, seh enterotoxigênicos foram identificados em 12,2% dos isolados, e quatro diferentes genes ( spp. (44 Staphylococcus coagulase negativos e 30 Staphylococcus coagulasesea, seb,e sei através da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). Os genessea, sec, seg mais frequentes entre isolados positivos (55,5%) e normalmente encontrados em combinação, enquanto o gene dentre os genes clássicos (44,4%), predominando na forma isolada. Todos os isolados coagulase positivos (n=7) que abrigavam genes enterotoxigênicos foram identificados como e sei) foram identificados entre os isolados positivos. Os genes seg e sei foram ossea foi detectado em apenas um isolado. O gene sec foi o mais frequente S. aureus para entre indicando ser encontradas no leite de cabra produzido na região investigada.. Os dois isolados coagulase negativos foram S. haemolyticus e S. hominis, positivossei e sec, respectivamente . A frequência de genes enterotoxigênicos foi maior (p<0.05)Staphylococcus coagulase positivos (23.3%) do que S. coagulase negativos (4.5%),S. aureus a espécie de maior potencial enterotoxigêncio dentre aquelas

    tem sido considerada a principal espécie associada à intoxicação Staphylococcus bactérias são encontradas com elevada frequência em leite de cabra e são comumente associadas a infecções de úbere em caprinos. Este estudo teve como objetivo avaliar a ocorrência de genes codificadores de enterotoxinas em coagulase positivos isolados de leite de cabra produzido por pequenos produtores do semiárido Paraibano, região mais importante de produção de leite de cabra. Foram avaliados 74 coagulase negativos podem apresentar vários genes enterotoxigênicos. EssasStaphylococcus coagulase negativos e Staphylococcus positivos) obtidos de 55 amostras de leite de conjunto quanto à presença dos genes sec, sed, see, seg, seh enterotoxigênicos foram identificados em 12,2% dos isolados, e quatro diferentes genes ( spp. (44 Staphylococcus coagulase negativos e 30 Staphylococcus coagulasesea, seb,e sei através da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). Os genessea, sec, seg mais frequentes entre isolados positivos (55,5%) e normalmente encontrados em combinação, enquanto o gene dentre os genes clássicos (44,4%), predominando na forma isolada. Todos os isolados coagulase positivos (n=7) que abrigavam genes enterotoxigênicos foram identificados como e sei) foram identificados entre os isolados positivos. Os genes seg e sei foram ossea foi detectado em apenas um isolado. O gene sec foi o mais frequente S. aureus para entre indicando ser encontradas no leite de cabra produzido na região investigada.. Os dois isolados coagulase negativos foram S. haemolyticus e S. hominis, positivossei e sec, respectivamente . A frequência de genes enterotoxigênicos foi maior (p<0.05)Staphylococcus coagulase positivos (23.3%) do que S. coagulase negativos (4.5%),S. aureus a espécie de maior potencial enterotoxigêncio dentre aquelas

  • RAPHAELA ARAUJO VELOSO RODRIGUES
  • INFLUÊNCIA DE DIETA A BASE DE LEITE DE CABRA COM TEOR AUMENTADO DE ÁCIDO LINOLEICO CONJUGADO (CLA) SOBRE O PESO CORPORAL, PARÂMETROS BIOQUÍMICOS E ASPECTOS HISTOPATOLÓGICOS DE RATOS
  • Data: 13 de Dezembro de 2011 às 09:00
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  • O leite de cabra é um alimento de reconhecido valor nutricional e de importante potencial econômico. Suas características nutricionais revelam algumas vantagens sobre o leite de vaca, como melhor digestibilidade e menor potencial alérgico. Dentre os compostos com possível benéfico para a saúde humana presentes no leite de cabra, cita-se o ácido linoleico conjugado (CLA), ácido graxo encontrado, especialmente, nos produtos lácteos e cárneos oriundos de ruminantes. Ao CLA atribuem-se atividades biológicas como redução da gordura e peso corporal, com manutenção ou aumento da massa magra, proteção da função cardiovascular, melhora da sensibilidade à insulina e aumento da retenção de cálcio. Com a grande atenção dada ao composto, pesquisas vêm sendo desenvolvidas visando aumentar a quantidade de CLA no leite dos ruminantes. O intuito desta pesquisa foi avaliar a eficácia de um leite de cabra manipulado para ter maior quantidade de CLA em ratos Wistar machos. Um total de 36 animais foi dividido em três grupos, que receberam por dez semanas uma dieta baseada na AIN-93, cada grupo com diferente fonte de gordura, a saber: óleo de soja (grupo controle - CON), óleo de coco (OC) ou gordura do leite de cabra com alto teor de CLA (LC-CLA). O peso corporal e o consumo de ração foram registrados semanalmente, e ao final do período experimental os animais foram sacrificados, coletando-se amostras de sangue e removendo-se o fígado e o intestino para avaliação histopatológica. Com relação ao peso não foi verificada diferença entre os três grupos no início ou no final do experimento, sendo que, foi registrado para o grupo LC-CLA, os maiores pesos médios nas semanas iniciais do experimento. Os grupos OC e LC-CLA apresentaram uma tendência a um maior consumo de ração, não observada em todas as semanas. No grupo LC-CLA foi observada uma redução dos triglicerídeos séricos TG e da razão TG/HDL, e aumento do HDL e colesterol total (CT). A glicose sérica do grupo LC-CLA não diferiu do grupo CON, mas, foi significativamente maior em relação ao OC. Não foram encontradas alterações patológicas nas lâminas de intestino, sendo constatada esteatose hepática nos três grupos experimentais. Tais resultados mostram uma ação benéfica do leite de cabra com teor elevado de CLA sobre o perfil lipídico sérico em ratos, sem alteração significativa de glicemia, sugerindo uma provável ação funcional ao alimento. Entretanto, outros estudos ainda são necessários.

  • DANIELLE DE CARVALHO PEREIRA
  • Associção Entre Obesidade e a Razão Cálcio:Fósforo em Dietas Habituais de Adultos do Município de João Pessoa: Um Estudo de Base Populacional

  • Data: 12 de Dezembro de 2011 às 14:00
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  • O rápido crescimento da incidência da obesidade no mundo leva essa enfermidade a um patamar de epidemia global. Estudos experimentais e longitudinais têm encontrado relações inversas entre ingestão de cálcio e obesidade. Considerando a relação entre o cálcio e o fósforo na formação óssea e sua interação durante absorção e metabolismo de ambos, a razão entre os mesmos é objeto de estudo e controvérsias na literatura. Razões Ca:P baixas na dieta habitual têm sido observadas em todo mundo, mostrando-se prejudicial à saúde óssea da população. Porém, nenhum estudo foi encontrado na literatura associando essa razão com a obesidade. Assim, considerando que o consumo de cálcio e fósforo originará uma razão entre eles, a qual poderá estar associada com a obesidade, gerando mais uma estratégia de combate a esta enfermidade, esta pesquisa teve como objetivo principal avaliar a relação entre a obesidade e a razão Ca:P originada do consumo alimentar habitual de adultos. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal de base populacional que foi realizado a partir de uma amostragem estratificada e sistemática permitindo abranger de forma representativa a população adulta do município de João Pessoa-PB-Brasil. A amostra foi composta por 506 adultos com idade igual ou superior a 18 e inferior a 60 anos, de ambos os gêneros. Obtiveram-se informações sobre condições socioeconômicas e demográficas através de questionários aplicados em visitas domiciliares, nas quais realizaram-se também avaliações antropométricas e dietéticas. Observou-se que uma razão Ca:P da dieta habitual consumida pelos indivíduos estudados acima da mediana encontrada de 0,57 reduziu o risco para obesidade central a partir da circunferência da cintura (CC) (razão de chance ou odds ratio [OR]: 0,66; 95% intervalo de confiança [IC]: 0,44 - 0,98) e relação cintura:altura (RCA) (OR: 0,63; 95% IC: 0,43 - 0,94), e o consumo alimentar habitual de cálcio (OR: 0,66; 95% IC: 0,44 - 0,98) e laticínios (OR: 0,56; 95% IC: 0,37 - 0,84) acima do valor mediano encontrado (485,4 mg e 0,9 porções, respectivamente) também relacionou-se à obesidade central a partir da RCA, como fator de proteção. Conclui-se que valores acima da mediana da razão cálcio:fósforo encontrados nas dietas habituais relacionaram-se inversamente à obesidade central a partir da CC e RCA, como também o consumo de cálcio e laticínios foram inversamente relacionados à obesidade central a partir da RCA. Considerando que valores acima da mediana da razão Ca:P nas dietas habituais encontrados, apesar de estarem bem abaixo dos valores sugeridos pela literatura, relacionaram-se à obesidade central, recomendam-se estudos experimentais e transversais com animais e indivíduos “saudáveis”, eutróficos e com crescimento ósseo normal, para fins diagnósticos quanto à razão Ca:P do consumo alimentar, para melhor subsidiar a recomendação dessa razão na alimentação equilibrada como prevenção da obesidade.

  • NOADIA PRISCILA ARAUJO RODRIGUES
  • Data: 03 de Março de 2011 às 00:00

  • TALITA MARIA ALVES LOPES DA SILVA
  • Data: 28 de Fevereiro de 2011 às 00:00

  • FERNANDA PATRICIA TORRES BARBOSA
  • Data: 23 de Fevereiro de 2011 às 00:00

  • MUSSARA GOMES CAVALCANTI ALVES MONTEIRO
  • Data: 22 de Fevereiro de 2011 às 00:00

  • ELISEUDA MARINHO DA SILVA
  • Data: 21 de Fevereiro de 2011 às 00:00

  • BARBARA MELO SANTOS DO NASCIMENTO
  • Data: 17 de Fevereiro de 2011 às 00:00

  • MAYARA QUEIROGA BARBOSA
  • Data: 15 de Fevereiro de 2011 às 00:00

  • QUENIA GRAMILE DA SILVA MOTA
  • Data: 11 de Fevereiro de 2011 às 00:00

  • ELIDA MARA BRAGA ROCHA
  • Data: 07 de Fevereiro de 2011 às 00:00

  • TAIZ SIQUEIRA PINTO
  • Data: 07 de Fevereiro de 2011 às 00:00

  • ALANA MOURA QUINTANS
  • Data: 03 de Fevereiro de 2011 às 00:00

  • LAURA CAMILA PEREIRA LIBERALINO
  • Data: 03 de Fevereiro de 2011 às 00:00

  • RAFAELLA CRISTHINE PORDEUS LUNA
  • Data: 02 de Fevereiro de 2011 às 00:00

2010
Descrição
  • MARIA CLERYA ALVINO LEITE
  • Data: 15 de Dezembro de 2010 às 00:00

  • VANESSA VIEIRA LOPES BORBA
  • Data: 27 de Julho de 2010 às 00:00

  • CHRISTIANE CARMEM COSTA DO NASCIMENTO
  • Data: 12 de Março de 2010 às 00:00

  • GEOVANNA TORRES DE PAIVA
  • Data: 12 de Março de 2010 às 00:00

  • ADYLA FARIAS DE OLIVEIRA
  • Data: 11 de Março de 2010 às 00:00

  • PRICILLA REGINA OLIVEIRA FERNANDES
  • Data: 22 de Fevereiro de 2010 às 00:00

  • EDUARDO PORTO DOS SANTOS
  • Data: 19 de Fevereiro de 2010 às 00:00

  • LAVOISIANA MATEUS DE LACERDA
  • Data: 19 de Fevereiro de 2010 às 00:00

  • GERMANA MONTENEGRO COSTA AGRA CARVALHO
  • Data: 18 de Fevereiro de 2010 às 00:00

  • HELOISA MARIA ANGELO JERONIMO
  • Data: 18 de Fevereiro de 2010 às 00:00

  • FABIO ALEXANDRE DOS SANTOS LIRA
  • Data: 12 de Fevereiro de 2010 às 00:00

  • LIGIA DE ALBUQUERQUE MAIA
  • Data: 11 de Fevereiro de 2010 às 00:00

  • ALAN DE CARVALHO DIAS FERREIRA
  • Data: 10 de Fevereiro de 2010 às 00:00

  • GEORGIA DE SOUSA F SOARES
  • Data: 02 de Fevereiro de 2010 às 00:00

2009
Descrição
  • ERIKA RODRIGUES DE ALMEIDA
  • Data: 07 de Julho de 2009 às 00:00

  • GISELE AUGUSTA MACIEL FRANCA
  • Data: 30 de Abril de 2009 às 00:00

  • MONICA DE ALMEIDA LIMA
  • Data: 29 de Abril de 2009 às 00:00

  • JANAINA MOTA DE LIMA
  • Data: 28 de Abril de 2009 às 00:00

  • ELISANGELA VILAR DE ASSIS
  • Data: 27 de Abril de 2009 às 00:00

  • DANIELLE ALBINO RAFAEL MATOS
  • Data: 03 de Abril de 2009 às 00:00

  • ANA EMILIA DA COSTA VIEIRA
  • Data: 02 de Abril de 2009 às 00:00

  • VERUSKA MOREIRA DE QUEIROZ
  • Data: 01 de Abril de 2009 às 00:00

  • ANA PAULA DE MENDONCA FALCONE
  • Data: 27 de Março de 2009 às 00:00

  • JEFFERSON CARNEIRO DE BARROS
  • Orientador : EVANDRO LEITE DE SOUZA
  • Data: 25 de Março de 2009 às 00:00

  • JULIANA KESSIA BARBOSA SOARES
  • Data: 27 de Fevereiro de 2009 às 00:00

2008
Descrição
  • SUELY COELHO TAVARES DA SILVA
  • Data: 17 de Outubro de 2008 às 00:00

  • SUELY COELHO TAVARES DA SILVA
  • Data: 17 de Outubro de 2008 às 00:00

  • ALEXSANDRA ARAUJO DOS SANTOS
  • Data: 30 de Maio de 2008 às 00:00

  • CHRISTIANE LEITE CAVALCANTI
  • Data: 09 de Maio de 2008 às 00:00

  • JOAO FERNANDES DE SOUZA
  • Data: 09 de Maio de 2008 às 00:00

  • RAFAELA BELTRAO CAMBUIM
  • Data: 09 de Maio de 2008 às 00:00

  • JOSE ARTUR DE PAIVA VELOSO
  • Data: 07 de Maio de 2008 às 00:00

  • ANGELA GADELHA RIBEIRO
  • Data: 05 de Maio de 2008 às 00:00

  • RAFAELA LIRA FORMIGA CAVALCANTI DE LIMA
  • Orientador : MARIA JOSE DE CARVALHO COSTA
  • Data: 30 de Abril de 2008 às 00:00

  • VANILLE VALERIO BARBOSA PESSOA
  • Data: 29 de Abril de 2008 às 00:00

  • ANA CLAUDIA DIAS DE FONTES
  • Data: 28 de Abril de 2008 às 00:00

  • NILCIMELLY RODRIGUES DONATO
  • Data: 28 de Abril de 2008 às 00:00

  • ISOLDA MARIA BARROS TORQUATO
  • Data: 25 de Abril de 2008 às 00:00

  • JOANA FILOMENA MAGALHAES LEITE
  • Data: 25 de Abril de 2008 às 00:00

2006
Descrição
  • FLAVIA CRISTINA FERNANDES PIMENTA
  • Data: 31 de Março de 2006 às 00:00

  • CARLA CAROLINE DE MEDEIROS PEREIRA MARKUS
  • Data: 30 de Março de 2006 às 00:00

  • LUCIANA MARIA MARTINEZ VAZ
  • Data: 29 de Março de 2006 às 00:00

  • DANIELE CORDEIRO SANCHEZ
  • Data: 28 de Março de 2006 às 00:00

  • VANESSA MESSIAS MUNIZ
  • Data: 27 de Março de 2006 às 00:00

  • GERALDO LUIS DOS SANTOS
  • Data: 22 de Março de 2006 às 00:00

  • RICARDO DE CARVALHO COSTA
  • Data: 16 de Março de 2006 às 00:00

  • FLAVIA PIRES DE LACERDA COSTA
  • Data: 15 de Março de 2006 às 00:00

  • RENATA ANGELA GUIMARAES PEREIRA
  • Data: 02 de Março de 2006 às 00:00

  • LUCIANO MEIRELES DE PONTES
  • Data: 24 de Fevereiro de 2006 às 00:00

  • PATRICIA PINHEIRO FERNANDES VIEIRA
  • Data: 17 de Fevereiro de 2006 às 00:00

  • CARLA PATRICIA NOVAES DOS SANTOS FECHINE
  • Data: 14 de Fevereiro de 2006 às 00:00

2001
Descrição
  • MERCIA GOMES OLIVEIRA DE CARVALHO
  • A ocorrência de afecções respiratórias...
  • Data: 10 de Abril de 2001 às 14:00
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  • A ocorrência de afecções respiratórias...