PROGRAMA ASSOCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA (PPGFON)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Exames de Qualificação


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2020
Descrição
  • HÉRYKA MARIA OLIVEIRA LIMA
  • BANCO DE VOZES COM VARIÇÃO DE EMOCÕES: ESTRUTURAÇÃO E VALIDAÇÃO
  • Orientador : ANNA ALICE FIGUEIREDO DE ALMEIDA QUEIROZ
  • Data: 10 de Junho de 2020 às 00:00
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  • Introdução: A voz é produzida por um complexo processo neurofisiológico envolvendo diversas estruturas e sistemas do corpo, mas, também pode ser influenciada pelo estado emocional do indivíduo e por características da personalidade. Modificações ocorridas no trato vocal influenciada pelos estados emocionais alteram temporariamente a anatomofisiológia da produção vocal, essa alteração por diversas vezes é perceptível aos ouvintes, envolvendo a variação de prosódia e intensidade da fala. Objetivo: Realizar a construção e validação de um banco de vozes com a variação de emoções, em uma amostra de indivíduos provenientes da população brasileira. Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva, de campo e quantitativa. É um estudo observacional e transversal, uma vez, que se pretende realizar a construção de um banco de vozes com variação de emoções, que será composto por atores simulando as emoções básicas, a saber: alegria, tristeza, medo, raiva, surpresa e nojo, bem como a neutra. A coleta de voz será realizada junto a estudantes da cidade de Joao Pessoa /PB do curso de artes cênicas da Universidade Federal da Paraíba. Envolverá duas etapas: construção do banco e validação. Os voluntários, serão enquadrados em critérios de elegibilidade pré-determinados. Na primeira etapa será realizada um analise descritivas das variáveis. A segunda etapa ocorrerá a mensuração de medidas vocais e neurofisiológicas. Resultados esperados: Realizar a construção de um banco de vozes com variação das emoções que seja robusto, composto por informações sobre os efeitos das variações emocionais do ponto de vista da fonte glótica como também as modificações ocorridas no trato vocal.
  • KEILA MARUZE DE FRANÇA ALBUQUERQUE
  • Resultado das estratégias fonoaudiológicas e não fonoaudiológicas nos parâmetros de voz, fala e deglutição em pacientes com ELA: revisão sistemática.
  • Orientador : LEONARDO WANDERLEY LOPES
  • Data: 10 de Março de 2020 às 14:00
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  • Introdução: A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença degenerativa do neurônio motor superior e neurônio motor inferior. As alterações nesses neurônios levam à hiperfunção, movimentos lentificados, hipoatividade, fraqueza muscular, com redução de mobilidade, força e coordenação nos músculos orofaciais, levando a disartria e disfagia. O tratamento existente para esse público é farmacológico e sintomático, com a finalidade de aumentar a sobrevida, manter as funções ativas pelo maior tempo possível e melhorar a qualidade de vida. Objetivo: Avaliar o nível de evidencia dos estudos sobre os resultados das estratégias fonoaudiológicas, diretas ou indiretas, nos parâmetros de voz, fala e deglutição de pacientes com ELA em comparação a outros tipos de intervenções. Método: Trata-se de um estudo secundário, descritivo e qualitativo. Esta revisão seguirá o protocolo Prisma. Os dados foram coletados por dois pesquisadores independentes nas seguintes bases de dados: ASHA, Cochrane, Lilacs, Pubmed, Scopus e Web of Science, em inglês, espanhol e português. Serão incluídos na revisão ensaios clínicos randomizados ou não, realizados em pessoas com ELA, que avaliem a voz, fala e deglutição e excluídos artigos cujo desfecho esteja relacionado à auto avaliação e à qualidade de vida, teses, dissertações, apenas abstracts disponíveis, estudos de caso, estudos com animais, capítulos de livro, enciclopédia e comunicação breve. Resultados esperados: identificar o nível de evidencia dos artigos que avaliaram os parâmetros de voz, fala e deglutição antes e após estratégia fonoaudiológica, direta ou indireta, em comparação aos resultados das estratégias não fonoaudiológicas (cirurgias, prótese no véu palatino, medicamentos, toxina botulínica).
2019
Descrição
  • ENRISÂNGELA LOPES DUTRA DE ANDRADE
  • AVALIAÇÃO DOS RISCOS PARA DESENVOLVER PERDA AUDITIVA EM UMA COORTE DE BEBÊS QUE REALIZARAM A TRIAGEM AUDITIVA
  • Orientador : HANNALICE GOTTSCHALCK CAVALCANTI
  • Data: 27 de Novembro de 2019 às 11:00
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  • Introdução: a identificação da deficiência auditiva em crianças é um tema que preocupa os profissionais de diversas áreas, em especial o fonoaudiólogo. Quando as alterações auditivas são diagnosticadas até três meses de idade e a intervenção terapêutica é iniciada até os seis meses, o desenvolvimento da compreensão e da expressão da linguagem, bem como o relacionamento social e o desempenho acadêmico da criança com perda auditiva, pode ser compatível com o de crianças ouvintes da mesma faixa etária. Infelizmente existem ainda poucos estudos no Brasil que avaliam os riscos para o desenvolvimento da perda auditiva em recém nascidos e bebês pequenos. Objetivo: avaliar indicadores de risco presentes no nascimento ou adquiridos nos primeiros 6 meses de vida em bebês oriundos de uma maternidade de referência e que realizaram a triagem auditiva neonatal, identificar possíveis fatores predizentes para o resultado e descrever os achados e condutas pertinentes. Métodos: O estudo será feito em duas etapas. Na primeira etapa será realizada uma avaliação transversal dos resultados da triagem auditiva neonatal em uma maternidade de referência e os indicadores de risco maternos e neonatais presentes ao nascimento. Na etapa seguinte será selecionada uma amostra representativa dos bebês que fizeram parte do programa de triagem auditiva neonatal dessa maternidade para realizar uma reavaliação da função das células ciliadas externas e uma avaliação da orelha média acima de 6 meses de idade. Análise: a análise se dará de forma descritiva em média, mediana e desvio padrão das variáveis contínuas. As variáveis categóricas serão representadas em frequências absolutas e relativas. A associação entre as variáveis será feita usando o teste de associação e os resultados significativos serão submetidos à análise de regressão. Será feito análise do risco relativo para o desfecho perda auditiva.
  • WELLYDA CINTHYA FELIX GOMES DA SILVA
  • EFEITOS DA LASERTERAPIA DE BAIXA INTENSIDADE NA QUALIDADE DE VIDA E FUNÇÃO MASTIGATÓRIA EM INDIVÍDUOS COM DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR
  • Orientador : GIORVAN ANDERSON DOS SANTOS ALVES
  • Data: 27 de Novembro de 2019 às 00:00
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  • Introdução: O uso de Laserterapia de Baixa Intensidade (LBI) tem sido descrito na literatura como um forte auxílio para a abordagem dos quadros de Disfunção Temporomandibular (DTM), tal como a Terapia Miofuncional Orofacial – contribuindo para o reestabelecimento das funções motoras orais e principalmente a qualidade de vida dos sujeitos. Objetivo: Verificar a efetividade da LBI na qualidade de vida e função de mastigação em indivíduos com DTM. Método: Estudo de intervenção terapêutica, longitudinal e do tipo ensaio clínico randomizado, controlado e cego. A pesquisa foi composta por indivíduos de ambos os sexos, com a amostra formada pelo total de 38 voluntários com diagnóstico de DTM e que buscaram, por livre demanda, os serviços na Clínica Escola de Fonoaudiologia da Universidade Federal da Paraíba. Os participantes foram informados sobre a pesquisa e antes de serem avaliados, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Em seguida, a avaliação se constituiu pela análise da qualidade de vida, utilizando o protocolo Oral Health Impact Profle – short form (OHIP-14); assim como da função de mastigação, pelo instrumento de Avaliação Miofuncional Orofacial com Escores (AMIOFE). Os tratamentos foram distintos e alocados conforme a randomização simples em grupos. Após a intervenção terapêutica, os voluntários foram reavaliados sob os mesmos procedimentos. A análise estatística dos dados será descritiva e analítica, considerando nível de significância de 0,05. Resultados esperados: Almeja-se a constatação dos efeitos do uso da LBI sob a qualidade de vida e função mastigatória em indivíduos com DTM, com a finalidade de analisar sua efetividade em comparação a terapia miofuncional orofacial associada.
  • SORAYA BALBINO DUTRA
  • Triagem auditiva neo natal e sua efetividade em João Pessoa
  • Orientador : HANNALICE GOTTSCHALCK CAVALCANTI
  • Data: 09 de Outubro de 2019 às 10:00
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  • O Joint Committee of Infant Hearing e o Comitê Multiprofissional em Saúde Auditiva preconizam a avaliação contínua em todas as etapas dos programas de triagem auditiva neonatal a fim de buscar melhorias ao se avaliar os indicadores de qualidade. Com o aumento do número de serviços de triagem auditiva, é importante verificar as potencialidades e dificuldades dentro do contexto socioeconômico onde estão inseridos, pois ao conhecer as demandas do serviço, a população usuária e como os diversos serviços que compõe a rede de assistência à saúde auditiva de uma região se articulam, pode-se então, direcionar ações de políticas públicas voltadas a melhoria, gestão e efetividade deste serviço tão importantes para a saúde da população. Diante do panorama observado e da escassez de estudos que avaliem os programas de triagem auditiva neonatal no país, este estudo tem como objetivo, verificar a efetividade dos serviços referenciados de diagnóstico na capital paraibana. O estudo será do tipo secundário, pois consta de pesquisas em prontuários, além de ser transversal e descritivo, pois delineia uma das etapas de um programa de triagem auditiva através do banco de dados no periodo de 2016 a 2019. Pode-se esperar dificuldades no levantamento de dados nas etapas seguintes a triagem neonatal dentro do programa, pois no serviço não há um sistema informatizado integralizando as instituições de referência.
  • JESSICA SOARES XAVIER
  • Frequência de alterações clínicas da deglutição em idosos institucionalizados.
  • Orientador : LEANDRO DE ARAUJO PERNAMBUCO
  • Data: 30 de Setembro de 2019 às 00:00
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  • O idoso é, de forma geral, mais suscetível à disfagia orofaríngea (DO) e às complicações associadas como desnutrição, desidratação, redução da funcionalidade da ingestão oral e maior risco de aspiração pulmonar. Considerando o grau de vulnerabilidade que os idosos residentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) apresentam, tanto pela idade, quanto pelas condições impostas pela institucionalização, vê-se a necessidade de mensurar a frequência de alterações clínica da deglutição nessa população. Objetivo: Verificar a frequência de alterações clínica da deglutição em idosos institucionalizados. Método: Estudo do tipo observacional, prospectivo, transversal e descritivo, realizado nas ILPIs sem fins lucrativos da cidade do Natal/RN, no período de janeiro a outubro de 2019. Pesquisa aprovada pelo CEP com parecer número 2.932.981. Realizado o rastreio de alterações de deglutição por meio do protocolo Rastreio de Alterações de Deglutição em Idosos (RADI) e do Northwestern Dysphagia Patient Check Sheet (NDPCS), avaliação clínica para detecção da disfagia orofaríngea pelo do Método de Exploração Clínica Volume-Viscosidade (MECV-V) e classificado o nível de funcionalidade da ingestão oral pela Functional Oral Intake Scale (FOIS). Resultados esperados: Identificar a frequência de alterações clínicas da deglutição nos idosos institucionalizados a fim de contribuir para o melhor entendimento sobre o impacto do transtorno de deglutição na saúde dos idosos residentes em ILPIs, otimizando as condutas, auxiliando na definição de protocolos de rotina e de suporte para a melhoria da assistência a essa população.
  • THALITA DA SILVA OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO DA ETAPA DA TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL NOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE REFERÊNCIA NO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA
  • Orientador : HANNALICE GOTTSCHALCK CAVALCANTI
  • Data: 17 de Setembro de 2019 às 10:00
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  • INTRODUÇÃO: O Joint Committee of Infant Hearing e o Ministério da Saúde preconizam a avaliação contínua em todas as etapas dos programas de triagem auditiva neonatal a fim de buscar melhorias ao se avaliar seus indicadores de qualidade. Com o aumento do número de serviços de triagem auditiva, é importante verificar as potencialidades e dificuldades dentro do contexto socioeconômico onde estão inseridos, pois ao conhecer as demandas do serviço, a população usuária e os recursos físicos, podem-se direcionar ações de políticas públicas voltadas à melhoria, gestão e efetividade deste serviço tão importante para a saúde da população infantil. Diante do panorama observado e da escassez de estudos que avaliem os programas de triagem auditiva neonatal no país, este estudo tem como objetivo verificar a etapa da triagem auditiva nos serviços de referência presentes no município de João Pessoa de acordo com os indicadores de qualidade propostos. METODOLOGIA: O estudo é do tipo retrospectivo, transversal e descritivo, que delineia a etapa da triagem auditiva através de um levantamento do banco de dados de neonatos que realizaram a triagem auditiva neonatal no período de 2016-2018. A análise descritiva e estatística dos dados será por meio de porcentagens, medidas de frequência e de dispersão (média, desvio padrão e mediana), e os testes estatísticos utilizados será o Teste de Quiquadrado a fim de analisar a associação entre o resultado da triagem auditiva (teste e reteste) com a presença de indicadores de risco para a perda auditiva. RESULTADOS ESPERADOS: Espera-se que devido à falta de um sistema informatizado nos serviços de referência, ocorra dificuldades no levantamento de dados dentro do período estudado, bem como dificuldades de comunicação entre as instituições. Além disso, pode ocorrer diferenças de protocolos utilizados da triagem auditiva entre os estabelecimentos, porém é esperado que em pelo menos um destes serviços a TAN esteja de acordo com o preconizado
  • LARISSA MENDONÇA DOS ANJOS
  • PRESSÃO DE LÍNGUA EM LARINGECTOMIZADOS TOTAIS
  • Orientador : LEANDRO DE ARAUJO PERNAMBUCO
  • Data: 28 de Agosto de 2019 às 14:00
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  • Introdução: Na laringectomia total ocorre manipulação da língua, estrutura cuja pressão é essencial para a propulsão do bolo alimentar durante a deglutição. Objetivo: avaliar a pressão máxima de língua em laringectomizados totais. Métodos: Estudo caso-controle com amostra composta por laringectomizados totais e voluntários não laringectomizados, pareados por sexo e idade. Os procedimentos serão divididos nas seguintes etapas: 1) anamnese; 2) autoavaliação da deglutição e aplicação do questionário Swallow Outcomes After Laryngectomy Questionnaire (SOAL); 3) mensuração da pressão máxima de língua por meio do dispositivo “Pressão de lábios e de língua” (PLL®); 4) avaliação clínica funcional da deglutição. A análise estatística será realizada por meio dos testes de Análise de Variância ou Kruskal-Wallis, com nível de significância de 5%. Resultados esperados: os resultados serão apresentados em três artigos. No artigo 1, já finalizado, foi realizada a tradução e adaptação transcultural do questionário SOAL, seguindo as diretrizes e recomendações para este tipo de estudo. No artigo 2, em andamento, será realizada uma revisão integrativa da literatura sobre alterações da língua em laringectomizados totais. No artigo 3, em andamento, serão expostos os resultados da pesquisa de campo. Espera-se que a média do pico pressórico de língua seja menor em laringectomizados totais em comparação aos voluntários não laringectomizados.
  • THAIS MENDONÇA MAIA WANDERLEY CRUZ DE FREITAS
  • USO DE APARELHO AUDITIVO DE AMPLIFICAÇÃO SONORA COMBINADO A GERADOR DE SOM EM INDIVÍDUOS COM ZUMBIDO: ENSAIO CLÍNICO
  • Orientador : MARINE RAQUEL DINIZ DA ROSA
  • Data: 28 de Agosto de 2019 às 09:00
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  • INTRODUÇÃO: A percepção de um som que não está presente no ambiente externo é chamado de zumbido. Estima-se, em média, a prevalência de zumbido em 22% da população na cidade de São Paulo. Como uma possibilidade de tratamento, a eficácia da adaptação de aparelho de amplificação sonora combinada a gerador de som em indivíduos com zumbido vem sendo demonstrada. OBJETIVO: Verificar a eficácia da adaptação de aparelho auditivo de amplificação sonora combinada a gerador de som em indivíduos com zumbido e perda auditiva. METODOLOGIA: O estudo é caracterizado como um ensaio clínico não randomizado (quase experimental), analítico (causa e efeito), caso controle, uni-cego e longitudinal. A amostra se dará por conveniência, de demanda espontânea. Contará com a participação de 16 voluntários divididos em Grupo 1 (n=8): uso de aparelho auditivo de amplificação sonora com gerador de som + orientação/ acompanhamento terapia sonora do zumbido; Grupo 2 (n=8): orientação/ acompanhamento terapia sonora do zumbido. Serão submetidos a avaliação otorrinolaringológica, anamnese detalhada, avaliação audiológica, avaliação das medidas psicoacústicas do zumbido através da acufenometria, minimum masking level, loudness discomfort level, a mensuração do incômodo causado pelo zumbido através de Tinnitus Handicap Inventory, da Escala Visual Analógica e, o questionário de auto-avaliação Abbreviated Profile of Hearing Aid Benefit para determinar o grau do benefício na utilização do aparelho auditivo. O tratamento será dividido em seis sessões de acompanhamento. Estas acontecerão a cada 3 meses, até completar 12 meses. RESULTADO ESPERADO: A ocorrência da eliminação, ou pelo menos a diminuição na percepção do sintoma do zumbido.
  • KAROLINE EVANGELISTA DA SILVA
  • Percepção auditiva de rugosidade e soprosidade por indivíduos com disfonia comportamental: implicações no controle auditivo-motor da voz
  • Orientador : LEONARDO WANDERLEY LOPES
  • Data: 26 de Junho de 2019 às 14:00
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  • Limitações na percepção do desvio vocal podem consistir em um fator importante na implementação de novos ajustes auditivos e motores em pacientes com disfonia comportamental. Sendo assim, considerando o papel do controle-auditivo motor na gênese, manutenção e na reabilitação das disfonias comportamentais, o presente estudo busca investigar se existe associação entre a produção e a percepção de vozes rugosas e soprosas em mulheres com disfonia comportamental e em mulheres vocalmente saudáveis. Também objetiva-se averiguar se existem pistas acústicas mais salientes para o controle auditivo-motor da voz em mulheres disfônicas com qualidade vocal rugosa e soprosa. A hipótese levantada é de que de que existe associação entre a presença de rugosidade e soprosidade na emissão vocal e a percepção categórica e de gradiência desses parâmetros em vozes sintetizadas. Participarão desta pesquisa 47 mulheres com disfonia comportamental (Grupo experimental – GE) atendidas no Laboratório Integrado de Estudos da Voz (LIEV) do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade Federal da Paraíba – UFPB e 47 mulheres não disfônicas (Grupo controle – GC), abordadas no Centro de Ciências da Saúde, entre as alunas (exceto de Fonoaudiologia), acompanhantes de pacientes e funcionárias da Universidade. As voluntárias preencherão a ficha de triagem vocal, realizarão gravação da voz durante emissão da vogal /e/, cujo grau de desvio será examinado através da avaliação perceptivo-auditiva; todas as participantes deverão apresentar laudo de telelaringoscopia e realizar audiometria. Para o teste específico de percepção, serão realizadas duas tarefas, as pacientes com grau de soprosidade predominante na voz ouvirão nas duas tarefas, dez vozes sintetizadas predominantemente soprosas, enquanto as pacientes com grau predominante de rugosidade, ouvirão dez vozes predominantemente rugosas, durante as tarefas. A primeira tarefa consiste na apresentação de dez estímulos isoladamente, de forma aleatória, em três apresentações cada, a fim de que cada participante classifique em normal ou alterado; na segunda tarefa será utilizado o método ABX, para que as participantes discriminem as vozes em igual ou diferente. Para análise dos dados, será realizada análise de correlação de Spearman e regressão linear múltipla, finalizando com o teste t. O nível de significância adotado será menor que 5% para todas as análises.
  • IANDRA KALINE LIMA BARBOSA DA SILVA
  • SINTOMAS VOCAIS, CONTROLE VOCAL PERCEBIDO E TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS EM PROFISSIONAIS E NÃO PROFISSIONAIS DA VOZ
  • Orientador : ANNA ALICE FIGUEIREDO DE ALMEIDA QUEIROZ
  • Data: 21 de Março de 2019 às 00:00
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  • Introdução: Avaliar a relação entre sintomas vocais, controle vocal percebido e transtornos mentais comuns em profissionais da voz e em indivíduos que não utilizam a voz profissionalmente poderá permitir entender melhor a relação do desgaste vocal e adoecimento como um todo dessa classe profissional, além de adotar uma decisão clínica mais embasada para reabilitação vocal, ao considerar as possíveis dificuldades de controle vocal percebido no momento da reabilitação e a necessidade de desenvolver estratégias de autocontrole vocal. Objetivo: Conhecer os sintomas vocais, controle vocal percebido e transtornos mentais comuns de profissionais da voz e analisar a relação destas variáveis entre si, além de comparar os desfechos com os indivíduos que não utilizam a voz profissionalmente Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva, quantitativa, um estudo observacional e transversal. A população deste estudo será formada por aproximadamente 150 profissionais da voz e 150 não profissionais da voz. A coleta será realizada de março a dezembro de 2018, por meio de quatro instrumentos: o Questionário de Identificação e Caracterização, a Escala de Sintomas Vocais (ESV), a Escala de Controle Percebido no Presente sobre a Voz (CPP-V) e uma Escala para Avaliação de Transtornos Mentais Comuns - Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20). Será realizada uma análise estatística descritiva com média, desvio padrão e frequência das variáveis analisadas, além de uma análise inferencial para verificar a correlação entre os sintomas vocais, controle vocal percebido e transtornos mentais comuns. Resultados esperados: Espera-se encontrar nos profissionais da voz um número elevado de sintomas vocais, controle vocal percebido adequado e menos sintomas de transtornos mentais comuns do que os não profissionais da voz. Espera-se também que a partir desses resultados seja possível direcionar de uma melhor forma a intervenção fonoaudiológica junto aos profissionais da voz e desenvolver estratégias mais assertivas.
  • ALEXANDRA CHRISTINE DE AGUIAR SILVA
  • Estágio de prontidão em pacientes com disfonia: nova perspectiva com base na teoria de resposta ao item na escala URICA-V
  • Orientador : ANNA ALICE FIGUEIREDO DE ALMEIDA QUEIROZ
  • Data: 19 de Março de 2019 às 00:00
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  • Introdução: Avaliar a relação entre sintomas vocais, controle vocal percebido e transtornos mentais comuns em profissionais da voz e em indivíduos que não utilizam a voz profissionalmente poderá permitir entender melhor a relação do desgaste vocal e adoecimento como um todo dessa classe profissional, além de adotar uma decisão clínica mais embasada para reabilitação vocal, ao considerar as possíveis dificuldades de controle vocal percebido no momento da reabilitação e a necessidade de desenvolver estratégias de autocontrole vocal. Objetivo: Conhecer os sintomas vocais, controle vocal percebido e transtornos mentais comuns de profissionais da voz e analisar a relação destas variáveis entre si, além de comparar os desfechos com os indivíduos que não utilizam a voz profissionalmente Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva, quantitativa, um estudo observacional e transversal. A população deste estudo será formada por aproximadamente 150 profissionais da voz e 150 não profissionais da voz. A coleta será realizada de março a dezembro de 2018, por meio de quatro instrumentos: o Questionário de Identificação e Caracterização, a Escala de Sintomas Vocais (ESV), a Escala de Controle Percebido no Presente sobre a Voz (CPP-V) e uma Escala para Avaliação de Transtornos Mentais Comuns - Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20). Será realizada uma análise estatística descritiva com média, desvio padrão e frequência das variáveis analisadas, além de uma análise inferencial para verificar a correlação entre os sintomas vocais, controle vocal percebido e transtornos mentais comuns. Resultados esperados: Espera-se encontrar nos profissionais da voz um número elevado de sintomas vocais, controle vocal percebido adequado e menos sintomas de transtornos mentais comuns do que os não profissionais da voz. Espera-se também que a partir desses resultados seja possível direcionar de uma melhor forma a intervenção fonoaudiológica junto aos profissionais da voz e desenvolver estratégias mais assertivas.
2018
Descrição
  • BIANCA OLIVEIRA ISMAEL DA COSTA
  • DESLOCAMENTO DO OSSO HIOIDE DURANTE A DEGLUTIÇÃO APÓS TIREOIDECTOMIA: ANÁLISE ULTRASSONOGRÁFICA
  • Orientador : LEANDRO DE ARAUJO PERNAMBUCO
  • Data: 30 de Outubro de 2018 às 08:30
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  • INTRODUÇÃO: O deslocamento do osso hioide durante a deglutição depende da adequada amplitude de movimento e coordenação temporal entre suas diferentes etapas. Acredita-se que a tireoidectomia pode interferir nesse deslocamento e que a ultrassonografia laríngea transcutânea (USGLT) seja uma alternativa para analisar medidas quantitativas relacionadas à deglutição. OBJETIVO: Analisar parâmetros ultrassonográficos quantitativos de deslocamento do osso hioide após a tireoidectomia. MÉTODO: Trata-se de um estudo transversal aprovado pelo CEP (parecer 2.314.731/18). A amostra foi constituída por pacientes que realizaram tireoidectomia parcial ou total e por um grupo de comparação composto por voluntários sem doença tireoidiana. Foram coletados dados de identificação, história clínica e o levantamento de sintomas de vias aéreas digestivas superiores. O protocolo da USGLT seguiu as fases de aquisição e análise. Na fase de aquisição foi realizada a gravação em vídeo (30 quadros/segundo) do exame ultrassonográfico durante a deglutição de saliva, líquido (10 ml) e pastoso (10 ml). Na fase de análise o vídeo foi decomposto em frames para obtenção das medidas temporais e de amplitude de movimento por meio do software ImageJ. As medidas temporais, em segundos (s), foram: elevação, anteriorização, máximo deslocamento, manutenção do máximo deslocamento, retorno para o repouso e tempo total de deglutição. A amplitude de movimento, em centímetros, foi obtida por meio de duas medidas: distância entre o repouso e a elevação máxima do hioide e distância entre o repouso e o ponto máximo de anteriorização do hioide. A comparação de médias entre os grupos será realizada por meio do teste t de Student ou teste de Mann-Whitney. O nível de significância será de 5%. RESULTADOS PARCIAIS: Artigo 1 – foi realizada uma revisão integrativa da literatura com o objetivo de investigar as evidências científicas sobre a aplicabilidade da USGLT na avaliação da funcionalidade laríngea após a tireoidectomia. Foram incluídos oito artigos de acordo com os critérios de elegibilidade. Concluiu-se que o uso da USGLT após tireoidectomia tem foco na investigação de paralisia de pregas vocais e embora a visualização das estruturas laríngeas seja boa por meio do exame, não foram encontrados estudos sobre parâmetros relacionados à deglutição; Artigo 2 – coleta em andamento. Até o momento foram realizados 27 exames, sendo 12 no grupo experimental e 15 no grupo de comparação. Seis exames do grupo de comparação foram submetidos à extração dos parâmetros ultrassonográficos de tempo nas consistências líquida e pastosa. Durante a deglutição de líquido, o osso hioide levou, em média, 0,33 s para elevar, 0,20 s para anteriorizar, 0,54 s para alcançar o máximo deslocamento, 0,21 s para manter o máximo deslocamento, 0,62 s para retornar ao repouso e 1,37 s para completar a deglutição. No líquido espessado as médias dessa mesma sequência, em segundos, foram maiores: 0,41; 0,31; 0,72; 0,26; 0,91 e 1,89. Supõe-se que todos os parâmetros ultrassonográficos quantitativos de deslocamento do osso hioide avaliados neste estudo serão diferentes nos pacientes submetidos à tireoidectomia quando comparados aos que não realizaram cirurgia.
  • WEGINA JORDÂNA NASCIMENTO DA SILVA
  • BIOMARCADORES VOCAIS E EMOCIONAIS EM PACIENTES COM DEPRESSÃO
  • Data: 26 de Outubro de 2018 às 09:00
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  • Introdução: A depressão manifesta-se em vários sintomas. Dentro dos sintomas físicos, a alteração da voz pode ser observada e revelar ser um potencial biomarcador para sua detecção. Objetivo: Observar biomarcadores vocais e emocionais em indivíduos com e sem diagnóstico de depressão. Métodos: É um estudo observacional do tipo caso-controle. A amostra será dividida em dois grupos: pacientes com depressão (grupo caso) e sem depressão (grupo controle). O grupo caso será captado nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Centro de Práticas Integrativas e Complementares (CEPICS) e Grupo de Ações para Regulação da Ansiedade (GARA). O grupo controle será composto de funcionários e/ou familiares presentes nesses serviços de saúde. Os instrumentos utilizados serão o Protocolo de Triagem Vocal (PTV), Escala de Sintomas Vocais (ESV), Self-reporting Questionnaire (SRQ-20), Inventário de Depressão de Beck (BDI), bem como a coleta de tarefas de fala (vogal sustentada // e contagem de números de 1 a 10 e trecho de fala com três repetições de afa, ifi, ufu, para posterior avaliação perceptivoauditiva e acústica. Após coletados, os dados irão constituir o banco de dados para a realização de análise estatística descritiva e inferencial. A análise estatística será realizada por meio do software Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 20.0. Resultados esperados: Pacientes com depressão possuem características vocais que os diferenciam de indivíduos sem o transtorno. O estudo favorecerá a identificação da associação entre disfonia e depressão e de biomarcadores vocais e emocionais para rastreio de casos de depressão.
  • PATRÍCIA BRIANNE DA COSTA PENHA
  • PROGRAMA DE ASSESSORIA VOCAL PARA O PROFESSOR: UMA MODALIDADE DE INTERVENÇÃO À DISTÂNCIA
  • Orientador : MARIA FABIANA BONFIM DE LIMA SILVA
  • Data: 25 de Outubro de 2018 às 10:00
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  • Introdução: o professor está sujeito a adquirir distúrbios de voz devido à alta demanda vocal, além da exposição à fatores externos e internos que podem prejudicar à voz. Para isso, programas de saúde vocal podem auxiliar na obtenção de conhecimentos para prevenção do aparecimento de distúrbios da voz. Objetivo: verificar a efetividade de um Programa de Assessoria Vocal na modalidade semipresencial para professores do ensino fundamental da rede municipal. Método: estudo intervencional do tipo ensaio clínico não randomizado e comparativo. Participarão 50 professores de quatros escolas da rede municipal de João Pessoa, na qual essa amostra será dividida em Grupo Controle (n=25) e Grupo Experimental (n=25). O Programa de Assessoria Vocal em ambos os grupos contemplará: avaliações pré oficinas, quatro oficinas vocais e avaliações pós oficinas. As avaliações serão por meio de questionários de autopercepção vocal e de avaliação perceptivo auditiva (escala GRBASI). As oficinas serão abordadas com conteúdos teórico-práticos para ambos os grupos. No GC todas as oficinas serão na modalidade presencial, e no GE na modalidade semipresenical, com oficinas on-line e presencial Os dados serão tabulados e analisados estatisticamente a partir do software R.
  • VANESSA DE OLIVEIRA FLORENCIO
  • RELAÇÃO ENTRE A INTENSIDADE DA EMISSÃO E MEDIDAS ACÚSTICAS EM PACIENTES COM DIFERENTES DISTÚRBIOS DE VOZ
  • Data: 24 de Outubro de 2018 às 00:00
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  • RESUMO Introdução: A produção vocal envolve aspectos fisiológicos, auditivos, acústicos e emocionais salientando a importância de uma visão multi e interdisciplinar na avaliação, diagnóstico e tratamento dos distúrbios da voz. Dessa forma, a avaliação vocal deve incluir informações de diferentes esferas, incluindo a análise acústica. Dentre as medidas acústicas tradicionais, encontra-se o jitter, shimmer e proporção harmônico ruído. A literatura preconiza a utilização de vogais para extração de medidas e que além dela, a intensidade da emissão também deve ser monitorada na prática clínica. Objetivo: Verificar se existe relação entre a intensidade da emissão e as medidas acústicas de perturbação e ruído em pacientes com diferentes distúrbios de voz. Método: Participarão desta pesquisa 678 pessoas atendidas da clínica de Fonoaudiologia da UFPB. As medidas acústicas de jitter, shimmer, e Proporção Harmônico Ruído serão extraídas a partir da vogal /ɛ/ sustentada em três intensidades: leve, confortável e forte. Será realizada análise estatística descritiva para todas as variáveis acústicas analisadas, incluindo-se os valores de média e desvio padrão. Em seguida, será realizado testes post hoc de comparações múltiplas para detectar diferenças, utilizando-se do teste Nemenyi. Sendo nível de significância de 5%. Resultados esperados: Diante disto, espera-se que exista relação entre a intensidade da emissão da vogal sustentada com as medidas de perturbação referidas, jitter, shimmer e Proporção Harmônico Ruído em pacientes com diferentes distúrbios de voz.
  • MARA MARIA GOMES BARROS DE ANDRADE
  • ESTUDOS COM O APLICATIVO HEAR ZA EM PORTUGUÊS
  • Orientador : HANNALICE GOTTSCHALCK CAVALCANTI
  • Data: 27 de Setembro de 2018 às 13:00
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  • Objetivo: Validar o aplicativo HearZA para o português brasileiro. Métodos: A primeira etapa da adaptação transcultural das telas do aplicativo foi realizada na FOB/USP-Bauru, através da colaboração da Profª Drª Deborah Viviane Ferrari. Consistiu em tradução literal das telas originais, realizada por dois tradutores; reunião de síntese, com os dois tradutores e um juiz neutro; realização de duas versões de retrotradução; reunião do comitê de peritos em que os responsáveis pelas duas traduções iniciais e as duas retrotraduções se fizeram presentes além de um juiz (perito em Letras) e um fonoaudiólogo; e, avaliação da compreensão das instruções do aplicativo em Língua Portuguesa do Brasil. A etapa seguinte, o desenvolvimento do software para o português, é o objeto de estudo deste dissertação e está sendo realizada no município de João Pessoa. Participaram d, na primeira fase esse estudo, 20 sujeitos entre 18 e 28 anos, com limiares auditivos iguais ou melhores do que 15dB para cada oitava de frequência entre 250Hz e 8000Hz. A amostra foi por conveniência. Resultados Parciais: Conclusão da primeira etapa com geração da curva psicométrica a partir da avaliação dos 20 sujeitos com limiares até 15 dB. O software está disponível para a realização da segunda etapa que é a de validar o software. Foi realizado como resultado também um artigo de revisão bibliométrica sobre o uso da telemedicina na área de audiologia. Conclusões preliminares: até o presente momento não existe divergências culturais e/ou idiomáticas que impossibilitem a validação do aplicativo HearZA para o português brasileiro.
2016
Descrição
  • MILENA MAGALHÃES AUGUSTO
  • CORRELAÇÃO ENTRE ESPESSURA, PRESSÃO E RESISTÊNCIA DA LÍNGUA COM RESÍDUOS FARÍNGEOS NA DOENÇA DO NEURÔNIO MOTOR
  • Data: 26 de Outubro de 2016 às 10:00
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  • INTRODUÇÃO: O prejuízo motor progressivo causado pela Doença do Neurônio Motor (DNM) compromete as estruturas envolvidas na deglutição, incluindo a língua. Acredita-se que transtornos na língua podem contribuir para a presença de resíduos faríngeos nestes pacientes. OBJETIVO: Verificar se existe correlação entre espessura, pressão e resistência da língua com a presença de resíduos faríngeos, especificamente em valéculas, no paciente com DNM. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, com amostra composta por 21 pacientes com DNM, média de idade de 60,29 (±13,21) anos, sendo 13 (61,9%) homens, todos submetidos a cinco etapas de avaliação: 1) anamnese; 2) medida de pressão e resistencia da língua através do dispositivo Iowa Oral Performance Instrument (IOPI); 3) avaliação clínica da deglutição com aplicação de duas escalas específicas (FOIS – Functional Oral Intake Scale e EGELA - Escala de Gravidade na Esclerose Lateral Amiotrófica – dimensão deglutição); 4) videoendoscopia da deglutição para verificar presença de resíduo em valéculas; 5) ultrassonografia da língua para medir a espessura da língua. A correlação entre as variáveis quantitativas já coletadas foi realizada por meio do teste de correlação de Spearman, sendo considerado o nível de significância de 5%. A classificação do nível de resíduo em valéculas será feita por três juízes especialistas de acordo com a escala Yale Pharyngeal Residue Rating Scale Scoring System. A concordância entre os juízes será avaliada pelo teste de Kappa ponderado. RESULTADOS PARCIAIS: foi observada correlação positiva moderada entre as seguintes variáveis: pressão e resistência de língua (rho = 0,47; p = 0,02); pressão de língua e FOIS (rho = 0,53; p = 0,01); pressão de língua e EGELA (rho = 0,59; p = 0,005); resistência de língua e EGELA (rho = 0,60; p = 0,04). Verificou-se, ainda, correlação positiva forte entre as escalas FOIS e EGELA (rho = 0,82; p<0,001). A espessura de língua não se correlacionou com nenhuma das outras variáveis testadas. As análises dos exames de videoendoscopia da deglutição para classificação do nível de resíduo em valéculas estão em andamento com os juízes especialistas.