PROGRAMA ASSOCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA (PPGFON)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Telefone/Ramal
Não informado

Dissertações/Teses


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2022
Descrição
  • ELISANGELA RODRIGUES BRANDAO
  • TRIAGEM AUDITIVA DO IDOSO: TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL DO SELF-ASSESSMENT FOR HEARING SCREENING OF THE ELDERLY REVISED (SHSE-R) PARA O PORTUGUÊS BRASILEIRO E REVISÃO INTEGRATIVA
  • Data: 29/08/2022
  • Hora: 20:30
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  • A perda auditiva relacionada a idade, também conhecida como presbiacusia, é caracterizado por um declínio da função auditiva. O audiograma é representado normalmente por uma perda auditiva neurossensorial progressiva, bilateral e simétrica. Além das consequências físicas, a presbiacusia pode estar associada à declinio cognitivo, depressão, perda na qualidade de vida, perdas financeiras e isolamento social. Assim, fica evidente a importância de métodos de triagem e monitoramento da presbiacusia que sejam acessíveis e menos custosos. Objetivo: Traduzir e adaptar transculturalmente o questionário Self-assessment for Hearing Screening of the Elderly Revised (SHSE-R) para o português brasileiro e revisar de modo integral a produção científica sobre métodos de triagem auditiva no idoso entre 2016 e 2022, fazendo uma descrição e categorização geral das publicações e analisar os estudos quantitativos na área. Método: O processo de tradução e adaptação transcultural foi dividido nas seguintes etapas: Tradução inicial, Síntese das traduções, Avaliação pelo Comitê de Especialistas, Avaliação pelo público-alvo e tradução reversa. A análise de conteúdo realizada pelos especialistas foi calculada pelo Coeficiente de Validade de Conteúdo (CVC). Para a revisão integral sobre triagem auditiva no idoso os dados foram coletados nos artigos publicados entre 2016 e maio de 2022,nas bases de dados: PubMed, Scopus, LILACS, Web of Science e Google Scholar, em Português e Inglês. Os artigos foram categorizados quanto ao ano, tipo de artigo, autores e instrumento de triagem. Resultados:ao longo das etapas do processo de tradução e adaptação, o instrumento necessitou de equivalências semântica, idiomática, conceitual e experencial especialmente após avaliação dos especialistas e da população-alvo. O CVC foi em sua maioria, aceitável. A retradução mostrou-se equivalente à versão original. A comparação entre as versões original, traduzida e retraduzida possibilitou a elaboração da versão final. Além disto, os dados são analisados com sugestões de aspectos potenciais a serem considerados para futuras pesquisas na área. Foram encontrados 36 artigos com base nos critérios de elegibilidade. O pico de publicações referente ao estudo ocorreu nos anos 2020. Predominou os estudos publicados em língua inglesa, com apenas 3 em português. No total foram 6 estudos de pesquisadores brasileiros, com 3 publicações em inglês e 3 em português. Os autores brasileiros representam 16% o que mostra a necessidade de ampliar pesquisas na área. Conclusão: Após ter passado rigorosamente por todas as etapas metodológicas, o SHSE-R foi traduzido e adaptado para o português brasileiro, sendo considerado apto para a etapa de validação. A revisão integrativa mostra que a triagem auditiva do idoso é um campo de estudo muito promissor pois no momento não é um tema com muitos estudos, mesmo sendo de relevante para a saude publica e programas de promoção de saude.
  • WEIDINARA DE OLIVEIRA RODRIGUES DA FONSECA
  • APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO E ZUMBIDO EM ADULTOS
  • Orientador : MARINE RAQUEL DINIZ DA ROSA
  • Data: 29/08/2022
  • Hora: 16:00
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  • A apneia obstrutiva do sono (AOS) pode resultar em alterações na arquitetura do sono, gerando consequências negativas na saúde por levar a hipoxias a nível sistêmico. A longo prazo, pode trazer diversos prejuízos fisiológicos, como alterações cardiovasculares e do sintoma auditivo. O zumbido é um sintoma presente em grande parcela da população com perda auditiva, e a percepção do mesmo pode estar intimamente relacionado à AOS. Trata-se de uma sensação auditiva na ausência de qualquer estímulo sonoro externo e que impacta negativamente na qualidade de vida e interfere na concentração, no sono, nas atividades sociais e até na estabilidade emocional. Objetivo: O objetivo deste estudo é caracterizar e observar indivíduos com AOS e zumbido. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, não intervencionista e prospectivo. A amostra foi constituída por 38 voluntários com diagnóstico de apneia obstrutiva do sono, de ambos os sexos, com idade entre 27 e 84 anos. Foram submetidos a uma anamnese quanto a queixa de sono e zumbido, à audiometria vocal, tonal e impedanciometria, além de polissonografia tipo 3 e Escala de Sonolência de Epworth (ESS). Para aqueles com queixa de zumbido, aplicou-se o Tinnitus Handicap Inventory (THI) e a escala visual analógica (EVA). Resultados: Na amostra estudada, observou-se um maior número de homens (52,6%), média de idade de 49,33 e Índice de Massa Corpórea (IMC) de 31,08. Na ESS, obteve-se uma média acima do normal de 11,3 e de 27,89 no Índice de Apneia e Hipopneia (IAH), em que 46,2% (n=18) apresentou classificação grave no IAH. A maioria dos pacientes, cerca de 73,7%(n=28) apresentaram perda auditiva e 47,4%(n=18) referiram zumbido, sendo em sua maioria de grau leve na EVA. Percebeu-se que indivíduos com grau severo de apneia obtiveram uma classificação do zumbido mais alta no THI e relataram nota maior na EVA, demonstrando maior incômodo do zumbido. Conclusão: A apneia obstrutiva do sono é mais comum em homens obesos. Além disso, podemos observar um grau maior de incômodo do zumbido em pacientes que apresentaram apneia obstrutiva grave, necessitando de mais estudos que possam relacionar os dois sintomas e corroborar com a associação dos mesmos para uma melhor terapêutica de zumbido.
  • KAROLINE VASCONCELOS BEZERRA VERAS
  • ACURÁCIA DOS QUESTIONÁRIOS DE RASTREAMENTO DE DISFAGIA OROFARÍNGEA EM PESSOAS ADULTAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
  • Orientador : LEANDRO DE ARAUJO PERNAMBUCO
  • Data: 29/08/2022
  • Hora: 14:00
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  • O rastreamento da disfagia orofaríngea em pessoas adultas geralmente é realizado por meio de questionários e permite determinar a prevalência dessa condição na população geral. Contudo, é necessário que esses questionários tenham acurácia adequada. Objetivo: verificar a acurácia dos questionários de rastreamento de disfagia orofaríngea em pessoas adultas. Método: Trata-se de um estudo de revisão sistemática, cujo levantamento foi realizado em sete bases de dados eletrônicas (CINAHL, EMBASE, LILACS, LIVIVO, PubMed, SCOPUS, Web of Science) e na literatura cinzenta (Google Scholar, Open Grey e Proquest). A busca, seleção e extração dos estudos foi feita de modo cego por dois avaliadores independentes, sem restrição de idioma ou data de publicação, de acordo com os seguintes critérios de elegibilidade: população 18 anos e mais; utilização de questionários de rastreamento de disfagia orofaríngea; realização dos exames de videofluoroscopia da deglutição ou videoendoscopia da deglutição como padrão de referência; e apresentação de dados de acurácia. O risco de viés dos estudos selecionados foi avaliado com a ferramenta QUADAS-2 e a certeza de evidência por meio do GRADE. Resultados: Dos 1.759 artigos encontrados após a remoção de duplicatas, nove passaram pela leitura de título e resumo e dois foram incluídos. Os questionários utilizados foram o The Easy Dysphagia Symptom Questionnaire (EDSQ), que mostrou valores de sensibilidade (90,9%), especificidade (67,5%) e area under the curve (AUC) de 0,84, mas apresentou alto risco de viés; e o Rastreamento de Disfagia Orofaríngea em Idosos (RaDI), com valores de sensibilidade (80%), especificidade (89%), valor preditivo positivo (95%), valor preditivo negativo (63%), razão de verossimilhança positiva (7,64), razão de verossimilhança negativa (0,22) e AUC de 0,88, com baixo risco de viés. A certeza da evidência foi muito baixa. Conclusão: Existem apenas dois questionários para rastreamento de disfagia orofaríngea em adultos, ambos específicos para pessoas idosas. A acurácia dos questionários varia entre 0,84 e 0,88, com risco de viés baixo em um deles e alto no outro e certeza de evidência muito baixa.
  • RAYANA RODRIGUES GONÇALVES
  • CLASSIFICAÇÃO AUTOMÁTICA DA ANSIEDADE A PARTIR DE MEDIDAS ACÚSTICAS DA VOZ .
  • Orientador : ANNA ALICE FIGUEIREDO DE ALMEIDA QUEIROZ
  • Data: 29/08/2022
  • Hora: 14:00
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  • A ansiedade patológica associa-se a uma considerável incapacidade funcional e a elevados custos de saúde. Esta apresenta alterações fisiológicas que podem ser refletidas em medidas acústicas da voz captadas durante o processo de avaliação clínica, porém não se conseguiu chegar a um consenso na literatura a respeito de um atributo acústico de qualidade vocal que caracterize a presença da ansiedade. Neste sentido, a aplicação de sistemas de classificação têm se mostrado crescente e promissora no reconhecimento de padrões de emoção na fala. Espera-se que selecionando adequadamente os parâmetros de voz e utilizando-se uma técnica adequada para a classificação, seja possível criar um sistema de reconhecimento com desempenho satisfatório. Objetivo: Caracterizar as vozes de pessoas com alta e baixa ansiedade afim de reunir o conjunto de medidas acústicas que possa classificar a presença da alta ansiedade por meio de análise discriminante quadrática (QDA), além de identificar o potencial destas medidas no classificador entre homens e mulheres. Metodologia: Esta dissertação está estruturada em dois manuscritos: Artigo1 “Caracterização de Alta Ansiedade em Homens e Mulheres a Partir de Medidas Acústicas da Voz”, um estudo secundário, observacional e transversal que a partir da análise de amostras vocais provenientes de um banco de dados pré existente, descreve e identifica qual o conjunto de medidas que melhor discriminam pessoas com alta e baixa ansiedade; Artigo 2 “Desempenho de Medidas Acústicas da Voz na Classificação da Alta Ansiedade”, um estudo documental, caracterizado como secundário, observacional e transversal que utiliza a Análise de Discriminação Quadrática (QDA) para classificar indivíduos com alta ansiedade a partir de medidas acústicas tradicionais, de intensidade e ruído, formânticas e cepstrais. Resultados: O grupo com alta ansiedade apresentou diferença significativa para as medidas de F0 Desvio e F0 Range no grupo de homens. E para as medidas formânticas (F1 mínimo, F2 Desvio, F2 mínimo, F2 máximo, F2 Range, F3 Desvio, F3 mínimo, F3 Range, F4 máximo) e medida de CPPS no grupo de mulheres. Medidas acústicas tradicionais, de intensidade e ruído, formânticas e cepstrais apresentam potencial discriminativo entre as classes alta e baixa ansiedade.Demonstrando melhor desempenho de classificação no grupo de homens para a combinação de medidas formânticas (F1 e F2) ( acur = 74.00 ± 1.50, sens = 100.00 ± 0.00 e espec = 10.00 ± 5.09) e para a combinação 10 a 10 de medidas entre classes ( acur = 67.98 ± 2.77, sens = 56.91 ± 5.72 e espec = 78.56 ± 3.49 ) no grupo de mulheres. Considerações Finais: Medidas acústicas tradicionais, de intensidade e ruído, formânticas e cepstrais são capazes de discriminar pessoas com alta e baixa ansiedade, apresentando potencial de classificação para alta ansiedade com técnica de Análise Discriminante Quadrática (QDA).
  • DAVID SILDES FIDELIS FLORENCIO
  • A efetividade dos tratamentos não cirúrgicos na neuralgia do trigêmeo: Overview das revisões sistemáticas
  • Orientador : GIORVAN ANDERSON DOS SANTOS ALVES
  • Data: 26/08/2022
  • Hora: 14:00
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  • Objetivo: apresentar um protocolo de Overview das revisões sistemáticas (RSs) para sintetizar e descrever evidências disponíveis sobre a efetividade dos tratamentos não cirúrgicos na neuralgia do trigêmeo. Métodos: o protocolo seguirá o método proposto pelas diretrizes do PRISMA-P para relato de protocolos. A busca será realizada nas bases de dados eletrônicas: MEDLINE, EMBASE, Lilacs, COCHRANE, Web of Science, Scopus, SpeechBITE, PeDRO, além de consulta a literatura cinzenta (Google Scholar e ProQuest Dissertations and Theses). Sem restrições de idioma ou período de publicação. Uma estratégia de busca foi desenvolvida para MEDLINE e será adaptada para cada base de dados. O rastreio dos artigos pelo título e resumo será realizado por dois revisores independentes. Em seguida, farão leitura dos textos completos dos artigos incluídos, conforme os critérios de elegibilidade. Em discordância, um terceiro revisor fará o consenso. Os dados serão extraídos por meio de um formulário padronizado. Serão registradas informações de risco de viés e avaliação do GRADE. A ferramenta AMSTAR II avaliará a confiança geral dos resultados das RSs. Os resultados serão apresentados em um fluxograma, tabelas e descrição narrativa. Considerações Finais: a execução deste protocolo descreverá o corpo atual de pesquisa sobre o tema e identificará lacunas existentes na base de evidências.
  • JOANA DOMITILA FERRAZ SILVA
  • IMPACTO DO USO DE MÁSCARAS DE PROTEÇÃO FACIAL NA PERFORMANCE COMUNICATIVA DE REPÓRTERES DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19
  • Orientador : MARIA FABIANA BONFIM DE LIMA SILVA
  • Data: 26/08/2022
  • Hora: 09:00
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  • O artigo 1 trata-se de um estudo transversal, de caráter descritivo, que buscou identificar o impacto do uso de máscaras de proteção facial na performance comunicativa dos repórteres durante a pandemia da COVID-19. Participaram 32 repórteres que responderam um formulário on-line sobre: autopercepção vocal do repórter e performance comunicativa do repórter a partir do uso de máscara durante a pandemia. De acordo com os resultados obtidos as máscaras do tipo cirúrgica foram as mais utilizadas pelos participantes (87,5%), seguida da confeccionada em tecido (12,5%). Ao utilizar as máscaras de proteção facial durante as reportagens, a maior parte dos participantes relatou dificuldade de ouvir e/ou ser ouvido pelo entrevistado em locais com ruído (87,5%), percebendo a sua voz mais baixa, com pouco volume ou abafada (87,5%) e sentindo diferença na qualidade da sua voz (62,5%), sendo preciso fazer esforço para falar durante as reportagens (65,6%). Foi possível observar nas associações significativas a diferença entre a autopercepção na qualidade da voz com o uso de máscaras (p=0,018), com a sensação de voz baixa, com pouco volume ou abafada (p=0,006) e a realização de um maior esforço vocal. No que concerne a respiração, observou-se que, a dificuldade de respirar com máscaras esteve associada com a realização de um maior esforço vocal (p=0,003) e de um cansaço autorreferido (p<0,001), que piora quando exposto a um ambiente externo ruidoso (p=0,028). Este artigo concluiu que houve o impacto do uso de máscara de proteção facial na performance comunicativa dos repórteres durante a pandemia da COVID-19 quanto aos aspectos relacionados à ser ouvido em locais com ruído, intensidade e qualidade vocal, esforço vocal e articulação de fala. O artigo 2 trata-se de um estudo retrospectivo, observacional, descritivo, com grupo focal. O objetivo deste foi analisar os recursos não verbais e vocais dos repórteres durante e após a pandemia da COVID-19. Para isso, foram selecionados vídeos de dois repórteres (uma mulher e um homem) do Jornal da CNN, pela plataforma do YouTube, em três momentos ou margens temporais (2020, 2021 e 2022). Em seguida, esses vídeos foram analisados, em consenso, por três juízes fonoaudiólogos, com experiência no Roteiro Fonoaudiológico de Observação da Expressividade – RoFOE. Os resultados revelaram que no que concerne aos aspectos vocais, em todos os vídeos, ambos repórteres tinham uma fala natural e condizente com a atividade laboral exercida. Já referente a expressividade, as pausas em sua totalidade eram pausas respiratórias, em tomadas rápidas e por vezes associada a uma respiração ruidosa, tanto nos momentos com máscara (2020 e 2021) ou sem máscara (em 2022). Na maioria dos vídeos, o padrão de fala esteve acelerado, e o padrão de ressonância mais presente foi o equilibrado (83,3%), seguido da ressonância faríngea (16,7%). Em todos os vídeos analisados, havia movimentação de sobrancelhas, olhos, manutenção do contato visual, movimentação consoante de braços e de mãos que acompanhavam o discurso. Observou-se nos repórteres que, nos momentos com máscara de proteção facial, há mais imprecisão articular, bem como deslizes articulatórios, além da perda de informação expressiva do terço inferior da face, encoberto pelas máscaras. Já no período sem máscara, os dois repórteres estavam mais seguros e mais expressivos. Contudo as tomadas rápidas e respiração ruidosa esteve presente independe do uso de máscara de proteção facial.
  • MANOEL LUIS PALHANO DE LIMA MELO
  • EFEITOS ISOLADOS E ASSOCIADOS A ABORDAGENS NÃO INVASIVAS DO LASER DE BAIXA POTÊNCIA NOS SINAIS E SINTOMAS DAS DISFUNÇÕES TEMPOROMANDIBULARES
  • Orientador : GIORVAN ANDERSON DOS SANTOS ALVES
  • Data: 26/08/2022
  • Hora: 09:00
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  • A fotobiomodulação com o uso do laser de baixa potência (LBP) é um mecanismo terapêutico auxiliar, que vem sendo amplamente estudado em diversas pesquisas científicas e utilizado no contexto clínico para o tratamento de indivíduos com disfunção temporomandibular (DTM), podendo ser associado a outras abordagens não invasivas. A aplicação do LBP varia de acordo com o objetivo terapêutico e com os parâmetros dosimétricos e luminosos, que devem ser adotados de acordo com as características individuais de cada paciente, a partir da condição patológica apresentada. Nesse contexto, uma das dificuldades encontradas é a ausência de padronização dos protocolos de aplicação desta técnica e as limitações metodológicas existentes, o que tem implicado na heterogeneidade dos resultados obtidos nas pesquisas e causado restrição na confiabilidade dos achados dos estudos. Diante disso, esta revisão sistemática (registro PROSPERO; Ref. CRD 42020201265) buscou analisar os efeitos da fotobiomodulação com o uso do LBP aplicado isoladamente e associado a outras terapias não invasivas no tratamento de indivíduos com disfunção temporomandibular. As diretrizes do PRISMA e as orientações da Colaboração Cochrane foram seguidas. A construção da estratégia de busca foi realizada pelos pesquisadores e adaptada para cada base de dados, considerando seus descritores e operadores booleanos específicos, com utilização de termos selecionados mediante pesquisa prévia realizada nos algoritmos MESH e EMTREE Terms. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, Lilacs (via Biblioteca Virtual em Saúde), Web of Science, Cochrane Library, Embase, Scopus, com pesquisa adicional à literatura cinzenta no Google Scholar. Foram elegíveis revisões sistemáticas de intervenção, sem restrição de período de tempo ou idioma, que envolvessem grupos com aplicação do laser de baixa potência isoladamente ou em combinação com outras modalidades terapêuticas não invasivas, no tratamento da DTM, e que avaliassem os sinais ou sintomas antes e após a intervenção. Os estudos duplicados foram removidos através do software online End Note Web. A seleção dos estudos foi dividida em duas etapas: leitura do título e resumo, seguida pela leitura do texto completo, realizada de forma independente por dois revisores e em caso de discordância, um terceiro avaliador realizava o julgamento. Na etapa de extração de dados, as informações relevantes foram coletadas de forma independente pelos dois revisores, por meio de um instrumento específico. A análise do risco de viés também foi realizada de forma independente, utilizando-se a ferramenta MeaSurement Tool to Assess Systematic Reviews 2 (AMSTAR-2). Todos os estudos elencados no presente trabalho foram classificados com baixa qualidade da evidência, apresentando falhas nos quesitos críticos do AMSTAR-2. Devido a este dado, somado à heterogeneidade metodológica e dos achados descritos pelos artigos analisados, sugere-se a realização de novos estudos, com maior rigidez metodológica e padronização dos parâmetros de aplicação do LBI, a fim de fornecer dados clínicos com alta qualidade de evidência e fidedignidade.
  • RUBENS JONATHA DOS SANTOS FERREIRA
  • COVID-19 e condições audiovestibulares.
  • Data: 15/07/2022
  • Hora: 14:00
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  • Introdução: Os últimos anos foram marcados pela pandemia do COVID-19, que impactou diferentes setores, principalmente de atenção à saúde humana. A síndrome pós-COVID-19 é composta por um apanhado de sintomas, presente naqueles que apresentaram infecção pelo SARS-Cov-2, com diferentes manifestações clínicas. Dentre estes sintomas, pode-se destacar o desencadeamento e/ou agravamento de sintomas audiovestibulares, já descritos na literatura. Cabe assim, uma maior investigação destes sintomas, bem como a caracterização do seu impacto para os portadores. Objetivo: Descrever alterações audiovestibulares e seu impacto em recuperados da COVID-19. Metodologia: Esta dissertação está estruturada em dois manuscritos: Artigo1 “Auditory and Vestibular Symptoms After COVID-19 Infection: A Preliminary Brazilian Report”, um estudo piloto de abordagem observacional, descritiva e quantitativa realizado de setembro de 2020 a maio de 2021, no estado da Paraíba; Artigo 2 “Zumbido Pós-COVID-19: Repercussões Funcionais e Emocionais”, um estudo observacional, exploratório e de corte transversal. Resultados: Dos sintomas audiovestibulares, 43,9% dos participantes relataram zumbido, 35% tontura, e 37% plenitude auricular, após infecção por COVID-19. Observou-se aumento dos sintomas audiovestibulares, mesmo naqueles que não os apresentavam antes da COVID. Não houve piora nos scores do impacto do zumbido na população pós-COVID-19, quando comparada aos scores do período pré-pandêmico. Conclusão: Os resultados desta pesquisa apontam para a ocorrência de sintomas auditivos e vestibulares, principalmente zumbido e tontura, estáveis e presentes até o momento, na maioria dos casos. Além disso, pode-se verificar que o impacto do zumbido para esta população é semelhante aos relatados em período pré-pandêmico, caracterizando assim o zumbido com manifestações próximas as convencionais.
  • ILIADA LIMA FRANCO
  • PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES MASTIGATÓRIAS EM PESSOAS IDOSAS RESIDENTES NA COMUNIDADE: REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE
  • Orientador : LEANDRO DE ARAUJO PERNAMBUCO
  • Data: 08/07/2022
  • Hora: 14:00
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  • Introdução: Alterações mastigatórias em pessoas idosas podem ocorrer devido às mudanças fisiológicas e anatômicas inerentes ao envelhecimento e maior vulnerabilidade a comorbidades. Entretanto, as estimativas de prevalência dessas alterações em idosos residentes na comunidade são imprecisas. Objetivo: verificar a prevalência de alterações mastigatórias em pessoas idosas residentes na comunidade. Métodos: Trata-se de um estudo de revisão sistemática. Foi efetuada busca nas bases de dados eletrônicas Cinahl, Embase, Lilacs, Livivo, PubMed/Medline, Scopus, Web of Science, e na literatura cinzenta Google Scholar, OpenGrey e Proquest. A estratégia de busca foi adaptada a cada base de dados utilizando descritores e palavras-chave específicas. Foram incluídos estudos transversais/ecológicos de base populacional que usaram questionários para identificar alterações mastigatórias em pessoas com 60 anos ou mais, residentes na comunidade. Foram utilizados os protocolos do Instituto Joanna Briggs para análise do risco de viés e o GRADE para a avaliação da certeza da evidencia. Foi realizada metanálise com modelo de efeito aleatório, ponderada pelo método inverso da variância. Para o cálculo da variância, expressa pelos valores de Tau², foi utilizado o estimador de DerSimonian-Laird e a heterogeneidade foi calculada pelo índice de inconsistência (I²). Também foi realizada meta-regressão com modelo de efeito aleatório. Resultados: Foram identificados 7.008 artigos nas bases dados e literatura cinzenta. Destes, 12 artigos foram incluídos para extração e análise dos dados. Foi verificado alta heterogeneidade entre as estimativas de prevalência de alterações mastigatórias (I2 = 100%) para os diferentes estudos incluídos na análise, não sendo explicada pela média de idade da população do estudo ou pelo seu tamanho da amostra quando levadas para um modelo de meta-regressão (p > 0.05). Desta forma, optou-se pela apresentação das estimativas individuais de cada estudo, pela análise qualitativa e pelo agrupamento de 4 estudos que utilizaram a mesma definição para “alteração mastigatória”. A prevalência de alterações mastigatórias em pessoas idosas nos estudos agrupados foi de 0.30 (IC95% = 0.23;0.38 I2 = 98%), com estimativas individuais de cada estudo com variação de 4,3 % a 61,7%. Conclusão: A prevalência de alterações mastigatórias em pessoas idosas é de aproximadamente 30%.
  • LAURINDA SOARES DA FRANCA PEREIRA
  • EFEITO DA PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA ASSOCIADA À TERAPIA SONORA NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM ZUMBIDO CRÔNICO: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO CONTROLADO
  • Orientador : MARINE RAQUEL DINIZ DA ROSA
  • Data: 01/07/2022
  • Hora: 09:00
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  • Introdução: O zumbido é um sintoma que pode gerar incômodo e interferir negativamente na qualidade de vida. A Terapia Sonora (TS) é um dos recursos terapêuticos que reduz o desconforto por meio de um gerador de som (GS), o qual acentua a percepção dos sons ambientais e promove a habituação do zumbido no Sistema Auditivo Central. A Programação Neurolinguística (PNL) encoraja as pessoas a “gerirem as próprias vidas” e a “abrir as mentes” para novas perspectivas, é uma ferramenta adicional que incentiva o raciocínio assertivo e novas escolhas, visando estruturar e sedimentar os conceitos de habituação. Objetivo: Avaliar a efetividade das técnicas da PNL associadas à TS no tratamento do zumbido. Método: É um ensaio clínico randomizado controlado, duplo-cego, realizado em indivíduos com zumbido crônico, cadastrados no banco de dados de um grupo de pesquisa em zumbido de uma Instituição de Ensino Superior Pública, que serão divididos em dois grupos escolhidos aleatoriamente e distribuídos conforme a intervenção a ser aplicada. No grupo 1, só será aplicada a TS, e no 2, a associação da PNL com TS. Todos os pacientes passarão por avaliação otorrinolaringológica prévia, exames audiométricos, questionário Tinnitus Handicap Inventory (THI) e Escala Visual Analógica (EVA). Realizar-se-ão cinco sessões de trinta minutos, com enriquecimento sonoro (GS) e aconselhamento, como TS e, na PNL, a aplicação de técnicas como remodelagem do mapa mental, ancoragem, espelhamento e ressignificação. Resultados esperados: Redução significativa dos valores do THI e da EVA, quando associadas a PNL e a Terapia Sonora, e do impacto do zumbido na vida dos indivíduos.
  • HIONARA NASCIMENTO BARBOZA
  • UTILIZAÇÃO DE APLICATIVOS MÓVEIS PARA O SINTOMA ZUMBIDO
  • Data: 24/02/2022
  • Hora: 09:00
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  • Introdução: O zumbido é uma percepção sonora na ausência de um estímulo externo. Pode ser percebido em um ouvido, nos dois ouvidos ou na cabeça. Muito se tem discutido sobre novas ferramentas para auxiliar na avaliação e tratamento do zumbido, como inovação de técnicas terapêuticas e métodos avaliativos, sendo a inovação tecnológica grande aliada para o desenvolvimento dessas ferramentas. Dessa forma, os aplicativos (apps) são ferramentas que se expandiram na área da saúde. No que diz respeito na área do zumbido, não é diferente, apps estão sendo desenvolvidos para auxiliar no tratamento e avaliação do sintoma. Dessa forma, torna-se necessário realizar testes de usabilidade para verificar a eficácia, eficiência e satisfação dos usuários, com intuito de disponibilizar um aplicativo comprovado cientificamente. Objetivo: Realizar levantamento sobre os aplicativos existentes para o zumbido, como também, realizar teste de usabilidade do aplicativo de avaliação do zumbido Avazum, Metodologia: A presente dissertação está estruturada em dois artigos científicos. O artigo 1 tem como título “Aplicativos móveis para o zumbido: Uma revisão integrativa”. É um estudo de revisão integrativa, teve como objetivo principal realizar um levantamento sobre os aplicativos existentes para o zumbido, a partir da busca nas lojas de aplicativos, como também analisar os estudos sobre o tema a partir da busca na literatura. O artigo 2 tem como título “Teste de usabilidade do aplicativo de avaliação do zumbido (AVAZUM)”. É um estudo de usabilidade, na qual teve como objetivo é realizar o usabilidade do Aplicativo de avaliação do zumbido (AVAZUM). Resultados:: No que se refere à pesquisa nas duas lojas de aplicativos, foi possível selecionar 43 aplicativos ao total nos dois sistemas principais pesquisados, o android e iOS. Os aplicativos oferecem três funções principais, a terapia sonora, mindfulness e avaliação do zumbido. Não foi encontrado aplicativos de avaliação com interface multiprofissional, além de que poucos realizaram teste de usabilidade. Em relação ao teste de usabilidade do avazum, foi realizado em 48 pacientes/usuários que tem zumbido. Sendo assim, a média do score no SUS encontrada é condizente com uma média de score satisfatória, o que implica dizer que o aplicativo não apresenta graves problemas de usabilidade, como também percentual de usuários promotores, além da porcentagem geral do NPS mostrou que a satisfação dos usuários é muito boa. No que diz respeito sobre a eficácia, foi possível observar que o avazum atinge os objetivos propostos, além de ser eficiente, pois apresenta uma linguagem clara e confortabilidade durante o uso. Considerações Finais: Dessa forma, é possível evidenciar que não há aplicativos de avaliação com interface multiprofissional, com funções de encaminahmentos dos usuários e dicas e orientações como o avazum, disponíveis nas lojas de app, além de poucos aplicativos testados para o zumbido Sendo assim, foi realizado o teste de usabilidade do avazum, no qual obteve como resultado satisfação muito boa dos usuários, apresentou média de score do SUS (System Usability Questionnaire) condizente com um resultado satisfatório, o que implica dizer que o aplicativo não apresenta graves problemas de usabilidade, além de atingir os objetivos de funcionamentos propostos, tornando-o eficaz e ser eficiente, apresentando uma linguagem clara e confortabilidade durante o uso.
  • HIONARA NASCIMENTO BARBOZA
  • UTILIZAÇÃO DE APLICATIVOS MÓVEIS PARA O SINTOMA ZUMBIDO
  • Data: 24/02/2022
  • Hora: 09:00
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  • Introdução: O zumbido é uma percepção sonora na ausência de um estímulo externo. Pode ser percebido em um ouvido, nos dois ouvidos ou na cabeça. Muito se tem discutido sobre novas ferramentas para auxiliar na avaliação e tratamento do zumbido, como inovação de técnicas terapêuticas e métodos avaliativos, sendo a inovação tecnológica grande aliada para o desenvolvimento dessas ferramentas. Dessa forma, os aplicativos (apps) são ferramentas que se expandiram na área da saúde. No que diz respeito na área do zumbido, não é diferente, apps estão sendo desenvolvidos para auxiliar no tratamento e avaliação do sintoma. Dessa forma, torna-se necessário realizar testes de usabilidade para verificar a eficácia, eficiência e satisfação dos usuários, com intuito de disponibilizar um aplicativo comprovado cientificamente. Objetivo: Realizar levantamento sobre os aplicativos existentes para o zumbido, como também, realizar teste de usabilidade do aplicativo de avaliação do zumbido Avazum, Metodologia: A presente dissertação está estruturada em dois artigos científicos. O artigo 1 tem como título “Aplicativos móveis para o zumbido: Uma revisão integrativa”. É um estudo de revisão integrativa, teve como objetivo principal realizar um levantamento sobre os aplicativos existentes para o zumbido, a partir da busca nas lojas de aplicativos, como também analisar os estudos sobre o tema a partir da busca na literatura. O artigo 2 tem como título “Teste de usabilidade do aplicativo de avaliação do zumbido (AVAZUM)”. É um estudo de usabilidade, na qual teve como objetivo é realizar o usabilidade do Aplicativo de avaliação do zumbido (AVAZUM). Resultados:: No que se refere à pesquisa nas duas lojas de aplicativos, foi possível selecionar 43 aplicativos ao total nos dois sistemas principais pesquisados, o android e iOS. Os aplicativos oferecem três funções principais, a terapia sonora, mindfulness e avaliação do zumbido. Não foi encontrado aplicativos de avaliação com interface multiprofissional, além de que poucos realizaram teste de usabilidade. Em relação ao teste de usabilidade do avazum, foi realizado em 48 pacientes/usuários que tem zumbido. Sendo assim, a média do score no SUS encontrada é condizente com uma média de score satisfatória, o que implica dizer que o aplicativo não apresenta graves problemas de usabilidade, como também percentual de usuários promotores, além da porcentagem geral do NPS mostrou que a satisfação dos usuários é muito boa. No que diz respeito sobre a eficácia, foi possível observar que o avazum atinge os objetivos propostos, além de ser eficiente, pois apresenta uma linguagem clara e confortabilidade durante o uso. Considerações Finais: Dessa forma, é possível evidenciar que não há aplicativos de avaliação com interface multiprofissional, com funções de encaminahmentos dos usuários e dicas e orientações como o avazum, disponíveis nas lojas de app, além de poucos aplicativos testados para o zumbido Sendo assim, foi realizado o teste de usabilidade do avazum, no qual obteve como resultado satisfação muito boa dos usuários, apresentou média de score do SUS (System Usability Questionnaire) condizente com um resultado satisfatório, o que implica dizer que o aplicativo não apresenta graves problemas de usabilidade, além de atingir os objetivos de funcionamentos propostos, tornando-o eficaz e ser eficiente, apresentando uma linguagem clara e confortabilidade durante o uso.
  • DESIRÉ DOMINIQUE DINIZ DE MAGALHÃES
  • MEDIDAS ULTRASSONOGRÁFICAS DE TEMPO, AMPLITUDE E VELOCIDADE DO MOVIMENTO DO OSSO HIOIDE DURANTE A DEGLUTIÇÃO APÓS TIREOIDECTOMIA
  • Orientador : LEANDRO DE ARAUJO PERNAMBUCO
  • Data: 22/02/2022
  • Hora: 14:00
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  • Introdução: A tireoidectomia pode impactar negativamente o movimento do osso hioide (OH) durante a deglutição. A ultrassonografia pode analisar medidas cinemáticas desse evento. Objetivo: 1) Sintetizar as medidas cinemáticas de movimento do OH durante a deglutição, obtidas por ultrassonografia em pessoas adultas; 2) Comparar as medidas ultrassonográficas de tempo, amplitude e velocidade do movimento do OH entre pacientes submetidos e não submetidos à tireoidectomia. Método: 1) Revisão integrativa da literatura; 2) Estudo transversal com análise de 58 exames de ultrassonografia da deglutição (líquido e líquido espessado, 10 mL cada) de 29 indivíduos separados em grupo experimental (GE - 12 pessoas submetidas à tireoidectomia) e de comparação (GC - 17 pessoas sem doença tireoidiana). Dois fonoaudiólogos treinados extraíram e analisaram as medidas de forma independente e padronizada, para comparação entre os grupos. No GE, as medidas também foram relacionadas a características clínicas. Resultados: 1) Foram incluídos 26 artigos, com grande variabilidade de objetivos e métodos. As medidas mais pesquisadas foram de movimento, tempo e velocidade, sendo a primeira mais frequente. Os níveis de confiabilidade e acurácia foram pouco investigados. 2) As medidas não foram diferentes entre os grupos. No GE a velocidade foi significativamente maior em indivíduos com queixa para deglutir. Conclusão: 1) Amplitude é a medida cinemática de movimento do OH mais investigada pela ultrassonografia, porém, por meio de métodos distintos; 2) Não há diferença quanto às medidas avaliadas entre os grupos. Mulheres submetidas à tireoidectomia possuem velocidade maior de movimento do OH na presença de queixa para deglutir.
2021
Descrição
  • ÉMERSON SOARES PONTES
  • FOTOBIOMODULAÇÃO APLICADA À VOZ: CONSENSO BASEADO NA OPINIÃO DOS FONOAUDIÓLOGOS BRASILEIROS PELO MÉTODO DELPHI
  • Data: 21/12/2021
  • Hora: 10:00
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  • Introdução: Fotobiomodulação é um recurso terapêutico, têm despertado o interesse de diversos profissionais da área da saúde. Utilizada atualmente na prática clínica e estudada e revisada no âmbito acadêmico, é um procedimento não invasivo que promove a bioestimulação na área irradiada por meio da estimulação de processos celulares. Tem sido utilizada como uma das estratégias da terapia vocal, tanto para a reabilitação de indivíduos disfônicos quanto para o treinamento/condicionamento da voz profissional. Objetivos: (1) evidenciar o perfil dos fonoaudiólogos brasileiros e seus conhecimentos e interesses sobre a fotobiomodulação na área de voz. (2) desenvolver um consenso com experts fonoaudiólogos acerca dos critérios de recomendação e uso da FBM no contexto de habilitação e reabilitação vocal pelo método delphi. Metodologia: Dissertação estruturada em dois artigos (1) estudo observacional, transversal e quantitativo, realizado por meio de uma websurvey hospedada na plataforma digital Google Forms, composta por questões relacionadas à formação, atuação profissional e conhecimentos sobre a fotobiomodulação na área de voz. participaram 29 fonoaudiólogos, de ambos os sexos. Os dados foram analisados utilizando estatística descritiva. (2) Foi utilizada a técnica Delphi por ser uma forma sistemática de obter consenso sobre determinado tema a partir de um painel de especialistas independentes, empregado para investigar questões com dados empíricos mínimos. Um total de 07 especialistas participaram das rodadas Delphi, em que todos eram fonoaudiólogos especialistas em voz e participaram de duas rodadas Delphi. Os especialistas foram recrutados para cobrir uma variedade de conhecimentos em vários tipos de distúrbios da voz, estruturais, comportamentais e neurológicos. Resultados: (1) os fonoaudiólogos possuíam predominantemente uma especialização em fonoaudiologia, a maioria não leciona na graduação ou pós-graduação, Todos os participantes da pesquisa conhecem os preceitos da Fotobiomodulação; entre eles, 28 (96,6%) conhece sua utilização especificamente na área de voz; 25 (86,2%) possui aparelho particular e todos estes costumam utilizar em sua prática clínica de voz. Quanto a utilização da FBM pelos fonoaudiólogos a maioria utiliza a FBM nos casos de aperfeiçoamento/condicionamento de voz cantada. (2) na primeira rodada foi possível observar concordâncias em alguns quesitos, os experts afirmaram que a FBM é uma estratégia terapêutica que pode ser associada a intervenção fonoaudiológica, um facilitador para a terapia vocal, efetivando efeitos para habilitação e reabilitação vocal, na segunda rodada 10 afirmações chegaram a uma concordância de 100% relacionados a indicação da FBM para utilização na área de voz, a aplicação da FBM no início do processo de reabilitação vocal, a utilização da FBM em profissionais da voz sem disfonia, e utilizam este recurso para diminuir os sintomas de fadiga vocal. Conclusão: (1) os fonoaudiólogos participantes do estudo denotaram apresentar informações sobre a fotobiomodulação e suas aplicabilidades para a área de voz e elencaram que o fonoaudiólogo especialista em voz possa utilizar fotobiomodulação. (2) este estudo foi o primeiro a investigar a opinião de fonoaudiólogos especialistas na área de voz quanto ao uso da FBM na clínica vocal, buscou-se desenvolver premissas e balizadores de como este recurso vem sendo utilizado por especialistas, por meio de um método Delphi. Nesse contexto os resultados encontrados nesta pesquisa fornecem base de evidência científica para subsidiar este procedimento na terapia vocal, especificamente, quanto à abordagem de aperfeiçoamento/condicionamento vocal.
  • HÉRYKA MARIA OLIVEIRA LIMA
  • BANCO VOZES BRASILEIRO NAS VARIAÇÕES DAS EMOÇÕES (EMOVOX-BR): ESTRUTURAÇÃO E VALIDAÇÃO.
  • Data: 13/12/2021
  • Hora: 14:00
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  • A presente dissertação investigou a relação voz e emoções, por meio de perspectivas teóricas e empíricas, bem como a criação e validação de um banco de vozes com variações emocionais de indivíduos provenientes da população Brasileira. Esta dissertação é dividida em dois artigos: 1) O estudo teórico constitui-se um estudo observacional e transversal que teve o objetivo validar os dados do banco de vozes e elencar os achados da avaliação dos juízes e o 2) O estudo empírico que se propõe analisar parâmetros acústicos de um Banco de Vozes (EMOVOX-BR). O primeiro estudo contou com 26 atores brasileiros e 10 juízes fonoaudiólogos de ambos os sexos, de 9 estados do Brasil, foram coletados 546 sinais vocais, esses foram analisados e selecionados 182 áudios que obtiveram os melhores valores de SNR (relação sinal ruido), passaram para avaliação perceptiva auditiva pelos juízes fonoaudiólogos com expertise em voz, concluise os fonoaudiólogos conseguiram perceber as modificações prosódicas da voz nas variadas emoções por apresentarem características marcantes segundo os juízes Fonoaudiólogos. No segundo estudo foram utilizados os 39 sinais de áudios, os que obtiveram melhores resultados da avaliação de confiabilidade do KAPPA, desses foram extraídas as medidas cesptral peak prominence smoothed (CPPS); Frequência fundamental (F0) média, desvio, mínimo e máximo; jitter; shimmer ; proporção harmônico-ruído (PHR); intensidade; média e máximo de extracion glotal noise (GNE), os resultados obtidos permitem identificar características de variações importantes nos parâmetros acústicos na expressão das emoções por meio da voz.
  • HÉRYKA MARIA OLIVEIRA LIMA
  • BANCO VOZES BRASILEIRO NAS VARIAÇÕES DAS EMOÇÕES (EMOVOX-BR): ESTRUTURAÇÃO E VALIDAÇÃO.
  • Data: 13/12/2021
  • Hora: 14:00
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  • A presente dissertação investigou a relação voz e emoções, por meio de perspectivas teóricas e empíricas, bem como a criação e validação de um banco de vozes com variações emocionais de indivíduos provenientes da população Brasileira. Esta dissertação é dividida em dois artigos: 1) O estudo teórico constitui-se um estudo observacional e transversal que teve o objetivo validar os dados do banco de vozes e elencar os achados da avaliação dos juízes e o 2) O estudo empírico que se propõe analisar parâmetros acústicos de um Banco de Vozes (EMOVOX-BR). O primeiro estudo contou com 26 atores brasileiros e 10 juízes fonoaudiólogos de ambos os sexos, de 9 estados do Brasil, foram coletados 546 sinais vocais, esses foram analisados e selecionados 182 áudios que obtiveram os melhores valores de SNR (relação sinal ruido), passaram para avaliação perceptiva auditiva pelos juízes fonoaudiólogos com expertise em voz, concluise os fonoaudiólogos conseguiram perceber as modificações prosódicas da voz nas variadas emoções por apresentarem características marcantes segundo os juízes Fonoaudiólogos. No segundo estudo foram utilizados os 39 sinais de áudios, os que obtiveram melhores resultados da avaliação de confiabilidade do KAPPA, desses foram extraídas as medidas cesptral peak prominence smoothed (CPPS); Frequência fundamental (F0) média, desvio, mínimo e máximo; jitter; shimmer ; proporção harmônico-ruído (PHR); intensidade; média e máximo de extracion glotal noise (GNE), os resultados obtidos permitem identificar características de variações importantes nos parâmetros acústicos na expressão das emoções por meio da voz.
  • EMMYLY DA CUNHA MENESES
  • REDE DE CUIDADO ESPECIALIZADO EM PACIENTES COM ZUMBIDO NO BRASIL: perfil profissional, métodos e técnicas de avaliação e intervenção.
  • Orientador : MARINE RAQUEL DINIZ DA ROSA
  • Data: 16/11/2021
  • Hora: 14:00
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  • Introdução: o zumbido é uma percepção auditiva sem que haja uma fonte sonora externa. O manejo do zumbido requer uma abordagem multidisciplinar, em razão da sua diversidade etiológica. No entanto, a intervenção multidisciplinar permanece um campo pouco pesquisado. Objetivo: investigar a rede de cuidado especializado em pacientes com zumbido no Brasil bem como o que a literatura apresenta a respeito da multidisciplinaridade em relação ao zumbido. Método: dissertação estruturada em dois artigos, sendo o primeiro uma pesquisa quantitativa, de campo e transversal que visou interpretar o cenário atual de profissionais especializados no atendimento à pacientes com zumbido no Brasil e o segundo uma revisão integrativa da literatura que buscou identificar o que as publicações científicas trazem a respeito da multidisciplinaridade em relação ao zumbido. Resultados: há uma grande prevalência de profissionais na região Sudeste. A região Norte é a menos assistida. São Paulo foi o estado com o maior número de profissionais. A profissão que mais se destaca na área é a fonoaudiologia. A maioria dos profissionais está inserida em uma equipe multidisciplinar. Ademais, foram selecionados 13 estudos que tratam da multidisciplinaridade em relação ao zumbido. Conclusão: foi possível verificar que, embora o número de profissionais ainda esteja longe do ideal, além de não serem bem distribuídos geograficamente, houve um grande avanço nas últimas décadas quanto aos métodos de intervenção em zumbido, bem como a realidade multidisciplinar tem crescido consideravelmente, o que renova as perspectivas do público acometido, para um futuro próximo.
  • DHEBORA HELOISA NASCIMENTO DOS SANTOS
  • Tradução e Adaptação Transcultural do Apraxia of Speech rating Scale 3.5.
  • Data: 16/11/2021
  • Hora: 08:00
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  • Introdução: Não existe no Brasil um instrumento de avaliação confiável para o diagnóstico de apraxia da fala. O Apraxia of Speech Rating Scale (ASRS) é uma escala que propõe diagnóstico diferencial entre a apraxia de fala, disartria e afasia. Essa escala apresenta excelente confiabilidade entre juízes, em seu escore total . Dessa forma, faz-se necessário o início do processo de validação desta escala para o Brasil. Objetivo: Traduzir e adaptar transculturalmente do Apraxia of Speech Rating Scale versão 3.5 para o português brasileiro. Método: O estudo de validação restrito à tradução e adaptação transcultural. Foram realizadas as seguintes etapas: tradução e síntese das traduções, verificação da aplicabilidade da síntese da escala e juízes que foram recrutados para tal , análise de relevância e viabilidade que foram calculados pelo Índice de Validade individual e total. Por fim, a síntese foi equiparada quanto às equivalências semânticas, idiomáticas, experiencial, conceitual, sintática, gramatical e operacional. Resultados: A amostra utilizada para a análise de concordância e o cálculo do Índice de Validade de Conteúdo foi composta por 18 profissionais de fonoaudiologia. Em relação ao nível acadêmico, a graduação em fonoaudiologia foi citada 14 (77,8%) vezes; a prática clínica de pelo menos cinco anos na área dos transtornos neurológicos da fala foi citada 10 (55,6%) vezes; e 2 (11,1%) dos respondentes são pesquisadores, docentes e têm artigos científicos na área. Conclusão: A versão brasileira do Apraxia of Speech Rating Scale 3.5 apresenta equivalência semântica, idiomática, experiencial, conceitual e sintática/gramatical em relação ao original, dessa forma, apta para as próximas etapas de validação.
  • DHEBORA HELOISA NASCIMENTO DOS SANTOS
  • Tradução e Adaptação Transcultural do Apraxia of Speech rating Scale 3.5.
  • Data: 16/11/2021
  • Hora: 08:00
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  • Introdução: Não existe no Brasil um instrumento de avaliação confiável para o diagnóstico de apraxia da fala. O Apraxia of Speech Rating Scale (ASRS) é uma escala que propõe diagnóstico diferencial entre a apraxia de fala, disartria e afasia. Essa escala apresenta excelente confiabilidade entre juízes, em seu escore total . Dessa forma, faz-se necessário o início do processo de validação desta escala para o Brasil. Objetivo: Traduzir e adaptar transculturalmente do Apraxia of Speech Rating Scale versão 3.5 para o português brasileiro. Método: O estudo de validação restrito à tradução e adaptação transcultural. Foram realizadas as seguintes etapas: tradução e síntese das traduções, verificação da aplicabilidade da síntese da escala e juízes que foram recrutados para tal , análise de relevância e viabilidade que foram calculados pelo Índice de Validade individual e total. Por fim, a síntese foi equiparada quanto às equivalências semânticas, idiomáticas, experiencial, conceitual, sintática, gramatical e operacional. Resultados: A amostra utilizada para a análise de concordância e o cálculo do Índice de Validade de Conteúdo foi composta por 18 profissionais de fonoaudiologia. Em relação ao nível acadêmico, a graduação em fonoaudiologia foi citada 14 (77,8%) vezes; a prática clínica de pelo menos cinco anos na área dos transtornos neurológicos da fala foi citada 10 (55,6%) vezes; e 2 (11,1%) dos respondentes são pesquisadores, docentes e têm artigos científicos na área. Conclusão: A versão brasileira do Apraxia of Speech Rating Scale 3.5 apresenta equivalência semântica, idiomática, experiencial, conceitual e sintática/gramatical em relação ao original, dessa forma, apta para as próximas etapas de validação.
  • ANNA CAROLINA D UCARMO BEZERRA
  • MICROCEFALIA E SUA RELAÇÃO COM INDICADORES DE DESIGUALDADE SOCIAL NO ESTADO DA PARAÍBA
  • Orientador : LEANDRO DE ARAUJO PERNAMBUCO
  • Data: 31/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • Introdução: A microcefalia é uma malformação congênita, caracterizada pela diminuição do tamanho da cabeça associada a um crescimento insuficiente do cérebro. No Brasil, sabe-se que o aumento de casos de microcefalia em 2015 foi associado à epidemia de Zika vírus. Apesar disso, a relação entre indicadores de desigualdade social e microcefalia nesse período ainda é pouco conhecida no estado da Paraíba. Objetivo: Analisar a relação entre microcefalia e indicadores de desigualdade social no estado da Paraíba no biênio 2015-2016. Método: Estudo ecológico que utilizou dados das notificações de casos novos de microcefalia e dos seguintes indicadores sociodemográficos municipais obtidos no DATASUS e IBGE: número de casos de Zika vírus, número de habitantes, coleta de lixo, abastecimento de água, instalações sanitárias, taxa de analfabetismo, renda média domiciliar e índice de Gini. Foi utilizado o modelo de Regressão de Poisson e as análises foram feitas no software R. O nível de significância foi de 5%. Resultados: Dos 223 municípios do estado da Paraíba, 73 (32,73%) registraram novos casos de microcefalia entre os anos de 2015 e 2016. O modelo encontrado revelou que o número de casos de Zika vírus, número de habitantes, número de domicílios sem abastecimento de água adequado e renda domiciliar são previsores do número de casos de microcefalia no estado da Paraíba. Conclusão: No estado da Paraíba, municípios com mais casos de Zika vírus, maior número de habitantes, mais domicílios sem abastecimento de água adequada e renda média mais alta possuem mais casos de microcefalia.
  • LILIAN MARIA BESSA DE ALBUQUERQUE TITARA
  • Tradução e adaptacão do Pediatric visually induced questionnaire para o português brasileiro
  • Data: 31/08/2021
  • Hora: 10:00
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  • A tontura é a sensação de orientação espacial perturbada ou prejudicada, sem ilusão de movimento corporal. O termo tontura induzida visualmente refere-se à tontura ou instabilidade desencadeada por estímulo visual complexo, distorcido e amplo, incluindo o movimento relativo do entorno visual associado ao movimento corporal. Nesse sentido, o presente projeto se propõe realizar a tradução transcultural e adaptação do questionário “Pediatric Visually Induced Dizziness Questionnaire”(PVID) aplicado em crianças de 6 a 17 anos que quantifica a presença e a gravidade da tontura induzida visualmente (VID). Nesse processo a metodologia foi constituída das seguintes etapa, baseadas em Beaton et al., (2007): inicialmente, buscamos na literatura questionários validados voltados à investigação de tontura induzida visualmente na criança em utilização no Brasil e foi constatado que não havia; a seguir, dois tradutores habilitados, nativos no idioma alvo e fluentes no idioma e cultura fonte, traduziram o teste de forma independente, considerando a equivalência conceitual e evitando a tradução literal. Na sequência, foi realizada a síntese das traduções. Essa foi feita de forma consensual, pelo mesmo comitê selecionado no procedimento supracitado. Tal comitê construiu uma versão única a partir da comparação das traduções e da avaliação das discrepâncias semânticas, idiomáticas, conceituais, linguísticas e contextuais. A etapa seguinte foi a retradução realizada por três colaboradores nascidos na língua do idioma do instrumento original. A partir das três traduções realizadas foi feita a síntese das retrotraduções e construída a versão pré final do instrumento para a versão da língua original realizada por três retrotradutores fluentes na língua portuguesa brasileira. A partir daí foi realizada a síntese final das retraduções e elaborada a versão final da tradução, a qual foi submetida à avaliação por parte de um comitê de juízes especialistas. Finalmente, o instrumento foi aplicado a 30 crianças de diferentes estratos sociais e realizada análise das respostas. O comitê de juízes foi composto por quinze colaboradores, sendo a maioria especialistas na área da saúde incluindo médicos otorrinolaringologistas, uma otorrino-pediatra, fonoaudiólogos com especialização na área de audiologia com expertise na área de tontura e duas pedagogas que opinaram acerca de adequações semânticas para melhor entendimento das perguntas e respostas. Dessa forma, obtivemos o questionário traduzido e adaptado para o português brasileiro.
  • PAULO NAATI LOPES SOBRINHO
  • PERCEPÇÃO DE FONOAUDIÓLOGOS QUANTO OS ASPECTOS OROMIOFUNCIONAIS DE INDIVÍDUOS COM SÍNDROME CONGÊNITA PELO ZIKA VÍRUS
  • Orientador : GIORVAN ANDERSON DOS SANTOS ALVES
  • Data: 30/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • Introdução: na segunda metade do ano de 2015, observou-se, mais especificamente no nordeste do Brasil, um aumento no número de crianças nascidas com microcefalia. A partir deste momento, os profissionais da saúde, dentre eles o fonoaudiólogo, precisaram prestar assistência as crianças com esta nova condição. Objetivo: Investigar a percepção e o perfil sociodemográfico de fonoaudiólogos do Nordeste do Brasil, que atuam com crianças com Síndrome Congênita pelo Zika vírus, quanto os aspectos oromiofuncionais e procedimentos de intervenção fonoaudiológica. Método: trata-se de estudo transversal, observacional, com análise quanti-qualitativa. O instrumento de coleta de dados tratou-se de um questionário online disponibilizado na plataforma do Google forms, onde continha 34 questões abrangendo tanto os dados sociodemográficos, quanto as questões voltadas para a percepção de fonoaudiólogos no que se refere ao assunto estudado. A amostra da pesquisa foi composta por 23 fonoaudiólogos dos nove estados do nordeste. Resultados: na caracterização do sistema estomatoglossognático observou-se o maior grau de alteração nos aspectos de postura e mobilidade da musculatura orofacial. Em relação às funções, observou-se maior percepção de alteração na fala e deglutição para líquido e sólido. No processo de reabilitação, 87% dos fonoaudiólogos referiram fazer uso da bandagem elástica como um dos recursos terapêuticos, sendo este o mais frequente. Conclusão: na percepção dos fonoaudiólogos que atuam com indivíduos com Síndrome Congênita pelo Zika vírus, a postura e mobilidade da musculatura orofacial são os aspectos mais alterados, assim como as funções de fala e deglutição de sólido e líquido.
  • DAVIANY OLIVEIRA LIMA
  • FUNCIONALIDADE E FATORES PREDITIVOS DO ZUMBIDO
  • Data: 26/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • INTRODUÇÃO:O zumbido é um sintoma comumente conceituado como uma percepção sonora endógena que pode se manifestar nos ouvidos ou na cabeça sem que haja uma fonte externa geradora de som. Acomete cerca de 15 % da população mundial, com maior prevalência em idosos e possui etiologia multicausal.Diante da dificuldade em estabelecer a sua casuística e a subjetividade do sintoma, o tratamento nos dias de hoje se mostra um desafio. Neste sentindo ,o conhecimento dos fatores associados e das comorbidades do zumbido é importante para fornecer o manejo adequado nesses indivíduos.OBJETIVO: investigar e os principais fatores preditivos associados ao sintoma zumbido.MÉTODOS: Estudo observacional, analítico, de delineamento transversal, de caráter retrospectivo ,a coleta de dados foi realizada através da análise dos prontuários de 315 pacientes atendidos em um serviço de zumbido, foram coletas informações referentes a analise descritiva do perfil dos pacientes e dos resultados do THI.RESULTADOS: Dentro os fatores relacionados ao zumbido, o barulho 48,6% apresentam como o fator de piora predominante. A hipersensibilidade a sons 61%(n=192), plenitude auricular 59%(n=186) e hipoacusia 54,3%(171) se apresenta como os fatores mais associado ao zumbido.Com maior interferência do zumbido do sono (43,5%) seguido da concentração (42,2%) e dos aspectos emocionais(36,8%).Dentre as comorbidades a DTM predominou.Observou-se ainda associação entre hipoacusia em pacientes com zumbido constante,a piora com exercícios(p=0,016), tontura(p=0,002) e hipersensibilidade auditiva (p=0,013).Assim como associação entre a sensação de plenitude auricular e hipersensibilidade(p=0,001).Já nos resultados do grau do THI m observou-se associação significativa com interferência no sono(p=0,012), emocional(p=0,013) ,concentração(p=0,002) e cervicalgia (p=0,033).Conclusão A compreensão dos principais fatores associados, é importante para entender melhor o impacto do zumbido na vida do sujeito.
  • DARLYANE DE SOUZA BARROS RODRIGUES
  • DISPOSITIVOS PARA EXERCÍCIOS RESPIRATÓRIOS NO MANEJO DA DISFAGIA OROFARÍNGEA: ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA DE FONOAUDIÓLOGOS BRASILEIROS
  • Orientador : LEANDRO DE ARAUJO PERNAMBUCO
  • Data: 25/08/2021
  • Hora: 09:00
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  • Introdução: O uso de dispositivos para exercícios respiratórios tem evidências de efeitos positivos em parâmetros associados à biomecânica da deglutição, mas a eficácia desses recursos na reabilitação do paciente disfágico é desconhecida. Apesar desse cenário, existe uma notória disseminação de dispositivos para exercícios respiratórios entre os fonoaudiólogos brasileiros que atuam em disfagia orofaríngea. Objetivo: Analisar a experiência de fonoaudiólogos brasileiros quanto ao uso de dispositivos para exercícios respiratórios no manejo da disfagia orofaríngea. Método: Trata-se de um estudo observacional, descritivo e transversal, baseado no método survey. Foi elaborado um instrumento de coleta com 30 questões sobre o perfil profissional, conhecimento sobre dispositivos para exercícios respiratórios e padrões de prática dos fonoaudiólogos no uso desses dispositivos em disfagia orofaríngea. O questionário foi respondido por meio da plataforma virtual Google Forms e a análise dos dados foi descritiva. Resultados: A amostra foi composta por 161 fonoaudiólogos representantes de todas as regiões do Conselho Federal de Fonoaudiologia, com média de idade de 36,99 (±9,01) anos, distribuídos de forma equilibrada quanto ao tempo de formação. Houve predomínio da especialização lato sensu como titulação máxima (62,11%) e atuação profissional em assistência domiciliar (76,4%), ambulatorial (60,87%) e hospitalar (49,69%). A maioria dos fonoaudiólogos referiu usar ambos os treinamentos, expiratório e inspiratório (73,9%), tendo como principais objetivos o aumento da pressão subglótica (82,6%), a melhora da capacidade de tosse (79,5%) e a ativação da musculatura supra-hióidea (79,5%). Os dispositivos para exercícios respiratórios mais usados foram Respiron® (85,7%), Shaker® (80,1%) e tubos de ressonância (71,4%). Pacientes com doença neurológica (85,1%) e pessoas idosas (86,3%) foram mencionados pelos fonoaudiólogos como os que mais recebem indicação de uso dos dispositivos. Houve relatos tanto de exercícios resistidos (51,6%) como de carga pressórica (46,6%), porém com divergências entre o tipo de exercício e o tipo de dispositivo indicado. Houve referência ao uso dos dispositivos para exercícios respiratórios quase sempre em associação com outras modalidades terapêuticas (98,1%), porém, sem frequência e número de repetições padronizados (62,7%). A maioria dos respondentes contraindicou o uso dos dispositivos para exercícios respiratórios em cardiopatas (72,7%) e referiu não utilizá-los em traqueostomizados (57,1%). O uso de clip nasal não foi citado pela maioria dos profissionais (60,9%) e a forma mais referida de higienização dos dispositivos foi o uso de água e sabão (71,4%). Conclusão: Fonoaudiólogos brasileiros usam dispositivos para exercícios respiratórios no manejo da disfagia orofaríngea, porém com conhecimento limitado e sem padrões de prática clínica consolidados.
  • MARIA HELENA MEDEIROS DE SA LIMA LUCENA
  • Preditores maternos e infantis associados a perda de seguimento do programa triagem auditiva neonatal: Estudo de coorte em maternidades do nordeste do Brasil.
  • Data: 20/08/2021
  • Hora: 09:00
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  • Introdução: Estima-se que a prevalência da perda auditiva congênita seja de 1,7- 11/1000 nascidos vivos, esta ocorrência pode aumentar em até 10 vezes quando consideramos indicadores de risco para a perda auditiva. A identificação precoce da perda auditiva possibilita a intervenção imediata e assertiva, oferecendo condições para o desenvolvimento da fala, linguagem, do social, psíquico e educacional destes indivíduos, permitindo um prognóstico mais favorável. As diretrizes dos programas de triagem auditiva neonatal no Brasil preconizam o diagnóstico até os 6 meses de idade. Analisar fatores sobre a perda de seguimento para o diagnóstico ou monitoramento nestes programas, contribui com informações que podem ajudar na efetividade da participação da família e na colaboração mais forte entre unidades de triagem e outros profissionais de saúde que estão em contato com a família, promovendo assim, o diagnóstico precoce, principal objetivo da triagem auditiva. Objetivo: (1) Analisar preditores maternos e infantis associados a perda de seguimento do programa de triagem auditiva neonatal em maternidades do nordeste do Brasil. (2) Realizar uma análise de sobrevida sobre a perda de seguimento em programas de triagem auditiva neonatal. Metodologia: Dissertação estruturada em dois artigos (1) Estudo de coorte retrospectivo, incluindo dados secundários de lactentes (n=604) que foram encaminhados para o monitoramento e/ou diagnóstico do programa de triagem auditiva. Preditores avaliados incluíram fatores socioeconômicos e fatores de saúde materno e infantil. Foi realizada análise estatística baseada em modelos de regressão logística binária, método stepwise. (2) Trata-se de um estudo secundário de análise de sobrevida sobre a perda de seguimento de lactentes (n=604) encaminhados para o monitoramento e/ou diagnóstico em programas de triagem auditiva neonatal. A variável dependente foi o tempo até a ocorrência do desfecho (perda de seguimento). As variáveis independentes incluíram fatores socioeconômicos e fatores de saúde materno e infantil. Para análise de dados, utilizou-se o método de Kaplan-Meier. Resultados: (1) O modelo de regressão logística contendo o número de pré-natais e a história de perda auditiva na família foi significativo [χ 2 (2) =34,271; p<0,001]. Foram preditores significativos, o número de pré-natais (OR = 2,343; IC 95%= 1,626 - 3,376) e a história de perda auditiva na família (OR =2,167; IC 95% = 1,507 - 3,115), os demais preditores, não apresentaram significância neste estudo. (2) A análise de sobrevida pelo método Kaplan-Meier mostra a perda de seguimento nos previstos dois anos de monitoramento que foi de 49% nos 3 primeiros meses, 28% em 12 meses, 15% em 24 meses e 9% até os 36 meses. Uma criança recebeu prótese auditiva em decorrência de perda auditiva profunda bilateral. Outra criança foi diagnosticada com perda auditiva leve e recebeu alta. Conclusão: (1) Os resultados demonstram que estão associados e aumentam as chances de perda de seguimento do programa, lactentes cuja mães realizaram ≤ 5 pré-natais com 2,3 vezes mais chances quando comparado as mães que realizaram > 5 pré-natais e história de perda auditiva na família aumenta os riscos em 2,1 vezes a mais comparado com aqueles que não tem história de perda auditiva na família. É importante fornecer subsídios para que sejam implementadas melhorias na saúde pública que visem aconselhar, orientar e conscientizar as mães, principalmente durante os pré-natais. (2) A prevalência da perda auditiva sofre impacto relacionada a taxa de perda de seguimento dentro de programas de triagem auditiva neonatal. Neste contexto, acreditamos que estratégias de apoio e adaptação dos programas podem melhorar o acesso e diminuir a perda do seguimento neste processo, bem como, da importância desses serviços reforçarem o acompanhamento daqueles em situação social desfavorável, com uma organização centrada na família.
  • CAMILA FONSÊCA GUEDES PEREIRA MÁXIMO
  • EFEITOS DA LASERTERAPIA NA FUNÇÃO MASTIGATÓRIA E NOS MOVIMENTOS MANDIBULAS DE INDIVÍDUOS ADULTOS COM DTM: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE
  • Orientador : GIORVAN ANDERSON DOS SANTOS ALVES
  • Data: 19/04/2021
  • Hora: 14:00
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  • Introdução: A Disfunção temporomandibular (DTM) é uma alteração complexa que envolve um conjunto de distúrbios que afetam os músculos da mastigação, as articulações temporomandibulares e estruturas associadas, com prejuízos na função mastigatória e nos movimentos mandibulares. Os principais sinais e sintomas da DTM são a limitação dos movimentos mandibulares, sensibilidade nos músculos mastigatórios, ruídos articulares, dor orofacial e cefaleia. Dentre os diversos tratamentos que podem ser utilizados na intervenção desta patologia, uma das terapias não invasivas mais utilizadas é o Laser de Baixa Potência (LBP) que vem trazendo resultados satisfatórios pelos benefícios fornecidos aos pacientes pelas suas ações de analgesia, anti-inflamatória e regenerativa Objetivo: realizar uma revisão sistemática sobre os efeitos da Laserterapia na função mastigatória e nos movimentos mandibulares em indivíduos adultos com DTM. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática sob o registro de número CRD42020187091. Foi efetuada uma busca nas Bases de dados eletrônicas PubMed, Web of Science, Scopus, Embase, Cochrane, Lilacs, Science Direct e Google Scholar. Utilizou-se uma estratégia de busca, de acordo com os Mesh Terms da PubMed e Decs da BVS, sendo os descritores: “temporomandibular joint disorders” AND “low level light therapy” OR “low level laser therapy” AND “mastication” OR “mandible”. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados em adultos diagnosticados com DTM, cuja a abordagem terapêutica adotada foi o Laser de Baixa Potência (LBP) e avaliação da função mastigatória e/ou mandibular, como desfechos analisados. Resultados: Foram identificados 914 artigos nas bases dados e após a remoção dos duplicados ficaram 63 para a posterior leitura do título e do resumo, e em seguida do texto na íntegra. Foram removidos 52 estudos, ficando assim 10 artigos para extração e análise dos dados e 6 artigos para Metanálise. Após análise dos estudos incluídos verificou-se que as pesquisas apresentaram resultados muito distintos entre si, principalmente com relação a variável de amplitude oral. E na avaliação do risco de viés, 6 estudos apresentaram alto risco, 2 de risco incerto e 2 com baixo risco de viés, demonstrando uma baixa qualidade metodológica dos artigos. Conclusão: Tendo em vista que apenas um estudo aborda a função mastigatória, mostra-se que há uma escassez na literatura quanto à analise dessa variável e com relação a amplitude oral máxima as pesquisas são muito variáveis quanto aos parâmetros metodológicos utilizados e desfechos pretendidos. Portanto, conclui-se que o LBP não possui efeito na função mastigatória de indivíduos com DTM. Já função mandibular notou-se que nos grupos de intervenção a Fotobiomodulação com LBP apresentou resultados significativos.
  • ENRISÂNGELA LOPES DUTRA DE ANDRADE
  • TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL: CARACTERIZAÇÃO DE UM PROGRAMA DE TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL E FATORES DE RISCO PARA ALTERAÇÃO NOS RESULTADOS DA TIMPANOMETRIA E EOAT NO PRIMEIRO ANO DE VIDA.
  • Data: 25/02/2021
  • Hora: 08:00
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  • Introdução: A identificação da deficiência auditiva em crianças é um tema amplamente discutido na literatura. O diagnóstico até os três meses de idade e a intervenção terapêutica iniciada até os seis meses promove o desenvolvimento da compreensão e da expressão da linguagem. Bebês com maior risco para a perda auditiva são aqueles com fatores presente ao nascimento ou adquiridos ao longo dos primeiros anos de vida e já estabelecidos na literatura. Objetivo: Caracterizar o Programa de Triagem Auditiva Neonatal de um instituto de saúde de referência e avaliar fatores de risco durante o primeiro ano de vida que podem se associar a alterações na timpanometria ou emissões otoacústicas. Metodologia: O estudo é do tipo descritivo, observacional com levantamento de dados da triagem auditiva em uma maternidade de referência realizado em intervalo de 4 meses (de outubro de 2018 a janeiro de 2019). Os dados foram referentes a todos os bebês submetidos ao programa neste período, totalizando uma amostra de 652 prontuários. 143 crianças retornaram para uma segunda avaliação com timpanometria e EOAT aos 12 meses, após busca ativa e independentemente de terem passado ou falhado na TAN. Foi aplicado questionário adaptado (PEPPER – Persistent Ear Problems Providing for Referral) para levantamento de fatores de risco para alterações no funcionamento da orelha média. Os resultados foram apresentados de forma descritiva em tabelas e com associação usando x2. Resultados: De 652 bebês triados, 619 passaram no momento inicial da triagem e 33 falharam. 30 bebês retornaram ao reteste que foi previamente agendado para 30 dias após a realização do teste e 3 deles não compareceram ao reteste. Dos 30 retestes, 26 passaram e 4 deles falharam necessitando de encaminhamento para diagnóstico audiológico. Não houve associação entre os fatores de risco e o resultado da TAN. Os fatores de risco mais encontrados foram: histórico familiar de deficiência auditiva, permanência em UTI e em uso de ototóxicos por mais de 5 dias e fototerapia. Destes somente 143 compareceram para a segunda avaliação aos 12 meses. A variável que mais se associou ao comparecimento forma idade acima de 25 anos, renda acima do salário mínimo e nível de educação a partir de ensino médio completo. As crianças que falharam na timpanometria também falharam nas EOAT. Mas de 99 crianças que passaram nas EOAT, 13 falharam na timpanometria também. A variável posição de dormir e infecção de ouvido referido pela mãe foram as variáveis que mais se associaram a alteração nos testes. De 94 crianças que passaram na TAN, 31 falharam na re avaliação. Conclusão: A maior parte dos bebês passou na TAN. O fator de risco não teve associação com o resultado de falha. É de suma importância o acompanhamento destes bebês em ambulatório pediátrico, pois muitos desenvolveram alterações auditivas no primeiro ano de vida.
  • KEILA MARUZE DE FRANÇA ALBUQUERQUE
  • Resultado das estratégias fonoaudiológicas e não fonoaudiológicas nos parâmetros de voz, fala e deglutição em pacientes com ELA: revisão sistemática.
  • Data: 23/02/2021
  • Hora: 13:00
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  • Introdução: A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença degenerativa do neurônio motor superior e neurônio motor inferior. As alterações nesses neurônios levam à hiperfunção, movimentos lentificados, hipoatividade, fraqueza muscular, com redução de mobilidade, força e coordenação nos músculos orofaciais, levando a disartria e disfagia. O tratamento existente para esse público é farmacológico e sintomático, com a finalidade de aumentar a sobrevida, manter as funções ativas pelo maior tempo possível e melhorar a qualidade de vida. Objetivo: Avaliar o nível de evidencia dos estudos sobre os resultados das estratégias fonoaudiológicas, diretas ou indiretas, nos parâmetros de voz, fala e deglutição de pacientes com ELA em comparação a outros tipos de intervenções. Método: Trata-se de um estudo secundário, descritivo e qualitativo. Esta revisão seguirá o protocolo Prisma. Os dados foram coletados por dois pesquisadores independentes nas seguintes bases de dados: ASHA, Cochrane, Lilacs, Pubmed, Scopus e Web of Science, em inglês, espanhol e português. Serão incluídos na revisão ensaios clínicos randomizados ou não, realizados em pessoas com ELA, que avaliem a voz, fala e deglutição e excluídos artigos cujo desfecho esteja relacionado à auto avaliação e à qualidade de vida, teses, dissertações, apenas abstracts disponíveis, estudos de caso, estudos com animais, capítulos de livro, enciclopédia e comunicação breve. Resultados esperados: identificar o nível de evidencia dos artigos que avaliaram os parâmetros de voz, fala e deglutição antes e após estratégia fonoaudiológica, direta ou indireta, em comparação aos resultados das estratégias não fonoaudiológicas (cirurgias, prótese no véu palatino, medicamentos, toxina botulínica).
2020
Descrição
  • IANDRA KALINE LIMA BARBOSA DA SILVA
  • VALIDAÇÃO BRASILEIRA DA ESCALA DE CONTROLE VOCAL PERCEBIDO NO PRESENTE SOBRE A VOZ COM BASE NA TEORIA DE RESPOSTA AO ITEM
  • Data: 30/11/2020
  • Hora: 14:00
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  • A presente dissertação investigou através de perspectivas teóricas e empíricas a relação entre voz e autorregulação, bem como a validação de um instrumento voltado para a autoavaliação do controle vocal percebido no presente sobre a voz. Esta dissertação é dividida em dois artigos: uma revisão integrativa que teve como objetivo verificar a relação entre a autorregulação e comportamento vocal apontada na literatura e um estudo empírico que se propõe a desenvolver as etapas de evidências de validade do instrumento de autoavaliação do controle vocal percebido no presente sobre a voz, a escala CPP-V, com a finalidade de estimar as propriedades psicométricas de seus itens com base na Teoria de Resposta ao Item (TRI). O artigo de revisão levantou dados da literatura nacional e internacional nas bases de dados PubMed, LILACS e SciELO, no qual foram identificados 10.176 artigos, desses, 10 foram selecionados após aplicação dos critérios de elegibilidade. Os artigos encontrados destacaram a autorregulação como um fator importante no comportamento vocal, os estudos estavam em sua maioria publicados em revistas norte americanas com alto fator de impacto, apontaram a relevância de desenvolver estratégias de autocontrole para auxiliar nos aspectos da reabilitação vocal e salientaram a necessidade de construir novos instrumentos mais efetivos para futuros estudos sobre a temática. O estudo empírico utilizou dados de 168 indivíduos, onde 127 apresentavam alterações vocais e 41 eram vocalmente saudáveis. Para as etapas de evidências de validade, realizou-se as seguintes análises: Alfa de Cronbach, Análise Fatorial Exploratória (AFE), Análise Fatorial Confirmatória (AFC), TRI e Curva ROC. O instrumento verificou boa consistência interna, com uma estrutura de dois fatores a partir da AFE, além de exibir valores satisfatórios nos índices de ajuste do modelo, assim, confirmou a estrutura a partir da AFC. Aplicou-se a TRI a partir do modelo 2PL de Samejima para avaliação dos parâmetros discriminação (a) e dificuldade (b) dos itens do instrumento, o item 5 “Consigo controlar minhas reações diárias relacionadas ao meu problema de voz” apresentou-se como item mais discriminativo e o item 8 “Eu não controlo minha reação ao meu problema de voz” como item de maior dificuldade. A curva ROC apresentou ponto de corte de -1,007, sensibilidade de 91,34% e especificidade de 48,78%. Esses resultados evidenciam a autorregulação como um fator de importância no comportamento vocal e sugere uma versão validada para o português brasileiro do CPP- V a partir da TRI, que envolve uma estrutura com 8 itens e 2 fatores, com cálculo realizado por meio do traço latente dos indivíduos.
  • WELLYDA CINTHYA FELIX GOMES DA SILVA
  • Fotobiomodulação Associada a Terapia Miofuncional Orofacial na Qualidade de Vida de Indivíduos com Disfunção Temporomandibular
  • Data: 27/11/2020
  • Hora: 14:00
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  • Analisar o impacto da qualidade de vida relacionada à saúde oral de indivíduos com disfunção temporomandibular, antes e após o tratamento de fotobiomodulação associada a terapia miofuncional orofacial, bem como verificar possível correlação entre o grau de dor orofacial e a autopercepção desse impacto. Método: Estudo do tipo ensaio clínico randomizado, controlado e cego, com 34 voluntários distribuídos aleatoriamente em dois grupos: G1, que recebeu a Terapia Miofuncional Orofacial (TMO) associada a fotobiomodulação e o G2, tratado pela TMO associada ao laser inativo. Primeiro, aconteceu a avaliação fonoaudiológica, do grau da dor orofacial pela Escala Visual Analógica (EVA) e o impacto da qualidade de vida relacionada a saúde oral (QVRSO) pelo questionário Oral Health Impact Profle – Short form (OHIP-14). Os dados obtidos foram analisados estatisticamente. Foi adotado o nível de significância de 0,05 (95%). Resultados: “Dor física”, “desconforto psicológico”, “limitação física” e “limitação psicológica” foram os aspectos mais impactantes na QVRSO. O G1 apresentou respostas positivas para o respectivo tratamento, assim como o G2. Observou-se correlação positiva e de grau forte para EVA e escore total do OHIP-14 entre os grupos após tratamento. Conclusão: As pessoas que receberam fotobiomodulação associada a TMO, perceberam melhora da QVRSO, assim como as tratadas com o laser placebo. Porém, os indivíduos do grupo controle evidenciou que a recuperação funcional foi o aspecto que mais se percebeu de mudança positiva na QVRSO em comparação ao grupo experimental. Houve correlação positiva e forte entre a melhora do grau da dor e autopercepção da QVRSO.
  • SORAYA BALBINO DUTRA
  • DIAGNÓSTICO AUDIOLOGICO E SUA EFETIVIDADE EM JOÃO PESSOA
  • Data: 27/11/2020
  • Hora: 10:00
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  • O Joint Commitee of infant hearing (JCIH) estabeleceu princípios que fornecem os pilares para que os programas de detecção precoce de perdas auditivas possam ser efetivos. São eles, a TAN antes da alta hospitalar, os encaminhamentos para diagnóstico e acompanhamento auditivo e o acesso à dispositivos auditivos. Uma das grandes barreiras para que o diagnóstico auditivo seja realizado o mais cedo possível, é a falta de entendimento pelos pais da importância da TAN e procedimentos necessários subsequentes (Kolethekkata et al; 2020). A avaliação dos serviços de saúde e dos programas fazem parte de rotinas que permitem uma identificação mais adequada das deficiências, permitindo oportunidades de melhorias na audição dos indivíduos assistidos. (Rechia et al; 2016). Dentre as medidas recomendadas, a avaliação da satisfação dos pais com os serviços que realizam a TAN é essencial para verificar o desempenho e a qualidade dos serviços (JCIH, 2000) e tem figurado como um instrumento bastante aceito para esta analise (LAM et al., 2018). Objetivo: (1) Avaliar a satisfação e a percepção dos pais em relação à triagem auditiva neonatal e o interesse destes em retornar com o bebê para monitoramento auditivo, caso necessário. (2) Descrever a população de crianças atendidas em dois centros de referência de diagnóstico audiológico. Resultados: (1) Os pais entrevistados nas maternidades estão satisfeitos quanto a realização da triagem auditiva neonatal, porém a necessidade de uma melhor comunicação sobre os resultados e o processo de avaliação, metade dos pais não levariam seu filho para o monitoramento auditivo, se necessário. Existem diferenças nas respostas entre as maternidades o que mostra que os protocolos e a comunicação diverge entre as instituições. (2) Nos centros de referencia a idade média do diagnóstico é entre 06 e 13 anos, as crianças que moram na capital tiveram um tempo menor de espera para recebimento do AASI, e a prevalência de perda auditiva é neurosensorial de grau severo a profundo. Nos prontuários verificados houve falta de informação importantes para a avaliação do programa, bem como também houve dificuldade no acesso e organização dos mesmos. Conclusão: O programa como todo não atinge os objetivos propostos pelo JCIH, que é a interveção precoce. Sugere-se que medidas sejam tomadas frente a atuação dos profissionais e do governo envolvidos nos programas de saúde auditiva neonatal, visto que é essencial o apoio e participação dos pais durante não só a triagem inicial, como em todas as fases do programa.
  • MILLENA IRLEY BATISTA DA SILVA
  • RELAÇÃO ENTRE OS SINTOMAS DE COVID-19 E A AUTOPERCEPÇÃO VOCAL DE TELEOPERADORES DE UMA CENTRAL DE ATENDIMENTO A EMERGÊNCIAS
  • Orientador : MARIA FABIANA BONFIM DE LIMA SILVA
  • Data: 27/11/2020
  • Hora: 09:00
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  • teleoperador de atendimento a chamadas de emergências tem o dever de determinar as informações importantes do solicitante, prover parte da localização, assim como natureza da emergência e repassar estas informações para os setores responsáveis (bombeiros, polícia militar ou civil ou mesmo a equipe médica), que irão para o local do incidente para manter-se a par da situação e solucioná-lo. Estudos constataram que os teleoperadores de emergências estão constantemente expostos a condições de risco, dentre elas condições de trabalho, que envolve fatores ambientais, organizacionais e condições vocais. Objetivo: verificar os aspectos autoperceptivos dos teleoperadores emergências de condições de trabalho e de voz, neste período de distanciamento social devido ao COVID-19. Método: Pesquisa do tipo descritiva, transversal de caráter quantitativa. Participaram 50 teleoperadores de emergências, seguindo critérios de inclusão e exclusão. O instrumento de coleta utilizado foi um questionário on-line (Google Forms), que abrangeu questões relativas as características sociodemográficas, atividade do teleoperador, condições de trabalho e vocais. Os dados foram submetidos a análise estatística. Resultados: 62,2% dos teleoperadores atuam de maneira ativa e receptiva; 76,3% no turno matutino; 86,8% disseram que seu ambiente mudou na pandemia. Comparando os momentos antes e durante a pandemia, quanto as condições de trabalho verificamos que a referência de presença de ruído no trabalho apresentou diferença nos dois momentos, antes 58% dos teleoperadores referiram presença de ruído e durante apenas 34%. Os participantes também relataram que esse ruído era forte, antes da pandemia (45%) e durante (32%); a iluminação era adequada, antes (63%) e durante (92%). Em relação as condições vocais, antes da pandemia 60,5% participaram por treinamento vocal e, durante a pandemia nenhum teleoperador referiu tal fato. A percepção de falha na voz aumentou de 23,7% (antes da pandemia) para 34,2% (durante a pandemia), como a de perda na voz também foi aumentada de 15,8% para 18,4% nesses dois momentos. Quanto ao aquecimento e desaquecimento vocal, houve diferença entre os momentos, no qual aumentou a quantidade de teleoperadores que não fizeram tais exercícios. Conclusão: Com a pandemia do COVID 19 os teleoperadores de emergências continuaram atendendo na central, porém houve uma modificação na localização e na infraestrutura. A empresa direcionada por orientações de profissionais de saúde transferiu os teleoperadores pra um local com instalações melhores quanto as condições de trabalho somado a um investimento em medidas preventivas e de biossegurança para o COVID 19. Tais fatores impactaram positivamente nas condições de trabalho autorreferidas pelos teleoperadores, porém devido ao distanciamento social houve uma diminuição dos cuidados com a voz e assim aumentando a autorreferência de sintomas vocais.
  • JESSICA SOARES XAVIER
  • FREQUÊNCIA DE ALTERAÇÕES CLÍNICAS DA DEGLUTIÇÃO E FATORES ASSOCIADOS EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS
  • Data: 17/07/2020
  • Hora: 08:30
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  • O idoso é mais suscetível às alterações de deglutição e às complicações associadas, tornando-se ainda mais vulnerável quando reside em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Objetivo: Verificar a frequência de alterações clínicas da deglutição e os fatores associados em idosos institucionalizados. Método: Trata-se de estudo observacional, transversal, descritivo e quantitativo. A amostra foi composta por 73 idosos, média de idade de 80 (DP±7,49) anos, sendo 60 (82,2%) mulheres, residentes em cinco ILPI sem fins lucrativos da cidade do Natal/RN. Coletou-se dados sociodemográficos, econômicos, de saúde geral e foram aplicados os seguintes instrumentos: Rastreio de Disfagia em Idosos (RaDI), Método de Exploração Clínica Volume-Viscosidade (MECV-V) e Functional Oral Intake Scale (FOIS). A frequência de alteração clínica da deglutição foi determinada pelo resultado do MECV-V. Para verificar os fatores associados ao desfecho foram aplicados incialmente os testes do qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher. As variáveis com valor de p menor que 0.20 foram incluídas no modelo de análise de regressão logística múltipla. O nível de significância foi de 5%. Resultados: Dentre os 73 idosos avaliados, 46 (63%) apresentaram alteração clínica da deglutição. O modelo de regressão logística múltipla revelou que a chance do idoso institucionalizado apresentar alteração clínica da deglutição aumenta 8% a cada aumento de 1 ano na idade; a diminuição na ingesta alimentar aumenta em aproximadamente 4 vezes a chance de resultado negativo no MECV-V; idosos institucionalizados com nível abaixo de 7 na escala FOIS apresentam quase 11 vezes mais chances de ter alteração clínica da deglutição de acordo com o MECV-V. Conclusão: A frequência de alterações clínicas da deglutição em idosos institucionalizados é elevada e está associada a idade, diminuição da ingesta alimentar e funcionalidade da ingestão oral.
  • THALITA DA SILVA OLIVEIRA
  • PROGRAMA DE TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL NA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA
  • Data: 26/06/2020
  • Hora: 09:00
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  • O Joint Committee of Infant Hearing e o Ministério da Saúde preconizam a avaliação contínua em todas as etapas dos programas de triagem auditiva neonatal a fim de buscar melhorias ao se avaliar seus indicadores de qualidade. Com o aumento do número de serviços de triagem auditiva, é importante verificar as potencialidades e dificuldades dentro do contexto socioeconômico onde estão inseridos, pois ao conhecer as demandas do serviço, a população usuária e os recursos físicos, podem-se direcionar ações de políticas públicas voltadas à melhoria, gestão e efetividade deste serviço tão importante para a saúde da população infantil. Diante do panorama observado e da escassez de estudos que avaliem os programas de triagem auditiva neonatal no país, este estudo teve como objetivo analisar os resultados da triagem auditiva neonatal e os índices de qualidade propostos pelo Joint Committee of Infant Hearing (JCIH) e Diretrizes para a Triagem Auditiva Neonatal do Ministério da Saúde do Brasil em um Programa de Triagem Auditiva Neonatal. METODOLOGIA: O estudo é do tipo retrospectivo, transversal e descritivo. O estudo teve como plano de fundo três estabelecimentos de saúde que atualmente realizam o PTAN no município de João Pessoa no estado da Paraíba. Nestas instituições foi feito um levantamento do banco de dados de recém-nascidos que realizaram a triagem auditiva neonatal, incluindo teste e/ou reteste, no período de 2016 a 2018. A amostra original contou com 20.968 prontuários, porém, obedecendo aos critérios de exclusão, a amostra atual para a pesquisa foi de 13.361 prontuários. A análise descritiva ocorreu por meio de porcentagens, medidas de frequência e de dispersão (média, desvio padrão e mediana). Para a análise estatística, foi utilizado o Teste T pareado para observar se há relação entre as variáveis contínuas de número de consultas de pré-natal, idade gestacional, peso ao nascer e idade da mãe com o resultado da triagem auditiva neonatal e a regressão binária logística para prever o risco de falha na triagem auditiva em relação à presença de indicadores de risco para deficiência auditiva (IRDA). RESULTADOS: As instituições contam com protocolos semelhantes em relação ao fluxo da triagem de recém-nascidos e quanto ao local e ao tempo para a realização da triagem auditiva, onde algumas crianças podem ser triadas antes da alta e também após a alta hospitalar. Quando há falha no reteste os pacientes são encaminhados a outros serviços de referência no município. Os PTAN diferem quanto ao registro do resultado da triagem e/ou do reteste, encaminhamento ao diagnóstico e/ou monitoramento auditivo. Foi observado que a maioria 63,4% das crianças triadas residem na capital. Dos recém-nascidos triados, 1,6% apresentaram algum tipo de IRDA, 97,41% da amostra foi triada em até 30 dias após o nascimento, 98,2% dos triados passaram, resultando em 1,8% de falha na triagem em pelo menos uma das orelhas testadas. Todas as crianças que falharam foram encaminhadas ao reteste, porém apenas 168 delas se observou registro de reteste, onde 97% receberam resultado de “passa” e apenas cinco (3%) falharam em pelo menos uma das orelhas no procedimento de EOAT. Das cinco crianças que apresentaram “falha” no reteste, quatro apresentaram registro de encaminhamento ao diagnóstico, não sendo possível observar registro de resultado do diagnóstico auditivo em prontuário. Cerca de 1,5% das crianças foram encaminhadas ao monitoramento auditivo, as quais apresentaram pelo menos um indicador de risco para deficiência auditiva. Os PTAN conseguiram uma média de 31% de cobertura total dos nascidos vivos não cobertos por plano de saúde no município para os três anos observados. Sendo a COB de cada ano: 29%; 31% e 31% dos nascidos vivos do município, respectivamente. Na análise estatística foi observado que a presença da infecção congênita tem 4,5 vezes mais chance da criança falhar no procedimento de EOAT e quanto menor for o peso do recém-nascido, melhor o resultado da triagem auditiva. CONCLUSÃO: O PTAN em João Pessoa não está de acordo com alguns critérios de qualidade, como: quantidade de crianças encaminhadas ao diagnóstico auditivo, procedimentos e protocolos utilizados na triagem auditiva neonatal para crianças que apresentem indicador de risco para deficiência auditiva, registro dos resultados de triagem auditiva neonatal (teste e reteste) e registro do diagnóstico auditivo em prontuário. Não sendo possível também afirmar se a cobertura dos nascidos vivos está de acordo com o preconizado. A falta de um banco informatizado de dados unificado dificulta o acesso ao registro dos resultados dos procedimentos audiológicos, bem como do monitoramento de crianças triadas e que foram encaminhadas a outras instituições a fim de se realizar o diagnóstico e/ou monitoramento auditivo. Como consequência, há dificuldades em conhecer o real perfil auditivo das crianças nascidas no município.
  • LARISSA MENDONÇA DOS ANJOS
  • PRESSÃO E RESISTÊNCIA DE LÍNGUA EM LARINGECTOMIZADOS TOTAIS
  • Orientador : LEANDRO DE ARAUJO PERNAMBUCO
  • Data: 03/06/2020
  • Hora: 09:00
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  • A laringectomia total pode comprometera funcionalidadeda língua, cujas propriedades de pressão e resistência são relevantes para funções orofaciais, incluindo adeglutição. Objetivo:Comparar a pressão isométrica máxima e a resistência isométrica de língua entrelaringectomizados totais e não laringectomizados, assim comorelacionar essas medidas com a avaliação clínica e autoavaliação da deglutição em laringectomizados totais.Método: estudo transversal com 20 laringectomizados totais (GLT) e 20 voluntários não laringectomizados (GNL) pareados por idade e sexo. Ambos os grupos foram submetidos à anamnese, avaliação clínica funcional da deglutição e mensuração da pressão isométrica máxima e resistência isométrica das regiões anterior e dorsal da língua. Os pacientes do GLT responderam a versão traduzida e adaptada para o português brasileiro do SwallowOutcomesAfterLaryngectomyQuestionnaire (SOAL).Para analisar possíveis diferenças das medidas quantitativas de língua entre os grupos foi aplicado o teste de Mann-Whitney, com nível de significância de 5%. Resultados:A pressão isométrica máxima de língua não apresentou diferença significativa entre os grupos ou entre as categorias da avaliação clínica e da autoavaliação.Contudo, as medidas de resistência isométrica anterior e dorsalde língua foram significativamente menores no GLT. Entre os laringectomizados totais, as resistências isométricas anterior e dorsal de língua foram significativamente mais altas na presença de alteração na deglutição de líquido. A resistência isométrica dorsal de língua foi menor entre os que referiram diminuição daquantidade derefeição.Conclusão:A resistência isométrica de língua é menor em laringectomizados totais quando comparados a indivíduos não laringectomizados. A resistência isométrica de língua relaciona-se comalteração na deglutição de líquido equeixa de diminuição da quantidade de refeição.
  • THAIS MENDONÇA MAIA WANDERLEY CRUZ DE FREITAS
  • RESULTADOS PRELIMINARES DE UM PROGRAMA DE TERAPIA SONORA PARA ZUMBIDO
  • Data: 10/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • INTRODUÇÃO: O zumbido, som percebido na ausência de fonte sonora externa, é um sintoma que tem se tornado comum na população mundial. Sua causa múltipla, avaliações subjetiva e consequentemente variadas possibilidades terapêuticas têm dificultado êxito em seu tratamento. Pesquisas têm apontado eficácia para a terapia sonora acompanhada de aconselhamento. OBJETIVO: Diante desta problemática, a presente pesquisa objetivou avaliar o perfil das produções cientificas em Aparelho Auditivo de Amplificação Sonora com Gerador de Som e aconselhamento. Como também, verificar os resultados preliminares da aplicabilidade de um protocolo de terapia sonora para zumbido e perda auditiva. METODOLOGIA: Para tanto, foram desenvolvidos dois artigos. O primeiro consta de uma análise bibliométrica da literatura, que buscou estudos publicados sem restrição de ano e foi realizada nas bases de dados Pubmed/Medline, Lilacs, Web of science e Cochrane, utilizando como estratégia de busca os descritores (counseling) AND (tinnitus) AND (hearing aids). O outro artigo direcionou-se a um ensaio clínico não randomizado (quase experimental), analítico (causa e efeito), considerado um estudo caso controle e longitudinal que verificou a aplicabilidade de um protocolo de terapia sonora para zumbido e perda auditiva. RESULTADOS: Na revisão, foram identificados 169 artigos e, destes, 37 cumpriram os critérios de elegibilidade e 17 estudos foram selecionados para realização da análise bibliométrica. No ensaio clinico, o questionário de handicap do zumbido (escore Total), diminuiu ao longo da avaliação até a quarta reavaliação, e ainda nas escalas emocional e catastrófica. Houve aumento de uso do aparelho da primeira reavaliação até a quarta. E o escore total do questionário do zumbido foi significante na comparação entre os grupos na quarta reavaliação. CONCLUSÃO: A revisão atual sobre a temática demonstrou que os estudos estão se tornando cada vez mais frequentes, envolvendo pesquisadores de vários países, mas ainda existem lacunas. E os resultados da terapia sonora mostram que o protocolo sugerido é promissor. Sugere-se a aplicabilidade em um grupo maior.
  • THAIS MENDONÇA MAIA WANDERLEY CRUZ DE FREITAS
  • RESULTADOS PRELIMINARES DE UM PROGRAMA DE TERAPIA SONORA PARA ZUMBIDO
  • Data: 10/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • INTRODUÇÃO: O zumbido, som percebido na ausência de fonte sonora externa, é um sintoma que tem se tornado comum na população mundial. Sua causa múltipla, avaliações subjetiva e consequentemente variadas possibilidades terapêuticas têm dificultado êxito em seu tratamento. Pesquisas têm apontado eficácia para a terapia sonora acompanhada de aconselhamento. OBJETIVO: Diante desta problemática, a presente pesquisa objetivou avaliar o perfil das produções cientificas em Aparelho Auditivo de Amplificação Sonora com Gerador de Som e aconselhamento. Como também, verificar os resultados preliminares da aplicabilidade de um protocolo de terapia sonora para zumbido e perda auditiva. METODOLOGIA: Para tanto, foram desenvolvidos dois artigos. O primeiro consta de uma análise bibliométrica da literatura, que buscou estudos publicados sem restrição de ano e foi realizada nas bases de dados Pubmed/Medline, Lilacs, Web of science e Cochrane, utilizando como estratégia de busca os descritores (counseling) AND (tinnitus) AND (hearing aids). O outro artigo direcionou-se a um ensaio clínico não randomizado (quase experimental), analítico (causa e efeito), considerado um estudo caso controle e longitudinal que verificou a aplicabilidade de um protocolo de terapia sonora para zumbido e perda auditiva. RESULTADOS: Na revisão, foram identificados 169 artigos e, destes, 37 cumpriram os critérios de elegibilidade e 17 estudos foram selecionados para realização da análise bibliométrica. No ensaio clinico, o questionário de handicap do zumbido (escore Total), diminuiu ao longo da avaliação até a quarta reavaliação, e ainda nas escalas emocional e catastrófica. Houve aumento de uso do aparelho da primeira reavaliação até a quarta. E o escore total do questionário do zumbido foi significante na comparação entre os grupos na quarta reavaliação. CONCLUSÃO: A revisão atual sobre a temática demonstrou que os estudos estão se tornando cada vez mais frequentes, envolvendo pesquisadores de vários países, mas ainda existem lacunas. E os resultados da terapia sonora mostram que o protocolo sugerido é promissor. Sugere-se a aplicabilidade em um grupo maior.
  • ALEXANDRA CHRISTINE DE AGUIAR SILVA
  • Estágio de prontidão em pacientes com disfonia: nova perspectiva com base na teoria de resposta ao item na escala URICA-V
  • Data: 03/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • O estágio de prontidão em relação ao tratamento implica na melhor condição para adesão a uma proposta terapêutica. O questionário URICA-V é utilizado na autoavaliação dos estágios de prontidão em pacientes com disfonia e utiliza a Teoria Clássica do Teste (TCT) como modelagem para seu cálculo, que padece de algumas limitações. A Teoria de Resposta ao Item (TRI) pode ser utilizada na validação da escala URICA-V de forma satisfatória, pois considera cada item individualmente, sem priorizar os escores totais para caracterizar o atributo estudado. O presente estudo tem objetivo de propor uma nova metodologia de cálculo dos escores da escala URICA-V a partir da Teoria de Resposta ao Item (TRI), de modo a avaliar o estágio de prontidão de pacientes com disfonia de forma diferenciada. Foram avaliados 658 sujeitos, sendo 497 com disfonia e 161 sem disfonia, de ambos os sexos e acima de 18 anos. Foi utilizado a escala URICA-V que avalia o estágio de prontidão em que o paciente se encontra para a reabilitação vocal. Para construir um banco de dados digital, foram digitadas as respostas dos pacientes ao protocolo URICA-V. Foi realizada uma análise estatística descritiva e inferencial por meio da analise fatorial exploratória, a fim de se verificar a correlação entre os itens do questionário e os estágios de prontidão e domínios da URICA-V e confirmatória para confirmar ou rejeitar a teoria pré-estabelecida, posteriormente foi realizada a análise da confiabilidade do instrumento por meio do coeficiente Alfa de Cronbach e em seguida a aplicação da Teoria de Resposta ao Item (TRI) de natureza acumulativa para respostas politômicas, para estimação dos parâmetros dos itens e dos níveis de traço latente dos sujeitos, a partir da nova proposta de cálculo.
  • KAROLINE EVANGELISTA DA SILVA PAZ
  • PERCEPÇÃO AUDITIVA DE RUGOSIDADE E SOPROSIDADE POR MULHERES DISFÔNICAS: IMPLICAÇÕES NO CONTROLE AUDITIVO-MOTOR DA VOZ
  • Data: 02/03/2020
  • Hora: 09:30
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  • Limitações na percepção do desvio vocal podem consistir em um fator importante na implementação de novos ajustes auditivos e motores em pacientes com disfonia comportamental. Sendo assim, considerando o papel do controle-auditivo motor na gênese, manutenção e na reabilitação das disfonias comportamentais, o presente estudo busca investigar se existe associação entre a produção e a percepção de vozes rugosas e soprosas em mulheres com disfonia comportamental e em mulheres vocalmente saudáveis. Também objetiva-se averiguar se existem pistas acústicas mais salientes para o controle auditivo-motor da voz em mulheres disfônicas com qualidade vocal rugosa e soprosa. A hipótese levantada é de que de que existe associação entre a presença de rugosidade e soprosidade na emissão vocal e a percepção categórica e de gradiência desses parâmetros em vozes sintetizadas. Participarão desta pesquisa 47 mulheres com disfonia comportamental (Grupo experimental – GE) atendidas no Laboratório Integrado de Estudos da Voz (LIEV) do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal da Paraíba – UFPB e 47 mulheres não disfônicas (Grupo controle – GC), abordadas no Centro de Ciências da Saúde, entre as alunas (exceto de Fonoaudiologia), acompanhantes de pacientes e funcionárias da Universidade. As voluntárias preencherão a ficha de triagem vocal, realizarão gravação da voz durante emissão da vogal /e/, cujo grau de desvio será examinado através da avaliação perceptivo-auditiva; todas as participantes deverão apresentar laudo de telelaringoscopia e realizar audiometria. Para o teste específico de percepção, serão realizadas duas tarefas, as pacientes com grau de soprosidade predominante na voz ouvirão nas duas tarefas, dez vozes sintetizadas predominantemente soprosas, enquanto as pacientes com grau predominante de rugosidade, ouvirão dez vozes predominantemente rugosas, durante as tarefas. A primeira tarefa consiste na apresentação de dez estímulos isoladamente, de forma aleatória, em três apresentações cada, a fim de que cada participante classifique em normal ou alterado; na segunda tarefa será utilizado o método ABX, para que as participantes discriminem as vozes em igual ou diferente. Para análise dos dados, será realizada análise de correlação de Spearman e regressão linear múltipla, finalizando com o teste t. O nível de significância adotado será menor que 5% para todas as análises.
2019
Descrição
  • MILENA MAGALHÃES AUGUSTO
  • Relação entre medidas quantitativas de língua e resíduos faríngeos na Doença do Neurônio Motor.
  • Data: 26/09/2019
  • Hora: 14:00
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  • O prejuizo motor progressivo causado pela Doenca do Neuronio Motor (DNM) compromete estruturas envolvidas na degluticao, incluindo a lingua. Os transtornos na lingua podem contribuir para a presenca de residuos faringeos nestes pacientes. Objetivo: Relacionar espessura, pressao e resistencia da lingua com residuos faringeos no individuo com DNM. Metodos: Esta dissertacao e constituida por dois artigos. O primeiro e uma revisao integrativa da literatura que buscou comparar os parametros de observacao e os procedimentos de execucao e analise dos protocolos de Videoendoscopia de Degluticao (VED) para individuos com DNM. O segundo artigo e um estudo transversal com amostra composta por 21 pacientes com DNM, media de 60,29 (±13,21) anos de idade, sendo 13 (61,9%) homens, todos submetidos a: 1) anamnese e avaliacao clinica da degluticao; 2) mensuracao da pressao e resistencia da lingua por meio do Iowa Oral Performance Instrument (IOPI); 3) videoendoscopia da degluticao para verificar a presenca de residuo em valeculas, seguindo a classificacao da escala Yale Pharyngeal Residue Rating Scale Scoring System; 4) ultrassonografia da lingua para medir a espessura da lingua. Para verificar a diferenca de medias das medidas quantitativas de lingua entre os grupos com e sem residuo em valeculas foi aplicado o teste nao parametrico de Mann-Whitney, com nivel de significancia de 5%. Resultados: No artigo um, apos analise dos sete artigos selecionados, verificou-se que nos protocolos de VED para pacientes com DNM existe heterogeneidade nos procedimentos de execucao e analise, mas ha consenso quanto a observacao de residuos faringeos, penetracao laringea e aspiracao laringotraqueal. No artigo dois, as medidas quantitativas de lingua estiveram abaixo dos valores esperados para individuos normais. Pressao (p=0.51), resistencia (p=0.48) e espessura (p=0.94) de lingua nao se relacionaram com a presenca de residuos em valeculas, embora todas as medias tenham sido menores no grupo com residuos. Conclusao: O artigo um concluiu que nos protocolos de VED para pacientes com DNM existe consenso apenas em relacao a observacao de residuos faringeos, penetracao laringea e aspiracao laringotraqueal. No artigo dois, nao foi encontrada relacao significativa entre medidas quantitativas de lingua e residuos em valeculas em pacientes com DNM.
  • VANESSA DE OLIVEIRA FLORENCIO
  • INFLUÊNCIA DA INTENSIDADE VOCAL NAS MEDIDAS ACÚSTICAS LINEARES E NÃO LINEARES EM PACIENTES COM E SEM DESORDEM LARÍNGEA
  • Data: 25/09/2019
  • Hora: 13:30
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  • Objetivo: verificar se existe associacao entre a intensidade da emissao e as medidas acusticas baseadas em modelos lineares e nao lineares em pacientes com e sem desordem laringea, assim como investigar a confiabilidade dessas medidas em funcao da intensidade nos diferentes grupos. Metodologia: Participaram desse estudo 347 sujeitos adultos com queixa vocal, sendo 59 sem desordem laringea e 288 com desordem laringea. Todos os participantes gravaram a vogal /ɛ/ sustentada em fonacao fraca, confortavel e forte. Foram extraidas medidas acusticas da frequencia fundamental (f0), nivel de pressao sonora (NPS), medidas baseadas em modelos lineares e nao lineares. Foram realizados testes de comparacao das medidas e obtido o coeficiente de confiabilidade intraclasse (CCI) em funcao da intensidade. Resultados: Quanto aos valores relacionados ao NPS, os grupos se diferenciam apenas na fonacao forte e na variabilidade total da intensidade. Houve diferencas nas medidas acusticas baseadas em modelos lineares e nao lineares entre os grupos em cada intensidade investigada. Todas as medidas acusticas (lineares e nao lineares) diferiram entre as intensidades em ambos os grupos. Apenas as medidas HNR e PM apresentaram CCI aceitavel (>0,40) em ambos os grupos. Lyap, DET, ENTR-S, Lmed, RPDE e TT demonstraram CCI aceitavel no grupo com desordem, enquanto D2 foi aceitavel no grupo sem desordem. Conclusao: Existe associacao entre a intensidade da emissao vocal e as medidas acusticas baseadas em modelos lineares e nao lineares em pacientes com e sem desordem laringea. De modo geral, as medidas lineares demonstram uma melhora na regularidade/periodicidade do sinal com o aumento da intensidade. Por sua vez, a variacao nos valores das medidas baseadas em modelos nao lineares em funcao da intensidade e menos consistente para indicar melhora/piora no sinal vocal. A intensidade da emissao influencia na confiabilidade das medidas de modo diferente entre os grupos estudados.
  • BIANCA OLIVEIRA ISMAEL DA COSTA
  • AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA DE MEDIDAS TEMPORAIS DO DESLOCAMENTO DO OSSO HIOIDE DURANTE A DEGLUTIÇÃO APÓS TIREOIDECTOMIA.
  • Data: 15/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • RESUMO Introducao: A tireoidectomia pode afetar o tempo de deslocamento do osso hioide (OH) durante a degluticao, o que pode ser investigado por avaliacao ultrassonografica quantitativa. Objetivo: 1) Verificar a aplicabilidade da Ultrassonografia Laringea Transcutanea (USGLT) na avaliacao laringea apos tireoidectomia; 2) Comparar as medidas ultrassonograficas de tempo do deslocamento do OH durante a degluticao entre individuos submetidos e nao submetidos a tireoidectomia, bem como relacionar essas medidas com idade, caracteristicas clinicas e queixa de degluticao e voz. Metodo: O primeiro artigo e uma revisao integrativa da literatura que seguiu os procedimentos metodologicos pertinentes a este tipo de estudo. O segundo artigo e do tipo transversal com grupo comparativo, cuja amostra foi constituida por 20 mulheres submetidas a tireoidectomia (GE) e 20 voluntarias sem doenca tireoidiana (GC). Todas realizaram USGLT durante a degluticao de 10 mililitros de agua e de consistencia pastosa. Os exames foram registrados em video (30 quadros/segundo) e seis medidas temporais foram extraidas e analisadas conforme protocolo padronizado. Utilizou-se o teste nao parametrico de Mann-Whitney e o teste de correlacao de Spearman, ambos com intervalo de confianca de 95%. Resultados: Artigo 1) a USGLT e aplicada na triagem da mobilidade de pregas vocais apos tireoidectomia e ainda e pouco utilizada em estudos sobre degluticao; Artigo 2) os tempos de elevacao e de deslocamento maximo do OH foram significativamente menores no GE em comparacao ao GC na degluticao da consistencia pastosa. Nenhuma outra variavel teve relacao ou correlacao com as medidas ultrassonograficas. Conclusao: 1) a USGLT auxilia a investigar alteracoes da mobilidade de pregas vocais apos tireoidectomia, mas ainda e pouco utilizada em estudos sobre degluticao; 2) mulheres submetidas a tireoidectomia apresentam menor tempo de elevacao e de deslocamento maximo do OH durante a degluticao em comparacao aquelas que nao realizaram cirurgia.
  • PATRÍCIA BRIANNE DA COSTA PENHA
  • EFETIVIDADE DO PROGRAMA DE ASSESSORIA VOCAL PARA O PROFESSOR: ANÁLISE DE UMA MODALIDADE DE INTERVENÇÃO SEMIPRESENCIAL
  • Orientador : MARIA FABIANA BONFIM DE LIMA SILVA
  • Data: 15/04/2019
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho de dissertacao e dividido em dois artigos, ambos com a tematica de intervencao a saude vocal do professor. O artigo 1 trata-se de uma revisao integrativa que buscou verificar a efetividade das acoes fonoaudiologicas em grupo voltadas a saude vocal do professor. A pesquisa inicial nas bases de dados selecionadas resultou em 1.944 artigos e de acordo com os criterios de elegibilidade, nove estudos foram incluidos. A partir da analise desses estudos, concluiu-se que as acoes fonoaudiologicas em grupo sao efetivas para a qualidade de vida, reduzindo os sintomas vocais e emocionais causados pela multifatoriedade presente no contexto de trabalho do professor. Alem disso, a pratica da terapia em grupo na propria escola, permite a criacao de um ambiente favoravel para discussao, solucao de problemas e estreitamento de lacos entre os professores, promovendo uma rede de apoio e aprendizado compartilhado. O artigo 2 trata-se de um estudo do tipo intervencional, ensaio clinico nao randomizado e comparativo. O objetivo deste foi verificar a efetividade de um Programa de Assessoria Vocal na modalidade semipresencial para professores do ensino fundamental da rede municipal de Joao Pessoa-PB. Participaram 41 professores que foram divididos em dois grupos: presencial (Grupo Controle=18) e semipresencial (Grupo Experimental=23). Os resultados revelaram que o Programa de Assessoria Vocal na modalidade semipresencial e efetivo para o aumento dos conhecimentos em saude vocal, diminuicao do risco para disturbio de voz e melhora da qualidade vocal. O metodo EaD e recurso promissor para promover educacao em saude vocal para professores.
  • MARA MARIA GOMES BARROS DE ANDRADE
  • O uso de aplicativos para smartphones na triagem e identificação de alterações auditivas
  • Orientador : HANNALICE GOTTSCHALCK CAVALCANTI
  • Data: 04/04/2019
  • Hora: 13:00
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  • RESUMO Objetivo: adaptacao e avaliacao de um aplicativo coragem na Africa do Sul denominado teste de digitos via telefone para o portugues brasileiro. Metodos: O primeiro artigo consta de uma revisao bibliometrica e uma pesquisa bibliografica, do tipo descritiva e com analise bibliometrica. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, Scopus, Science Direct e Lilacs, no periodo de 1 a 8 de outubro de 2018, a partir da estrategia do cruzamento dos descritores, cadastrados no DeCS. A adaptacao do aplicativo foi um estudo transversal de carater descritivo. Participaram 89 sujeitos (63 mulheres e 26 homens) entre 12 e 64 anos (media=25,93) que se submeteram a anamnese audiologica, inspecao do meato acustico externo, audiometria tonal e triagem auditiva atraves de Teste de Digitos no Ruido em smartphones em que se utilizou dois tipos de fones: Sennheiser HD201 (supra-aural) e S4 mini (intra-aural). Resultados: Foram encontrados 768 artigos nas bases de dados selecionadas, apos a aplicacao dos criterios de inclusao e exclusao apenas 62 foram utilizados para analise bibliometrica. No artigo de adaptacao do teste de digitos no ruido encontramos a media da relacao sinal/ruido para o teste realizado com fone supra-aural de -9,32 dB (DP ±3,15dB) e para o fone intra-aural foi -9,29 dB (DP ±3,44dB). Conclusao: Pudemos identificar um crescimento de producoes na area da teleaudiologia, nos ultimos 5 anos, periodos de 2013 a 2018, em comparacao aos 10 anos anteriores, de 2003 a 2013. Apesar do crescimento positivo, ha ainda temas a serem explorados dentro deste campo de estudo, como a reabilitacao. Alem disso, mesmo com o numero similar de publicacoes entre os continentes, a area precisa ser expandida para outros paises, pois as publicacoes muitas vezes se concentram em um determinado pais ou regiao. A adaptacao transcultural foi realizada para o portugues brasileiro e o teste de digito no ruido desenvolvido para smartphones pode ser realizado com fones supra-aural ou intra-aural, sem prejuizo na resposta.
  • WEGINA JORDÂNA NASCIMENTO DA SILVA
  • MARCADORES VOCAIS QUE DISCRIMINAM PACIENTES COM E SEM DEPRESSÃO.
  • Data: 19/03/2019
  • Hora: 13:00
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  • Esse trabalho de dissertacao apresenta-se com a finalidade de investigar atraves de abordagens teorica e empirica marcadores vocais que podem discriminar pacientes com e sem a depressao. Este manuscrito e dividido em dois artigos: uma revisao integrativa e um estudo de campo com desenho observacional do tipo caso-controle. A revisao teve por objetivo verficar a utilizacao de medidas vocais na deteccao da depressao e discorrer sobre as evidencias metodologicas dos estudos publicados. Concluiu-se que medidas vocais, principalmente extraidas pela analise acustica, sao ferramentas uteis para o diagnostico da depressao, pois sao precisas para detectar, discriminar, preve e monitorar esse transtorno mental. O estudo caso- controle teve por objetivo analisar parametros acusticos da voz como preditores e discriminantes vocais de individuos com e sem diagnostico de depressao. Concluiu-se que parametros de Jitter, shimmer, CPPS e declinio espectral foram capazes de diferenciar individuos com e sem depressao, assim como estiveram associados ao estado clinico desse transtorno atraves do BDI-II. O modelo de regressao linear multipla confirmou que jitter e CPPS sao preditores clinicos da depressao, bem como a ESV podem predizer a gravidade da depressao avaliada pelo BDI-II.