CCS - PROGRAMA ASSOCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA (PPGFON)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARYLIA ALBUQUERQUE ANDRADE RAMOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARYLIA ALBUQUERQUE ANDRADE RAMOS
DATA: 25/09/2024
HORA: 14:00
LOCAL: Online Via GoogleMeet
TÍTULO: VOZ DO TELEOPERADOR DE EMERGÊNCIA: ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA DENTRO DE DUAS CENTRAIS DE ATENDIMENTO EM CIDADES DISTINTAS DO NORDESTE.
PALAVRAS-CHAVES: Voz; Distúrbios da voz; Processos Grupais; expressividade; Operadores de Telemarketing; Treinamento da Voz.
PÁGINAS: 50
RESUMO: Introdução: Os teleoperadores de emergência desempenham um papel essencial, utilizando a voz como principal ferramenta de trabalho. As responsabilidades desses profissionais incluem a coleta de informações críticas dos solicitantes, como localização e natureza da emergência, e a transmissão desses dados para os setores competentes resolverem a situação. Dessa forma,66 eles enfrentam situações de alto estresse, pois muitas das chamadas envolvem risco de vida. No Brasil, os teleoperadores de emergência podem ser militares ou civis, com perfis e condições de trabalho que variam conforme a instituição. Além disso, há uma carência de treinamento específico na área de comunicação, o que pode impactar a eficácia do atendimento. Objetivo: identificar se existe correlação entre a qualidade de vida em voz e o índice de triagem de distúrbio de voz em teleoperadores de emergência de duas centrais de atendimento, uma em João Pessoa e outra em Fortaleza, bem como analisar os efeitos de uma intervenção fonoaudiológica em expressividade (abordagem eclética) nesses profissionais. Metodologia: O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. O primeiro artigo trata-se de um estudo observacional, descritivo, analítico, transversal e quantitativo, com a participação de 88 teleoperadores de ambos os gêneros. Desses, 58 são de uma central de emergências em Fortaleza (CIOPS), não militares e com carga horária de 6 horas, e 30 são militares de uma central em João Pessoa (CICC), com carga horária de 12 horas. Os participantes responderam ao questionário Perfil Vocal do Operador de Telemarketing (PVOT), Índice de Triagem de Distúrbios de Voz (ITDV) e Qualidade de Vida em Voz (QVV). O segundo artigo, atualmente em fase de coleta de dados, é um estudo intervencional, descritivo e de natureza quantitativo-qualitativa, com teleoperadores de emergência do CIOPS. A intervenção ocorre presencialmente em seis encontros, dois voltados a avaliações iniciais e finais por meio de questionários de autopercepção, e os outros quatro relacionados a oficinas. Os participantes são divididos em dois grupos: um grupo experimental que recebe intervenção eclética e o outro controle que envolve orientações. Resultados: No primeiro artigo, observou-se que os sintomas vocais mais comuns foram pigarro (44,3%), garganta seca (43,2%), tosse seca (36,4%) e secreção na garganta (36,4%). Considerando o ponto de corte de cinco ou mais sintomas (ITDV), 38,6% dos teleoperadores necessitariam de acompanhamento fonoaudiológico. João Pessoa apresentou uma maior proporção de indivíduos com indicação para consulta clínica (n=16; 53,3%) comparado a Fortaleza (n=18; 31%), com diferença significativa (p=0,042; teste qui-quadrado). Na dimensão física do QVV, os teleoperadores de João Pessoa tiveram melhor qualidade de vida (média=93,8; DP=9,14) comparado aos de Fortaleza (média=86,5; DP=13,7), enquanto na dimensão socioemocional, não houve diferença significativa entre eles (p=0,141; teste de Mann-Whitney). Os resultados do segundo estudo, espera-se verificar melhorias na qualidade de vida em voz e ampliar o conhecimento sobre saúde e higiene vocal. Conclusão: Diferenças entre as duas centrais (João Pessoa e Fortaleza) podem emergir, possivelmente devido a fatores de condições de trabalho (organizacionais e ambientais), tendo em vista que as temáticas de ligações são parecidas, dessa forma, os resultados indicam uma correlação entre os distúrbios de voz e a qualidade de vida em voz autorreferidos pelos teleoperadores de emergência, sugerindo que os problemas vocais impactam negativamente a percepção de qualidade de vida e que intervenções focadas em melhorar a saúde vocal podem significativamente aumentar a qualidade de vida percebida.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1124366 - LARISSA NADJARA ALVES ALMEIDA
Externo à Instituição - MARIA CRISTINA DE MENEZES BORREGO FERNANDES
Presidente - 1890525 - MARIA FABIANA BONFIM DE LIMA SILVA